Um artigo de Marcelo Paiva Pereira: "Edificios garagem: uma medida à mobilidade'

Marcelo Paiva Pereira: ‘EDIFÍCIOS GARAGEM: UMA MEDIDA À MOBILIDADE’

arquitetura

Os edifícios-garagem são objeto de discussões que almejam à melhoria do trânsito urbano. A Administração Pública do Município de São Paulo acolheu, no Plano Diretor Estratégico e no projeto-de-lei do zoneamento urbano, a criação de áreas estratégicas para edifícios-garagem, entendendo pela eficácia deles para a finalidade almejada. O presente texto abordará, mesmo superficialmente, o aludido tema como abaixo segue.

PRÓLOGO

O primeiro automóvel com motor de combustão interna e movido a gasolina foi inventado por Karl Friedrich Benz em 1885 na cidade de Mannheim, Alemanha, e a patente obtida aos 29 de janeiro de 1886. O primeiro edifício-garagem surgiu em 1925 na cidade de Berlim, Alemanha, no qual elevadores transportavam os automóveis para as vagas nos andares. No Brasil o primeiro edifício-garagem foi construído em 1954 em São Paulo/SP.

Ao longo de 130 anos o mundo acolheu milhões de automóveis circulantes por todas as cidades e em muitas áreas rurais, contribuindo para a redução dos espaços à fluidez do trânsito nas vias urbanas. No Brasil o número de automóveis cresceu desde 1950, quando havia aproximadamente 425 mil, atingiu 3,1 milhões na década de 70 do século XX e em 1997 atingiu mais de 54 milhões. Em São Paulo/SP há em torno de 7 milhões de automóveis para 11 milhões de habitantes, perfazendo a razão de 1,6 pessoa por automóvel.

Desde o surgimento o automóvel se apresentou como um meio de transporte confortável e resistente, capaz de transportar várias pessoas, protege-las da chuva, do frio e do sol, e garantir a mobilidade com mais rapidez do que as carruagens, tílburis, carroças e cavalos anteriormente existentes como meios de transporte.

Ele seduziu as pessoas de todas as sociedades e por todos os países, criando nelas o desejo pelo conforto, velocidade, elegância e “status”. O mundo se rendeu ao automóvel e as cidades do século XX o acolheram como meio de transporte de massa, que supriria as necessidades dos habitantes.

As cidades, entretanto, não acompanharam o exacerbado crescimento da frota de automóveis, porque malhas viárias insuficientes e por vezes inadequadas não os acolheram ao longo dos dias de trabalho e dos horários de lazer. Mesmo havendo projetos urbanos bem intencionados, com propostas valiosas para melhorar a mobilidade urbana, foi inevitável o crescimento da frota de automóveis em razão do desejo de conforto que cada pessoa tem e quer realizar, tanto para si quanto para seus entes familiares.

O conforto almejado pelas pessoas não se limita ao comodismo oferecido pelo transporte individual; também se estende ao espaço urbano para as atividades diárias, como são o trabalho e o lazer, assistidas pelo aproveitamento do tempo. Se estas atividades forem prejudicadas por transtornos urbanos, como o congestionamento de ruas e outras vias públicas, o então pretendido conforto desaparece e é substituído pelo desconforto, exaustão física e psicológica e outros efeitos gravosos ao organismo e à mente.

DOS EDIFÍCIOS-GARAGEM

A proposta da Prefeitura do Município de São Paulo de permitir a construção de edifícios-garagem em locais estrategicamente definidos resulta do entendimento de que se deve integrar todos os meios de transporte para melhorar a mobilidade urbana.

O atual Plano Diretor Estratégico do Município de São Paulo (PDE) – Lei municipal nº 16.050, de 01 de agosto de 2014 – prevê expressamente a criação de edifícios-garagem no Título II (Da Ordenação Territorial), Capítulo II (Da Regulação do Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e da Paisagem Urbana), Seção I (Das Diretrizes para a Revisão da LPUOS), art. 27, “caput”, XIV:

criar condições especiais para a construção de edifícios-garagem em áreas estratégicas como as extremidades dos eixos de mobilidade urbana, junto às estações de metrô, monotrilho e terminais de integração e de transferência entre modais;

À luz do texto da supra mencionada lei, o poder público deverá criar condições especiais para a construção de edifícios-garagem, que deverão ser implantados em áreas estratégicas, cujos exemplos são:

  1. Extremidades dos eixos de mobilidade urbana;
  2. Junto às estações de metrô;
  3. Junto às estações de monotrilho;
  4. Junto aos terminais de integração e de transferência entre modais.

É preciso, porém, definir o que são “áreas estratégicas”. Sem essa definição, que poderá ser por outro comando normativo (lei ou decreto) ou pela interpretação do operador do direito (juiz de direito, por exemplo), a mencionada expressão ficará vaga, também dificultando a orientação – pela Administração Pública – à identificação dos mais adequados locais de implantação dos edifícios-garagem.

Ao encontro do art. 27, “caput”, XIV, da Lei municipal nº 16.050/14, o projeto-de-lei municipal nº 272/2015, que prevê o parcelamento do solo urbano do município de São Paulo, estabelece no Título I (Conceitos, Diretrizes e Estratégias de Ordenamento Territorial), art. 2º, VII, “o incentivo à integração, no uso do solo, dos diversos modos de transporte”.

Referido projeto-de-lei classifica o edifício-garagem no Título V (Do Uso do Solo), art. 87, sob a categoria “nR” (uso não residencial) e no inciso III, sob a subcategoria “nR2” (uso não residencial tolerável com a vizinhança residencial).

Os trechos dos mencionados PDE e projeto-de-lei abordados acima apontam para o interesse da Administração Pública pelos edifícios-garagem, integrando-os aos outros meios de transporte urbano, com o objetivo de melhorar a mobilidade urbana, a qualidade de vida, devolver o conforto urbano aos moradores da mencionada urbe e reduzir os riscos à saúde pública.

A eficácia da lei dependerá, contudo, do cumprimento por todos, incluindo-se a Administração Pública, as pessoas que habitem São Paulo ou por ela estejam de passagem e pelos profissionais habilitados, tais como os arquitetos e urbanistas, engenheiros, tecnólogos e outros profissionais que atuem em favor da mobilidade na capital paulista e do conforto almejado pelos moradores e visitantes.

A eficácia desses edifícios dependerá do número de vagas que cada edifício poderá abrigar, em função das regras de ocupação do solo a serem definidas a eles. Além deste elemento jurídico, também há de se examinar as técnicas de construção e os materiais mais apropriados para cada edifício (aço, concreto, tijolos, etc), em razão das condições geológicas, climáticas e urbanas do local.

Desenhar e implantar edifícios-garagem pelos engenheiros e arquitetos e urbanistas nos locais definidos pela Administração Pública Municipal será tarefa complexa, porque a dimensão de cada projeto estenderá seus efeitos ao entorno, atingindo outras áreas urbanas, modificando a movimentação de bens, serviços e pessoas, que se deslocarão com mais facilidade, inclusive às pessoas fora da capital paulista que, ao nela entrarem, poderão fazer uso desses edifícios para guardarem seus automóveis pelo tempo que permanecerem.

Daí a conveniência e oportunidade de distribuir esses edifícios-garagem em áreas estratégicas distantes do centro expandido da capital e distantes umas das outras, formando centralidades de comércio e serviços (previstas no PDE, Título III (Da Política e dos Sistemas Urbanos e Ambientais), Capítulo I (Da Política de Desenvolvimento Sustentável), Seção II (Centralidades Polares e Lineares), arts. 180 e 181).

Em relação às centralidades de comércio e serviços, o PDE, Título II (Da Ordenação Territorial), Capítulo III (Dos Instrumentos de Política Urbana e de Gestão Ambiental), Seção III (Dos Instrumentos de Ordenamento e Reestruturação Urbana), Subseção V (Das Áreas de Estruturação Local (AEL)), prevê o fortalecimento de centralidades, como consta do disposto no art. 149, § 1º, V. Este comando normativo permite a criação de bolsões de comércio e serviços – com autonomia financeira do centro da capital paulista – e a redução dos trajetos entre o local de trabalho e o de domicílio, por aqueles que trabalharem e morarem nessas áreas.

CONCLUSÃO

A criação e implantação de edifícios-garagem no município de São Paulo tem o escopo de melhorar a mobilidade urbana, devolvendo o conforto aos moradores e visitantes e diminuindo os riscos à saúde pública.

Para essa finalidade ser realizada é preciso integrá-los aos outros meios de transporte urbano e distribuí-los por diversas áreas estratégicas, distantes do centro expandido da capital junto à criação de centralidades de comércio e serviços com autonomia financeira para as atividades de trabalho, consumo e lazer, também diminuindo as distâncias entre os locais destas atividades e os de domicílio.

Em suma, os edifícios-garagem são uma medida à mobilidade porque tem por objeto o dimensionamento dos espaços urbanos e por finalidade o conforto aos moradores e visitantes, desenhados pelos arquitetos e urbanistas e engenheiros, amparados na exata medida da lei. Nada a mais.

Marcelo Augusto Paiva Pereira.

(o autor é aluno de graduação da FAUUSP)

 

FONTES DE PESQUISA

CAMARA.SP.GOV.BR. Disponível em: http://www2.camara.sp.gov.br/dce/projeto_de_lei.pdf. Acessado aos 02.09.2015.

FUMEC.BR. Disponível em: http://www.fumec.br/anexos/cursos/mestrado/dissertacoes/completa/rodrigo_luiz_pinheiro.pdf. Acessado aos 20.09.2015.

GESTAOURBANA.PREFEITURA.SP.GOV.BR. Disponível em: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/arquivos/PDE-Suplemento-DOC/PDE_SUPLEMENTO-DOC.pdf. Acessado aos 21.11.2014.

 

NOSSASAOPAULO.ORG.BR. Disponível em: http://www.nossasaopaulo.org.br/noticias/novo-zoneamento-estimula-criacao-de-edificios-garagem-em-sp. Acessado aos 01.09.2015.




Itapetininga já tem um grupo teatral de alto nivel

Final de semana terá clássico do teatro brasileiro

ViuvaA peça ‘Viúva, porém honesta’, de Nelson Rodrigues será apresentada gratuitamente

A Prefeitura de Itapetininga, através da Secretaria de Cultura e Turismo, e o Grupo Teatral Detrás do Pano realizam a apresentação de um clássico do teatro brasileiro, a peça Viúva, porém honesta, de Nelson Rodrigues.

O espetáculo é gratuito e acontecerá no próximo sábado, dia 3, às 19 horas e domingo, dia 4, às 20 horas, no Auditório Abílio Victor. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados na Secretaria de Cultura e Turismo até a sexta-feira, dia 2.

Informações pelo telefone 3272-3401.




Itapetininga também quer incentivar o hábito da leitura

Em 1º de outubro registre qualquer leitura com a hashtag #diadelertododia. Vale sarau, contação de história, ler sozinho, em grupo, entre outras ações.

Do G1 Itapetininga e Região

Biblioteca Municipal de Itapetininga participa de evento nacional (Foto: Fábio Molina/ divulgação)
Itapetininga (SP) participa na quinta-feira (1º), pela primeira vez, de uma mobilização de incentivo à prática da leitura que envolve várias cidades brasileiras. É a campanha ‘Mobilização Nacional pela Leitura #diadelertododia’.

O município se inscreveu e irá participar da etapa nacional da campanha. Organizada pela Biblioteca Municipal, ação propõe o desafio de mobilizar e motivar a maior quantidade possível de pessoas para ler neste dia.

Vale sarau, contação de história, leitura solitária, em grupo, entre outras ações. Tudo deve ser registrado em fotos e vídeos e divulgado nas redes sociais com a hashtag #diadelertododia. Já estão confirmadas as participações da Secretaria da Educação, Promoção Social – Movimento Jovem e Associação Comercial de Itapetininga.

Quem pode participar?
Todas as pessoas, escolas, comércio, indústrias e instituições são convidados a participar. Para isso é necessário fazer a inscrição pelo telefone 3272-3265, na Biblioteca Municipal.

Como participar?
O interessado pode criar, planejar e promover qualquer tipo de ação envolvendo a leitura, coletiva ou solitária, ao longo do dia 1 de outubro de 2015. A ação pode envolver tanto o público externo quanto o interno de qualquer instituição, mesmo que ela não trabalhe especificamente com leitura.

É importante registrar o momento em fotos e vídeos e postar nas redes sociais com a hashtag #diadelertododia e #bibliotecaitape usando as redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, blogs, entre outras, e depois informar quantas pessoas participaram da atividade ligando para a biblioteca. O legal é colocar posts, vídeos e fotos de gente lendo na sua biblioteca ou cidade.

Balanço geral
Após 24 horas, a Biblioteca Municipal Dr. Júlio Prestes de Albuquerque fará a contagem de público envolvido.




Sorocabanos são selecionados para Festival em Paranavaí

Os sorocabanos Carlos Carvalho Cavalheiro e Rodrigo Petit tiveram seus trabalhos selecionados para a 50ª edição do FEMUP, Festival de Música e Poesia de Paranavaí, estado do Paraná. 

Carlos Cavalheiro foi selecionado com o conto Shakespeare Caboclo e Rodrigo com a poesia Ser Humano: A saga épica de nossa espécie.
Carlos Cavalheiro é escritor, historiador e professor de História, exercendo essa função em Porto Feliz (SP).

Este ano o Festival recebeu 1378 inscrições de autores de todos os estados do Brasil e até do exterior.

A exemplo do que vem acontecendo nos últimos anos, o evento alcançou mais um recorde.

“Recebemos um total de 1378 inscrições. Ou seja, superamos mais uma vez as nossas expectativas. É gratificante ver como o festival continua crescendo”, diz o presidente da Fundação Cultural, Amauri Martineli. Foram enviados 646 poemas, 455 contos e 277 músicas de 354 cidades dos 26 estados do Brasil, além do Distrito Federal e Japão.

De acordo com a diretora geral da Fundação Cultural, Talise Schneider, a participação de brasileiros vivendo em outros países já se tornou tradicional. “Nas edições anteriores recebemos trabalhos de pessoas que moram nos EUA e em países da Europa como a Suíça”, informa.

Este ano a comissão organizadora do festival também tem outros motivos para comemorar. Dos 1378 trabalhos enviados, 316 são de autores do Paraná. “Isso prova que os paranaenses estão valorizando mais os festivais do nosso estado. Os artistas de Paranavaí despontaram nesse meio com 100 inscrições, entre músicas, contos e poemas”, revela Martineli.

Para celebrar o Jubileu de Ouro do Femup, perto de completar 50 edições em 49 anos, o festival vai entregar aos vencedores o troféu Barriguda na cor dourada. “Outra novidade é a entrega de um pendrive no formato da Barriguda”, adianta Martineli que prevê ainda outras boas surpresas.

O 50º Festival de Música e Poesia de Paranavaí conta com a parceria do Provopar, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Paraná, Secretaria de Estado da Cultura, Sanepar, deputado federal Zeca Dirceu, deputado estadual Tião Medeiros, Transresíduos, Real Metais, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Educação, Fantuci Joias, Âncora Arte e Guto Costa Fotografias, Tecvac Indústria e Comércio e Carimbos Noroeste.




Itapetininga se une à campanha em favor da leitura. No próximo dia 1(quarta-feira), é dia de parar para ler e reforçar a importância da leitura na vida das pessoas

BIBLIOTECA REALIZA MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA LEITURA

 

FLYER. MOBILIZACAO NACIONAL PELA LEITURAjpgDia 01 de outubro será um dia muito especial para cultura de Itapetininga. Neste dia, acontece pela primeira vez no município uma mobilização de incentivo à prática da leitura que envolve centenas de cidades brasileiros. É a campanha ‘Mobilização Nacional pela Leitura #diadelertododia’.

Contagiada pelo desejo de fazer uma Itapetininga cheia de leitores, nossa cidade se inscreveu e irá participar da etapa nacional da campanha. Organizada pela Biblioteca Municipal, ação propõe o desafio de mobilizar e motivar a maior quantidade possível de pessoas para ler neste dia.

Vale sarau, contação de história, leitura solitária, em grupo. Tudo deve ser registrado em fotos e vídeos e divulgado nas redes sociais com a hashtag #diadelertododia. Já está confirmada a participação da Secretaria da educação, Promoção Social – Movimento Jovem e Associação Comercial de Itapetininga.

 

Quem pode participar?

Todas as pessoas, escolas, comércio, indústrias, instituições são convidados a participar. Para isso é necessário fazer a inscrição pelo telefone 32723265 – Biblioteca Municipal.

Como participar?

O interessado pode criar, planejar e promover qualquer tipo de ação envolvendo a leitura, coletiva ou solitária ao longo do dia 01 de outubro de 2015.

Vale sarau, contação de história, leitura ininterrupta de um clássico, ler livros, revistas e outras publicações para um grupo de crianças, idosos, pessoas com deficiência visual, amigos, alunos, ler junto com os colegas no escritório, com o(a) namorado(a), ler sozinho, ler para os filhos.

A ação pode envolver tanto o público externo quanto o interno de qualquer instituição, mesmo que ela não trabalhe especificamente com leitura.

É importante registrar o momento, em fotos e vídeos, e postar nas redes sociais com a hashtag #diadelertododia #bibliotecaitape usando as redes sociais para divulgar: Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, blogs, entre outras e depois informar quantas pessoas participaram da atividade ligando para a biblioteca.

O legal é colocar posts, vídeos e fotos de gente lendo na sua biblioteca ou cidade.

E não esqueça: #diadelertododia.

 

Balanço geral:

Após 24 horas a Biblioteca Municipal Dr. Júlio Prestes de Albuquerque fará a contagem de público envolvido.

Estamos à disposição para dúvidas e outros esclarecimentos pelo telefone: 32723265 – Biblioteca Municipal.




O Sesi em Tatuí (SP) apresenta o 'Festival Primavera Cultural' de 24 de setembro a 4 de outubro

Sesi apresenta Festival Primavera Cultural com artistas de Tatuí e região

Do G1 Itapetininga e região

O Sesi em Tatuí (SP) apresenta o “Festival Primavera Cultural”, que privilegia artistas da cidade e da Tatuí ao abrir espaço para novos talentos, em montagens de teatro e música, com a produção de espetáculos profissionais. O Festival terá início em 24 de setembro e suas atrações vão até 4 de outubro. A entrada é gratuita. Ingressos reservados pelo site sesisp.org.br/meu-sesi.

Veja a programação completa abaixo:
24/09
“Qual Rock É Esse?” da banda RP3.
Com um olhar diferenciado sobre a música brasileira, o grupo interpreta, em ordem cronológica, canções que fazem parte da memória do rock nacional do período de 1960 a 2000, além de mostrar suas próprias composições, que dão continuidade à história. A apresentação acontece na quinta-feira (24), às 19h30.

Sesi Araraquara apresenta Rubber Soul um show beatles cover  (Foto: Bruna Redondano)
Sesi apresenta Rubber Soul em show de beatles cover em Tatuí (Foto: Bruna Redondano)

25/09
Rubber Soul Beatles – Beatlemania.
O show de rock remonta a trajetória da maior banda de todos os tempos, The Beatles.
Com uma apresentação de alta fidelidade, inclusive utilizando os instrumentos e figurinos baseados naquela época, os integrantes do Rubber Soul mostram porquê os garotos ingleses ficaram imortalizados na história da música. O espetáculo na sexta-feira (25), às 19h30.

26/09
Grupo de Teatro Boa Companhia – espetáculo “Portela, Patrão; Mário, Motorista”.
A peça conta a história de dois homens, de realidades sociais distintas, que se encontram no fim de uma noite. Este é o ponto de partida para uma reflexão sobre as conexões mundanas pautadas pelo dinheiro e pelo poder que dele advém. O teatro é no sábado (26), às 19h30.

27/09
Orquestra Filarmônica de Viola Caipira de Campinas lança segundo CD, OFV II, no Sesi de Tatuí. O álbum traz uma inovadora forma de criar e interpretar seus arranjos, utilizando somente a viola caipira e sua vasta gama de sons, timbres, toques e ritmos. Além disso, o espetáculo contempla roteiro recheado de declamações, poemas e comentários históricos do instrumento que valorizam as obras interpretadas. A apresentação será no domingo (27), às 19h30.

01/10
Still Folk – tributo a Bob Dylan e os 50 anos do Folk-Rock
O espetáculo repassa as principais fases do cantor, em uma linguagem direta e sofisticada, com destaque para os arranjos vocais e instrumentos acústicos como violões de aço, bandolim, gaita e dobro. Permeando as canções, citações sobre os fatos históricos importantes da época e seus reflexos na obra do compositor. A apresentação é na quinta-feira (1º), às 19h30.

02/10
Paula Borghi apresenta violão contemporâneo de choro
A apresentação leva ao público a riqueza musical do choro, com repertório que engloba vários gêneros – valsa, maxixe, polca, samba e frevo – executados em um único violão, instrumento mais popular do Brasil. A apresentação acontece na sexta-feira (2), às 19h30.

03/10
A Cia. Stromboli – “O Casamento da Baratinha’.
Nesta aventura, ela conhecerá vários bichos diferentes. A coruja vira sua conselheira, e as duas discutem sobre a identidade de cada um deles. O teatro musical traz uma ópera para as crianças cantarem, com narração de marionetes, mamulengos, e outros bonecos.
A apresentação acontece no sábado (3), às 15h.

04/10
A companhia de teatro Pia Fraus – “Círculo Das Baleias”.
O espetáculo conta a história de Jujuba, uma filhote de baleia da espécie jubarte nascida na Bahia. Durante a migração das baleias para o Polo Sul, sua mãe é aprisionada e atacada por um pesqueiro japonês. Jujuba fica órfã, mas conta com a ajuda e proteção de Gardel, um simpático pinguim argentino. A apresentação será no domingo (4), às 15h.




Artigo de Pedro Novaes: 'Vida Rural'

   Pedro Israel Novaes de Almeida: VIDA  RURAL

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

 

Houve um tempo em que residir na zona rural era incômodo e desconfortável.

A comunicação era difícil, e só um ou outro residente possuía radio amador. A solução era enviar recados pelos vizinhos que iam à cidade, ou pelos compradores de produtos, que vez ou outra apareciam no lugar.

Conseguir imagem e som, da TV, era um complicado exercício de deslocar o bambu ou vara que continha a antena. O rádio permitia a previsão do tempo, pois reproduzia todos os raios do percurso, da sede da emissora ao sítio.

As roupas eram divididas em dois tipos, uma de serviço, puída, para uso no local, e outra “de ver Deus”, para idas ao centro urbano. Botinas que deixavam um rastro de terra e folhas eram deixadas no terraço, ou na porta da cozinha.

Algumas poucas residências na zona rural ainda guardam o hábito de assistir TV sentados, e a hierarquia da família pode ser notada pelos que conseguem um lugar no sofá.

O dia, nos sítios, começa bem antes do nascer do sol, anunciado pelo som da bicharada e pelo radinho portátil do vizinho. Uma das características da vida no campo é a rotina, inclusive de conserto da bomba d´água e religação do transformador.

A segurança só era ameaçada quando alguém com feição estranha aparecia, pedindo água ou uma informação qualquer. Na falta de campainhas, cachorros anunciavam a chegada do estranho.

As galinhas do entorno avisavam a presença de alguma cobra nas redondezas, e o alvoroçar de formigas anunciava uma chuva próxima. Na zona rural, o dinheiro costuma ser pouco, mas há fartura de alimentos.

Os grandes facilitadores da vida rural foram o telefone celular e a antena parabólica. O celular, na maioria dos casos, funciona em um ou outro local do imóvel, estando seu uso relacionado a caminhadas, não raro ao alto do morro.

Poucos reconhecem o mérito e abrangência da Voz do Brasil, ouvida como infalível noticiário das 19:00 horas. O programa relatava as boas notícias do dia, e apresentava um país de poucos problemas e muitas soluções.

A zona rural, até hoje, funciona como um paraíso, para idosos, crianças e fugitivos em geral. É um ambiente informal, que incentiva a introspecção.

Jovens, não raro, ficam entediados com a rotina e mesmice da vida rural, e são poucos os que não sonham com a agitação e convivência urbanas. Buscam estudos e oportunidades de trabalho.

A maioria dos imóveis rurais de hoje conta com os mesmos equipamentos disponíveis na zona urbana, inclusive, e de vez em quando, com internet. A vida no campo, hoje, é bem mais fácil e confortável.

Contudo, a insegurança chegou o campo, e com ela a intranquilidade.

Também pairam, como ameaças, grupos ideológicos invasores, e, em algumas regiões, descendentes de indígenas. Se algum descendente indígena teimar em dizer que seu tataravô defecava sob a árvore que ladeia a sede, não faltarão estudiosos atestando que a secular e laboriosa ocupação branca ofende a cultura e tradição aborígene. É o começo do fim !

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.