Genealogia: Afranio Mello fornece gratuitamente informações sobre as familias GONÇALVES e NOGUEIRA
Afrânio mello: ATENDIMENTOS NÚMEROS 503 / 504
Caro André, boa tarde.
Não há inconveniência alguma em fazer o seu pedido.
Quando aceitei publicar no Rol – Jornal On Line minhas pesquisas e
repassar às pessoas que fizessem pedidos eu o fiz de boa vontade e
grande disposição em atender. Tenha certeza que é um prazer.
Vamos lá.
O arquivo GONÇAVES tem 28 páginas e 4 brasões que seguem anexados.
Abaixo uma pequena amostra do arquivo principal, para ilustração no Rol.
Aproveito para enviar o do sobrenome NOGUEIRA , mesmo sobrenome do
José Luiz Nogueira, escritor na área de Genealogia e que já escreveu 3 livros
sobre o assunto das cidades da minha região.Em andamento o quarto livro.
Ele pesquisa o assunto há muito tempo e tem SITE onde disponibiliza arquivos
sobre os NOGUEIRAS DO BRASIL.
Este arquivo NOGUEIRA tem18 páginas e um brasão e segue ao final uma pequena mostra
do mesmo.
Estou copiando o José Luiz para que você entre em contato com ele.
Pode fazê-lo que será bem atendido.
Imprima os arquivos ou abra em seu computador, salvando-os para facilitar a leitura.
Grande abraço e boa pesquisa.
Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line
Gonçalves, sobrenome de origem portuguesa. Apelido patronímico (filhos de Gonçalo) que deu origem certamente a múltiplas famílias sem qualquer parentesco entre si.
Antes do séc. XVI, a um Antão Gonçalves foram concedidas armas que já figuram no Livro do Armeiro-Mor.
Da baixa latinidade Gundisalvici (de Gundissalbici): Gundisalbiz [897], Gundisaluiz[928], Gundissalbici [1026], Gunsaluizi[1077], Gunzaluiz. Gonçalo: do germânico composto de gundi, batalha, luta, no ant. alto al., e o segundo elemento, salo, escuro em ant. alto al. – cego pela luta (Antenor Nascentes, II, 127). Assim como os demais patronímicos antigos – Eanes, Fernandes, Henriques, etc. – este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território. Brasil:Há várias famílias com este sobrenome em diversas partes do Brasil, de origem portuguesa, colombiana, espanhola. paraguaia, argentina, uruguaia, etc. No Rio de Janeiro, entre as quase 200 famílias com este sobrenome, nos séculos XVI e XVII, registram-se: I – várias, documentadas em 1567, 1570, 1587, 1589, 1594, etc.; II – a de Manuel Gonçalves [1537], sapateiro, fal. depois de 1575; III – a de Pedro Gonçalves [1587], «o galego»; IV – as famílias Gonçalves de Andrade; Gonçalves de Azevedo; Gonçalves da Costa; Gonçalves da Cruz; Gonçalves da Cunha, Gonçalves Ferrão, Gonçalves da Fonseca, Gonçalves Lessa, Gonçalves Machado, Gonçalves Neto, Gonçalves da Silva, etc. (Rheingantz, II, 283-321). Sobrenome de muitas famílias, estabelecidas no Rio de Janeiro, para onde passaram no decorrer dos quinhentos anos de história do Brasil. Entre elas: I – de origem portuguesa, proveniente de Braga, a de Antônio Gonçalves Neves,natural de São Gonçalo de Vilasboas, arcebispado de Braga, Portugal, filho de Francisco Gonçalves e de Domingas Álvares (?). Casado, a 16.04.1712, na Fazenda de Joari, do padre Francisco Dias Duarte, Rio de Janeiro, com Luzia de Albuquerque [c.1689, Rio de Janeiro, RJ -], neta de Antônio de Abreu e de Luzia de Távora, citados no verbete da Família Abreu (v.s.), do Rio de Janeiro. Com geração citada emRheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, Vol. I; II – de origem portuguesa, proveniente de Lisboa, a de Pedro Gonçalves, casadopor volta de 1668, com Ana Gomes. Foram pais de Jerônimo Gonçalves, natural de Lisboa, casado a 09.07.1693, na Igreja de São José, com Josefa da Rosa [c.1672 – 25.09.1707, Rio de Janeiro, RJ], filha de Diogo Afonso e de Domingas de Paiva, com geração citada emRheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, Vol. I, I6; III – das ilhas portuguesas, a de André Goncalves [c.1620, Ilha do Faial – 03.02.1658, Rio de Janeiro, RJ], filho de Antônio João e de Maria Gonçalves. Casado a 27.05.1646, com Branca de Aguiar [bat. 07.04.1631, Rio de Janeiro, RJ – 09.03.1675, idem], filha de Domingos de Aguiar, citado no verbete da família Aguiar (v.s.), do Rio de Janeiro [Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, Vol. I, 23]; IV – de origem portuguesa, proveniente do Porto, a de Gonçalo Gonçalves, natural do Porto e residente no Rio de Janeiro, em 1621. Casado por volta de 1598, com Maria Gonçalves, natural do Porto, com geração citada em Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, Vol. I, 59; V – de origem portuguesa, proveniente de Lisboa, a de André Gonçalves dos Santos [c.1694, Santos-O-Velho, Lisboa -], filho de Domingos Gonçalves e de Mônica da Silva. Casado duas vezes: a primeira, com Antônia de Godói, falecida antes de 1730; a segunda, a 07.10.1730, Rio de Janeiro, RJ, com Maria de Lemos Pereira [bat. 02.08.1683, Rio de Janeiro, RJ -], filha de Tomé Gonçalves Couto e de Micaela Pereira de Faria, citados no verbete dafamília Couto (v.s.), do Rio de Janeiro [Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, Vol. I, 63]. Sobrenome de uma famíliaestabelecida em Pernambuco, com ramificações no Rio de Janeiro, para onde passou, possivelmente por ocasião das guerras holandesas no nordeste [1625-1654], João Gonçalves, natural de Pernambuco, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1622, com Margarida de Oliveira, natural de Pernambuco, com geração em Rheingantz, Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, Vol. I, 24. No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas, registra-se a família de Inácio Gonçalves [Braga, Portugal- 1752, Col. Sacramento], que deixougeração, em 1727, na Colônia do Sacramento, com Domingas Gonçalves [de Braga]. Em São Paulo, entre as mais antigas, encontra-se a de Bartolomeu Gonçalves, que passou à Capitania de S. Vicente, em 1532, com Martim Afonso, e durante mais de 20 anos foi o único ferreiro da capitania. Deixou geração, por volta de 10 filhos, de mais de uma mulher. Alem deste: João Gonçalves (S. Vicente, 1636), Gaspar Gonçalves (Santos, 1560), Gonçalo Gonçalves, sapateiro (S. Paulo, 1562), Domingos Gonçalves da Maia (S. Paulo, f.1627) (AM, Piratininga, 89; SL, I, 22, 23, 26; VI, 455; VII, 452). Ainda em São Paulo, cabe registrar a do cap. Antônio José Gonçalves [1776, Braga – c.1829], filho de Manuel Pereira Gonçalves e de Custódia Marques. Deixou numerosa descendência, em Queluz (Lorena – SP), do seu cas., em 1798, em Queluz, com Genoveva Ana Pinto da Silva Ribeiro de Camargo [c.1777, Baependi, MG – ?], filha de João Pinto da Silva Ribeiro. Em Santa Catarina, entre as mais antigas, registra-se a de João Gonçalves «Francês», nat. de Bordéus, França, filho de João Gonçalves e de Joana Maria franceses (?). deixou geração de seu cas., c.1737, com Maria Cardoso, nat. da Freg.ª do Rio São Francisco, Santa Catarina. No Maranhão, entre outras, registra-se a de Jerônimo Gonçalves, que deixou numerosa descendência do seu cas., c.1786, com Jacinta Antão. Entre os descendentes do casal, encontra-se o bisneto, Dr. Segismundo Antônio Gonçalves [29.09.1845, Barras, PI – 25.01.1915, Rio, RJ], jornalista. Magistrado. Promotor da Comarca de Alcântara [MA, 1867-68]. Juiz Municipal da mesma Comarca [1868-1871]. Juiz substituto da comarca de Alcântara [MA, 1871-1872]. Juiz de Direito da Comarca de Bragança [PA, 1873-77].Chefe de Polícia [PE—1878]. Juiz de Direito da Comarca de Monjardim [PE, 1882-1883]. Juiz de Direito da Comarca de São João dosCampos [SP, 1884-1885] e em Pernambuco [1889]. Desembargador da Relação de Pernambuco [1897]. No Império: Deputado Provincial [MA, 1868-1869].
Trata-se de um nome com raízes toponímicas, provavelmente derivado da torre e freguesia de São João de Nogueira, na terra de Barroso. As origens da família que adoptou tal nome como apelido estão perfeitamente documentadas, pelo menos desde o século XIV. Usam os Nogueiras por armas. . Da árvore nogueira (Anuário Genealógico Latino, IV, 25) Descende esta família de D. Mendo Paes Nogueira, sobrinho de D. Mendo Nogueira, cavaleiro da Ordem dos Templários, em 1089. Seu solar é a torre de Nogueira, na ribeira do rio Minho. O morgado dos Nogueiras era dos viscondes de Vilanova de Cerveira (Anuário Genealógico Latino, I, 71). Ilha de S. Miguel: o genealogista português Gaspar Fructuoso, em sua História Genealógica de S. Miguel[Saudades da Terra], escrita por volta de 1580, dedicou-se ao estudo desta família, em seu Capítulo XXXVI – Dos Albarnazes, Montes, Pereiras, Mendes, e outros appellidos de gente nobre, que veio a esta Ilha, no tempo antigo, e de seus successores que agora moram n´ella [Gaspar Fructuoso – Saudades da Terra, pág. 263]. Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de João Nogueira, que deixou geração do seu cas., c.1614, com Bárbara de Arão (Rheingantz, III, 13). Rheingantz registra mais 28 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosas descendêcias no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre as mais antigas, a de Gaspar Nogueira, tabelião e escrivão da Câmara de St.º André desde a fundação da vila (AM, Piratininga, 125). Em Minas Gerais, entre as mais antigas, a de Tomé Rodrigues Nogueira do Ó [c.1674, Madeira – d.1736, Baependi, MG]. Estabeleceu-se, inicialmente em São Paulo, antes de 1711, quando foi recebeu a patente de Cap. de Inf. da Ordenança do Distrito de Piedade de Lorena. Em 1726, já possuía terras em Baependi, Minas Gerais.
Desculpa te incomodar… mas abri um site em que havia muitas pesquisas que vc tinha realizado e havia uma que citava a família Gonçalves. Eu tenho buscado na internet informações sobre a origem e quando vieram para o Brasil, mas são muito escassas.
Vi que havia um link que dizia que havia uma informação de 28 páginas. Ele ainda é válido?
Como faço para conseguir essas informações extras?
Primeiramente estou sem palavras. Gostaria de agradecer por ceder-me estas informações tão valiosas. Faz anos que estou buscando pela internet e encontro pouca coisa. Ajudou-me muitissimo. Estou tentando fazer a árvore genealógica da minha familia (embora alguns parentes relutem em passar informaçõe mas aos pouquinhos vou garimpando. Sou paulista, mas a familia da minha mãe é toda do Paraná e para ajudar… eu moro na Argentina (Buenos Aires) e um dos meus bisavôs é baiano. Quem disse que seria fácil?
Gostaria de agradecer também pelas informacões dos Nogueiras. No caso é da família do meu padrasto (que me registrou legalmente como filho)… entao pela justiça sou um Nogueira também. E também é mais fácil pesquisar, pois moro em Pindamonhangaba – SP (minha família) no Vale do Paraíba e a família vive nas redondezas.
Novamente grato.
Abraços.
André Nogueira
Genealogia: Mesmo depois de ter atendido 500 solicitações de leitores do ROL, Afrânio Mello continua seu trabalho gratuito. Desta vez ele fornece informações sobre a familia CORDEIRO
Afrânio Mello: ATENDIMENTOS NÚMEROS 501 / 502.
Caro Bruno, boa tarde.
Segue arquivo do sobrenome CORDEIRO e do CORDERO(espanhol).
São diversas páginas com a entrada de famílias CORDEIRO no Brasil passando pelas
Hospedarias de Imigrantes de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Torço para que descubra entre eles os seus ascendentes.
Envio o arquivo do PIRES que é PERIS em espanhol.
Diversos e belos brasões.
Você tem um bom material para pesquisar.
Boa sorte, boa leitura e boa diversão.
Receba as minhas saudações e o meu abraço.
Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line
Cordeiro, sobrenome de origem luso-espanhola .Podem os Cordeiros portugueses provir da família castelhana dos Corderos, mas também é provável que usem um nome derivado de alcunha, isto é, de um apelido.
Primitivamente alcunha. De cordeiro, subst. com. Do lat. chordariu, derivado de chordu, tardio em nascer (Antenor Nascentes, II,80). Antiga linhagem, originária de Astúrias. Procede da família Navarro (Anuário Genealógico Latino, I,35; Carrafa, XXVII, 163). Ilha de S. Miguel: o genealogista português Gaspar Fructuoso, em sua História Genealógica de Sam Miguel [Saudadas da Terra], escrita por volta de 1580, dedicou-se ao estudo desta família, em seu Capítulo VII – Dos Teves, e dos Cordeiros, antigos povoadores d´esta Ilha de Sam Miguel, e de alguns Mottas, e no Capítulo XXVII – Dos Benevides leados com os Cordeiros. Teves com os Velhos. E Periras, e com outros appellidos; e dos Rezendes e Almeidas [Gaspar Fructuoso- Saudades da Terra, 66, 219]. Ilha Terceira: sobre a história desta família e sua passagem pela Ilha Terceira, escreveu no ano de 1717, o Padre Antonio Cordeiro, em sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sugeytas, Livro VI – Da Real Ilha Terceira, Cabeça das Terceiras, Capítulo XXIV – Da familia dos Cordeyros, & Espinosas [Antonio Cordeiro – História Insulana, Livro VI, Ilha Terceira]. Galiza: o genealogista Frei José S. Crespo Pozo, O. de M., em sua obra Linajes y Blasones deGalicia, dedica-se ao estudo desta família – Cordero [Pozo – Linajes de Galicia]. Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, está a de Antônio Cordeiro [c.1625- a.1690], residente em Sarapuí (RJ), que deixou descendência, a partir de 1656, com Luzia de Escórcia [c.1635 – a.1698] (Rheingantz, I,360). Rheingantz registra mais 21 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre as mais antigas, está a família de Domingos Cordeiro, nat. de Coimbra. Estabeleceu-se em São Paulo no começo do séc. XVII, onde deixou geração de seu 1.º cas., por volta de1612, com Antônia de Paiva. Foi inventariado em 1643 no sítio do Jaraguá (AM, Piratininga, 41; SL, VII,288). Em Minas Gerais, entre outras, de origem portuguesa, cabe registrar a do cap. Roque Antônio Cordeiro, nat. da Freg. de São Pedro de Sendim, Miranda do Douro, Portugal, filho de Luiz Caetano Lourenço e de Catarina Henriques. Fiscal do quinto do ouro em Minas Gerais, tendo sido o primeiro funcionário que se estabeleceu no lugar denominado Curral d’El Rei, onde exerceu, também, o cargo de Capitão dos Índios e mais tarde Capitão-Mor dos Índios. Deixou numerosa descendência (quinze filhos) de seu cas., em 1789, na Freg. da Boa Viagem, antigo Curral d’El-Rei (Belo Horizonte), com Maria Angélica de Santa Ana [06.01.1773, Curral d’El-Rei, MG – 21.01.1854, Rio, RJ], filha do Alferes João Pinto de Sampaio e de Eugenia Angélica de Santa Ana. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – a filha, Francisca de Paula Cordeiro [02.12.1801, Itabira de Mato Dentro, MG – 01.02.1865, Porto, Portugal], que, por seu primeiro casamento, foi matriarca da família Cordeiro da Graça (v.s.), do Rio de Janeiro; e por seu segundo casamento, foi matriarca da família Castelões (v.s.), do Rio de Janeiro; II – a neta, Maria Angélica Cordeiro [1824, Rio, RJ – 19.07.1901, idem], matriarca da família Kerth (v.s.), do Rio de Janeiro. Ainda em Minas Gerais, a importante família Cordeiro, de Pitangui (MG), de origem portuguesa, que teve princípio em João Cordeiro [c.1728, Cintra, Portugal – ?], Sargento-Mor de Pitangui, filho do cap. de Infantaria Manuel Cordeiro e de Maria Eugênia Antunes Micaela. Deixou numerosa e importante descendência (sete filhos) de seu cas., c.1754, com Maria Teresa Joaquina, filha do capitão-Mor de Pitangui João Veloso de Carvalho. Uma das filhas deste casal tronco, Rita Maria, foi a matriarca da importante família Valadares (v.s.), de Minas Gerais. Para o Rio Grande do Sul, ver família Rodrigues Cordeiro. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em Minas Gerais, por onde passou o Sargento-Mor João Cordeiro, natural de Sintra, filho do Capitão Manuel Cordeiro, natural de Lisboa, e de Maria Eugênia Antunes, natural de Sintra. Deixou geração do seu casamento, por volta de 1739, com Maria Teresa Joaquina de Campos, filha de Antonio Rodrigues Velho, Capitão-Mor de Pitangui onde foi juiz ordinário, e quinta neta de Garcia Rodrigues e de Isabel Velho, patriarcas desta família Garcia (v.s.) e dos Rodrigues Velho (v.n.), de São Paulo. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, procedente dos Açores, 06.03.1885, a bordo do vapor Leipzig, Luiz Cordeiro, natural de Portugal, 21 anos de idade, com destino à capital do estado, SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 149 – 06.03.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 21.11.1882, a bordo do vapor Savóia, José Cordeiro, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 37 anos de idade, com destino a Campinas, estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 056 – 21.11.1882]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 06.04.1883, a bordo do vapor Petrópolis, Filippe Cordeiro, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 28 anos de idade, com destino a Mojiguaçu, estado de São Paulo, mandado vir pela empresa Fonseca & Cia. [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 108 – 06.04.1883]. Veio em companhia de sua esposa, Theresa Cordeiro, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católica, 28 anos de idade, e dos filhos: 1. Manoel, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 3 anos de idade; 2. Maria, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 11 dias de nasc. [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 108 – 06.04.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 17.11.1883, a bordo do vapor Sempione, Antonio Cordeiro, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 26 anos de idade, com destino a Mojimirim, estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 173 – 27.11.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 27.01.1884, João Tavares Cordeiro, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 20 anos de idade, com destino a Mojiguaçu, estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 200 – 27.01.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 20.02.1884, Jacintho Cordeiro, natural de Portugal, 32 anos de idade, com destino à capital do estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 015 – 20.02.1884]. Veio em companhia de sua esposa, Jacintha de Jesus, natural de Portugal, 34 anos de idade, e dos filhos: 1. Maria, natural de Portugal, 9 anos de idade; 2. Rosa, natural de Portugal, 3 anos de idade; 3. Manoel, natural de Portugal, 9 meses de idade; 4. Virginia, natural de Portugal, 13 anos de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 015 – 20.02.1884]. – Sobrenome de uma aintiga família estabelecida em Pernambuco, a qual pertence Carolino Cordeiro Pires, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1862, com Teresa Gomes Cordeiro Campos. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – o filho, Matias Cordeiro de Almeida Pires [18.10.1864, Madre de Deus, PE -], que deixou geração do seu casamento com Maria Laura Pinto [13.04.1874, Recife, PE -], filha de João Godofredo Pinto e de Cândido Augusto Mendonça; II – o neto, Manuel Euclides Cordeiro Pires [03.05.1898, PE -], filho do item I; III – o neto, Dr; Meraldo Cordeiro Pires [17.08.1901, Gameleira, PE -], filho do item I. Advogado e professor. Bacharel em Direito pela Faculdade do Recife [16.09.1926]. Delegado de Ensino. Com geração do seu casamento, a 24.10.1925, em Gameleira, PE, com Adelaide Carneiro Lacerda [28.03.1900, Gameleira, PE -], filha de Francisco de Carvalho Carneiro Lacerda e de Adelina Ferreira; IV – o neto, Carlindo Cordeiro Pires [0
6.01.1910, Gameleira, PE -], filho do item I. (Anuário Genealógico Latino, IV, 257). Sobrenome de uma família estabelecida em São Paulo, a qual pertence José Pedro Alves Cordeiro, que deixou geração do seu casamento, por volta de 1886, com Almerinda Goulart. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – o filho, Dr. Lineu Cordeiro [c.1889 -], que deixou geração do seu casamento com Dulce Leite, filha de Pedro de Souza Leite e de Luiza Cavalheiro; II – o neto, Dr. José Pedro Leite Cordeiro [14.07.1914, Campinas, SP -], filho único do anterior. Médico e historiador. Médico pela Faculdade de Medicina de São Paulo [1937]. Membro dos Institutos Históricos de São Paulo, Minas Gerais, Santos e Brasileiro. Membro da Sociedade Brasileira de Geografia e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Membro da Associação Brasileira de Escritores, e do Instituto Genealógico Brasileiro. Publicou dezenas de artigos e de obras, no campo da medicina, da história e da genealogia. Escreveu: 1. O Castelhano e seus ilustres descendentes em Piratininga; 2. O bandeirante Domingos Cordeiro; 3. O Engenho de São Jorge dos Erasmos; 4. Eçaiana; 5. A Criação da Diocese de São Paulo; 6. A Vida e as Realizações do 1.º Bispo de São Paulo, Dom Bernardo Rodrigues Nogueira; 7. O tronco Oliveira Cordeiro no Planalto de Piratininga; 8. O Tenente-GeneralGaspar de Godói Colaço; 9. Papel desmepenhado durante a Revolução de 1894, pelo Dr.Bernardino de Campos, Presidente do Estado de São Paulo; 10. Síntese da evolução histórica do Brasil. Com geração do seu casamento, a 17.01.1939, com Maria Isabel de Macedo Soares, filha do dr. José Cássio de Macedo Soares e de Maria do Carmo Platt, e descendente, pelo lado paterno, de Dr. Joaquim Mariano de Azevedo Soares, patriarca desta família Macedo Soares (v.s.), do Rio de Janeiro [Anuário Genealógico Latino, IV, 206]. Linha Indo-Africana: Sobrenome também adotado por famílias de origem indígena, miscigenada com africanos. No Rio de Janeiro, entre outras, cabe mencionar a de Antônio Cordeiro, «índio forro do gentio da terra», que deixou geração em 1696, com Margarida, «preta forra», nasc. na Guiné, escrava de Joana de Azevedo (Rheingantz, I,361). Linha Africana: Sobrenome também usado por famílias de origem africana. No Rio de Janeiro, entre outras, registra-se a de Gerardo Cordeiro «mulato», nasc. Jacutinga, RJ, filho natural de Gaspar Gordeiro e Úrsula «preta», que foi cas., em 1691, RJ, com Vitória de Barcelos, «parda»; e a de Antônio Cordeiro, com geração, em 1690, com Arcângela dos Anjos, «mulata forra» (Rheingantz, I,361). Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. (Wolff, Dic., I,41). Heráldica: um escudo em campo verde, 4 cordeiros de prata acantonados. Timbre: um dos cordeiros (Sanches Baena, II,51).
Cordeiro da Graça : Sobrenome de origem portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro. Teve princípio em Manuel José da Graça [c.1798, Portugal – 15.07.1830, Rio, RJ], filho de João da Graça e de Maria da Costa. Deixou numerosa descendência de seu cas., em 02.12.1820, no Rio, com Francisca de Paula Cordeiro [02.12.1801, Itabira de Mato Dentro, MG – 01.02.1865, Porto, Portugal], filha do cap. Roque Antônio Cordeiro, dos Cordeiros (v.s.) de Minas Gerais. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – a filha, Maria Cordeiro da Graça [18.11.1823, Rio, RJ – idem], matriarca da família São Paulo (v.s.), do Rio de Janeiro; II – e o engenheiro civil J. Cordeiro da Graça, representante da Societé Anonyme des Ateliers de Construction, Forges & Aciéries de Brages, em Bruges, Bélgica. Escritório estabelecido à rua do Hospício, n.º 92. Associado ao engenheiro J. D. Jaegher
Cordeiro Guerra : Família estabelecida no Rio Grande do Sul. A união dos dois sobrenomes se deu com Henrique Cristino da Silva Guerra [c.1849, Porto Alegre, RS – RJ], filho de Joaquim Maria de Azevedo Guerra e de Luisa Amália da Silva. Deixou numerosa descendência de seu cas., em 07.07.1877, em Pelotas (RS), com Francisca Rodrigues Cordeiro [21.04.1853, Jaguarão, RS – 29.05.1923, Rio, RJ], filha de Domingos Rodrigues Cordeiro, patriarca desta família Rodrigues Cordeiro (v.s.), no Rio Grande do Sul. Foram pais, entre outros, do Almirante Joaquim Cordeiro Guerra [11.01.1882, Rio Pado, RS – 09.08.1942, Rio, RJ] -com geração.
Os Cordero na Espanha
É uma linhagem que tem seu tronco nas Asturias. Vem de muito antigo tempo segundo atestam, entre outros, os conhecidos genealogistas don Juan Alonso de Guerra y Sandoval, cavaleiro de Santiago e Rei de Armas; don Juan Baños de Velasco; don García Alonso de Torres e don Diego de Urbina. Todos se mostram de acordo em atribuir a esta linhagem uma procedência baseada em alguns cavaleiros que acompanharam a don Pelayo a Covadonda, lugar donde lhe reconheceram como seu rei y senhor. O primeiro deste apelido do que se tem noticia certa, foi um cavaleiro da nobre casa dos Novares, uma das mais nobres e esclarecidas das Asturias, quem era guarda e alcaide de uma importante fortaleza, desde a qual se fazia muito dano aos Mouros . Por este motivo, os sarracenos lhe puseram sítio e sob vários meses de assédio e fortes combates, que sempre fracassaram, lhes ocorreu renderem-se aos sitiados por meio de um acordo . E este foi mediado pelo alcaide Novares, que quis dar-lhes a entender o equívocos que estavan cometendo, para o qual ordenou que os últimos cordeiros lhes fossem entregues , a fim de mostrar-lhes que a fortaleza estava bem abastecida de víveres, para poder continuar resistindo ao assédio. Vendo os Mouros tal generosidade e como tampouco estavam com sobras de alimentos, entenderam que os do castelo os possuíam de sobra, pelo que se determinaram a levantar o sitio, julgando inútil seguir mantendo-o. Por esta ação dos cordeiros, o alcaide Novares decidiu tomar este apelido que conservaram posteriormente todos seus descendentes. Este linhagem possuiu grande número de propriedades, vilas, montes e terras, assim como dos castelos que o tempo se terem sido encarregados de demoli-los. Teve também magnífico levantamento do convento de Villamayor, da qual foi fundador e senhor da casa de Novares. Outra das casas nobres deste apelido radicou em Cangas de Tinero, uns e outros se consideram descendentes do mesmo tronco comum de Novares
Armas
De verde, quatro cordeiros de prata acantonados. Timbre: um dos cordeiros do escudo
Títulos, Morgados e Senhorios em Portugal
Barões de Paulo Cordeiro
Viscondes das Fontainhas
Viscondes de Belver
Cargos e Profissões no Reino de Portugal
Engenheiros
Judeus Portugueses
Obra: Raízes Judaicas no Brasil – O Arquivo secreto da Inquisição – Flávio Mendes de Carvalho
A perseguição dos Judeus pela Inquisição Católica
Família Cordeiro
Manoel Cordeiro, 20 anos, filho de Antônio Cordeiro, ambos condenados a cárcere e hábito perpétuo em 22.03.1632.
Felipe Cordeiro, escrivão, queimado vivo em 02.04.1634, como judeu convicto e impenitente.
Maria Cordeiro, filha de Luiz Ferreira, sapateiro, condenada a cárcere e hábito perpétuo em 03.09.1636. Seu pai foi torturado e morto nos cárceres da Inquisição e queimado com seus ossos como judeu convicto e relapso em 11.10.1637. Primeira condenação em 1627.
Joseph Cordeiro, 40 anos, filho de Manoel Cordeiro, ourives, condenado em 18.07.1709.
Diogo do Valle Cordeiro, rendeiro, seu filho Lourenço do Valle de Leão, 30 anos, rendeiro, queimado vivo em 16.10.1729, como judeu convicto, ficto, falso, simulado, confitente e impenitente.
Duarte Cordeiro, negociante, sua viúva Anna da Fonseca, 56 anos, queimada viva, como judia convicta, ficta, falsa, simulada, confitente e impenitente em 15.10.1729.
Luiz Cordeiro do Valle, 32 anos, advogado, condenado em 17.06.1731, como judeu relapso. Primeira condenação em 1729.
Diogo de Lima Cordeiro, 35 anos, fazedeiro, filho de Antônio Cordeiro de Lima, fazendeiro, condenado a cárcere e hábito perpétuo sem remissão e degredo para o Cabo Verde, África, em 17.06.1731, com sua irmã Violante Maria.
João Cordeiro, 43 anos, alfaiate, queimado vivo em 18.06.1741, como judeu convisto, confesso, relapso e impenitente. Sua primeira condenação em 1716. Sua viúva Leonor Maria, 34 anos, condenada a cárcere e hábito perpétuo sem remissão em 04.11.1742.
André Cordeiro, 36 anos, trabalhador, queimado vivo em 18.06.1741, como judeu convicto, realapso e impenitente. Sua primeira condenação em 1716.
Es linaje que tiene su tronco en Asturias. Viene de muy antiguo según atestiguan, entre otros, los conocidos genealogistas don Juan Alonso de Guerra y Sandoval, caballero de Santiago y Rey de Armas; don Juan Baños de Velasco; don García Alonso de Torres y don Diego de Urbina. Todos se muestran de acuerdo en atribuir a este linaje una procedencia basada en algunos caballeros que acompañaron a don Pelayo a Covadonda, lugar donde le reconocieron como su rey y señor. El primero de este apellido del que se tiene noticia cierta, fue un caballero de la noble casa de los Novares, una de las más nobles y esclarecidas de Asturias, quien era guarda y alcaide de una importante fortaleza, desde la cual se hacía mucho daño a los moros vecinos. Por este motivo, los sarracenos le pusieron sitio y tras varios meses de asedio y librados fuertes combates, cn los que siempre fracasaron, se les ocurrió rendir a los sitiados por hambre. Y esto fue entendido por el alcaide Novares, que quiso darles a entender lo equivocados que estaban, para lo cual ordenó que los dos últimos corderos que les quedaban les fueran entregados a los moros, a fin de mostrarles que la fortaleza estaba bien pertrechada de víveres, para poder continuar resistiendo el asedio. Viendo los moros tal generosidad y como tampoco estaban sobrados de alimentos, entendieron que los del castillo los poseían de sobra, por lo que se determinaron a levantar el sitio, juzgando inútil seguir manteniéndolo. Por esta acción de los dos corderos, el alcaide Novares decidió tomar este apellido que conservaron posteriormente todos sus descendientes. Este linaje poseyó gran número de propiedades, villas, montes y tierras, así como dos castillos que el tiempo se ha ido encargando de demoler. Tuvo también magnífico enterramiento en el convento de Villamayor, del cual fue fundador el señor de la casa de Novares. Otra de las casas nobles de este apellido radicó en Cangas de Tinero, pero todos, unos y otros se consideran descendientes del mismo tronco común de Novares.
ARMAS:
Escudo de gules y un castillo de oro, aclarado en azur, cortado de sinople y dos corderos de plata andantes puestos en palo.
Traduzido para o Portugues.
É uma linhagem que tem seu tronco nas Astúrias. Vem de muito antiga, como foi testemunhado por, entre outros, os genealogistas conhecidos don Juan Alonso de guerra e Sandoval, cavaleiro de Santiago e o rei de armas; Don Juan Baños de Velasco; Don García Alonso Torres e don Diego de Urbina. Todos são mostrados de acordo em atribuir a esta linhagem uma proveniência com base em alguns cavaleiros que acompanhou don Pelayo, a Covadonda, local de onde o reconheceu como seu rei e senhor. O primeiro deste último nome que tem notícias, foi um cavaleiro da nobre casa do Novares, um dos mais nobre e iluminado das Astúrias, de quem era tutor e director de uma importante fortaleza, do qual era muito dano para os vizinhos dos mouros. Por esta razão, os sarracenos colocar site e após vários meses de cerco e intenso combate à esquerda, NC que sempre falhou, ocorrer les ceder para os sitiados pela fome. E isso foi entendido pelo diretor Novares, que queria dar-lhes a entender quão errado que fosse, que ordenou os últimos dois cordeiros que tinha eram os entregou aos mouros, a fim de mostrar-lhes que a fortaleza foi comida bem equipada, para poder continuar a resistir o cerco. Vendo os mouros tamanha generosidade e como eram não comida de sobrados, compreendida que aqueles do castelo, possuíam por que estavam determinado a levantar o cerco, julgando inútil continuar a mantê-lo. Por essa ação dos dois inocentes, Novares o diretor decidiu levar esse nome todos os seus descendentes que manteve mais tarde. Esta linhagem possuía grande número de propriedades, Moradias, montanhas e terras, bem como dois castelos que tempo tem tomado conta da demolição. Também foi magnífico enterro no convento de Villamayor, que fundou o senhor da casa de Novares. Outra das casas nobres deste sobrenome estabeleceu-se em Cangas de Tinero, mas todos, uns e outros são considerados descendentes do mesmo tronco comum Novares.
ARMAS:
Brasão de armas de gules e um castelo de ouro, esclarecida no azur, corte verde e dois cordeiros de prata errantes colocar em morcego.
Catalán. Apellido catalán, originario de Tortosa, en la provincia de Tarragona.
Armas: En campo de gules, cinco veneras de oro, puestas en aspa; bordura de azur, con cuatro cruces de oro.
Armas: Otros traen: En campo de azur, cinco marcos de plata, puestos en aspa.
Armas: Los de Tortosa ostentan: En campo de azur, un peral, terrasado, con peras de su color y siniestrado de una torre de plata.
Armas: Los de Saint Jean de Boiseau (Francia) traen: En campo de gules, tres cachorros de león de plata.
Los de Alcudia traen: En campo de azur, un monte al natural moviente de la punta y del flanco siniestro, sumado de un castillo al natural y adiestrado de un árbol terrasado al natural.
BIBLIOGRAFÍA: Diccionario Heráldico y Nobiliario de los Reinos de España de Fernando González-Doria. Heràldica Catalana de Francesc d’A. Ferrer y Vives. Nobiliario Español de Julio de Atienza. Índice que Ejecutorias de Nobleza y Certificaciones de Hidalguía y Armas de la Biblioteca del Palacio de Peralada de Francesc d’A. Ferrer y Vives.
“Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.” (Constituição da República Federativa do Brasil, art. 5, § 2º)
“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.” (idem, art. 5, § 9º)
“A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.” (idem, art. 220)
“É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.” (idem, art. 220, § 2º)
“As pessoas usam o Facebook para compartilhar suas experiências e conscientizar os outros sobre assuntos que consideram importantes. Isso significa que você pode encontrar opiniões diferentes das suas, o que acreditamos que possa gerar conversas importantes sobre temas complexos. No entanto, para equilibrar as necessidades, a segurança e os interesses de uma comunidade diversificada, temos que remover determinados tipos de conteúdos controversos ou limitar o público que os visualiza.” (padrões da comunidade do Facebook)
“Quem são as outras pessoas que estão tentando criar censura política no Facebook? Proteste também, compartilhe e se solidarize com Celso Lungaretti, para tudo não ficar ainda pior do que já está pintando.
O Direto da Redação vai publicar esse texto bloqueado e censurado e vamos ver se os mesmos censores e o Facebook também impedem e bloqueiam! Este é um momento importante para se impedir o restabelecimento do conselho de censores.” (jornalista Rui Martins, editor do Direto da Redação, em mensagem que está publicando nos grupos do Facebook para, diz ele, “cutucar a onça com vara curta”)
“…o Facebook aceitou as imposições feitas e boicotou os artigos do Celso Lungaretti, impedindo-os de serem divulgados. Isso é gravíssimo e caracteriza UM CRIME, pois fere frontalmente a Lei de Imprensa e a Constituição Brasileira.
Assim, meu caro amigo, goste ou não dos artigos do Celso Lungaretti, faça como estou fazendo e levante você também um alto e bom som BRADO DE REVOLTA contra essa atitude do Facebook, exigindo das autoridades competentes PROVIDENCIAS URGENTES para impedir que essa arbitrariedade continue e para que nunca mais se repita!
Envie uma mensagem de protesto ao Facebook; peça apoio dos parlamentares; clame pela intervenção da OAB, do Sindicato de Jornalistas e do Congresso Nacional; envie cartas e mensagens aos veículos de imprensa; e mostre toda a sua indignação para os seus amigos! (…) DITADURA, NUNCA MAIS!” (Hélio Rubens de Arruda e Miranda, editor do jornal eletrônico ROL – Região On Line)
“A censura voltou ao Brasil. E a herança maldita foi reintroduzida por uma empresa estadunidense pontocom, o Facebook. (…) ‘Onde está fulano/a?’, perguntamos ao notar o desaparecimento de uma pessoa de nossa lista de amigos. ‘Ah, foi bloqueado/censurado/suspenso’.
…Pergunta-se como uma corporação estadunidense pode ter esse poder?” (jornalista Elizabeth Lorenzotti, na ótimareportagemFacebook reintroduz a censura no Brasil)
“…por se tratar de uma organização particular, e não de um governo, o Facebook não tem nenhuma obrigação de publicar conteúdo que a empresa não deseje veicular.
…Os censores do Facebook operam sob um manto de anonimato, sem nenhum vínculo de responsabilidade com os demais usuários.
…Qualquer post pode levar a uma denúncia anônima feita por outro usuário. O julgamento chega com agilidade e (…) de maneira bastante caprichosa”(artigodo The Economist, que o Estadão traduziu e publicou sem identificar o autor)
“…a ferramenta Facebook consiste, basicamente e a grosso modo, num programa-robô capaz de analisar e sincronizar similaridades, tão logo o usuário se cadastre na rede.
A partir de então, o Facebook passa a monitorar todos os contatos do assinante. Conhecendo os contatos e assuntos que o usuário em questão mais busca ou com os quais se interrelaciona na Internet, (…) passa a fazer uso comercial de tais dados, ao mesmo tempo que comuta tais informações, unindo, p. ex., o fornecedor, numa ponta da rede, com o consumidor, na outra extremidade.
(…) Quem quiser que o compre. Eu, não!” (Antuérpio Pettersen Filho, escritor, advogado e editor do periódico eletrônico Jornal Grito Cidadão, no artigoAmericanos espionam o mundo. “I’m no Facebook”)
OS TORQUEMADAS QUEREM MEUS ARTIGOS FORA DO FACEBOOK
Celso Lungaretti
Mensagem do Facebook lembra a tesoura da ditadura
Não sou de ficar anunciando de 10 em 10 minutos os meus artigos no Facebook e no Twitter, como vejo muitos fazerem.
Posto-os apenas uma vez, pois detesto esses artifícios típicos da propaganda, “quanto mais aparecerem, maior a chance de serem notados”, etc.
Mesmo assim, há internautas com índole totalitária tentando fazer com que não apareçam sequer uma vez. Ao anunciar meu artigo deste domingo (26), fui impedido:
“essa mensagem possui conteúdo bloqueado: Sua mensagem não pode ser enviada pois ela tem conteúdo que outras pessoas no Facebook denunciaram como abusivo“.
Os mesmos que vira-e-mexe tiram o meu blogue do ar, fazendo-me perder uns 15 minutos para reativá-lo, agora empenham-se em excluí-lo do Facebook. Direitistas ou governistas dá no mesmo, têm alma de censores.
E do tipo fanáticos, como os do Santo Ofício, não meros tarefeiros na linha da dª Solange da ditadura militar.
Quanto ao Facebook, é moderninho por fora e medieval por dentro. Quer dizer que qualquer ação concertada de inimigos políticos é suficiente para tirar-se um articulista do ar, sem comunicação prévia nem chance nenhuma para apresentar defesa?!
Torquemada vive.
Obs. Por curiosidade, tentei divulgar esta denúncia e o Facebook a aceitou. Tentei novamente anunciar o artigo políticoe constatei que continuava embargado. Ou seja, trata-se de um bloqueio automático, que é ativado quando existe tal ou qual palavra no texto. Qualquer semelhança com a burrice e prepotência da censura dos milicos nos anos de chumbo não é mera coincidência.
OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) lançou um projeto de lei que limita os descontos na venda de livros a 10% sobre o preço de capa no primeiro ano após seu lançamento.
Segundo ela, essa medida iria aumentar os pontos de vendas dos livros, pois acabaria com os descontos das grandes redes, inclusive vendas pela internet.
Evidente que essa proposta está sendo aplaudida pelos livreiros independentes, que consideram os descontos abusivos para o seu negócio.
Ora, em um país onde pouco se lê e onde os livros são caros, querer limitar os descontos sobre livros é um absurdo e vai contra o livre comércio.
Em todos os ramos, existem preços diferenciados e querer regular esses preços proibindo descontos é uma prática medieval.
Se existe uma livraria que vende um livro com 30% de desconto, por exemplo, por que não permitir que o leitor pague mais barato e tenha acesso ao livro? Por que obrigar a vender mais caro, se pode vender mais barato? Livro é cultura e forçar uma venda a um preço mais elevado vai contra a cultura.
Ao contrário, acredito que os livros em geral deveriam ser muito mais baratos e difundidos. Quanto mais leitores, menor será a ignorância. Isso é fato e não há como contestar.
Para que vem o governo se intrometer na iniciativa privada querendo impor regras retrógradas?
Sou escritor e acho os preços dos livros abusivos para o consumidor final. Uma livraria fica com 60% ou mais do preço de capa de um livro e ainda querem uma lei para limitar descontos? Se assim fosse, deveriam fixar descontos máximos para todo o comércio e voltar ao passado, com preços fixos e sem a livre concorrência.
É impressionante o esforço de alguns parlamentares para nos fazer recuar no tempo.
Ao baixar uma lei para regular os preços dos livros, é certo que algum setor se beneficiará, como também é certo que nós, consumidores, pagaremos mais por isso.
A última pesquisa, Retratos da Leitura no Brasil, mostrou que o brasileiro completa a leitura de apenas 2,1 livros por ano. Em muitos países da Europa esse número chega a 10 livros por ano e nos países nórdicos passa de 15.
Uma recente pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro concluiu que 70% dos brasileiros não leram um livro sequer durante todo o ano de 2014. Esse dado é alarmante, mostra a falta de cultura que assola o país e, seguramente, não é proibindo descontos nos livros, que vamos melhorar essa situação vergonhosa.
Célio Pezza
Julho, 2015
Censura à imprensa retorna ao Brasil!
REPASSO AOS AMIGOS O ARTIGO DESTA SEMANA DO JORNALISTA CELSO LUNGARETTI – ANTIGO COLUNISTA DO JORNAL QUE EDITO HÁ VINTE ANOS, O ROL – REGIÃO ON LINE – APENAS PARA INFORMAR QUE INFELIZMENTE JÁ ESTAMOS VIVENDO UM PERÍODO SEMELHANTE AO DA DITADURA MILITAR E DA DITADURA GETULISTA: CENSURA Á IMPRENSA!
Nem interessa tentar descobrir quem ou ‘quens’ foram os interessados por esse abusivo cerceamento da liberdade de imprensa, ainda que não seja dificil descobrir a quem eles servem! O fato é que o Facebook aceitou as imposições feitas e boicotou os artigos do Celso Lungaretti, impedindo-os de serem publicados.
Isso é gravissimo e caracteriza UM CRIME, pois fere frontalmente a Lei de Imprensa e a Constituição Brasileira.
Assim, meu caro amigo, goste voce ou não dos artigos do Celso Lungaretti, faça como estou fazendo e levante voce também um alto e bom som BRADO DE REVOLTA contra essa atitude do Facebook e exija das autoridades competentes, PROVIDENCIAS URGENTES para impedir que essa arbitrariedade continue e que nunca mais se repita!
Envie uma mensagem de protesto ao FACEBOOK; peça apoio dos parlamentares; clame pela intervenção da OAB, do Sindicato de Jornalistas e do Congresso Nacional; envie cartas e mensagens aos veículos de imprensa; e mostre toda a sua indignação para os seus amigos!
Faça isso, não porque eu estou pedindo, nem tampouco para defender o colega jornalista que foi censurado, mas FAÇA POR VOCE MESMO(A) e exija o restabelecimento pleno DO ESTADO DE DIREITO, porque se assim não proceder, logo logo serei eu e depois VOCE que será impedido de dizer o que pensa.
DITADURA, NUNCA MAIS!
VAMOS TODOS, JUNTOS, DEFENDER A DEMOCRACIA E A LIBERDADE DE IMPRENSA!
Helio Rubens de Arruda e Miranda
Editor do ROL – REGIAO ON LINE
(www.jornalrol.com.br)
———- Mensagem encaminhada ———-
De: Celso Lungaretti<lungaretti@gmail.com>
Data: 26 de julho de 2015 12:06
Assunto: SAIBA QUE MEUS ARTIGOS ESTÃO SOB CENSURA PRÉVIA NO FACEBOOK E CONHEÇA O PRIMEIRO A SER BLOQUEADO
Para: naufrago-da-utopia@uol.com.br
OS TORQUEMADAS QUEREM MEUS ARTIGOS FORA DO FACEBOOK
Celso Lungaretti
Não sou de ficar anunciando de 10 em 10 minutos os meus artigos no Facebook e no Twitter, como vejo muitos fazerem. Posto-os apenas uma vez, pois detesto esses artifícios típicos da propaganda, “quanto mais aparecerem, maior a chance de serem notados”, etc.
Mesmo assim, há internautas com índole totalitária tentando fazer com que não apareçam sequer uma vez. Ao anunciar meu artigo deste domingo (26), fui impedido:
“essa mensagem possui conteúdo bloqueado: Sua mensagem não pode ser enviada pois ela tem conteúdo que outras pessoas no Facebook denunciaram como abusivo“.
Os mesmos que vira-e-mexe tiram o meu blogue do ar, fazendo-me perder uns 15 minutos para reativá-lo, agora empenham-se em excluí-los do Facebook. Direitistas ou governistas, dá no mesmo, têm alma de censores.
E do tipo fanáticos, como os do Santo Ofício, não meros tarefeiros na linha da dª Solange da ditadura militar.
Ret
Quanto ao Facebook, é moderninho por fora e medieval por dentro. Quer dizer que qualquer ação concertada de inimigos políticos é suficiente para tirar-se um articulista do ar, sem comunicação prévia nem chance nenhuma para apresentar defesa?!
Torquemada vive.
Obs. Por curiosidade, tentei divulgar esta denúncia e o Facebook a aceitou. Tentei novamente anunciar oartigo políticoe constatei que continuava embargado. Ou seja, trata-se de um bloqueio automático, que é ativado quando existe tal ou qual palavra no texto. Qualquer semelhança com a burrice da censura dos milicos não é mera coincidência.
SE PLANTAR MAIS DO MESMO, DILMA COLHERÁ MAIS DO MESMO.
Continuam viajando na maionese Dilma Rousseff e a ala chapa-branca do PT (aquela que não dá a mínima para as bandeiras históricas do partido e adere até ao neoliberalismo quando isto lhe convém).
A presidenta vinha evitando aparições na TV com dia e hora marcados, para que os adversários não convocassem humilhantes panelaços. Mudou de ideia e dará a luz de sua (des)graça no próximo programa do PT, que vai ao ar no dia 6, em rede nacional. Alguém dúvida de que os opositores articularão, nas redes sociais, o panelaço mais barulhento de quantos houve até agora?
Ela decidiu também que procurará cativar os governadores e líderes da oposição, no sentido de que abracem a causa da governabilidade e orientem suas bancadas a não abrirem mais rombos na canoa furada do ajuste do Levy.
Haverá muita discurseira engana-trouxas e, noves fora, os parlamentares vão continuar defendendo apenas seus interesses, não os do povo ou do País. Dilma dá a impressão de que ainda crê em Papai Noel e coelhinho da Páscoa…
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos alvos da ofensiva dilmista e lulista, já disse que “o momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo”. Raposa velha não atira boias para inimigo que está afundando.
Enfim, o PT continua acreditando que atingiu seu pior momento em 35 anos de existência por causa da superexposição dos escândalos de corrupção na grande mídia (adversa como sempre!), de erros na forma de comunicar-se e de não haver sido suficientemente persuasivo na cooptação dos rivais.
Enquanto insistir na auto-ilusão, seguirá em direção ao abismo. A direita golpista, começando pelo Reinaldo Azevedo, exultou com a notícia de que a Dilma sairá da sua reclusão para receber mais tortas na cara. Com sua teimosia em considerar correto e imutável tudo que fez até agora, ela não para de levantar bolas para o time adversário marcar pontos.
Vou repetir mais uma vez, talvez alguém a bordo do Titanic finalmente me escute: o iceberg que afundará o governo atende pelo nome de recessão. E recessão é o pseudônimo do Joaquim Levy. Enquanto o cidadão comum sentir-se empobrecendo dia a dia, rejeitará Dilma e o PT na mesmíssima proporção.
Então, não adianta querer sair do buraco com mais do mesmo, pois o resultado será… mais da mesma rejeição estratosférica atual.
Para salvar-se, Dilma terá de devolver o Levy à sua insignificância, anunciar uma guinada de 180º na política econômica e tentar reconquistar o apoio popular.
Se depender dos banqueiros, dos ruralistas, dos grandes capitalistas em geral, das parlamentares, etc., ela não iniciará 2016 no Palácio do Planalto. Se cair nos braços do povo (como o Lula já recomendou), talvez escape da degola.
Ou, pelo menos, terá um epitáfio digno, de quem tombou defendendo os explorados, não um do tipo “aqui jaz uma presidenta que seguiu as pegadas de Margaret Thatcher e Angela Merkel, mas não possuía a competência de ambas”.
OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
Afrânio Mello atinge 500 PUBLICAÇÕES GRATUITAS fornecidas aos leitores do ROL!
Foto Afrânio
Atingindo a marca de 500 atendimentos o genealogista Afrânio Mello, de Itapetininga, mostra o quanto a Genealogia é importante para as pessoas e o quanto é grande o alcance do nosso jornal! Todos os atendimentos foram solicitados por leitores que moram em cidades do Brasil e de Portugal e prestados GRATUITAMENTE, sem nenhum tipo de pedido de algo em troca!
Está de Parabéns o genealogista, o jornal e o público leitor!
Afrânio Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 499 / 500
Elaine, boa tarde.
O seu atendimento é especial.
Com ele atingi 500 publicações de Genealogia no ROL – Jornal On Line.
Estamos comemorando esse número.
É expressivo e fico extremamente satisfeito por ter contribuido com 500
pessoas que buscam as suas origens, no Brasil e no exterior.
Estou enviando o PRATES com nove páginas e um belo brasão.
Tem uma grande importância esse sobrenome por estar ligado ao Conde de Prates e
vai ver uma bela história.
Segue também o do sobrenome ROCHA com sete páginas e um brasão.
Você tem um bom material para ler e descobrir situações novas para os seus sobrenomes.
Grande e agradecido abraço pela oportunidade de poder lhe atender.
Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line
Prates, sobrenome de origem portuguesa. Família de origem holandesa, que passou a Portugal e, depois, ao Brasil. Três irmãos passaram da Holanda para Portugal, de onde, em finais do séc. XVII, se mudaram para o Brasil, estabelecendo-se em São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os de Minas, procedem de Hermenegildo Rodrigues Prates, que deixou geração (9 filhos) do seu casamento com Maria Carlota Chaves. Os do Rio Grande do Sul procedem de João Rodrigues Prates * Estremoz 1699, um dos primeiros povoadores do Rio Grande de São Pedro, vindo da Vila da Laguna, em Santa Catarina, onde exercera o cargo de Capitão-Mor. Deixou numerosa descendência de seu casamento, em 1729, em Laguna, Santa Catarina, com Isabel Gonçalves Ribeiro. Registra-se Agnes Prates, nascida em 1694, Tranent, East Lothian, Escócia; casou-se com David Manners em 10.12.1715, Tranent, East Lothian, Escócia. Registra-se Agnes Prates, nascida em 10.04.1772, Kilrenny, Fife, Escócia; filha de Robert Prates e Agnes Mors; filha de John Prates e Euphan Watt. Registra-se Andrew Prates, nascido em 22.09.1774, Kilrenny, Fife, Escócia; filho de Robert Prates e Agnes Moore. Registra-se Ann Prates, nascida em 1594, Terrington, Yorkshire, Inglaterra; casou-se com William Moore em13.09.1615, Terrington, Yorkshire, Inglaterra. Registra-se Octavio de Souza Prates, nascido em 1895, Lisboa, Portugal; casou-se com Silvia Nioac de Souza em 02.12.1920, Paris, Seine, França; ela nascida em 29.02.1896, Paris, Seine, França; filha de Alfredo Máximo de Souza e Cecília da Rocha Faria de Niloac. Registra-se Antonia Xavier Rodrigues Prates, nascida em 1738, Laguna, Santa Catarina, Brasil e falecida em 1839; filha de João Rodrigues Xavier Prates e Izabel Gonçalves Ribeiro; casou-se com Manuel de Souza Porto em 1750, Lisboa, Portugal. Registra-se Antônio Prates, nascido em 1832, Ponte de Sor, Portalegre, Portugal; casou-se com Rosa Maria Gouveia em 1855, Ponte de Sor, Portalegre, Portugal. Acima o brasão da família na Holanda.
Pai:Eduardo da Silva Prates, 1º conde de Prates * 1860 Mãe:Antónia dos Santos Silva
Casamento I: 1914
Com: Cândida Botelho Pinto
Filhos do Casamento I:
Maria Cândida Prates * 1915 cc Luis Filipe Baeta Neves
Maria Antonieta Prates * 1915 cc Marcelo Nogueira
Maria Helena Prates * 1916 cc Gabriel Teixeira de Paula Filho
CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE CONDE DE PRATES
Texto escrito pelo ilustre Prof. Máximo Ribeiro Nunes, do Conselho Diretor da Sociedade Amigos da Cidade, publicado em novembro de 1960 no jornal o Estado de São Paulo.
Os “erros ortográficos” existem em função do texto estar transcrito na integra de sua publicação.
A 8 de novembro de 1860, nascia em São Paulo, o ilustre paulista Eduardo Prates, mais tarde Conde de Prates, filho do Dr. Fidêncio Nepomuceno Prates e de Dona Inocência da Silva Prates, filha do Barão de Antonina. Sentindo muito cedo pendores e inclinação pela vida comercial, devotou-se do ramo dos negócios ao qual emprestou o seu espírito dinâmico e a sua invulgar capacidade de trabalho. Desposando a senhora Antônia dos Santos Silva, de velha estirpe paulista, depois Condêssa de Prates, filha do Barão de Itapetininga e da Baroneza de Tatuí, família das mais nobres e honrosas tradições brasileiras, o Conde alargou o seu campo de atividades, tornando-se adiantado agricultor e diligente pecuarista. Pelo seu espírito empreendedor, pelo seu esclarecido tino comercial, por seus marcantes sentimentos altruísticos e pelo elevado porte moral de sua personalidade, tornou-se um dos vultos mais respeitáveis e preeminentes de sua época. Se a sua inteligência e capacidade se voltaram para o mundo dos negócios, os seus elevados sentimentos foram consagrados aos desconhecidos e pequeninos a quem sempre generosamente amparou.
Fidalgo e nobre, bom e generoso, patriarca de uma das famílias de mais ricas e respeitáveis tradições de nossa sociedade, foi também o Conde de Prates um paulista autêntico que, com fibra patriótica, amou profundamente a sua terra ligando-lhe o nome aos maiores e mais significativos acontecimentos de seu tempo. A nobreza e a solenidade de seu porte, a fidalguia de seu trato, o título nobiliárquico de que era portador e sua decorosa seriedade que obrigava ao respeito, fizeram-no pontificar nos mais expressivos meios sociais e econômicos de São Paulo. Conde de Prates foi um incansável semeador de bondade e um infatigável impulsionador de relevantes empreendimentos. Possuidor de fartos recursos, não obstante absorto pelas imensas responsabilidades de suas emprêsas e pelo destaque das posições a que freqüentemente era guindado, tinha como suprema aspiração socorrer àqueles que se valiam de sua desmedida generosidade. Eis porque a sua inconfundível personalidade fixou para sempre em São Paulo as impressões inesquecíveis de sua peregrina bondade. Aristrocrata de escól, de espírito subtil e coração adamantino o seu nome se perpetua na galeria glorificada de muitas igrejas, hospitais e orfanatos como láurea de gratidão imperecível. Homem de fé e de ação, a sua vida foi uma obra de arte e sua individualidade um símbolo de primor.
Banqueiro, capitalista, comerciante e lavrador, de beleza rara foram porém os seus gestos de filantropia e humanidade.
Na história de São Paulo, erigem-se vultos extraordinários, entre os quais fulgura o do Conde de Prates cuja existência foi um marco luminoso e um exemplo edificante à gerações que o vêm sucedendo.
Vanguardeiro de tantas e imperecíveis iniciativas, serenamente austero, elegante no trato das relações humanas, de notável tino administrativo, criou sempre ao seu redor um ambiente de cordialidade e simpatias, mercê de suas virtudes e da firmeza de seu aprimorado caráter.
Ao longo de seus 68 anos de existência, mourejaram suas idéias e seus sentimentos, em estilo edificante e verdadeiramente raro. Quantas esperanças floriram à sombra dos altares com a sua ajuda anônima e silenciosa! Ninguém jamais bateria à porta de seu palácio sem haver recebido o consôlo de uma ajuda.
Para se tracejar o perfil da alma nobre do insigne e saudoso paulista, bastaria dizer-se que os episódios mais empolgantes de sua vida foram aquêles em que deu muito de si e do que era seu aos que nada tinham ou pouco podiam esperar. Não obstante ocultar o bem que fazia e refugiar-se na mais encantadora e escrupulosa simplicidade os seus benefícios e generosos donativos não conseguiram ficar para sempre no obscurantismo. Eis porque o Papa Leão XIII houve por bem conceder-lhe o honorífico título de Conde e de Condêssa à sua espôsa. A dignificante honraria pontíficia foi a solene gratidão da Igreja Católica aos excelsos sentimentos de bondade e de caridade cristã do magnânimo e ilustre casal. Não é fácil reconstruir em palavras, uma vida tão intensamente profícua e tão pontificada dos mais assinalados serviços ao bem comum. Nem seriam os meus estreitos recursos os mais indicados para fazê-lo. Do que sei e conheço, entretanto, posso dizer que a sua inteligência e as suas energias morais fizeram com que ainda hoje com reverente saudade resplandeça a sua lembrança nas mais nobres instituições desta cidade. Membro da 1ª Comissão Fundadora da nova Sé Catedral Metropolitana de São Paulo em 1912, recebeu o título de grande benemérito.
A preocupação pela infância desamparada, foi uma constante em sua vida. Por longos anos foi Grande Protetor do Orfanato Cristóvão Colombo, desvelando-se com paternal carinho pelos pequeninos orfãos os quais freqüentemente visitava e que sentiram bem de perto as emoções do Conde e a sua benevolência e prodigalidade. Apostolando o amparo à pobreza, não foi todavia insensível ao sofrimento físico de seus semelhantes. Exerceu a verdadeira caridade ao ser por longos anos generoso Mordomo da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a mais santa de tôdas as casas depois da Casa de Deus. Do Convento de Nossa Senhora da Luz, foi, por largo espaço, Síndico e Protetor. E de tal forma o foi que, embora se tratando de Comunidade Contemplativa de freiras reclusas, tinha o Conde licença especial do sempre lembrado Dom Duarte Leopoldo e Silva para ver e ouvir as religiosas auscultando-lhes as dificuldades e ouvindo-lhes os anseios do Convento.
Expargiu, indistintamente, por esta cidade de São Paulo a sua incontrolável bondade.Assim é que foi também Grande Benemérito da Casa da Divina Providência e Provedor e Protetor da Igreja de Santo Antônio, da Praça do Patriarca, que lhe mereceu o mais dadivoso amparo. As Casas de Educação não lhe ficaram esquecidas. E o Liceu Coração de Jesus foi uma delas. Quem entrar pelo vetusto Educandário, deparará logo em lugar de honra com o quadro a óleo do venerando Conde, grande benfeitor daquela glória do Ensino, no Brasil, que assim o consagrou na sublimidade de sua gratidão. Foram tantos e tão grandes os benefícios que ali prestou que não é possível aqui enumerá-los.
Lembrarei apenas que, certa vez, incendiando-se a cozinha do colégio, foi êle quem por 30 dias, manteve a alimentação de 400 alunos internos. Gestos assim tão bélos e tão raros edificam os que praticam. No comêço dêste século, foi êle como que o pai dos Salesianos de São Paulo. A para de auxílios financeiros, ofereceu os sinos que ainda hoje ornamentam o campanário do Santuário do Sagrado Coração de Jesus, doando ainda em nome da senhora Condêssa o altar de Santo Antônio, mandando mais tarde restaurar o grande órgão que houvera sido ofertado por sua nobre sogra, a Baronêza de Tatuí. Católico por convicção, foi Provedor da Irmandade de Nosso Senhor dos Passos e Irmão do Santíssimo da Sé Catedral de São Paulo. Por tudo isso e por muito mais que as minhas palavras desconhecem ou não sabem dizer, recebeu também êle o Título de Comendador Locotenente da Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém. Que coisa extraordinária e fascinante essa a de poder aliar uma vida tão espiritual e caritativa ao mundo das fecundas e preocupantes realizações materiais! Pois o Conde realizou êsse prodígio. Cidadão de pensamentos sádios e de retas intenções arrebatava-se também pelos grandes e audaciosos empreendimentos materiais.
Vivia-lhe o espírito progressista do pioneirismo. Assim é que foi fundador e Presidente do Banco de São Paulo que ainda hoje opera e prestigía os meios financêiros da Capital. Foi fundador e 1º Presidente da Sociedade Rural Brasileira para cujo crescimento e prosperidade concorreu preponderantemente. A Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a mais perfeita organização do gênero na América Latina, teve-o por muitos anos como seu Vice-Presidente e Diretor. Fundou e foi Presidente da Companhia de Armazens Gerais do Estado de São Paulo e de muitas outras emprêsas, tais como, a Companhia de Minerais Santa Rosa, a Companhia Pastoril de Barretos, a Companhia Paulista de Navegação e a Associação Comercial. As práticas desportivas também lhe merecem a simpatia.
Tanto assim que em 1911, foi fundador e 1º Presidente da Sociedade Hípica Paulista que cultiva o mais elegante e aristrocráta dos esportes. Devotado à sua terra, o Conde de Prates contribuiu decisivamente para o seu engrandecimento e vertiginoso progresso.
Atendendo que sua cidade estava predestinada a um desmesurado desenvolvimento edificou 3 prédios no centro da cidade, os mais importantes da época, cuja construção constituiu arrojado cometimento e num gesto característicamente seu dôou à cidade de São Paulo várias áreas de terreno na rua Líbero Badaró e no Vale do Anhangabaú. Não hesito um só instante em afirmar que o Conde de Prates foi, no passado, um dos grandes beneméritos desta metropóle tentacular. Consagrando-se também à lavoura, foi agricultor progressista, proprietário da Fazenda de Santa Gertrudes, cujo nome foi dado à estação e à vila proxima hoje elevada à categoria de município. A 162 Klmts. da Capital, a Fazenda de Santa Gertrudes recebeu, no passado e hoje hospeda, figuras ilustres e personalidades da mais alta expressão mundial.
Homem de admirável visão, de experiência objetiva, as suas expansões foram sempre de grande alcance o que o levou a transformar a sua propriedade agrícola naquêle empolgante cenário de beleza e de produtividade.
Era para lá que se retirava ao encontro de justos momentos de lazer em meio à poesia e à solidão dos lagos, das arvores, dos pomares e de seus cafezais. Hoje aquela béla e tradicional propriedade pertence ao Cónde e Condêssa Guilherme de Prates. Paulista de lei, de ouro de melhor quilate, deixou para a posteridade dignificantes exemplos de honradez, de vida laboriosa e de indizível bondade.
Lembro-me, com fidelidade que a mim mesmo surpreende, de quando me chamou à sua cabeceira dois dias antes morrer. Era então aluno do Liceu Coração de Jesus. Perguntou-me pelos padres e pelo Colégio. Relembrou sacerdotes, cênas, personagens e fatos memoráveis que eu não chegara a conhecer. Depois pediu que me retirasse. Nos derradeiros momentos de sua vida dava a prova da sua velha admiração e grande aprêço pela Obra Salesiana.
Sinto que o eminente brasileiro procurou estimular-se na perfeição de sua vida, preparando-se para a eternidade. Brazões, honrarias e dignidades nem de leve lhe conseguiram influenciar o espírito. A altanaria de seu porte escondia uma grande modéstia e as melhores virtudes. De seu consórcio com a Condêssa de Prates deixou quatro filhos: Conde Guilherme Prates, Eduardo dos Santos Prates e Joaquim dos Santos Prates e dr. José Prates, já falecidos.
A 22 de março de 1928, o povo de São Paulo era surpreendido com a desoladora notícia de seu falecimento. Uma tarja de luto cobriu tristemente a Paulicéia que êle tanto amara. A sociedade paulistana soluçou o desaparecimento daquêle que em vida tanto a enobrecera e mais ainda a dignificara.
Hoje, ao celebrar-se o centenário do seu nascimento, a cidade de São Paulo, os homens do seu tempo e as instituições a que pertenceu ou se valeram de seu amparo, evocando a figura de um dos mais completos varões nascidos nesta abençoada terra, que é orgulho do mundo Latina, rendem-lhe comovidamente a reverenciosa homenagem da sua sempre viva gratidão por todo o bem que aqui fez e pelos inapagáveis exemplos que aqui a todos legou.
Que as préces que hoje se erguerem aos Céus, e as flores no Campo Santo se depositarem, sejam o símbolo indelével da permanência de nossa saudade à imorredoura memória do inolvidável Conde paulista.
– Artigo retirado da Revista da Sociedade Rural Brasileira, “A RURAL”.
Edição – 476 de Dezembro de 1960.
Escrito por Alberto Prado Guimarães
Obs: Os “erros ortográficos” existem para manter a cópia do texto na integra de sua publicação.
(Relembrando a vida agropecuária, fatos e problemas do passado, em confronto com os da atualidade.) O PRIMEIRO PRESIDENTE DA RURAL
Comemorou-se em 8 de novembro último, o Centenário do Nascimento do Conde de Prates, o primeiro presidente da Sociedade Rural Brasileira.
Filho de família riograndense, sendo seu pai o Dr. Fidêncio Prates, médico doutorado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e sua mãe D. Inocência da Silva Prates, filha dos Barões de Antonina, desde logo se manifestou Eduardo Prates infenso à política em que, naturalmente, teria feito carreira, visto como seu pai fôra por duas vêzes deputado pela Assembléia Geral na Legislatura do Império. Era costume no tempo da monarquia, transmitirem-se aos filhos essas posições representativas, de modo a se manter a tradição da família de co-responsável na administração pública. Êsse desinteresse pela política êle a comprovou quando, por ocasião da proclamação da República, a sua projeção social em nosso meio, guindar-lhe-ia fàcilmente aos mais altos postos já por si e pelo fato de ser primo-irmão de um prócer da nova situação, de grande prestígio no Rio Grande do Sul em todo o país, o estadista até hoje lembrado com respeito que foi Julio Prates de Castilho.
Ainda muito moço, em 1886, contraia matrimônio com a Sra. D. Antonia dos Santos Silva, filha do Barão de Itapetininga e irmã da Marquesa de Três Rios, família de grandes cabedais, inclusive proprietária de grande área central na velha cidade de Piratininga, onde, Eduardo Prates ficou possuidor de uma verdadeira fazenda no local em que se encontram hoje o Viaduto do Chá – o Largo do Piques – Ruas Líbero Badaró e Formosa, enfim o grande centro da atual Paulicéa.
Espírito empreendedor e meticuloso nos negócios, distinguiu-se logo nos meios comerciais e industriais, figurando o seu nome desde então na presidência e direção das maiores organizações da época. Assim foi diretor da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, do Banco de São Paulo, fundador e presidente da Companhia Central de Armazéns Gerais e da Companhia Minerais “Santa Rosa”; fundador e presidente da Companhia Frigorífica e Pastoril de Barretos e da Companhia de Navegação, além de iniciador de muitas outras emprêsas que floresceram grandemente com a sua hábil direção, das quais daremos como exemplo a Associação Comercial de São Paulo e a Companhia Nacional de Auto – Transportes, a primeira que realizou o serviço de auto-ônibus no Brasil.
De tenacidade inquebrantável mostrou-se, outrossim, quando sem medir sacrifícios, se dispôs a reunir glebas de uma fazenda onde se encontravam 32 condomínios, em uma só propriedade – a até hoje afamada Fazenda “Santa Gertrudes”, nas proximidades de Rio Claro, a sala de visitas para os viajantes de escól. Aí o seu capricho de fazendeiro adiantado se fêz destacar não só pelo cuidado com que tratava os seus cafèzais, como, pela variedade de plantações e aparelhagem perfeita para então, atendendo nos mínimos detalhes da fazenda, quer na parte de residência senhorial, máquinas de benefício, arborização, pomares e a parte social dos colonos, a começar pela rica capela até hoje carinhosamente conservada pelo seu filho Guilherme. Lá na Fazenda “Santa Gertrudes”, como em São Paulo cuidando da Igreja de Santo Antonio por êle mantida na parte mais central da cidade de São Paulo, continua o filho extremoso a obra religiosa de sua piedosa progenitora a Condessa de Prates que, em consonância com a generosidade de seu espôso, sempre contribuiu a mancheias para as instituições pias, como a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Liceu do Sagrado Coração de Jesus, Orfanato Cristóvan Colombo, Recolhimento da Luz e quantos outros que atestam o espírito cristão da nossa grei. Ao se formar em nossa Capital uma Comissão Promotora da Construção da Nova Catedral, foi o Conde de Prates convidado pelo saudoso arcebispo D. Duarte Leopoldo e Silva, para presidência dessa Comissão nobilíssima, tendo figurado como dos mais entusiastas e maiores contribuintes para a ereção do monumental templo-orgulho de São Paulo e do Brasil. Êsses esfôrços e munificiência, levaram o Arcebispo a conceder-lhe o título nobiliárquico de Conde da Santa Sé.
Quando foi de se realizar o plano Bouvard, de transformação da cidade provinciana na moderna “urbs”, deixando de lado qualquer interêsse pessoal, com magnanimidade se colocou o Conde de Prates ao lado do Prefeito Antonio Prado, contribuindo com a demolição de prédios, alargamento de espaços intermediários e plantação de jardins e, sobretudo com a construção de valiosíssimos edifícios de especial arquitetura, adequada ao embelezamento do Vale do Anhangabaú, para que a nossa capital viesse a ostentar êsse aspecto de metrópole que tanto encanta os estrangeiros e que lhe dá a fisionomia artística, por que é reconhecida em todo o mundo.
Êsse exemplo de abnegação e amor à sua terra, deve ser ainda hoje encarecido, quando não se vêm mais comumente desses gestos de fidalguia.
Tendo sido grande em tantos ramos de atividade, o título de que mais se orgulhava era o de agricultor e pecuarista, título êsse que o havia elevado aos mais altos píncaros, sendo modelar a sua Fazenda “Santa Gertrudes”. Em Santa Gertrudes, além de encontrarem os visitantes ilustres um grande adiantamento agronomico, iam êles desfrutar os encantos da hospitalidade paulistana nos seus mais altos requintes de distinção e de fidalguia.
Falecido em 23 de março de 1928, a sua memória é sempre reverenciada nesta casa, de que foi fundador e presidente efetivo e honorário, como dos mais adiantados agricultores e dos mais prestantes cidadãos da terra bandeirante.
EPISÓDIOS PITORESCOS
A propósito da comemoração do Centenário de Nascimento do Conde de Prates, cabe aqui um fato pouco conhecido, mas que faz reviver as virtudes da antiga gente paulistana, através das gerações que se vão sucedendo, zelosas das tradições avitas.
Em certo momento, pretendeu-se, a título de remodelação da cidade, demolir a Igreja de Santo Antonio, o que com o valor enorme da desapropriação, poderia dar lugar a ser o templo instalado mais magestosamente em outro lugar. Nessa ocasião o Conde Guilherme Prates, herdeiro das qualidades senhorís de seus ilústres pais, obtemperou ao Arcebispo que não seria com a sua aquiescência que tal se faria, uma vêz que era mantida por si e pela família a Igreja pelos seus antepassados ali erigida no coração da cidade. As observações dos filhos do Conde de Prates, colocaram fundo no coração de D. Duarte, que assim impediu se retirasse da hoje Praça do Patriarca o templo onde rende preito de espiritualidade o temperamento irrequieto do paulistano, mal apontado como materialista e ganhador de dinheiro. Em Nova York, em Wall Street, visitando a modesta Trinity Church, lembramo-nos da Igreja de Santo Antonio e do belo gesto do filho do Conde de Prates defendendo a tradição de religiosidade do nosso povo. Também lá no torvelinho dos negócios é na Casa de Deus, pequena e simples.
onde se apaziguam as paixões e se amainam as ambições da moderna Babilonia que é Nova York.
Rocha, sobrenome português. Afirmam alguns genealogistas que a família deste nome provém de um «Monseur» de la Roche que teria vindo para Portugal durante o reinado de Dom Afonso III, tendo-o ajudado na conquista de Silves, último reduto árabe nos Algarves de aquém-mar.
Quanto à sua nacionalidade, nela não acertam tais autores, se bem que se diga que era francês ou flamengo.
Concretamente, no entanto, o que se sabe é que viveram em no tempo de Dom João I, e dele foram partidários na luta contra Castela, três irmãos de nomes Luís, Gomes e Raimundo da Rocha, a quem os genealogistas, neste ponto concordes, dão o tratamento de dom, que só lhes poderia advir do don espanhol.
De um ou mais dentre eles podem descender os Rochas portugueses.
Sobrenome de origem geográfica. De rocha, subst. comum – grande massa compacta de pedra muito dura; rochedo (Antenor Nascentes, II, 263; Silveira Bueno, Dic. Escolar, 1184). Esta família passou de França a Portugal, estabelecendo-se em Viana. Já em 1126, acha-se Arnaldo da Rocha, companheiro de D. Galdim Paes, mestre da Ordem do Templo (Anuário Genealógico Latino, I, 82). Portugal: Felgueiras Gayo trata da antigüidade desta família em seu Nobiliário das Famílias de Portugal, onde informa ser «das mais antigas de q temos notissia; ha entre os Genealogistas variedade na sua origem; huns querem venhão de hum Cavalheiro das Montanhas de Galliza q veyo ganhar honra no serviss’de hum Rey de Leão, e q acontecendo hua ocazião de pelleja com os Mouros estes perseguidos dos christaons se retirarão p.ª hum Rochedo aspero pencando escapar em aquelle sitio, q era de si defensível; mas este Cavalheiro os acometeo nelle com tal vallor, q os obrigou a alncarem-sehá um erro neste verbo do Rochedo abaixo e matou outros, a outros cativou, cujo sucesso sendo à vista do Rey dizem lhe fizera a m.ce de o Armar Cav.º por sua mão dando-lhe a appellido de Rocha, por aluzão da briga q teve no Rchedo. Outros dizem q este Cav.º era Napolitano e n.al de hum lugar chamado Roca Seca de q foi Sr. Sondulpho Pay de S. Thomaz de Aquino e q aqui se appellidaram Rocha e servira ao Rey de Leão contra os Mouros; e ao Rey D. Aff.º 1.º de Castela (q morreo em 1109) e q pella oppenião q tinha do seu grande esforço mandara por elle secorrer a cidade de Campostella, e q nesta jornada alcançara dosMouros hua grande batalha no dia de S. Andre por cujo bom sucesso o Rey dera por Armas sobre o escudo branco q trazia hua Aspavermelha com cinco conchas de ouro, a Aspa em honra de S. Andre e as conchaas em memoria de S. Thiago cuja terra libertara. Disto m.mo se persuade a antigudade desta família, ou sejão Napolitanos ou Gallegos; em Portugal se acha este appellido em 1126 no qual aparece D. Arnaldo da Rocha Cavalheiro Templario fazendo hum contrato com D. Gondim Paes acerca da Villa de Fer.ª ..Outros afirmão q os Rochas descendem de hum Cav.º Francês q acompanhou a Guilherme Duque de Normandia na conquista de Inglaterra p comecou no anno de 1066 .. Destes Rochas Inglezes se diz passara um Cavalleiro a Irlanda onde foi bem Herdado e teve sucessão, e títulos de Viscondes e Baroins ..». Em seguida, Gayo principia o estudo genealógico desta família, dando por tronco Monsieur de La Rocha, que diziam ser filho segundo da Casa de Quinzale, na Irlanda, o qual, passando à terra Santa, se achara no Algarve na tomada de Silves no tempo do Rei D. Afonso III de Portugal [1248-1279], que lhe fez mercê da Torre Novas. Entre os milhares de descendentes de Monsieur de La Rocha, registra-se o sétimo neto, Diogo da Rocha de Paços, Contador da Fazenda de Viana. Serviu no Brasil, achando-se, com Estevão Soares, na conquista do Rio de Janeiro, como Capitão do bergantim São Tiago. Ilha de São Miguel: O genealogista português Gaspar Fructuoso, em sua História Genealógica de Sam Miguel [Saudades da Terra], escrita por volta de 1580, dedicou-se ao estudo desta família, em seu Capítulo XXV – Dos Rochas, Machados e Paivas, que vieram a esta Ilha no tempo do Capitão Joam Rodrigues da Camara [Gaspar Fructuoso – Saudades da Terra, 208]. Brasil: Em Pernambuco, entre outras, registra-se a família de Manuel da Rocha, da Vila de Goiana (PE), que deixou geração do seu as., c.1745, com Rosa Maria de Jesus, nat. de Goiana (PE). Foram avós, entre outros, de Maria da Conceição da Rocha, matriarca da família Rocha Faria. Importante família, de origem portuguesa, estabelecida no Rio de Janeiro, para onde passou Francisco José da Rocha Leão (v.s.), barão de Itamarati. Entre muitas, registramos em Minas Gerais, a família de Rufino Martha da Rocha [29.07.1870, Santo Antônio do Grama, MG – 18.08.1941, Raul Soares, MG], filho primogênito de Joaquim Cândido da Rocha e de Maria Joaquina de Abreu Lima; por esta, foi bisneto do capitão João Bueno, membro da importante família Bueno (v.s.), de São Paulo, que passou para Minas Gerais, comandando um destacamento militar para a conquista do gentio pelos anos de 1825. Rufino foi um dos primeiros povoadores da atual cidade de Raul Soares, MG (arraial de Entre Rios), para onde foi em 1890. Deixou numerosa descendência do seu cas., a 09.09.1893, em Abre-Campo, MG, com Jovelina Jacinta de Abreu [02.03.1877, Abre Campo, MG – 14.01.1969, Raul Soares, MG], filha de Fortunato de Abreu e Silva Brandão e de Ana Jacinta de Abreu. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – o filho, Dr. Edmundo Rocha [18.04.1896 -], advogado, presidente das Câmaras Municipais de Rio Casca e Raul Soares. Com geração; II – o neto, o genealogista Clínio Silva [13.11.1925, Raul Soares, MG -], que dedicou-se ao ramo de Seguros. Ex-presidente da Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e de Capitalização – FENASEG. Vice-Presidente do Grupo Sul América de Seguros. Membro do Colégio Brasileiro de Genealogia e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba. Eleito titular do Colégio, em 04.11.1974. Foi também membro do Conselho Fiscal [1964-1967] e do extinto Conselho de Administração [1967-1970]. Fez parte da Comissão da Revista do Colégio (Boletim do Colégio Brasileiro de Genealogia, N.º 7, 04.1989, fl.2). Autor de um trabalho intitulado A Família de Rufino Rocha (in Brasil Genealógico, II, N.º 7). Com geração. Ocupante da Cadeira N.º 6, do Colégio Brasileiro de Genealogia, cujo patrono é o genealogista Luiz Gonzaga da Silva Leme [ver família Leme da Silva]. Sobrenome de uma família de origem espanhola, estabelecida no Brasil, onde chegou a 02.06.1883, a bordo do vapor Umberto I, Ermelo Rocha, natural da Espanha, procedente de Lisboa, católico, 13 anos de idade, com destino a Santos – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 127 – 02.06.1883]. Sobrenome de uma família de origem espanhola estabelecida no Brasil, onde chegou, a 04.05.1884, Eduardo Rocha Pires, natural da Espanha, procedente de Vigo, 20 anos de idade, com destino a Caldas – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 046 – 04.05.1884]. Sobrenome de uma família de origem espanhola estabelecida no Brasil, onde chegou, a 27.06.1884, Demetrio Rocha Gonçalez, natural da Espanha, procedente de Vigo, 30 anos de idade, com destino a Casa Branca – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 069 – 27.06.1884]. Sobrenome de uma família de origem espanhola estabelecida no Brasil, onde chegou, a 21.09.1884, Pedro Rocha Rodrigues, natural da Espanha, procedente de Vigo, 13 anos de idade, com destino a Ribeirão Preto – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 096 – 21.09.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro, para onde foi Martinho da Rocha da Silveira, natural de Lisboa, filho de Manuel Mendes de Jesus e de Catarina da Rocha. Com geração do seu casamento, a 16.04.1679, no Rio de Janeiro, com Beatriz da Rocha [bat. a 16.04.1665, Rio de Janeiro -], neta de Manuel Barbosa Pinto e de Beatriz de Sá Souto Maior, patriarcas da família Barbosa de Sá (v.s.), do Rio de Janeiro [Carlos Rheingantz – Primeiras Famílias do Rio de Janeiro, tomo I]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Chegou ao Brasil a 03.04.1885, a bordo do vapor Graf-Bismark, João da Silva Rocha, natural de Portugal, 23 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo. No documento original, o nome do imigrante está abreviado. Trouxe em sua companhia a esposa, Vincencia de Jesus, natural de Portugal, 21 anos de idade, e o filho, João, natural de Portugal, 1 ano de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 170 – 03.04.1885]. Sobrenome de u
ma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Chegou ao Brasil a 30.04.1885, a bordo do vapor La Plata, Manuel Francisco da Rocha, natural de Portugal, 32 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 209 – 30.04.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Veio, a 13.01.1885, Hypolito da Rocha, natural de Portugal, 31 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 119 – 13.01.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Veio a 20.02.1885, a bordo do vapor Tamar, Manuel da Rocha Filho, natural de Portugal, 37 anos de idade, com destino a Santos – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 134 – 20.02.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Veio, a 13.01.1885, Hypolito da Rocha, natural de Portugal, 31 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 119 – 13.01.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Veio a 20.02.1885, a bordo do vapor Tamar, Manuel da Rocha Filho, natural de Portugal, 37 anos de idade, com destino a Santos – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 134 – 20.02.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Veio, a 13.01.1885, Hypolito da Rocha, natural de Portugal, 31 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 119 – 13.01.1885]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou a 25.07.1882, a bordo do vapor Magelares, Antonio José da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 25 anos de idade, com destino a Bethlem do Descalvado – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 032 – 25.07.1882]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou a 26.07.1882, a bordo do vapor Bahia, Antonio da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 24 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 032 – 26.07.1882]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 31.03.1883, Antonio Maceira da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 39 anos de idade, com destino a Mogi-Mirim – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 102 – 31.03.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 22.04.1883, Joaquim Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 21 anos de idade, com destino a Campinas – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 113 – 22.04.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou a 29.07.1883, a bordo do vapor Bearn, Manoel Ferreira da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, católico, 37 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 137 – 29.07.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou a 22.11.1883, a bordo do vapor Bologne, Manoel da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 23 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 174 – 22.11.1883]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 20.02.1884, Manoel da Rocha, natural de Portugal, 33 anos de idade, com destino a Leme – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 013 – 20.02.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 20.02.1884, Barnabé da Rocha, natural de Portugal, 33 anos de idade, com destino a Leme – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 013 – 20.02.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 20.02.1884, Carlos Botelho da Rocha, natural de Portugal, 34 anos de idade, com destino a Morro Grande – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 017 – 20.02.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 21.05.1884, João da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 22 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 050 – 21.05.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 04.07.1884, Manoel da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 29 anos de idade, com destino a Amparo – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 080 – 04.07.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Brasil, onde chegou, a 31.10.1884, José da Rocha, natural de Portugal, procedente de Lisboa, 22 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 102 – 31.10.1884]. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro, para onde foi Martinho da Rochas da Silveira [c.1649, Freguesia dos Mártires, Lisboa -], filho de Manuel Mendes de Jesus e de Catarina da Rocha. Com geração do seu casamento, no Rio de Janeiro, a 25.11.1647, com Beatriz da Rocha [bat. a 16.04.1665, Rio de Janeiro -], neta de Manuel Barbosa Pinto e de Beatriz de Sá Souto-Maior, chefes desta família Barbosa Pinto (v.s.), do Rio de Janeiro. Linha Africana: Em Ubá, Domingos da Rocha Silva, casado com Maria Freire de Oliveira, batizou em 1841, uma filha: Maria, «parda» Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçado à religião Cristã, a partir de 1497. (Wolff, Dic., I, 168). Nobreza Titular: Estevão José da Rocha [PB – 30.03.1874, Bananeiras, PB], foi agraciado por Decreto de 17.05.1871, o título de barão de Araruna. Político filiado ao partido conservador. Chefe do partido na vila de Bananeiras. Deixou geração. Heráldica: um escudo em campo de prata, com aspa de vermelho, carregada de 5 vieiras de ouro. Timbre: a aspa do escudo carregada de uma vieira de ouro (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 103).
Armas
De prata, uma aspa de vermelho, carregada de cinco vieiras de ouro. O timbre atribuído a estas armas é a aspa do escudo carregada de uma das vieiras ao centro.
Títulos, Morgados e Senhorios
Barões de Almeirim
Barões de Oliveira
Barões de São Miguel dos Campos
Condes de Alpendurada
Viscondes da Torre
Viscondes da Torre
Viscondes de Alpendurada
Viscondes de Pinto da Rocha
Viscondes de Santiago de Caiola
Cargos e Profissões no Reino de Portugal
Advogados
Características da região de origem em Portugal
Algarve, região do extremo sul de Portugal, foi a última região a se libertar do jugo Mouro na Idade Média. Principais cidades: Albufeira, a 32 km de Faro. Famosa pela arquitetura típica de suas casas. Desde o passado, centro de turismo internacional. Falésias, cavernas e furnas. Uma belíssima paisagem é Miradouro do Alto do Bomparece. Ali são praticados todos os tipos de esportes náuticos. Armação de Pêra, uma das praias mais vastas de todo o Algarve. Casas e ruas típicas, barcos coloridos. Faro, a 299 Km de Lisboa é a capital do Algarve. Antiga vila mourisca foi conquistada em 1249, data em que foram construídas as suas muralhas. Destruída pelo terremoto de 1755, foi reconstruída , desde o século XIX ela mantém a fisionomia atual. Cidade de atmosfera límpida e luminosa, mar azul, as colinas cobertas de amendoeiras, praias de areia macia e águas mornas, sol radioso o ano todo. Perto da cidade, há uma extensa faixa de areia – a ilha de Faro, dotada de moderno equipamento hoteleiro. Possui um excelente Aeroporto Internacional a 7 km do centro da cidade e um Porto marítimo. Faro é hoje uma cidade cosmopolita de renome internacional.Lagos a 267 km de Lisboa e a 87 km de Faro. Porto piscatório e ampla baía, daqui partiram as Caravelas do Infante Dom Henrique que descobriram novos mundos. Foi fundada pelos Cartagineses em 350 AC, e as antigas muralhas, do século XVI, ainda hoje envolvem parte da cidade que termina na
Ponta da Piedade, em falésias recortadas e cheias de cor. Zona de desportos náuticos, pesca e caça submarina. Ótimas praias, hotéis, restaurantes, bares, boites e cinemas. Loulé, a 294 km de Lisboa e a 15 km de Faro. Vila pitoresca conhecida pelas chaminés, tão características do Algarve.Portimão, a 280 km de Lisboa e a 69 km de Faro. É a mais recente cidade algarvia, muito importante como porto de pesca e a indústria de conservas de peixes. Vértice de um triângulo que tem num dos lados o Algor, a 4km, e no outro lado a Praia da Rocha a 3km. È um importante centro turístico. Portimão tem, deste modo, ao seu alcance tudo o que o turista pode desejar: praias formidáveis e toda a gama de diversões. Praia da Rocha, a mais célebre do Algarve, praia cosmopolita com instalações turísticas completas, beleza natural, rochas coloridas, golfe, tênis, pesca desportiva, caça submarina e outras atrações. Sagres, a 290 km de Lisboa. Foi no promotorio de Sagres que Dom Henrique, o Navegador, concebeu os Descobrimentos. Aqui fundou uma escola náutica, cujas ruínas ainda existem. Visite a Ponta de Sagres. Tavira, a 303 km de Lisboa e a 32 km de Faro. Cidade fundada pelos Cartagineses em 380 AC , ergue-se de um lado para o outro do Rio Gião. Conhecido porto de pesca de atum e sardinha, fica separado do mar por vastas linhas de areia. Das ruínas do Castelo, a paisagem sobre o cidade é muito bela, os telhados planos, as chaminés características e mais de 20 igrejas. Vilamoura, a 20 km de Faro e a 10 km de Albufeira. Cidade com grande dinamismo. Vilamoura quer dizer: desportos, tênis, hipismo e esportes náuticos – quer dizer: cassinos, belos hotéis, restaurantes e bares – quer dizer: uma das mais modernas Marinas da Europa.