Artigo de Marcelo Paiva Pereira analisa a questão da sustentabilidade

SUSTENTABILIDADE: A RECICLAGEM DO TEMPO

 

sustentabilidadeO tema da sustentabilidade tem sido abordado há anos em diversos países, com foco na preservação do meio ambiente natural e – também – artificial (as cidades), no afã de assegurar a existência para as presentes e futuras gerações. No Brasil o debate sobre a sustentabilidade teve início na década de 90 do século XX e prossegue até o presente, com diversas atuações dos poderes públicos.

O presente texto abordará, mesmo superficialmente, as atuações legislativa e administrativa dos poderes públicos e as atuações de outras pessoas envolvidas no tema.

DA ATUAÇÃO LEGISLATIVA

No nosso país o tema da sustentabilidade teve início em 1991 com um projeto de lei sobre o acondicionamento, coleta, tratamento e destinação final dos resíduos hospitalares e instituições da área da saúde. Seguindo-se essa inciativa, também surgiram projetos de lei sobre a responsabilidade pós-consumo referentes às embalagens, resíduos eletrônicos, pneumáticos e baterias.

Entre vários projetos de lei, quatro propuseram a criação da política nacional de resíduos sólidos, dos quais um deles foi acolhido e transformado na Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 (regulada pelo Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010), intitulada Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com vistas a tutelar o meio ambiente através de políticas públicas.

Essencialmente a referida lei elencou, no art. 6º, I a XI, os princípios com os quais aborda a gestão integrada e o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo os perigosos, as responsabilidades dos geradores e os instrumentos econômicos aplicáveis.

Dentre eles, encontra-se o princípio da ecoeficiência (inciso V), que compatibiliza o fornecimento de bens e serviços com a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais, no mínimo, ao equivalente à capacidade de sustentação do planeta. Este parece ser o mais importante princípio da referida lei, porque torna a sustentabilidade do meio ambiente dependente da ecoeficiência dos bens (produtos) e serviços.

Para realizar a sustentabilidade prevista e reclamada pela sociedade, fixou regras para gestão da coleta, tratamento, disposição, responsabilidade solidária, subsidiária e compartilhada e da logística reversa a ser dada aos resíduos sólidos (estes são os domésticos, de construção e demolição, de resíduos industriais, de serviços hospitalares e de instituições da área da saúde).

A responsabilidade solidária, prevista no art. 25 da PNRS, torna o poder público, o setor empresarial e a coletividade responsáveis pela efetividade do cumprimento da aludida lei, enquanto a responsabilidade subsidiária, prevista no art. 29, a atribui ao poder público para minimizar ou fazer cessar o dano ao meio ambiente ou à saúde pública decorrente do gerenciamento de resíduos sólidos.

Ambas as responsabilidades tem o escopo de compromissar a sociedade – inclusive os poderes públicos – a garantir às futuras gerações a existência de um meio ambiente natural e artificial (as cidades) equilibrado e sustentável.

À luz do art. 30 da PNRS, a responsabilidade compartilhada é atribuída de forma individualizada e encadeada aos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e aos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos (assim também estabelece o art. 5º do Decreto 7.404/2010).

Para dar cumprimento à responsabilidade compartilhada, o poder público poderá firmar acordos setoriais ou termos de compromisso – de abrangência nacional, regional, estadual ou municipal – com os fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes.

Referida responsabilidade se prolonga por todo o tempo de existência (ciclo de vida) dos produtos, em relação aos quais aquelas pessoas deverão realizar a gestão integrada de resíduos sólidos, que consiste na coleta seletiva, destinação (reciclagem e reutilização) dos resíduos e disposição final dos rejeitos.

Ao setor empresarial cabe realizar a logística reversa (art. 33), processo de tratamento ou reutilização dos resíduos sólidos no próprio ciclo produtivo ou de outros produtos, o qual atribui a esses resíduos a destinação final ambientalmente adequada. Deverá o setor empresarial, também, investir em pesquisas e tecnologias para pôr no mercado produtos que sejam recicláveis ou reutilizáveis, reduzindo a degradação do meio ambiente.

Aos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, a responsabilidade compartilhada determina a implantação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores, assim como a contratação deles (art. 36, § 1º). E à coletividade determina que faça a separação e adequado acondicionamento do material reciclável para a realização da coleta seletiva e o sucesso da logística reversa.

Aos consumidores que descumprirem as obrigações para a coleta seletiva, o art. 84, § 2º, do Decreto 7.404/2010, prevê a penalidade de advertência. Caso reincidam na mesma infração, poderão ser apenados com multa, variando de R$ 50,00 (cinquenta reais) a R$ 500,00 (quinhentos reais).

Em relação aos poderes públicos, o art. 35, parágrafo único, prevê que a prefeitura municipal possa instituir incentivos econômicos aos consumidores que participarem do sistema de coleta seletiva. O art. 11 estabelece aos Estados-membros a obrigação de integrar as atividades públicas de interesse comum da gestão de resíduos sólidos nas regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, controlar e fiscalizar as atividades sujeitas ao licenciamento ambiental e priorizar as iniciativas do município de soluções consorciadas ou, então, compartilhadas entre dois ou mais deles.

Os Estados-membros deverão, ainda, elaborar planos estaduais de resíduos sólidos com vigência por prazo indeterminado, com vistas a evitar divergências entre políticas regionais e garantir a continuidade das políticas instituídas.

A disposição final dos rejeitos deverá ser realizada na forma prevista pelo órgão competente do SISNAMA e, havendo, em conformidade com o disposto no plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos (arts. 19 e 33, § 6º, da PNRS).

Referido plano deverá fixar os limites de participação do poder público municipal na coleta seletiva e na logística reversa, assim como determinar outras ações relativas à responsabilidade compartilhada pelo tempo de existência (ciclo devida) dos produtos.

Cabe salientar que existem áreas reservadas e apropriadas para recebe-los, separando-os do meio ambiente natural e artificial (as cidades). São os aterros sanitários, os aterros para resíduos especiais e as usinas de compostagem e de reciclagem. Em relação aos aterros controlados e lixões, são áreas inadequadas para a disposição final dos rejeitos, porque contaminam o solo e danificam o meio ambiente.

Paralelamente aos deveres e obrigações do poder público e das pessoas envolvidas na gestão integrada de resíduos sólidos, a PNRS promoveu a inclusão social e a valorização profissional dos catadores de materiais recicláveis, fundamentando-se no princípio constitucional da dignidade da pessoa humana (CF, 1º, III). Deverão, ainda, ser inseridos nos planos de gestão integral de resíduos sólidos.

Aludidos catadores preenchem o primeiro elo da gestão integrada de resíduos sólidos, fazendo a catação (coleta) e seleção para a reciclagem ou reutilização pelos produtores, diminuindo a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros sanitários e a toxidade no meio ambiente.

DA ATUAÇÃO EXECUTIVA

Ao Poder Executivo compete realizar, através de decretos e de outros atos normativos (atuação legislativa) ou de atividades administrativas (atuação executiva), as diretrizes da legislação a que incumbe.

Através de suas secretarias ou ministérios, o Executivo tutela o interesse público, única finalidade concedida pela lei. A gestão de resíduos sólidos realizada pelo poder público é eficiente em relação à coleta e ao transporte dos resíduos, mas deficiente em relação ao tratamento e à disposição final dos rejeitos.

Além desse revés administrativo, a coleta e tratamento dos resíduos urbanos é mais extensa do que a realizada nos domicílios rurais. Em relação a estes, os resíduos inorgânicos (plásticos, pilhas, lâmpadas fluorescentes, etc) deveriam ser coletados e tratados com a mesma incidência com que faz em relação aos domicílios urbanos; mas, ao contrário, o percentual atinge, quando muito, pouco menos da metade do percentual de domicílios urbanos.

Em relação ao tratamento e destinação dos rejeitos, o poder público carece de verbas para criar ou manter aterros sanitários, aterros para resíduos especiais ou usinas de compostagem e de reciclagem. Os consórcios intermunicipais surgem como solução; mas, sob a óptica política, as municipalidades discutem qual município arcará com a área para receber os resíduos e rejeitos, dificultando a execução dessa solução.

Em relação à falta de verbas públicas, o modo de adquiri-las é a tributação de diversos fatos geradores. Mas, pelo sistema tributário brasileiro, o tributo apropriado é o imposto, cuja arrecadação não tem destinação certa, podendo ser aplicada para qualquer finalidade pública. Ocorre, porém, a destinação limitada aos órgãos ambientais com prejuízo à execução da legislação ambiental.

Quanto aos órgãos ambientais, a capacidade institucional deles é limitada em razão da falta de infraestrutura (sistemas de monitoramento e sistemas efetivos de controle), falta de recursos humanos e pelo isolamento político do setor ambiental (verbas públicas limitadas).

O efeito mais notório é a transformação em lixões dos aterros sanitários e aterros para resíduos especiais, pondo em risco a saúde pública e contaminando o solo e o meio ambiente.

Ao lado do poder público atua o setor empresarial, do qual os produtores tem a responsabilidade estendida ao período pós consumo do tempo de existência (ciclo de vida) do produto, devido à hipossuficiência do consumidor (ou poluidor) de reduzir os impactos ambientais da sua conduta consumerista.

A responsabilidade pós-consumo aplica-se ao produtor por ser ele quem mais exerce influência econômica sobre as demais pessoas que compõem os estágios do tempo de existência (ciclo de vida) do produto, além de determinar as características de cada bem produzido.

Devem, os produtores, coletar os produtos que se exauriram pelo uso, encaminhando-os à reciclagem ou à reutilização. E, quanto ao projeto dos bens a produzir, deverão redesenha-los para suprimir ou diminuir os impactos ambientais resultantes do uso pelos consumidores. O projeto deles tem que pugnar pela sustentabilidade ambiental.

DO RESUMO

A lei da PNRS instituiu a responsabilidade compartilhada para realizar a gestão integrada dos resíduos sólidos, consistente na coleta, destinação (reciclagem e reutilização) dos resíduos e disposição final dos rejeitos.

Essa sequência compõe o tempo de existência (ciclo de vida) do produto e a logística reversa atua sobre a destinação dos resíduos sólidos, que depende da seleção e coleta de materiais recicláveis, a ser realizada pelos catadores e pelos produtores.

Surge a responsabilidade pós-consumo depois do exaurimento do uso (ou da utilidade) do produto, momento em que o produtor deverá fazer a coleta, independentemente da seleção e coleta realizada pelos catadores de materiais recicláveis. Estes preenchem o elo inicial – a coleta – da gestão integrada de resíduos sólidos e os produtores reciclam ou reutilizam esses materiais (resíduos sólidos).

Ao produtor a lei também atribuiu a obrigação de redesenhar os produtos, com projetos pensados em favor da preservação ambiental, em obediência ao princípio da ecoeficiência (art. 6º, V, PNRS), ao mesmo tempo que deverão contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O poder público também participa da gestão integrada de resíduos sólidos, com os municípios mediante planos de gestão integrada de resíduos sólidos, incentivos econômicos aos consumidores que participarem dos sistema de coleta seletiva, consórcios intermunicipais (para a disposição final dos rejeitos), cabendo ao Estado-membro integrar atividades públicas de interesse comum da gestão de resíduos sólidos nas regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, controlar e fiscalizar as atividades sujeitas ao licenciamento ambiental e priorizar as iniciativas municipais de soluções consorciadas ou compartilhadas.

Os consumidores devem cooperar com a coleta seletiva para garantir o sucesso da logística reversa, sob pena de advertência ou multa (em caso de reincidência).

DA CONCLUSÃO

A lei da PNRS criou um sistema integrado de responsabilidades (gestão integrada de resíduos sólidos) que visa à redução do impacto ambiental e assegurar a sustentabilidade do meio ambiente para as futuras gerações.

Dessas, a compartilhada e a pós-consumo movimentam o sistema de destinação e disposição de resíduos sólidos, em que o tempo de existência (ciclo de vida) do produto exaure o uso ou utilização para o qual foi desenhado (ou planejado), mas nem sempre o exaure em seu uso industrial (reciclagem e reutilização).

Cabe às pessoas envolvidas na gestão integrada de resíduos sólidos redesenhar os bens a serem produzidos, com projetos adequados ao consumo e ao uso industrial, retirando do ambiente os resíduos e rejeitos que o contamine, em obediência ao princípio da ecoeficiência.

Finalmente, a sustentabilidade é a reciclagem do tempo porque é preciso dar tempo ao meio ambiente para que se sustente paralelamente às cidades que criamos. Nada a mais.

Marcelo Augusto Paiva Pereira.

(o autor é aluno de graduação da FAUUSP)

BIBLIOGRAFIA

SITES PESQUISADOS

DERECHOYCAMBIOSOCIAL.COM. Disponível em: http://www.derechoycambiosocial.com/revista026/Gestao_integrada_de_residuos_solidos.pdf. Acessado aos 05.12.2014.

FILE.ABIPLAST.ORG.BR. Disponível em: http://file.abiplast.org.br/download/lei_12305.pdf. Acessado aos 03.08.2015.

IBEAS.ORG.BR. Disponível em: http://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2013/V-017.pdf Acessado aos 01.11.2014.

IPEA.GOV.BR. Disponível em: http://ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livros/42543_Livro_InfraestruturaSocial_vol2.pdf. Acessado aos 14.03.2015.

REVISTADIR.MCAMPOS.BR. Disponível em: http://www.revistadir.mcampos.br/PRODUCAOCIENTIFICA/artigos/lisandronortonsiqueiradosprincipioseinstrumentospoliticanacionalresiduossolidos.pdf. Acessado aos 05.12.2014.

OUTRAS FONTES

LOSCHIAVO, Maria C., SAKURAI, Tatiana. Design para a Sustentabilidade. FAUUSP. De 22.09 a 24.11.2014. Anotações de aulas. Não publicadas.

 




Unimed Itapetininga adere a Telemedicina do Hospital Israelita Albert Einstein

Unimed de Itapetininga fecha convênio com o Hospital Albert Einstein

 

Buscando a melhoria contínua na qualidade da assistência oferecida aos seus pacientes e aliando-se às facilidades e avanços proporcionados pela tecnologia, a Unimed Itapetininga firmou uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, o que permitirá que a partir de agora os profissionais da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Dr. José Silva Dantas Filho possam estar  em contato diário com os profissionais do conceituado hospital de São Paulo.

As tecnologias da Telemedicina viabilizam a troca de informações e conhecimento por médicos e profissionais da área da saúde, para debater a melhor escolha do tratamento para um paciente, orientar procedimentos e promover a saúde. Um projeto que utiliza a tecnologia para reduzir as distâncias e leva a excelência médica do Hospital Israelita Albert Einstein para outros hospitais.

A comunicação entre os profissionais dos dois hospitais se dará por meio de videoconferência, com frequência diária no período da manhã. Em tempo real, o médico intensivista ou outros especialistas em São Paulo poderão ver o paciente em seu leito em Itapetininga.

Segundo nota à imprensa distribuyida pela Assessoria de Imprensa da Unimed itapetiningana, “os benefícios dessa comunicação são inúmeros, entre eles a uniformização de condutas e protocolos; apoio na tomada de decisão dos nossos profissionais; apoio nos procedimentos em casos agudos com auxílio dos protocolos de tratamento adotados no Einstein; transferência de conhecimento, entre outros”.

No último dia 14, a equipe do Einstein esteve em Itapetininga. O presidente da cooperativa, Dr. Marcos de Almeida Cunha e o coordenador da UTI do hospital, Dr. José Mauro Cafundó Moraes, junto com a equipe de enfermagem, receberam a equipe médica e técnica do Serviço de Telemedicina do Einstein. No período da tarde, os enfermeiros passaram por um treinamento para capacitação ao projeto.

Ainda segundo a nota de imprensa, trata de “um grande avanço para o Hospital Dr. José Silva Dantas Filho e uma oportunidade extraordinária de troca de experiência, que trará mais benefícios e proporcionará mais segurança para os pacientes do hospital da Unimed Itapetininga”.

 




Baile flashback neste sábado no Clube Recreativo de Itapetininga

Acontece neste sábado, 8, a partir das 23 horas, no Clube Recreativo de Itapetininga

O ‘Baile Flashback’ é uma boa oportunidade para reviver sucessos musicais das décadas de 70, 80 e 90, com repertório que promete não deixar ninguém parado, segundo a direção do clube.

O atual presidente da entidade, Alexandre Zanani, lembra que esse baile já é “tradicional”, enfatizando que “o evento é algo mágico, as pessoas que estiveram presentes em algum momento daquelas décadas, ao adentrar no salão do clube, revivem cenas de suas vidas”.

Ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na secretaria do clube, à rua Monsenhor Soares, nº 438 ou ainda pelo telefone 3271-0241.




Um artigo de Celio Pezza: 'Um encontro no Céu'

Crônica # 273: Um encontro no céu

 

Colunista do ROL
Celio Pezza

Naquele dia, num canto do céu, o Profeta do Islã olhava entristecido para o nosso mundo, sem entender os motivos de tantas loucuras, muitas delas em seu nome e sofria ao ver suas palavras perdidas nos ventos quentes dos desertos de sua terra.

Por que não ouviram seus ensinamentos? Eles eram simples, fáceis de seguir, e os homens poderiam viver em paz.

Repentinamente, percebeu alguém ao seu lado; virou-se e viu seu irmão de fé, com a mesma expressão de dor, usando um manto branco manchado de sangue.

­─ Assalamu Aleikum!(¹) – Eles não entenderam a minha mensagem, diz o Profeta.

─ Shalom Aleichém!(²) – Também a mim não entenderam, respondeu o Nazareno!

Veja todo o mal que já causaram em meu nome! Desde as cruzadas até os dias de hoje, quantos já morreram pelo uso errado das minhas palavras. Os homens perderam a capacidade de ouvir e de entender. Nós fomos claros, demos exemplos, e eles não nos ouviram. Infelizmente eles se perderam ao longo do caminho, Profeta.

Naquele instante olharam para baixo e viram a Faixa de Gaza, a Síria, a Ucrânia e muitas outras partes da Terra em chamas e repleta de mortos e mutilados. De um lado, os seguidores do Torá invadem a Palestina enquanto aguardam o Messias. Do outro, os seguidores do Alcorão bombardeiam Israel enquanto alguns clamam por uma Jihad(³). Os dois lados perdem a conta dos seus mortos e feridos e se esquecem de que nunca vai existir uma guerra santa, pois uma guerra não pode ser santa.

Lá embaixo, as luzes assassinas dos mísseis mostram toda loucura humana e são embaladas pelo som de todos os tipos de armas criadas por mentes doentias, como uma sinfonia triunfal da morte contra a espécie humana.

Um rápido balanço mostra que, a cada ano que passa, existem mais conflitos e parece que o mundo inteiro está perdido. O som das cabeças cortadas pelo Estado Islâmico chega aos céus, misturado aos apelos dos que pedem a interferência divina.

─ O que sugere Nazareno? Tentaremos mais uma vez?

─ Você sabe a resposta, Profeta. Você sabe que existem muitos deles que ainda têm esperança, que acreditam em nós e num mundo melhor. Não podemos decepcioná-los.

─ Eu sei Nazareno! Por estes, faremos tudo de novo quantas vezes forem necessárias. Um dia, eles encontrarão uma forma de viver em paz.

─ Assim seja, Profeta!

─ Allah, o Misericordioso! Bendito seja! O nascente e o poente Te pertencem e notamos a Tua presença! ─ Falaram alguns fiéis que olhavam para o céu naquela hora.

─ O Messias está chegando, profetizaram outros! O tempo das mudanças está próximo!

 

(1) – Assalamu Aleikum! Que a paz esteja contigo! (saudação árabe)

(2) – Shalom Aleichém! A paz esteja convosco! (saudação hebraica)

(3) – Jihad – conceito islâmico que pode ser entendido como uma luta interna para se buscar e conquistar a paz em Deus. Ao contrário do que muitos pensam, não significa “guerra santa”, nome dado pelos europeus às lutas religiosas na Idade Média.

 

Célio Pezza

Julho, 2015




Animal selvagem é atropelado em plena Rodovia Raposo Tavares

Cachorro-do-mato é atropelado na Raposo Tavares em Itapetininga

(Matéria publicada pela TV Tem)

Animal foi atingido na parte traseira e não conseguia andar, diz bombeiro.
Bicho está em clínica veterinária e depois de recuperado deverá ser solto.

Do G1 Itapetininga e Região

Animal foi encontrado ferido no acostamento da Raposo Tavares (Foto: Divulgação/ Bombeiros Itapetininga)Animal foi encontrado ferido no acostamento da Raposo Tavares (Foto: Divulgação/ Bombeiros Itapetininga)

Um cachorro-do-mato foi atropelado por um veículo na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) emItapetininga (SP) na manhã desta segunda-feira (3). Segundo o Corpo de Bombeiros, o animal foi atingido na parte traseira do corpo e não conseguia andar quando foi encontrado.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, quem atropelou o animal fugiu sem prestar socorro e outro motorista acionou a corporação. Uma equipe  foi ao local, resgatou o animal e o levou à Polícia Ambiental. O cachorro-do-mato foi encontrado no acostamento no quilômetro 179 da via.

De acordo com a polícia, em seguida o cão foi levado à clínica particular do município. A gravidade e o tipo de lesão não foram divulgados. O cachorro-do-mato será solto à natureza após recuperação, que pode demorar dias. A espécie é amplamente encontrada na região, completa a polícia.




Repórter Carlos da Terra conta sobre acidente em Itapetininga

CARRO DESPENCA EM RIBANCEIRA COM MORTE

Carlos da Terra

As equipes de bombeiros e policiais trabalham para identificar o veículo, que aparentemente não tem placas, e o condutor que jaz morto dentro do veículo.

Estima-se que o acidente ocorreu no sábado mas apenas hoje a polícia recebeu informações prestadas por um funcionário da fazenda.

O local, próximo ao trevo da SP 127 que vai para Alambari, tem várias viaturas e muitos policiais.

O veículo está inteiramente destruído, enfiado em meio aos eucaliptos e virado de rodas para cima.

As autoridades suspeitam tratar-se de um Uno preto, cujo proprietário seria de Itapetininga mas que estava em Alambari vindo para Itapetininga, segundo dizem, para comprar cigarro.




Genealogia: Afranio Mello fornece informações sobre a FAMILIA TRENCH

Afrânio Mello - ATENDIMENTO NÚMERO 510

 

Caro José Luiz,

Demorou um pouco mas foi encontrado algumas informações sobre a origem do sobrenome TRENCH.

Nós temos, aqui em Itapetininga, a Família Trench ( Edmundo, Edmundo Filho, Hely,Huard,Haley entre outros)

e , todos aqui, pensam que a origem é alemã.

Puro engano :  a origem é franco-britânica e o sobrenome inicial é La Tranche. Veja o texto abaixo.

Extraído do texto abaixo a primeira referência do sobrenome Trench, no ano de 1576 na Inglaterra.

Registra-se Frederick de la Tranche, nascido em 1543, Poitou, França e falecido em  Northumberland, Inglaterra;

casou-se em 1576 com Margaret Sutton, Inglaterra. Teve os seguintes filhos: Thomas Trench, nascido em 1578,

Northumberland, Inglaterra e James Trench, nascido em 1580, Northumberland, Inglaterra.  É o início do Sobrenome TRENCH.

Segue a parte dois belos Brasões da família.

 

Não encontrei referências a entrada dessa família no Brasil.

Grande abraço , do amigo e confrade,

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line

 

 

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Trench, Tranche sobrenome de origem franco-britânica.

As famílias de ambas as grafias, tanto na Inglaterra como na França adotaram o mesmo brasão de armas. Os primeiros que adotaram esse apelido vieram da região de Northumberland, Inglaterra. Eles eram franceses oriundos da província de Poitou e tinham o sobrenome La Tranche (a fatia em português), o que pode se referir a uma fatia ou parte de uma propriedade rural, indicando que os primeiros membros dessa família francesa eram agricultores. Essas famílias eram protestantes Huguenotes e fugiram para Inglaterra devido a perseguição Católica na França. A Inglaterra sendo uma nação protestante os acolheu, apesar de diferenças religiosas.

clip_image006Várias famílias de Huguenotes franceses imigraram para a Inglaterra e esses sobrenomes foram modificados para língua inglesa, como por exemplo o sobrenome português Brandão, nas Inglaterra passou-se a ser escrito Brampton e assim aconteceu em outros países. O francês no decorrer dos séculos teve variações ortográficas, sobretudo na Idade Média. O idioma francês foi desenvolvido do Latim vernáculo do Império Romano. Este foi dividido por três históricos e linguísticos períodos. Velho Francês, que se desenvolveu antes do século XIV com extrema influência de línguas germânicas e som das tribos bárbaras que invadiram o atual território francês que era a antiga Gália Romana. O Médio francês que abrange o período dos séculos XIV a XVI com forte influência do italiano, devido a Renascença.  O francês Moderno que se estabeleceu no século XVI é o usado e falado até os dias de hoje. Com isso os sobrenome Huguenotes sofreram diversas variações. Assim há variações no apelido como vemos: Tranch, Tranche, Trench, Trenche.

O primeiro nome de referencia da família na Inglaterra é Frederick de La Tranche ou Trenche que sobreviveu ao massacre de St. Bartolomew (imagem) nos dias 23 e 24 de agosto de 1572 em Paris, França. Frederick chegou na Inglaterra no ano de 1575.

Registra-se Miguel Tranche, nascido em 1780, Sahelices de Mayorga, Valladolid, Espanha; filho de Miguel Tranche, nascido em 1752 e Pasquala Fernández, nascida em 1759 ambos em Valladolid, Espanha.

Registra-se Frederick de la Tranche, nascido em 1543, Poitou, França e falecido em  Northumberland, Inglaterra; casou-se em 1576 com Margaret Sutton, Inglaterra. Teve os seguintes filhos: Thomas Trench, nascido em 1578, Northumberland, Inglaterra e James Trench, nascido em 1580, Northumberland, Inglaterra.  É o início do Sobrenome TRENCH.

Registra-se Antoine Tranche, nascido em 1803, St Louis, Missouri, Estados Unidos; casou-se em 1828 com Charlotte Roy. Tiveram um filho: Antoine Tranche, nascido em 1830 na mesma localidade.

Registra-se John Tranche, nascido em 1580, Prestonpans, East Lothian, Escócia; casou-se em 1604 com Katherine Broun.

Registra-se Francisco Monge Tranche, nascido em 14.12.1841, Villabaruz, Valladolid, Espanha; filho de Prudencio Monge Izquierdo e Vicenta Tranche Alonso, nascida em 21.10.1817, Villabaruz, Valladolid, Espanha. Teve por irmãos: Tibúrcio Monge Tranche, nascido em 11.08.1844; Agueda Monge, nascida em 1840; Francisco Monge Tranche, nascido em 1842; Ambrósio Monge Tranche, nascido em 1846; Bernarda Monge Tranche, nascida em 1848; Saturnino Monge Tranche, nascido em 1850 e Juan Monge Tranche, nascido em 1852; todos nascidos em Villabuz, Valladolid, Espanha.

Registra-se Josette La Tranche Montaque, nascida em 1826 Poitiers, França; filha de Charles La Tranche e Josephine Frances Bonet; casou-se em 1844 com Jean Chrysotome Martelle. Teve os seguintes filhos: Francis Xavier Martelle e Gideon Martelle.

 

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Região de Origem do Sobrenome

Poitou – França

A região de Poitou foi chamado Thiafália (ou Theiphalia) no século VI.

Há um pântano chamado de Poitevin Marsh (francês  Marais Poitevin) no Golfo do Poitou , na costa oeste da França, ao norte de La Rochelle e oeste de Niort.

Pelo Tratado de Paris de 1259, o rei Henrique III de Inglaterra reconheceu sua perda de continental território Plantaganet para a França (incluindo Normandia, Maine, Anjou e Poitou).

Durante os séculos XIV e início do XVI Poitou era um viveiro de Huguenotes (franceses calvinista) atividade entre a nobreza e burguesia e foi severamente impactada pelas Guerras das Religiões na França  (1562-1598).

Muitos dos Acadianos que se estabeleceram no que hoje é Nova Scotia no início em 1604 e mais tarde para New Brunswikc,  veio da região de Poitou. Depois que os acadianos foram deportados pelo britânico em 1755, alguns deles eventualmente se refugiaram em Québec, Canadá. Uma grande parte desses refugiados também migraram para a Louisiana em 1785 e se tornou conhecido como Cajuns.

Após a revogação do Édito de Nantes , em 1685, um forte ataque contra a Reforma no esforço feito pela Igreja Católica francesa. Em 1793, este foi parcialmente responsável pela revolta de três anos de duração aberta contra o governo revolucionário francês no Bas-Poitou (Departamento de Vendée). De fato, durante os Cem dias do Governo de Napoleão em 1815, a provincia de Vendée permaneceu leal à Restauração Monarquia de Rei Luís XVIII e Napoleão despachou 10.000 tropas sob General Lamarque para pacificar a região.

 

Poitiers – França

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From: José Luiz

Sent: Wednesday, July 29, 2015 4:21 PM

To: afranio@tintaspig.com.br

Subject: Família Trench

 

Obrigado seu Afrânio.

Vamos aguardar e torcer para que se tenha alguma informação nesses novos arquivos.

Eu tenho interesse em atualizar esse sobrenome.

Abraços

José Luiz Nogueira

 

—– Original Message —–

From: mailto:pcvicentini@gmail.com [GenealBr]

To: GenealBr@yahoogrupos.com.br

Sent: Wednesday, July 29, 2015 10:41 AM

Subject: Re: (GBr) Família Trench

 

Oi, José Luis. Obrigado pela dica.

Edmundo Trench era irmão de minha tetravó, Virginia Augusta de Souza. Eles nasceram no Rio de Janeiro, mas se mudaram para a região de Sorocaba em 1867, pois Edmundo e o marido de Virginia foram trabalhar juntos na Fábrica de Ferro de Ipanema. Sei o nome dos pais de Edmundo e Virginia, que se chamavam Joaquim José Augusto de Souza, um português, e Maria Angélica da Piedade, possivelmente pernambucana. Veja que nenhum dos dois, tampouco Virginia, usava o sobrenome Trench. Se nessa publicação que você falou houver referências a ancestrais mais distantes ou sobre de onde teria vindo o sobrenome, me interessa. Você conseguiria tirar  fotos das páginas citadas e mandar para mim?

Um abraço.

Pedro Vicentini

Em 29 de julho de 2015 10:19, José Luiz jlnogueira@bol.com.br [GenealBr] <GenealBr@yahoogrupos.com.br> escreveu:

 

 

Bom dia.

Saúde para todos.

Em Itapetininga tem um ramo da família Trench.

Quando fiz o curso ginasial no Instituto de Educação Peixoto Gomide, tinha um professor de Educação Fìsica que se chamava Átila Trench.

Era filho de Edmund Trench e Maria do Monte Ayres, descendente dos fundadores de Itapetininga e que constam da GP de Silva Leme.

A genealogia dele está em nosso livro GENEALOGIA DE UMA CIDADE – Volume I – Itapetininga nas páginas 55 e 56.

 

José Luiz Nogueira de Itapetininga-SP

 

 

—– Original Message —–

From: mailto:rcbotelho@yahoo.com+[GenealBr]

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Sent: Tuesday, July 28, 2015 11:53 AM

Subject: Re: (GBr) Família Trench – ligações com Campos (RJ), Pernambuco, Irlanda e Portugal.

 

 

Pedro,

Se for inglês, recomendo uma busca no FamilySearch, pois indexaram todos os registros que microfilmaram da Igreja Anglicana em Portugal. Foi assim que puxei o nó dos meus Bakers, ingleses de Portugal (!), com início documentado em Charles Baker e Elizabeth Randall na década de 1770 e cujo filho passou ao Brasil no início do século XIX. Nunca consegui passar disso, pois os registros anglicanos são muito sucintos e não tive oportunidade de vasculhar arquivos portugueses com esse objetivo.

Para o Brasil, especificamente o Rio de Janeiro, meu caminho foi o fichário do CBG, Cúria e a própria Igreja Anglicana (na Real Grandeza, em Botafogo). No Brasil, eles viraram católicos e segui o caminho padrão.

Abraço,

 

Rafael de Castro Baker Botelho.
São Paulo, SP
E-mail: rcbotelho@yahoo.com

Pesquisando no século XIX:
Baker ou Backer – Lisboa, Porto e ilhas atlânticas, em Portugal / Rio de Janeiro, RJ
Graham, Grant, Hastings, Smith – Lisboa, Porto e ilhas atlânticas, em Portugal
Andrade – Triângulo Mineiro e Lavras; região de Franca, SP
Azevedo – Carrancas e Lavras, MG; Rio de Janeiro, RJ
Arruda de Freitas – São Paulo, SP
Botelho – Aiuruoca, Araxá, Campanha, Carrancas, Lavras e Zona da Mata, MG
Dias Ferraz – Desterro do Mello, Baependi, Carmo de Minas, Cristina e região, MG
Quadros Bittencourt – SP e MG
Sá – BA
Vilela – Aiuruoca, Lavras, Triângulo Mineiro e Zona da Mata, MG; Franca e Ribeirão Preto, SP; Rio de Janeiro, RJ
No Triângulo Mineiro (cerca de 1880):
– Andrade;
– Vilela;
– José Martins;
– José Flauzino Ribeiro;
– Francisco de Paula Ferreira;
– Carlos Martins Marques;
– Francisco de Souza;
– Evaristo de Andrade e Souza;
– Antônio Martins Ferreira

 

De: “Pedro Vicentini pcvicentini@gmail.com [GenealBr]” <GenealBr@yahoogrupos.com.br>
Para: GenealBR@yahoogrupos.com.br
Enviadas: Terça-feira, 28 de Julho de 2015 11:33
Assunto: (GBr) Família Trench – ligações com Campos (RJ), Pernambuco, Irlanda e Portugal.

 

 

Prezados colegas,

Estou investigando um ramo da minha família que tem por sobrenome TRENCH. Há pistas que apontam para a cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), para Pernambuco (nesse caso poderia ser de ascendência holandesa), para a Irlanda e, por estranho que pareça, até para Portugal. Algum de vocês já viu esse sobrenome ligado a um desses lugares?

Pedro C. Vicentini