Itapetininga estreia no dia 02 nos Jogos Regionais de Jundiaí

Será no próximo dia 02/Julho, a estreia de Itapetininga nos 59º Jogos Regionais de Jundiaí,1a. Divisão, com o Futebol Masculino enfrentando Mairinque, às 9h00,no Centro Esportivo Aramis Polli.

 

Futebol (Itapetininga)01No mesmo dia,  estarão sendo realizados os Congressos Específicos(para definição por sorteio da tabela de jogos na modalidade)do Ciclismo, às 18h00 no Auditório da ESEF, da Natação, às 19h00, no Auditório  da ESF, e do Jogo de Damas,às 13h00 no Uirapuru CC,com início das partidas no mesmo dia. Já na sexta-feira , dia 03, a equipe da Malha disputa contra Cerquilho, às 0830 da manhã, no Centro Esportivo Antônio Lima, na Agapeama. No período da noite, às 19h00,haverá o Congresso Específico da Capoeira, no Auditório da ESF. No sábado, dia 04, o Futebol Masculino entre em campo medindo forças com Louveira, às 09h00, no CECE Antônio Carbonari, enquanto que, a Malha também terá como adversário a equipe de Louveira, às 08h30 ,CECE Antônio de Lima.  A delegação itapetiningana composta por aproximadamente 400 integrantes está alojada na Escola Estadual Professora Cecília Rolemberg Guelli, no bairro Vila Rio Branco. Mais de 360 atletas estarão em atividades nas 30 modalidades (Atletismo, Atletismo ACD, Basquete, Bocha, Capoeira, Ciclismo, Damas, Futebol, Futsal, Ginástica Rítmica, Judô, Malha, Natação, Natação ACD, Taekwondo, Tênis de Mesa, Vôlei de Praia e Xadrez). A Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura de Itapetininga,vem ultimando os preparativos no tocante a logística e suporte técnico, visando garantir melhores condições para aqueles que  estarão defendendo as cores do Município. A 1a. Divisão dos Jogos Regionais de Jundiaí é formada pelo Municípios de Boituva, Itapetininga, Itapeva, Itu, Itupeva, Jundiaí, Louveira , São Roque e Sorocaba.




Coalizão propõe construção de economia pujante com valores socioambientais

Mais de 200 representantes de associações setoriais, empresas e Organizações Não Governamentais compareceram à solenidade de lançamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura nesta quarta-feira, 24 de junho, em São Paulo.

Pronunciamentos carregados de expectativa positiva confirmaram o simbolismo de criação do movimento muiltissetorial, que “não é de oposição, mas de construção conjunta” de um roteiro de transição para a economia de baixo carbono, como definiu Roberto S. Waack, presidente do Conselho da Amata, ao resumir documento (em anexo)  de propostas divulgado no evento. “A Coalizão nasceu no final do ano passado quando a gente percebeu que havia necessidade de tratar da questão das mudanças climáticas sob uma outra óptica, não a da dor, o lado pesado, mas principalmente sob a óptica da oportunidade que isso pode representar para o País” – relembrou. “É a oportunidade de construção das bases de uma economia agrícola, florestal, forte, sólida, pujante, com gestão territorial integrada aos valores socioambientais.”

Para aproveitar essa oportunidade, “o que a Coalizão está fazendo é desenvolver competências para lidar com a interdependência: reunir pessoas que têm conflitos de interesses, perspectivas divergentes que não mais produzem a ruptura, mas buscam convergência, trazem mais inteligência, mais ciência pra entender essa nova realidade mais complexa e então encaminhar instrumentos de gestão, providências que permitam dar conta de um diagnóstico dramático para a sociedade” – disse Ricardo Guimarães, da Thymmus Branding, ao convidar as instituições presentes a aderir formalmente à Coalizão.

Os representantes de 10 das entidades que participaram do processo de debate iniciado no final de 2014 foram então convidados a dar um testemunho sobre a formação do movimento e a aderência às propostas elaboradas.

“Todos nós temos a percepção clara de que a necessidade histórica se junta aos talentos que a gente pode agregar uma contribuição relevante e determinante nesse processo” – afirmou Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

Depois de mencionar dados sobre a recente aceleração da ocorrência de eventos extremos, o secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, disse que “estamos aqui unindo diferentes, em torno de uma mesa, para pensar como o Brasil pode enfrentar esse desafio, transformando o que são nossas vantagens comparativas em vantagens competitivas”.

“Acreditamos que a economia de baixo carbono é uma vantagem comparativa pra nós, empresários” – concordou Celina Carpi, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos. “Hoje nós temos clareza que não dá mais pra ter posições atomizadas, temos que trabalhar juntos.”

Ao encerrar essa rodada de pronunciamentos, a secretária executiva do Diálogo Florestal, Miriam Prochnow, alertou para a necessidade de “implantar de fato, no chão, os compromissos que estamos assumindo aqui hoje e influenciar a posição brasileira na COP21”. Disse também que as propostas da Coalizão “precisam chegar à sociedade”, e sugeriu que “esse movimento deve ser como plantar árvores: é imprescindível, é fundamental pra combater a crise ambiental: é algo que todo mundo pode fazer, todo mundo pode plantar árvores, e é algo que se você começou, não consegue parar mais!”

Depois de algumas manifestações da plateia, Ricardo Guimarães sugeriu um ritual, lembrando que “quando a gente vê uma coisa que agrada muito, que dá um eco de união, de integração, de coalizão dentro, a gente bate palmas”; e propôs que a plateia ficasse de pé para “acordar com palmas uma alma que dê vida a esse movimento”. E assim se deu o ritual de lançamento da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

 

Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura Enviado em 11/06/15

Parte 1: Contexto e atuação da Coalizão 1. O que nos agrega Somos uma coalizão formada por associações empresariais, empresas, organizações da sociedade civil e indivíduos interessados em contribuir para a promoção de uma nova economia de baixo carbono, competitiva, responsável e inclusiva, e para maior sinergia entre as agendas de proteção, conservação e uso sustentável das florestas, agricultura e mitigação e adaptação às mudanças climáticas. 2.

Visão Entendemos que o estímulo a agricultura, pecuária e economia de base florestal competitivas, pujantes e sustentáveis, que simultaneamente garantam a proteção, manejo, restauração e plantio de florestas, assegurem a disponibilidade de água, a conservação de ecossistemas e os serviços ambientais, é uma contribuição fundamental para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa do Brasil, fortalecer a resiliência e viabilizar a adaptação do país às mudanças climáticas, e para promover o desenvolvimento em bases sustentáveis. Por isso nos unimos numa coalizão multissetorial para promover e propor políticas públicas, ações e mecanismos financeiro/econômicos para o estímulo a agricultura, pecuária e economia florestal que impulsionem o Brasil para liderança global da economia sustentável e de baixo carbono, gerando prosperidade para todos, com inclusão social, geração de emprego e renda. A aspiração desta Coalizão é que o desenvolvimento dessa nova economia, com bases sustentáveis, que depende do cumprimento da legislação relativa a mudanças climáticas e do uso do solo, poderá transformar os desafios em oportunidades e alcançar avanços concretos para agenda de clima, florestas e agricultura no Brasil, contribuindo para:  Reduzir as emissões brasileiras de gases de efeito estufa de forma a garantir que, a partir de 2020, a emissão per capita seja sempre menor ou igual à média global e o Brasil trilhe o caminho para zerar as emissões líquidas o mais cedo possível.  Promover a restauração e/ou recuperação todas as áreas de preservação permanente e reserva legal de acordo com a legislação vigente.  Desenvolver plantios florestais econômicos em áreas degradadas, criando uma oferta de produtos florestais para o uso nas diversas cadeias produtivas, inclusive como forma a reduzir a pressão sobre as florestas nativas.  Promover a manutenção da cobertura vegetal nativa brasileira nos diferentes biomas nos níveis atuais e incentivar a restauração de áreas classificadas como prioritárias para conservação da biodiversidade.  Promover a eliminação da perda líquida de cobertura florestal e a manutenção das florestas primárias no Brasil.  Expandir a produção de alimentos, produtos de base florestal e bioenergia de forma competitiva e sustentável, promovendo a recuperação da capacidade de produção de áreas degradadas e a redução das emissões de gases de efeito estufa.  Eliminar o desmatamento e exploração ilegal de florestas no Brasil.  Eliminar das cadeias de produção, comercialização e consumo global produtos oriundos de desmatamento ou exploração ilegal.  Ampliar substancialmente o manejo sustentável das florestas nativas e garantir a rastreabilidade e certificação nas compras públicas e privadas de produtos florestais.  Aumentar de forma expressiva a participação brasileira no mercado global de produtos florestais e de alimentos.  Massificar na agropecuária brasileira as práticas de baixo carbono incluindo: recuperação de pastagens degradadas; integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) e sistemas agroflorestais (SAF); sistema plantio direto (SPD); fixação biológica de nitrogênio (FBN); aproveitamento de biomassa de resíduos agropecuários; tratamento de dejetos animais e intensificação sustentável da produção.  Tornar predominante, na matriz energética nacional, as fontes renováveis e sustentáveis, com vistas a tornar residual a participação de energias fósseis na matriz até 2050.  Implementar mecanismos para valorar e remunerar a manutenção e a ampliação dos serviços ecossistêmicos propiciados pelos ecossistemas naturais e florestas, incluindo as boas práticas agrossilvopastoris, para além dos mecanismos de pagamento por carbono, que precisam ser aperfeiçoados e incrementados.  Garantir a qualidade, tempestividade e total transparência dos dados da implementação das políticas de clima, floresta e agricultura e seus instrumentos de monitoramento e gestão (por exemplo, Cadastro Ambiental Rural, Programa de Regularização Ambiental, plano de manejo florestal sustentável, financiamento, desmatamento, emissões).  Fortalecer a rede de unidades de conservação em âmbito nacional e a efetiva implementação das unidades de conservação já criadas.  Assegurar que a transição para a sustentabilidade e a economia de baixo carbono nas florestas e na agricultura se dê de forma a promover ordenamento fundiário, inclusão, diálogo e proteção social das comunidades que formam a população brasileira, geração de novos empregos, aumento da geração de renda, manutenção e ampliação de direitos, qualificação e requalificação de trabalhadores e produtores rurais. A efetiva implementação do Código Florestal e da Política Nacional de Mudanças Climáticas bem como a valorização da agropecuária sustentável e da floresta em pé são exemplos de elementos essenciais deste esforço coletivo. 3. Contexto Mudanças climáticas são, se não o maior, um dos maiores desafios da Humanidade, e certamente o mais abrangente. Somos todos impactados pelo fenômeno e seu enfrentamento só é possível com a participação de toda a sociedade. Segundo o IPCC – o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, para termos chances razoáveis de conter o aumento da temperatura média global em 2° C em relação à era pré-industrial, devemos reduzir significativamente as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) nas próximas décadas e buscar zerá-las o mais cedo possível. Em 2015, os países membros da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Convenção do Clima) buscarão alcançar um novo acordo climático global, mais ambicioso e efetivo, para que o limite de 2° C seja garantido. Diversos segmentos empresariais e da sociedade civil estão assumindo compromissos e cobrando ação dos governos, mobilizando recursos e implementando ações em todo o mundo. 4. O papel das florestas e da agricultura As florestas têm uma profunda relação com as mudanças climáticas. O desmatamento, a degradação e a perda de cobertura florestal respondem por cerca de 10% das emissões globais de GEE. As florestas são a maior fonte terrestre de armazenamento e captura de carbono da atmosfera, além de cumprir função estratégica no ciclo hidrológico e para o equilíbrio do clima. A conservação, o manejo, a restauração e o plantio de árvores para recuperação de áreas e para fins comerciais são a maneira mais eficiente de realizar o sequestro e estocagem de carbono. As atividades econômicas ligadas à cadeia de produtos florestais, quando apoiadas em manejo florestal sustentável e plantios florestais, são parte fundamental da Economia de Baixo Carbono. A agricultura, por sua vez, é um setor com grande potencial para contribuir com a redução das emissões, pois, quando realizada em condições de baixa eficiência, também contribui de forma considerável para a emissão de GEE. Ao mesmo tempo, é um dos setores mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, cada vez mais evidentes. Combater as emissões do setor demanda a realização de novas políticas e grandes investimentos para o aprimoramento das técnicas produtivas com intensificação da produção, que contribuam para aumentar a competitividade e eficiência da atividade agrícola/agropecuária brasileira. A pecuária realizada através de práticas adequadas de manejo se traduz em oportunidade importante para redução de emissões, com ganhos de eficiência na produção. Do mesmo modo, a fixação biológica de nitrogênio, e outras boas práticas de manejo do solo, que avançaram muito nos últimos anos, podem promover uma redução expressiva da necessidade de aplicação de fertilizantes, reduzindo emissões. Com a implementação de políticas que tornem mais eficiente o uso do solo, fomentem a inovação tecnológica e a adoção de boas práticas produtivas, a agricultura pode tornar-se importante consumidora de
carbono e fornecedora de uma série de serviços ecossistêmicos. 5. Contexto brasileiro O Brasil está entre as maiores economias do mundo e é um dos principais países com importante potencial na redução das emissões dos gases de efeito estufa no planeta. As emissões por desmatamento, que representaram 65% do total das emissões brasileiras em 2005, caíram expressivamente na última década. A mudança do uso da terra, porém, ainda é a maior fonte de emissões brutas no Brasil, seguida do consumo energético, da atividade agropecuária e dos processos industriais. Floresta O Brasil possui a segunda maior área florestal do mundo. Nosso país é um dos líderes globais em tecnologia florestal, tanto de manejo de floresta tropical como de plantações florestais para fins industriais. O Brasil desempenha importante papel na produção de fibras, madeira e energia oriundas de florestas de rápido crescimento. Apesar de produzirmos cerca de 8% da madeira em toras para uso industrial, ocupamos menos de 3% do mercado global de produtos florestais, concentrado especialmente em celulose de fibra curta. A economia de base florestal de espécies nativas não ganhou vulto e necessita de políticas para sua viabilização. O aumento em larga escala na disponibilidade de produtos florestais, por meio de manejo florestal sustentável de nativas e plantações florestais, é elemento fundamental para evitar pressões adicionais por desmatamento e degradação florestal e incrementar o uso de produtos ou insumos renováveis de base florestal em diversas cadeias produtivas, ao invés de materiais de base fóssil ou não renovável. Os 12% das florestas do planeta que se encontram no Brasil representam o maior estoque de biomassa (portanto, carbono) do mundo. Temos o maior território em áreas protegidas do planeta. Por outro lado, nossas áreas protegidas carecem, na sua grande maioria, de efetiva proteção e implementação. O Brasil tem um precioso ativo: aproximadamente 60% do território nacional ainda é recoberto por florestas e vegetação nativa. Agropecuária Diferentes estudos apontam que uma parte significativa do aumento da produção de alimentos necessária no mundo deverá vir do Brasil até meados do século. Para que isso aconteça de forma sustentável, é necessário que esse crescimento seja embasado na conversão de áreas degradadas ou intensificação da atividade sem a necessidade de conversão de áreas de florestas e vegetação nativa, sendo imprescindível o aumento significativo da produtividade das áreas, aplicando tecnologias de baixo carbono e adaptando as culturas às mudanças climáticas. O Brasil possui pelo menos 20 milhões de hectares de áreas a serem restauradas ou reflorestadas. A adequação final de todo o setor agrícola ao Código Florestal brasileiro e as provisões de reserva legal e áreas de preservação permanente previstas na legislação implicarão em significativa captura de carbono. Outra particularidade da atividade rural brasileira é a produção em escala de biocombustíveis, bioeletricidade e, em menor escala, de polímeros (plásticos) a partir de biomassa, uma alternativa viável para os combustíveis fósseis. A expansão do setor no Brasil não tem prejudicado a produção de alimentos. Entretanto, a participação do etanol no mercado de combustíveis tem caído ao longo dos últimos anos e sua retomada é fundamental, pois garante participação da energia renovável em nossa matriz energética. É nesse contexto que se insere a Coalizão, para engajar diversos setores da economia nacional no rumo a uma economia competitiva de base florestal e agrícola que leve a um modelo de desenvolvimento neutro em emissões de carbono gerando renda e inclusão social. 6. Nosso compromisso Os participantes da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura comprometem-se a:  Organizar-se e operar de forma multissetorial e multidisciplinar, mantendo-se abertos a novas adesões e contribuições.  Buscar convergências e usar a divergência como via para avançar e construir soluções.  Promover a transparência na sistematização e disseminação de informações sobre florestas, agropecuária e clima.  Levar à sociedade e ao governo propostas concretas, claras e transparentes, para avançar nas agendas de clima, agropecuária e florestas, indicando de forma objetiva como cada setor pode contribuir para sua efetivação.  Interagir e somar esforços com outras iniciativas nas áreas de clima, florestas e agricultura, no Brasil e internacionalmente. 7. Frentes de Atuação A Coalizão se estruturará e construirá propostas visando a influenciar tomadas de decisão em duas frentes de atuação complementares1 :  Agenda Clima 2015.  Agenda Desenvolvimento Sustentável e de Baixo Carbono para o Brasil 2015-2030. Agenda Clima 2015  Apresentamos, na Parte 2 deste documento, nossa proposta de diretrizes para as “contribuições nacionalmente determinadas” (INDC, no acrônimo em inglês) do Brasil compatível com o limite de 2 o C de aumento global de temperatura [segundo o IPCC, as chances de atingir esse objetivo são maiores de 50% se as emissões globais entre 2012 e 2100 forem limitadas a 1.000 GtCO2e].  Propor a contribuição dos setores florestal e agropecuário para atingir o INDC brasileiro e as medidas necessárias para sua efetiva implementação.  Elaborar proposta de elementos críticos para a formação de uma posição brasileira ambiciosa para o novo acordo climático global. Agenda de Desenvolvimento Sustentável e de Baixo Carbono 2015-2030  Estabelecer uma proposta de agenda de compromissos, e propostas de instrumentos e ações de políticas públicas para alcançar nossa visão (ver item 2 acima).  Desenvolver, implementar e disseminar modelos reais e demonstrativos de economia florestal e agrícola sustentável.  Identificar, compreender e apresentar soluções para superar os obstáculos para implementação da agenda de desenvolvimento sustentável de baixo carbono 2015- 2030.  Mobilizar recursos para que essa agenda possa ser efetivamente cumprida. 1 Este documento ainda não incorpora propostas relacionadas às questões de adaptação. Esse desdobramento será realizado em um segundo momento. Parte 2: Contribuição para formulação do INDC Brasil 1. Introdução No âmbito da Convenção do Clima, estão em andamento negociações sobre um novo acordo global, a serem finalizadas em 2015, para entrada em vigor a partir de 2020, conforme mandato definido na “Plataforma de Durban”, durante a 17ª Conferência das Partes da Convençao (COP-17). A partir da COP-19, realizada em Varsóvia, os países se comprometeram a intensificar as preparações domésticas para definir as suas INDCs a comunicá-las antes de 1º de outubro de 2015 – e, se possível, ainda no primeiro semestre -, de modo a permitir a análise do impacto conjunto das contribuições de mitigação dos diferentes países antes da COP-21, que será relizada no final deste ano em Paris. Em geral, as INDC representam a intenção de contribuição de cada país ao esforço global de combate à mudança do clima e devem ter papel central na implementação de um novo acordo2 . Nesse contexto, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura apresenta sua contribuição para o processo de elaboração da INDC brasileira. Para tanto, foram considerados diversos elementos, sobretudo o potencial de mitigação dos setores representados, de maneira alinhada à competitividade da inserção do Brasil em uma nova economia global, cujo estabelecimento é essencial para combater a mudança do clima e garantir o desenvolvimento justo e sustentável. 2. Princípios e natureza da contribuição À medida que as ações da Coalizão englobam três áreas temáticas (clima, florestas e agricultura), a proposta contempla visão e elementos gerais para a INDC brasileira, bem como o papel dos setores florestal e agrícola para a sua a viabilização. Os quatro princípios dispostos abaixo foram tomados como base para o desenvovimento do trabalho: Estabelecer a visão de
longo prazo sobre emissões globais, levando em conta as recomendações do 5º Relatório de Avaliação do IPCC e o objetivo de limitar o aumento de temperatura média global em 2 o C (em outras palavras, o cenário requerido pela ciência). Definir o conceito/critério de porção justa do Brasil no esforço global necessário para atingir a redução de emissões necessária no longo prazo, levando em consideração as responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Propor a base lógica de um nível de ambição de redução de emissões para o Brasil compatível com a porção justa e que seja inspiradora, mobilizadora, desafiadora e alcançável. 2 Paragrafo 14 da Decisão. 01/CP.20. http://unfccc.int/files/meetings/lima_dec_2014/application/pdf/auv_cop20_lima_call_for_climate_action.pdf. Propor mecanismos, elementos e incentivos que viabilizem os princípios e compromissos a serem assumidos pela Coalizão e pelo Brasil, incluindo a valorização econômica real de serviços ecossistêmicos, do carbono e de produtos brasileiros renováveis ou menos intensivos em emissões. 3. Visão de longo prazo das emissões globais Na COP-15, foi acordado o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global em 2 o C. Segundo o 5º Relatório do IPCC, para termos dois terços de chance de limitar o crescimento de temperatura em 2 o C até o final do século, a concentração de GEE na atmosfera não deve ultrapassar 450 ppm (variando entre 430 e 480 ppm). Os cenários mais seguros projetados pelo IPCC, entre 430 e 480 ppm, estão associados a reduções de emissões estimadas na faixa de 41% a 72% dos níveis de 2010 até 2050 e de 78% a 118% até 2100 (vide Anexo 1 – Tabela 1, SPM, IPCC3 ). Em geral, uma redução de emissões menor até 2050 implica esforço muito maior na segunda parte do século, considerando inclusive a necessidade de emissões negativas mandatórias em relação a 2010 (de até 118%), o que é extremamente difícil e pode gerar impactos econômicos altamente negativos. Por outro lado, esforços de reduções maiores até 2050 aumentam substantivamente as chances de se alcançar os 2º C até o fim do século. Ainda segundo o IPCC, será necessário limitar as emissões globais acumuladas em aproximadamente 1.000 GtCO2e no período de 2012 a 2100. Portanto, caso os níveis atuais de emissão global sejam mantidos (pouco mais de 50 GtCO2e/ano), em menos de 20 anos já teremos alcançado esse limite, o que indica a necessidade de ações urgentes. Assim, para maximizar as chances de limitar o aumento médio da temperatura em no máximo 2º C, é fundamental aproximar os esforços de mitigação global às faixas superiores requeridas pela ciência, o mais rápido possível. 4. Porção justa de contribuição do Brasil para mitigação Considerando as conclusões do IPCC, acima expostas, as emisssões mundiais anuais até 2050 precisam cair de quase 50 GtCO2e para a faixa de 30 a 15 GtCO2e. Considerando que a população global atual de 7,2 bilhões deve chegar a 9,6 bilhões de pessoas4 em 2050, a redução nas emissões per capita precisa sair do atual valor de 7 tCO2e/habitante para a faixa de 3 a 1,5 tCO2e/hab, sendo que a maximização das chances de estabilizar o aumento da temperatura em 2 o C está diretamente relacionada ao alcance das faixas máximas de redução de emissões previstas pelo IPCC. 3 Relatório Síntese – Sumário para Formuladores de Políticas Públicas: http://www.ipcc.ch/pdf/assessmentreport/ar5/syr/AR5_SYR_FINAL_SPM.pdf. 4 http://www.unric.org/pt/actualidade/31160-relatorio-das-nacoes-unidas-estima-que-a-populacao-mundial-alcance-os-96- mil-milhoes-em-2050-. A população brasileira em 2010 era de 190 milhões de habitantes, segundo o IBGE, que projeta uma população de 226 milhões de habitantes em 2050 (já então declinante e equivalente a aproximadamente 3% da população mundial). A média de emissão per capita do Brasil atualmente está entre 6 e 7 tCO2e/hab, portanto próxima à média global. Como o índice de emissões per capita envolve discrepâncias em relação a níveis de desenvolvimento socioeconômico, é justo que países menos desenvolvidos estejam sujeitos a menores exigências em termos de esforços de reduções de emissões e que tenham mais oportunidades de usar mecanismos de apoio, e que aos países desenvolvidos seja aplicado maior rigor em termos de mitigação. Assim, considerando o Brasil um país de renda média e recursos naturais abundantes, que, por um lado, tem baseado seu desenvolvimento em uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, mas que, por outro lado, enfrenta pressões para alterações em sua matriz e já passou por períodos de emissões per capita significativamente maiores que a média global, sobretudo em função do desmatamento, seria razoável que o país se esforçasse para chegar em 2050, pelo menos, em consonância com as emissões médias per capita em nível global. 5. Nível de ambição de redução de emissões para o Brasil Considerando o cenário de mudança do clima e de mitigação exposto acima, o Brasil pode ter amplas possibilidades de alavancar seus ativos de capital natural em uma nova economia de zero carbono, que terá que ser estabelecida o mais cedo possível, ainda neste século. Nesse contexto, propomos que o país assuma um INDC com as seguintes características:  Expresse uma redução efetiva de emissões para toda a economia já no primeiro período de compromisso do novo acordo.  Expresse um aumento efetivo de remoções de GEE, de maneira clara e consistente com os potenciais brasileiros dos diferentes segmentos, incluindo remoções nas áreas florestal e agropecuária.  Expresse o compromisso de longo prazo do país em zerar as suas emissões líquidas conforme requerido pela ciência, no âmbito do cenário de 450 ppm do IPCC.  Expresse o compromisso de manter as emissões per capita menores que a média global a partir de 2020.  Expresse o entendimento de que, para o Brasil alcançar os objetivos previstos neste documento, o alcance dos níveis máximos de ambição do país é proporcional aos níveis máximos de implementação dos seguintes pressupostos: a. Acesso a políticas e incentivos econômicos reais, em níveis nacional e internacional, capazes de viabilizar o cumprimento de seus compromissos e de fazer com que a inserção do Brasil em arranjos globais se converta em oportunidade de aumentar a competitividade do país. b. Implementação de iniciativas nacionais e internacionais de precificação do carbono. c. As principais economias emergentes, atualmente fora do Anexo 1, devem ter, no mínimo, compromissos e objetivos similares, inclusive no longo prazo. d. Os países que atualmente integram o Anexo 1 assumam o compromisso de zerar suas emissões líquidas em meados do século. Uma INDC brasileira com essas características contribuiria de forma inequívoca com o objetivo global de reduzir expressivamente as emissões para limitar o aumento da temperatura global em até 2° C ou menos. 6. Como os setores florestal e agrícola podem contribuir para a INDC do Brasil Dadas as características das emissões brasileiras e as oportunidades de se aliar mitigação e competitividade, uma redução expressiva das emissões é possível, no contexto exposto acima e considerando os potenciais mecanismos de apoio. O Setor de Uso da Terra, que inclui as atividades florestais e agropecuárias, representa quase dois terços das emissões brutas brasileiras de GEE (ou pouco mais da metade das emissões líquidas), mas possui grande potencial para reduzir emissões e promover a remoção de gases de efeito estufa, inclusive em diferentes cadeias produtivas, pelo uso de produtos de base renovável. A seguir, são identificadas algumas das principais medidas no setor florestal e agrícola para redução direta ou indireta das emissões e ampliação das remoções:  Reduzir o desmatamento e a degradação florestal;  Incentivar o manejo florestal sustentável;  Incentivar o reflorestamento para fins econômicos e restauração florestal;  Incentivar a redução do
uso do fogo;  Eliminar uso de lenha e carvão vegetal de desmatamento e substituir por madeira de reflorestamento ou manejo florestal sustentável;  Estimular o maior uso de carvão vegetal renovável;  Melhorar o processo de carbonização da madeira e promover o aproveitamento de coprodutos (alcatrão e cogeração de energia);  Incentivar a produção e uso de biocombustíveis;  Incentivar a recuperação e a rotação de pastagem;  Aumentar a precocidade do rebanho;  Incentivar o plantio direto;  Incentivar a integração lavoura-pecuária-floresta, os sistemas agroflorestais e outros sistemas que favoreçam a intensificação da pecuária;  Incentivar a fixação biológica de nitrogênio;  Incentivar o tratamento de dejetos animais;  Incentivar as termoelétricas movidas à biomassa. Para potencializar as oportunidades de contribuição do setor florestal e agrícola para a redução de emissões brasileiras de GEE, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura propõe um conjunto de iniciativas, a serem implementadas pelo setor público, empresarial e sociedade civil organizada, que podem ser encontradas mais à frente neste documento. Parte 3 – Propostas para a agenda brasileira de mudanças climáticas, em nível nacional e internacional. Em consonância com a visão, apresentada no início deste documento, e com o objetivo de contribuir para a viabilização das sugestões para a INDC do Brasil e para o debate de uma agenda brasileira de mitigação, em sinergia com a proteção, conservação e uso sustentável das florestas e a agricultura sustentável, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formulou 17 propostas, apresentadas a seguir, que poderão ser mais detalhadas ao longo dos próximos meses. É importante ressaltar que, por enquanto, o trabalho contemplou somente temas de mitigação. A agenda de adaptação será desenvolvida mais adiante. As propostas estão divididas em dois recortes. O primeiro refere-se a aspectos predominantemente transversais, que incluem itens de cunho legal e institucional (Propostas 1 a 5) e propostas sobre mecanismos de valorização do carbono e serviços ecossistêmicos (6 a 8). O segundo recorte trata de aspectos predominantemente temáticos, considerando propostas específicas para os setores florestal e agropecuário (9 a 17). Considerando que o clima é um bem público global e, portanto, que existe relação direta do tema com políticas públicas e elementos regulatórios em nível nacional e internacional, boa parte das propostas se referem a ações que envolvem diferentes níveis de atuação do poder público e de governança. Nesse contexto, com frequência, as propostas refletem demandas específicas para atuação governamental, no âmbito da política doméstica e da política externa. Não obstante, deve-se ressaltar que as diversas organizações que compõem esta Coalizão se comprometem em atuar para facilitar a implementação das referidas propostas e a implementá-las ou promovê-las diretamente, sempre que forem aplicáveis às suas respectivas esferas de atuação. Portanto, a Coalizão quer participar das soluções e se compromete em atuar de maneira conjunta com o poder público para implementar e viabilizar as propostas, de acordo com as suas respectivas capacidades e competências institucionais, em fóruns nacionais e internacionais. Eixo Legal/Institucional Implementação do Código Florestal, regularização fundiária e cooperação internacional: Proposta 1: Estabelecer procedimentos para garantir a implementação do CAR até 2016 e definição dos PRA até 2018, em 100% do território nacional. Proposta 2: Promover ampla transparência dos dados, cadastros e sistemas de informações relacionados aos aspectos ambientais e fundiários do uso da terra. Proposta 3: Unificar todos os diferentes cadastros relacionados ao uso da terra no país, em um cadastro federal integrado. Proposta 4: Criar plano de regularização fundiária e ordenamento territorial até 2016, para solucionar conflitos decorrentes da sobreposição de direitos sobre propriedade e uso da terra até 2030. Proposta 5: Estabelecer programa de cooperação sul-sul para a difusão e compartilhamento de tecnologias brasileiras nas áreas florestal e agrícola. Mecanismos de valorização do carbono e serviços ecossistêmicos: Proposta 6: Dar escala e garantia de liquidez aos mecanismos existentes de valorização do carbono. Proposta 7: Criar mecanismo regulatório de valorização econômica direta de energia e produtos renováveis, por meio da demanda atrelada à produção de base não renovável. Proposta 8: Implantar mecanismo global de pagamento anual pelos serviços ecossistêmicos de biomas brasileiros. Eixo florestal e agrícola Combate ao desmatamento, incremento de estoques florestais e agricultura de baixo carbono: Proposta 9: Produzir mapa anual de uso e cobertura da terra no Brasil. Proposta 10: Produzir relatório anual de desmatamento. Proposta 11: Aumentar as sanções, em nível econômico, fundiário e criminal a agentes que promovam ou permitam o desmatamento ilegal em toda ou em parte de suas propriedades. Proposta 12: Criar mecanismos para valorizar as boas práticas e a regularidade ambiental. Proposta 13: Promover o incremento em larga escala de estoques florestais para múltiplos usos. Proposta 14: Aumentar em 10 vezes a área de manejo florestal sustentável rastreada no Brasil, até 2030, e coibir a ilegalidade de produtos florestais madeireiros provenientes de florestas nativas. Proposta 15: Desenvolver projeto pré-competitivo de desenvolvimento da silvicultura de espécies arbóreas nativas do Brasil. Proposta 16: Tornar a agropecuária de baixo carbono majoritária em todo o Brasil. Proposta 17: Estabelecer padronização global de biocombustíveis e promover uma política nacional de valorização da produção de biocombustíveis e bioenergia. Eixo Legal/Institucional: Implementação do Código Florestal, regularização fundiária e cooperação internacional: Proposta 1: Estabelecer procedimentos para garantir a implementação do CAR até 2016 e definição de PRA até 2018, em 100% do território nacional. Ações estratégicas incluem: a. Garantir atuação em todos os estados e estabelecer forças-tarefa de implementação em regiões críticas. b. Regulamentar, de forma participativa, os Planos de Recuperação Ambiental (PRA) em todos os estados até 2016. c. Elaborar guia de preparação dos planos de recuperação ambiental. d. Produzir uma campanha nacional, envolvendo organizações governamentais, privadas e da sociedade civil organizada, para estimular e facilitar a adesão ao CAR e ao PRA, incluindo ações corporativas locais e o uso de tempo público de TV, bem como as inserções institucionais de interesse público, com o objetivo de massificar a campanha. Proposta 2: Promover ampla transparência dos dados, cadastros e sistemas de informações relacionados aos aspectos ambientais e fundiários do uso da terra. Ações estratégicas incluem: a. Garantir acesso integral e via internet aos dados de CAR e PRA, incluindo permissão de acesso à localização a partir de mapas e disponibilização de dados para análise (dados de área, município, tipo de propriedade etc.), com o devido resguardo de sigilo/privacidade nos termos da lei. b. Instituir e dar transparência ao sistema público de registro e transação dos mecanismos de compensação de reserva legal. c. Assegurar o monitoramento da execução das ações de mitigação nos setores agropecuário e florestal, com ampla publicidade dos respectivos resultados. d. Aproveitar os dados de monitoramento para aprimorar sistemas de inventário de emissões líquidas de GEE em nível nacional e estadual. Proposta 3: Unificar todos os diferentes cadastros relacionados ao uso da terra no país, em um cadastro federal integrado. Características: a. Permitir acesso público. b. Contemplar os cadastros de todos os órgãos governamentais de todas as esferas. c. Contemplar todas as terras públicas ou privadas, conforme aplicável. d. Aprovei
tar os dados e mapeamentos de natureza ambiental de registros públicos eletrônicos. Proposta 4: Criar plano de regularização fundiária e ordenamento territorial até 2016, para solucionar conflitos decorrentes da sobreposição de direitos sobre propriedade e uso da terra até 2030. Ações estratégicas devem assegurar: a. Que sejam dedicados recursos orçamentários adequados à elaboração do plano e ao cumprimento de cronograma de implementação. b. O direito de propriedade e o respeito ao Estado de Direto, em estrita observância à legislação nacional. c. Os direitos territoriais das populações indígenas e comunidades tradicionais. d. Implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc). e. A regularização ambiental e fundiária dos assentamentos de reforma agrária. f. A regulamentação legislativa de condicionantes à concessão da posse territorial. g. A tramitação acelerada de processos de titulação de posses legítimas e de resolução de conflitos fundiários. h. O combate à grilagem de terras. Proposta 5: Estabelecer programa de cooperação sul-sul para a difusão e compartilhamento de tecnologias brasileiras nas áreas florestal e agrícola Áreas temáticas e características: a. Monitoramento, gestão e uso sustentável de florestas tropicais. b. Recuperação de áreas degradadas. c. Eficiência de práticas agropecuárias e otimização do uso do solo. d. Eficiência e uso de biomassa florestal, inclusive carvão vegetal, como fonte de energia e produtos renováveis. e. Difusão internacional de boas práticas e critérios de gestão socioambiental em atividades de produção baseadas no uso da terra. f. Incentivos econômicos e institucionais para sustentar a cooperação. Mecanismos de valorização econômica do carbono e serviços ecossistêmicos Proposta 6: Dar escala e garantia de liquidez aos mecanismos existentes de valorização do carbono. a. Criar nível de referência para incremento de estoques florestais no Brasil, no âmbito de estratégia nacional de REDD+, para que o mecanismo também possa ser aproveitado para a recuperação de áreas degradadas, APP, RL e outras, e para expansão de oferta de madeira renovável por manejo ou plantios. b. Ampliar o escopo, a captação e a celeridade de execução do Fundo Amazônia, com base nas seguintes medidas: (i) captar os recursos para todas as remoções verificadas; (ii) incorporar o aumento de estoques nos limites de captação de recursos; e (iii) incorporar todos os biomas brasileiros, tanto para demonstração de remoções quanto para captação dos recursos. c. Elaborar Programas de Atividade (PoA) no âmbito do MDL, em nível estatual e nacional, ou qualquer mecanismo que possa substituí-lo no futuro, com o propósito de incentivar o reflorestamento para múltiplos usos em larga escala. d. Aperfeiçoar a regulamentação internacional, com o objetivo de diferenciar colheita e desmatamento, e melhorar os critérios de elegibilidade do MDL e contabilização em inventários nacionais. e. Elaborar proposta de tratamento alternativo da questão da não permanência de créditos florestais, para fins do MDL, no âmbito das discussões em andamento na UNFCCC, com o objetivo de tornar mais justo o valor de remoções antrópicas e adicionais. e. Estimular políticas e mecanismos, que garantam liquidez de ativos de carbono, no âmbito do MDL ou outros instrumentos de mercado, por meio de sistemas de garantia de compra a preços mínimos por tCO2e, com efeito fiscal sustentável. f. Acelerar a aprovação e a implementação da Estratégia Nacional de REDD+, considerando as propostas acima e as contribuições apresentadas pelos diversos segmentos da sociedade no processo de consulta pública. g. Instituir o mecanismo já previsto na Lei de Política Nacional de Mudanças Climáticas do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE). Proposta 7: Criar mecanismo regulatório de valorização econômica direta de energia e produtos renováveis, por meio da demanda atrelada à produção de base não renovável. Criação de um Novo Mecanismo de Mercado (NMM): a. Determinação de metas de renovabilidade para a matriz energética e cadeias produtivas, que poderão ser cumpridas por ações próprias ou pela aquisição, por produtores de combustíveis fósseis, de certificados lastreados na produção de energia ou produtos de base renovável, em nível global. b. Criação de comissão de especialistas, para propor modalidades e procedimentos para o mecanismo e regulamentá-lo, incluindo critérios de elegibilidade de fontes e produtos renováveis, fatores de renovabilidade ou estocagem de carbono aplicáveis (com base na comprovação de renovabilidade a priori), mecanismos de custódia e verificação. c. Propor esse instrumento como um Novo Mecanismo de Mercado no âmbito da UNFCCC. d. Aproveitar a experiência de mecanismos semelhantes já implementados em diferentes países. e. Outros instrumentos: f. Considerar a intensidade de GEE e renovabilidade de diferentes produtos em esforços de ajustes fiscais ou na geração de incentivos fiscais, inclusive em medidas anticíclicas. g. Estabelecer programa para eliminação de subsídios a fontes fósseis ou não renováveis, com o redirecionamento gradual de incentivos a fontes renováveis ou menos intensivas em GEE, evitando incentivos perversos para investimentos de longo prazo. h. Reduzir substancialmente o custo de capital de instrumentos de financiamento público, inclusive do BNDES, para investimentos que promovam remoções ou menores emissões de GEE, e criar incentivos para que o mesmo ocorra no sistema de financiamento privado. Proposta 8: Implantar mecanismo global de pagamento anual pelos serviços ecossistêmicos de biomas brasileiros. Características: a. Mecanismo global aplicável a todos os tipos de serviços ecossistêmicos no planeta, baseado no pagamento por resultados diretamente aos responsáveis pela manutenção das áreas, sejam agentes públicos, pessoas jurídicas ou pessoas físicas. b. Estabelecimento de painel mundial de especialistas, com o mandato de fixar os valores anuais médios a serem pagos por hectare, critérios de diferenciação de áreas e valores, bem como critérios simplificados de reconhecimento de resultados, com base nos princípios elencados nesta proposta. c. Para definição dos valores médios a serem pagos por hectare podem ser levados em consideração critérios simplificados e de fácil entendimento e checagem como: i. escala das áreas; ii. estrutura de propriedade (áreas públicas, privadas ou de comunidades); iii. tipo de estoques (florestas nativas tropicais, temperadas e florestas plantadas); iv. nível de vulnerabilidade (hotspots, áreas ameaçadas); v. contribuição para o desenvolvimento sustentável. d. Implementar uma Green Tobin Tax, com base em adaptação da ideia original da Tobin Tax, a ser aplicada sobre os fluxos financeiros internacionais, como fonte de recursos estratégica para a implementação do mecanismo, que poderá ser combinada com outros tipos de recursos. Eixo florestal e agrícola Combate ao desmatamento, incremento de estoques florestais e agricultura de baixo carbono: Proposta 9: Produzir mapa anual de uso e cobertura da terra no Brasil. a. Incluir todo o território nacional, identificando desmatamento, regeneração, reflorestamento, cultivos e outros tipos de uso da terra, em escala apropriada para entender dinâmica em nível de propriedade. Proposta 10: Produzir relatório anual de desmatamento. Esse relatório deverá incluir: a. Identificação das áreas desmatadas, incluindo o status de legalidade de cada área. Medidas corretivas e punitivas adotadas visando à recuperação das áreas. b. Autorizações emitidas para desmatamento em nível nacional. c. Processos administrativos e judiciais iniciados ou em andamento, inclusive áreas embargadas. Estender o Projeto de Monitoramento de Desmatamento por Satélite (Prodes) e o Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), atualmente desenvolvidos pelo Inpe na Amazônia, para todos os demais biomas. Proposta 11: Aumen
tar as sanções, em nível econômico, fundiário e criminal a agentes que promovam ou permitam o desmatamento ilegal em toda ou em parte de suas propriedades. Considerar os seguintes elementos: a. Nenhuma regularização fundiária poderá ser feita a favor de proprietários que estejam de posse ou possuam o domínio de áreas ilegalmente desmatadas, que não tenham sido regularizadas no âmbito do CAR, do PRA e dos Termos de Compromisso, levando-se em conta os prazos acordados com os órgãos ambientais. b. Estabelecer multa pecuniária correspondente ao valor do carbono emitido pela conversão ilegal do uso da terra, com sobretaxa aplicável a biomas ameaçados e hot spots. c. Exclusão de acesso a programas sociais e a instrumentos de financiamento ou incentivo público Proposta 12: Criar mecanismos para valorizar as boas práticas e a regularidade ambiental a. Criar cadastro positivo de atividades rurais, reunindo pessoas físicas e jurídicas que comprovem responsabilidade socioambiental, tributária e trabalhista e demais legislações aplicáveis na condução de suas práticas. b. Definir categorias e regulamentar atividades no meio rural passíveis de serem implementadas por ato declaratório. c. Dar eficiência aos processos de análise e autorização de supressão e uso de vegetação nativa àqueles que estiverem em conformidade com a lei. d. Desenvolver mecanismos de financiamento facilitado e incentivado para adequação ao Código Florestal com recomposição da reserva legal e áreas de preservação permanente. Proposta 13: Promover o incremento em larga escala de estoques florestais para múltiplos usos. Ações estratégicas incluem: a. Colocar em recuperação 20 milhões de hectares de áreas de preservação permanente e de reserva legal, até 2030, priorizando APP ao redor de nascentes. b. Desenvolver práticas, métodos e modelos para aumentar o uso econômico sustentável de áreas de reserva legal, conforme permitido pelo Código Florestal. c. Criar iniciativa específica para recuperar a cobertura florestal, atrelada a múltiplos usos, em áreas de recarga dos aquíferos das bacias hidrográficas consideradas estratégicas pelos estados brasileiros. d. Triplicar o estoque de plantios florestais para múltiplos usos, alcançando 20 milhões de hectares, para garantir e aumentar a oferta sustentável de biomassa renovável para diferentes cadeias produtivas, evitando-se a demanda por madeira de desmatamento ilegal e estimulando o uso de produtos renováveis ao invés de fósseis ou não renováveis. e. Maximizar o aproveitamento de mecanismos multilaterais (por exemplo, REDD+ e MDL) na implementação e manutenção de aumento de estoques florestais. Proposta 14: Aumentar em 10 vezes a área de manejo florestal sustentável rastreada no Brasil, até 2030, e coibir a ilegalidade de produtos florestais madeireiros provenientes de florestas nativas. Ações estratégicas incluem: a. Garantir transparência total das autorizações e acompanhamento das operações de manejo de florestas nativas. b. Impor tecnologia de rastreamento por georreferenciamento a todas as cadeias produtivas, baseadas no uso de produtos de florestas nativas manejadas, e o seu respectivo monitoramento e fiscalização, em um prazo máximo de 5 anos. c. Estimular a certificação voluntária pelo FSC ou pelo Cerflor, para os produtos do manejo sustentável de florestas nativas, e adotar um padrão de controle mínimo, semelhante ao de “madeira controlada” nas referidas certificações, para produtos não certificados. d. Imputar a corresponsabilidade a compradores de produtos de base florestal ilegais e não rastreáveis. e. Após 2020, taxar todo produto oferecido ao mercado sem rastreabilidade, em 40% do seu valor estimado de mercado, antes de ser liberado para comercialização. O valor recolhido por essa taxa, em nível estadual, seria usado para desenvolver programas de reintegração sustentável na cadeia produtiva e ajudar na fiscalização da exploração ilegal das florestas. g. Após 2020, todas as compras públicas, diretas e indiretas, e das organizações que façam uso de qualquer tipo de financiamento público, seriam obrigadas a exigir produtos florestais rastreados, da colheita à cadeia de custodia. h. Estimular empresas privadas a exigir produtos florestais rastreados em suas compras. i. Dar preferência de compra a produtos de base florestal certificados pelo FSC e/ou Cerflor, que incluam a garantia de rastreabilidade, em processos licitatórios. Proposta 15: Desenvolver projeto pré-competitivo de desenvolvimento da silvicultura de espécies arbóreas nativas do Brasil. Ações estratégicas incluem: a. Desenvolver projeto de longo prazo com o objetivo de alcançar ganhos de produtividade para as espécies florestais selecionadas, de forma a construir uma robusta economia florestal nativa no futuro, com base no envolvimento das principais universidades públicas com expertise florestal, bem como das empresas de base florestal e do governo, aproveitando a experiência de arranjos institucionais já realizados para o caso das espécies exóticas. c. Gerar incentivos para a participação de empresas e universidades no projeto, em reconhecimento à contrapartida pela contribuição direta ao projeto (seja financeiramente ou por disponibilidade de conhecimento), inclusive por meio da interação com os sistemas nacionais de financiamento público e de ciência e tecnologia. b. Definir metas de longa duração, não menos que 30 anos, para permitir o desenvolvimento em várias gerações e metas de diversidade de espécies envolvidas, cobrindo um leque de regionalidades e objetivos econômicos. Proposta 16: Tornar a agropecuária de baixo carbono majoritária em todo o Brasil. Ações estratégicas incluem: a. Implementar um cronograma que incorpore os critérios de baixo carbono nos diversos instrumentos públicos, incluindo fontes de financiamento e outros incentivos, destinados à agropecuária brasileira, com base nas lições do Plano ABC. b. Assegurar volume de recursos no âmbito do Plano ABC, inclusive em sinergia com outras fontes e mecanismos nacionais e internacionais, para atender à crescente demanda de recuperação de áreas degradadas em áreas agrícolas produtivas, recuperação de áreas de reserva legal e de preservação permanente. c. Aprimorar a metodologia de análise e concessão de crédito do Plano ABC, de forma a facilitar o acesso aos recursos. d. Estabelecer uma estratégia nacional de assistência técnica e extensão rural. e. Conceder atenção especial à implementação de práticas de baixo carbono na agricultura familiar por meio de critérios diferenciados no acesso a recursos e de programas de capacitação que viabilizem a inserção competitiva de pequenos proprietários. f. Desenvolver programas de capacitação baseados na transferência de tecnologia agrícola, visando ao aumento geral de produtividade e à difusão de boas práticas de gestão socioambiental, que possibilitem o acesso a mercados de alto valor agregado, com base em modelos colaborativos entre empresas, governos, cooperativas, comunidades, instituições de pesquisa e organizações não governamentais. g. Implementar programas de estímulo fiscal, tais como doações e patrocínios em projetos ambientais no setor agropecuário e florestal. Proposta 17: Estabelecer padronização global de biocombustíveis e promover uma política nacional de valorização da produção de biocombustíveis e bioenergia. Ações estratégicas incluem: a. Promover o estabelecimento de padrão global para conteúdo mínimo crescente de biocombustíveis nos combustíveis fósseis líquidos, com o objetivo de atingir os padrões Gasolina E-15 e Biodiesel-15 até 2030, baseado no atingimento de níveis intermediários (E- 10 e B-8 até 2020). b. Dar preferência de compra a biocombustíveis com maior potencial de mitigação de emissões de GEE, inclusive aqueles de segunda e terceira geração, como política para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias. c. Definir meta de participação crescente de biocombustíveis e bio
energia (bioetanol, biodiesel, carvão vegetal renovável e os diversos tipos de biomassa) na matriz energética, com base em políticas de longo prazo. d. Promover aumento da produção de bioenergia e bicombustíveis em áreas não aproveitadas e de maneira aliada à recuperação ambiental. Anexo 1 – Propostas a serem encampadas pelas empresas, de forma voluntária e independente de obrigatoriedade legal As empresas signatárias da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura pactuam os seguintes compromissos: 1. Cumprir os prazos de implantação do Código Florestal Brasileiro, especialmente quanto ao CAR e ao compromisso a ser assumido no PRA. 2. Promover o “compliance” com o Código Florestal Brasileiro em sua cadeia de fornecimento. 3. Desmatamento Ilegal Zero em toda a sua cadeia de fornecimento. 4. Desmatamento Líquido Zero em sua cadeia de fornecimento. 5. Nas compras corporativas de produtos de floresas nativas, exigir a comprovação de que a madeira é legalmente controlada ou possui certificação FSC ou Cerflor. Passar a exigir a garantia de rastreabilidade para produtos de manejo florestal sustentável de florestas nativas, assim que esse sistema vier a ser implementado. 6. Promover a elaboração de inventários de emissão de gases de efeito estufa e planos de ação para mitigação dessas emissões.




A Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura lançará no dia 2 de julho três editais, parte de suas ações para a gestão 2015.

 

Os primeiros editais priorizam ações de cultura transversais, mídia livre e redes culturais, e políticas específicas para grupos vulneráveis como o dos povos indígenas.

 

editaisSão editais que sinalizam o compromisso do MinC em apoiar de maneira contínua e descentralizada as iniciativas culturais que estão na base da sociedade brasileira, mas também para as redes, grupos e novos movimentos urbanos.

 

O ato que marca o lançamento contará também com um debate com o Ministro da cultura Juca Ferreira e os secretários Ivana Bentes (Cidadania e Diversidade) e Pola Ribeiro (SAV) sobre a política de fomento à cultura brasileira e os novos desafios políticos do campo da cultura.

 

Os editais de Pontos de Cultura Indígena e de Pontos de Mídia Livre também terão participação da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

 

Participe desse momento, confirme presença no http://on.fb.me/1Jf2KlT




Voleibol Adaptado Feminino de Itapetininga entre os melhores da Liga Regional

Mantendo um bom desempenho dentro da competição, a equipe itapetiningana de Voleibol Adaptado Feminino está posicionada entre as melhores no Campeonato LVSR Copa Regional.

Itapetininga Volei Adaptado 70 anos -As duas categorias, 60 anos e 70 anos, ocupam a segunda colocação com 15 pontos ganhos, enquanto Sorocaba lidera com 20 pontos.

Sob o comando do técnico José Nunes Junior, as atletas Marta Lotfi, Sônia Pontes, Elenice, Teresa, Tânia, Noêmia, Creusa Aparecida, Sônia Oliveira, Teresa Bernadete e Selma(60 anos)Therezinha  Affonso, Luisa, Jeane , Rosa, Zélia, Circe, Selita e Venina(70 anos)formam o chamado time-base de cada categoria.

O Campeonato Regional promovido pela Liga de Voleibol de Sorocaba e Região é disputado por representantes das cidades de  Angatuba, Boituva, Cerquilho, Itararé, Itapetininga, Santana do Parnaíba, Sorocaba, Tatuí e Votorantim, entre outras.

A Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura de Itapetininga e o Fundo Social de Solidariedade do Município apoiam e incentivam a prática do Vôlei Adaptado com treinamentos e toda infraestrutura para competições a nível regional e estadual.




Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre as familias ALVES, CARDOSO e TOLEDO

Afrânio Mello: ATENDIMENTOS NÚMEROS 483, 484 E 485

Caro Marcos,

 

Não tenho o arquivo de NOMES de pessoas e sim de SOBRENOMES.

O que posso fazer para ajudá-lo em sua busca de informações e enviar, como faço agora,

o arquivo de três sobrenomes de sua origem, conforme os nomes que me enviou.

ALVES…………………………….. 18 páginas e 01 brasão ;

CARDOSO……………………….  15 páginas e 02 brasões;

TOLEDO………………………….  07 páginas e 02 brasões.

Abaixo um resumo dos arquivos principais.

Espero que, com a remessa dos arquivos, sua árvore genealógica possa dar um boa caminhada.

Como ultima sugestão entre o MYHERITAGE e pesquise os nomes que você tem que o site encontra

os próximos de você que estão registrados no mesmo.

As pessoas tem tido bons resultados.

Um grande abraço.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line

 

 

 

alvesAlves é um sobrenome português de origem patronímica que deriva da abreviatura de Álvares, filho de Álvaro. Só em finais do século XIX se começa a generalizar o seu uso. Inicialmente, os primeiros a utilizar este sobrenome eram conhecidos como “ Fulano Filius Quondam Álvaro” ou “ Fulano filho do senhor Álvaro”, já a segunda geração, ou seja, os netos do senhor Álvaro já utilizavam o nome do avô como sobrenome.

A sua grafia, nomeadamente a partir da abreviatura “Alvz” utilizada em documentos antigos acabou por ser “modernizada” para Alves que se transformou na fórmula mais divulgada, sendo que algumas famílias conservaram a grafia original. As raízes deste sobrenome devem ser procurados na origem dos Álvares. Inclusive o brasão é o mesmo para os dois sobrenomes.

Outros o considera um derivação do baixo latim Alvitici, de Alvituus, e registra-se aluitici, no ano de 1073; e aluitz, no ano de 915 (Antenor Nascentes, Dic., II, 14). Os patronímicos são os apelidos que adotam um sufixo somado a um prenome, que indica sua filiação, por exemplo: Fernandes – significa Filho de Fernando; Henriques – significa “Filho de Henrique” Johnsson – “Filho de João”; Andreiev – “Filho de André”; etc. Não se pode afirmar que duas pessoas que tenham sobrenomes iguais, de características patronímicas, sejam parentes, sem que se esteja devidamente documentado, de sua árvore genealógica, para prová-lo. Portugal: Entre as inúmeras famílias com este sobrenome, de origem distinta, Felgueiras Gayo, em seu Nobiliário das Famílias de Portugal, dedica-se ao estudo dos Alves, de Braga, dando início em Alvaro Annes, natural do lugar da Ribeira, termo da cidadede Braga, que ainda vivia em 1566. Macau: o genealogista Jorge Forjaz, em sua valiosa obra Famílias Macaenses, impressa em 1996, dedicou-se ao estudo desta família, de origem portuguesa, que se estabeleceu, no século XIX,  em Macau [Forjaz – Famílias Macaenses, Vol. I, 163]. Espanha: o genealogista espanhol A. Garcia Carrassa, em sua magnífica obra Enciclopédia Heráldica y Genealógica – Diccionário heráldico-genealógico de apellidos españoles y americanos, impresso entre 1919-1936, dedica-se ao estudo desta família [Carrassa – Enciclopédia, V, 87]. Brasil: Inúmeras foram as famílias com este sobrenome que passaram ao Brasil, no decorrer destes seus quase 500 anos de história. Há em Minas Gerais, uma Família de proprietários rurais, comerciantes e de influentes políticos, tanto de âmbito regional quanto nacional, com este sobrenome. O indivíduo mais antigo que se conhece, até o momento, é Tomás Alves, nascido por volta de 1818. Estes Alves exerceram diversos cargos na administração pública e civil, tanto no império quanto na república. Alguns membros destas famílias exerceram, entre outras, as seguintes funções: advogados, deputados (estadual e federal), Conselheiro do Império, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Senador Republicano, Secretário das Finanças do Governo de Minas Gerais, Ministro da Justiça. Proprietários da fazenda Santa Paula, com 163 hectares, no Município de Matias Barbosa, MG. Seus descendentes fizeram alianças com as seguintes famílias: Horta Barbosa, Tarquínio de Souza, Brito e Cunha, Bocayuva Cunha, entre outras. Ainda, em Minas Gerais, a família de Braz Alves Antunes, Sargento-Mor de um dos regimentos de milícias da antiga Capitania das Minas Gerais. Deixou geração do seu cas. com Luciana Clara de Santa Rosa. Entre os descendentes deste casal, registram-se: I – o filho, Francisco José Alves, professo na Ordem de Cristo, e Capitão-Mor da vila de Barbacena [MG]. Deixou geração do seu cas. com Ana Leonarda Ludovina de Melo e Albuquerque, filha de Antônio José de Melo Pinto da Silva e de Joana Félix da Silva; e II – o neto, Capitão Francisco Maximiano Alves de Melo e Albuquerque, filho do anterior, que teve mercê da Carta de Brasão de Armas – detalhes abaixo. Em São Paulo, entre os mais antigos, com este sobrenome, cita-se Francisco Alves, que foi Juiz Ordinário em 1554e interinamente em 1555. Depois, alcaide e porteiro. Ainda vivia em 1558 (A. Moura, Piratininga, 15). Em Pernambuco, uma das antigas famílias com este sobrenome, procede do Capitão Antônio Alves, nascido por volta de 1696, filho de Luís Alves da Costa e de Francisca de Barros. Neto paterno de Rodrigo Alves e de Maria Quaresma. Foi casado, em Pernambuco, com Mariana (ou Maria) Cavalcanti, pertencendo a família Cavalcanti (v.s.), uma das mais importantes e tradicionais de Pernambuco (Borges da Fonseca, Nobiliarchia, I, 30). Sobrenome de inúmera famílias estabelecidas na Cidade do Rio de Janeiro, RJ. Entre outras, originária das ilhas portuguesas, registram-se: I – a família de Clara Antônia de S. Caetano Alves, natural de Agualva (Ilha Terceira), que veio, em 1789, para o Rio de Janeiro, com sua filha Maria Caetana, para juntar-se aos seus outros filhos Antônio Alves, João Alves e Francisco Alves. (Raimundo Belo – Emigração Açoriana para o Brasil); II – a família de Francisco machado Alves, natural de Agualva (Ilha Terceira), que veio, em 1786 (Raimundo Belo – Emigração Açoriana para o Brasil); III – a família de Francisco Mendes Alves, natural da Ilha Terceira, que veio, em 1827. Pai de Domingos de Souza Mendes (Raimundo Belo – Emigração Açoriana para o Brasil). Em Rio Bonito, região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro, a família de Bernardino José Alves [c.1817-], filho de Manoel Alves Ramos e de Águeda Maria de Jesus. Casou, a 04. 07.1842, em Rio Bonito, com Barbara Maria de Jesus, exposta e batizada em casa de Roque Nunes da Silva (Arq. Luiz Borges da Luz). Na Vila Nova de Itambí, RJ, a família de Firmino José Alves [c.1829, Itambi -], filho de Celestino José Alves e de Joaquina Maria de Jesus. Foi cas., a 14.01.1854, em Rio Bonito, RJ, com Joaquina Maria de Jesus, nat. de Capivari [hoje, Silva Jardim], filha de Luiz Antônio da Costa e de Flora Maria de Jesus. Em Maricá, região dos lagos, a família de Antônio Pacheco de Resende, que deixou numerosa descendência, por onde correm os sobrenomes Alves e Alves Pacheco, do seu cas. com Perpétua Alves. Foram avós de Joaquim Mariano Alves, senhor da fazenda de Cordeiros, município de S. Gonçalo, onde fal. a 23.05.1875.

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cardosoCardozo, família originária e procedente do Reino de Castela, das Asturias de Santillana, em Santander. Um ramo passou para a Galícia, e daí se estendeu por toda a Península Ibérica, fundando novas casas com geração de descendentes que continuaram com o apelido. A grafia do sobrenome aparece tanto como Cardozo quanto como Cardoso, sendo a primeira mais antiga. As referências mais antigas à linhagem datam de 1170. A presença do metal ouro em seu brasão de armas indica, de acordo com as convenções heráldicas, que seus portadores tinham obrigações com a defesa do seu soberano. Sobrenome de uma família de origem espanhola, à qual pertence Juam dos Santos Cardozo, natural da Andaluzia [Espanha], que passou para São Pedro do Sul (Rio Grande do Sul) em 1815, vindo do Serro Largo (Registro de Estrangeiros, 1808, 68). Sobrenome de algumas famílias de origem judaica estabelecidas, no Brasil, durante o período holandês. Entre outros, registram-se Salomão Cardozo, documentado nos anos de 1643 a 1645 e 1648 [Signatário dos estatutos da Congregação Tsur Israel, no Recife, Pernambuco], e Vasco Fernandes Cardozo, documentado em 1645 (Wolff, Brasil Holandês, 26).Família de origem judaico-sefardita expulsa da Península Ibérica em fins do século XV, migrada para o Marrocos, norte da África, de onde passou, no século XIX, para a Amazônia [Brasil] (Abrahyam Ramiro Bentes, 159). Sobrenome de uma família de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, procedente de Lisboa. Veio a 31.01.1885, a bordo do vapor Guardiana, Manoel Cardozo, natural de Portugal, 30 anos de idade, com destino a Campinas, SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, pág. 124 – 31.01.1885].

 

Cardoso1Cardoso, nome de raízes caracteristicamente toponímicas dado que tirado do da honra morgado da mesma designação, em São Martinho de Mouros, foi comprovado fundador da família que o adotou pôr sobrenome João Pais Cardoso, cavaleiro, contemporâneo de D. Afonso III, «natural» do Mosteiro de Mancelos.

Rudolfo, rei da Hungria, posteriormente imperador concedeu em 1573 a Pêro Cardoso, em recompensa dos seus muitos e continuados serviços, armas novas, que o rei Filipe II da Espanha (I de Portugal) lhe confirmou em 1580.

Sobrenome de origem geográfica, tomado ao solar da família, na quinta de Cardoso, junto a Lamego, Portugal. De cardoso, terreno abundante de cardos. Nome de campos, quintas, herdades, povoações, do Minho, da Beira, etc., passado a pessoas aí residentes ou daí naturais (Antenor Nascentes, II, 63; Anuário Genealógico Latino, I, 28). Portugal: Felgueiras Gayo ao falar desta família, informa sobre as diferentes origens encontradas para ela. Uns dizem ter origem em Lourenço Gonçalves Magro, que foi Senhor de Cardoso e da quinta de S. Tiago de Crasconha em S. Martinho de Mouros, e que era bisneto de D. Egas Moniz, Aio de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, em 1128. Dizem ser este Lourenço o primeiro que usou o sobrenome Cardoso. Outros dizem que os Cardosos descendem de Soeiro Cardoso, o qual tomou o sobrenome de Cardoso por ser Sr. da honra de Cardoso em S. Martinho de Mouros, onde vivia no ano de 1208. Gayo principia a genealogia desta família, em uma filha daquele Soeiro, D. Mecia Soeiro Cardoso, que deixou numerosadescendência do seu cas. com Henrique Paes de Matos, que foi, também, o primeiro a usar este sobrenome Matos (Gayo, Cardosos, Tomo VIII, Título, 138). Ilha da Madeira: o genealogista Henrique Henriques de Noronha , em sua importante obra Nobiliário Genealógicodas Famílias da Ilha da Madeira, composta em 1700, dedicou-se ao estudo desta família [Henriques de Noronha – Nobiliário da Ilha da Madeira, Tomo I, 187, 197]. Galiza: o genealogista Frei José S. Crespo Pozo, O. de M., em sua obra Linajes y Blasones de Galicia, dedica-se ao estudo desta família [Pozo – Linajes de Galícia]. Brasil: Numerosas foram as famílias, que passaram com este sobrenome para diversas partes do Brasil, em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Cardosos existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de origemgeográfica, ou seja, tirado do lugar de Cardoso. O mesmo se aplica no campo da heráldica. Jamais se pode considerar que uma Carta deBrasão de Armas de um antigo Cardoso, se estenda a todos aqueles que apresentam este mesmo sobrenome, porque não possuem a mesma origem. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, encontra-se a de Gaspar Cardoso [c.1593, Ilha de São Miguel – ?], que deixoudescendência, a partir de 1624, com Francisca Peres, n.atural do Rio de Janeiro (Rheingantz, I, 297). Rheingantz registra mais 67 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Ainda no Rio de Janeiro, cabe registrar a importante família do coronel Manuel José Cardoso, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Comendador da Ordem de Cristo. Senhordo Morgado da Vaccaria. Deixou descendência de seu cas. com Ana Monteiro de Barros, que passou ao Rio de Janeiro, estabelecendo-se no Município de Itaguaí, onde foram grandes proprietários. Entre os descendentes do referido casal, registram-se: I – o filho, brigadeiro Manuel José Cardoso, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real de Portugal. Comendador da Ordem de Cristo. Com geração do seu cas. com MariaFrancisca de Portugal e Castro, filha de Cristóvão de Portugal e Castro, fidalgo cavaleiro da Casa Real, Comendador d Ordem de Cristo, e de Francisca de Assis Nóbrega Botelho; II – o neto, Francisco José Cardoso, filho do anterior. Comandante Superior da 12.ª legião daGuarda Nacional, em Itaguaí, RJ. Negociante matriculado e proprietário na corte e em Itaguaí. Dono do casal de S. Pedro de Alcântara.Presidente  da companhia seropedica fluminense. Comendador da Ordem de Cristo. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas – detalhes adiante; III – o bisneto, Cândido José Cardoso, filho do anterior. Diretor do Banco Rural e Hipotecário. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas – detalhes adiante; IV – o bisneto, Francisco José Cardoso Júnior, irmão do anterior. Bacharel em Matemática. Teve mercê da Carta de Brasão de Armas – detalhes adiante; V – o bisneto, Manuel José Cardoso, irmão do anterior. Grande proprietário em Itaguaí. Tevemercê da Carta de Brasão de Armas – detalhes adiante. No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas, cabe registrar a de Antônio Cardoso, que deixou geração, por volta de 1735, na Colônia do Sacramento, com Helena Rodrigues. No Pará, entre outras, registra-se a do Coronel Anastácio José Cardoso [c.1775-], que teve mercê de uma sesmaria no Rio Jaguarajó [22.02.1805]. Deixou geração, em Cachoeira do Rio Baixo, do seu cas., por volta de 1802, com Maria Helena do Espírito Santo. Entre os descendentes do casal, cabe registrar: I – a filha, Clara Maria da Conceição [c.1805, Cachoeira, PA – 14.08.1892], que, por seu casamento na importante famíliaSilveira Frade (v.s.), do Pará, tornou-se, em 1883, a baronesa de Muaná; II – o filho, Doutor José da Fonseca Cardoso [c.1798, PA – a.1846], matriculado no Curso de Direito da Universidade de Coimbra [[05.11.1817]. Sua viúva, Ana Dionísia Pereira da Conceição Cardoso, contraiu novas núpcias, a 30.05.1846, em Belém, com José Ferreira Cantão Júnior; III – o filho, Doutor Marcelino José Cardoso [1797, fazenda Bom Jardim, Ilha de Marajó, PA -], abastado fazendeiro, na Ilha de Marajó. Fez o curso de humanidades no Seminário de Belém. Matriculado nos Cursos de Matemática [18.10.1817], Filosofia [22.10.1817] e Medicina [25.10.1820] da Universidade de Coimbra. Passados dez anos, retornou de Portugal a Belém [PA], onde montou consultório. Participou da Vereação da Câmara de Belém, no triênio de 1841-44, na qualidade de Presidente da mesma. Vice-Presidente da Província do Pará [Nessa qualidade assumiu a Presidência, com posse a 07.08.1831, onde permaneceu até 27.02.1832, quando assumiu o novo Presidente]. Membro do Partido dos caramurus, posicionando-se contrário à política de Batista Campos.

 

ToledoToledo, sobrenome de origem espanhola. Trata-se de nome com raízes toponímicas, tendo sido tirado do da cidade com tal designação por uma das mais antigas e nobres linhagens da Espanha, proveniente de uma família da nobreza moçárabe de tal cidade. Desta linhagem passaram vários membros ao nosso país durante a Idade Média, aqui deixando descendência da qual provêm os Toledos portugueses.

 

 

 

 

 

Toledo1Esta é uma família muito antiga, com origem na Espanha, tendo por tronco o Conde Per Illán, que viveu na primeira metade do século XIII e pertencia à Casa dos Imperadores da Grécia. O apelido foi usado primeiramente por seu neto, Esteban Illán, que tomou a cidade de Toledo aos mouros. Muitos Toledo passaram a Portugal, em várias épocas, desde os primeiros reinados. A família foi destacada por quintilha do bispo de Málaga, Dom João Ribeiro Gaio. O brasão de armas do ramo português é o mesmo usado pelos Toledo da Espanha.

Sobrenome de origem geográfica. Cidade da Espanha. Em latim Toleium. Capital dos carpetanos, povo celtíbero (Antenor Nascentes, II, 299). Procede esta família dos Comnènes (v.s.), imperadores de Constantinopla. Um integrante dessa família passou à Espanha e em 1085 se achou na conquista de Toledo, donde tomou o sobrenome. Dessa família é o atual duque de Alba, com outros 32 títulos que herdou de diversas linhas (Anuário Genealógica Latino, I, 91). O ramo troncal da muito antiga e nobilíssima casa de Toledo procede, em opinião do ilustre genealogista D. Luis de Salazar y Castro, de D. Pedro, conde de Carrión, que participou da conquista da cidade de Toledo, onde fundou herdade e ficou estabelecido [Centro Español de Investigación Heráldica – http://www.ceih.com/ heraldicahispana/ presenta.html]. Brasil: Para São Paulo, ver a Família Toledo Piza (v.s.). Para o Rio de Janeiro, ver a Família Aguiar Toledo. Família de origem espanhola, à qual pertence Andres Alvares de Toledo, capitão de milícias urbanas, que passou para Santa Catarinaem 1813 (Registro de Estrangeiros, 1808, 296). Sobrenome de uma família de origem espanhola, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 06.08.1882, a bordo do vapor Pampa, Sinforiana Toledo, natural da Espanha, procedente das Ilhas Canárias, católico, 17 anos de idade, com destino a Estação de Rio Claro, SP, para trabalhar na Fazenda de João Antônio Gonçalvez [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 034 – 06.08.1882]. Sobrenome de uma família de origem espanhola, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 03.10.1882, a bordo do vapor África, procedente das Ilhas Canárias, Izidro Toledo, natural das Ilhas Canárias, católico, 19 anos de idade, com destino à capital do Estado de São Paulo [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 042 – 03.10.1882]. Heráldica: I – um escudo xadrezado de quinze peças de prata e de azul. Timbre: um anjo vestido de prata, carregado do xadrezado do escudo; II – outros: um escudo em campo vermelho, com um castelo de prata, de três torres. Timbre: uma torre de prata (Anuário Genealógico Brasileiro, IX, 300).

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From: Marcos Toledo

Sent: Thursday, June 18, 2015 5:17 PM

To: afranio@tintaspig.com.br

Subject: Familia Toledo

 

Boa tarde Sr. Afrânio, tudo bem?

 

Meu nome é MARCOS VINICIUS CARDOSO DE TOLEDO sou natural da cidade de Piracicaba-SP filho de IRÃO DE TOLEDO e MARINA ALVES CARDOSO DE TOLEDO avós paternos ARTHUR CARLOS DE TOLEDO e MARIA LUÍZA DE TOLEDO avós maternos ANTONIO ALVES CARDOSO e FRANCISCA VICENTINA ALVES e bisavô paterno ANTONIO CARLOS DE TOLEDO e estou começando a montar minha Árvore Genealógica do lado PATERNO mas infelizmente tenho poucas informações de meus antepassados.

Gastaria de saber se o Sr. pode me ajudar nessa tarefa?

 

 

Um grande Abraço.

 

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Marcos Toledo

e-mail: mvctoledo@hotmail.com

Skype: mvctoledo




Artigo de Marcelo Paiva Pereira: 'Ciclovia: a via que não havia'

CICLOVIA: A VIA QUE NÃO HAVIA

Marcelo Paiva Pereira

 

Nas grandes cidades brasileiras e nas do exterior a mobilidade tem sido causa de estudos e debates entre as autoridades públicas, técnicos e profissionais de diversas áreas, com a finalidade de encontrar, senão soluções, ao menos providências que atenuem os óbices que agravam a mobilidade urbana: a ciclovia tem sido alternativa para tal finalidade.

O presente texto discorrerá sobre essa alternativa, ainda que superficialmente, como abaixo segue.

Os veículos de transporte individual (ou unifamiliar), de transporte coletivo e as motocicletas formam a frota circulante das cidades em geral e das grandes cidades em especial, as quais não oferecem mais espaço a eles por falta de vias públicas que os acolham.

Em vista dessa realidade urbana, a implantação de ciclovias vem a ser outra via para a mobilidade, mesmo não sendo a preferida da maioria dos habitantes e passageiros. Conforme dados oriundos do Ministério das Cidades, no Brasil do ano de 2005 apenas 3% das pessoas faziam uso da bicicleta como meio de transporte urbano e metropolitano.

A ciclovia surge no cenário urbano como alternativa a quem queira deixar guardado na garagem o veículo de quatro rodas para fazer uso da bicicleta, que diminui o tempo de percurso sem os óbices que costumeiramente congestionam as vias públicas e retardam a mobilidade dos outros meios de transporte.

Em havendo mais pessoas fazendo uso das bicicletas como meio de transporte urbano, haverá menos veículos circulantes com os efeitos de desafogar as vias públicas, diminuir os riscos de acidentes, os índices de ruídos, a emissão de gases tóxicos, melhorar a qualidade do ar e, por qualquer modo, contribuir para melhorar a qualidade de vida dos habitantes no ambiente urbano.

Para esses efeitos se operarem é necessário implantar as ciclovias em locais estratégicos à otimização da mobilidade urbana, sendo necessário um projeto em que elas coexistam com as vias públicas preexistentes, sem interrupções de percurso ou conflitos de locomoção. Os locais onde serão implantadas, as medidas mínimas, a identificação das vias ou faixas e os equipamentos de segurança são elementares do projeto, sem as quais nenhuma delas surgirá nem produzirá os efeitos almejados.

O estudo preliminar da malha (ou rede) de ciclovias deverá examinar as rotas de origens e destinos, as conexões entre elas, os pontos críticos da área a ser implantada e, ao final, a escolha da mais apropriada malha a ser projetada, justificada por algum critério, podendo este ser a segurança da ciclovia, a integralidade da malha, sua linearidade ou o conforto.

Escolhida a malha, o projeto a ser desenhado deverá definir a infraestrutura, contendo a tipologia das rotas – podendo ser de ciclovias, ciclofaixas ou vias compartilhadas com pedestres ou automóveis – além de conter as áreas de estacionamento (bicicletários) e os pontos de apoio aos ciclistas (vestiários, lanchonetes, lojas e salas de primeiros socorros).

Em relação à tipologia das vias, também se faz necessário definir se elas serão unidirecionais (mão única), bidirecionais (mão dupla) e a largura mínima de cada faixa. A largura a ser dada deverá considerar a demanda do local pelo uso da bicicleta como meio de transporte; é preciso verificar qual a preferência por essa modalidade pelas pessoas dos locais por onde será implantada a ciclovia.

O projeto também deverá prever a iluminação, a sinalização, as áreas de conflito, os materiais a serem utilizados e a drenagem, que também deverão ser incluídos: a) a iluminação alude aos pontos de luz e à intensidade luminosa; b) a sinalização são a horizontal e a vertical (semáforos e placas); c) as áreas de conflito são as calçadas, os pontos de ônibus e os cruzamentos de vias; d) os materiais são a pintura da sinalização e o tipo de pavimento (concreto, asfalto ou outro material); e) a drenagem alude ao material da pavimentação.

O projeto da malha de ciclovias deverá considerar, também, os locais de conexão intermodal, entre as bicicletas, os pontos de ônibus e – onde houver – as estações do metrô. Ainda que os trajetos – ou percursos – realizados pelos ciclistas sejam (tempestivamente) curtos, deve-se considerar toda a extensão da malha de ciclovias com vistas a oferecer outras hipóteses de transporte com a mesma finalidade do aludido projeto. O propósito maior é facilitar a mobilidade de todos, para atingir a finalidade pública do bem estar individual e social, tutelada pelo Estado.

CONCLUSÃO

A ciclovia é uma alternativa à mobilidade urbana destinada às pessoas que queiram diminuir o tempo de percurso entre as origens e os destinos, acrescida dos benefícios ao meio ambiente natural e urbano, melhorando a qualidade de vida dos habitantes em geral e de quem faz uso da bicicleta, em especial. Em suma, a ciclovia é a via que não havia porque, em havendo, renova os ares e dá mais espaço à vida no cotidiano urbano. Nada a mais.

Marcelo Augusto Paiva Pereira.

(o autor é aluno de graduação da FAUUSP)

 

FONTES DE PESQUISA

SOLUÇOESPARACIDADES.COM.BR. Disponível em: http://www.solucoesparacidades.com.br/wp-content/uploads/2014/08/AF_CICLOVIAS_WEB.pdf. Acessado aos 13.06.2015.

http://www.solucoesparacidades.com.br/wp-content/uploads/2010/01/24%20-%20BRASIL_Caderno%20de%20Desenho_Ciclovias.pdf. Acessado aos 13.06.2015.

RPU.ORG.BR. Disponível em: http://www.rpu.org.br/Diretrizes%20para%20a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20de%20ciclovias%20-%20Cristiane%20Bastos.pdf. Acessado aos 13.06.2015.

TA.ORG.BR. Disponível em: http://www.ta.org.br/educativos/imc/IMG/IMC_02.pdf. Acessado aos 24.06.2015.




Artigo de Pedro Novaes: 'Nomes e pessoas'

Pedro Israel Novaes de Almeida

 

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Existem obras e pessoas que merecem ser imortalizadas.

Grandes feitos e bons exemplos de vida costumam ser perpetuados através de estátuas, comendas, placas comemorativas, selos e nomes de logradouros ou prédios públicos.

Tais reconhecimentos, contudo, nem sempre são atestados de mérito, amesquinhados pelo oportunismo e interesse político que, não raro, ronda as iniciativas e votações parlamentares que tratam do assunto. Finados oriundos de famílias numerosas e influentes conseguem o milagre de uma boa biografia, com as consequentes homenagens.

Banalizadas, as homenagens acabam sendo transformadas em um amontoado de letras de pouco ou nenhum significado, obrigando a sociedade a decorá-las, até como referencial geográfico urbano. São raros os cidadãos que sabem a biografia do cidadão que emprestou o nome à rua ou praça onde moram.

Na verdade, os exemplos e feitos dignos de imortalização são poucos, dezenas em séculos. O mérito muitas vezes é encontrado, e desconsiderado, em atitudes grandiosas de cidadãos comuns, pouco influentes e menos renomados.

Em boa hora, deixamos, por imposição legal, de prestarmos homenagens em recintos públicos a pessoas vivas, como se fossem presumidas meritórias e exemplares, até a morte.

Urbanistas, com razão, sempre criticaram a utilização de nomes de pessoas, em logradouros públicos. O nome de uma rua deve servir como orientação geográfica, não como homenagem.

Como entender onde é a rua Emengarda Madaleno da Cunha Monteiro, esquina com a avenida Sebastião Erotides Alcântara de Mello Franco Neto ? Mais objetivo seria a rua 8, esquina com a avenida 3.

Alguns municípios adotam nomes de pássaros, em determinado bairro, e nomes de estados, plantas, animais ou minerais em outros. A memorização e o referencial, em tais casos, são facilitados.

Uma vez colocado o nome de alguma pessoa em determinado logradouro, soa como desrespeito à família sua substituição por outro, caso sobrevenha a ciência de algum feito desabonador do homenageado. Em tais casos, a nova biografia costuma ser solenemente ignorada.

Temos o péssimo hábito da pessoalidade, e políticos acabam buscando a imortalização em vida, como as pouco modestas denominações do Instituto Lula e Instituto FHC. A banalização das homenagens desmerece os que as receberam por merecimento, e não são raros os casos em que medalhas, galardões e títulos são devolvidos pelos que a receberam, tão logo destinados a figuras sabidamente promíscuas ou desonestas.

As homenagens em logradouros públicos, se erroneamente persistirem, devem aguardar um interregno de pelo menos 20 anos do óbito, tempo necessário ao esquecimento do feito ou exemplo, se desprezíveis. Em 20 anos, pretensos leões podem acabar conhecidos como gatos comuns.

Legisladores possuem o dever ético de não impor à sociedade homenagens imerecidas, baseadas em interesses pessoais, políticos ou meramente comerciais.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.