ROL com alcance internacional

Depois de leitores de Portugal e de várias cidades brasileiras de São Paulo, Minas Gerais, Paané, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, entrarem em contato com o nosso jornal, agora veio um pedido de um leitor da Argentina

Afrâio Mello
Afrâio Mello

A coluna de Genealogia, assinada pelo genealogista Afrânio Franco de Oliveira Melo é uma das mais acessadas no ROL – REGIÃO ON LINE.

Mais de 500 leitores do Brasil inteiro e de Portugal solicitaram ao genealogista Afrânio Mello informações sobre suas familias e foram atendidos, tudo gratuitamente, um serviço de utilidade pública prestado pelo genealogista.

Esse grande volume de solicitações e atendimentos mostrou também que o nosso jornal, além de ter um alcance de nivel nacional, desfruta de grande credibilidade graças à capacidade dos nossoa articulistas e à nossa linha editoral, que privilegia sobretudo as matérias de cunho cultural e o noticiário regional.

Recentemente comemoramos o nosso 500o. atendimento e também a confirmação da seriedade dos estudos de Afrânio Mello, quando uma leitora agradeceu o envio das informações e confirmou um dado fornecido pelo genealogista: que havia uma pessoa com aquele sobrenome morando nos Estados Unidos, ao que ela respondeu, entre surpresa e entusiasmada: “esse é meu irmão! Sua informação está corretíssima!”

Agora um novo alcance, uma nova conquista: um pedido de estudo genealógico feito por um leitor da Argentina.

A propósito, leia na integra a mensagem enviada pelo leitor André Nogueira e que se explica por si só:

 

“Caro Afranio…

Primeiramente estou sem palavras. Gostaria de agradecer por ceder-me estas informações tão valiosas. Faz anos que estou buscando pela internet e encontro pouca coisa. Ajudou-me muitissimo. Estou tentando fazer a árvore genealógica da minha familia (embora alguns parentes relutem em passar informaçõe mas aos pouquinhos vou garimpando. Sou paulista, mas a familia da minha mãe é toda do Paraná e para ajudar… eu moro na Argentina (Buenos Aires) e um dos meus bisavôs é baiano. Quem disse que seria fácil?
Gostaria de agradecer também pelas informacões dos Nogueiras. No caso é da família do meu padrasto (que me registrou legalmente como filho)… entao pela justiça sou um Nogueira também. E também é mais fácil pesquisar, pois moro em Pindamonhangaba – SP (minha família) no Vale do Paraíba e a família vive nas redondezas.
Novamente grato.
Abraços.

André Nogueira”

Helio Rubens – editor



Artigo de Pedro Novaes fala sobre selvageria

SELVAGERIA

colunista do ROL
Pedro Novaes

Pedro Israel Novaes de Almeida

 

Existem temas que acabam revisitados, pela absoluta omissão dos órgãos públicos envolvidos.

A sociedade brasileira persiste refém da falta de educação e respeito, impedida de exercer seus direitos constitucionais, em virtude da impunidade dos seguidos e constantes atos de perturbação do sossego.

No imaginário e ignorância popular, todo barulho é permitido, até as 22:00 horas, e só a medição de decibéis pode caracterizar o incômodo alheio. O sossego alheio é garantido a todo o momento, 24 horas ao dia.

A medição de decibéis é necessária para identificar a poluição sonora, e não é imprescindível à caracterização do incômodo ao sossego alheio. São raras as prefeituras de dispõem de tal equipamento.

Na capital, ocorrem os casos extremos de festas em plena avenida, reunindo multidões de selvagens, não raro consumidores de álcool e drogas, com som em altíssimo volume, perturbando o sono de milhares de moradores da vizinhança. Moradores da capital ainda convivem, alguns, com a presença de cracolândias, onde bandos zumbis reinam absolutos, obrigando os moradores à prisão domiciliar, no período noturno, tamanha a insegurança do entorno.

No interior, carros são equipados com poderosos equipamentos, transitando dia e noite, fazendo tremer calçadas. São raros os casos em que alguma autoridade recolhe o veículo e o equipamento, documentando o fato.

Vizinhos de estabelecimentos comerciais que equipam veículos conhecem o dissabor dos testes de funcionamento de equipamentos sonoros. A sociedade, imbecilizada, valoriza o status de donos de veículos com som potente.

Botecos, postos de combustíveis e uma pracinha qualquer podem, a qualquer momento, ser transformados em focos de infernais sons. Até o guarda noturno, quando acordado, percorre o bairro, madrugada afora, acionando sua ridícula campainha, cujo único objetivo é demonstrar que está trabalhando.

Proprietários de chácaras inauguram polos de incômodo, distantes de suas residências. Não raro, alugam tais propriedades, aos fins de semana, empestando o ambiente.

Tais imóveis, em regra, não possuem alvará de funcionamento, e sequer laudo do Corpo de Bombeiros, para reunir multidões, em completa e absurda clandestinidade. Fiscais municipais não operam em plantão de fim de semana, e as prefeituras são omissas, na questão do incômodo alheio.

Resta, à população, o apelo à Polícia Militar, única instituição que restou, sobrecarregada, na hercúlea tarefa de conter a contravenção penal. Contudo, nem sempre a polícia identifica e conduz o responsável ao plantão policial, o que gera uma sensação de impotência, aos incomodados, e de impunidade, aos contraventores.  Aliás, nem mesmo a cessação ou diminuição do som é obrigada.

Vivemos em plena idade da pedra, sem direito ao sono noturno e sossego diurno. A cidadania não é exercida e reina o caos, em pleno século XXI. A questão parece não interessar a vereadores. Salve-se quem puder, inclusive as crianças que frequentam tais focos de barulho, talvez fadadas à surdez, como atestam centenas de pesquisas da área médica.

Será que as prefeituras compulsam os boletins policiais e histórico dos botecos espalhados cidade afora, quando da renovação dos alvarás de funcionamento ?

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.




Itapetininga: Projeto Guri 2015 abrirá inscrições na semana que vem

Os cursos serão oferecidos no Polo Itapetininga

 

Pode ir se preparando, pois a contagem regressiva para fazer parte do maior projeto sociocultural do Brasil vai começar! De 03 a 28 de agosto estão abertas matrículas para entrar no Projeto Guri, a partir do segundo semestre.

Chegou a hora de deixar o chuveiro, os baldes e as caixas de fósforo de lado. Se você gosta de música e está querendo mostrar este talento para todo mundo, aqui é o seu lugar!

O Projeto Guri já atendeu cerca de 550 mil jovens entre 6 e 18 anos desde seu início. Cada um com sua preferência, cada um com seu nível de aprendizado, cada um com seu ritmo, mas todos movidos por uma só razão: a paixão.

Os cursos oferecidos no Polo Itapetininga são:

– Iniciação Musical (de 6 e 7 anos)

– Canto Coral (de 8 à 18 anos)

– Violão (de 8 à 18 anos)

– Percussão (de 8 à 18 anos)

 

Lembrando que para participar do Projeto Guri não é preciso ter conhecimento musical prévio, basta ter entre 06 e 18 anos incompletos e gostar de música. Para fazer sua inscrição, é necessário comparecer pessoalmente ao polo em que deseja estudar, acompanhado por um responsável legal, o qual deve estar munido dos documentos listados a seguir.

 

Pais ou responsáveis precisam comparecer ao polo com os seguintes documentos:

 

– Certidão de Nascimento ou RG do aluno (cópia);

– Comprovante de matrícula escolar e/ou Declaração de frequência

escolar;

– RG e CPF do responsável (cópia);

– Apresentação do comprovante de endereço (cópia).

 

Endereço: Hélio Ayres Marcondes, 17, Itapetininga – São Paulo CEP:

18217-735

Telefone(15) 3273-2094

Horário das Aulas 3ª e 5ª – 13h30 às 17h30

E-mail: polo.itapetininga@gurionline.com.br




Inscrições para ocupação do Teatro da USP segue até 18 de agosto

Teatro da USP publica edital de seleção de projetos


edital.jpgEste edital selecionará um ou mais espetáculos para ocupar o espaço do TUSP no período entre 01 de outubro e 15 de novembro, de quinta a domingo.

O Teatro da Universidade de São Paulo divulga a publicação do edital de seleção de projetos para a temporada de outubro e novembro de 2015.

As inscrições serão recebidas até 18 de agosto de 2015, na secretaria do TUSP, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, ou enviadas pelo correio, com data de postagem até 17.08.15.

O edital, que contém as informações e documentos necessários para a inscrição, o termo de compromisso e a ficha de inscrição podem ser acessados nos arquivos incluídos no link abaixo e no D.O.E. de 01/07/2015 (Caderno 1 – Executivo, pp.56-57).

 

TUSP abre edital de ocupação para temporada outubro-novembro 2015




Alunos da Poli-USP desenvolvem veículo reconfigurável, que amplia de tamanho, de 3 para 5 assentos, e de uso compartilhado 

A proposta é que o veículo atenda as demandas variadas de mobilidade da cidade de São Paulo  

Foto Opal 6 - Projeto Equipe Poli para PACE - julho 2015Os alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e de mais quatro universidades estrangeiras desenvolveram um veículo reconfigurável e de uso compartilhado para a cidade de São Paulo (SP). O projeto Opal é um modelo hatch, de duas portas, que amplia a capacidade de passageiros, de três para cinco assentos (e, portanto, as dimensões do veículo), quando o usuário desejar – a expansão da carenagem é feita por meio de atuadores eletrônicos. A condição de veículo reconfigurável facilita o uso compartilhado, pois possibilita atender pessoas de diferentes demandas de mobilidade.

“A reconfiguração, ainda uma novidade, consiste em adequar o veículo para mais de uma aplicação, como, por exemplo, transformando o veículo de passageiros em veículo de carga. Esse é um modo de atender demandas específicas e variadas, usando a mesma frota”, explica o Prof. Dr. Marcelo Alves, do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP. O uso compartilhado, por sua vez, já existe em vários mercados. Em São Paulo, a prática vem sendo disseminada pelas bicicletas de cor laranja do projeto Bike Sampa, que facilitam o deslocamento na cidade (o usuário retira a bicicleta em um ponto de distribuição e pode devolver em outro).

O Opal foi desenvolvido considerando os resultados de pesquisa de mercado realizada na capital paulista. Os alunos foram a campo e ouviram 500 pessoas, entre os meses de outubro e novembro de 2014.

Foto Opal 3 - Projeto Equipe Poli para PACE - julho de 2015“Desse total, 77,1% responderam que usam o carro sozinho ou com mais uma pessoa, 62,3% vão de carro para o trabalho, e 76% mudam suas necessidades de uso do carro no decorrer da semana”, destaca Erich Sato, aluno do 4º ano do curso de Engenharia de Mecatrônica da Poli-USP e líder da equipe responsável pelo projeto. “A condição de veículo reconfigurável foi bem aceita pelos jovens”, completa. A maioria dos respondentes tem entre 19 e 29 anos, público-alvo do projeto Opal.

Os alunos também elaboraram um modelo de negócios para tornar viável a implantação do Opal. O serviço de uso compartilhado poderá ser utilizado pela pessoa física e também para complementar a frota de empresas. Outra novidade é que o consumidor poderá adquirir o Opal, com a condição de disponibilizar o carro, em determinados momentos, para o serviço de uso compartilhado, em formato semelhante à franquia.

 

Competição mundial 

O projeto Opal está participando da competição Global Vehicle Development Project, promovida entre as universidades integrantes do PACE – Partners for the Advancement of Collaborative Engineering Education, programa liderado pela General Motors mundial para a educação de engenharia. O projeto foi apresentado no Fórum PACE, que, pela primeira vez, é realizado no Brasil, entre os dias 26 e 30 de julho, nas instalações da Poli-USP.

A equipe que desenvolveu o Opal é formada por alunos da Poli-USP e de mais quatro universidades estrangeiras: Hochschule RheinMain University of Applied Sciences (Alemanha), Howard University (Estados Unidos), New Mexico State University (Estados Unidos) e  University of Ontario Institute of Technology (Canadá). A partir do lançamento do desafio, no segundo semestre de 2014, os alunos reuniram-se a distância, principalmente via Skype, para definir tarefas e acompanhar o andamento do projeto. Agora, em julho, encontraram-se pessoalmente, para a apresentação do Opal no Fórum do PACE.

O Brasil é o único país da América do Sul que participa do PACE – a Poli-USP ingressou em 2005 como a primeira escola brasileira selecionada pelo Programa. As universidades são equipadas com software e laboratórios, oferecidos pelas empresas participantes no PACE. A Poli-USP possui quatro laboratórios equipados pelo Programa, com mais de 100 estações de trabalho e software para Computer Aided Design (CAD), Computer Aided Manufacturing (CAM) e Computer Aided Engineering (CAE), aplicados para conceber, projetar e fabricar veículos. 




Artigo de Ricardo Hirata Ferreira fala sobre a miséria humana

O SER MISERÁVEL

 

Ricardo Hirata Ferreira
Ricardo Hirata Ferreira

A questão perturbadora é por que a pessoa chega a uma condição de miséria humana. Encontrar-se com alguém assim é o mesmo que encontrar-se com uma criatura viva, porém morta. A amargura e o sofrimento tomaram conta da sua existência. Ela sobrevive em dimensões confusas e paralelas, reais e sombrias da imaginação. Apega-se a um único pensamento e não possui uma visão de horizonte.

Com certeza está aprisionada pela dor e pela angustia. O dia é um martírio e a noite um calvário. Esquecida e rejeitada, ela vaga em um ambiente degradado que reflete o seu próprio interior. É cega e surda. A cegueira e a surdez foram progredindo ao longo da sua jornada inconseqüente. Alguma coisa a empurrou para este estado deplorável de tristeza e de abandono absoluto.

A criatura miserável ainda é obrigada, levada e de alguma maneira deseja aprisionar outros seres que “inocentemente” parecem carregar lá no fundo algum resquício de bondade. O poder do seu rancor e da sua revolta acorrentam a consciência perdida destas aparentes vítimas.

A situação chegou a tal estágio que nem a morte é o portal da libertação. É apenas uma passagem de uma cela para outra, ou de um sistema carcerário para outro (podendo ser ainda pior). Tirar o que se chama de vida como ato de desespero e fuga é, portanto ilusão sem volta. É um tiro no escuro. É como cair eternamente em um abismo infinito. É como nunca conseguir acordar do pesadelo. Nesta queda violenta que pode ser comparada a sensação de estar se afogando a pessoa miserável vai se agarrando naqueles que estão a sua volta (aos que estão mais próximos).

O vazio da miséria suga a energia vital dos outros, alimenta-se insaciavelmente disso. O retrocesso torna-se constante. Em raros momentos brechas de luz se abrem no labirinto escuro onde é o habitat desta criatura, porém a frieza do seu próprio coração acaba por congelar e bloquear qualquer possibilidade de saída deste “não lugar”.

O amor provavelmente nunca tenha existido. A sua mente não conhece a paz, mas sim a loucura. O seu corpo produz, absorve e exala veneno tóxico. A tortura e as vozes do lamento atormentam o seu ser mergulhado em frustrações e decepções. E depois de incontáveis ciclos de desespero e de agonia, o fim destrói o que sobrou da utopia sufocada em meio ao lixo. Algo deve surgir.

 

Ricardo Hirata Ferreira

Doutor em Geografia Humana, FFLCH, USP.




Artigo de Rebeca Saroba dos Santos: ela conta como as entidades filantropicas participam dos conflitos armados

O papel da Cruz Vermelha  em conflitos armados

O ROL publica hoje um artigo de autoria da estudante de jornalismo Rebeca Saroba dos Santos, de Tatuí, que está cursando Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universidade de Sorocaba (UNISO). Ela já escreveu  para a -Revista do CIESP, trabalhou para as prefeituras de Iperó e Tatui e participa do projeto ‘Repórter do Futuro’. Sua matéria – ‘O papel da Cruz Vermelha  em conflitos armados’ –  tem a ver com a questão ‘Jornalismo em Situações de Conflitos Armados e Outras Situações de Violência’. Seja bem-vinda, Rebeca! (Helio Rubens – editor)

 

O papel da Cruz Vermelha  em conflitos armados

Rebeca Saroba

Rebeca Saroba

 

 

Síria e Iraque ocupam há mais de três anos as principais manchetes no mundo internacional

Diversas agências de notícias, jornais e portais têm acompanhado há anos uma guerra que, parece, nunca acabar. O conflito religioso no Oriente Médio, já matou mais de 160 mil pessoas e cerca de 7 milhões de crianças sírias precisam de ajuda. O protagonista dessa guerra é o Estado Islâmico (EI), formado por muçulmanos sunitas, que consideram os islâmicos xiitas como infiéis e que merecem ser mortos. O EI quer criar um único estado sunita que envolva a Síria e o Iraque.

Segundo o Mestre em Comunicação e Cultura e coordenador do curso de Relações Públicas da Universidade de Sorocaba, Társis de Camargo Ramos, nesses dois países existem forças internacionais em combate para tentar reduzir os conflitos, mas o problema está ligado, principalmente, a sua origem. “Nesses países o conflito é muito forte no caráter étnico, e é uma região de eterna instabilidade em relação à segurança.  É importante ressaltar que parte do problema realmente é de critério religioso, mas dentro desses países também há diferentes grupos há a divergência de posturas políticas e também étnicas dentro do islamismo”, esclarece.

A partir disso, a Cruz Vermelha, criada com a missão humanitária de proteger a vida e a dignidade de pesoas que são vítimas de conflitos armados ou situações de violência, busca prestar assitência médica e social aos civis e aos feridos de guerra. Por ser uma entidade neutra, a Cruz Vermelha instala seu pessoal em ambos os lados, para que o trabalho seja realizado com a maior eficiência possível, porém as ajudas humanitárias estão se esgotando. De acordo com o CICV na Síria, as pessoas estão sofrendo com a falta de alimentos, água e remédios pois as partes envolvidas no conflito impedem a passagem imediata da ajuda humanitária e do deslocamento de civis para áreas mais seguras.

“A questão de atacar monumentos, hospitais e civis, surgiu após a Segunda Guerra em convenções internacionais que determinam as limitações das ações militares. Atacar alvos assim caracteriza-se como crime, mas é uma maneira de enfraquecer os movimentos opositores”, afirma Ramos.

Além disso, o CICV também promove a integração do Direito Internacional Humanitário (DIH). O DIH é um conjunto de normas que, em situações de conflitos armados, protege a população cívil ou aqueles que deixaram de participar de tais hostilidades e proibe certos métodos e meios de combate.

Segundo o assessor jurídico do CICV, Gabriel Valladares, a organização é responsável por oferecer assessoria jurídica para que as autoridades nacionais aprovem os tratados internacionais de DIH e adotem as medidas administrativas ou legislativas necessárias para a sua aplicação. O CICV também trabalha para fornecer alimentos, água e abrigo às pessoas, buscar desaparecidos, visitar prisioneiros de guerra e também realiza palestras e cursos de orientação a jornalistas e estudantes. “O propósito é apresentar os conceitos jurídicos, as normas fundamentais, os princípios e os desafios do Direito Internacional Humanitário, informar sobre os direitos tanto dos correspondentes de guerra como dos profissionais que por conta própria também estão em situações perigosas e mostrar a melhor forma de usar o DIH para informar com maior pertinência dentro dos conceitos aceitáveis internacionalmente”, afirma.

O Comitê

O CICV foi fundado no dia 26 de outubro de 1863, em Genebra, na Suíça. A ideia foi criada por cinco membros (Gustave Moynier, Louis Appia, Theódor Maunoir, Guillaume-Henri Dufour e Henry Dunant) que buscavam implementar ideais de solidariedade aos feridos de batalhas de forma imparcial e neutra.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha aderiu como seus fundamentos, sete princípios ligado ao Movimento Internacional que ele fundou, são eles: Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Voluntariado, Unidade, Independência e Universalidade. A instituição tem delegações em aproximadamente 90 países no mundo e trabalha em muitos mais, e, emprega cerca de doze mil pessoas, entre as atividades desenvolvidas estão: a proteção e assistência às vítimas de conflitos armados e agir de forma preventiva e cooperando com as Sociedades Nacionais para empreender a diplomacia humanitária.

O CICV também presta várias assistências sociais que dependem se o país está em uma situação de conflito ou pós-conflito. “Uma área que trabalhamos muito é com as viúvas de guerra, pois a sociedade e a cultura em que se encontram (em que, geralmente, a mulher fica em casa) se torna muito complicado quando perdem seus companheiros, então o CICV tem um sistema de microcréditos para que elas comprem o que seja necessário para sustentar as suas famílias, e, para que elas possam produzir alguma coisa e, assim, melhorar sua condição de vida. Também temos todo o apoio às famílias de desaparecidos e um larga experiência em apoiar a reabilitação de pessoas que passaram ou sofreram com minas antipessoas”, completa Valladares.

 

(Rebeca Saroba-

Projeto Repórter do Futuro)