Campanha 'Eu Ajudo Na Lata', de Itapetininga, tem novo beneficiado

A campanha ‘Eu Ajudo na Lata 2015’ é realizada pela Unimed Itapetininga

 

A Unimed de Itapetininga encontrou um novo beneficiado após o menino Victor Miguel Sampaio da Rocha, que iria receber a cadeira de rodas adaptada, ter ganhado o equipamento dos amigos da empresa onde o pai trabalha, que fizeram uma ‘vaquinha’ para ajudá-lo.

O novo beneficiado da campanha é Miguel Roberto Rodrigues dos Santos, de 5 anos de idade.

Ele tem paralisia cerebral tetraparética, epilepsia de difícil controle e só se alimenta via gastrostomia.

Desde o começo do ano mais de 70 garrafas pet cheias de lacres de latas de alumínio já foram arrecadadas.

A cada edição a campanha cresce, tomando uma proporção maior e recebendo mais atenção e colaboração das pessoas.

No ano passado foram arrecadas cerca de 150 garrafas pet, que contabilizaram aproximadamente 180 kg de lacres.

Com o valor alcançado com a venda dos lacres, a Unimed comprou uma cadeira de rodas para o Asilo Lar São Vicente de Paulo, em Itapetininga.

Essa campanha visa arrecadar lacres de latas de alumínio que são posteriormente vendidos para, com o valor conseguido,adquirir um ou mais equipamentos de acessibilidade para pessoas com deficiência, como bengalas, aparelhos auditivos, cadeira de rodas, entre outros.

Colabore você também com esse gesto simples, porém louvável, que pode ajudar a melhorar a condição de vida de alguém que precisa. Para outras informações, consulte a Unimed através do NHD no telefone (15) 3275-7139.

 




Artigo de Maraisa Lima: 'O que a comunicação tem a ver com a sua carreira?'

Você tem ideia de quanto a habilidade de comunicação contribui para o posicionamento de sua carreira?

 Maraísa LimaEste não é um artigo publicitário, embora eu acredite que “vender” uma boa imagem profissional seja uma ação muito importante nos dias de hoje. Mas, para ser visto como um comunicador assertivo – aquele que alcança os resultados desejados – você precisa ir além de apenas se autopromover.

Nesse processo de sair da zona de conforto, quando o assunto é comunicação, a grande dificuldade das pessoas é justamente mudar o modelo mental em relação ao desenvolvimento da própria habilidade de se comunicar com eficácia.

Por ser uma ação naturalmente desenvolvida pelos seres humanos, a comunicação em diversas esferas apresenta um caráter muito intuitivo e, por vezes, até irracional, no sentido de que muitos profissionais não pensam sobre o público-alvo, não planejam o conteúdo, e muito menos elegem a melhor estratégia para transmitir uma mensagem eficaz.

É claro que um bom profissional precisa ter conhecimentos técnicos e uma série de competências para desempenhar suas funções. Mas, sem se comunicar bem, é muito difícil que prospere na carreira, exceto em postos de trabalho em que não haja necessidade relacionamento com outros seres humanos. Do contrário, a grande maioria das pessoas precisa saber lidar com gente!

No senso comum, lidar com gente é conversar, sair para um encontro de negócios, bater papo com colegas de trabalho no cafezinho. Não se trata apenas disso, mas lidar com pessoas está relacionado a saber usar técnicas de empatia numa conversa difícil; desenvolver a escuta genuína em situações corriqueiras, a usar perguntas de esclarecimento para elucidar informações cruciais, ter um

bom português etc. Enfim, ser uma pessoa que constrói sua carreira de maneira planejada e consciente.

Norm Fjeldheim, CIO da Qualcomm – empresa americana reconhecida mundialmente na área de tecnologia e inovação – é enfático ao alertar sobre a importância da comunicação para a carreira: “Mesmo que você tenha um ótimo conhecimento técnico, sua carreira não avançará se não souber se comunicar. Na verdade, quanto maior sua habilidade de comunicação, mais longe você irá. Embora a tecnologia mude com o tempo, saber se comunicar bem sempre será valioso.”

De acordo com um estudo da Office Team, a tecnologia expõe a capacidade de comunicação das pessoas. Um e-mail, por exemplo, pode dar uma visibilidade em proporções virais a um remetente desatento. Da mesma maneira, mensagens de áudio e vídeo, usadas a todo instante, revelam o quanto o usuário sabe se comunicar.

Entretanto, existem práticas simples, e ao mesmo tempo eficazes, na hora de enviar uma mensagem a alguém: pensar em como atingir aquela pessoa e receber uma resposta favorável; perguntar a si mesmo se não seria melhor falar pessoalmente, dependendo do assunto; reler o texto pelo menos duas vezes para “enxugar” as palavras e verificar realmente se o conteúdo está claro, bem escrito e se surtirá o efeito desejado!

Por fim, não custa lembrar: a comunicação tem tudo a ver com a sua carreira, independente da empresa em que atua ou do cargo que ocupa. E mais! É a partir dessa habilidade que as pessoas vão avaliar se você é ou não um profissional assertivo.

Maraísa Lima

Jornalista, gestora de Comunicação em empresa de renome nacional. É especialista em Marketing, Comunicação Empresarial e professora do curso de aperfeiçoamento profissional “Comunicação e Redação Empresarial” no Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG).




Bailarina vence prêmio em festival e será 'Brasil' em campeonato nos EUA (TV Tem)

Estudante mora em Itapetininga (SP) e faz balé desde os 4 anos. ‘Só agora é que está caindo a ficha’, diz adolescente de de 14 anos.

Do G1 Itapetininga e Região

A bailarina Beatriz do Nascimento de Almeida, de 14 anos, será a única representante do Brasil no campeonato internacional de balé Valentina Kozlova, que será nos Estados Unidos (EUA), em abril de 2016. A moradora de Itapetininga (SP) ganhou a chance de participar do festival após ficar em 1° lugar em um prêmio na Argentina em agosto com 12 participantes – ela e as concorrentes de países da América do Sul passaram por seletivas antes do evento argentino.

Beatriz conseguiu vencer campeonato após rotina extensa de treinos (Foto: Reprodução/ TV TEM)Beatriz conseguiu vencer campeonato após rotina
extensa de treinos (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Além da chance de competir nos EUA, Beatriz também ganhou uma bolsa de estudos por um ano na escola de balé Conservatório Valentina Kozlova em Nova York. “Foi uma experiência única e só agora é que está caindo a ficha. Foi muito bom para mim, muito gratificante. Achei que seria muito difícil, no começo estava nervosa, mas depois fui me soltando. A sensação de estar no palco é sempre única”, diz.

A competição na Argentina  durou uma semana de aulas e apresentações. Beatriz e outras duas sulamericanas, uma paraguaia e uma argentina, representarão a América do Sul no campeonato na modalidade estudante.

As professoras de dança Natália Helena Palmeira e Priscila Spínola ressaltam que a conquista da aluna reflete também na escola de balé e nos alunos. “A importância é muito grande. A gente está muito feliz porque trabalhamos muito para isso. Ela é muito focada no que quer, tem o apoio dos pais e professores e isso faz com que ela realmente chegue onde quer”, afirmam.

Beatriz tem o apoio da família (esq.) e da professora Natália (dir.) para seguir carreira (Foto: Arquivo Pessoal/ Natalia Helena)Beatriz tem o apoio da família (esq.) e da professora
Natália (dir.)(Foto: Arquivo Pessoal/Natalia Helena)
Bailarina venceu prêmio e vai representar país nos EUA (Foto: Reprodução/ TV TEM)Bailarina venceu prêmio e vai representar
país nos EUA (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Rotina de treinos
Beatriz descobriu o balé aos 4 anos de idade. Desde então, a dedicação e o sonho de transformar o ‘hobby’ em profissão só aumentaram. Atualmente treina em média cinco horas por dia, variando de quatro a oito horas. “O balé traz muita disciplina, foco e responsabilidade”, alerta.

Em abril deste ano, em entrevista ao G1, a bailarina ressaltou que a dedicação aos treinos tira momentos importantes da adolescência. “Sou chamada para festas, mas não posso ir. Não tenho muito tempo para ficar com os amigos. Além disso, deixo de comer muita coisa que gosto como doce e refrigerante, tudo para manter a forma.”

Apesar de perder momentos da adolescência, o sonho continua. “Desde que venci o primeiro concurso que participei sei o que quero. A sensação é indescritível. Antes dos concursos eu era muito criança, então, fazia aula por brincadeira. Com a adolescência, isso se tornou coisa séria, percebi que poderia virar realidade. Hoje em dia faço por amor à dança”, reflete.

Ansiedade dos pais
Para a mãe de Beatriz, Priscila Lima Almeida, o momento atual é de ansiedade para saber como será o futuro da filha durante intercâmbio em Nova York. “É um ano fora, com saudade, além de maturidade que ela ainda está criando. É difícil ficar longe, mas ao mesmo tempo quero que ela viva o sonho dela”, revela.

E se a ficha ainda está caindo para a bailarina, para o pai Adriano Almeida, está longe de cair. “Para gente foi uma surpresa, nunca imaginávamos que seria deste jeito”, ressalta.

Bailarina começou aos 4 anos, acumulando uma década de treinos (Foto: Arquivo Pessoal/ Natalia Helena e Adriano de Almeida)Ela começou aos 4 anos e treina há 10 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Natalia Helena e Adriano de Almeida)



Sindicato Rural de Itapetininga oferece quatro cursos gratuitos

Há 40 vagas disponíveis.

 Estão com inscrições abertas no Sindicato Rural de Itapetininga quatro cursos rurais.

As aulas serão em setembro.

As matrículas devem ser feitas na sede do Sindicato Rural, à Rua Campos Salles, 219, Centro.

Os cursos oferecidos são: criação de abelhas sem ferrão, processamento artesanal de leite, operação de colheitadeira de milho e doma racional.

As aulas de meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) serão realizadas de 8 a 9 e de 22 a 23 de setembro.

As de Processamento Artesanal de Leite será de 8 a 11 de setembro.

O curso de Operação de Colheitadeira de Milho vai de 26 a 30 de setembro e o de Doma Racional de 14 a 18 de setembro.

Mais informações, como locais e horários de aulas podem ser obtidas na sede do sindicato ou pelo telefone 15/3271-0811.




Artigo de Marcelo Paiva Pereira: 'Arquitetura sustentável: edificando o meio ambiente'

Marcelo Paiva Pereira: ‘ARQUITETURA SUSTENTÁVEL: EDIFICANDO O MEIO AMBIENTE’

arquitetura

A arquitetura sustentável é um ramo da arquitetura e urbanismo e um novo conceito com vistas a preservar o meio ambiente natural em benefício das presentes e futuras gerações, garantindo o conforto ambiental a que todos tem direito. O presente texto, ainda que superficialmente, abordá-la-á sob os enfoques da sustentabilidade, do projeto sustentável e da permacultura.

Prólogo

Ao redor do mundo a preservação do meio ambiente natural tem sido objeto de preocupação desde o início da década de 70 do século XX, enquanto no Brasil teve início em 1991 com um projeto de lei sobre o acondicionamento, tratamento, coleta e destinação final dos resíduos hospitalares e instituições da área da saúde.

De lá para cá muitas foram as legislações elaboradas e publicadas sobre o tema, atingindo as áreas profissionais e do conhecimento, dentre as quais a arquitetura e urbanismo, uma das ciências e carreiras profissionais responsáveis pela produção de resíduos no ambiente artificial (as cidades) com efeitos danosos ao meio ambiente natural.

Em face da realidade degradante que atinge o meio ambiente (tanto natural quanto artificial) surgiu a corrente da sustentabilidade, que tem o escopo de preservar o meio ambiente à sobrevivência das espécies e da humanidade.

Da Sustentabilidade

A sustentabilidade é um conceito sistêmico, abrange as áreas social, econômica, cultural, geográfica (ou espacial) e ecológica. O complexo formado por elas é o suporte de existência da arquitetura sustentável. Seus conceitos seguem abaixo:

  1. A sustentabilidade social visa diminuir as discrepâncias entre as classes sociais, pretendendo pela maior equidade na distribuição de bens e rendas.
  2. A sustentabilidade econômica visa mensurar a eficiência (rentabilidade) econômica por toda a sociedade, pretendendo pela rentabilidade social da economia, e não apenas pela empresarial.
  3. A sustentabilidade cultural visa compor – conciliar – a cultura científica com a popular (ou vernacular), para extrair de ambas os mais adequados projetos de construção para o ambiente a que se destinam.
  4. A sustentabilidade geográfica (ou espacial) visa ao projeto, pretendendo pela compacidade (redução da área de ocupação), flexibilidade (acolhimento de mais necessidades humanas) e formalidade (deve assegurar a preservação do meio ambiente natural do local, com a criação de áreas de proteção ambiental ou proteger ecossistemas frágeis).
  5. A sustentabilidade ecológica visa criar sistemas de condicionamento ambiental e do aproveitamento de formas de energia que sejam limpas e disponíveis na natureza.

A sustentabilidade social e a econômica tem o propósito de diminuir as diferenças econômicas entre as classes sociais, medindo a rentabilidade econômica por toda a sociedade. Esta rentabilidade extrapola a rentabilidade empresarial e atinge a da sociedade, em relação às classes sociais que a constituem.

A sustentabilidade cultural, geográfica e ecológica tem o propósito de diminuir os efeitos danosos ao meio ambiente com a redução de áreas de construção, uso de materiais próprios ou próximos do local e regular (condicionar) o uso do espaço arquitetônico sem prejudicar ou, ao menos, diminuindo em muito os danos ao meio ambiente.

Os três últimos tipos de sustentabilidade são informados por princípios que orientam a formação e a execução do projeto arquitetônico. São:

  1. Princípio da Diversidade do Conhecimento Popular e de Técnicas Científicas: acolhe ambos os conhecimentos com o escopo de realizar todas as necessidades humanas. Informa a sustentabilidade cultural;
  2. Princípio da Obediência às Relações Sistêmicas entre Processos e Eventos: visa mensurar a quantidade de danos e a qualidade (nocividade) dos materiais ao meio ambiente. Informa a sustentabilidade ecológica;
  3. Princípio da Interdisciplinariedade de Equipes: visa melhorar a elaboração do projeto ou sua execução. Informa a sustentabilidade geográfica (ou espacial).

Além desses existem outros princípios, porém anteriores à Revolução Industrial (séc. XVIII), os quais informavam as condutas construtivas. São:

  1. Princípio da Adequação da Edificação ao Lugar: corresponde à atual sustentabilidade geográfica (ou espacial);
  2. Princípio da Construção em Harmonia com a Natureza: corresponde à atual sustentabilidade ecológica.

Atualmente esses princípios, anteriores à Revolução Industrial, informam as condutas humanas em relação à interação delas com o meio ambiente. A essa interação atribui-se o título – talvez romântico – de “espírito do lugar”, que traduz a essência do lugar para o conforto humano.

Referidas condutas deverão fazer uso da água, terra, fogo e ar – os quatro elementos da natureza – mensurando-os em proporções que não agridam o meio ambiente nem suprimam o conforto ambiental às pessoas. A obra arquitetônica deverá ser harmônica com o “espírito do lugar”, podendo resultar de arquitetura técnica ou vernacular, mas deverá ser sustentável.

A sustentabilidade tem por objeto o meio ambiente e por finalidade preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. Suas diretrizes são:

  1. Análises preliminares: aborda os aspectos naturais, a infraestrutura, a vizinhança e a legislação;
  2. Perfil ambiental do empreendimento: aborda o programa de necessidades do empreendimento, a indicação de objetivos ambientais e o estudo da luz e dos ventos (elementos do clima).

Em relação ao estudo da luz e dos ventos, os períodos mais indicados são:

  1. Outono: 20 de março, às 07:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 18:00 hs;
  2. Inverno: 21 de junho, às 07:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 17:00 hs;
  3. Primavera: 22 de setembro, às 06:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 17:00 hs;
  4. Verão: 21 de dezembro, às 06:00 hs, 11:00 hs, 15:00 hs e 18:00 hs.

As diretrizes acima servem de pressupostos ao projeto – ou desenho – sustentável, que deverá atribuir uso racional dos recursos naturais com vistas ao conforto humano e à sustentabilidade do ambiente.

A sustentabilidade surge na área da arquitetura e urbanismo como critério de elaboração de projetos. A ética a que se propõe é a preservação do ambiente para as presentes e futuras gerações e tem por estética a qualidade (atributos apreciáveis) dos projetos em benefício da qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

Haja vista ser a sustentabilidade um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômico, social e ambiental (cultural, geográfica e ecológica), a atividade sustentável deverá ser economicamente viável, socialmente justa e ecologicamente correta. É a hipótese do projeto de arquitetura e urbanismo, que assim deverá ser desenhado e executado.

Do Projeto Sustentável

O projeto sustentável deverá ter eficiência energética, sanitária e administrativa, objetivar o conforto e abordar os temas:

  1. Escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos;
  2. Respeito e adequação às condicionantes (características) locais;
  3. Minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  4. Racionalização da água e da energia;
  5. Espaços adequados à gestão dos resíduos;
  6. Canteiro de obras sustentável;
  7. Manutenção;
  8. Conforto e saúde dos usuários.

A eficiência energética está contida no projeto sustentável e depende:

  1. Da implantação: respeito e adequação às condicionantes (características) locais e minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  2. Da orientação: respeito e adequação às condicionantes (características) locais e minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  3. Dos materiais da envoltória: escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos;
  4. Dos sistemas (resfriamento/aquecimento, iluminação, hidráulica, equipamentos, etc): escolha integrada dos produtos, sistemas e processos construtivos.

O projeto sustentável também deverá apresentar soluções ativas e passivas para a eficiência energética. Elas se apresentam como abaixo seguem.

São soluções ativas (são os objetivos da eficiência energética):

  1. Redução do consumo de energia de fontes não renováveis: visa à racionalização da água e da energia, e aos espaços adequados à gestão dos resíduos;
  2. Utilização de fontes renováveis de energia: visa à racionalização da água e da energia, e à minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno;
  3. Minimização na emissão de poluentes: visa à minimização dos impactos ambientais (danos) no entorno.

São soluções passivas as que visam reduzir a necessidade de resfriamento e iluminação natural quanto à luz, ventilação e temperatura.

A eficiência sanitária deverá abranger o esgoto sanitário, os resíduos sólidos, o abastecimento e o tratamento de água, esgoto, resíduos e rejeitos. Deverá racionalizar a gestão dos resíduos e os recursos hídricos (água de chuva, água potável, rede de esgoto, lençol freático e escoamento difuso das águas), tendo por finalidades a funcionalidade do edifício, o conforto dos ocupantes e a otimização do uso dos resíduos. A salubridade do ambiente depende da qualidade sanitária da água, do ar, dos equipamentos e das superfícies de contato com as pessoas.

A eficiência administrativa (ou gestão ambiental da manutenção) consiste num conjunto de atividades destinadas a conservar ou recuperar a capacidade funcional e o desempenho da edificação e de seus sistemas constituintes.

Quanto ao conforto pretendido pelo projeto sustentável, este deverá considerar as percepções humanas (são os sentidos da visão, audição, gustação, olfato e tato) e ser higrotérmico (quanto ao clima do ambiente e à temperatura dos materiais), acústico (quanto à sonoridade do ambiente), visual (quanto à luminosidade do local e aos excessos de sinalizações (poluição visual)) e olfativo (quanto aos gases e odores em suspensão).

Os projetos arquitetônicos assim desenhados são objeto do capitalismo natural, modelo econômico do desenvolvimento sustentável, que depende de sistemas eficientes de produção e cujos princípios se alicerçam na preservação dos recursos naturais e do meio ambiente, na solidariedade com as gerações futuras e na satisfação das necessidades básicas do ser humano.

Da Permacultura

Paralelamente há a permacultura, conjunto de conhecimentos interdisciplinares que foi criada na Austrália no final dos anos 70 do século XX por Bill Mollison e David Holmgreen, e trata dos elementos de um sistema e dos relacionamentos que se pode criar entre eles, por meio da distribuição desses elementos no terreno. A palavra aludida resulta da conjunção de “permanente” e “cultura”, e presume concepções baseadas em relações mais duradouras e equilibradas com o meio socioambiental.

A referida examina os ciclos biológicos da natureza e os reproduzem na elaboração de sistemas de condicionamento ambiental dos elementos (casas, açudes, ruas, estradas, parques, etc) que os compõem.

Seus princípios assemelham-se aos que informam a sustentabilidade, o projeto e o desenvolvimento sustentável. Eles, entretanto, orientam no sentido de integrar as condutas humanas criando laços de dependência ou relações de causa e efeito, com a finalidade de criar um sistema ordenado de relações em prol da preservação do ambiente natural e artificial (as cidades). Em relação a este último, pretende pela criação de áreas agricultáveis pelos habitantes de cada área ou trecho urbano, no afã de gerar renda e aproximar as pessoas da natureza, ainda que sob as técnicas de produção de subsistência.

Da Arquitetura Sustentável

A arquitetura sustentável pode ampliar o conforto ambiental e a economia de recursos naturais mediante os parâmetros de economia, qualidade e durabilidade das obras e os princípios da minimização dos impactos ambientais e do uso racional dos recursos naturais não renováveis, junto com os princípios oriundos do desenvolvimento sustentável:

  1. Preservação dos recursos naturais e do meio ambiente: este contém os dois acima, que o especificam;
  2. Solidariedade com as gerações futuras: as obras realizadas não podem degradar o ambiente, assegurando a sua existência para as gerações futuras;
  3. Satisfação das necessidades básicas do ser humano: alude ao conforto, inclusive o ambiental.

Ela depende de todo o sistema que conceitua a sustentabilidade e da obediência à todas as diretrizes do projeto sustentável. Está contida no modelo de desenvolvimento sustentável e do capitalismo natural.

Em relação aos princípios da permacultura, dependerá da consciência de cada pessoa no tratamento dado ao ambiente natural e urbano, inclusive em relação às áreas agricultáveis pretendidas; estas indicam ser aproveitáveis aos habitantes de vilas, povoados, pequenas cidades ou de baixa renda, que poderiam extrair uma parte do sustento e da renda com a produção agrícola de subsistência.

Sem óbice da permacultura, a arquitetura sustentável também deverá promover estratégias específicas para a finalidade a que se propõe, as quais abaixo seguem.

Em relação ao conforto ambiental, deverá examinar o conforto lumínico, acústico e térmico – na forma do edifício e nos materiais da envoltória.

Em relação ao aproveitamento e reuso de recursos em geral, deverá tratar da captação e armazenamento das águas das chuvas (água de reuso), do reuso das águas cinzas, da bacia sanitária com caixa acoplada e, quando for conveniente e oportuno, do uso de fogão à lenha.

Em relação ao gerenciamento das águas, deverá examinar o uso racional da água (de reuso e potável) sem prejuízo das instalações e das necessidades humanas.

Em relação à definição dos materiais a serem utilizados, deverá considerar as fases de projeto, construção e desmontagem, seguir as diretrizes referentes aos materiais renováveis, recicláveis, reutilizáveis e os atóxicos, à facilidade de desmontagem, à padronização de dimensões e ao baixo conteúdo energético (tanto no ciclo de vida do produto quanto no seu desmonte).

Optando-se pela análise do ciclo de vida do produto, deverá examiná-lo desde a obtenção da matéria-prima, manufatura, montagem, uso (operação) e manutenção; e, quanto ao destino a ser dado após seu exaurimento, deverá examinar sua reutilização (usa pouca energia) e reciclagem (o uso da energia deve ser mensurado). As emissões aéreas e líquidas e a energia consumida na produção são mais intensas nas fases de obtenção, manufatura e montagem, também devendo ser examinada pela arquitetura sustentável.

Em relação à gestão de resíduos domiciliares, deverá distinguir o lixo facilmente biodegradável (resíduos orgânicos, papéis e restos vegetais) do não facilmente biodegradável (vidro, metais e plásticos), com vistas a facilitar a coleta. Quanto às águas residuais, será necessário distinguir as águas negras (oriundas dos vasos sanitários) das cinzas (pias, tanques, lavatórios e chuveiros) e dar a cada uma a destinação adequada (reuso das águas cinzas e eliminação das águas negras).

Em relação ao paisagismo, deverá utilizar vegetação caduciforme (no outono e inverno as folhas ressecam e caem) para o conforto térmico nas edificações pelo sombreamento das fachadas; vegetação de maior duração para as coberturas (telhados) verdes; elaborar paisagismo pedagógico e paisagismo sensorial (estimulantes da visão, audição, gustação (ou paladar), olfato e tato).

Em relação às estratégias sociais, deverá preservar raízes históricas, culturais e naturais (sustentabilidade cultural), promover a igualdade social, o acesso universal e a educação ambiental, e incentivar a participação popular na escolha e acolhimento de decisões.

Em relação às estratégias econômicas, deverá usar com eficiência os recursos disponíveis no local, possibilitar pequenos negócios familiares junto à habitação, reduzir a ocupação do imóvel no lote para produzir alimentos (princípio da permacultura), incentivar a reciclagem do lixo (princípio da permacultura) e proporcionar a geração de renda oriunda da venda do lixo reciclado e do excedente agrícola (princípio da permacultura).

Da Conclusão

A arquitetura sustentável é um ramo da arquitetura e urbanismo e um novo conceito, porém dependente do conceito sistêmico da sustentabilidade e dos princípios que a informam. Estes também informam o projeto sustentável, o qual deverá atingir o conforto ambiental e a eficiência energética, sanitária e administrativa para suprir as necessidades e as percepções humanas (os cinco sentidos), adequando-se ao ambiente em que se encontrar (o “espirito do lugar”) e utilizando-se de estratégias específicas para realiza-las.

Quanto à permacultura e seus princípios, parece ser mais apropriada às comunidades de vilas, povoados ou pequenas cidades, de modo que a arquitetura sustentável dependa do interesse dos habitantes urbanos quanto ao sistema ordenado de relações e à hipótese de aquisição de rendas pela venda do excedente agrícola (subsistência) ou dos resíduos urbanos (lixo) para reciclagem ou reutilização.

Finalmente, a arquitetura sustentável é a edificação do meio ambiente porque o constrói artificialmente (as cidades) com a preservação da natureza que a envolve e desta admite ser dependente para edificar-se adequadamente diante dela. Nada a mais.

 

Marcelo Augusto Paiva Pereira.

(o autor é aluno de graduação da FAUUSP)

 

FONTES DE PESQUISA

CAUBR.GOV.BR. Disponível em: http://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2014/02/AF6_asbea_sustentabilidade.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

HABITARE.ORG.BR. Disponível em: http://www.habitare.org.br/pdf/publicacoes/arquivos/colecao9/livro_completo.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

PROACTIVECONSULTORIA.COM.BR. Disponível em: http://proactiveconsultoria.com.br/2013/wp-content/uploads/2013/04/Arquitetura-e-Desenvolvimento-Sustentavel.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

REVISTAS.UNISINOS.BR. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/arquitetura/article/view/4800. Acessado aos 12.08.2015.

USP.BR. Disponível em: http://www.usp.br/nutau/CD/28.pdf. Acessado aos 12.08.2015.

FCA.UNESP.BR. Disponível em: http://www.fca.unesp.br/Home/Extensao/GrupoTimbo/permaculturaFundamentos.pdf. Acessado aos 30.08.2015.

PERIODICOS.IFSC.EDU.BR. Disponível em: https://periodicos.ifsc.edu.br/index.php/rtc/article/download/1455/860. Acessado aos 30.08.2015.

 

 

 




Leitor da Ilha Terceira, Açores, Portugal precisa de informações. Alguém pode ajudar?

Em correspondência enviada para o genealogista Afrânio Mello, leitor de Portugal relata suas dificuldades. O ROL pede apoio dos leitores 

O leitor João Luís Esquível, lá da Ilha Terceira, Açores, Portugal escreveu para o genealogista:

“Estimado Afrânio Mello, boa tarde,
Escrevi há pouco tempo um texto sobre Manuel Beckman e sua família os ramos portugueses e os brasileiros. Creio que tem interesse e curiosidade sobre estes temas histórico-genealógicos e a sua divulgação junto das populações e/ou comunidade de historiadores profissionais e amadores.
Manuel Beckman é de todos conhecido mas talvez não seja todo o resto da sua família e o destaque que tiveram quer no Brasil quer em Portugal.

http://genalg.blogspot.pt/2015/08/a-familia-beckman-e-as-suas-linhas.html

Num artigo publicado no Jornal ROL  em que cita una das famílias Alves e no qual escreve “… Antiga e importante família, de origem portuguesa, estabelecida no Pará, para onde passou o Cirurgião Julião Alves da Costa, natural de Torres Vedras, Lisboa, Portugal,  e falecido no Pará, por volta de 1812. Capitão Cirurgião-Mor do 1.º Regimento de Linha do Pará. Filho de Domingos João e de Maria Francisca. Deixou geração do seu casamento, em Belém [PA], com Maria Joaquina de Almeida, filha de Pedro B. de Almeida e de Margarida dos Santos. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – o filho, padre Gregório Alves da Costa, Vigário Colado da Cidade de Macapá; II – o filho, o Capitão de Milícias Julião Alves da Costa. Recebeu uma sesmaria em Macapá [22.01.1760]; III – o filho, o Capitão de Milícias Hilário Pedro da Costa; IV – a filha, Felícia Joaquina da Costa, casada com o Sargento-Mor Manuel Joaquim de Abreu, Governador de Macapá; e V – a filha, Joana Batista da Costa, que foi casada com Joaquim Beckman.” Sabe dizer-me onde se enquadra este Joaquim Beckman no meu trabalho? Peço desculpa pelo atrevimento. Cumprimentos,

João Luís Esquível
Ilha Terceira, Açores, Portugal”.

O genealogista respondeu:

“Caro João, a citação do Joaquim Beckman é em função do seu casamento com a Joana. Não tenho referências dele nos meus arquivos. Veja que a data é de 1760 mais ou menos e , assim sendo, você poderia pesquisar na Igreja Católica da cidade de Macapá, de onde veio a citação.
Entrei no endereço de sua página da Familia Beckman, copiei e vou disseminar.
Vou solicitar ao jornal  ROL – Região On Line, que faça a divulgação para ver se algum dos nossos leitores poderá ajudá-lo.
Grato.
Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

Pedido do Editor

Solicito a quem puder ajudar o leitor de Portugal, inicando ‘fontes’ de pesquisa, que o faça enviando correspondência para jornalrol@gmail.com a/c de Afrânio Mello.

 

 




Itapetininga comemorará o Dia da Independência

7 de setembro – Cidade terá evento em comemoração 

 

Haverá o hasteamento da bandeira e o tradicional desfile cívico

Para celebrar o Dia da Independência, a Secretaria de Cultura e Turismo tem uma programação especial.

O evento será dia 7, segunda-feira, na Avenida Peixoto Gomide e terá início com o hasteamento das bandeiras nacionai.

Após essa cerimonia, escolas da cidade, instituições civis e corporações militares realizarão o tradicional desfile cívico.

A programação é gratuita e aberta.