'LUTA ANTIMANICOMIAL' SERÁ DEBATIDA EM ITAPETININGA

Debate sobre ‘Luta Antimanicomial’ será no dia 22

Duas unidades do CAPS apresentarão suas produções artísticas, culturais e esportivas

O Dia 18 de Maio é dedicado à celebrar o Dia da Luta Antimanicomial.

Para comemorar a data, a Rede de Atenção Psicossocial de Itapetininga vai promover um evento com o tema: “Por uma Sociedade Sem Manicômios…Ainda…”.

A ideia é proporcionar um questionamento sobre formas de tratamento que privam as pessoas de sua liberdade por sofrerem de algum transtorno mental ou problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

O evento acontece no dia 22 de Maio das 10 às 14 horas no Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas, CAPS-ad, “GUACIRA CAMPOS RODRIGUES” (Bairro Belo Horizonte)  a reunião dos dois CAPS que apresentarão suas produções artísticas, culturais e esportivas.

Saiba mais

Hoje a Rede de Atenção Psicossocial no município está em expansão com o projeto de implantação do CAPS Infanto-Juvenil e do Serviço Residencial Terapêutico. Atualmente é composta de um CAPS II, que atende de forma intensiva pessoas com algum transtorno mental; um CAPSad que dá atenção às pessoas que tem algum problema com o uso de álcool ou outra droga; atendimento Ambulatorial de Saúde Mentalresponsável pelo diagnóstico e tratamento de problemas mentais de adultos noCIEMI; um Ambulatório de Saúde Mental no Núcleo da Criança. Importante salientar que a atenção à saúde mental está em expansão para a atenção básica por meio do NASF e com grupos de acolhimento psicológico nas unidades básicas de saúde objetivando a inclusão social, a extinção dos estigmas e sempre pensando que a liberdade é fundamental para o tratamento.

 




Artigo de Pedro Novaes: '  CRISE  EDUCADORA'

Pedro Israel Novaes de Almeida

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A atual crise brasileira obrigou cortes em áreas importantes, como a educação e saúde. Universidades estão até sem coleta de lixo, o sonho do Fies acabou transformado em pesadelo, foram agravadas as carências dos hospitais e o país é hoje um imenso canteiro de obras paralisadas.

A inflação, que por décadas vitimou todos os brasileiros, volta à cena, realimentando-se. O desemprego, chaga social, volta a tornar incertos os contratos de trabalho.

Para constatar a situação atual, não é necessário consultar especialistas e manejar índices econômicos e sociais. Basta conversar com qualquer caixa de supermercado, bancários, metalúrgicos, etc. O ambiente é de retração e preservação da poupança familiar.

A superação de crises exige bem mais que um gerenciamento técnico, pois envolve sacrifícios, comoções e credibilidades. As crises exigem lideranças com alto senso de prioridade.

Lideranças de fato conseguem apoio popular a medidas pouco simpáticas, e resignação com o esforço coletivo.

No Brasil, a crise é agravada pelo fato de não haver nascido de incontornáveis contaminações por crises internacionais. A crise é só nossa, por problemas de gestão.

Não temos, nas cúpulas executivas e legislativas, lideranças à altura de nossas necessidades. Os diálogos entre ambas as esferas de governo acabam em promessas de nomeação para cargos comissionados, e uma ou outra bravata politiqueira.

O lado bom da crise é que, de repente, ficou feio e apátrida malversar recursos, e os gastos supérfluos ficam realçados e socialmente reprovados. O lado mau da crise é a perspectiva de agravamento, e a sensação de que adentramos um túnel escuro, do qual não enxergamos a saída.

Políticos com mandato, do menor município a Brasília, não anunciam a diminuição do número de assessores e gastos desnecessários, como se a tal crise imperasse em terras distantes. As economias vitimam a educação e saúde, e continuam as demonstrações pomposas de mando e poder, com as cortes abarrotadas e, vez em sempre, ineficientes.

Seguindo o modelo europeu, providências sociais, mais consumistas que estruturantes, mais politiqueiras que emancipadoras, ressecaram os cofres públicos. Dormimos em berço esplendido, sonhando ser infinita a fortuna oficial.

O lado cruel da crise é que afeta com mais rigor e sofrimento as classes menos favorecidas. Nelas, a inflação diminui o alimento, apaga a luz e fecha torneiras. Nelas, estudos são paralisados, remédios economizados e a alegria suprimida.

O aumento de impostos, solução simplista e injusta para o rateio de prejuízos que não causamos, gera inflação e compromete empregos. Estamos sendo mal geridos, nada liderados, e o ambiente é de fim de festa, com os convidados lotando os bolsos com salgadinhos.

Viva a crise ! Enfim, acordamos !

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 




NOVO ESPETÁCULO MUSICAL NO TEATRO DO SESI EM ITAPETININGA

Fanta KonatêSábado, dias 23, às 20 horas, o teatro do SESI Itapetininga apresenta ‘Fanta Konatê’

A cantora apresenta a musicalidade das tradições africanas com uma voz carregada de beleza e força das divas de sua terra.

A entrada é gratuita e a classificação é livre.




CAMARA DE AVARÉ AUMENTA SALÁRIOS

Saiu publicado na TV Tem

19/05/2015 15h21 – Atualizado em 19/05/2015 15h42

Câmara aprova aumento salarial dos vereadores, secretários e vice-prefeito

Prefeito de Avaré diz que abriu mão do pagamento já no início do mandato.
Reajuste salarial e alta no valor do vale-alimentação também foram pauta.

 Do G1 Itapetininga e Região
 

A Câmara de Avaré (SP) aprovou o aumento salarial de vereadores, secretários e até do vice-prefeito da cidade na sessão da noite desta segunda-feira (18). Em nota, o prefeito Poio Novaes (PMDB) informou, na manhã desta terça-feira (19), que abriu mão do salário desde o início do mandato, já que recebe remuneração como médico concursado da União. Houve manifestação de moradores e de funcionários públicos.

Com a aprovação, 19 integrantes do secretariado, 13 vereadores e o vice-prefeito passarão a ganhar R$ 7.135,54; o presidente da Câmara receberá R$ 7.858,28; e o prefeito, que atualmente recebe R$ 16.931,20, ganhará R$ 18.355,11. O valor fica depositado em uma conta da prefeitura.

Outros assuntos
Além do aumento, a sessão debateu o valor do vale-alimentação e o reajuste salarial de 8,41%, feito fora da data-base, para os funcionários públicos do município. A soma deve ser dividida em quatro vezes. De acordo com os trabalhadores, a reposição inflacionária está abaixo do que foi pedido pela classe.

“Nossa data era 1º de maio e foi para 1º de junho. O sindicato não foi chamado pelo prefeito”, acusa Leonardo Espírito Santo, presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos.

O vereador Ernesto Albuquerque (PT) afirmou que o ideal é que o reajuste fosse pago em apenas uma única parcela. “No entanto, problemas econômicos fizeram o prefeito readequar a reposição inflacionária”, explica.

Resposta do Executivo
A prefeitura disse que a correção salarial parcelada e o aumento do vale-alimentação respeitaram o impacto orçamentário e a capacidade de pagamento do órgão.

Já sobre a possibilidade de pagamento em uma única vez, a administração municipal ressaltou que não tem condições para isso e que o prefeito está à disposição do sindicato para conversar.

Câmara votou aumento de salário para políticos em Avaré (Foto: Reprodução/ TV TEM)Câmara votou aumento de salário para políticos em Avaré (Foto: Reprodução/ TV TEM)



EM PRIMEIRA MÃO: NOVA FACULDADE SERÁ INSTALADA EM ITAPETININGA!

CONFIRMADO: ITAPETININGA TERÁ UMA FACULDADE DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO!foto falando
Agora a notícia é oficial!

O professor Eliel Ramos Mauricio confirmou ao ROL – Região On LIne que conseguiu definitivamente autorização para criar um novo curso na FKB: a Faculdade de Engenharia de Produção!

Acompanhado do professor Marcus Vinicius, ambos estão em Brasilia e felizes com a conquista de Itapetininga: uma nova escola na cidade.

O novo curso comeca com 80 vagas e será ministrado no periodo noturno.

O vestibular será aberto no segundo semestre de 2015 e o inicio de aulas será em 2016.

Ainda segundo o professor Eliel Ramos Mauricio, a nova faculdade será montada “com a qualidade FKB, só docentes mestres e doutores”.




Artigo de Guaçu Piteri: 'ACREDITE SE QUISER'

Acredite se quiser – by Guaçu Piteri

 

Se seguir crescendo na média anual da primeira metade desta década, (0,6 por cento), daqui a 120 anos a renda dos brasileiros se aproximará da dos espanhóis, de hoje. Repito, de hoje. (Folha de S. P. – 30/03/15; p.A4)




Artigo de Reinaldo Canto: 'O FUTURO DAS FLORESTAS BRASILEIRAS AINDA É UMA INCÓGNITA'

Foto close cortadapor Reinaldo Canto Aprovação do Código Florestal completa três anos, mas persistem as incertezas e a difícil tarefa de cumpri-lo

Welington Pedro de Oliveira
Desmatamento

Crise hídrica é apenas uma das muitas razões para termos uma lei florestal capaz de proteger mananciais, nascentes e rios

Quem não se lembra dos tensos e acirrados confrontos no Congresso Nacional que há três anos convulsionava o País nas discussões sobre como deveria ser o novo Código Florestal? Parecia um barril de pólvora prestes a explodir. Na época, só não havia dúvida quanto à necessidade de atualiza-lo, já que a lei havia sido concebida ainda na ditadura, no ano de 1965. De lá pra cá, certamente o país mudou muito e, portanto, a lei de florestas também precisaria ser alterada.

Como sabemos, os ruralistas conseguiram, na ocasião, fazer passar boa parte de suas demandas, entre elas, algumas bastante questionáveis como a anistia aos desmatadores graças ao artifício das áreas consolidadas com produção antes de 22 de julho de 2008 e a redução nas áreas de proteção.

Pois bem, de lá pra cá, após tantas turbulências, era de se esperar que fosse um pouco mais suave o processo de implementação do Código. Mas, infelizmente, não é bem isso o que estamos assistindo. A importante meta de mapear e cadastrar todas as propriedades rurais brasileiras por meio do Cadastro Ambiental Rural ao longo desses três anos de vigência do Código está longe de ser alcançada.

As informações recentes fornecidas pelo governo federal dão conta de que em torno de 1,4 milhão de um total de 5,5 milhões de propriedades rurais já fizeram o CAR. Desse montante já regularizado, 87% são de pequenas propriedades.

Diante de um número tão pequeno e com tantos proprietários ainda em desacordo com a lei, o governo decidiu prorrogar o prazo por mais um ano, portanto até maio de 2016. Veremos então o que vai acontecer, pois a tarefa não parece ser das mais fáceis, não só pelo fato de muitos ainda precisarem se cadastrar, mas também pelos obstáculos a serem transpostos.

Podemos até dizer que possam existir proprietários que não estejam fazendo muito esforço para preencher o CAR, mas como ainda persiste a falta de informação é preciso também entender o problema desses agricultores.

Técnicos da Iniciativa Verde, organização que atua em projetos de recomposição florestal, principalmente no estado de São Paulo, têm procurado ajudar produtores rurais a preencher o cadastro e, o que eles encontram com frequência, são muitas dúvidas e um desconhecimento generalizado.

Para Roberto Resende, presidente da Iniciativa Verde, uma das principais questões está relacionada ao Programa de Regularização Ambiental: “a falta de definição do PRA deixa sem diretrizes os processos legais, administrativos e econômicos para a enorme tarefa da recomposição florestal e da adequação ambiental de tantos imóveis. Em paralelo com a consolidação do CAR é fundamental definir as regras da próxima etapa”.

Ele compara: “é como se após a entrega da declaração do Imposto de Renda (o preenchimento do CAR) os contribuintes não soubessem como, quanto e quando devem pagar de imposto ou receber de restituição (a ausência de definições claras do PRA). Para resumir, se persistem dúvidas quanto ao preenchimento do Cadastro Ambiental Rural, são ainda mais obscuras as contrapartidas a que o proprietário rural terá de cumprir no Programa de Regularização Ambiental”.

A situação não é muito diferente Brasil afora, o Observatório do Código Florestal tem acompanhado a situação. Conforme afirma Aldem Bourscheit, da organização ambiental WWF-Brasil e membro do Observatório, questões políticas estão entre os principais fatores que emperraram o cadastro (CAR), um dos passos para a regularização ambiental das propriedades. “A lei florestal (12.651/2012) foi aprovada em um processo onde sociedade e academia foram pouco ouvidos e sua regulamentação ocorre em um processo lento e pouco claro, tanto em nível federal quanto estadual”.

Ele ainda destaca que “falta muita transparência, uma comunicação efetiva para disseminação da lei e a definição de incentivos econômicos. Sem eles, podemos ter aumento no desmatamento em propriedades com excedente florestal”. Todas questões que deixam os agricultores inseguros e confusos quanto ao que fazer. Para Aldem, será preciso também que, neste ano de prorrogação dos prazos de cadastramento de propriedades e posses rurais, Governo Federal e Estados trabalhem juntos e o setor produtivo incentive seus fornecedores a respeitar e aderir ao novo Código Florestal.

A atual crise hídrica enfrentada com maior gravidade por estados da região Sudeste, mas que aflige também outras localidades do País, é apenas uma das muitas razões para termos uma lei florestal capaz de proteger mananciais, nascentes e rios, além de nossa riquíssima biodiversidade. A convivência equilibrada entre preservação ambiental e produção agrícola é o que irá garantir o nosso futuro.

O Cadastro Ambiental Rural é fundamental para que tenhamos uma radiografia fidedigna do meio rural brasileiro. Um panorama preciso sobre as áreas de vegetação natural que deverão ser preservadas e também as terras a serem exploradas, o que irá contribuir para que o país saiba onde investir, o que priorizar e o que necessita ser recuperado e preservado. Enfim trazer luz para um setor que ainda possui muita sombra e pouca transparência.

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Nesta semana diversos eventos organizados pelo Observatório do Código Florestal em todo o país vão debater o atual estágio e o futuro da implantação do Código. Em São Paulo, um encontro no dia 21/05, próxima quinta-feira, vai reunir governo, iniciativa privada, organizações da sociedade civil e academia.