Artigo de José Luiz Nogueira: 'Curiosidades toponímicas'

Genealogista José Luiz Nogueira: Curiosidades toponímicas

Genealogista José Luiz Nogueira
Genealogista José Luiz Nogueira

(repassando)

O Marechal Cândido Rondon ganhou duas cidades; o presidente da República durante o regime militar, Castello Branco, também. Militares, prefeitos e deputados, presidentes e governadores emprestam seus nomes para ao menos 42 cidades das 399 do estado do Paraná. Alguns nomes fazem referência ao período imperial do Brasil, outras são mais recentes, como a cidade que ganhou sua alcunha para homenagear os feitos de Ulysses Guimarães. Conheça as cidades paranaenses que homenageiam personalidades políticas e militares que escreveram seus nomes na história brasileira.

 

1. Antonio Olinto
Homenagem a Antonio Olinto dos Santos Pires, que foi ministro da Indústria, Viação e Obras do governo de Prudente de Moraes e promotor de assentamentos de colonos ucranianos. Em meados de 1938, período politicamente conturbado nas terras paranaenses, o nome da localidade foi alterado para Divisa, desagradando à comunidade local, assim, no mesmo ano, sua denominação voltou a ser Antonio Olinto.

 

2. Almirante Tamandaré

A denominação Almirante Tamandaré é homenagem ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Visconde e Marquês de Tamandaré, nascido na cidade gaúcha de Rio Grande, em 13 de dezembro de 1807 e falecido em 20 de março de 1897, no Rio de Janeiro. O Marquês de Tamandaré foi membro do Conselho Naval Superior e Ministro do Supremo Tribunal Militar. É patrono da Marinha do Brasil.

 

3. Antonina

O nome Antonina foi homenagem prestada ao Príncipe da Beira – Dom Antônio de Portugal, ainda em 1797. A criação da Vila se deu em 29 de agosto de 1797, deixando para trás o termo Vila do Pilar. A instalação ocorreu a 6 de novembro do mesmo ano.

 

4.Assis Chateaubriand

Nome que homenageia Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello. Chateaubriand nasceu na Paraíba em 04 de outubro de 1891, faleceu em 04 de abril de 1968. Em 1923, adquiriu o jornal Correio da Manhã, no mesmo ano o Diário da Noite, que marcou o começo de seu império jornalístico. Foi senador da República e empresário pioneiro da televisão em toda a América do Sul.

 

5. Barbosa Ferraz

A denominação Barbosa Ferraz foi dada pelos pioneiros, desde os primeiros dias de formação do povoado, em homenagem ao militar Major Antônio Barbosa Ferraz Júnior, paulista de Ribeirão Preto, que também foi um desbravador de sertões, a partir do norte paranaense, na década de 1920.

 

6. Braganey

Para homenagear Ney Aminthas de Barros Braga, que entre outras coisas, foi Chefe de Polícia, no período de 1952-1954, no governo de Bento Munhoz da Rocha, prefeito de Curitiba em 1954, deputado federal em 1958, governador do estado em 1961/1965 e 1979/1982, senador da República de 1966/1974, ministro de Estado da Agricultura no governo do Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, ministro do Estado da Educação e Cultura no governo do presidente Geisel e presidente da Itaipu Binacional.

 

7. Campo Mourão

O nome da cidade é homenagem ao Dom Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, governador da Capitania de São Paulo no período 1765 – 1776. Naquela época o território paranaense pertencia a São Paulo e os campos da região foram batizados com o nome do governante.

 

8. Cândido de Abreu

O nome da cidade é homenagem a Antônio Cândido Ferreira de Abreu, homem público que foi prefeito de Curitiba.

 

9.Capitão Leônidas Marques

A atual denominação é homenagem ao militar Capitão Leônidas Marques, representante do Governo do Estado do Paraná na solução de problemas fundiários no sudoeste paranaense.

 

10. Carlópolis

É homenagem a Carlos Cavalcanti de Albuquerque, ex-presidente da Província do Paraná. Carlos Cavalcanti nasceu a 22 de março de 1864 na cidade do Rio de Janeiro. Também foi militar e além de governar o estado, foi deputado estadual, federal e senador.

 

11. Castro

Em 24 de setembro de 1788, a freguesia foi elevada à categoria de vila, desmembrado-se de Curitiba e com denominação de Vila Nova de Castro. O nome da cidade é homenagem a Martinho de Mello e Castro, ministro dos Negócios Ultramarinhos de Portugal, nos anos de 1785 e 1790.

 

12.Clevelândia

A área do sudoeste do estado estava em zona de litígio fronteiriço, em terras reclamadas pela Argentina e o governo viu-se diante de um impasse, a situação só foi resolvida após o arbitramento do presidente dos Estados Unidos da América, Grover Cleveland, em favor do Brasil. Em 29 de março de 1909, através da Lei n.º 862, a denominação da então cidade Bela Vista das Palmas foi alterada para Clevelândia, em homenagem ao presidente Cleveland, por sua interferência favorável às causas brasileiras.

 

13. Conselheiro Mayrink

Homenagem a Francisco de Paula Mayrink, que foi um banqueiro, empresário, conselheiro do Império e político brasileiro.

 

14. Cornélio Procópio

Para homenagear o coronel Cornélio Procópio, que em 1920, era possuidor de cinco mil alqueires de terras na região. Em seguida, o coronel doou a gleba a seu genro, Francisco Junqueira, que fez um loteamento urbano e rural na área.

 

15. Coronel Domingos Soares

A povoação na localidade iniciou-se a partir da passagem de tropas pela Fazenda Postinho ou Bom Sucesso, de propriedade do Coronel Domingos Soares, que deu nome ao atual município. Domingos Soares foi deputado estadual nas legislaturas de 1908 a 1918. Foi também prefeito municipal de Palmas, nos períodos de 1912 a 1916 e 1924 a 1928.

 

16. Coronel Vivida

Homenagem a Firmino Teixeira Baptista, o Coronel Vivida. Durante sua vida foi empresário de sucesso e político prestigiado. Participou como chefe da Revolução Federalista. Era irmão do Barão de Monte Carmelo e foi prefeito de Palmas.

 

17. Cruz Machado

A denominação da localidade é homenagem ao Antônio Cândido da Cruz Machado, senador do Império pela Província de Minas Gerais.

 

18. Doutor Ulysses

O nome da cidade é homenagem ao deputado federal pelo estado de São Paulo, Ulysses Guimarães, político que se notabilizou pelos discursos inflamados, especialmente contra o governo militar, instituído a partir de 1964. Foi o fundador do MDB – Movimento Democrático Brasileiro, e recebeu o carinhoso apelido de “Senhor Diretas”, numa referência à Campanha Diretas-Já, de autoria do deputado Dante de Oliveira.

 

19. Enéas Marques

O nome da cidade é homenagem ao acadêmico Enéas Marques, que em 1916 foi secretário de Estado do Paraná do Interior e Justiça.

 

20. Fernandes Pinheiro

A primeira denominação do atual município de Fernandes Pinheiro foi Imbituvinha. O atual nome da localidade é referência à Estação Ferroviária Fernandes Pinheiro, em homenagem ao engenheiro Antônio Augusto Fernandes Pinheiro, que ocupou o cargo diretor da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande do Sul.

 

21. Francisco Beltrão

A denominação da localidade é uma homenagem ao engenheiro civil e secretário de estado Francisco Gutierrez Beltrão, grande colonizador do Paraná. Seu irmão, Alexandre Beltrão, deu nome a outro município no norte do estado: Engenheiro Beltrão.

 

22. General Carneiro

O nome da colônia foi uma homenagem prestada ao general Antônio Ernesto Gomes Carneiro, morto no “front” de batalha, a 10 de fevereiro de 1894, na condição de comandante das forças legais, sitiadas na cidade da Lapa, durante a Revolução Federalista.

 

23. Honório Serpa

Honório Serpa era político que fazia campanha montado a cavalo e trazendo no pescoço um lenço verde, que o identificava como simpático às causas de Prestes.

 

24. Janiopólis

Homenagem ao estadista Jânio da Silva Quadros, que foi prefeito da cidade de São Paulo por duas vezes, deputado federal e Presidente da República. Ele renunciou à Presidência da nação.

 

25. Joaquim Távora

Trata-se de homenagem ao tenente Joaquim Távora, irmão do revolucionário Juarez Távora e um dos líderes da Revolução de 1924, em São Paulo, morto durante os combates.

 

26. Leópolis

O nome da cidade é homenagem a Leovigildo Barbosa Ferraz, sócio da empresa que colonizou o atual município. Leo Barbosa ocupou por diversas legislaturas uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná.

 

27. Lupionópolis

O nome da cidade é homenagem ao político e empresário Moysés Lupion. Foi governador por duas vezes e, ainda, deputado federal e senador.

 

28. Mallet

Homenagem prestada ao engenheiro militar, Marechal João Nepomuceno de Medeiros Mallet, que tornou-se Ministro da Guerra.

 

29. Manoel Ribas

O nome da cidade é homenagem ao político Manoel Ribas, que governou o Paraná de 1932 até 1945, período em que Getúlio Vargas ficou no poder.

 

30 e 31. Marechal Cândido Rondon e Rondon

Homenagens ao Marechal Cândido Mariano Rondon. Rondon era mato-grossense e Mimoso, uma pequena vila às margens da Baía de Chacororé, no Alto Pantanal. Saiu dali para estudar no Rio de Janeiro, onde se formou em engenharia militar, sendo ainda Bacharel em Matemática, Ciências Físicas e Naturais. Ele também se dedicou a desbravar os sertões do país.

 

32. Mauá da Serra

O nome dado à localidade foi homenagem a Irineu Evangelista de Souza – Visconde e Barão de Mauá, que foi deputado pelo Rio Grande do Sul em diversas legislaturas.

 

33. Munhoz de Mello

O nome da cidade é homenagem ao José Munhoz de Mello, que foi parlamentar e presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná.

 

34. Paulo Frontin

O nome dado à localidade é homenagem ao engenheiro e político André Gustavo Paulo de Frontin, nascido a 17 de setembro de 1860 na cidade do Rio de Janeiro. Politicamente desempenhou as funções de prefeito, deputado e senador de sua terra natal.

 

35. Porto Amazonas

O nome da cidade é homenagem ao coronel da Guarda Nacional Amazonas de Araújo Marcondes, pioneiro da navegação fluvial comercial no Rio.

 

36. Presidente Castelo Branco

O nome da cidade é homenagem a Humberto de Alencar Castelo Branco, marechal do Exército que se transformou no primeiro presidente do Brasil após o golpe militar de 1964.

 

37. Prudentópolis

O nome é uma homenagem ao ex-presidente da República , Prudente de Moraes Barros.

 

38. Salgado Filho

Constituiu-se em homenagem ao ex-senador da República Salgado Filho, que faleceu em acidente aéreo no ano de 1949.

 

39. Siqueira Campos

O nome da cidade é homenagem ao tenente Siqueira Campos, líder revolucionário, que sobreviveu ao Levante do Forte de Copacabana, em 1922.

 

40. Telêmaco Borba

O nome da cidade é homenagem a Telêmaco Borba, sertanista, antropólogo, escritor e político. A partir de 1882 elegeu-se alternadamente prefeito de Tibagi e deputado estadual pelo Partido Liberal.

 

41. Wenceslau Braz

O nome da cidade é em homenagem a Wenceslau Braz, que foi presidente do Brasil (1914-1918) e ministro do Interior.

 




João Carlos Martins e a Camerata Bachiana fazem apresentação gratuita no Parque dos Espanhóis, em Sorocaba, dia 19 de dezembro

Concerto integra o projeto ‘Na Roda com o Maestro – Uma Homenagem a Heitor Villa-Lobos’, viabilizado através de Lei de Incentivo ProAc


A Camerata Bachiana, simage001 (1)ob regência do maestro João Carlos Martins, um dos maiores intérpretes de Bach do século XX, apresenta-se no Parque dos Espanhóis, em Sorocaba, no próximo dia 19 de dezembro, às 20h. O concerto é parte do projeto “Na Roda com o Maestro – Uma Homenagem a Heitor Villa-Lobos”, viabilizado através de Lei de Incentivo ProAc. A entrada é gratuita. O evento tem produção da D´Color Produções Culturais e Fundação Bachiana, patrocínio da CPFL, com apoio da Prefeitura e Secretaria de Cultura de Sorocaba.

Maestro João Carlos Martins

O pianista e regente João Carlos Martins iniciou seus estudos de piano na infância e aos 13 anos já começou sua carreira no Brasil. Cinco anos depois, decolou internacionalmente e, aos 20 anos, estreou no famoso Carnegie Hall, em Nova York, em apresentações patrocinadas pela então primeira dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt.

O maestro passou por dois incidentes que poderiam ter posto fim à sua carreira musical. Aos 26 anos sofreu uma lesão no braço, quando jogava uma partida de futebol em Nova York, que o manteve afastado dos palcos por sete anos. Quando retornou à carreira, gravou a obra completa de Bach. Em 1995 foi ferido num assalto na Bulgária e ficou com o lado direito do corpo paralisado. Vítima da síndrome de movimentos repetitivos encerrou a carreira de pianista aos 63 anos, mas não deixou o universo da música. Estudou regência, fundou a Filarmônica Bachiana Jovem em 2006 e hoje é regente e diretor-artístico da Bachiana Filarmônica SESI-SP.

Camerata Bachiana

A Orquestra Bachiana Filarmônica apresentou-se pela primeira vez em 2004, na sala São Paulo, na cidade de São Paulo e depois disso, com um repertório que inclui sinfonias de Beethoven, Brahms e Tchaikovsky, apresentou-se nas mais importantes salas de concerto do Brasil e do exterior. Em 2006, com objetivo de trabalhar na evolução musical de jovens musicistas, o maestro João Carlos Martins fundou a Orquestra Bachiana Jovem, que também buscava democratizar a música clássica com apresentações em espaços variados, para pessoas que jamais tiveram acesso às salas de concerto.

Em 2010, as duas orquestras se juntaram formando a Bachiana Filarmônica SESI-SP, um grupo que reúne músicos profissionais, orientadores e jovens musicistas e que formam hoje uma das mais importantes orquestras da iniciativa privada do Brasil, sem abandonar os ideais que deram origem à Bachiana Filarmônica e à Bachiana Jovem. O termo Bachiana remete à riqueza musical do Brasil, numa homenagem ao imortal maestro e compositor Heitor Villa-Lobos, autor das célebres Bachianas Brasileiras, e à Johann Sebastian Bach. A Camerata Bachiana, parte da Fundação Bachiana Filarmônica, é formada por viola, cello, oboé, clarinete, fagote, flauta, percussão e dois violinos.

Sobre a CPFL

A CPFL Energia é o maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, com atuação nos segmentos de distribuição, geração, comercialização de energia e serviços. A empresa desenvolve ainda uma série de programas culturais, esportivos, ações de responsabilidade social e qualidade de vida que, a partir de 2015, passam a ser desenvolvidos pelo recém-lançado Instituto CPFL. A organização nasce apoiada na experiência de mais de 10 anos da CPFL Cultura, responsável por divulgar a diversos públicos as mais ricas manifestações artísticas produzidas hoje no país por meio do Circuito CPFL de Arte e Cultura, que leva exposição, teatro, cinema e música popular e erudita para as cidades do interior paulista e do litoral. (Mais informações em www.cpflcultura.com.br)

 

Sobre a D’Color Produções Culturais

Empresa de Campinas (SP) focada em assessoria, planejamento e execução de projetos culturais em parceria com diversos segmentos através de leis de incentivo. Possui a missão de fomentar a cultura no Brasil e disseminá-la para o maior número de pessoas.

Serviço:

Na Roda com o Maestro – Uma homenagem a Heitor Villa-Lobos
Maestro João Carlos Martins e Camerata Bachiana

Data: 19/12/15
Horário: 20h
Local: Parque dos Espanhóis – Rua Dr. Campos Sales, s/n – Vila Assis, Sorocaba/SP

Apresentação gratuita.
Projeto viabilizado pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAc), com patrocínio da CPFL, produção D’Color Produções Culturais e Fundação Bachiana, e apoio da Prefeitura e Secretaria de Cultura de Sorocaba.




Mercado brasileiro de TI tem mais vagas que profissionais

Empresas demoram até 70 dias para preencherem vagas no setor que gera 1,3 milhão de empregos no Brasil

 

O setor de Tecnologia da Informação (TI) passa longe da crise que assombra o Brasil. Segundo a consultoria Catho, somente neste ano, o número de vagas no setor aumentou 44,2%. Dados da Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) mostram que o mercado nacional emprega, atualmente, 1,3 milhão de profissionais de TI e até 2016 esse número deve aumentar em 30% – enquanto mais de 50 mil postos de trabalho estão esperando por um profissional qualificado.

As instituições privadas concentram 78% das matrículas na área, em todo o Brasil. Só no Paraná são mais de 14 mil alunos em cursos relacionados à TI. De acordo com dados do MEC, o curso superior de Tecnologia (ou tecnólogo) em Análise de Desenvolvimento de Sistemas foi o que mais formou profissionais de TI no Paraná, de 2010 a 2014, representando 36% dos profissionais formados na área – superando inclusive o curso de Bacharelado em Sistemas da Informação.

Para o coordenador do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) da Universidade Positivo, Kristian Capeline, esse fator pode ser explicado porque os cursos tecnólogos são uma resposta eficiente à demanda da área. “O mercado de TI evolui muito rapidamente e as instituições de ensino e os alunos têm que acompanhar as mudanças, ou ficarão de fora”, alerta. Quem se forma nessa área já sai praticamente com emprego garantido. A média de salário é de R$ 8 mil a R$ 10 mil. Apenas no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Centro Tecnológico Positivo, 93% dos alunos, incluindo os calouros, já estão empregados.

Os cursos de especialização na área de TI também apresentam grande demanda, já que o setor passa por transformações constantes e a atualização é indispensável para o domínio das novas tecnologias. Segundo o coordenador de Pós-Graduação da Universidade Positivo, Leandro Henrique de Souza, o número de profissionais matriculados na área de TI em 2016 deve ser 30% maior que em 2015. São 24 opções de cursos de especialização e dois MBA’s ligados ao setor que deve crescer 7,3% no Brasil, segundo a IDC Brasil – bem acima da média mundial, que é de 3,4%.

De acordo com projeções dos índices IGC e CAGED, do Ministério da Educação (MEC), a formação dos profissionais de TI não acompanhou o aumento da demanda de mercado no Paraná. Até 2009, eram 1.887 profissionais formados para 1.231 vagas disponíveis. Em 2014 foram registradas 5.178 vagas e apenas 2.802 formandos. Um estudo da Softex projeta um déficit de 400 mil profissionais no Brasil até 2022. Atualmente, empresas demoram até 70 dias para preencherem suas vagas, tempo que pode gerar um significativo impacto na operação de uma organização.

Sobre o Centro Tecnológico Positivo – O Centro Tecnológico (CT) Positivo materializa, na Educação Superior, a excelência que o Grupo Positivo alcançou na oferta de educação. Para assegurar uma sólida formação profissional, com base nos valores do saber, da ética, do trabalho e do progresso, e adequada às exigências do mercado de trabalho, mantém parcerias com diversas entidades nacionais e internacionais. Fundado em 2009, o CT Positivo oferece Cursos Superiores de Tecnologia (Tecnólogos) objetivos, práticos e rápidos, com duração de dois a três anos, em cinco unidades: Batel, CIC, Ecoville, Hauer e Praça Osório. Entre os diferenciais do Centro Tecnológico Positivo estão a infraestrutura de ponta, com salas e laboratórios modernos e especializados; o corpo docente com experiência prática; a oferta de disciplinas em formato modular; e os programas dos cursos construídos em parceria com empresas.

Sobre a Universidade Positivo
A Universidade Positivo (UP) concentra, na Educação Superior, a experiência educacional de mais de quatro décadas do Grupo Positivo. A instituição teve origem em 1988 com as Faculdades Positivo, que, dez anos depois, foram transformadas no Centro Universitário Positivo (UnicenP). Em 2008, foi autorizada pelo Ministério da Educação a ser transformada em Universidade. Atualmente, oferece 54 cursos de Graduação (30 cursos de Bacharelado e Licenciatura e 24 Cursos Superiores de Tecnologia), três programas de Doutorado, quatro programas de Mestrado, centenas de programas de Especialização e MBA e dezenas de programas de Extensão. Em Curitiba, a UP conta com três campus: Ecoville, que ocupa uma área de 424,8 mil metros quadrados, Praça Osório, no centro da cidade, e Mercês – Catarina Labouré, este último dedicado ao curso de Enfermagem. Lançou, em 2013, seu programa de Educação à Distância, com dezenas de polos em todo o país. Segundo as avaliações do Ministério da Educação, é considerada uma das dez melhores universidades privadas do Brasil.




'Ubu Rei' será apresentado no Senac Sorocaba

Será dia 11 de dezembro e faz parte do trabalho de conclusão de curso do Técnico em Arte Dramática

 

Uma das principais obras da dramaturgia mundial, o espetáculo Ubu rei será encenado no dia 11 de dezembro, às 20 horas, no auditório do Senac Sorocaba. O espetáculo, do francês Alfred Jarry, leva ao palco questões sociais e políticas, bem como uma inovação cênica em resoluções dramáturgicas, plásticas e interpretativas. O personagem foi um dos primeiros anti-heróis do teatro e também uma profecia política, pois é o arquétipo dos ditadores cruéis e estúpidos que fizeram e fazem nossa história nestes últimos tempos. A obra teve sua estreia em 1896, na França e inspirou movimentos artísticos, como o Dadaísmo e o Surrealismo. Inicialmente a peça foi apresentada em um cenário que remetia a ingenuidade infantil em forma de teatro de fantoches.

 

A peça será encenada pelos alunos formandos do curso Técnico em Arte Dramática do Senac Sorocaba e é resultado de um trabalho de estudos e pesquisas ao longo do curso, com a direção do coordenador Hamilton Sbrana. A recomendação etária é 15 anos e a entrada é gratuita.

 

De acordo com Hamilton, a obra foi escolhida baseada em duas motivações: a relevância do texto do autor e o seu rico potencial para o exercício da criatividade e da interpretação. “Ela permite que os alunos interpretem de forma lúdica e criativa o texto, colocando em prática técnicas aprendidas em sala de aula, como expressão corporal e comunicação”, explica.

 

O docente já dirigiu espetáculos teatrais, como A Falecida, de Nelson Rodrigues e Os Saltimbancos, versão de Chico Buarque, todos com a participação de alunos formandos do curso Técnico em Arte Dramática. “Trabalho com eles durante um ano a interpretação de uma determinada obra, com ensaios, técnicas de interpretação, colocando em prática todo o conteúdo técnico aprendido em sala de aula”, comenta.

 

Enredo

 

No reino da Terra Rasgada reside o Pai Ubu: um funcionário a serviço do Rei Venceslau. Sob pressão da sua esposa ambiciosa e sob auxílio do Capitão Bordadura e seu exército, o covarde e malcriado Ubu se convence de que irá matar o Rei para se apoderar do cargo. Uma vez no trono, revela-se cruel, estúpido e o seu pensamento político é absurdo. Diante disso, o jovem príncipe Bougrelau, sucessor do falecido Venceslau, encontra forças no seu próprio ódio e na inconformidade dos povos para recuperar a coroa, como lhe é de direito.

 

Estão no elenco: Ana Laura Crepaldi, Caique Martins, Camila Guedes, Clara Nolasco, Edi Nalesso, Francine Oliveira, Gleicon Del Mastro, Jean Carlos, Juan Robert, Karini Silvério, Larissa Maria, Ludy Iturra, Marjorie Torres, Matteus Carriel, Nathalia Oliveira, Roberto Filho, Niany Nicoley, Roselaine Cruz, Rose Nikoleski, Thiago Ludigiane, Vanessa Damasceno, Vitória Padilha e Viviane Gomes.

 

Técnico em Arte Dramática

 

O curso Técnico em Arte Dramática do Senac Sorocaba permite aos alunos o direito ao registro profissional de ator junto à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE), antiga Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Durante as aulas, os participantes conhecem ainda os conceitos e técnicas de empreendedorismo, gestão e produção cultural, desenvolvendo competências para produção de espetáculos e montagens teatrais como produtor ou atuando junto a instituições ligadas à arte.

O curso possui ainda um módulo de dublagem, rádio, TV e cinema, com conteúdos introdutórios, para que o aluno tenha condições de exercer a profissão nos diversos meios de comunicação que exigem a atuação do ator, como em filmes, novelas, comerciais, documentários, estúdios de dublagem e outros.

 

Serviço

Espetáculo Ubu rei
Data
: 11 de dezembro, às 20 horas
Local:
Auditório Senac Sorocaba
Endereço: Av. Cel. Nogueira Padilha, 2392 – Vila Hortência
Informações: (15) 3412-2500
Gratuito




Artigo de Celso Lungaretti: '"Ave, Cesare, os que leram teus livros te saúdam!"

NESTA 3ª, CESARE BATTISTI ESTARÁ LANÇANDO “O CARGUEIRO SENTIMENTAL” EM PORTO ALEGRE.

 

Battisti foi recebido com muito carinho pelos gaúchos em 2012

Na noite de amanhã (3ª feira, 08/12), Cesare Battisti estará autografando em Porto Alegre O cargueiro sentimental, que chega ao Brasil 12 anos depois de lançado na Franca.

Segundo Carlos Lungarzo, biógrafo brasileiro de Battisti, esta novela noir inspirada nos dramas e tragédias da ultraesquerda italiana foi uma de suas obras mais elogiadas pela crítica, merecendo do prestigioso semanário Paris-Match uma saudação espirituosa: “Ave, Cesare, os que leram teus livros te saúdam”.

Trata-se de uma história de amor, melancólica e triste, na avaliação de Lungarzo, que acrescenta:

…o protagonista é um jovem italiano que deixa a casa de seu pai (antigo e involuntário resistente contra o fascismo) para embrenhar-se na luta contra os restos de fascismo na Itália. Ele se apaixona por uma garota que fica grávida, que logo se afasta dele sem deixar rastos, até que o protagonista sabe que ela morreu, mas deixou uma filha que também é militante. Isto faz que ele empreenda uma procura desesperada por sua filha, uma tarefa que colocará em cena os problemas de três gerações de militantes, a do pai resistente antifascista, a da namorada e parceira de militância, e a filha de ambos.

Ao contrário do farto noticiário sobre a encarniçada perseguição política que lhe foi movida por Silvio Berlusconi, cujo ato final seria a rejeição do pedido de extradição italiano por parte das autoridades brasileiras (vide aqui), a carreira literária de Battisti é pouco abordada na internet. Há registros de pelo menos 18 livros lançados, desde os policiais da série noire da editora Gallimard com que se projetou na década de 1990 até a autobiografia Minha luta sem fim (2007) e os romances de inspiração autobiográfica Ser bambu (2010) e Ao pé do muro (2012).

Ele lamenta que seu melhor momento como escritor tenha sido interrompido quando as pressões italianas fizeram a França recuar do compromisso assumido com militantes italianos refugiados, de permitir-lhes viver em paz desde que não se dedicassem a atividades políticas; após 13 anos de calmaria, foi obrigado a empreender nova fuga. Desde então as novas obras se tornaram esporádicas e os lançamentos foram prejudicados por sua ausência –casos de Ser bambu e Ao pé do muro, que certamente obteriam maior repercussão na França caso ele fosse ele a apresentá-lo e dar entrevistas.

 

 

 

 

SERVIÇO

EVENTO: lançamento do livro O cargueiro sentimental (Martins Editora, 2015, 180 páginas), de Cesare Battisti

LOCAL: Livraria Palavraria

ENDEREÇO: rua Vasco da Gama, 165 – bairro Bonfim – Porto Alegre/RS

HORÁRIO: a partir das 19 horas

 




Entrega dos Certificados de Participação será dia 12, em Itapetininga

Todos que participaram do 2º Passeio Fotográfico-Histórico ao Centro Histórico de Itapetininga receberão seus diplomas

Cumprindo o que foi programado, o IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga fará a entrega a todos os que participaram e se inscreveram no 2º Passeio Fotográfico-Histórico ao Cent11988425_1186992557980817_3802783961057372450_nro Histórico de Itapetininga realizado dia 14 de novembro último, com inicio no Largo do Rosário.

Segundo os organizadores, os confrades Afrânio Franco de Oliveira Mello, José Luis Noronha e Hermélio de Arruda Moraes, o passeio foi mais um grande sucesso cultural promovido pelo IHGGI, com grande comparecimento de público.

Todos os locais previstos foram visitados e amplamente fotografados e filmados pelos participantes.

Os próprios dirigentes dos imóveis visitados – Igreja do Rosário, Maçonaria, Centro Cultural, Clube Venâncio Ayres e Catedral – recepcionaram o público e responderam a todos as questões levantadas.

Segundo os organizadores, o evento atingiu plenamente o objetivo: o de  promover a História e incentivar as pessoas a zelarem mais pelo patrimônio arquitetônico da cidade de Itapetininga.

A entrega dos Certificados de Participação será realizada no Largo dos Amores (Praça Marechal Deodoro) a partir das 10 horas da manhã do dia 12 de dezembro, um sábado.

Os dirigentes do IHGGI estão convidando toda a população para acompanhar a entrega dos certificados.

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Passeio vista interna do prédio da Maçonaria

 

 




Artigo de Celso Lungaretti: 'A melhor saida para o atoleiro em que nos debatemos: nova eleição".

CONSIDERAÇÕES INFORMAIS SOBRE COMO E POR QUE DILMA DEVE SAIR

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

Marina Silva dificilmente diz coisas importantes, mas desta vez deu uma bola dentro:

…se de fato os recursos da Petrobras foram usados pela campanha da presidente e do vice-presidente, o correto é que ambos os indicados possam ter o processo anulado.

Então, ela defende a cassação do mandato de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral ao invés do seu impedimento pelo Congresso Nacional.

Eu diria que, levando-se em conta o significado maior da Justiça e não apenas sua letra, Dilma tanto merece ser impedida por causa do estelionato eleitoral quanto cassada em função das muitas irregularidades e abusos de poder cometidos na campanha eleitoral de 2014, que vão desde o citado financiamento com recursos de origem criminosa até as pedaladas fiscais, que maquilaram o descontrole das contas públicas.

Mas, o estelionato eleitoral, embora gravíssimo por distorcer totalmente o resultado do pleito, não foi tipificado como motivo de impeachment pelos jenios que pariram a Constituição de 1988. E a percepção popular, por sinal equivocada, é de que o impedimento só se justificaria se Dilma tivesse também passado a mão na grana, o que ela não fez.

Havia, sim, o saque da Petrobrás por parte de um esquema criminoso, ela estava mais do que ciente disto mas preferiu olhar para o outro lado a fim de não se indispor com figuras poderosas do seu partido. Numa democracia de verdade, sendo ela presidente da República ou premiê, jamais escaparia da degola. Por aqui, prosperaria a versão simplista de golpe das elites e o País não reencontraria a paz.

Então, crime eleitoral seria uma forma mais branda de o País livrar-se de uma presidente de crassa incompetência, que agarra-se compulsivamente ao cargo mas não tem a mínima ideia do que fazer com ele nem oferece esperança alguma ao povo sofredor, daí estar nos arrastando para a mais terrível depressão econômica em todos os tempos.

Outra significativa vantagem: o descrédito de nosso sistema político aos olhos da cidadania é tamanho que, mais do que nunca, urge dar ao povo a certeza de que a remoção de Dilma atendeu aos interesses maiores dos brasileiros, sem que ninguém possa alegar de que se tratou apenas de uma armação em benefício do PMDB e do PSDB.

Pela via do TSE, uma nova eleição presidencial será realizada num prazo de 90 dias. Uma possibilidade que não deveria assustar o PT, pois poderia escalar seu melhor quadro para a disputa. E o Brasil ficaria sabendo se o prestígio de Lula sobreviveu aos escândalos de corrupção e ao catastrófico desempenho de sua pupila na Presidência.

Mas, parecem ser coisa nossa tanto a relutância em promover as mudanças mais necessárias e prementes –quase sempre postergadas até o elástico estar prestes a arrebentar– quanto a opção pelos pactos de elite nos grandes momentos, reduzindo o povo à condição de eterno coadjuvante.

 
Em 2014, João Santana pareceu Goebbels redivivo.

Teríamos uma emancipação de verdade com os inconfidentes, mas acabamos ficando com uma independência pra inglês ver. Sairíamos da ditadura militar pela porta da frente com a aprovação da emenda das diretas-já, mas tivemos de nos resignar com o conluio que garantiu, num colégio eleitoral nauseabundo, a eleição de um presidente inofensivo e de um vice que, até a véspera, era capacho dos militares.

Faremos, pelo menos uma vez, a coisa certa, dando ao povo a chance de corrigir a besteira que cometeu em 2014, quando acreditou cegamente na máquina de propaganda dos discípulos de Goebbels?

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