Genealogia: temporariamente estão suspensos os atendimentos

Afrânio Mello
Afrânio Mello

Dia 14 de abril haverá o lançamento, em Itapetininga, do livro ‘Eu e os Meus – Orsi e Ramacciotti’O genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello, que já atendeu gratuitamente perto de 700 solicitações de leitores do ROL sobre origens de familia, estará ocupado nos próximos quinze dias e impossibilitado de atender novas solicitações.

O genealogista, que presta excelente serviço à comunidade, e gratuitamente, voltará a realizar os estudos genealógicos solicitados pelos leitores, a partir da 2a. quinzena de abril.

No dia 15 haverá o lançamento de seu livro ‘Eu e os meus – Orsi e Ramacciotti’ em cerimonia a ser realizada na Câmara Municipal de Itapetininga, a partir das 19h30, no plenário principal, com entrada livre.

(Helio Rubens – editor do ROL – Região On Line)

 




2ª Conferência da Cultura acontece neste final de semana, em Itapetininga

Objetivo é debater ações culturais para desenvolvimento de diretrizes

 

Itapetininga realizará a 2ª Conferência Municipal de Cultura.

O objetivo é reunir diversos segmentos da sociedade para debater ações e diretrizes culturais para os próximos anos, atendendo às necessidades do município.

O encontro será nos dias 2 e 3 de abril (sábado e domingo), das 9h às 17h, no Auditório da Escola Peixoto Gomide. A participação é gratuita e aberta a todos os movimentos sociais e artísticos e a toda a população.

O evento será dividido em cinco eixos: estado e participação social, infraestrutura cultural, patrimônio cultural e de memória, diversidade cultural e economia da cultura. Haverá palestras e mediação de debates com Débora Bergamini, Joy Izauri, Marcos Terra, Rosalina Burgos e Tony Nakatani, pessoas renomadas na área de cultura e sociologia.

Informações pelo telefone 3272-3401.




Mais um artigo da leitora Sônyah Moreira

Sônyah Moreira – A decadência do capitalismo

A história nos mostra, que todo sistema, ou forma de governo, tem o seu ápice e seu declínio. Temos vários exemplos de impérios poderosos que chegaram ao fim, será alguma maldição?

Toda história épica, sempre tem referência a mil anos de plenitude e mil anos de tribulações, catástrofes e todas as dificuldades existentes, acredito que é o que está acontecendo com esse forma de governo “O capitalismo”. Hoje a desigualdade social está crescente, não vamos nos limitar apenas aqui em nosso país, mais no mundo inteiro, podemos dizer em falência de todos os sentidos, a riqueza mundial está concentrada em uma parcela ínfima da sociedade, por mais que as pessoas lutem, não conseguirão adquirir melhores condições socioeconômicas é impossível, com esse formato que aí está. As consequências, desse sistema ditador chamado “Capitalismo” são gritantes, o que adianta para cada um de nós ter conforto, segurança, condições de uma sobrevivência digna, se a maioria a sua volta não ter o mínimo necessário em educação em segurança e empregos para simplesmente viver.

Precisamos rapidamente de uma varinha de condão, uma mágica, ou reinventar, criar uma política social compatível com os dias atuais, é eminente o caos que está a nossa porta, e o que poderá acontecer caso não haja uma renovação de valores, compromisso individual e coletivo, é inimaginável, será mesmo o apocalipse descritos em textos bíblicos.

Com isso, chegamos a conclusão que é o momento de rever tudo de uma perspectiva diferente, de analisar atitudes, de votar melhor, consciente, de olhar a sua volta, de tirar os olhos do próprio umbigo, e ver que não fomos feitos para viver sozinhos, somos seres gregários, para viver no coletivo, em matilhas, grupos, e se nosso vizinho não estiver bem, nós também não estaremos, não podemos viver sozinho, não tem como, necessitamos de outro para praticamente tudo na vida, não sabemos fazer tudo. Com isso porque não pensar em formas de viver todos bem? Veja, não estou dizendo em “Comunismo socialismo”, que também está falido, temos exemplos pelo mundo.

A sociedade anseia por mudanças profundas, estamos pedindo socorro a todos os governantes, para que parem e pensem, o que poderá ser feito nesse sentido, voltem as raízes, a idade das cavernas, quando a caça era dividida em partes iguais para saciar a mais simples das necessidades de um ser vivo. A fome! Será que estou sonhando muito em relatar isso? Será que um dia, nossos filhos ou netos poderão ter a possibilidade de evidenciar isso? Quem sabe?

Sônyah Moreira




Artigo de Pedro Novaes: 'Mídias e democracia'

colunista do ROL
Pedro Novaes

Pedro Israel Novaes de Almeida – MÍDIAS E DEMOCRACIA

 

 

É comum termos simpatias e antipatias por este ou aquele jornal, revista, rádio, site ou emissora de TV.

A multiplicidade das fontes de informação e entretenimento oxigena a democracia e inibe a unanimidade. É a multiplicidade que permite o aparecimento de novos talentos, e dissemina a cultura de estudiosos e pensadores.

Remando contra a maré, não fazemos coro aos que bradam “abaixo a rede Globo !”, e estranhamos que as demais emissoras não sejam vítimas de ódios semelhantes, embora tenham, como natural, seus altos e baixos.

Tivemos bons momentos postados diante da telinha, inicialmente com desenhos animados, e após com noticiários, programas humorísticos, entrevistas, reportagens especiais e novelas, principalmente as que retrataram imigrações, épocas e lugares. É difícil não gargalhar ao ver as peripécias de Salomé, personagem de Chico Anísio, dialogando com o general presidente, e é impossível deixar de aplaudir as virtudes descobertas pelo Voice Brasil Kids.

Atualmente, a Globonews desponta apresentando uma equipe invejável de comentaristas, debatedores e entrevistadores. Muito perderíamos se atendido o raivoso coro que prega “abaixo a rede Globo!”

Interior afora, autoridades só costumam resolver os problemas da população quando viram manchetes televisadas, e até a destinação de resíduos sólidos é incrementada por órgão da mídia.

Alguns temas podem ser informados com parcialidade, e algumas realidades podem jamais figurar na tela. Podemos discordar de comentaristas ou do trato tendencioso da notícia, mas sempre devem existir alternativas, e elas felizmente existem.

A mídia entretêm e informa, e, salvo quando mantida por grupos partidários ou ideológicos, busca maior audiência e penetração, pois importa a assinantes e anunciantes o prazer da assistência. A propaganda oficial tem o condão de subverter a mídia, premiando notícias e comentários que atendam aos interesses do poder.

Prefeitos reclamam de blogs e jornais eletrônicos não alinhados, mas a mídia alternativa presta inestimáveis serviços à população, tratando de temas locais e impedindo a imposição de versões oficiais.

É republicano conviver com as mais diversas mídias, concordemos ou não com seus estilos. É fascismo e intolerância buscar o aniquilamento da mídia com a qual não concordamos.

Repulsas e contradições devem ser tratadas na Justiça, que assegura o direito de resposta e até de indenização e retratação, além de prisão, nos caos mais graves.    É triste ouvirmos, no burburinho de um palácio, o coro primitivo de “abaixo a rede Globo!”.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 




Fatec de Itapetininga realiza Processo Seletivo

Professor vai receber R$ 29,00 a hora aula, ministrando a disciplina de Gestão da Qualidade e Certificação

A Faculdade de Tecnologia “Prof. Antônio Belizandro Barbosa Rezende”, de Itapetininga anunciou a abertura de Processo Seletivo para a contratação de um Professor.

O profissional vai atuar no Curso Superior de Tecnologia em Agronegócio, na disciplina de Gestão da Qualidade e Certificação, recebendo R$ 29,00 por hora aula. Para tanto é preciso apresentar graduação, especialização, mestrado ou doutorado.

As inscrições devem ser realizadas na Secretaria Acadêmica da Fatec de Itapetininga, situada na Rua João Vieira de Camargo, nº 104, Vila Barth, das 8h às 17h, em dias úteis. Os pedidos de participação são recebidos de 29 de março de 2016 a 12 de abril de 2016.

Para classificar os participantes será aplicada Análise de Memorial Circunstanciado, cujo resultado final será válido por um ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Mais informações podem ser obtidas no edital de abertura disponível em nosso site.




Artigo de Hamilton Octavio de Souza: 'Sobre crises, golpes e a disputa do Planalto'

Screenshot_2016-01-13-10-19-31~2Hamilton Octavio de Souza – ‘SOBRE CRISES, GOLPES E A DISPUTA DO PLANALTO’

 

Foto Hamilton (2) (1) (Copy)A gravidade da situação exige leitura da realidade com boa dose de tranquilidade e ponderação, inclusive para não alimentar a escalada de exacerbação emocional. É preciso escapar das sandices típicas das claques organizadas e mercenárias, assim como fazer esforço de reflexão sobre os fatos políticos e econômicos visando o livre e democrático debate das ideias e, eventualmente, contribuir com a qualidade do processo de politização da sociedade brasileira.

Na forma de perguntas e respostas, o presente texto procura abordar alguns dos aspectos mais candentes da atual crise nacional e identificar as posições da situação e das oposições de direita e de esquerda. Evidentemente não se trata de versão acabada e definitiva, mas tão somente mais uma possibilidade de interpretação entre tantas que circulam nas mídias e nas redes sociais. Claro, cada qual pode montar o seu questionário como bem entender.

 

  • Existe algum risco de a presente crise provocar uma mudança de regime e fazer o Brasil trocar o atual “Estado Democrático de Direito” por uma ditadura?

Até o momento não há qualquer indício real de que grupos políticos e/ou instituições do Estado tenham intenções de quebrar a ordem constitucional e implantar um regime ditatorial. Tanto a situação quanto as oposições de direita e de esquerda falam na manutenção do atual Estado Democrático de Direito. Existem forças políticas, principalmente no campo da esquerda, que querem o aperfeiçoamento da incipiente democracia, mas não a sua supressão. Assim como existem pequenos grupos que pregam a volta dos militares, mas nada que possa ser considerada uma ameaça real de implantação do Estado ditatorial fascista. Só hipoteticamente é possível pensar em eventual intervenção das Forças Armadas caso a crise política não se resolva ao longo do tempo e o país fique numa situação de caos generalizado na economia, na administração pública e na sociedade. O que existe mesmo é muita paranoia, radicalização emocional e partidária e pouca avaliação com os pés na realidade.

 

  • O sistema capitalista vigente no Brasil está na iminência de ser substituído pelo socialismo?

Nada indica que algum partido político, grupo ou movimento social tenha acúmulo de força suficiente para ameaçar a ordem capitalista. Ao contrário, o domínio do capitalismo é quase absoluto na sociedade, é defendido pelos principais partidos, está impregnado nos sindicatos de trabalhadores, nas universidades, nas igrejas e nos movimentos sociais. Existem partidos e movimentos que defendem o socialismo, mas essa questão não está no centro das disputas no momento. Na última campanha eleitoral para a presidência da República, as três principais candidaturas – Dilma, Aécio e Marina – defenderam o sistema capitalista e o modelo neoliberal com pequenas diferenças de diagnóstico e de propostas para a crise. Os três receberam doações de praticamente os mesmos grupos empresariais. O PT inclusive mantém o compromisso assumido com o empresariado desde a Carta ao Povo Brasileiro, em 2002, quando Lula foi eleito presidente. Não há o menor confronto direto e imediato entre os defensores do capitalismo de mercado e os defensores do socialismo democrático. O socialismo continua como uma antiga utopia para substituir o capitalismo algum dia.

 

  • Quais são os principais fatores da crise econômica?

Existem inúmeras análises com os mais diferentes fatores. As interpretações podem se multiplicar ao infinito e dependem muito da ótica de cada um, do instrumental utilizado e da abrangência no tempo e no espaço. De maneira bem simplificada, pode-se dizer que depois de alguns anos de razoável estabilidade a coisa toda desandou. Na economia, a China diminuiu o ritmo de crescimento e o Brasil dançou junto; os recursos públicos usados para vitaminar alguns setores econômicos deixaram o caixa do tesouro esvaziado e obrigou a governo a dar algumas pedaladas; os juros altos para favorecer o capital financeiro jogaram a dívida pública na estratosfera; os programas sociais foram reduzidos; a excessiva concentração de alguns setores econômicos esmagaram outros setores, principalmente o industrial, que foi reduzido a 9% do PIB; com PIB negativo ao longo de 2015 o desemprego explodiu; e o panorama de 2016 é ainda mais desalentador. Assim, amplos setores da burguesia querem a mudança do modelo adotado por FHC e seguido pelo lulismo com pequenas variações. Acontece que o segundo governo Dilma nasceu enfraquecido na base social, perdeu o controle do Congresso Nacional e não consegue avançar na mudança do modelo sob pena de perder o que lhe resta de apoio popular. O governo tem um ministério minado por defensores do mercado e conta com aliados fisiológicos e de partidos conservadores. Está em sinuca de bico

 

  • Quais os principais fatores da crise política?

Evidentemente a crise econômica construiu o cenário da crise política desde antes da campanha eleitoral de 2014. Aécio e Marina falavam da gravidade da crise, mas Dilma dizia o contrário, insistia que tudo estava bem e sob controle. Com o discurso exageradamente otimista convocou a militância progressista e de esquerda para derrotar o pessimismo da direita. Ganhou as eleições no segundo turno com 38% dos votos, sendo que 62% dos eleitores não votaram nela. Alguns dias depois da eleição nomeou um ministro da Fazenda indicado pelos bancos, passou a admitir a gravidade da crise e anunciar medidas que atingem os bolsos das classes médias e os sistemas de proteção social dos trabalhadores. Na verdade, a crise econômica e a Operação Lava Jato implodiram o “presidencialismo de coalizão”, na medida em que o minguado orçamento federal reduziu o toma lá da cá com o Congresso Nacional e os cargos de porteira aberta no executivo deixaram de carrear recursos para as campanhas eleitorais.  A presidente perdeu a credibilidade e a capacidade de articulação com a sociedade. Recorreu ao lulismo para formar o pelotão de choque do governo e acirrou o conflito com a maioria da população. Perdeu boa parte da base de sustentação parlamentar e continua perdendo partidos da antiga coligação governista. A Operação Lava Jato atinge todos os partidos da base aliada e da oposição, mas o PT sofre maior desgaste porque assume as denúncias de corrupção como algo orgânico e é o partido que mais ataca as instituições do Estado empenhadas no combate da corrupção. Deu vários tiros no pé. Tem a presidente em processo de impeachment. Partidos aliados continuam em debandada e os governistas chamam os opositores de golpistas. A situação está bem complexa e a cada dia mais inviável para negociação e acordo.

 

  • Por que o Governo Dilma Rousseff denuncia que está sendo vítima de um golpe?

Até agora não se pode falar em golpe de Estado clássico, com a ruptura da ordem vigente e com a deposição de governante mediante a força das tropas militares. Nem mesmo se pode falar em “golpe constitucional” nos moldes do afastamento relâmpago de Lugo no Paraguai. Até agora nenhum partido ou instituição do Estado violou o que está previsto na Constituição, além das manobras políticas inerentes ao processo democrático, mesmo que sejam contra a ética e a civilidade. O próprio Supremo Tribunal Federal acompanha de perto as denúncias contra o governo e o rito do processo de impeachment. A presidente afirma que o golpe está no fato de não existir o crime de responsabilidade contra ela e no fato de existir forte articulação da mídia com empresários, parlamentares e instituições do Estado para impedi-la de governar. O crime de responsabilidade está em discussão, é uma deliberação técnica e política. A forte oposição a ela existe sim, mas só pode ser considerada golpista se romper a legalidade e atentar contra a Constituição. Ela fala que existe uma “conjuração” contra ela. Sim, está claro, mas como impedir esse tipo de conspiração num ambiente de muito descontentamento com o governo? O que existe concretamente é uma acirrada disputa entre facções políticas em combate aberto nos meios de comunicação, nas ações de mobilização, na busca de apoios entre classes e segmentos sociais. Os diversos atores políticos conseguiram realizar grandes manifestações nas principais cidades do país. Isso é demonstração de fortalecimento democrático, com liberdade de expressão e povo nas ruas. Todos tentam ganhar no grito, alguns mais estridentes do que os outros. Todos tentam sensibilizar o Congresso Nacional sobre a aprovação ou não do impeachment. Pelo andar da carruagem, o resultado desse embate na Câmara dos Deputados deve ser conhecido em algumas semanas.

 

  • Quais forças políticas e instituições são acusadas pelo governo de preparar o golpe?

Membros do governo, jornalistas, acadêmicos, militantes e lideranças do PT e dos movimentos sociais governistas relacionam diferentes forças políticas e setores da sociedade interessados em tirar Dilma Rousseff da presidência da República. Isso é feito de forma aberta e democrática, está nas manifestações e nas notas públicas divulgadas por entidades (OAB, etc), associações de classe (FIESP, etc) etc. Além dos partidos que já vinham fazendo oposição pela direita (PSDB, DEM e PPS), os governistas apontam o empresariado, a grande imprensa, as classes médias e setores da máquina estatal como sendo os principais conspiradores. Mas há também quem inclua desde o capital estrangeiro, o imperialismo e até a CIA, agência de espionagem dos Estados Unidos, na preparação do golpe. O momento é muito pródigo em teorias da conspiração com coisas as mais disparatadas e sem o menor sentido. Nesse campo tem louco pra tudo. Concretamente existe um grande arco de forças identificadas com o capitalismo, com a ortodoxia neoliberal, principalmente, mas não só, no campo conservador e de direita, que até tempos atrás estava indiferente ou mesmo apoiando os governos do PT, mas que agora está ferreamente contra o governo. Pelas manifestações públicas pode-se concluir que os motivos dessa oposição ao governo estão diretamente relacionados com a grave crise econômica, fechamento de indústrias e aumento do desemprego e as denúncias de corrupção sobre os casos mais recentes ocorridos nas últimas gestões, por obra do próprio PT ou por obra de outros partidos. Tendem a engrossar a “conjuração” oposicionista alguns partidos da base aliada do governo, entre os quais PMDB, PRB, PSB, PP, PR, PTB etc.

 

  • A Operação Lava Jato persegue o governo do PT e extrapola suas funções policiais e judiciais?

Constituída pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Judiciário Federal e Receita Federal, a Operação Lava Jato começou a funcionar em 2014 com investigação sobre vários doleiros e os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A investigação trombou com um diretor da Petrobras que utilizava os serviços de um dos doleiros presos. Depois disso, a operação ganhou uma dimensão enorme e atingiu as maiores e principais empreiteiras do país, executivos da Petrobras, lobistas e operadores de propinas para vários políticos e partidos, especialmente PMDB, PP e PT. A Lava Jato já condenou dezenas de envolvidos, investigou centenas de pessoas e apurou documentos capazes para colocar muita gente na cadeia. A Lava Jato conseguiu, com as delações dos envolvidos, descobrir esquemas de corrupção que revelam as mais organizadas teias de relações promíscuas entre o poder público, sistema político partidário e empresários que prestam serviços ao Estado. O assalto é no dinheiro público, aquele que falta para a educação, saúde, transportes, moradia e demais serviços para a sociedade. O governo e o PT reclamam que a Lava Jato extrapola a legalidade ao se utilizar de excesso de prisões, condução coercitiva de testemunhas e investigados, divulgação seletiva de parte das investigações, não admitir a presunção da inocência. Realmente, desde o início, a Lava Jato utilizou a ação de surpresa para buscar seus alvos, com condução coercitiva e com prisões provisórias e preventivas, previstas nas normas da investigação criminal. E se utilizou, deliberadamente ou não, da divulgação de partes dos inquéritos, processos e delações para manter o assunto na mídia e ganhar a simpatia da população. Tudo indica que é algo estratégico para se chegar aos resultados desejados, especialmente para impedir a fuga de investigados, a destruição de provas e a articulação de versões combinadas. O governo e o PT já vinham denunciando esses excessos da operação, mas a denúncia só ganhou espaço no debate nacional após o depoimento do ex-presidente Lula, que, como outros investigados, foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento no dia 4 de março deste ano. Provavelmente só mesmo o Supremo Tribunal Federal poderá dizer se os métodos da Lava Jato estão ou não em conformidade com as leis vigentes. O que vai acontecer com o futuro da operação ninguém sabe, mas evidentemente tem muita gente torcendo para que ela acabe em pizza – como aconteceu anos atrás com outras operações anticorrupção.

 

  • O que está efetivamente em disputa entre as forças que apoiam o Governo Dilma Rousseff e as forças da oposição conservadora?

O que está em disputa é ver qual facção ou grupo político assume o gerenciamento do Estado, fica no controle de parte da máquina pública a partir do Palácio do Planalto, já que o Judiciário e o Ministério Público têm independência e regras próprias para seu funcionamento. O gerenciamento de Lula agradou o capital num momento de euforia e de vacas gordas, entre 2002 e 2010. O gerenciamento de Dilma não está atendendo às novas exigências do capital no momento de pouca expansão internacional, com grave crise econômica e com a urgência de medidas que restabeleçam a confiança e a segurança dos investidores no país. A base de sustentação política e social do governo está fragmentada e em franca desintegração. O instinto de sobrevivência das elites promove a união do empresariado, das classes médias e das forças políticas tradicionais (conservadora e de direita) que apostam na mudança de governo para superar a crise antes que as perdas sejam enormes demais e o país seja engolido por uma convulsão social. Os governistas lutam desesperadamente para recompor as suas alianças à esquerda e à direita, especialmente com as forças conservadoras e as velhas oligarquias que se locupletaram em 13 anos de governos petistas, na esperança de poder levar o governo Dilma até o final do mandato. O PT teme que o impeachment de Dilma Rousseff, um eventual governo Michel Temer e principalmente a Operação Lava Jato inviabilizem a candidatura Lula em 2018.

 

  • Qual a posição das forças de esquerda em relação ao governo?

As forças de esquerda se dividem entre as correntes que acham importante fazer a defesa do governo Dilma Rousseff, não porque seja um bom governo para os trabalhadores e para o povo, mas porque a quebra do mandato da presidente pode representar perigosa lesão ao limitado e custoso “Estado Democrático de Direito” vigente no país; as correntes que temem a ascensão da articulação liderada pelo PMDB ao Palácio do Planalto porque expressa o fortalecimento de setores da direita e do modelo neoliberal, o que também pode acontecer com a continuidade de um governo Dilma Rousseff fragilizado e na busca de quaisquer aliados; e as correntes de esquerda que defendem maior distanciamento do lulismo e que se empenham em construir uma alternativa independente para as lutas dos trabalhadores não contaminada pelos erros e equívocos que marcaram negativamente a trajetória do PT e dos governos petistas nos últimos 13 anos. Neste caso, é preciso urgentemente rechear as propostas que vão nortear as lutas da esquerda na nova etapa de enfrentamentos com as forças do capital.

 

 

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor.




Saiu na TV: Itapetininga recebe show de Mariana Aydar pelo Circuito Cultural Paulista

Screenshot_2016-01-13-10-19-31~2Entrada é gratuita e show começa às 20h na Avenida Peixoto Gomide.

 Mariana cantará músicas autorais, de Caetano Veloso e de Zeca Pagodinho.

Do G1 Itapetininga e Região

A cantora Mariana Aydar realizará na sexta-feira (1º) um show gratuito a partir das 20h, na Avenida Peixoto Gomide, em Itapetininga (SP). O show é uma das atrações musicais do Circuito Cultural Paulista que acontece na cidade. A classificação é livre e nenhuma taxa será cobrada.

Além de apresentar releituras de músicas da própria carreira, Mariana apresentará canções do álbum mais recente, intitulado “Pedaço Duma Asa”. Outras músicas, de Caetano Veloso e Zeca Pagodinho, também farão parte do repertório do show.