Artigo de Hamilton Octavio de Souza: 'Brasil fragmentado na expectativa do dia seguinte'

Sergio Diniz da Costa
Sergio Diniz da Costa

Hamilton Octavio de Souza – BRASIL FRAGMENTADO NA EXPECTATIVA DO DIA SEGUINTE

Em plena crise geral, a luta dos trabalhadores depende de agenda própria, autonomia e proposta alternativa aos partidos e entidades que defendem os interesses do capital.

 

A sociedade brasileira não está rachada, está fragmentada. Não existem apenas dois grandes grupos em disputa radicalizada pelo Palácio do Planalto. Existem inúmeras propostas para o enfrentamento da crise política defendidas por diferentes segmentos sociais na imprensa, no parlamento, nas entidades de classes e nas ruas. Elas tratam do impeachment, da renúncia, da cassação de uns e outros e de todos também. A defesa do atual “Estado Democrático de Direito” não exclui nem mesmo a convocação de eleições gerais ou a realização de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma do sistema representativo. Enfim, a crise política está em aberto e sem solução à vista – apesar das urgentes demandas da gravíssima crise econômica.

 

Independentemente do que o Congresso Nacional venha a decidir sobre o atual processo de impeachment da presidente da República, a sociedade brasileira continuará na expectativa sobre o que vai acontecer no dia seguinte. Se o plenário da Câmara aprovar a admissibilidade do impeachment, o processo segue para o Senado, o que implica em mais alguns meses de forte tensão social e suspense. Se o plenário da Câmara rejeitar a atual proposta, estão na fila pelo menos mais dez propostas de impeachment, inclusive a da Ordem dos Advogados do Brasil. E nada impede que ganhe força a ação de cassação da chapa Dilma-Temer em tramitação no TSE ou a proposta de convocação de eleições gerais ainda este ano, que tem alguma simpatia entre governistas e nas oposições de direita e de esquerda.

 

Nada disso, porém, está a garantir que um governo com Dilma, Temer ou qualquer outro na linha de sucessão constitucional tenha condições reais de governabilidade, com maioria no Congresso Nacional, com respeito das entidades de classe dos trabalhadores e dos empresários, com a simpatia das classes médias e das várias correntes que atuam na sociedade. Qualquer governo precisará de duas condições básicas para funcionar minimamente: 1º) Contar com articulação política capaz de inspirar confiança suficiente para conter a radicalização e a guerra generalizada dos vários fragmentos da sociedade; 2º) Dispor de proposta de enfrentamento da crise econômica que agrade ao mesmo tempo as classes trabalhadoras e os vários grupos empresariais, que retome o desenvolvimento com rápida geração de empregos, que contenha a sangria dos cofres públicos e invista pesado nas áreas sociais (saúde, educação, habitação e transportes públicos).

 

Essa saída de conciliação não interessa nem para o capital nem para os trabalhadores, nem para a direita nem para a esquerda, nem para os governistas nem para as oposições. Mas, na atual conjuntura de polarização e de grande confusão ideológica, a imposição de qualquer facção não será suficiente para superar a fragmentação e continuará a ausência de sustentabilidade no governo, se não somar grupos e correntes numa proposta com razoável articulação. Mesmo porque a fragmentação atual não está definida pela luta de classes clássica, entre trabalho versus capital, trabalhadores versus empresários ou empregados versus patrões. Também não é uma luta entre projetos distintos para a sociedade entre a esquerda socialista versus a direita capitalista.

 

O que divide a sociedade brasileira hoje está nos marcos do capitalismo, no máximo entre visões sobre como superar a crise do neoliberalismo na economia globalizada, seja com medidas mais ortodoxas, seja com medidas mais heterodoxas, seja com austeridade, seja com neodesenvolvimentismo, seja com cortes no investimento e no superávit primário, seja com cortes nos programas sociais. Por isso mesmo a fragmentação de forças se espalha na sociedade de forma tão emaranhada, ao ponto de dividir as frações do capital e as frações dos trabalhadores entre esse ou aquele alinhamento político.

 

Dificilmente um governo sem respaldo social terá condições de levar adiante qualquer programa para reverter o baixo nível da atividade econômica, que tem gerado desemprego, reduzido o consumo, reduzido a arrecadação tributária, obrigado o Estado a cortar gastos e investimentos. Um governo sem credibilidade dificilmente conseguirá reverter a queda dos investimentos privados e a acelerada evasão de capitais. Apoio e credibilidade são pressupostos para a superação da crise política e início do enfrentamento da crise econômica.

 

Um governo fraco, despojado de apoio social, não conseguirá nem mesmo estimular o País a sair da recessão para projetar o ingresso em novo ciclo virtuoso de crescimento. Menos ainda terá condições de desenvolver programa progressista que faça o confronto direto com os mecanismos de maior acumulação e maior concentração do capital. Como reduzir drasticamente a taxa de juros e interromper a sangria da dívida pública sem entrar em conflito com os bancos e com os especuladores financeiros? Da mesma forma, como fazer ampla reforma agrária para assentar milhões de famílias no campo sem entrar em conflito com o latifúndio e o poderoso agronegócio?

 

Por isso mesmo, a luta dos trabalhadores, independentemente do desfecho da atual crise política, deve ser sempre a afirmação de uma agenda própria, autônoma, alternativa às propostas dos partidos e das entidades que defendem os interesses do capital. Não interessa aos trabalhadores nem o aprofundamento da atual crise econômica nem a articulação de um governo que continue jogando nas costas dos trabalhadores e do povo os erros e os equívocos de um modelo que gerou desemprego, arrochou os salários, destruiu conquistas e direitos sociais, esfacelou os serviços públicos, enfim, colocou a economia do País refém dos capitais nacional e internacional.

 

Os trabalhadores só vão impedir maiores retrocessos nas condições de vida e de trabalho se conseguirem construir maior unidade classista, se conseguirem atuar de forma combativa, sem entrar no jogo das forças vinculadas aos grupos dominantes dos vários partidos de situação e oposição. O quadro geral está muito embaralhado. Por isso mesmo os trabalhadores precisam ter o seu programa independentemente do governo que sair da crise atual. Esse é o desafio.

 

 

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor.

 




Itapetininga terá Revisão da Conferência Municipal de Cultura e Elaboração de Documento do Plano Municipal de Cultura

O sociólogo Tony Nakatani ministrará as oficinas

 

A Secretaria de Cultura e Turismo e o Conselho Municipal de Cultura realizarão a Revisão da Conferência Municipal de Cultura e Elaboração de Documento do Plano Municipal de Cultura, que terá caráter de lei. As oficinas serão ministradas pelo sociólogo, especialista em gestão de projetos culturais e mestrando em sociologia, Toni Nakatani. O primeiro encontro aconteceu na última quarta-feira, dia 6.

Em cada encontro será trabalhado um dos cinco eixos apresentados durante a Conferência. A primeira oficina trabalhou o Eixo I: Estado e da Participação Social – gestão administrativa, financiamento, participação social, informações e indicadores, marcos legais.

As oficinas serão realizadas na Biblioteca Municipal, à partir das 19h. Os que participaram da Conferência estão automaticamente inscritos, mas a participação é livre e quem se interessar, basta se inscrever no local. As vagas são limitadas.

A Biblioteca Municipal fica à Rua Campos Sales, 175, Centro. Informações pelo telefone 3272-3401.

Conheça os outros eixos que serão trabalhados.

Eixo II: Infraestrutura Cultural – espaços e aspectos físicos, distribuição territorial e escala de abrangência, gestão compartilhada.

Eixo III: Patrimônio Cultural e de Memória – acervos e bens culturais, reconhecimento, salvaguarda e difusão, sistema de informação.

Eixo IV: Diversidade Cultural – formação artística e cultural, programação e fruição cultural, fomento à cultura.

Eixo V: Economia da Cultura –  cadeias e arranjos produtivos, promoção da sustentabilidade, mercado e instituições culturais.




Música antiga é o destaque na abertura da 'Semana de Prática de Conjunto'

Série de 13 concertos gratuitos vai de 12 a 20 de abril, com entrada franca, em duas unidades do Conservatório de Tatuí

 

Conservatório de Tatuí – O Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí é um equipamento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado administrado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí. Fundado em 1951, é uma das mais importantes ações na área de cultura no país. Oferece formação profissional em música, luteria e artes cênicas. Sua única extensão fora do município de origem é o Polo do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo.

Apoio Cultural – Para a temporada do ano de 2016, o Conservatório de Tatuí conta com apoio cultural da Coop – Cooperativa de Consumo e Grupo CCR SPVias.
SERVIÇO

Grupo Jovem e Ensemble de Performance Histórica
Débora Ribeiro e João Guilherme Figueiredo, coordenação
Quando: Terça-feira, 12 de Abril de 2016
Horário: 20h00
Onde: Teatro Procópio Ferreira – Rua São Bento, 415
Grátis!

Bilheteria: de terça a sexta das 17h às 19h e nos dias de realização de eventos a partir das 18h
Informações: 15 3205-8444

O Grupo de Performance Histórica Jovem e o Ensemble de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí – instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado – fazem a abertura da Semana de Prática de Conjunto, série de 13 concertos gratuitos integrados por grupos de diferentes áreas da instituição. As apresentações vão de 12 a 20 de abril, em duas unidades do Conservatório de Tatuí.

O primeiro concerto da série será na terça-feira, dia 12 de abril, às 20h, no teatro Procópio Ferreira (rua São Bento, 415). Sob coordenação geral de Max Ferreira e orientação de Débora Ribeiro e João Guilherme Figueiredo, alunos da área de Performance Histórica apresentam-se em concerto de duas partes. O diferencial é a utilização de réplicas de instrumentos da época.

Na primeira parte, apresenta-se o Grupo de Performance Histórica Jovem, orientado pela professora Débora Ribeiro. O grupo apresentará obras dos séculos 16 e 17 compostas por Orlando de Lassus e John Dowland. Integram o conjunto Alexia Martins Santana e Pâmela Roberta Marques Lopes (flauta doce), Bianca Marques Milanda (alaúde), Jefferson Gonçalves Munhoz (violão) e Gustavo Cardamone Carloni (viola da gamba).

Na segunda parte do concerto é a vez do Ensemble de Performance Histórica, do professor João Guilherme Figueiredo. O grupo apresentará três peças de Antonio Vivaldi: a “Abertura em ré maior”, o “Concerto para violoncelo e orquestra em sol menor” (com solos do professor João Guilherme no violoncelo barroco) e a “Abertura Olimpiade”, em três movimentos.

O Ensemble é integrado por Letizia Taboada Roa e Paulo A. Camilotti Tavares (violino), Carlos Alexandre Martins (viola), Jaqueline Abasto Macias (viola da gamba), Gustavo Cardamone Carloni (violoncelo), Ivan Roberto de Oliveira Júnior (guitarra barroca), Letícia Felícia de Carvalho (contrabaixo) e Juan Martins Gonzales (cravo).

A área de Performance Histórica do Conservatório de Tatuí conta com cursos de flauta doce, cravo, baixo contínuo, cordas dedilhadas históricas, violino barroco, viola barroca, viola da gamba, violoncelo barroco e fortepiano, sendo este último, o único curso oferecido no Brasil.

A área conta também com o Grupo de Performance Histórica, Ensemble de Performance Histórica e Ensemble de Performance Histórica Jovem, que vêm desenvolvendo importante trabalho de interpretação historicamente orientada.

A área de Performance Histórica oferece, tanto para a aula como para estudo dos alunos os seguintes instrumentos: dois cravos franceses de dois manuais, um cravo italiano de um manual, uma espineta inglesa, um cloavicórdio não trastado e um fortepiano vienense de cinco oitavas.

Programação completa – A Semana de Prática de Conjunto oferece concertos no teatro Procópio Ferreira e na Unidade II (rua São Bento, 808).
No teatro Procópio Ferreira, os concertos serão: quarta-feira – 13 de Abril – 20h – Banda Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí (José Antonio Pereira, regência); quinta-feira . 14 de Abril . 15h – Camerata Infantojuvenil, Juvenil e Jovem de Violões do Conservatório de Tatuí (Márcia Braga, coordenação); quinta-feira . 14 de Abril . 20h – Grupo de Saxofones e Conjunto de Metais do Conservatório de Tatuí (Marcos Pedroso e Edmilson Baía, coordenação); sexta-feira . 15 de Abril . 14h – Camerata Jovem de Cordas e Camerata de Violoncelos do Conservatório de Tatuí (Elen Ramos Pires e Tulio Pires, coordenação); sexta-feira . 15 de Abril . 20h – Grupo de Percussão Jovem do Conservatório de Tatuí (Agnaldo Silva, coordenação); sábado . 16 de Abril . 10h – Banda Sinfônica Infantil do Conservatório de Tatuí (Marco Antonio Almeida Jr., coordenação); sábado . 16 de Abril . 20h – Orquestra de Cordas Juvenil do Conservatório de Tatuí (Dario Sotelo, regência); domingo . 17 de Abril . 10h – Orquestras de Cordas Infantil e Infantojuvenil do Conservatório de Tatuí (Eduardo Augusto, regência; Daniel Lazala, assistente); terça-feira . 19 de Abril . 20h – Jazz Combo Jovem e Big Band Jovem do Conservatório de Tatuí (Paulo Flores e Joseval Paes, coordenação); quarta-feira . 20 de Abril . 20h – Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí (Juliano de Arruda Campos, regência).
No auditório da Unidade II, se apresentam: terça-feira . 19 de Abril . 16h – Grupo de Choro Jovem do Conservatório de Tatuí (Altino Toledo, coordenação); quarta-feira . 20 de Abril . 10h – Coro Infantil, Coro de Câmara e Coro Sinfônico Jovem do Conservatório de Tatuí (Cibele Sabioni e Miriam Cândido, coordenação).




A leitora Sônyah Moreira publica artigo: 'Juventude Eterna… Existe?'

Sônyah Moreira  – Juventude Eterna….. Existe?

 

Seria bom se a fonte da juventude em Shangrila, não existisse somente em contos de fadas. Será? Bom, a sociedade atual não permite mais que envelheçamos, é compelido a querer ser um eterno Peter Pan, não envelhecer nunca.

Vamos viajar nessa conversa, existe alguma vantagem? Vejamos, no sentido de longevidade com saúde, sim. Mais a coisa vai muito além da saúde física e mental, aquele ditado oriental “Mente sã, corpo são”, falta incluir a beleza física, corpo escultural, pernas torneadas, barriga de tanquinho, etc. Então o ditado ficaria assim: Mente sã, corpo são, bonito, novo, sem rugas e sem protuberâncias, etc….

Com tudo isso, ficamos com medo da velhice, diz-se por aí, os 50 anos de hoje, é os 30 de antes, nossa, então não teremos mais vovôs e vovós? Que triste! Acabaram os bolinhos de chuva, tortas, geléias, biscoitos quentinhos, pão, bolos e doces variados, hum! Da água na boca só de lembrar! Pois é, hoje os vovôs e as vovós vão para academia malhar, dançar, aí se alguém chamar de avô e avó, nossa da briga, pode chamar no máximo tio ou tia, e mesmo assim tem gente que nem isso quer, mais se for para não ficar em fila de banco, ai pode, sou idoso (a), no tempo dos bolinhos de chuva, não tinha fila preferencial.

É outros tempos, e vamos lá tentar nos adaptar, não que isso tudo seja ruim, de maneira alguma, tudo tem o lado positivo e o negativo, mais será que não está havendo um pouco de exagero em tudo? E assim como na estatística os extremos são descartados, não serve para nenhuma compilação de dados. Precisamos sim, cuidar da saúde corporal e mental, mais valorizar, outras coisas importantes tanto quanto a beleza física, experiência, sabedoria, agir sem pressa, sem a impulsividade da juventude, dizem que o passar dos anos, o braço fica curto para ler, mas a visão fica mais alongada, podemos perceber coisas muito antes de acontecer, antever as conseqüências. Com tudo isso, podemos dizer que juventude eterna existe sim, vamos continuar vivendo, mesmo depois da morte através de nossos filhos, netos e bisnetos, e eles fazendo as mesmas coisas, passando pelos mesmos problemas, sentindo os mesmos medos, um círculo sem fim, por gerações e gerações.

Pois a Eterna juventude, não pode ser confundida com beleza física, ela existe sim em nosso interior, lá seremos sempre jovens, teremos a idade que quisermos uma criança com sua alegria e inocência ou um ancião, um matusalém, mais tudo bem desde que o corpinho seja de 30….. Ninguém merece…..

Sônyah Moreira       Sonyah.moreira@gmail.com




Banda Sinfônica recebe Rafael Migliani em concerto deste sábado, 9, no Conservatório de Tataui

Saxofonista é solista especialmente convidado em obra de Martin Ellerby no próximo sábado, 9, no teatro Procópio Ferreira

 

 
SERVIÇO
Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí
Dario Sotelo, regência
Rafael Migliani, saxofone
Quando: Sábado . 9 de Abril de 2016
Horário: 20h00
Onde: Teatro Procópio Ferreira – Rua São Bento, 415
Ingressos: $12 ($ 6 meia entrada), na bilheteria do teatro, de terça a sexta das 17h às 19h e nos dias de realização de eventos a partir das 18h
Informações: 15 3205-8444
A Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí – instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado – faz novo concerto de temporada no próximo dia 9 de abril (sábado). O concerto será a partir das 20h, no teatro Procópio Ferreira, à rua São Bento, 415, com regência de Dario Sotelo e solos de Rafael Migliani (sax alto). Os ingressos serão vendidos a R$ 12 (R$ 6 meia entrada).

Para este novo concerto, o maestro Dario Sotelo selecionou obras de Edson Beltrami (“Abertura Acadêmica”), Martin Ellerby (“Cinnamon Concerto”, em três movimentos e com solos de Rafael Migliani), Robert Jager (“Variações sobre um tema de Robert Schumann”) e Paul Fauchet (“Sinfonia para Sopros e Percussão”, em quatro movimentos).

A apresentação das obras será acompanhada de exibição de imagens relativas a cada trabalho, seguindo o projeto deste ano do grupo relacionado a “Som e Imagem”.

O solista convidado, Rafael Migliani, é formado no curso de saxofone clássico do de Tatuí, licenciado na área da educação e pós-graduado em Metodologia do Ensino da Música. Desde 2003 é integrante da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí (antiga Orquestra de Sopros Brasileira), com a qual participou da gravação de cinco CDs e um DVD. Apresentou-se sob a regência de renomadas autoridades, como Arnald Gabriel (EUA), Dario Sotelo (BRA), Dwight Satterwhite (EUA), Francisco Grau Vegara (Espanha), Laszlo Marosi (Hungria), Lowell Graham (EUA), Rafael Sanz-Espert (Espanha), Jan Van der Roost (Bélgica), entre outros. Tem atuado como solista frente a grupos como Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, Banda Sinfônica Municipal de Nova Odessa, Banda Sinfônica da Força Aérea Brasileira, Orquestra de Sopros de Lençóis Paulista e Orquestra do Programa Prelúdio (TV Cultura). Com o Quarteto Brasileiro de Saxofones, participou da gravação do CD “Edição de Partituras para Banda”, viabilizado por meio da Funarte. Obteve bons resultados em diversos concursos, tanto nacionais quanto internacionais, dentre os quais: 1º prêmio no Concurso de Novos Talentos do Saxofone organizado pelo Conservatório e Faculdade Souza Lima e pela fábrica de instrumentos musicais Weril; 1º prêmio no 28º Concurso Latino Americano Rosa Mística, quando concorreu integrando o Quarteto de Saxofones SaxBrasil; 2º prêmio no 3º Concurso Panamericano de Saxofón Clásico, realizado no México; e 3º prêmio no concurso do 4º SaxFest Costa Rica Internacional.

Ministrou aulas de saxofone aos participantes do 1º Encontro de Educação Musical por meio da Banda – Festival de Bandas – Coreto Paulista. Também atuou como professor de saxofone em diferentes cidades do Estado de São Paulo por meio das Oficinas Técnicas Itinerantes para Maestros e Músicos de Banda – Coreto Paulista.

Em 2011 foi convidado a participar do X Encuentro Universitário Internacional de Saxofón, realizado no México, atuando como professor, jurado e apresentando um recital composto exclusivamente por obras de compositores brasileiros.Em 2012, integrando o Quarteto de Saxofones SaxBrasil, participou do 1º Encuentro Internacional de Cuartetos de Saxofones de Montevideo – Uruguay; do 1º Festival de Saxofone Clássico em São Paulo; do 5º Encontro Internacional de Saxofonistas no Conservatório de Tatuí; e do 1º Encuentro Internacional de Saxofonistas em La Pampa (Argentina).

Em 2013 participou como solista convidado do 1º Congresso da Aliança Latino-americano de Saxofonistas, realizado na Costa Rica.

Atualmente é professor do curso de saxofone do Conservatório de Tatuí, chefe do naipe de saxofones da Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí e integrante do Quarteto de Saxofones SaxBrasil.

 

Conservatório de Tatuí – O Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí é um equipamento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado administrado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí. Fundado em 1951, é uma das mais importantes ações na área de cultura no país. Oferece formação profissional em música, luteria e artes cênicas. Sua única extensão fora do município de origem é o Polo do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo.

Apoio Cultural – Para a temporada do ano de 2016, o Conservatório de Tatuí conta com apoio cultural da Coop – Cooperativa de Consumo e Grupo CCR SPVias.




Saiu na Tv Tem: Peça 'Cadê o amor que estava aqui?' é encenada na região de Itapetininga

Espetáculo passa por Avaré, Porangaba e Torre de Pedra

 Evento é aberto a estudantes da rede pública de ensino.

Do G1 Itapetininga e Região

Peça teatral passa por três cidades da região de Itapetininga (Foto: Divulgação/CCR SPVias)Peça teatral passa por três cidades da região de Itapetininga (Foto: Divulgação/CCR SPVias)

A peça teatral “Cadê o amor que estava aqui?” começa a ser encenada na região de Itapetininga(SP). O espetáculo será apresentado em Avaré (SP), Porangaba (SP) e Torre de Pedra (SP) entre segunda (4) e sexta-feira (8). O evento é aberto a estudantes de escolas da rede pública de ensino (veja locais abaixo).

A ação é promovida por meio do Ministério da Cultura e da concessionária que cuida das rodovias na área. Outras duas cidades do interior do Estado – Itatinga e Pardinho – também vão receber a peça.

O espetáculo, conta a história de um dedicado professor que possuí deficiência visual, e tem como objetivo estimular ideias nos jovens e formar cidadãos conscientes.




Artigo de Celso Lungaretti: 'O DIA DEPOIS DE AMANHÃ'

Celso Lungaretti – QUEM VIRÁ DEPOIS DE DILMA? 

 

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

Nem de longe estou PROPONDODEFENDENDO ou APOIANDO o impeachment presidencial, apenas informo os meus leitores de que, face à deterioração da economia brasileira sob Dilma Rousseff e como ela não tem qualquer possibilidade de reverter o quadro de paralisia do seu governo que já dura 15 meses, inevitavelmente será afastada. Para mim isto não passa de uma obviedade.

A partir do isolamento cada vez maior da Dilma e das perspectivas cada vez mais catastróficas da economia, e levando em conta um sem-número de afastamento de presidentes em circunstâncias semelhantes, não tenho nenhuma dúvida de que os dias dela estão contados.

Se fosse comandante hábil, Dilma perceberia que seu Titanic já passou do ponto em que poderia ser salvo e só lhe resta organizar da melhor forma possível a evacuação. Mas, todos sabemos, ela não o é. Continua acreditando que a vontade do governante prevalece sobre as circunstâncias históricas, exatamente como em 2010, quando se propôs a exumar o nacional-desenvolvimentismo da década de 1950, falecido meio século antes. Quebrou a cara, evidentemente. E milhões de desempregados hoje sofrem as consequências do seu voluntarismo arrogante.

Quanto a base legal, isso é discussão para juristas. A História (que é a minha praia) tem mostrado que, quando um governo está destruindo o país, sempre se desencava ou inventa um motivo qualquer para afastar o governante. O próprio Collor foi absolvido pelo STF, anos depois, dos delitos que justificaram seu impeachment.

 
PMDB de novo?! Dá para tomar uma Kaiser antes?

Na verdade, o que primeiramente eu e depois o editoral da Folha de S. Paulo colocamos em discussão é o que sobrevirá à queda de Dilma: a posse de Temer ou uma nova eleição. Trata-se daquilo que realmente resta para decidirmos. A queda é favas contadas.

O que eu PROPONHODEFENDO e APOIO são as fórmulas que permitirão, uma vez afastada Dilma, a realização de uma nova eleição presidencial. Torço para que:

  • ela renuncie, exortando o Temer a renunciar também, em nome da necessidade de união nacional para superarmos a gravíssima crise atual;
  • para que a chapa presidencial seja cassada pela Justiça Eleitoral; ou
  • para que o Temer também sofra impeachment.

Isso porque a desmoralização dos políticos hoje é tamanha que só mesmo uma nova eleição poderá dar alguma legitimidade e credibilidade ao sucessor de Dilma.

Mas, o desfecho desejável não é o provável, pelo menos por enquanto:

  • sendo Dilma tão teimosa quanto incompetente, prefere ignorar que seu defenestramento é irreversível e que ao espernear para manter-se no cargo só alonga o sofrimento e a penúria dos brasileiros, submetidos a uma recessão terrível;
  • o impedimento também de Temer não passa, neste momento, de uma hipótese remota; e
  • tudo leva a crer que a decisão sobre o impeachment saia antes do veredicto do TSE.

Então, parecemos marchar mesmo para a posse de Temer, que é uma má opção. A cegueira e falta de grandeza dos atores políticos, começando por Dilma, acabará impedindo novamente o povo de decidir os rumos deste país num momento crítico.

Ou seja, tende a repetir-se o que aconteceu em 1984, quando a rejeição da emenda das diretas-já nos condenou a dois pesadelos, os governos de Sarney e Collor, fazendo o Brasil marcar passo durante muitos anos mais.

É desalentador.

ATÉ A ‘FOLHA’ CONCORDA: NOVA ELEIÇÃO É A MELHOR SOLUÇÃO.

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

O editorial veio na capa 

Não terá sido coincidência o fato de os dois jornais mais influentes de São Paulo (que, ao lado de O Globo, são os maiores do País), terem publicado editoriais extremamente contundentes contra o Governo Dilma neste mesmo domingo, 3. Para quem consegue captar os subtextos da política e da comunicação, é sinal de que o drama brasileiro está chegando ao desfecho.

O da Folha de S. PauloNem Dilma nem Temer, começou acertando já no título: a presidente precisa ser substituída antes que o avanço daquela que já é a nossa pior recessão econômica de todos os tempos engendre a convulsão social, o caos e, talvez, uma nova ditadura; mas o vice não se constitui, nem de longe, no homem certo para unificar o País nestas circunstâncias dramáticas.

Então, tanto quanto a esquerda precisa ser refundada após os fracassos e a lama da era petista, a democracia brasileira precisa ser passada a limpo depois de haver atingido grau tão extremo de degradação. Como o poder político se esfarelou por completo, um novo governo só terá credibilidade se provir da fonte do qual emana, ou deveria emanar: o povo.

É paradoxal que o chamamento a uma nova diretas-já parta de um jornal tão identificado com más causas. Vale, contudo, lembrar que em 1984 a Folha apoiou a emenda Dante de Oliveira e, por ser o jornal mais simpático ao restabelecimento imediato das eleições diretas, teve um ganho imenso de prestígio, que logo se expressaria  em termos financeiros (aumento da circulação e das receitas publicitárias). Como atravessa um período de vacas magras, pode estar sonhando com um bis.

Quanto ao editoral de O Estado de S. Paulo (Contra o direito e a razão), constata o óbvio: ao tentar salvar-se do impeachment entregando as joias da coroa a partidecos como como o PHS, PTN, PSL e PT do B, Dilma está transformando o Planalto num “monturo” e, mesmo que por milagre consiga manter seu mandato, “terá de governar com essa equipe de desqualificados” e “não terá nenhuma condição de aprovar o que quer que seja no Congresso”.

Resultado óbvio: “O País ficará paralisado”. E, acrescento eu, como a natureza e a política abominam o vácuo, conflitos armados e quarteladas entrariam no leque das possibilidades. Trata-se do pior cenário, aquele que é simplesmente imperativo afastarmos.

Não passa de um tresloucado desvario a suposição de que ganharíamos agora uma luta que perdemos quando tínhamos quadros infinitamente melhores, éramos respeitados pelo povo e enfrentávamos uma ditadura tão tacanha quanto odiosa e sanguinária. Tudo leva a crer que, pelo contrário, desta vez colheríamos uma derrota ainda mais acachapante. Então, o enfrentamento deve ser evitado a qualquer custo, enquanto não recompusermos nossas fileiras e resgatarmos nossa credibilidade.

É coisa para anos: depois do vexame da capitulação sem luta em 1964, só conseguimos dar a volta por cima em 1968.

Deixar desabar um governo que jamais foi revolucionário e hoje está caindo de podre é um preço barato a pagarmos para que a reconstrução da esquerda possa ser empreendida nas condições mais favoráveis, ou seja, em tempos de (ao menos relativa) calmaria.

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ASSIM FALOU ERUNDINA

UM GOVERNO ESTÁ VIVO POR FORA E MORTO POR DENTRO…

DEPOIS DE DESTRUIR NOSSO PRESENTE, O PT QUER ROUBAR-NOS O FUTURO.

CHATO MESMO É TER O MESMO FIM DO COLLOR…

DILMA, ACABOU. NÃO TEM MAIS JEITO.

O REMÉDIO PARA TIRAR O BRASIL DA UTI: ELEIÇÕES LIVRES, GERAIS E LIMPAS!