Itapetininga: o que abre e fecha nos feriados

Informações da PM de Itapetininga

Coleta de Lixo – funcionará normalmente.

Corpo de Bombeiros – Serviços ininterruptos/ funcionam 24 horas

SAMU – Serviços ininterruptos/ funcionam 24 horas

Pronto Socorro – Serviços ininterruptos/ funcionam 24 horas

Órgãos Públicos Municipais – Não abrirão no dia 03 de abril

Feira Livre – A feira será realizada normalmente no domingo, 05 de abril

 




Itapetininga: PEÇA TEATRAL GRATUITA NO ABILIO VICTOR DIA 11

Itapetininga sediará mais uma espetáculo

Peça de teatro traz questões sobre a ausência e morte

Depois do sucesso da cantora Bárbara Eugênia, a Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com o Governo do Estado, traz mais um show do Circuito Cultural Paulista.

É o espetáculo teatral ‘Nossos Sapatos’, do grupo Mercearia de Ideias.

A apresentação será no Auditório Abílio Victor, no próximo dia 11, sábado, a partir das 19h.

A peça tem como tema a saudade e traz questões como a ausência da pessoa querida, a morte, o vazio.

O livro Sobre a Morte e o Morrer, de Elisabeth Kubler-Ross, que fala das fases da morte como a ira, barganha, depressão e aceitação,  foi uma das bases para este trabalho.

O espetáculo é gratuito e aberto a toda população. O Auditório Abílio Victor fica à Praça 9 de julho, s/n, Centro, ao lado do Posto Genefredo Monteiro. Informações pelo telefone 3272-3401.




Sorocaba: CURSO DE MATEMÁTICA FINANCEIRA

Matemática Financeira Básica é tema do próximo curso do CIESP Sorocaba

 

De 06 a 09 de abril, o CIESP Sorocaba oferece o curso “Matemática financeira básica – HP 12c e Excel”, especialmente desenvolvido para preparar diretores, gerentes e colaboradores das áreas financeira e contábil das empresas para conhecer ou reciclar o uso da calculadora HP12c e do Excel, com uma linguagem clara e de fácil entendimento, abordando fundamentos do mercado financeiro.

As inscrições poderão ser feitas até amanhã, 01/04, ou enquanto durarem as vagas, sendo que cada turma é limitada a 30 vagas. O investimento é de R$310 para associados e R$440 para não associados. As empresas que inscreverem quatro participantes têm 10% de desconto; a partir de cinco inscritos ou mais, o abatimento é de 15%. No valor já estão inclusos material didático, certificado e coffee-break.

Segundo o instrutor, Rodrigo Martins, o curso de Matemática Financeira irá apresentar a análise do dinheiro na linha do tempo e, fazer pensar em várias possibilidades financeiras para a vida. “Além dos profissionais da área financeira, responsáveis pela elaboração do preço de venda, profissionais de outras áreas, como Compras, Marketing, Vendas e Recursos Humanos também poderão se beneficiar com esse curso”, explica Martins.

As aulas serão ministradas das 18h às 22h, na sede do CIESP Sorocaba, que fica na Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 3.260, Alto da Boa Vista. O estacionamento é gratuito. Outras informações pelo telefone (15) 4009-2900 com Misleine ou Rosana, ou pelo e-mail: cursos@ciespsorocaba.com.br.

Sobre o palestrante

Rodrigo Martins é especialista em Consultoria de Gestão pela PUC COGEAE e Matemático. Atua como professor a mais de 17 anos na área empresarial e como consultor de empresas na área de organização financeira, estratégia de precificação e planejamento estratégico. Autor da Dinâmica do Mercado utilizada pelo SEBRAE-SP no programa Brasil Empreendedor.

Atua e atuou como professor no CIESP, FIESP, ABIMAQ, INP, SEBRAE-SP, SESCOOP e em algumas Associações Comerciais do estado de São Paulo.




Noticia: HOLANDA ABRE INSCRIÇÕES PARA BOLSAS DE ESTUDO

Holanda abre inscrições para bolsas de estudos de até 24.000 Euros

OTS Brazil oferece bolsas de estudo exclusivas para brasileiros em cursos de graduação e pós totalmente ministrados em inglês.  

Destino europeu ainda pouco explorado pelos brasileiros, a Holanda pretende estimular a mobilidade acadêmica investindo em bolsas de estudos para estudantes de excelência. O Nuffic Neso Brazil escritório de representação oficial do ensino superior holandês no Brasil, é a instituição responsável pela organização do Orange Tulip Scholarship Programme 2015 (OTS), programa que concede bolsas de graduação e pós-graduação, integrais e parciais, em diversas universidades holandesas exclusivamente para estudantes Brasileiros.

No geral, são oferecidas mais de 70 vagas em áreas como: Business, Comunicação, Design, Direito, Finanças, Ciências Sociais, Ciências da Saúde, Ciências Naturais, T.I, Engenharia, Turismo e Indústria Criativa.

O OTS Brazil está com inscrições abertas até 01/04/2015. O resultado final será divulgado no dia 01/06/2015 e aulas terão início em setembro de 2015.

Consulte o cronograma  e entenda o processo de candidatura.

Benefícios da Bolsa

Existem bolsas integrais (que financiam 100% do valor do curso) ou parciais (financiando apenas uma parte do valor do curso) de diversos valores e o benefício mais alto chega até 32.500 Euros em anuidades e 24 mil Euros em ajuda de custo. Algumas universidades oferecem também ajuda financeira com custos de vida e outras despesas acadêmicas.

A principal vantagem da bolsa é a exclusividade para brasileiros, o que diminui a concorrência e aumenta consideravelmente as chances do candidato.  “O crescimento do Brasil, o aumento no nível de escolaridade o ótimo desempenho dos brasileiros que foram estudar na Holanda pelo Ciência sem Fronteiras, entusiasmou as universidades holandesas e motivou a criação de vagas específicas para estudantes daqui, o que deu origem ao programa”, diz a promotora educacional do Nuffic Neso Brazil, Simone Perez.

Consulte a relação de universidades participantes e confira os benefícios e valores oferecidos por cada uma das instituições.

Cursos oferecidos

– Master (Mestrados de pesquisa e ciências aplicadas – sem foco em pesquisa)

– MBA (pós-graduação com foco em candidatos que já possuam experiência profissional)

– Graduação (programas completos de bacharelado)

– Final Year (onde apenas o último ano da graduação é feito no exterior)

– Foundation Year (preparatório para graduação)

Como participar

O programa privilegia a excelência acadêmica, que será avaliada com base nas notas obtidas na universidade ou no ensino médio. Os critérios de admissão variam de acordo com a instituição escolhida, mas é fundamental que os candidatos reúnam documentos que comprovem o grau de escolaridade, currículo e certificado de proficiência na língua inglesa.  Para participar, os candidatos devem acessarwww.nesobrazil.org/ots e verificar a relação de cursos e os valores das bolsas oferecidas por cada universidade .

Podem se candidatar todos os brasileiros que não estejam trabalhando ou estudando na Holanda atualmente. Não há limite de idade e é possível candidatar-se para quantas universidades desejar.

Os interessados devem verificar a lista de documentos necessários, disponível nesse link e enviar por e-mail para info@nesobrazil.org.

 




Dia 2 de abril: DIA INTERNACIONAL DO LIVRO

Dia internacional do Livro Infantil tem destaque no Staybridge Suítes São Paulo

 

O Staybridge Suítes São Paulo comemora no dia 01 de abril, o Dia Internacional do Livro Infantil com ação que reúne arrecadação de livros e tarde com contação de história para crianças de abrigo

      

O Staybridge Suites São Paulo, marca da rede IHG – InterContinental Hotels Group, localizado no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, preparou para o dia 2 de abril de 2015 (Dia Internacional do Livro infantil) um evento que visa incentivar o hábito de leitura das crianças.

A campanha, idealizada pela equipe de marketing do hotel, apoiada pela Ong Viva e Deixe Viver e o Instituto da Criança   consiste na arrecadação de uma quantidade de livros infantis que, posteriormente, serão doados ao Abrigo Reviver (Instituição que acolhe crianças e adolescentes). O hotel preparou para encerrar a campanha um evento especial, onde as crianças do abrigo, participarão de uma tarde diferente com contação de histórias, lanchinhos e outras atrações atreladas ao universo cultural.

A tarde contará também com a presença do autor Rodrigo Libânio, que doará alguns exemplares e estará conversando e autografando seu livro “Eu gosto muito da minha avó. Minha avó é muito legal. Eu gosto muito dela”.

Como apoiadores do evento podemos destacar o Instituto da Criança, que ajudará na organização das crianças do abrigo até o hotel, o grupo brasileiro Friore, especializado na produção, distribuição e comercialização de produtos alimentícios e a JS Locadora (transporte executivo parceiro do hotel), que fará gratuitamente o translado das criaças. E mais, sucos Su Fresh que serão servidos aos pequenos e a ONG Viva e Deixe Viver com contadores de histórias.

O hotel espera consolidar a ação e incluí-la no seu calendário de eventos. Todos podem participar desta ação doando livros infantis. As mesmas podem ser entregues no hotel até a data do evento.

O Dia Internacional do Livro Infantil é comemorado em 2 de abril em decorrência do nascimento do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, considerado o primeiro autor a adaptar fábulas para uma linguagem adequada ao universo das crianças.

– Sobre o Staybridge Suites São Paulo

Empreendimento com característica de longa permanência, é pertencente à maior rede hoteleira do mundo em números de apartamentos, a IHG – InterContinental Hotels Group. Muito humanizado, conta com espaçosas e confortáveis suítes, dispõe de serviços que fazem com que o hóspede se sinta realmente em casa.

Localizado em uma das mais belas regiões da capital paulista, o hotel está inserido no Brascan Open Mall, um projeto único que reúne variadas opções gastronômicas, cafés, livraria, cinema e casa de câmbio, garantindo praticidade, segurança e conforto.

Possui fácil acesso a importantes vias da cidade e está a 8 quilômetros do aeroporto de Congonhas e próximo aos diversos pontos turísticos da capital, como parques, museus e restaurantes.

Serviço:

Hotel Staybridge Suítes São Paulo​
Rua Bandeira Paulista, Nº 555 – Itaim Bibi – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3706-6600
Site: www.sbsaopaulo.com.br

 




Noticia: DIA 11 BANDA SINFONICA NO MASP

No dia 11 de abril, às 17h, a Banda Sinfônica se apresenta no Auditório do Masp.

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Sob regência de Marcos Sadao Shirakawa, o grupo apresenta Pinóquio, de Ferrer Ferran, As Quatro Estações, de Douglas Braga e Rhythms of the Spirit, de James M. Stephenson. O concerto terá participação especial dos solistas e saxofonistas Douglas Braga e Carlos Contijo e narração do ator Hugo Possolo. Ingressos na bilheteria do Masp.

 

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Artigo de Celso Lungaretti: 'DEPORTAÇÃO DE BATTISTI'

A ENTREVISTA DO PROCURADOR ARAS É OU NÃO A PONTA DE UM ICEBERG?

BattistiPor Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

Battisti: interminável via crucis.

A rocambolesca ordem de detenção de Cesare Battisti (cumprida na tarde do último dia 12 e revogada sete horas depois), atropelou flagrantemente o rito legal, já que antes deveriam ser apreciadas as contestações judiciais já protocoladas e as muitas outras cabíveis contra a sentença de deportação proferida pela juíza de 1ª instância. A possibilidade de detenção só deveria entrar em pauta no final da batalha jurídica, depois de transpostas várias instâncias; ou seja, daqui a alguns anos.

Isto suscitou no advogado Igor Tamasauskas e nos apoiadores do escritor italiano, a partir de paralelos com episódios escabrosos de outros países, fortes suspeitas de que teria sido uma tentativa de sequestro relâmpago (como qualificou o professor universitário Carlos Lungarzo, que atua há décadas na defesa dos direitos humanos).

O objetivo final seria o de criar-se um fato consumado: a entrega de Battisti à França, onde existe uma ordem de extradição pendente contra ele. Evidentemente, como o presidente da República e a mais alta corte brasileira proibiram a sua repatriação forçada, ficou automaticamente vedada qualquer triangulação para atingir-se o mesmo resultado por meio de tramoias e atalhos jurídicos.

Lungarzo: “sequestro relâmpago”.

As suspeitas se robusteceram quando se soube de uma entrevista do procurador Vladimir Aras, publicadas neste site italiano.

Eis como Lungarzo traduziu as declarações mais melindrosas de Arras:

Existe uma longa história de colaboração entre a Itália e o Brasil. Em 1984, o Brasil extraditou Tomasso Buscetta e esta operação contribuiu muitíssimo para selar as relações entre os dois países. A ajuda do Brasil foi determinante para a Itália no processo de desmantelamento da Cosa Nostra [a Máfia siciliana].

[Indagado sobre o que deu errado no que pode ter sido uma tentativa de despacharem Cesare Battisti ilegalmente para a França] Acontece que não houve tempo. Foi só uma questão de tempo…

…Um juiz federal [a juiza Adverci Rates Mendes de Abreu] decidiu que Battisti deveria ser expulso do Brasil porque, tendo sido condenado em última instância noutro país, não pode ter visto de residente permanente.

…o juiz [a juíza] ordenou a deportação de Battisti e, para dar execução imediata a esta decisão, o Ministério Público Federal requereu uma ordem cautelar para o fim de prender Battisti assim como, de fato, aconteceu, e escoltá-lo ao aeroporto para deportá-lo à França.

Procurador Aras: no mínimo, falou demais.

…enquanto eram feitos os procedimentos de documentação emergencial para a viagem, a defesa de Battisti decidiu recorrer ao Tribunal Regional Federal do Brasil, e o presidente do Tribunal suspendeu a decisão de primeiro grau da Justiça federal de Brasília [porque, justificou, ‘a posição de Battisti não pode mais ser decidida num processo que trâmite na Justiça Federal, mas, apenas por uma decisão do presidente da República e do Supremo Tribunal Federal’].

Foi só um problema de tempo porque, se o Tribunal não houvesse suspendido a decisão, Battisti estaria hoje na França.

A informação foi passada para um veículo da grande imprensa, que está apurando o episódio.

Pesquisando no Google, encontrei o currículo do procurador:

Vladimir Aras, soteropolitano, nascido em 1971, é mestre em Direito Público pela UFPE, professor assistente de Processo Penal na Universidade Federal da Bahia (Ufba), membro do Ministério Público Federal no cargo de procurador Regional da República, secretário de Cooperação Jurídica Internacional da PGR, membro do Grupo de Trabalho em Crime Organizado… 

Episódio nos trouxe más lembranças

Ele edita o Blog do Vlad e está no Twitter.

Não há post que aborde, especificamente, o episódio do último dia 12, mas, em vários outros, ele deixa transparecer muita hostilidade a Battisti.

No mínimo, jamais deveria ter abordado com tamanha sem-cerimônia um assunto que, sendo ele o secretário de Cooperação Jurídica Internacional, tem algo a ver com suas incumbências na PGR.

Mas, só mesmo uma investigação jornalística criteriosa esclarecerá se Arras esteve de alguma forma envolvido num complô ou, como muitos pavões que, diante de um microfone, tentam parecer mais importantes do que são, apenas elucubrou.

 

O DIA DA MENTIRA MAIS ATROZ E A NOITE QUE DUROU 21 ANOS

“Morte vela, sentinela sou
do corpo desse meu irmão 

que já se foi.
Revejo nesta hora 

tudo que aprendi, 

memória não morrerá!

Longe, longe ouço essa voz
que o tempo não vai levar!”

(Fernando Brant e Milton 

Nascimento, “Sentinela”)

Nesta 4ª feira, ao se completar mais um ano da pior mentira já socada goela dos brasileiros adentro -a quebra da normalidade institucional sob justificativas falaciosas, mergulhando o País nas trevas e barbárie durante mais de duas décadas-, é oportuno lembrarmos o que realmente foi a nada branda ditadura de 1964/85, ainda louvada por seus carrascos impunes, reverenciada por suas repulsivas viúvas e defendida pelos cuervos  que o totalitarismo criou.
Como frisou a bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant, cabe a nós, sobreviventes do pesadelo, o papel de sentinelas do corpo e do sacrifício dos nossos irmãos que já se foram, assegurando-nos de que a memória não morra – mas, pelo contrário, sirva de vacina contra novos surtos da infestação virulenta do despotismo.
Nessa efeméride negativa, o primeiro ponto a se destacar é que a quartelada de 1964 foi o coroamento de uma longa série de articulações e tentativas golpistas, nada tendo de espontânea nem sendo decorrente de situações conjunturais; estas foram apenas pretextos, não causa.
Há controvérsias sobre se a articulação da UDN com setores das Forças Armadas para derrubar o presidente Getúlio em 1954 desembocaria numa ditadura, caso o suicídio e a carta de Vargas não tivessem virado o jogo. Mas, é incontestável que a ultra-direita vinha há muito tempo tentando usurpar o poder.
Em novembro/1955, uma conspiração de políticos udenistas e militares extremistas tentou contestar o triunfo eleitoral de Juscelino Kubitscheck, mas foi derrotada graças, principalmente, à posição legalista que Teixeira Lott, o ministro da Guerra, assumiu. Um dos golpistas presos: o então tenente-coronel Golbery do Couto e Silva, que viria a ser o formulador da doutrina de Segurança Nacional e eminência parda do ditador Geisel.

Em fevereiro de 1956, duas semanas após a posse de JK, os militares já se insubordinavam contra o governo constitucional, na revolta de Jacareacanga.

Os oficiais da FAB repetiram a dose em outubro de 1959, com a também fracassada revolta de Aragarças.
E, em agosto de 1961, quando da renúncia de Jânio Quadros, as Forças Armadas vetaram a posse do vice-presidente João Goulart e iniciaram, juntamente com os conspiradores civis, a constituição de um governo ilegítimo, só voltando atrás diante da resistência do governador Leonel Brizola (RS) e do apoio por ele recebido do comandante do III Exército, gerando a ameaça de uma guerra civil.

Apesar das bravatas de Luiz Carlos Prestes e dos chamados grupos dos 11 brizolistas, inexistia em 1964 uma possibilidade real de revolução socialista. Não houve o alegado “contragolpe preventivo”, mas, pura e simplesmente, um golpe para usurpação do poder, meticulosamente tramado e executado com apoio dos EUA, como hoje está mais do que comprovado. Derrubou-se um governo democraticamente constituído, fechou-se o Congresso Nacional, cassaram-se mandatos legítimos, extinguiram-se entidades da sociedade civil, prenderam-se e barbarizaram-se cidadãos.

A esquerda só voltou para valer às ruas em 1968, mas as manifestações de massa foram respondidas com o uso cada vez mais brutal da força, por parte de instâncias da ditadura e dos efetivos paramilitares que atuavam sem freios de nenhuma espécie, promovendo atentados e intimidações.
Até que, com a edição do dantesco AI-5 (que fez do Legislativo e o Judiciário Poderes-fantoches do Executivo, suprimindo os mais elementares direitos dos cidadãos), em dezembro de 1968, a resistência pacífica se tornou inviável. Foi quando a vanguarda armada, insignificante até então, ascendeu ao primeiro plano, acolhendo os militantes que antes se dedicavam aos movimentos de massa.

As organizações guerrilheiras conseguiram surpreender a ditadura no 1º semestre de 1969, mas já no 2º semestre as Forças Armadas começaram a levar vantagem no plano militar, introduzindo novos métodos repressivos e maximizando a prática da tortura, a partir de lições recebidas de oficiais estadunidenses.

Em 1970 os militares assumiram a dianteira também no plano político, aproveitando o boom econômico e a euforia da conquista do tricampeonato mundial de futebol, que lhes trouxeram o apoio da classe média.
Nos anos seguintes, com a guerrilha nos estertores, as Forças Armadas partiram para o extermínio premeditado dos militantes, que, mesmo quando capturados com vida, eram friamente executados.

A Casa da Morte de Petrópolis (RJ) e o assassinato sistemático dos combatentes do Araguaia estão entre as páginas mais vergonhosas da História brasileira – daí a obstinação dos carrascos envergonhados em darem sumiço nos restos mortais de suas vítimas, acrescentando ao genocídio a ocultação de cadáveres.

milagre brasileiro, fruto da reorganização econômica empreendida pelos ministros Roberto Campos e Octávio Gouveia de Bulhões, bem como de uma enxurrada de investimentos estadunidenses em 1970 (quando aqui entraram tantos dólares quanto nos 10 anos anteriores somados), teve vida curta e em 1974 a maré já virou, ficando muitas contas para as gerações seguintes pagarem.
As ciências, as artes e o pensamento eram cerceados por meio de censura, perseguições policiais e administrativas, pressões políticas e econômicas, bem como dos atentados e espancamentos praticados pelos grupos paramilitares consentidos pela ditadura.

Corrupção, havia tanta quanto agora, mas a imprensa era impedida de noticiar o que acontecia, p. ex., nos projetos faraônicos como a Transamazônica, Ferrovia do Aço, Itaipu e Paulipetro (muitos dos quais malograram).

A arrogância e impunidade com que agiam as forças de segurança causou muitas vítimas inocentes, como o motorista baleado em 1969 apenas por estar passando em alta velocidade diante de um quartel, na madrugada paulistana (o comandante da unidade ainda elogiou o recruta assassino, por ter cumprido fielmente as ordens recebidas!).

Longe de garantirem a segurança da população, os integrantes dos efetivos policiais chegavam até a acumpliciar-se com traficantes, executando seus rivais a pretexto de justiçar bandidos (Esquadrões da Morte).

O aparato repressivo criado para combater a guerrilha propiciava a seus integrantes uma situação privilegiadíssima. Não só recebiam de empresários direitistas vultosas recompensas por cada “subversivo” preso ou morto, como se apossavam de tudo que encontravam de valor com os resistentes. Acostumaram-se a um padrão de vida muito superior ao que sua remuneração normal lhes proporcionaria.

Daí terem resistido encarniçadamente à disposição do ditador Geisel, de desmontar essa engrenagem de terrorismo de estado, no momento em que ela se tornou desnecessária. Mataram pessoas inofensivas como Vladimir Herzog, promoveram atentados contra pessoas e instituições (inclusive o do Riocentro, que, se não tivesse falhado, provocaria um morticínio em larga escala) e chegaram a conspirar contra o próprio Geisel, que foi obrigado a destituir sucessivamente o comandante do II Exército e o ministro do Exército.

A ditadura terminou melancolicamente em 1985, com a economia marcando passo e os cidadãos fartos do autoritarismo sufocante. Seu último espasmo foi frustrar a vontade popular, negando aos brasileiros o direito de elegerem livremente o presidente da República, ao conseguir evitar a aprovação da emenda das diretas-já.
Foi responsável pela morte de 827 opositores assumidos (os 457 que a Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos listou, mais os 370 posteriormente identificados num estudo sobre a repressão política no campo), por um sem-número de genocídios indígenas, pela prisão arbitrária de uns 50 mil brasileiros e pela tortura de, no mínimo, 20 mil cidadãos.
Balanço que pulveriza de vez a falácia de uma quimérica brandura… (Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia)

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