Trabalho cultural do professor Jefferson Biajone, da Fatec de Itapetinga, repercute nacionamente

Projeto conta histórias de heróis em cemitérios de Itapetininga

JOSÉ TOMAZELA

26 Outubro 2015 | 11:39

Um projeto pioneiro está resgatando a memória de cidadãos de Itapetininga que, no passado, participaram de momentos decisivos da história do Brasil. Voluntários da Revolução Constitucionalista de 1932, ex-combatentes das revoluções de 1924 e 1930, integrantes da Força Expedicionária Brasileira que lutaram na Segunda Guerra Mundial e outras pessoas que se destacaram no cenário nacional terão seus túmulos identificados para compor um roteiro histórico nos cemitérios da cidade. A vida e realizações de cada personagem podem ser acessadas com o uso do celular.

O projeto Morada de Heróis foi idealizado por alunos e professores do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Itapetininga e é realizado em parceria com o Instituto Histórico Geográfico e Genealógico. De acordo com o professor Jefferson Biajone, da disciplina de Matemática Discreta, o passo inicial foi dado com a identificação dessas personalidades e a localização de seus túmulos nos cemitérios Municipal e da Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Com base na teoria dos grafos, ramo da matemática que estuda as relações entre objetos de um determinado conjunto, foi elaborado um percurso para a visitação dos túmulos históricos. Um banner explicativo do passeio já foi instalado nas entradas dos cemitérios. Através de parceria com a empresa InTheApp, fundada por alunos da Fatec, foi desenvolvido um aplicativo para celular com todo o conteúdo do projeto.

Quem visita os cemitérios, pode usar o telefone móvel para, através de dispositivo instalado nos túmulos, ter acesso a textos, imagens, áudio e vídeos sobre a vidas das personalidades e a participação que tiveram nos conflitos. Os primeiros heróis lançados no sistema foram o pracinha José Ribamar de Montello Furtado, que lutou na II Guerra; o capitão Francisco Fabiano Alves, destaque na Revolução de 24, e o soldado Antenor de Oliveira Mello Junior, revolucionário de 1932.

No Dia de Finados, quem não baixou o aplicativo no celular, vai receber um mapa do percurso histórico em formato de folder. De acordo com Biajone, o objetivo é fomentar o turismo histórico nos cemitérios e resgatar histórias de vida que podem ajudar as gerações atuais e futuras a compreender a história do Brasil.

Dispositivo no túmulo permite acessar a história da personalidade.




Palestra no Sesi de Itapetininga alertará sobre a questão do cancer de mama

Sesi de Itapetininga realiza palestra sobre ‘Outubro Rosa’ nesta terça

Evento vai orientar mulheres sobre câncer de mama. Palestra gratuita será na sede do Sesi.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) de Itapetininga (SP), em parceria com a Instituição Américas Amigas, realiza nesta quarta-feira (28) a palestra ‘Outubro Rosa, um compromisso com a saúde da mulher’. O evento tem como objetivo orientar as mulheres sobre os riscos e a necessidade de diagnosticar o quanto antes o câncer de mama.

A palestra, que é gratuita, será realizada às 14h pela Francisca Haliday, presidente da instituição, e tem duração de uma hora. O Sesi de Itapetininga fica na Avenida Padre Antônio Brunetti, 1360, na Vila Rio Branco. Mais informações pelo telefone (15) 3275-7920.




3a. Noite Tropeira será realizada dia 7 de Novembro, às 20 horas, na sede de campo do Clube Venâncio Ayres

Convite 3a. Noite Tropeira reduzidoO evento comemora o aniversário de Itapetininga e é promovido por sete entidades da sociedade civil: AIL – Academia Itapetiningana e Letras, MIS – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga, AERI- Associação dos Engenheiros da Região de Itapetininga, Grupão, Sindicato Rural de Itapetininga, APM – Associação Paulista de Medicina e IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de ItapetiningaA ‘Noite Tropeira’, já em sua terceira edição, é maior festa comemorativa do aniversário de Itapetininga

Além do ‘Jantar Tropeiro’, preparado pelo maitre Donizete, do Clube Venâncio Ayres, a cerimonia contará com a entrega das medalhas do prêmio ‘Mérito Itapetiningano do Ano’ às personalidades escolhidas pela entidades promotoras, mais o tradicional ‘Parabéns a Você’ e o Hino de Itapetininga apresentado pelo músico e cantor itapetiningano José Roberto Branco.

CARDÁPIO:

Jantar Tropeiro (a cargo do maitre Donizete)

batidas:
Limão
Maracujá

entradas:
Patê e torradas
Bolinho de Frango
Bolinho de Arroz com bacon e ervas
Mandioca frita

saladas:
Alface
Tomate
Pepino
Rúcula com manga
Ovos temperados

acompanhamentos:
Arroz Carreteiro
Feijão Tropeiro
Couve refogada
Creme Tropeiro (creme de quirera de milho com bacon)
Farofa mineira

pratos principais:
Costela assada
Frango assado com batata doce
Filé de frango à parmegiana

sobremesas:
Arroz doce
Doce de abóbora com côco.

café

 

SOM, EQUIPAMENTOS E CANTO
a cargo do excelente músico itapetiningano José Roberto Branco
que tocará e cantará músicas tipicas, o Hino de Itapetininga e o ‘Parabéns a Você’

 

PRÊMIO ‘MÉRITO ITAPETININGANO DO ANO

Cerimonialistas
Prof. Jefferson Biajone, Genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello e Jornalista Helio Rubens de Arruda e Miranda

 

DECORAÇÃO E ARRANJOS

Profa. Alba Regina Franco Carron Luisi
Arte Ana Elisa Bloes Meirelles de Arruda e Miranda

 

FOTOGRAFIAS E FILMAGENS

Zézinho Trindade

 

PRESENÇAS MARCANTES

Dos dirigentes da entidades promotoras
AIL – Academia Itapetiningana de Letras
MIS – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga)
IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga
ACI – Associação Comercial de Itapetininga
AERI – Associação dos Engenheiros da Região de Itapetininga, – – Grupão
SRI – Sindicato Rural de Itapetininga
APM – Associação dos Médicos de Itapetininga

Dos homenageados
os que vão receber o prêmio MÉRITO ITAPETININGANO DO ANO, com suas familias e amigos

Do público
pessoas da melhor sociedade itapetiningana, que vão participar da comemoração de mais um aniversário de Itapetininga

 

Serviço:
Evento: 3a. Noite Tropeira
Local: Sede de Campo do CVA – Clube Venâncio Ayres
Dia: 7 de novembro (sábado)
Hora: 20 horas
Convites: abertos ao público em geral: R$ 60,00 cada




Artigo de Pedro Novaes: 'Ciclo completo'

  Pedro Israel Novaes de Almeida – CICLO COMPLETO

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Vivemos, todos, em ambiente inseguro.

Pesquisas indicam que a população sente, com maior intensidade, a carência de médicos e policiais, profissionais relacionados a urgências e sobrevidas.

No Brasil, temos, basicamente, dois segmentos policiais. A polícia civil, que investiga, e a militar, que reprime a ocorrências de crimes.

O relacionamento entre ambas nem sempre é amistoso, e a colaboração imperfeita. Em popularidade, ocorre o empate, com ligeira vantagem para a PM.

Pouco punimos e pouco evitamos a ocorrência de crimes e contravenções. A criminalidade aumenta a cada dia, com violências e sofisticações as mais diversas.

Nosso sistema de segurança merece aperfeiçoamentos. É urgente a adoção de medidas que tornem mais eficiente a ação policial.

Está sendo cogitada, em diversos plenários, a unificação das polícias, tendo como exemplo a estrutura da Polícia Federal, que tanto investiga quanto prende. O policial federal pode surgir uniformizado, quando de prisões, conduções coercitivas ou buscas, e pode estar travestido de pedreiro, enquanto investiga.

Ocorre que a Polícia Federal atua em crimes específicos, possuindo agentes com formação superior, operando com razoável estrutura e salários. Nas demais polícias, civil e militar, faltam efetivos e estruturas, e os salários são pouco atraentes.

A unificação tem o efeito colateral de potencializar as mazelas decorrentes da centralização do poder decisório. Se uma entidade gigantesca cair em mãos erradas, comprometido estará o todo. No Brasil, tal hipótese não pode ser descartada.

Para idealizar a polícia que queremos, devemos ter como ponto de partida a polícia que temos.

Policiais Militares são capazes de investigar, e já o fazem, e policiais civis são capazes de reprimir, e também não raro já o fazem. Resta desmilitarizar a PM e capacitar ambas as polícias à dupla função, especializando vocações.

Importante inibir o corporativismo, estatuindo o legalismo extremo e conduzindo a instituição ao estrito cumprimento de sua função, inspirando o respeito dos cidadãos e o temor dos criminosos. Sem milícias, sem violências desnecessárias e sem jeitinhos tão brasileiros.

A profissionalização dos quadros, erigindo uma verdadeira instituição, vai depender da não partidarização dos dirigentes e da plena visibilidade das ações policiais. A atividade policial é, por natureza, técnica, e o contato com a população exige civilidade e sólidas noções de direito.

Precisamos reformar a polícia, cuja unificação pode desafiar a matemática, fazendo com que um mais um sejam três. Como estamos, ineficientes, sem estruturas e satisfações profissionais, quem ganha é a criminalidade.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 




Livro traz informações sobre a História e a Cultura dos negros de Porto Feliz

De autoria do professor Carlos Carvalho Cavalheiro, o livro “O negro em Porto Feliz” conta com prefácio do historiador Jonas Soares de Souza e apoio cultural do SIPROEM

capa Negro em Porto FelizO SIPROEM – Sindicato dos Professores das Escolas Municipais de Sorocaba, Porto Feliz, Tietê, São Roque, Ibiúna, Salto, Itu, Araçariguama, Alumínio, Mairinque, Votorantim, Boituva, Iperó, Araçoiaba da Serra, Capela do Alto, Cesário Lange, Cerquilho e Tatuí apoia a publicação do livro “O Negro em Porto Feliz”, de autoria do professor Carlos Carvalho Cavalheiro. Paulistano de nascimento, adotou Sorocaba e Porto Feliz para viver, trabalhar, pesquisar e desvelar temas quase que escondidos das trajetórias das duas cidades. Professor, historiador, poeta e documentarista, tem divulgado sua produção sobre Literatura e História Local por meio de suportes variados, inclusive impresso. Carlos tem se destacado como defensor e praticante de formas alternativas de circulação da cultura, explorando criativamente a mídia eletrônica. O professor Carlos é formado em História, com pós-graduação em Metodologia do Ensino de História e Gestão Ambiental, licenciado em Pedagogia e bacharel em Teologia, mestrando em Educação pela UFSCAR de Sorocaba.

O livro é uma compilação de artigos sobre a história e cultura dos negros na cidade de Porto Feliz (onde o professor Carlos leciona História na rede pública municipal); originalmente publicados no jornal Tribuna das Monções, até hoje suscitam interesse público, motivo pela qual houve a necessidade de publicá-lo em outro suporte como este livro, facilitando o acesso de interessados. Publicado pela Editora Crearte (Sorocaba), a edição inicial será de 100 (cem) exemplares. “Uma tiragem modesta, mas dentro das nossas possibilidades e que creio, ainda assim, preencherá uma lacuna que é a falta de livros sobre a História dos negros em Porto Feliz”, comenta o autor.

Segundo o professor historiador Jonas Soares de Souza: “As pessoas estão continuamente colocando para si mesmas questões relacionadas ao local onde moram e sobre como viveram seus antepassados”.

É o que faz Carlos Carvalho Cavalheiro em artigos publicados no jornal Tribuna das Monções e reunidos neste belo livro, onde busca no recorte do micro os sinais e relações da totalidade social, os homens e mulheres de “carne e osso”, para usar uma imagem cara ao historiador francês Lucien Febvre.

Com previsão de lançamento para janeiro de 2016, o livro deverá estar disponível em livrarias e com o autor. Pedidos:carlosccavalheiro@gmail.com




Artigo de Celio Pezza: 'Crise'

Celio Pezza: Crônica # 285 – Crise

Colunista do ROL
Celio Pezza

Crise é a palavra do momento no Brasil.

Temos crise politica, econômica, moral, elétrica, hídrica, desemprego crescente, ausência do governo, enfim, o cenário está confuso.

Para alguns, a punição de ladrões do caso Mensalão, Petrolão e muitos outros virou atentado à democracia, e os partidos que buscam instituir um governo socialista, pregam a violência e a conturbação social.

Os que querem a saída de Dilma e uma investigação séria sobre Lula, só pedem que a lei seja cumprida, diferente dos outros, que pregam até a luta armada para não sair do poder.

Faz sentido, pois eles não sabem o que é construir o progresso na paz.

Aprenderam a promover o confronto e dizem que quem não está alinhado com suas ideias precisa ser destruído.

Assim foi o discurso de Lula que, durante um ato em defesa da Petrobras, convocou o “exército de Stédile (MST) para ir para as ruas com armas nas mãos”.

Podemos entender que isso é uma confissão de que existem armas ilegais nas mãos desses grupos.

Mais recentemente, Mauro Iasi, professor da UFRJ, militante do PCB, fez um discurso durante o 2º. Encontro Nacional da Central Sindical e Popular, onde defendeu o fuzilamento dos opositores do socialismo, citando Bertold Brecht.

Para ele, esses conservadores precisam de “um bom paredão, uma boa espingarda, uma boa bala, uma boa pá e uma boa cova”.

Quem quiser ver o discurso todo, é só procurar na internet.

Para qualquer um que saiba interpretar um texto, isto significa promover uma intimidação e pregar uma revolução comunista no país.

No Caderno das Resoluções desse mesmo evento, um parágrafo mostra o pensamento desses grupos, bem ao estilo do Estado Islâmico, quando afirmam com vigor uma posição pelo fim do Estado de Israel, segundo eles, uma “criação artificial das Nações Unidas e do imperialismo norte-americano”.

Intolerância contra todos que discordam de suas ideias é o perfil desses grupos antidemocráticos, sempre em nome dos “trabalhadores”.

Esses são os verdadeiros golpistas que pregam o ódio, a luta de classes e vão contra a verdadeira democracia e o Estado de Direito.

Como disse o jornal britânico Financial Times, em um recente editorial, a incompetência, arrogância e corrupção abalaram a magia do Brasil.

Os brasileiros livres e de bons costumes, têm o dever de lutar contra a ignorância, a mentira, o fanatismo, a corrupção e restaurar essa magia do bem estar para o nosso país.

 

Célio Pezza

Outubro, 2015




Artigo de Celso Lungaretti: 'Declaração de Dilma sobre 'Democracia Adolescente' foi patética, despropositada e altamente inoportuna'.

LEMBRE-SE, DILMA, DO QUE ACONTECE COM QUEM GRITA “LOBO!” À TOA…

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

Foi patética, despropositada e altamente inoportuna esta declaração da presidente Dilma Rousseff à CNN, em Nova York:

O grande problema com aqueles que querem o meu impeachment é a falta de motivação. Nós temos que ter muito cuidado sobre isso pelo seguinte motivo: a nossa democracia ainda está na adolescência.

Como falava em inglês, talvez a “falta de motivação” tenha sido uma colaboração de tradutor pernóstico para piorar o que já era péssimo. Pois motivados os defensores do impeachment estão até demais. O que Dilma lhes reprova é não terem alegado, no seu entender, motivos válidos para seu defenestramento. Só que sobre isto, evidentemente, não cabe a ela opinar, pois é parte interessada. Deveria ficar quietinha e deixar que o Congresso Nacional cumprisse seu papel sem pressões.

Ela também esqueceu o velho chavão de que roupa suja se lava em casa. O que os estadunidenses pensarão de uma presidente que vai alfinetar opositores na casa dos outros, como se fosse casa da sogra?! Será que ninguém do Itamaraty tem coragem de instrui-la sobre como um mandatário deve se comportar no exterior? Gafe.

Se continuar hostilizando os adversários em fez de buscar alguma forma de convivência com eles, os ânimos se acirrarão cada vez mais. Jogar álcool na fogueira é o que lhe convém, em meio à pior crise econômica desde 1990? Se pensa que ganhará algo apostando no enfrentamento, está viajando na maionese. Quando a popularidade de qualquer presidente despenca para um dígito, ele(a) tem mais é de tentar ser simpático, não deselegante. Tiro no pé.

Depois de haver feito a bobagem de, com sua costumeira incontinência verbal, colocar o impeachment nas manchetes quando a mídia ainda o tratava como assunto secundário, Dilma repete a dose com o golpe militar que a referência a “democracia adolescente” subentende. Então como agora, trata-se da última pessoa no Brasil inteiro que deveria bater nesta tecla. Quem grita lobo! à toa, acaba devorado(a). Tiro no pé.

E o pior é que o fez por puro desespero de causa. Já não consegue citar um único motivo positivo para os brasileiros a continuarem querendo no Palácio do Planalto, é incapaz de inspirar esperança. Então precisa recorrer ao alarmismo, “se me chutarem, poderá vir outra ditadura”. Oportunismo.

Se fosse algo além de palavras ao vento para atemorizar ingênuos, teríamos de concluir que Dilma nada entendeu da História da qual participou. Pois o golpe militar de 1964 ocorreu em meio à exacerbação da guerra fria, depois que o assassinato de John Kennedy colocou na Casa Branca um caipira texano que a CIA fazia de gato e sapato, com respaldo no empresariado, da Igreja e da classe média.

O único ponto comum é a rejeição do governo por parte da classe média, estridente mas insuficiente para trazer os tanques às ruas. 

Obama e a Europa nem de longe estão apoiando quarteladas na América do Sul (caso contrário a Venezuela já teria puxado a fila), o grande empresariado continua bem distante da porta dos quartéis (por saber que o custo de um golpe –tornar o Brasil um pária aos olhos do mundo, afugentando investidores e atrapalhando exportações– excede largamente eventuais benefícios), o papa Francisco não é conservador como Paulo VI.

Quanto aos militares, são sempre os últimos a aderirem aos projetos golpistas, entrando para fazer o serviço sujo. E nunca tiveram autonomia de voo, são requisitados como jagunços pelo grande capital. Consequentemente, enquanto durar a lua de mel com o Luís Carlos Trabuco e a Dilminha for só paz & amor com os outros donos do Brasil, poderemos dormir tranquilos, pois nada vai haver no ar além dos aviões de carreira.

Existe, contudo, um porém: se hoje o golpe militar não passa de um espantalho erguido por Dilma no meio do seu milharal, adiante poderá, sim, entrar na ordem do dia, caso o descontrole da economia nos arraste a uma depressão econômica, gerando desespero e turbulência. Aí, se o governo for tão incapaz de manter a ordem como se mostra incapaz de deter a deterioração econômica, as baionetas poderão entrar em ação, ocupando o espaço deixado vago pela incúria dos civis.

Mas tal possibilidade, por enquanto remota, não é favorável à Dilma, muito pelo contrário. Pois começamos 2015 com a certeza de que seria um ano perdido e, nestes dez meses, ela fracassou miseravelmente em salvar 2016. As perspectivas só fizeram piorar, mês após mês.

Entraremos em 2016 com a certeza de que vai ser um ano ainda mais nefasto do que 2015, e nada indica que Dilma esteja apta a nos tirar do atoleiro.

Então, se fosse sincero seu temor de um golpe militar e houvesse desapego pelo poder no seu caráter, ela reconheceria que não é nem nunca será a estadista de que tanto carecemos; e que os nós a imobilizarem o País só começarão a ser desatados após sua saída.

Ou seja, o único serviço que pode prestar ao Brasil e a nosso povo explorado e sofredor, neste instante, é a renúncia. Tudo o mais já fez… em vão. E, se insistir em continuar governando à base de tentativa e erro, acabará mesmo fazendo o País explodir.

 

 

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