Genealogia: em breve serão reiniciadas as publicações

Aviso do Editor: o genealogista Afrânio Mello em breve retornará com suas publicações

Afrânio Mello
Afrânio Mello

Muitos pedidos de estudos gratuitos pedindo informações sobre sobrenomes de familias chegam à nossa Redação quase diariamente. Eles provém de várias cidades brasileiras e até outros países, como já tivemos, de leitores que moram em Portugal, Suiça, Estados Unidos, Canadá e outros.

Outros tantos pedidos são enviados diretamente ao genealogista Afrânio Mello e também procedem dos mais diversos lugares do mundo.
Se por um lado isso comprova o grande alcance editorial do nosso jornal, por outro acumula de trabalho o genealogista, que, por sua vez, está ocupadissimo como suas atividades profissionais normais.
Isso tudo criou um pequeno interregno nas publicações, mas o próprio Afrânio Mello avisa: “dentro de alguns dias, voltarei a responder as mensagens de solicitações de pesquisas.”



Artigo de Celso Lungaretti: 'Enquanto Tite tira leite de pedra no Corinthians, Dunga engole a poeira do Equador na seleção.

TITE É O GRANDE NOME DO HEXA CORINTHIANO E A MAIOR ESPERANÇA DE HEXA BRASILEIRO

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

hexacampeonato do Corinthians, merecidíssimo, faz bem ao futebol brasileiro: provou que o futebol moderno pode, sim, dar certo por aqui.

Que, mesmo sem talentos fulgurantes, uma equipe com eficiente jogo coletivo e excelência tática consegue cumprir simultaneamente os dois objetivos principais do futebol: ser competitiva e dar espetáculo.

Finalmente vislumbramos a luz no fim do túnel, a volta dos gols bonitos como consequência de jogadas bem trabalhadas, ao invés da mecânica insistência nas bolas paradas e  chuveirinhos, aquela obtusa aposta no chavão de que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

 

 

 

 

Wagner Love deslanchou na reta final, tornando-se decisivo.

 

Para ser campeão brasileiro de 2011 e campeão da Libertadores (invicto) e do Mundial de Clubes em 2012, Tite montou um time que marcava poucos gols mas conseguia fazer com que geralmente bastassem, pois seu sistema defensivo era quase inexpugnável. A fórmula funcionava, mas não deslumbrava.

O ano de 2013 foi um anticlímax: o Corinthians só ganhou o Paulistão e a Recopa. Isto por força de grandes apostas que não vingaram (principalmente Pato) e das sucessivas contusões de jogadores importantes (principalmente Renato Augusto). Então, o medíocre presidente Mário Gobbi Filho trocou Tite por Mano Menezes, um ato de tamanha ingratidão que não me contive: hoje tenho vergonha de ser corinthiano.

O resultado foi um 2014 sem conquista nenhuma, nem mesmo a vaga direta para a Libertadores, obrigando o Corinthians a disputar a repescagem.

Enquanto isto, Tite foi ver o que se fazia de tão bom na Europa, observando tudo e conversando com profissionais de ponta dos grandes centros futebolísticos.

 
Diferencial: um meio-de-campo sem igual no futebol brasileiro.

Chamado para recolocar o Corinthians nos trilhos, Tite apareceu com um novo repertório, atestando que o ano sabático lhe fizera muito bem. O esquema cauteloso dos tempos do empatite cedeu lugar a muita compactação, triangulações, velocidade e busca incessante do gol.

A crise financeira do clube, contudo, inquietou o elenco e fez três dos sustentáculos da equipe saírem: Guerreiro, Emerson Sheik e Fábio Santos. O útil curinga Petros os acompanhou. Outros, como Gil e Jadson, estiveram muito tentados a seguirem seus passos.

A crise técnica sobreveio no finalzinho da fase de grupos da Libertadores e acabou determinando a queda do Corinthians frente ao primeiro adversário no mata-mata, o insignificante Guarani do Paraguai. De quebra, deixou de ir à final do Paulistão porque sucumbiu ao Palmeiras na loteria dos pênaltis, em pleno Itaquerão! A grande sensação, num piscar de olhos, virou enorme decepção.

Começou cambaleante o Campeonato Brasileiro, sendo derrotado três vezes nas oito primeiras rodadas (depois, só o seria uma vez nas 27 seguintes). O corinthiano Juca Kfouri entregou os pontos, escrevendo que só restava lutar para não ser rebaixado e tentar montar um bom time para 2016.

 
Gil: um zagueiro consciente como David Luiz nunca será.

Foi quando o bom relacionamento de Tite com os jogadores salvou a pátria alvinegra. Por acreditarem no seu técnico, rejeitaram ofertas vantajosas e esforçaram-se muito para viabilizar a recuperação (nas entrevistas de agora, a palavra trabalho é das mais citadas, com transparente sinceridade: percebe-se que eles realmente deram o melhor de si e estão orgulhosos disto).

Aos poucos, o time voltou a praticar o mesmo futebol do início do ano, com o 4-1-4-1 como esquema principal, mais a flexibilidade para adotar instantaneamente alternativas ao sabor das circunstâncias. Troca de passes eficiente e rápida, excelente concatenação dos contra-ataques, muitas jogadas ensaiadas e revezamento constante entre os armadores Jadson, Elias e Renato Augusto são outras características do atual Corinthians.

 
Disparado, o melhor goleiro do Brasil.

O dedo do técnico também se evidencia:

  • nas mudanças efetuadas ao longo das partidas, quase sempre para melhor (é frequente a participação dos substitutos nos gols salvadores);
  • nas soluções que encontra para sanar as deficiências do time, como a falta de um matador 
  • durante boa parte do Brasileirão (os três armadores resolveram a questão, não só marcando eles próprios os tentos, como criando tantas chances para os companheiros que algumas necessariamente acabavam sendo aproveitadas –depois Wagner Love deu a volta por cima e tudo ficou mais fácil);
  • na capacidade de elevar o rendimento de laterais medianos como Fagner, Uendel, Guilherme Arana e Edílson, além de conseguir nas emergências quebrar o galho com o improvisado Yago, já que o Corinthians não tinha disponibilidade financeira para contratar coisa melhor;
  • na lapidação de jovens promissores como Luciano, Rodriguinho e Lucca (os dois últimos a caminho do estrelato e o primeiro ora se curando de uma contusão que o vitimou no melhor momento de sua carreira); e
  • na recuperação de jogadores que estavam em baixa e voltaram ao ápice, como Felipe, Jadson, Ralf e Wagner Love.

A pergunta que não quer calar é: até quando Tite continuará tirando leite de pedra e abarrotando a prateleira do Corinthians de troféus importantes, enquanto Dunga conduz a Seleção Brasileira aos trancos e barrancos (com possibilidade de não nos classificar para o Mundial de 2018 e a certeza de que, campeão, ele jamais será como técnico)?

 

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Artigo do Celio Pezza: 'Suicídios'

Celio Pezza – Crônica # 286 – Suicídios

Colunista do ROL
Celio Pezza

De acordo com um estudo recente da OMS, temos atualmente perto de um milhão de suicídios por ano no mundo.

Isso significa mais de 3.000 mortes por dia ou duas por minuto.

O Leste Europeu lidera o índice de suicídios e o Brasil ocupa a oitava posição nesse ranking sinistro.

Os índices de suicídios são maiores nos países industrializados e nos países de tradição islâmica são extremamente baixos.

Países como a Dinamarca, Suíça, Alemanha, França, lideram com índices ao redor de 12 a 16 mortes para cada 100 mil indivíduos.

No Brasil, esse número é ao redor de 06.

Nos países islâmicos como Irã, Síria e Egito é abaixo de 0,3.

Nos Estados Unidos a taxa é perto de 10, mas, entre os veteranos das diversas guerras, sobe para 32.

Existe uma verdadeira epidemia entre os veteranos de guerras nos EUA, onde uma grande parte dos combatentes volta para casa com problemas psicológicos terríveis, ansiedades, dificuldades de relacionamento, dependência de drogas e, em muitos casos, com a vontade de matar desenvolvida nos campos de batalha.

A grande incidência está nos jovens de 20 a 30 anos e, acreditem, temos mais mortes por suicídios entre os que voltam do que os que morrem nos campos de batalha.

Também entre as celebridades temos um alto numero de suicídios, como o ator Walmor Chagas, o músico do Nirvana Kurt Cobain, o vocalista do The Doors, Jim Morrison, o ator Robin Williams, entre muitos outros.

A causa do suicídio pode ser o consumo de drogas, depressão, desordens psicológicas, desilusão com a vida, ou outro motivo qualquer, mas o fato alarmante é que essa “praga” está crescendo a cada década e a previsão da ONU é que esse número continue aumentando, se nada de concreto for feito.

O diretor de saúde mental da OMS declarou que esses números são inaceitáveis, pois os suicídios podem ser evitados por uma politica de prevenção.

São necessárias medidas para lidar com esse problema de saúde pública, que permanece um tabu até hoje.

Para termos uma ideia, dos 194 países que fazem parte da OMS, somente 60 mantém informações sobre o assunto.

Os demais preferem ignorar o problema e evitam falar sobre o assunto.

Célio Pezza

Outubro, 2015




Sesi de Itapetininga apresenta a comédia 'Borandá'

No próximo final de semana, dias 21 e 22 de novembro (sábado, 20h e domingo, às 19h), o SESI de Itapetininga traz aos palcos a comédia  ‘Borandá’.

 

A peça reflete o grande movimento de massas humanas que tomou o Brasil na última metade do século XX. No palco, quatro saltimbancos se revezam para contar a saga de três migrantes que vivem na capital.

Esperamos por você!

SERVIÇO

SESI ITAPETININGA

Av. Padre Antônio Brunetti, 1360 – Vila Rio Branco

Duração: 100 min

Classificação: Livre




Artigo de Pedro Novaes: 'Terror'

 Pedro Israel Novaes de Almeida: ‘TERROR’

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

A luta contra o terrorismo tem, como primeira vítima, os direitos e garantias individuais.

É dificílimo, quase impossível, aos governos, evitar crimes praticados por pessoas que compõem a paisagem, sem fardamentos. Interessa ao terror liquidar a tranquilidade e paz sociais.

Houve um tempo em que os terroristas eram regidos pelo princípio universal da sobrevivência. Hoje, explodir a si próprio, em meio à multidão, é a afirmação inconteste da virulência e radicalismo de qualquer crença ou descrença.

Crenças ou descrenças irreversivelmente enraizadas, capazes de matar por degola qualquer pessoa, de recém nascidos a idosos, operam o último estágio da selvageria humana, em que a vida alheia nada vale. O terror tem como combustível o ódio e a intolerância extrema, além de certa dose de desequilíbrio mental.

Ambientes já vitimados por atos terroristas tornam-se repletos de apreensão e desconfiança mútua, com o inevitável surgimento de preconceitos e atos de hostilidade, em regra religiosos, ideológicos ou étnicos.

O combate ao terrorismo corrói a economia dos países, pois exige contingente cada vez mais numeroso e operações cada vez mais sofisticadas e dispendiosas. Não é uma guerra franca.

A etapa mais dificultosa do combate é identificar tendências e posturas individuais, talvez identificadoras de processos de doutrinação. Ocorre que nem sempre a doutrinação apresenta sintomas externos, e a selvageria surge de repente, em pessoas aparentemente normais, até pacatas.

A sociedade, com prejuízos à qualidade de vida, vai amoldar-se ao perigo de um ato terrorista, seja praticado por um atirador solitário que invade uma escola ou por grupo organizado que implode um avião ou um centro de convivência.

As multidões que perambulam mundo afora, pouco respeitadas, fugindo da fome, ditadores e terroristas, documentam a crua realidade do mundo atual. Estamos, todos, a mercê de mentes doentias e regimes espúrios.

A mais salutar e patriótica resposta da sociedade, às ações terroristas, é prosseguir em suas rotinas e hábitos, mesmo temerosa e intimidada.

Adotadas as cautelas próprias dos organismos de segurança, a sociedade deve considerar a ação terrorista como um raio, que pode cair a qualquer tempo e lugar. O raio nunca é benvindo, e não consta que Deus seja terrorista.

Desarmar os ânimos, conter intolerâncias, aumentar o conteúdo humano das relações sociais e evitar radicalismos é um bom começo de enfrentamento do terror.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.




Estão abertas as inscrições para vagas em escolas da prefeitura de Itapetininga

Escolas de Itapetininga abrem inscrições para vagas em 2016

 Matrículas das crianças serão encerradas na próxima quarta-feira (25). Alvos são alunos de 4 meses a 5 anos, berçário, maternal e pré-escola.

Do G1 Itapetininga e Região

As Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e Escolas Municipais de Ensino e Instituto Fundamental (EMEIFs) de Itapetininga (SP) estão com as inscrições abertas para o ano letivo 2016. As matrículas serão encerradas na próxima quarta-feira (25). O público é de crianças de quatro meses a cinco anos, berçário 1 e 2, maternal 1 e 2, 1ª e 2ª etapas da pré-escola, em período integral e parcial.

Inscrição de crianças pode ser feita pela internet 

Para inscrever a criança, os pais ou algum responsável devem ir até a unidade escolar mais próxima da residência e preencher um cadastro. A ação também pode ser feita por meio do Portal da Educação no item “central de vagas”.

Os documentos necessários para a inscrição são: certidão de nascimento da criança; comprovante de residência; comprovante de trabalho, se possuir; comprovante de renda, se possuir; cartão programa Bolsa Família; e certidão de nascimento de filhos menores de 14 anos, se possuir.

Inscrições para transferências e novos alunos serão efetuadas por meio do Sistema Integrado de Monitoramento da Educação de Itapetininga (Simei). O procedimento contará com critérios específicos: maior idade da criança; maior quantidade de filhos menores de 14 anos; trabalho – vínculo registrado; trabalho – vínculo autônomo; menor renda per capta; e mãe ou responsável legal acima de 40 anos.

Matrículas que não foram atendidas no ano anterior serão automaticamente migradas para o ano letivo 2016, sem que haja necessidade de efetuar nova inscrição.




O que aconteceu em Mariana é uma catástrofe para as vítimas, para a região, para o país e para o mundo. É uma tragédia e ponto.

Mariana: Essa não é uma tragédia ambiental

 

O que aconteceu em Mariana é uma catástrofe para as vítimas, para a região, para o país e para o mundo. É uma tragédia e ponto

por Reinaldo Cantopublicado 18/11/2015 12h57
Antonio Cruz/ Agência Brasil
Mariana (MG)

O distrito de Bento Rodrigues, na zona rural de Mariana (MG), foi completamente encoberto por lama após o rompimento da barragem

O rompimento das barragens de rejeitos de mineração da Samarco, em Mariana (MG), é mais um entre muitos exemplos do desleixo e da falta de responsabilidade que congrega e une todos os setores direta e indiretamente envolvidos com a fiscalização e o licenciamento ambiental no Brasil.

A destruição ainda está longe de conseguir ser devidamente contabilizada, pois o movimento da onda de rejeitos continua a se espalhar, sepultando em seu caminho rios, plantas, animais, cidades e pessoas. As próprias autoridades já decretaram a morte de Bento Rodrigues, pois o distrito de Mariana não deverá ser uma localidade habitável tão cedo. Faltam ainda também descobrir os danos que serão causados na passagem dessa lama pelo estado do Espírito Santo.

A multa de 250 milhões de reais aplicada recentemente pelo governo federal à Samarco representa apenas um pequeno paliativo quando o que deveria ter sido feito é trabalhar a prevenção, evitando o caos. Atividades suspensas, novas multas e até mesmo o encerramento dos trabalhos realizados nessa planta mineradora são esperados, mas nem de longe vão compensar o absurdo desse acontecimento.

Para piorar, o Congresso, que deveria estar atuando para impedir casos semelhantes, está a discutir o afrouxamento das leis que tratam exatamente dos riscos ambientais de grandes obras.

Em recente artigo, Mauricio Guetta, advogado e assessor do Programa de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), apontou que entre outros, tramita um projeto de Lei, o de número 654/2015, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), criando um “diminuto rito de licenciamento ambiental” para os empreendimentos de infraestrutura “estratégicos para o interesse nacional”, tais como, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, aeroportos e de energia ou quaisquer outros destinados à exploração de recursos naturais.

Para o advogado do ISA, isso significa que “as obras com maior potencial de causar significativos danos socioambientais seriam justamente às que seriam contempladas com menores controles e prevenção”.

Poderia e deveria ser uma brincadeira de mau gosto, mas não é. Até porque historicamente, quaisquer medidas compensatórias ou preventivas sempre foram consideradas empecilhos ao desenvolvimento. Mesmo que a realidade se imponha, a ganância ainda consegue prevalecer em detrimento do futuro.

O circo de horrores provocado pela lama da Samarco está longe de cumprir seu roteiro destruidor. Mas, pelo que podemos vislumbrar ao cessar esse espetáculo nefasto, nossas autoridades certamente irão nos contemplar com novos capítulos. Empenho não deverá faltar.

O que poderíamos tentar, ao menos, é usar as expressões mais próximas da realidade, como por exemplo, substituindo licenciamento ambiental, simplesmente por “licenciamento responsável e sustentável para o futuro de todos” e nomear corretamente uma tragédia como tal e não como ambiental.

Para muitos, a tragédia ambiental ainda soa como algo distante da vida das pessoas, o que demonstra cabalmente a sua inverdade no caso da Samarco. Tragédias que matam pessoas, destroem casas, sepultam rios e consomem florestas são tragédias, simples e tragicamente assim.