Artigo de Celso Lungaretti: 'Pitacos dominicais: o descaamento do Levy, o deslumbramento com o Barça e o desalento com a impunidade dos policiais'

Celso Lungaretti: MEU NOME É LEVY. MAS PODE ME CHAMAR DE PINÓQUIO, O PERVERSO.

 

Do blogue Náufrago da Utopia

Há alguns dias, em O Brasil vai pra ponte que partiu, eu zombei de uma declaração à imprensa do representante do neoliberalismo no governo de Dilma Rousseff, pois sabia que não passava da mais descarada cascata:

O ministro da Fazenda, Joaquim Rolando Lero Levy, disse a repórteres em Washington que o sol gira ao redor da Terra, que dois e dois são cinco e que o Brasil tem ‘bastante chance de ver uma segunda metade do ano favorável para a economia’.

A desfaçatez foi maior ainda do que eu pensava. Leio agora no Jânio de Freitas (sua coluna tem o sugestivo título de Enganações) que, mal acabava de falar a verdade aos caras pálidas, Levy mentiu descaradamente aos índios que o aguardavam na porta:

Joaquim Levy disse, em seminário do FMI, que o Brasil viverá em 2015 sua ‘mais grave recessão’ nas últimas duas décadas e a ‘recuperação será lenta’, porque ‘a nossa estratégia é para o longo prazo’.

Saído dali, Levy disse aos jornais e TV brasileiros que ‘temos bastante chance de ver uma segunda metade do ano favorável’

Se alguém falar em facilidade de mentir, em cinismo e em desrespeito à população, será tido como grosseiro. A mentira, o cinismo e o desrespeito, não.

Fixem estas informações: 2015 será o pior ano da economia brasileira desde meados da década de 1990 e vai demorar um tempão para sairmos da penúria. Quem garante é o Joaquim Levy, quando não está jogando poeira colorida nos olhos dos bugres da patriamada.

É o que há muito venho afirmando, enquanto a rede virtual chapa branca ajuda o governo a vender ilusões.

O Pinóquio do Carlo Collodi era uma graça. A versão atual, contudo, está mais para o Pinóquio, o perverso de um filmeco de terror.

O Levy e aquela que o colocou ali e ali o mantém são, isto sim, uma desgraça…

5ª CHAMPIONS DO BARÇA, 5ª BOLA DE OURO DO MESSI.

Do blogue Náufrago da Utopia

Foi de arrepiar a festa catalã em Berlim, com direito a despedida épica do lendário Xavi Hernandez, choro do também lendário Andrea Pirlo, defesaças do Gianluigi Buffon, consagração definitiva do Suarez e do Neymar, etc. Quem assistiu, um dia vai contar aos netinhos: “Meninos, eu vi!”.

Mas, o jogador decisivo na vitória do Barcelona sobre a Juventus por 3×1 (clique aqui para assistir aos gols) e consequente conquista da Champions foi, como sempre, o genial Messi, que desde já pode ir abrindo espaço na sua prateleira para a quinta Bola de Ouro. Não tem pra mais ninguém, depois de tudo que ele fez neste semestre.

A fortíssima marcação italiana impediu que marcasse pinturas de gols como contra o Bayern de Munique, mas Messi não vale só pelas conclusões. É, também, o maestro do ataque catalão, o homem das assistências decisivas e o ponto de desequilíbrio quando as partidas são encardidas como a de ontem (sábado, 6).

Logo aos 4 minutos ele já vislumbrou o mapa da mina. Virou o jogo com um passe longo, colocando os craques Neymar e Iniesta no mano a mano com os pobres defensores da vecchia signora. Uma covardia: a triangulação só poderia mesmo terminar em gol (de Rakitic), fácil, fácil.

Depois, aos 23′ do 2º tempo, quando a Juve mais ameaçava, Messi arrancou no contra-ataque, conduziu a bola do meio de campo até a risca da área e desferiu um canudo que queimou a mão do grande Buffon. Suarez aproveitou o rebote: 2×1. Fácil, fácil.

Neymar, em grande jornada, recebeu dos deuses dos estádios o prêmio de conseguir também deixar o seu, no apagar das luzes, quando o árbitro turco já se preparava para soar o apito final. Não houve tempo nem para a nova saída.

O Barcelona da rotação constante e do toque de bola paciente/envolvente, que impôs ao futebol mundial um domínio avassalador entre 2008 e 2012, já era tido como superado, mas renasceu das cinzas ao acrescentar às suas virtudes anteriores um trio ofensivo simplesmente infernal, capaz de abrir espaços nas defesas mais cerradas e de contra-atacar em velocidade vertiginosa. De quebra, corrigiu tradicionais debilidades, como o bate-cabeça dos zagueiros no jogo aéreo.

O triunfo foi merecidíssimo. E provou que o futebol-arte continua firme e forte –aliás, na campanha da tríplice coroa (*), Messi andou fazendo alguns daqueles gols que todos pensávamos nunca mais ver depois que o Pelé pendurou as chuteiras.

* conquista, numa mesma temporada, dos títulos da Liga dos Campeões da Europa, do campeonato espanhol e da Copa do Rei.

“A BANCADA DA BALA PREVALECE, A BANCADA DA CIDADANIA SUCUMBE”

São de extrema relevância as questões levantadas por Luís Francisco

Carvalho Filho, ex-presidente da Comissão Especial de Mortos

e Desaparecidos Políticos, no artigo Plantação de provas,

 que recomendo a todos os meus leitores:

O Brasil é obcecado pela severidade penal, mas é brando quando cuida das polícias.

A sucursal da Folha no Rio noticiou a condenação de dois oficiais da PM por forjarem um flagrante contra adolescente, durante repressão a protesto em outubro de 2013.

Sabidamente inocente, o rapaz foi algemado (não havia esboçado nem um gesto de resistência) e “conduzido” até uma delegacia. A PM plantou morteiros em seu poder, simulando uma periculosidade irreal, e ignorou sua menoridade, expondo-o à suspeita e ao vexame.

A vítima do singelo arbítrio, tão comum, teve sorte porque a fraude foi percebida por testemunhas e filmada. O vídeo divulgado por O Globo subsidiou a sentença da Auditoria Militar do Rio de Janeiro e mostra, passo a passo, a construção do grotesco abuso de poder.

O policial (seu dever é a proteção das pessoas) que subtrai a liberdade de alguém indevidamente, ainda mais falsificando dolosamente evidências de um suposto crime, pratica ato mais grave e mais danoso do que o roubo de R$ 100, sem violência, que aqui pode ser punido com cinco anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.

A condenação aos oficiais pelo delito de constrangimento ilegal, definido no Código Penal Militar, é pequenininha: um mês e seis dias de detenção, com sursis (suspensão condicional da pena), já que, de fato, o encarceramento não contribuiria para a “ressocialização” dos réus, que permanecem na ativa, prontos para, de novo, “arrepiar”.

Plantar provas é corriqueiro. Armas aparecem do nada para simular tiroteios. Drogas aparecem do nada para a extorsão de transeuntes. Testemunhas aparecem do nada para criação de álibis ou falsos desacatos. O que surpreende é a desproporção entre delito e pena.

Somos duros com muitos, indulgentes com outros.

Incompreensível, também, que a função policial (exercida por agentes treinados como militares) permaneça submetida à jurisdição e às leis militares, que consideram mais grave a homossexualidade no quartel do que inventar flagrante nas ruas. República de bananas.

A PM age nas cidades e os abusos são praticados contra civis: por isso, assim como os delegados de polícia, deveria estar submetida à Justiça comum.

A única exceção, estabelecida pela lei 9.290/96, proposta por Hélio Bicudo, marco institucional contra a impunidade, é o homicídio praticado pelo soldado, que passou a ser julgado pelo tribunal do júri -em tese mais isento e menos suscetível à visão e aos interesses corporativos.

Mas não se iludam. Se os mesmos oficiais fossem julgados pela Justiça comum, a pena também seria irrisória. A lei 4.898/65, entulho deixado pela ditadura militar, permite que abusos de autoridade sejam reprimidos com multa.

Por que o Congresso Nacional se omite em relação às violações cotidianas das nossas polícias?

A bancada da bala prevalece, a bancada da cidadania sucumbe. Não temos estatuto legal capaz de disciplinar a ação repressiva, prevenir excessos e condenar com rigor os abusos cometidos.

A suavidade penal em matéria de proteção das garantias constitucionais é a senha para o desmando.

Afeta a paz pública, gera insegurança. É uma ameaça concreta e permanente a todos nós. (Luís Francisco Carvalho Filho)

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Qual a razão da pressa dos motoqueiros? Estatisticas mostram que os acidentes crescem ano a ano

A TV TEM de Itapetininga publicou matéria revelando que somam quatro os acidentes diários com os motoqueiros.

A questão é: porque todo motoqueiro está sempre com muita pressa? Mas existem outras indagações: ‘Porque eles não respeitam as leis de trânsito?’,  ‘Será que eles não sabem que as mesmas leis servem para todos os veiculos, inclusive para as motocicletas?’, ‘Será que eles nao percebem que agindo dessa forma colocam as suas vidas – e a dos outros – em risco?’ Essas perguntas são feitas diariamente por pedestres e motoristas indignados com os abusos dos que dirigem motocicletas, mas não obtem respostas. As autoridades de trânsito até que tentam uma solução, dando frequentes ‘batidas’ onde  guardas verificam a documentação dos veiculos, estado de manutenção e estado fisico dos condutores, mas isso não tem sido suficiente. Como consequência, muitos acidentes foram contabilizados pelo Corpo de Bombeiros, gerando grandes tristeza dos envolvidos e de suas familias e altas despesas financeiras para todos, inclusive para o Estado (nos tres niveis), que arca com os custos. Haverá um final feliz  para essa história? (Helio Rubens, editor)

Itapetininga registra 63 acidentes de moto em 2015, afirmam Bombeiros

Ocorrências foram de janeiro a maio deste ano, segundo a corporação.
Internações por casos do gênero no país aumentaram 115%, aponta Siwa.

Do G1 Itapetininga e Região

O Corpo de Bombeiros de Itapetininga (SP) revelou que o município registrou 63 casos de acidentes com motos de janeiro a maio deste ano. Já conforme informações do último estudo do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (Sivva), o país registrou aumento de 115%, entre 2008 e 2013, nas internações hospitalares ocasionadas por este tipo de ocorrência.

Segundo a pesquisa do Sivva, no período avaliado, o número de internações por conta de acidentes de moto passou de 41.200 internações para 88.700 por ano.

Para Adriano Augusto Freitas de Brito, tenente do Corpo de Bombeiros, a falta de respeito no trânsito é a principal causa dos dados. “Os acidentes envolvendo motos, na maioria das vezes, acontecem devido à imperícia ou negligência por parte dos motoristas. Eles próprios se colocam em situação de risco ao infringir uma lei de trânsito”, destaca.

Itapetininga registra quatro acidentes de moto por dia (Foto: Reprodução/TV TEM)
Itapetininga registra 63 acidentes de moto no ano, dizem os Bombeiros (Foto: Reprodução/TV TEM)

O tenente também dá orientações de como os motociclistas devem se comportar na direção. “Durante a condução da moto, o ideal é que o motorista não fique nos pontos cegos dos outros veículos. Além disso, não se deve ultrapassar pela direita e, claro, é necessário que o condutor sinalize e ainda anteceda toda ação que pretende tomar”, ressalta.

Após ficar com 95% do rosto quebrado, o frentista Vanderlei de Oliveira Machado Júnior conta que comemora o dia 23 de março como se fosse o aniversário original, em 20 de novembro, por ter se recuperado de um acidente sofrido naquela data. “Essa é a chance que Deus me deu de voltar à vida. Quando me lembro de onde eu estava e como estou hoje, andando e de pé, glorifico a ele e comemoro”, finaliza.




Hospital Regional de Itapetininga demite funcionários. São Camilo alega falta de verbas.

Hospital faz demissões, alega baixo orçamento e prefeitura paga conta

 Direção demitiu 23 funcionários e receberá R$ 400 mil do Executivo.
Itapetininga (SP) enfrenta problemas na saúde pública desde abril.

Do G1 Itapetininga e Região

A entidade São Camilo, que administra o Hospital Regional de Itapetininga (SP), demitiu 23 funcionários recentemente e alegou baixo orçamento. Ela afirma que os custos com materiais subiram devido ao aumento de demanda por falta de médicos em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A prefeitura pagará R$ 400 mil pelo período em que o hospital ficará sobrecarregado com pacientes a mais do que o normal, afirma o secretário de Saúde Denilson Rodrigues. “Como são quatro meses (de abril a julho) é na ordem de R$ 400 mil, mas eles apresentaram essa conta agora. Faremos o pagamento entendendo que é um serviço realizado.”

Porém, os médicos só devem atuar nas UBSs a partir de julho e, enquanto isso, a população irá utilizar o Hospital Regional com mais pacientes e menor equipe. A ex-funcionária Michele Prestes aponta problemas na atual situação do hospital.

Presidente do sindicato dos funcionários fala em 'carência' no hospital (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)Presidente do sindicato fala em ‘carência’ no
hospital (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

“Na maioria dos setores está faltando funcionário, inclusive de enfermagem que está defasado no quadro de funcionários. Os que ainda trabalham se desdobram para fazer o serviço e o número é pequeno para a quantia de pacientes. Já estava faltando funcionário, agora mais ainda. Tem gente que entra à noite, trabalha até de manhã e volta na mesma noite. É complicado, se é para reduzir custos acho que deveria ser em outro setor, não com funcionários”, reclama.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sorocaba e Região, Milton Sanches, defende a funcionária e também questiona a decisão de demitir o pessoal. “Vamos acompanhar as homologações desses demitidos. A minha preocupação é também com os moradores da cidade, porque são funcionários a menos e o hospital vai ficar mais carente”, afirma.

Entenda o caso
O impasse e a série de problemas na saúde pública de Itapetininga ocorrem desde 31 de março, quando o contrato com os médicos das UBSs se encerrou. Um concurso público foi a primeira tentativa de solução, mas sem sucesso: os médicos não se apresentaram para ocupar as vagas e reclamaram dos baixos salários, diz a prefeitura.

Nesse meio tempo, o pronto-socorro começou a lotar de moradores. Agora, numa segunda tentativa de resolver o problema, a prefeitura lançou um novo processo seletivo para a contratação temporária de médicos. O pagamento vai ser feito de acordo com as horas trabalhadas e o contrato é de dez meses, prorrogáveis por mais dez.

As inscrições terminam em 12 de junho, mas por enquanto só seis profissionais se inscreveram. Isso porque tem 32 vagas pra preencher e outras 30 do cadastro de reserva. Um concurso com vagas definitivas deve ser lançado nos próximos quatro meses. “No máximo abril de 2016 esses contratos serão realizados. Pelo processo seletivo nos próximos 40 dias”, diz o secretário de saúde.

Pronto-socorro recebe pacientes que não são atendidos em UBSs (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)Pronto-socorro recebe pacientes que não são atendidos em UBSs (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)



Foi grande a afluência a Itapetininga e às cidades da região

Região tem tráfego parcial de 195 mil veículos no feriado de Corpus Christi

Na área de Itapetininga (SP) rodovia mais movimentada é a Castello Branco.
De quarta-feira (3) a quinta-feira (4) foram registrados cinco acidentes.

Do G1 Itapetininga e Região

Rodovia Castello Branco (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)Rodovia Castello Branco registra tráfego de 121
mil veículos (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

As rodovias da região de Itapetininga (SP) registram movimento parcial de 195.748 veículos durante o feriado prolongado de Corpus Christi, afirma a concessionária responsável pelas vias da região. O movimento foi contabilizado entre a 0h de quarta-feira (3) e 17h de quinta-feira (4). Nesse período foram registrados cinco acidentes.

O maior movimento foi registrado na Rodovia Castello Branco (SP-280), região dos municípios de Quadra, Cesário Lange, Torre de Pedra, Porangaba, Bofete, Pardinho,Itatinga, Iaras e Águas de Santa Bárbara; com tráfego de 121.659 veículos.

Nas Rodovias Antônio Romano Schincariol e Francisco da Silva Pontes (SP-127), entre os municípios de Tatuí e Capão Bonito, o movimento foi de 23.973 veículos.

Na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), entre os municípios de Itapetininga e Araçoiaba da Serra, foi registrado movimento de 21.152 veículos.

Na Rodovia Francisco Alves Negrão (SP-258), entre Capão Bonito e Itararé, o movimento foi de 14.618 veículos. Na Rodovia João Mellão (SP-255), região de Avaré, trafegaram 14.346 veículos.




Tatuí recebe Caravana da Leitura pela terceira vez

O projeto é aberto a estudantes e ao público em geral e consiste na venda de livros por um valor simbólico e doação de livros para escolas públicas

Livros à venda por valor simbólico

A Caravana da Leitura percorre cerca de 40 cidades por ano desde 2004 oferecendo livros para o público infantil, juvenil e adulto pelo valor simbólico de R$ 2,00. O projeto, realizado pelo Grupo Projetos de Leitura, patrocinado pelo Magazine Luíza e aprovado pelo Ministério da Cultura, acontece em Tatuí em parceria com a Secretaria de Educação, Cultura e Turismo.

A Caravana da Leitura, que passará por cidades da região, visita o município de Tatuí pela terceira vez e montará a sua tenda na Praça da Matriz, no dia 9 de junho/2015, das 9h30 às 17h, disponibilizando livros que apresentam histórias do cotidiano em uma linguagem bem-humorada e pontuada por reflexões.
Livros para professores

Além de a população poder adquirir as obras pelo valor de R$ 2,00, os professores poderão retirar na tenda, gratuitamente, um kit com 9 livros para serem utilizados na biblioteca de sua escola. No momento da retirada, o professor deverá preencher um formulário de identificação pessoal e da escola. Será disponibilizado um kit por escola.

 

Oportunidade aos leitores

Aos amantes da literatura, a atividade oferece uma ótima oportunidade para rechear a estante e saciar o desejo de boa cultura. “Buscamos quebrar o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. Temos leitores sim, o que falta é oportunidade e acessibilidade aos livros para que as pessoas descubram o prazer da leitura”, diz Laé de Souza, idealizador do projeto. “A rede tem ciência de seu papel social e está engajada em também promover o acesso à cultura, por isso, acredita e apoia projetos como este, que há 17 anos vem incentivando a leitura em todo o Brasil”, comenta Ivone Santana, gerente de Relações Corporativas e Sustentabilidade do Magazine Luíza.

 

Como funciona o projeto

Para a realização das atividades, uma tenda é montada em praça pública com a exposição de muitos livros. Como em uma feira livre, as pessoas podem circular, pegar os livros, ler, comprar e obter orientações de uma equipe multidisciplinar que auxilia os leitores na escolha das obras. A ideia da tenda é aproximar as pessoas de forma livre e sem compromisso, permitindo que elas se sintam parte integrante desse grande movimento em prol da leitura. Durante o evento, o escritor Laé de Souza faz sessões de autógrafos e conversa com os leitores. O evento já ocorreu na cidade e Tatuí em 2009 e 2012.

 

Obras disponíveis

Estarão disponíveis durante o evento os livros “Quinho”, “Radar, o cãozinho”, “Bia e a sua gatinha Pammy”, (português/inglês), “Quinho e o seu cãozinho – Um cãozinho especial”, “Quinho e o seu cãozinho – Novos amigos”, “Quinho e o seu cãozinho – Férias na fazenda”, “Quinho e o seu cãozinho – Acampamento escoteiro”, “Nick e o passarinho falante”, “Quem sou eu”, “Minha história”, “Cadernos de Atividades”, “Acontece”, “Acredite se Quiser!”, “Nos Bastidores do Cotidiano”, “Espiando o Mundo pela Fechadura”, “Coisas de Homem & Coisas de Mulher”, e títulos em braile.

 

Grupo Projetos de Leitura

O Grupo Projetos de Leitura, que iniciou seu trabalho em 1998, reúne vários projetos de incentivo à leitura aprovados pelo Ministério da Cultura.

Com sede em São Paulo, o Grupo Projetos de Leitura atua em todo o território nacional desenvolvendo projetos sem fins lucrativos, com o objetivo de vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: desenvolver o hábito da leitura.

 

Sobre o autor

O escritor Laé de Souza é cronista, dramaturgo, produtor cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de vários projetos de incentivo à leitura, de livros infantis, juvenis e adultos e coordenador do Grupo Projetos de Leitura.

 

Magazine Luíza

O Magazine Luiza, fundado em 1957, é uma das maiores redes varejistas do Brasil, com 756 lojas e oito centros de distribuição, estrategicamente localizados em 16 Estados.  A política de gestão de pessoas adotada já rendeu diversos prêmios à rede, que, há 17 anos, figura entre as melhores empresas para se trabalhar nos rankings da revista Exame e do Instituto Great Place to Work.

 

Roteiro da Caravana da Leitura em junho/2015:

 

Tatuí

Dia 9 de junho – terça-feira

Das 9h30 às 17h

Local: Praça da Matriz

 

Boituva

Dia 10 de junho – quarta-feira

Das 9h30 às 17h

Local: Praça Cel. Antonio Franco (Praça da Matriz)

 

Itu

Dia 11 de junho – quinta-feira

Das 9h30 às 17h

Local: Praça da Independência (Largo do Carmo)

 

Indaiatuba

Dias 12 e 13 de junho – sexta-feira e sábado

Sexta-feira: Das 9h30 às 17h e sábado: Das 9h30 às 14h

Local: Praça D. Pedro II (Antigo Randolfo)
Mais informações no site: www.projetosdeleitura.com.br

E-mail: contato@projetosdeleitura.com.br – Tel.: (11) 2743-9491 – 2743-8400




Impunidade: carta aberta à Dilma Rousself cobra providências contra cerceamento do trabalho de jornalistas

A organização francesa Repórteres Sem Fronteiras (RSF)  divulgou  uma carta aberta endereçada à Presidente Dilma Rousseff para cobrar providências.

No mês passado, dois jornalistas brasileiros foram brutalmente assassinados. A organização francesa Repórteres Sem Fronteiras (RSF)  divulgou dia primeiro p.p.,  uma carta aberta endereçada à presidente Dilma Rousseff para cobrar providências.

A RSF cobra, entre outras providências, a federalização dos crimes contra jornalistas não esclarecidos.

Leia abaixo a íntegra da carta:

Paris, Junho, 2015

Exma. Senhora Dilma Rousseff

Presidente da República

Senhora Presidente,

No momento em que o Brasil acaba de ser palco de dois brutais assassinatos de jornalistas em menos de uma semana, Repórteres Sem Fronteiras, organização internacional de defesa da liberdade de informação, exorta o Brasil a adotar, com a maior brevidade, medidas concretas e eficazes para garantir a proteção dos protagonistas da informação e para lutar contra a impunidade dos crimes contra eles cometidos.

O Brasil é o terceiro país mais mortíferos da América Latina para os jornalistas, só atrás do México e das Honduras, com 38 jornalistas assassinados, entre 2000 e o final de 2014, por causas com relação evidente ou possível com a sua atividade profissional. Quase todos investigavam temas sensíveis, como o crime organizado, as violações dos direitos humanos, a corrupção ou o tráfico de matérias-primas. Se a presença do crime organizado em algumas regiões torna a cobertura destas matérias particularmente arriscada, a impunidade que prevalece para a maioria destes assassinatos favorece a multiplicação dos atos de violência.

A tendência piorou nestes últimos anos com, pelo menos, dez jornalistas mortos por causas diretamente ligadas à sua profissão, em 2012 e 2013; dois em 2014 e já três assassinatos desde o início do ano, em solo brasileiro. Djalma Santos da Conceição, radialista na RCA FM, em Conceição da Feira (Baía), foi raptado e abatido a 22 de maio. O seu corpo apresenta marcas de tortura. Segundo fontes locais, havia sido vítima de ameaças e conduzia um inquérito sobre o assassinato de uma adolescente por traficantes. A 18 de maio, o jornalista e fundador do blog Coruja do ValeEvany José Metzker,dado como desaparecido durante cinco dias, foi encontrado decapitado nos arredores de Padre Paraíso, no nordeste do estado de Minas Gerais. Investigava há vários meses o tráfico de droga e a prostituição infantil. Havia, também, denunciado por várias vezes casos de corrupção na região, revelando a implicação de funcionários locais. No passado dia 4 de março, Gerardo Servian Coronel,jornalista paraguaio da Rádio Ciudad Nueva, foi abatido em Ponta Porã, zona fronteiriça com o Paraguai.

Este agravamento da violência contra jornalistas se manifestou igualmente no quadro das grandes manifestações contra o aumento do preço dos transportes, em São Paulo e contra os gastos com o Campeonato do Mundo e os Jogos Olímpicos. Entre junho de 2013 e julho de 2014, houve uma forte repressão policial sobre os jornalistas locais e estrangeiros que documentavam estas manifestações. Insultos, ameaças, prisões e detenções arbitrárias, agressões e espancamentos multiplicaram-se. A Associação Brasileira do Jornalismo de Investigação (Abraji) contabilizou 210 ataques contra jornalistas profissionais ou amadores, 38 dos quais durante o Campeonato do Mundo, perpetrados, na sua maioria, pela polícia militar. O jornalista Santiago Ilídio Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes, pagou com a vida a cobertura das sublevações populares de 6 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

Um mês após o seu falecimento, em março de 2014, o relatório do Secretariado dos Direitos Humanos sobre a violência contra os jornalistas recomendava, nomeadamente, a criação de um Observatório sobre a violência contra os jornalistas, em parceria com a Unesco e a federalização dos inquéritos sobre os crimes cometidos contra os jornalistas. Passado mais de um ano sobre este relatório, estas propostas continuam por implementar. A 20 de maio de 2015, a Comissão Para a Segurança Pública e Para o Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados rejeitou um texto que ia no sentido da federalização.

Tendo em conta o nível de violência contra os jornalistas, a implementação das recomendações feitas pelo grupo de trabalho do Secretariado dos Direitos Humanos sobre a segurança dos jornalistas é, mais que nunca, necessária e urgente. A luta contra a impunidade deve ser uma prioridade. Sem inquéritos independentes, imparciais e aprofundados que permitam encontrar e castigar os culpados destes crimes, a situação dos jornalistas continuará a ser de grande precariedade.

Agradecendo a atenção que dará ao nosso apelo, manifestamos, Senhora Presidente, a expressão da nossa mais elevada consideração.

Christophe Deloire é Secretário Geral de Repórteres Sem Fronteiras




Artigo de Pedro Novaes: "Tesoura mortal'

 Foto closePedro Israel Novaes de Almeida

 

Os recentes episódios de assaltos com o uso de facas, no Rio de Janeiro, inspiraram nossos legisladores à proposição de lei proibindo o porte de armas brancas.

Ao contrário das armas de fogo, que possuem uma finalidade única, existe uma infinidade de utensílios que são usados e transportados no dia-a-dia da população, sem a intenção de ferir ou matar alguém.

Uma velhinha que vai ao comércio, comprar uma agulha de crochê, carrega algo capaz de cegar algum adversário, e o conjunto de agrônomos poderia ser considerado como quadrilha, pois a maioria carrega um perigoso canivete.

Qualquer faqueiro, para ser presenteado aos noivos, necessariamente deverá ser acompanhado pela permissão para transporte de armas, expedido pela autoridade policial.  Lâminas de barbear não mais seriam vendidas em farmácias.

Chave, de carro ou residência, transforma-se com facilidade em soco-inglês, e garçons de rodízios acabariam, todos, presos. Sem faca ou canivete, estaria proibida a pescaria, em todo o território nacional.

Fumantes de fumo em corda teriam, por força de lei, a obrigação de comprá-lo já fracionado, ou aderir ao cigarro de papel. Açougueiros deveriam passar por dificílimos trâmites para porte de armas.

Nossas leis, muitas, são inspiradas em episódios que comovem a sociedade, propostas e votadas no ardor da indignação popular. A solução de problemas com a mera edição de leis e decretos tem sido tentada desde o descobrimento, em vão, pois acabam descumpridas e desmoralizadas.

Se a edição de leis resolvesse, isoladamente, nossos problemas, não existiriam as drogas, menores não conseguiriam encontrar quem lhes vendesse álcool, ninguém dirigiria embriagado e o Brasil jamais sofreria episódios de corrupção. Flanelinhas não agiriam como proprietários da rua, nem existiriam esgotos clandestinos e furtos de água e luz.

A autoridade policial tem o tino necessário para distinguir um bandidinho com faca de um pedreiro com uma picareta (arma branca de grosso calibre). Cabe-lhe sindicar e acautelar a ocorrência de crimes.

A bandidagem vive mudando táticas e instrumentos, e não podemos ficar à mercê de retalhos de leis, a cada mudança. Em países mais evoluídos, vale mais o espírito que as eventuais vírgulas do texto legal.

Qualquer utensílio pode ser considerado como arma branca, quando usado para ferir, matar ou simplesmente intimidar pessoas. Ferir, matar ou simplesmente intimidar pessoas já é crime, qualquer que seja o instrumento.

Intensificar as ações de inteligência e ostensividade policial, diminuir a impunidade e estimular a educação são bem mais úteis que a simples proibição, que  prejudica milhares, para enquadrar dezenas.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.