Artigo de Angelo Ricchetti: 'Prática para a descoberta da Complexidade e o ganho que essa parte permite'

PRÁTICA PARA A DESCOBERTA DA COMPLEXIDADE E O GANHO QUE ESSA PRÁTICA PERMITE.

Todo e qualquer profissional, estudante, artista, cientista, trabalhador público e privado, agricultor e trabalhador rural, enfim, toda e qualquer pessoa melhora muito sua atuação se conseguir uma prática que a leve a perceber a complexidade na vida real, afetiva, profissional, pessoal, nas organizações, lucrativas e não lucrativas, de governo e de serviços, industriais e rurais, nos grupos formais e informais, de modo a, rapidamente, perceber como deve agir e participar.
Sobre uma prática na descoberta da complexidade, tanto pode ser presencial como virtual, pois o processo: é o mesmo, dependendo da pessoa e sua oportunidade de participar do grupo de estudo sobre a complexidade.
Se você escolhe a forma virtual então selecione pequeno texto, uma notícia, a narração de um fato qualquer, parte de um conto, qualquer texto que permita a sua escolha dos pontos principais.
Enumerado os pontos, vamos verificar quais pontos são importantes, quais foram deixados de lado, qual é contexto, quais as recorrências, que pontos são afetados por outros, enfim, de acordo com os critérios da complexidade.
No presencial o processo é semelhante apenas a troca de ideias entre as pessoas é imediata e gera a sensação de se perceber melhor a complexidade.
No virtual há a necessidade de troca de informações em um dialogo virtual mediatizado por aqui.
Para participar e solicitar informações fale comigo, Angelo Lourival, coordenador do Grupo de Estudos sobre a Complexidade, por telefone 15 3272 7525, celular 15 9 9171 7672, pelo Facebook, por e-mail aricchetti@yahoo.com

 




Itapetininga: esporte em fase final

Decisão da Copa Juventude de Futsal será nesta quinta-feira, dia 04

Copa Juventude Futsal - 30.maio.2015 (1)A Copa Juventude de Futsal terá sua rodada final nesta quinta-feira, dia 04,feriado nacional, no Ginásio Ayrton Senna da Silva, em Vila Barth. O primeiro jogo com início às 17h00, pela categoria SUB 16,se enfrentam as equipes do Unidos da Bela Vista e Futuro Certo/Gramadinho. Em seguida, Grêmio União e Muleke Travesso decidem o título pela categoria Sub 18.Em caso de empate no tempo normal, o campeão será quem for o vencedor nas cobranças de pênaltis. A expectativa é grande por parte dos atletas, visto que, as Copa Juventude de Futsal foi uma das mais disputadas e uma verdadeira vitrine para novos talentos do salonismo itapetiningano e regional.

 

Semifinais foram disputadas com garra e brilho de bom futebol

Uma rodada cheia de emoções e vibrações, com vitórias de virada no placar e cobrança de pênaltis. Assim foram as quatro partidas das semifinais da Copa Juventude de Futsal, realizadas na tarde do [ultimo dia 30,no Ginásio de Esportes da Escola Municipal em Vila Sotemo. Confira como foram os quatros jogos:SUB 16 – Unidos da Bela Vista 3×2 Esportivo Gol D’ Ouro;SUB 18- Grêmio União 4 x 1 Esportivo Gol D’ Ouro “A”; SUB 16- Futuro Certo/Gramadinho 2×2 SEMEL Itapetininga(tempo normal)e 4 a 3 nos pênaltis para o Futuro Certo. SUB 18- Muleke Travesso 6×1 Esportivo Gol D’ Ouro “B”.




Projeto desenvolvido em Itapetininga incentiva a leitura pelos jovens

A proposta será apresentada na Câmara Municipal de Itapetininga, dia 3 de junho, às 14h30grupo

 

O projeto ‘LITERA GALERA’, resultado de uma parceria entre a biblioteca municipal Júlio Prestes de Albuquerque e o ‘Movimento Jovem Itapetininga’, realiza um trabalho “desenvolvido especificamente para estimular a formação e aperfeiçoamento do leitor e também, a formação de mediadores de leitura”, segundo os autores, para quem “a leitura é imprescindível ao ser humano, para ele aprender a ‘ler’ o mundo”.

O grupo acredita que  é função das redes educacionais, bibliotecas e demais organizações, o investimento em ações que estimulem a formação do leitor, sobretudo o leitor competente.

O ‘LITERA GALERA’ é um projeto contínuo de estimulo à leitura e a formação de novos leitores e mediadores de leitura, aperfeiçoando a capacidade de ler, compreender e transformar a realidade.

A orientadora social do ‘Movimento Jovem’, Cristiane Araújo e a diretora administrativa da Biblioteca, professora Milene França, Idealizaram o projeto. Segundo a diretora Milene França. o projeto já capacitou 21 adolescentes.

A proposta será apresentada na Câmara Municipal de Itapetininga, dia 3 de junho, às 14h30
O público-alvo são os adolescentes pertencentes ao Movimento Jovem.




Artigo de Celso Lungaretti: 'SE O "TOPA TUDO POR DINHEIRO" AINDA EXISTISSE, O CAETANO E O GIL PARTICIPARIAM. QUEM FAZ SHOW EM ISRAEL, FAZ QUALQUER COISA NA VIDA…'

O GRANDE ROGER WATERS CONCLAMA TROPICALISTAS A BOICOTAREM ISRAEL. OS NANICOS CAETANO E GIL DIZEM NÃO

Do blogue Náufrago da Utopia

Roger Waters, que foi letrista, baterista e co-vocalista do conjunto britânico de rock progressivo Pink Floyd, não é melhor do que Caetano Veloso e Gilberto Gil apenas como artista (o álbum conceitual The Wall, sua obra-prima, coloca-o num patamar inalcansável para os baianos): também vale muito mais do que eles como ser humano e como homem político.

Waters faz parte do movimento global BDS (boicote, desinvestimento e sanções), que pressiona Israel a desocupar os territórios pertencentes ao povo palestino, que tomou e mantém manu militari. Neste sentido, enviou carta a Caetano e Gil, exortando-os a não se apresentarem num dos piores transgressores de direitos humanos do mundo atual, país genocida e réprobo (pois suas bestialidades foram condenadas um sem-número de vezes pela ONU).

Por meio de suas assessorias, ambos fizeram saber que são bem diferentes do que davam a entender em suas composições. 

Gilberto Gil prefere rechear sua conta bancária do que “ficar em casa/ (…) preparando/ palavras de ordem/ para os companheiros/ que esperam nas ruas/ pelo mundo inteiro/ em nome do amor” (Questão de ordem).

E do Caetano Veloso nunca mais poderemos esperar que ele nos ajude a “derrubar as prateleiras/ as estantes, as estátuas/ As vidraças, louças, livros, sim” (É proibido proibir). Ele prefere empilhar maços de novos shekels, a moeda israelense.

Há uma página no Youtube dedicada ao assunto: Tropicália não combina com apartheid. Recomendo.

Abaixo está a carta de Waters, na íntegra. 

Irrespondível, o que explica a falta de resposta por parte dos habitualmente tão verborrágicos Caetano e Gil.

Caros Caetano e Gilberto,

Quando olho para suas fotos, escuto suas músicas, leio a história de suas lutas pessoais e profissionais, lembro de todas as lutas de todos os povos que resistiram a um domínio imperial, militar e colonial através do milênio, que lutaram pelos aprisionados e pelos mortos. Nunca foi fácil, mas sempre foi certo.

Em uma de suas músicas, Gil, você menciona o arcebispo Desmond Tutu. Eu não falo português, mas assumo que vocês dois aplaudam a resistência do arcebispo Tutu ao racismo e ao apartheid que acabaram derrubados na África do Sul. Eram dias impetuosos, quando a comunidade mundial de artistas estava lado a lado com seus irmãos e irmãs oprimidos na África. Nós, os músicos, lideramos o levante naquele momento, em apoio a Nelson Mandela, a ANC, ao povo africano oprimido e a todos os aprisionados e mortos.

Estamos diante de uma oportunidade igualmente significativa agora. Estamos em um ponto culminante. Aqueles de nós que estamos convencidos que o direito a uma vida humana decente e à autodeterminação política devem ser universais estamos, em consonância com 139 nações da Assembleia Geral da ONU, focados na Palestina.

Após o ataque brutal de Israel à população palestina de Gaza, no último verão, a opinião pública, acertadamente, pendeu a favor das vítimas, a favor dos oprimidos e dos sem privilégios, a favor dos aprisionados e mortos.

O primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, com seu governo de extrema-direita, lembra-me da história da “Nova roupa do imperador”; com certeza nunca houve um gabinete mais exposto em sua calúnia como este. Eles se condenam mais a cada fôlego, a cada discurso racista. “Olha, mamãe, o imperador está nu!”

Tive a oportunidade, recentemente, de escrever uma carta a um jovem artista inglês, Robbie Williams; eu compartilhei com ele o destino de quatro jovens palestinos que jogavam futebol numa praia de Gaza, mortos por artilharia israelense. Por que eu traria à tona uma praia e futebol? Por quê? Porque eu amo o Brasil, eu tenho a praia de Ipanema nos olhos da minha mente; eu lembro de shows que fiz em São Paulo, Porto Alegre, Manaus e Rio. Como poderia esquecê-los? Eu tenho uma camiseta de futebol, assinada: “para Roger, de seu fã Pelé”.

Quando estive aí pela última vez, uma criança inocente tinha acabado de ser morta, arrastada por um carro dirigido por criminosos que escapavam da cena do crime. O remorso nacional era palpável, era todo abrangente, vocês, todos vocês, importavam-se com aquela pobre criança. De tantas maneiras, vocês são um foco de luz para o resto do mundo.

Como vocês sabem, artistas internacionais preocupados com direitos humanos na África do Sul do apartheid se recusaram a atravessar a linha de piquete para tocar em Sun City. Naqueles dias, Little Steven, Bruce Springsteen e cinquenta ou mais músicos protestaram contra a opressão cruel e racista dos nativos da África do Sul.

Aqueles artistas ajudaram a ganhar aquela batalha, e nós, do movimento não-violento de Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS) pela liberdade, justiça e igualdade dos palestinos, vamos ganhar esta contra as políticas similarmente racistas e colonialistas do governo de ocupação de Israel. Vamos continuar a pressionar adiante, a favor de direitos iguais para todos os povos da Terra Santa. Do mesmo modo que músicos não iam tocar em Sun City, cada vez mais não vamos tocar em Tel Aviv. Não há lugar hoje no mundo para outro regime racista de apartheid.

Quando tudo isso acabar, nós iremos à Terra Santa, cantaremos nossas músicas de amor e solidariedade, olharemos as estrelas através das folhas das oliveiras, sentiremos o cheiro da madeira queimando das fogueiras de nossos anfitriões, estimaremos essa lendária hospitalidade. Mas, até que isso termine, até que todos os povos sejam livres, nós vamos fincar nosso emblema na areia, há uma linha que não cruzaremos, nós não vamos entreter as cortes do rei tirano.

Caros Gilberto e Caetano, os aprisionados e os mortos estendem as mãos. Por favor, unam-se a nós cancelando seu show em Israel. (Roger Waters)




Genealogia: Afrânio Mello informa sobre a familia Scheleider

FOTO CLOSE AFRANIOAfrânio Mello: ATENDIMENTO NÚMERO 479

 

Caro José Luiz,

 

Depois de algum retorno o seu pedido anexando o arquivo do sobrenome

Scheleider, com apenas duas páginas mas com 6 ricos e belos brasões.

Está tudo anexado e copiado abaixo.

 

A pessoa que solicitou para você pode fazer belíssimos quadros com os

seus brasões e espero que os faça. Devem ficar muito bonitos depois de

emoldurados.

 

Grande abraço

 

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line

 

JOsé Luiz

José Luiz1Scheleider, Schleider, Schleiden, sobrenome de origem germânica.

Sobrenome também adotado por algumas famílias judias, especialmente a grafia Schleider, há registros de família judias

que se fixaram na Argentina dessa família. Os brasões acima são da família Schleiden e ao lado da família Schleider.

Johann Phillipson Sleidanus, nascido em 1506 mudou seu nome para Johann Philipson Schleiden em 1527.

Ruppin Cutler & Ratmann Hains descobriram documentos escritos em 1244 que menciona uma mulher que viveu em 1198 cujo

nome era Sleyda Schleiden. Kreis Aachen menciona que na mesma época há um registro de Schleider no condado de Dermbach.

O historiador Sleidanus Obwohl menciona que embora não haja informações totalmente confiáveis sobre a datação das origens

históricas e para sua atribuição a uma determinada região na Alemanha, há prova de nobreza da família pelo brasão que

possuíam. Desde o século XV muitos que não pertenciam a nobreza adotaram brasões que representavam suas famílias nos vários

reinos germânicos da época.

 

Matthias Jakob Schleiden (Hamburgo, 5 de abril de 1804 — Frankfurt am Main, 23 de junho de1881)

foi um botânico alemão.Foi fundador, com Theodor Schwann, da teoria celular e da neo-nucleose.

Schleiden estudou na Universidade de Heidelberg e trabalhou como advogado em Hamburgo, abandonando logo esta actividade

para se dedicar à botânica, especialmente ao estudo microscópico das estruturas vegetais. Como professor de botânica da

Universidade de Jena, escreveu Contributions to Phytogenesis, no qual defendia que as diferentes partes do organismo das

plantas eram compostas por células. Schleiden tornou-se, assim, o primeiro a formular o que até então era apenas uma crença

informal entre os botânicos como um princípio científico com importância semelhante à da teoria atómica, entre os químicos.

Reconheceu, igualmente a importância do núcleo celular, descoberto em 1831 pelo botânico escocês Robert Brown, ao relacioná-lo

com a divisão celular. Foi um dos primeiros biólogos alemães a aceitar a teoria da evolução de Charles Darwin. Foi professor de

botânica na Universidade de Tartu, em 1863.

 

Registra-se José Scheleider, nascido em 1858, Cerro Azul, Paraná, Brasil; filho de João (Johann) Scheleider, nascido

por volta de 1836, Alemanha e Alexandrina Scheleider, nascida por volta de 1838, Votuverava, Paraná, Brasil; eles se casaram

em 1856, Cerro Azul, Paraná, Brasil. José teve um irmão, Florêncio Scheleider, nascido em 07.11.1876, Cerro Azul, Paraná,

Brasil. Ele se casou com Maria Isabel Magari por volta de 1890; tiveram um filho: João Baptista Scheleider, nascido em 1892,

Cerro Azul, Paraná, Brasil.

Registra-se Marie Rosine Schleider, nascida em 1789, Bachra, Sachen, Prussia (antigo estado alemão) e falecida em 23.04.1856;

casou-se com Johann Georg Berghoff em 03.08.1823. Teve os seguintes filhos: Johann Samuel Schleider, nascido por volta de 1824,

Johann Georg Friedrich Berghoff, nascido por volta de 1826 e Maria Sophia Berghoff, nascida por volta de 1828.

Registra-se Anna Maria Schleider, nascida em 06.02.1654, Nierstein, Rheinhessen, Hesse-Darmstadt, Alemanha; casou-se com

Thomas Köhler; filha de Hans e Elisabeth Schleider.

Registra-se Johann Cristoph  Schleider, nascido em 29.04.1753, Grossbernbach, Sachsen-Weimar-Eisenach, Thuringia, Alemanha;

casou-se com Martha Dorothea Volland.

Registra-se Anna Maria Weber Schleider, nascida em 26.05.1678, Gornhausen, Rheinland, Alemanha e falecida em 11.11.1742;

filha de Hans Mathias Weber e Engel Eisen Schneider Weber; casou-se em 22.06.1708 com Johann Peter Bauer Schleider; teve uma

filha: Maria Margareth Schleider.

 

 




Artigo de Leandro Camargo Oliveira, o Pingo: 'Uma nova vida, um novo recomeço, sobre rodas'

                “NÃO DEIXE OS OBSTÁCULOS DA VIDA TE VENCER!

LUTE, GRITE, SONHE, SEMPRE SERÁ CAPAZ DE VENCER, BASTA ACREDITAR!”  

           NESSA FOTO POSSO DIIZER SEM MEDO DE ERRAR QUE:

                      “ UMA VIDA PAROU E, OUTRA COMEÇOU! “

Pingo

 

INTRODUÇÃO DO LIVRO:

                  UMA NOVA VIDA, UM NOVO RECOMEÇO, SOBRE RODAS.

Introdução

Muitas pessoas me perguntam sobre o que eu acho e como é ser

tetraplégico. Se penso como seria minha vida se não tivesse sofrido acidente,

vou tentar responder:

1 . O QUE PENSO SOBRE SER TETRAPLÉGICO E QUAIS AS

MAIORES DIFICULDADES?

Desde que fiquei tetraplégico ainda estou tentando descobrir o que

é ter limitações, mas olho em volta e vejo outras pessoas que se julgam

‘normais’ e se vê que toda pessoa tem limitações e ninguém consegue

fazer tudo na vida.

O primeiro passo para descobrir como é ser tetraplégico e como

recomeçar a vida inicia com a vontade da pessoa em saber o que é lesão

medular, quais tipos de lesões, como se readaptar e voltar viver, saber

que não é o único no Brasil e no mundo que está preso a uma cadeira de

rodas e o mais importante: tentar sempre melhorar ou fazer algo novo,

diferente, não aceitar as limitações que a vida lhe impõe.

Sobre as maiores dificuldades penso que o fato de não ter controle

da bexiga, intestino é para mim o mais chato e constrangedor, também

em ver coisas acontecendo na minha frente e saber que poderia fazer algo

para ajudar ou correr atrás para ajudar alguém e ver que só não o faço por

ser tetraplégico, isso me deixa muito chateado.

Com certeza também o preconceito das pessoas ao olhar o cadeirante

ou qualquer deficiente físico com dó ou pena é algo muito chato. A

maioria dessas pessoas talvez nem saiba o que é lesão medular ou procuram

dar chance para um deficiente físico demonstrar que pode sim ser

igual ou melhor que as pessoas que se julgam ‘normais’.

A lesão na medula não é doença, e sim um defeito, que ainda não

tem tratamento ou cura, então se você vir um deficiente físico não fique

com dó ou pena; dê oportunidade à pessoa de demonstrar suas qualidades

e com certeza você verá que limitado é todo aquele que não se permite

conhecer novas experiências de vida, sejam elas quais forem.

Vejo também muitas pessoas saírem em defesa das pessoas com

deficiências físicas, mentais ou qualquer que seja seu problema. Pois

bem, a maioria dessas defesas é da boca para fora ou uma forma de se promover

e conseguir vantagem em algo, tendo em vista as cidades do Brasil

onde é raro o lugar que seja totalmente adaptado, que tenha calçadas

boas, rampas, etc…

Então, talvez o maior problema em ser deficiente não seja ser limita –

do, mas sim o fato de que o mundo prega a inclusão de todos, onde essa “in –

clusão” seja só uma fachada para se sentirem melhor ou menos culpados.

Com certeza têm também aquelas pessoas ou associações que

lutam e ajudam os deficientes, mas é a minoria. Eu mesmo tive sorte de

conseguir vaga na AACD onde sou muito bem tratado e informado, onde

ensinam a não aceitar ser visto como coitado ou inválido, e sim a lutar

pelos seus direitos, liberdade e sonhos.

Confesso que já tentei algumas vezes desanimar ou desistir de tudo,

mas não sei como explicar, é algo mais forte que eu. Sempre que fico

chateado durmo e passa ou algo bom me acontece e logo em seguida

recarrego minhas forças novamente. Na verdade posso dizer com certeza

e sem errar: NÃO SEI SER TRISTE E DEUS SEMPRE ESTÁ

COMIGO!

  1. COMO TERIA SIDO MINHA VIDA SE NÃO TIVESSE

SOFRIDO O ACIDENTE?

São raras as vezes que paro para pensar ou imaginar o que teria feito

ou como estaria hoje se o acidente não tivesse ocorrido. Mas acho que

teria continuado acorrer atrás dos meus sonhos, que era fazer faculdade,

ter meu próprio canto talvez casado ou não, chegar aos 30 anos e estar

ajudando meus pais a curtirem a vida, talvez poderia nem estar vivo, né?

Vai saber… difícil e complicado imaginar ou ter certeza de como teria

vivido.

O fato é que nunca perdi a vontade de viver ou a esperança, e Deus,

por algum motivo, quis assim. Ainda não descobri o porquê de tudo isso

ter acontecido em minha vida, mas já sei que aprendi muito e pretendo

aprender muito mais. Vivi e fiz coisas que não teria feito ou visto senão

tivesse ficado tetraplégico, por exemplo: descobrir o quanto era querido

e também como as amizades às vezes nos engana.

Leandro Camargo Oliveira – Pingo

10

Gostaria de deixar aqui escrito o quanto sou grato a Deus por estar

vivo e ter tido a oportunidade de uma segunda chance, mais complicada,

lógico, mas através da tetraplegia descobri e conheci muitas coisas da

vida boas e ruins também, que serviram e servirão de lição para resto da

minha vida.

Pai, mãe ou mãe, pai nunca vou conseguir retribuir nem 10% do

que fizeram e fazem por mim. Saibam que me orgulho muito em tê-los

como pais, nunca conheci pessoas tão honestas como vocês, sempre

foram guerreiros e tudo que temos hoje é fruto de muita luta, obrigado

por tudo: AMO MUITO VOCÊS!!

Agradeço minha família, amigos, colegas e as pessoas que me ajudaram

de diversas maneiras. Podem ter a certeza de que nunca vou

esquecer, obrigado!

Evitei colocar nomes nesse livro por receio e medo de esquecer

alguém. Tenho consciência que foram muitas pessoas que me ajudaram e

fizeram parte da minha vida, da minha história até aqui.

“DESCONHECEMOS NOSSAS FORÇAS, ATÉ SERMOS

COLOCADO A PROVA. DEUS NÃO DÁ UMA CRUZ MAIS

PESADA OU MAIS LEVE É SEMPRE NA MEDIDA CERTA.

NUNCA TENTE DEIXAR SUA CRUZ MAIS LEVE, PORQUE UM

DIA ESSE PESO LHE FARÁ FALTA!”

No texto a seguir, na primeira parte, tentei passar um pouco de

como eu era e vivia antes do acidente, com certeza muitos que lerem vão

achar falta de muitas histórias que vivi ou algo que fiz e não está no livro,

algumas fases da minha vida não me recordo, não sei ao certo se foi por

causa batida na cabeça e os traumas de crânio que tive ou é algo normal

mesmo… mas foco mais na segunda parte que fala do acidente e no novo

recomeço.

Espero que gostem e não vejam só a parte triste, mas entendam que

tudo é possível quando se ama viver!

Uma nova vida, um novo recomeço sobre rodas

Leandro Camargo Oliveira – Pingo




Artigo de Rogério Sardella: 'E agora, José?'

Rogério Sardella: E agora, José?Foto close

Não bastasse a situação do Governo Federal, que a cada dia nos apresenta um novo capítulo do novelão Roussef, só que infelizmente não é mera ficção, mas pura realidade, com direito a destaque em todos os noticiários e na imprensa internacional, inclusive, acrescentando-se os escândalos, em Itapetininga, a pacata ‘Terra das Escolas’, o eleitor local também já está cansado.

Desde que a atual Administração assumiu, indignados, cobrando a revisão do Plano de Carreira do Servidor Público que nunca saiu do papel, funcionários públicos municipais acabam se dirigindo ao Legislativo, na esperança de serem ouvidos pelos vereadores que lá estão para representar aqueles que os elegeram.

Se o objetivo é protestar, nada mais justo que fazer valer seus direitos, afinal, se brigando por eles já é difícil acontecer alguma coisa, imagine então se o funcionalismo ficar calado. O mesmo vale para a população que não trabalha diretamente para a Prefeitura.

Diferentemente de gestões anteriores, como na década de 1990, em que as sessões no Legislativo eram calorosas, quando até impeachment de prefeito aconteceu, o que se tem visto nos últimos anos é de desanimar qualquer cidadão, com poucos edis dispostos a comprar a briga do povo.  Foi um período na história política da cidade em que oposição e situação realmente se manifestavam e fatos e mais fatos ganhavam as manchetes dos jornais que circulavam em Itapetininga.

Nos bastidores, dizem que a maioria está do lado do prefeito, quem sabe atrelados por favores políticos, como cargos, mas isto dizem, enquanto que uma minoria, sem poder de decisão, ou fica quieta ou até tenta estar do lado do povo, este mais amadurecido em razão do que vem ocorrendo na cidade.

O fato é que não é de hoje, e nem desta gestão, que prefeito algum está de portas abertas para receber a população em seu gabinete, pois para isto ele conta com seus assessores (os secretários), que estão lá para responder aos que lhes procurarem e então despejar alguma justificativa (ou desculpa mesmo) para o caos em que se encontra a cidade.  A população tem todo o direito de reclamar, pois paga impostos e acreditou naqueles que colocou no poder (entenda-se prefeito, vice e vereadores).

O IPTU chega todos os anos. E coitado do cidadão que não pagar, que deixar acumular ano após ano. A Prefeitura não perdoa, nem que para isso tente inovar e pegar pesado no castigo, realizando imagens aéreas dos imóveis de Itapetininga, aumentando significativamente o valor final para o contribuinte.

Não dá para aceitar a cidade do jeito que está, sem médicos nos postos de saúde, superlotando o atendimento no Pronto Socorro, com contratações sem concurso público, com o fechamento de unidades de serviço essenciais como de saúde mental e à criança, com centros esportivos e áreas de lazer cujas reformas foram iniciadas e não retomadas, prédios históricos quase despencando e o município tomado por buracos, parecendo um campo minado ou uma gigantesca colcha de retalhos. O mesmo se diz da companhia de água e esgoto, que enfeia a cidade ao abrir buracos que não são fechados imediatamente ou quando são, deixam aspecto horroroso.

Na área de emprego, nada mais de concreto aconteceu. Nenhuma grande indústria se instalou. Está tudo quieto, parado.

As obras do Hospital Regional viraram piada de mau gosto. E o que dizer da Marginal dos Cavalos?

Para finalizar, fica o mistério sobre o silêncio do prefeito, que poderia ao menos se pronunciar em relação a seu estado de saúde, afinal, ele é uma pessoa pública.

E agora, José?