Rodoviária cobra taxa para estacionar após identificar 'feira' ilegal de carros

Publicado pela TV Tem

Problema ocorre em Itapetininga; agora sobram vagas, diz administração.

Motoristas pedem que o tempo de embarque e desembarque seja maior.

Do G1 Itapetininga e Região

A administração da rodoviária de Itapetininga (SP) começou a cobrar taxa de estacionamento em junho depois de constatar que no local funcionava uma “feira” ilegal de carros. Segundo o gerente administrativo, Léo Bernardes, com a cobrança agora sobram vagas para quem pretende utilizar a rodoviária. “Estacionavam todos os dias em um local próprio e se instalavam. Eles tomavam um espaço de pessoas que realmente precisavam do espaço”, afirma.

Além do comércio irregular de veículos, o estacionamento era usado também por muitos funcionários de empresas da área, diz Bernardes. Uma empresa terceirizada faz o serviço em caráter experimental. O contrato para o local, que tem capacidade para 83 carros e 40 motos, é de um ano.

O valor cobrado por cada hora é de R$ 2,50 para carros e R$ 1,50 para motocicletas. Quem pretende deixar o carro durante todo o dia paga R$ 15. Aos comerciantes a mensalidade é de R$ 84. Já à mensalistas que trabalham na região da rodoviária o valor estipulado é de R$ 120.

Para embarque e desembarque, o tempo liberado é de dez minutos. O instrutor Lede de Campos Correa e outros motoristas acreditam que o tempo poderia ser maior. “Deveria ser uns 20 minutos, porque até descarregar e carregar malas e bolsas”, sugere Lede.

A rodoviária é particular desde junho de 1973 quando foi feita uma concessão por 30 anos. Em 2000, uma nova lei concedeu mais 20 anos.

Administração cobra taxa e alega oferecer mais vagas para usuários (Foto: Reprodução/ TV TEM)Administração cobra taxa e alega oferecer mais vagas para usuários (Foto: Reprodução/ TV TEM)



TJSP mantém liminar que suspende aumento de taxa em Itapetininga

Publicado pela Tv Tem

 Projeto criado pela prefeitura previa aumento na taxa de iluminação pública.
Recurso pedido pela prefeitura foi negado; lei é inconstitucional, diz relator.

Do G1 Itapetininga e Região

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o recurso pedido pela Prefeitura de Itapetininga(SP) sobre a suspensão da lei que previa aumento de, em média, 18% na taxa de iluminação pública da cidade. Com a decisão o tribunal mantém a liminar que vetou o projeto em 19 de março. A prefeitura informou que aguardará o julgamento da ação.

Para o relator do caso, Silveira Paulilo, a lei que aprovou o aumento é inconstitucional. O reajuste na taxa de iluminação havia sido aprovado pela câmara em dezembro de 2014. Com ela, acobrança em residências com consumo superior a 50 quilowatts passou de R$ 5 para R$ 7. No caso do comércio e da indústria, o valor subiu de R$ 10 para R$ 13.

Vereadores contrários a medida entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade. Eles alegam que participação de um vereador suplente durante a votação seria irregular.




Abertas inscrições para transferência em cursos da Fatec em Itapetininga

Matéria pubicada pela TV Tem: Podem participar alunos de outras Fatec’s e de universidades.

Matrículas são feitas na sede da faculdade até 31 de julho.

Do G1 Itapetininga e Região

A Faculdade de tecnologia (Fatec) campus Itapetininga (SP) está com inscrições abertas para transferência de alunos regulares de Fatec’s e outras universidades como também de portadores de diploma de instituições de Ensino Superior. As matrículas para inicio no segundo semestre de 2015 vão até 31 de julho e são realizadas na Secretaria Acadêmica da Fatec, na Rua João Vieira de Camargo, n.104, Vila Barth.

As vagas são destinadas para os cursos de Tecnologia em Agronegócio, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Comércio Exterior, Tecnologia em Gestão da Produção Industrial e Tecnologia em Gestão Empresarial (EAD).

Informações sobre documentos necessários e como realizar as inscrições são obtidas no site da Fatec Itapetininga.




Itapetininga sediará Etapa do Brasileiro de Mallet Golf no sábado, dia 27

No próximo dia 27, sábado, será realizado a 5a. Etapa do 14º Campeonato Brasileiro de Mallet Golf e, simultaneamente, o 44º Torneio Regional Aberto de Mallet Golf em Itapetininga.

O evento terá como local o Fishing Park, (rodovia Gladys Minhoto) iniciando-se às 9h00 com abertura oficial, sendo disputado por mais de 200 atletas de diversas cidades do estado de São Paulo e de outros da federação,além de expectadores e acompanhantes. Itapetininga vem sendo representada pela equipe da Associação Cultural e Esportiva, com o apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, se transformando um dos pontos pioneiros na prática deste esporte, com desenvolvimento das atividades e participação em competições a nível  nacional e internacional. A promoção será da Federação Paulista de Mallet Golf, com o apoio da Prefeitura de Itapetininga.

 

Mallet Golf é uma modalidade esportiva criada no Japão. Tem em sua origem os mesmos princípios, regras e pontuações do Golfe Tradicional. Também é chamado de Mini-Golfe.A direrença do Mallet Golfe com o Golfe tradicional está em 3 pontos:  1) No tamanho do campo – que é menor, variando entre 50 a 100 metros cada; 2) No tamanho da bola – que é feito de resina plastica, maior e mais pesada; 3) No taco – que diferente do Taco de golfe tradicional, com muitas variações de formas e tamanhos, no Mallet Golf é de forma e tamanho único, semelhante a um martelinho. Assim como no Golfe, no final de cada pista tem o hole (buraco) para o encaixe das bolas arremessadas. E da mesma forma que o seu predecessor, o jogo é individual.Numa partida de Mallet Golf vence aquele que der menos tacadas para colocar a bola no buraco de cada pista. Normalmente as partidas são organizadas em grupos de três ou quatro pessoas para completarem juntas o percurso. Não há limite de tempo e nem idade estipulada para os jogos.




Genealogia: busca por sobrenome solicitado por leitor leva Afrânio Mello a citar o Barão de Itapetininga

BarãoAcompanhe a troca de correspondencia entre um leitor e o genealogista Afrânio Mello e note como chegou-se ao Barão de Itapetininga

 

Foto Afrânio
Foto Afrânio

Newton,

Tem muito material na internet.

Abaixo uma pequena mostra de um arquivo que encontrei.

Ao final, tem a foto dele.

Consegui no site do MYHERITAGE.

Tem o nome do pai e da mãe e quem a serem seus tetravós.

Acesse esse site e encontrará muitas pessoas ligadas a ele.

Pode pesquisar o Google , digite o nome dele que aparece muita coisa.

Não deve ser foto e sim quadro pois quando ele morreu ainda não existia fotografia.

Abraços

Afrânio Franco de Oliveira Mello

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Joaquim José dos Santos Silva, primeiro e único barão de Itapetininga, (São Paulo, 16 de junho de 1799 — 11 de julho de 1876) foi um  eempresário brasileiro. Casou-se com Ana Eufrosina Pereira Mendes ou Ana Pereira dos Santos, c.g., da qual a filha, Maria Hipólita dos Santos Silva, casou-se com Amador Rodrigues de Lacerda Jordão, barão de São João do Rio Claro, e em segundas núpcias com Joaquim Egídio de Sousa Aranha,marquês de Três Rios. Em 1861 se casou em segundas núpcias com Corina de Sousa Castro, a qual, enviuvando, se casou com Francisco Xavier Pais de Barros, barão de Tatuí, de cujo casamento houve a filha Antonia dos Santos, que se casou com Eduardo da Silva Prates, conde de Prates, com título concedido pelo Papa Leão XIII, sendo genro de João da Silva Machado, Barão de Antonina.

Recebeu o título de Barão de Itapetininga por decreto imperial de Dom Pedro II em 23 de dezembro de 1863. Sua propriedade mais célebre era a “Chácara do Chá”, no Vale do Anhangabaú, onde hoje se localiza o Viaduto do Chá e outros logradouros importantes da capital paulista. Foi deputado provincial na legislatura 1842-1843.

Homenageado com a Rua Barão de Itapetininga, na região central da capital de São Paulo, área de sua propriedade.

Joaquim José dos Santos Silva, 1º barão de Itapetininga

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Joaquim José dos Santos Silva, 1º barão de Itapetininga

Birthdate: June 16, 1799
Birthplace: Sao Paulo, São Paulo, Brazil
Death: Died July 11, 1876 in Sao Paulo, São Paulo, Brazil
Immediate Family: Son of Joaquim José dos Santos and Antónia Josefa Mendes da Silva
Husband of Anna Pereira dos Santos and Cerina Joaquina de Souza e Castro
Father of Maria Hipólita dos Santos Silva, baronesa de São João do Rio Claro and Antónia dos Santos Silva

 

 

From: newtonlapolla

Sent: Thursday, June 18, 2015 5:59 PM

To: Afrânio Tintaspig

Subject: Re: Contato

 

Boa noite Sr. Afrânio,

Fico feliz ao seu retorno.

Não sei se ajuda , mais tive muito contato com meu avo e irmãos dele.Seii que são da Região dee Basilicata.

 

ATT.:

Newton

 

Só uma curiosidade de minha avó paterna , acho que é mais simples localizar algo, tentei mais nada de muito material apenas oque encontrei no Facebook.

O Barão de Itapetininga , avo de minha avó.Onde poderia localizar foto e mais material dele ?
De: afranio@tintaspig.com.br
Enviada: Quinta-feira, 18 de Junho de 2015 15:24
Para: newtonlapolla@bol.com.br
Assunto: Contato

Newton,

 

Pesquisei e muito no meu dicionário de sobrenomes italianos.

Tem nele 27.000 sobrenomes.

Não encontrei similaridade com nenhum.

Isso não quer dizer que não exista o mesmo na Itália.

Já sei que tem.

Vai demorar um pouco mais.

Vou pesquisar em sites italianos.

 

Com certeza darei uma resposta.

 

Abraços

Afrânio

 

From: newtonlapolla

Sent: Sunday, May 17, 2015 4:40 PM

To: wlmailhtml:../../../undefined//compose?to=afranio@tintaspig.com.br

Subject: Contato

 

Boa tarde caro senhor Afrânio,

 

Gostaria de saber sobre um dos lados de minha famílçia que é o Italiano.

 

Sei que do lado paterno LAPOLLA , segundo meu avo , era da região de Basilicta , cidade de Apolina, lado materno Galligani pare ser ROMA.

Gostaria de  saber e uma orientação para desenvolver esta ramificação e como posso pesquisar as outras ?

 

Desde já grato poer sua atenção,

 

Newton Lapolla




Artigo de Celso Lungaretti: 'Dias opções desastrosas do PT: o jogo sujo contra Marina e ter ignorado o 'volta Lula'.

A VITÓRIA QUE ESTÁ DESTRUINDO O PARTIDO. E MAIS UMA CRÔNICA INSPIRADA DE APÓLLO NATALI por Celso Lungaretti

A ficha já deve estar caindo para os petistas que me satanizaram ou ignoraram durante a última campanha eleitoral: era eu quem via mais longe, não os jenios que dirigem o partido.

Bom conhecedor do que seja um arrocho fiscal, uma recessão e de como se comporta o povo brasileiro quando seu bolso fica vazio, eu adverti: já que lhe faltava coragem política para tentar trilhar caminho diferente do da ortodoxia econômica do capitalismo, então melhor seria o PT, pelo menos,  não continuar na Presidência da República em 2015/2018, deixando para outra força qualquer o mico de acertar as contas públicas tirando o couro e o sangue dos explorados.

Surgiu uma chance de sair do Palácio do Planalto sem grandes traumas: perder para os tucanos seria duro de engolirem, mas a entrada da Marina Silva na disputa facilitava tudo.

Filha pródiga do petismo, ela não era, então, exacerbadamente hostil ao seu partido de origem, nem levava jeito de, num mandato presidencial adquirir solidez política. Exatamente por conta do desagrado no qual incorre quem faz o serviço sujo do capitalismo, a tendência seria a de não conseguir se reeleger nem fazer seu sucessor. O mais provável, então, é que Lula voltasse garbosamente em 2018.

Sabe-se lá o porquê –suspeito que todos os bons companheiros pendurados nos infinitos cabides do governo e das estatais ou beneficiários de boquinhas hajam tido peso determinante em tal insensatez–, o PT preferiu fincar os dentes no osso, desconstruindo Marina com uma das campanhas eleitorais mais mentirosas, manipulatórias e sórdidas já vistas no Brasil.

Resultado: está tendo ele próprio de degradar-se, impondo aos brasileiros um pacote de odiosas medidas de austeridade que parecem copiadas de Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Augusto Pinochet.

Ao fazer aquilo que tanto repudiava e vinha execrando há mais de três décadas, o PT desmoralizou a si próprio e ao restante da esquerda (pois o cidadão comum dificilmente diferencia a força majoritária das outras tendências, vê tudo como uma coisa só).

Antes do 2º mandato completar um semestre, a recessão do Levy já fez a rejeição a Dilma subir aos píncaros: segundo pesquisa recém-divulgada pelo DataFolha, 65% dos brasileiros a veem como “ruim” ou “péssima”, contra míseros 10% que ainda a apoiam.

E o pior ainda está para vir. Não existe a mais remota dúvida de que a recessão vai se agravar (a única incógnita é se virará ou não depressão); nem de que a situação só vai começar a melhorar em 2017 –e isto na mais benigna das hipóteses. O período de penúria poderá durar ainda mais.

Pelo andar da carruagem, se não renunciar nem for impedida, Dilma só por milagre escapará de passar à História como campeã absoluta de impopularidade presidencial, pior ainda do que o Sarney e o Collor.

Neste momento, já é um cadáver político. Talvez o cinema se inspire nela para fazer o primeiro filme sobre presidente zumbi

Quanto a Lula, que deveria conquistar um terceiro mandato com um pé nas costas, seu prestígio também despenca a olhos vistos. Se o 1º turno fosse hoje, tomaria uma sova do Aécio Neves: 35% a 25%, ficando a Marina com 18%.

E ainda corre o risco de dar com os costados numa prisão, pagando o preço da imprevidência: o mandato que não buscou na última eleição poderá lhe fazer muita falta. O Paulo Maluf, que agora é seu amigo desde criancinha, poderia tê-lo instruído a este respeito.

Aliás, se tal mandato fosse o presidencial, estaríamos, pelo menos, com um governante carismático e politicamente hábil, alguém que talvez conseguisse convencer o povão a suportar melhor a fase de vacas magras.

Todas as vezes em que o “volta Lula!” pareceu ganhar força, eu manifestei simpatia pela substituição da cabeça de chapa, pois via como o pior cenário possível e imaginável termos uma presidenta tão fraca num período tão complicado como o que se desenhava. Dilma quis porque quis o bis. Para quê? Para cumprir funções cerimoniais enquanto o Levy e o Temer governam? Será que seu sonho de menina era tornar-se rainha da Inglaterra?

Mais: terão os grãos petistas, no ano passado, adotado estratégias sugeridas pelo Felipão? Pois a obstinação em vencerem a qualquer preço uma eleição na qual a vitória não nada traria de bom está destruindo o partido: perdeu a classe média, o povão a está seguindo, perderá o poder, tende a encolher acentuadamente nas próximas eleições e é bem provável que sua componente de esquerda migre. A consequência desse 1×7 político e moral será sua definitiva descaracterização e a marcha para a irrelevância..

Quanto a nós, da esquerda, voltamos à estaca zero, tendo de começar de novo a empurrarmos a pedra para o topo da montanha, sem sequer sermos respeitados como éramos em 1980. É desalentador.

(*) jornalista, escritor e ex-preso político. Edita o blogue  Náufrago da Utopia

CRÔNICA DE APÓLLO NATALI

ABAIXO O TERRORISMO CONTRA CRIANÇAS!

Você falaria essa palavra –matar– para sua doce filha, encolhidinha em seus braços? Não? Como não? Falou, sim! Foi quando contou a história da bruxa que queria matar Branca de Neve por envenenamento.

Eu também falei e um doloroso complexo de culpa me fez mudar de assunto: “Não, filhinha, a bruxa não vai matar”. “Não vai matar?” – se consolou, lagriminhas a escorrer entre uma porção de solucinhos, minha sobrinha bisneta, três aninhos, inocentes olhinhos, espigados cabelos.

Seres frágeis e indefesos como esse há séculos são assustados com essa palavra, morte, nas fábulas infantis e cantigas de terror para crianças. A propósito, abaixo o bicho-papão e o boi da cara preta!

No Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil, 2 de abril, listei como exemplos dez historinhas para crianças sempre presentes nas páginas dos livros, telas dos cinemas, palcos de teatros – de Branca de Neve aos Três Porquinhos, de João e Maria à Bela Adormecida. Repare que essas fábulas bombardeiam os cérebros infantis receptivos com episódios de assassinatos, canibalismo, tortura, fratricídios, infanticídios.

E perseguições, sentimentos doentios de inveja, ciúmes, ódio, vingança, crueldade, abandono de incapaz, preconceitos, discriminação, saques, cárceres privados, buylling. Esses crimes todos que vamos repassar agora, imaginados para o entretenimento de crianças pelos autores das fabulas, a maioria europeias, se julgados, resultariam em prisão perpétua para cada um deles…

Com a invenção dos vídeos, pixotinhos e pixotinhas são hoje encafifados na poltrona de casa mesmo, não apenas por escrito, agora ao vivo, por bruxas e madrastas ameaçadoras, com seus gritos de terror, gengivas escancaradas, risos sarcásticos – a tramar assassinatos. Para a indústria cultural, o horror e a morte são apenas produtos à venda.

Aterrorizante, pois, é o buylling praticado pela espécie humana contra seus filhotes, desde que mundo é mundo. Um dos mais cruéis é contar historinhas de terror para crianças sobre bruxas com tendências sempre assassinas, madrastas sempre malvadas, reis sempre besteirentos. Se não, vejamos.

Na fábula João e Maria, há o assassinato da bruxa praticado por duas crianças, um menino e uma menina, que a jogam no forno e a queimam –e, garante a historinha– queimam até o último osso. Ato contínuo, as crianças saqueiam o tesouro da velhinha-capaz-de-grandes-crimes que perpetra tentativa de canibalismo, pois quer comê-las. Como a velhinha conseguiu tanto ouro, diamantes, moedas, não importa. O que vale é que a bruxa planejava comer Mariazinha assada e Joãozinho cozido. No início da historinha, os pais cometem crime de abandono de incapaz, pois largam as crianças no mato para que morram. Tudo por incitação da madrasta malvada. Criança, não verás nenhuma fabula tão sanguinolenta como essa!

Em Cinderela, a madrasta e suas duas filhas –feias– rasgam o vestido da jovem –bonita– para ela não ir ao baile do príncipe. Obrigam-na a fazer todos os serviços domésticos e ainda a maltratam com deboches e malvadezas, crime de buylling. As despeitadas trancam a heroína no porão, crime de cárcere privado. Falar o quê?

Bela e a Fera: as irmãs invejosas da Bela maquinam fazer a Fera ficar aborrecida com a moça. Para que? Para perder a paciência com ela e…devorá-la! A Fera, fatalmente, vira um príncipe.Trata-se de uma técnica de vendas, eufemismo, para amenizar o ruim. Vender fábulas é preciso.

Noutra versão, uma fada –malvada– tentou seduzir o príncipe, se deu mal, porém seguiu tentando matar Bela e casar com seu pai. O que uma fada malvada não faz por uma mísera lua de mel… Ciúme, trama de morte, sedução, literatura para crianças.

Branca de Neve: o pai da menina, um rei, ficou viúvo e fez a asneira que todos os reis fazem nessas histórias infantis, casou com uma mulher certamente belíssima, naturalmente madrasta, comprovadamente cruel, evidentemente feiticeira. Que sempre maltratou e assustou a menina. Fábula que se preza mata gente boa. O escritor da fábula mata o rei, na sua criação literária a madrasta expulsa Branca de Neve e torna-se mandante de assassinato cruel, crime hediondo, contratando um caçador para matar a pequena e trazer o seu coração numa bandeja. Ou embrulhado num jornal, esse detalhe a historinha não explica. O caçador, único personagem bondoso que jamais aparece em fábulas de terror para crianças, entrega um coração de javali. A madrasta disfarçou-se de bruxa indefesa-feiosa-cara-torta-fingida e primeiro tentou matá-la com um pente envenenado. Depois, matou-a com maçã envenenada. Nada que um pouco de erotismo não resolva: o príncipe beijou-a e ela ressuscitou. Veneno aqui, veneno ali, morte aqui, morte ali, para crianças.

Em A Bela Adormecida o terror é semelhante ao de Cinderela. No batismo da Bela, 12 fadas boas receberam presentes, menos uma, a fada malvada, que lança na criança um feitiço cujo resultado seria a morte pelo picar do dedo num fuso ao tecer um pano ainda não especificado. A 12ª. fada, boa gente, transformou esse tipo de morte em sono profundo de apenas 100 anos. Uma pechincha. Até o dia em que o príncipe deu um beijo nela e ela acordou. A mãe do príncipe, descendente de ogros –tinha de ser!– ficou com vontade de comer os próprios netinhos, os dois filhos da Bela, agora acordada e mãe. Mandou atirar as netas – eram duas meninas – num poço cheio de serpentes, cobras e víboras. A rainha antropófaga, canibal, tipo de gente que se alimenta de carne humana -entenderam, crianças?–, cheia de ódio, desequilibrou-se e caiu no poço, onde morreu. Bela e o príncipe foram felizes para sempre. Façam-me um favor!

Em A Cigarra e a Formiga a criançada é obrigada a acreditar que uma querida artista, todos os artistas são queridos, cujo trabalho é cantar com sua voz quente e magnética, nada mais é do que uma vagabunda, enquanto a profissão das formigas, pegar na enxada, essa sim é de honra maior. Ah, esse sistema de desenfreada produção manufatureira capitalista…Uma história de discriminação, injúria, calúnia, ofensa a uma artista digna cuja vocação produtiva é encantar o mundo com a voz. Belo e acariciante é o canto da artista cigarra em tardes silenciosas e ensolaradas: rrrrrriiiiiiiaaaaaaa!!!!

Os Três Porquinhos é uma historinha para crianças com três tentativas de assassinato. Aliás, quatro. Três tentativas por parte do lobo contra os três bichinhos e uma quarta, a de matar o lobo com fogo. Descendo pela chaminé, o lobo sente cheiro de queimado. Era sua cauda que estava sendo assada pelo porquinho dotado da prática de matar, de nome Prático, o justiceiro da turma. Beleza de práticas cruéis relatadas para crianças.

E a facilidade com que o lobo mata a avó da Chapeuzinho Vermelho não banaliza um crime mais do que hediondo, o assassinato de idosos? Depois, as crianças aprendem que o certo é regredirmos dois milênios e voltarmos aos tempos brutais do olho por olho, dente por dente: o caçador mata o lobo.

Beleza de terror é a Mula Sem Cabeça, e essa é lenda nossa, ninguém tasca. Mostra uma rainha –olha elas– comedora de cadáveres de crianças. Nossa! Você não vai contar uma historinha dessas para sua princesinha, vai? Num determinado reino, uma rainha costumava ir secretamente ao cemitério à noite. O rei seguiu-a e se deparou com a esposa comendo o cadáver de uma criança. Adulto cretino!, podem estar pensando as crianças e seus responsáveis a respeito do inventor dessa lenda. Ao ser pega em flagrante pelo rei, a rainha se transformou numa mula sem cabeça e saiu galopando em direção à mata, nunca mais retornando para a corte. Ainda bem. Outra versão da lenda diz que quando uma mulher namora ou casa com um padre ela se transforma numa mula sem cabeça. Outra ainda é que isso acontece quando uma mulher perde a virgindade antes do casamento. Por acaso seriam histórias de autoria da burguesia exploradora da boa fé popular com vistas à repressão sexual? Tirem as crianças da sala.

Em A Lenda da Mãe D’Água, também fábula nossa, os irmãos da belíssima índia Iara queriam matá-la por inveja e ciúme de suas qualidades de beleza, trabalho e coragem. Rápida e guerreira, ela é que matou os irmãos, ao se defender. Como punição, o pai jogou-a no rio Negro, e lá ela se transformou numa belíssima sereia de cabelos longos e olhos verdes, o tempo todo atraindo os homens de maneira irresistível, fazendo-os vivenciar experiências sexuais incríveis. E matando-os. A gênese de uma prostituta serial killer.

Difícil entender os enigmas de Alice no País das Maravilhas, nem saber por que ela cresce e diminui ao comer certos alimentos. Alice no país do terror enfrenta a imprescindível raínha má, que esbraveja, durante toda a historinha, sua deixa de morte: Cortem-lhe a Cabeça! Ordena, sem mais nem menos, que um gato, bichinho querido das crianças, seja decapitado, por pertencer à Duquesa, que ela odeia. Contrariada, arremessa um bebê, que cai nos braços de Alice, que corre para o mato. Infanticídio, gente!

Patinho Feio enche de tristeza os coraçõezinhos da criançada, explorando as circunstâncias de vida de um filho adotivo à procura de sua mamãe. Até ele descobrir que não é pato e, sim, ganso, e enquanto não encontra a mãe verdadeira, sofre, eis a trama desta fábula –rejeição, solidão, buylling dos filhos da madrasta e dela mesma.

Em tempo! Em tempo! – está na hora de espalhar para a molecada do mundo inteiro a lenda real e confortadora de que a Terra está repleta de madrastas e vovozinhas amorosas, dedicadas, que criam e amam apaixonadamente os filhos alheios e os delas também.

E ouçam, e leiam, brasileiros e brasileiras, e os europeus das fábulas inclusive, o mundo todo, aquelas músicas, poesias e histórias infantis que adoçam os corações de crianças e gente grande, de autoria de Villa Lobos, Toquinho, Vinícius de Morais.

Há livros (Arca de Noé, Livraria José Olympio Editora, 1986, de Vinícius) e CDs (Arca de Noé 1 e 2) com historinhas infantis na base da poesia nada nada terroristas (genialmente musicadas!) do nosso poetinha e de Toquinho. Muito cansado, já perdi toda a alegria de fazer meu tic-tac dia e noite, noite e dia, orquestra ele em “O relógio”. O cravo desmanchou o namoro com a rosa, debaixo de uma sacada, o cravo ficou magoado e a rosa despetalada, palma, palma, palma, pé, pé, roda, roda, roda, caranguejo peixe é, compõe infantilmente Villa Lobos. Abaixo o terrorismo!




Marcelo Meira é eleito coordenador da Regional do Alto Sorocabana da Fecomerciários

As Regionais da Fecomerciários em Campinas e Sorocaba escolheram seus coordenadores e subcoordenadores em reunião na segunda-feira, 8 de junho

Campinas - Regionais coordenadores 2 (1)

São eles, respectivamente: Roberto Previde (Piracicaba) com Marcos Avansini (Americana), na Regional de Campinas, e Marcelo Meira (Itapetininga /Tatuí) com Luciano Alves (Itu), na Regional de Sorocaba.


O encontro, realizado em Campinas, foi conduzido pelo presidente da Fecomerciários e da UGT/SP, Luiz Carlos Motta. Segundo ele, o objetivo é estruturar as 13 Regionais instaladas no Estado de acordo com um plano de trabalho que tem os seguintes objetivos: 1) Fortalecer as Regionais junto ao patronato; 2) Promover a integração das mesmas com a UGT/SP; 3) Fomentar a interação entre os Sindicatos que as compõem e das Regionais entre si.


Motta explica: “Estamos iniciando a constituição de uma rede de lideranças sindicais. Vamos avançar no desenvolvimento de ações conjuntas. Nossas Regionais fortalecem nossas lutas no atendimento das reivindicações comerciárias”.


Sindicatos que compõem a Regional Campinas: Americana, Campinas, Limeira, Piracicaba, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Sinprafarma Americana.
A Regional Sorocaba é composta pelos seguintes sindicatos: Itu, Itapetininga, Tatuí, Jundiaí, Sorocaba, Registro e Cotia