EX-COMBATENTE DA FEB DÁ ENTREVISTA À TV

‘Foi a guerra dos caipiras e caboclos’, diz ex-soldado da 2ª Guerra Mundial

Victorio Nalesso, de 92 anos, esteve em combate na Itália por oito meses.
Morador de Itapetininga (SP) relembra os 70 anos do fim da batalha.

Caio Gomes SilveiraDo G1 Itapetininga e Região

Victório Nalesso foi só mais um dos 'caipiras' que lutaram na 2ª Guerra (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Victório Nalesso foi só mais um dos ‘caipiras’ que lutaram na 2ª Guerra (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)

O ex-soldado da Força Expedicionária Brasileira (FEB) Victório Nalesso, de 92 anos, esteve de 1944 a 1945 na Itália em combate durante a 2ª Guerra Mundial. Nesta sexta-feira (8), data em que se completam 70 anos do fim da batalha, Nalesso relembra o período e comenta: “Foi a guerra dos caipiras e cablocos, mas todos corajosos. A maioria vivia nas roças, longe das cidades que não eram tão grandes como hoje. Gente de todo interior de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul”, afirma o morador de Itapetininga (SP).

Ex-soldado escreveu livro contando histórias vividas na guerra (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Ex-soldado escreveu livro contando histórias
vividas na guerra (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)

O “caipira” que nasceu e sempre viveu na cidade, que hoje tem 155 mil habitantes, conta que mal esperava a hora de voltar para casa, um sítio na zona rural. Assim como ele, muitos dos combatentes também queriam retomar a vida simples do interior. “Sempre tinha alguém com uma sanfona ou uma viola para animar, cantando músicas da nossa terra.”

Nalesso foi convocado a participar da viagem ao continente europeu aos 21 anos junto com um amigo e um primo da cidade. Sem nenhuma experiência militar, o trio primeiro passou por treinamentos por dois meses no Rio de Janeiro. Em 22 de setembro de 1944, Nalesso partiu rumo à Itália em um navio junto com outros 5 mil combatentes de várias regiões do país. Eles chegaram após 15 dias viajando pelo Atlântico.

Desembarcaram em Livorno no norte do país, onde se agruparam com a base da FEB junto com outros 10 mil brasileiros. Logo após 12 dias, saiu rumo à primeira missão junto com sua equipe e teve sua primeira experiência de guerra.

Entrei em um túnel. Lá dentro, encontrei cerca de 20 brasileiros sentados no chão e apoiados na parede. Fui puxando conversa até perceber que eles não respondiam. Quando mexi, eu vi que estavam todos mortos. Foi meu primeiro contato com a morte na guerra”
Victório Nalesso, ex-soldado da 2ª Guerra

“Andávamos por uma estrada de terra no meio da madrugada.O objetivo era chegar a outro ponto de brasileiros. Cada homem andava separado a alguns metros de outro, isso porque se jogassem uma bomba na estrada, iria pegar uma pessoa só. Uma granada acertou o chão a alguns metros de mim. O impacto no ar fez com que eu fosse jogado ao chão e desmaiasse. Como era o último da fila, o resto da equipe seguiu. Acordei minutos depois, sozinho no escuro na mata. Voltei à base onde fui orientado a me encontrar com outro grupo. No meio do caminho entrei em um túnel. Lá dentro, encontrei cerca de 20 brasileiros sentados no chão e apoiados na parede. Fui puxando conversa com eles até perceber que não respondiam. Quando mexi, vi que estavam todos mortos. Foi meu primeiro contato com a morte na guerra, algo que me deixou abalado”, descreve.

Veterano mantém espaço dentro de casa para acervo histórico (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Veterano mantém espaço dentro de casa para
acervo histórico (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)
Diversos quadros exibem diplomas e certificados da guerra (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Diversos quadros exibem diplomas e certificados
da guerra (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)

Mas haveria ainda muito contato com a morte durante o período. Houve mortes de brasileiros e de aliados, além dos alemães. A batalha mais sangrenta de qual participou foi em Montese, a partir de 14 de abril de 1945. “Em três dias de guerra calcularam centenas de mortes. Atuava repondo munição de uma metralhadora ponto trinta junto com outro soldado. Lá, cada um tinha uma função. Um atirava, outro usava a bazuca. Precisávamos ter cuidado, sempre se arrastando ao chão. Ninguém saía correndo em campo aberto, arriscando a vida.”

Do período não guardou só as lembranças ruins, mas algumas boas como os momentos de cantoria e as amizades. Em sua casa mantém um espaço com objetos, livros e revistas sobre a Segunda Guerra Mundial. “Em uma rendição de inimigos, eu guardei comigo um cantil de um sargento alemão chamado Kroger, feito prisioneiro. Guardei também munições, um capacete e minha marmita, além de diversos arquivos. Anos depois no Brasil, depois de me aposentar, resolvi escrever um livro sobre minhas histórias, minha experiência nesse momento importante da história”, ressalta Nalesso.

Durante os oito meses em que ficou no país, o ex-soldado calcula que tenha andado mais de 400 quilômetros, atravessando o norte da Itália até a cidade de Alessandria. Quando estava lá, foi declarado o fim da guerra na Itália, em 2 de maio, e a rendição da Alemanha, em 8 de maio. “Não acreditávamos que tudo tinha acabado, que iríamos embora. Festejamos, fizemos passeata, a alegria era muita. Voltei ao Brasil com várias medalhas, sem nenhum arranhão, a vida inteira pela frente e uma noiva: a irmã do meu amigo que foi à guerra comigo”, finaliza.

Victório Nalesso tem três filhos e foi casado por 67 anos com Lucinda Nunes Nalesso, até ficar viuvo em 2013. O livro que escreveu chamado “Diário de um Combatente” foi publicado em 2005.

Victório também tem fotos que registraram momentos na Itália (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Victório também tem fotos que registraram momentos na Itália (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)
Balas de metralhadora, fuzil, cantil alemão e revistas são algumas das relíquias (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Balas de metralhadora e fuzil, cantil alemão e revistas são algumas relíquias (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)

Nalesso exibe com orgulho medalhas conquistadas no combate (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)Nalesso exibe com orgulho medalhas conquistadas no combate (Foto: Caio Gomes Silveira/ G1)




PRINCIPAL ENTRADA DE ITAPETININGA SÓ FICARÁ PRONTA DAQUI A TRES MESES

Principal acesso de Itapetininga deve continuar em obras por mais 3 meses

Trabalhos na Avenida Salvador de Oliveira Leme completam um mês.
De acordo com DER, R$ 2,9 milhões serão investidos na recuperação.

Do G1 Itapetininga e Região

Mesmo após completar um mês em obras, a Avenida Salvador de Oliveira Leme, em Itapetininga(SP), deverá permanecer interditada pelos próximos 90 dias, segundo o Departamento de Estradas e Rodagem (DER). De acordo com o órgão, R$ 2,9 milhões serão gastos nos trabalhos para a recuperação do acesso.

A via começou a desabar no dia 11 de março, mas os trabalhos no local só foram iniciados a partir de 1º de abril. Neste meio tempo, 11 casas foram interditadas pela Defesa Civil e, em dado período daquele mês, a prefeitura chegou a declarar estado de emergência no municípiodevido às chuvas que atingiram Itapetininga na época.

Com a paralisação do trecho, moradores comentam que o tempo gasto para ir ao Centro da cidade aumentou em aproximadamente 15 minutos. “A gente sofre com a sujeira, o barulho e com essa demora em chegar à região central”, afirma Luiz Carlos Ribeiro, que vive nos entornos das obras.

Enquanto os serviços não são concluídos, o jeito é ter paciência. “É cansativo, mas não podemos fazer nada. Então, temos que esperar”, completa a moradora Kelly Dias.

Obras devem continuar por mais três meses (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)Obras devem continuar por mais três meses (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)




Artigo de Pedro Novaes: ESCOLHA  DEFEITUOSA

Foto closeArtigo de Pedro Israel Novaes de Almeida

 

Dizem, e muitos não acreditam, que no Brasil os poderes são independentes e harmônicos.

O Executivo indica, para ser sabatinado e aprovado pelo Legislativo, o nome preferido para integrar, como ministro, o Supremo Tribunal Federal. O indicado, brasileiro nato, deve possuir de 35 a 65 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. Só.

Notável saber jurídico possuem centenas de milhares de brasileiros, em sua maioria advogados. Reputação ilibada possuem os que não possuem máculas, ou as possuem ainda despercebidas.

O Executivo, se mal frequentado, pode indicar qualquer correligionário, iniciando o processo mais eficiente para demolir uma nação: o aparelhamento partidário do poder judiciário. Aos legisladores, com a isenção, cultura, espírito cívico e honestidade de sempre, caberá a avaliação do notável saber jurídico do indicado.

Tal processo de nomeação não se coaduna com a tão decantada independência entre os poderes. A loteria de sugestões é vasta, indo de concursos públicos a  eleição direta, por todos os eleitores, ou cúpulas jurídicas.

Nossos legisladores ainda não decidiram por um meio mais racional e acertado de escolha de novos ministros. Também preferem manter o mandato do nomeado limitado à idade cronológica do cidadão, atualmente fixado em 70 anos.

O Congresso Nacional houve por bem aumentar em 5 anos a idade para a aposentadoria compulsória de integrantes das cúpulas judiciárias, que doravante fica fixada em 75 anos. Outros aspectos relevantes do problema não foram solucionados.

A fixação de maior idade para a aposentadoria compulsória soa lógica, pois atualmente possuir 75 anos não é sinônimo de falência intelectual ou demência. Pela regra atual, o ministro Celso de Mello, sempre impecável, aposentar-se-ia na marra, ainda em 2015. Pela regra atual, ainda poderíamos contar com o festejado ministro Ayres Brito.

Na verdade, os ministros judiciários deveriam possuir mandatos definidos em número de anos, como em muitos países mundo afora. Não é nada bom termos um mesmo cidadão permanecendo 40 anos no mesmo colegiado.

A rotatividade oxigena os poderes, permite a ascensão de novos valores e impede sejam premiadas, por quase perenidade, indicações e aprovações infelizes. Mandatos de dez ou doze anos seriam satisfatórios.

No Brasil, o Executivo e o Legislativo são vistos como territórios a serem ocupados e mantidos, gerando confrarias que tendem ao exercício monopolista do poder, não raro exercido de maneira a perseguir a continuidade a qualquer custo, ainda que vitimando o atendimento a necessidades básicas da população.

É urgente a reformulação dos meios de ingresso e permanência nas altas cortes judiciárias do país, sob pena de termos o aparelhamento partidário e ideológico das instâncias superiores. Seria nosso fim !

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.




Coluna do Guaçu Piteri: 'PÃO E CIRCO', DE J.C.S. HUNGRIA

Pão e Circo – J.C.S.HUNGRIA

Segundo cálculo da LCA Consultores, um quinto (1/5) do consumo nacional é de produtos importados.

Ou seja, a indústria brasileira está, conscientemente, cedendo espaço às importações.

Os números estão aí e não mentem jamais.

Trocando em miúdos: quem se beneficia do crescimento do Brasil não é a indústria brasileira, pois a cadeia produtiva (máquinas, insumos, etc.) está com o pé no breque.

Os estrangeiros é que estão no acelerador!

Nosso Nada Ingênuo Holandês Voador, diz que já viu esse filme em sua terra. E esclarece. Após a 2ª Guerra e com a descoberta do petróleo no mar do Norte, a Holanda, rica, passou a comprar aparelhos de televisão Telefunken, alemães, em detrimento da Philips, holandês.

É o que mal comparado, está acontecendo aqui: viaja-se muito ao exterior, lá torrando os dólares, compra-se artigo importado em detrimento ao similar nacional, etc.

Todo mundo contente e viva o PT!

Veja-se o comércio de carros, por exemplo, onde 18% dos licenciamentos são dos importados, comparado aos 13% de 2008!

O parque industrial holandês foi para o brejo, o desemprego cresceu assustadoramente, e deu no que deu, que é do conhecimento de todos…




UFSCAR SOROCABA FEZ ONTEM (05/05/15) ATO DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES DO PARANÁ

Noite fria, gente quente! Mas indignados com os atos brutais praticados contra os professores e funcionários públicos da rede de educação do Paraná no dia 29/04/2015.

repudio

Foi esse o mote para o ato que ocorreu ontem, dia 05/05/2015, às 20h30, na UFSCar CampusSorocaba, e que reuniu professores, alunos, técnicos administrativos, bem como organizações e movimentos sociais da região.

Muito embora a moção de repúdio lida no evento fosse direcionada às autoridades do Paraná, na qual também se cobra a apuração das responsabilidades (segue abaixo), os presentes se mostraram preocupados com o fato de que o ataque aos direitos dos trabalhadores no Parará tem se espalhado pelo Brasil. Eles chegaram nos estados, muitos dos quais em greve, inclusive em São Paulo, e mesmo nos municípios, como é o caso de Sorocaba, na qual o encaminhamento do Plano Municipal de Educação teve que ser encerrado pela Prefeitura em virtude de protestos pela falta de transparência e democracia.

Todo apoio às lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores! Essa foi a síntese do ato, que de diferentes formas foi inscrita pelos presentes em uma faixa que será encaminhada aos colegas em luta no Paraná!

 

MOÇÃO DE REPÚDIO À VIOLÊNCIA CONTRA OS PROFESSORES DO PARANÁ

 

Professores(as), alunos(as) e técnicos(as) administrativos(as) do Campus Sorocaba da UFSCar, juntos com a comunidade da região, vem a público repudiar os atos de violência praticados no Paraná, no dia 29 de abril último, contra os professores e funcionários da rede estadual de educação em greve, e exigir a imediata apuração das responsabilidades pela inominável violência praticada.

Os motivos que levam a comunidade da região de Sorocaba a manifestar-se em ato é a brutal repressão promovida pelo Governo do Estado do Paraná, por meio de execrável ação policial, que feriu aproximadamente 200 companheiros, manchou de sangue a bela Curitiba e maculou a história de luta do povo brasileiro por educação pública de qualidade.

Consideramos ser mais do que legítima e necessária a greve dos funcionários da rede pública estadual de educação do Paraná contra o projeto de lei 252/2015, pois ele fere o direito previdenciário do funcionalismo público daquele estado. Assim, é inaceitável massacre promovido pelo governador Beto Richa, pelo secretário de Segurança Pública, Fernando Franscichini, e pelo deputado Ademar Traiano. O que eles fizeram, articuladamente, revive os tristes tempos da ditadura civil-militar, que com violência e desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa, perseguia, torturava e matava os que se manifestassem contrários ao regime nefasto. A deplorável ação promovida no Paraná é um atentando contra qualquer padrão de civilidade democrática, até mesmo porque visava a garantir que o povo não entrasse na Assembleia Legislativa, justamente espaço conhecido como a “Casa do Povo”. Mais lamentável ainda foi a resposta do Governo quando cobrado pela imprensa, bem como a da Polícia Militar, os quais, para espanto de todos e todas, alegaram terem se “defendido apenas”, estranhos que são aos princípios de qualquer estado democrático de direito. Na verdade, os algozes queriam virar vítimas, para justificar agressões injustificáveis, mas as imagens mostradas ao mundo não deixaram dúvidas de quem se defendia do que.

De nossa parte, temos certo que o que defendemos neste ato é o direito de se lutar por uma educação pública, laica, gratuita e de qualidade, o que não se consegue sem professores com reconhecimento salarial e direitos previdenciários garantidos, muito menos ainda quando são reprimidos descabidamente quando lutam por isso.

Por isso, repudiamos veemente o tratamento das pautas da educação por meio de intervenção militar e exigimos a imediata apuração das responsabilidades sobre esse atentando à civilidade democrática!

Todo apoio à greve dos professores do Paraná!

Menos bala e mais giz!

 

Comunidade interna da UFScar-Campus Sorocaba/SP

Representantes da sociedade da região de Sorocaba/SP

Em 05/05/2015




Artigo de Celso Lungaretti: 'SÉRIE A ÉPOCA DE OURO DA MPB ESTÁ COMPLETA: TEXTOS, VÍDEOS E FOTOS RESGATAM O PERÍODO MAIS MARCANTE DA NOSSA MÚSICA EM TODOS OS TEMPOS'

Artigo de Celso Lungaretti

 

Trabalhando numa editora de publicações musicais entre 1979 e 1984, fiz aprofundadas pesquisas sobre os grandes festivais de MPB e o programa “O Fino da Bossa”, para redigir os textos de edições dedicadas a cada um desses temas. Depois, em 1983, reuni o que havia de mais significativo nesse material todo no nº 54 da revista “Especial”.
 
Exatamente por dar uma visão ao mesmo tempo sintética e abrangente do período mais fértil e criativo de toda a história da música brasileira, foi a versão de 1983 que decidi digitar e editar para o blogue.
 
Nas últimas cinco semanas, repostei a série inteira, com um acréscimo importante: os vídeos que hoje estão disponibilizados no Youtube, permitindo que uma nova geração de leitores tome contato de forma bem mais direta com o passado relatado nos textos e registrado nas fotos. Eis os posts:
 
O PRIMEIRO GRANDE FESTIVAL COMPLETA 50 ANOS
 

Brasil, 1965. A repressão que se abatera sobre sindicatos, partidos políticos e entidades estudantis não foi estendida às artes, cuja importância como fator  subversivo  até então vinha sendo quase nenhuma.

O teatro de denúncia, os Centros Populares de Cultura da UNE, o cinema novo, tudo isso repercutira tão pouco que os militares se permitiram adotar, com relação à cultura, uma postura de  déspotas esclarecidos

Como consequência, os palcos e telas começaram a ser catalizadores do repúdio ao regime e das esperanças de uma reviravolta popular, no lugar dos canais de comunicação que permaneciam bloqueados… CONTINUA AQUI.

 
‘BANDIDOS’ CONTRA ‘DISPARATADOS’
 

Vandré se destaca também, à época, pela extraordinária trilha musical do filme A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, na qual pontificam “Réquiem para Matraga”, “Modinha” (“Rosa, Hortência e Margarida”) e a vigorosa “Cantiga Brava”.

E confirma a boa fase com “Disparada”, dele e Théo de Barros, uma das vencedoras do 2º Festival da Música Popular Brasileira que a TV Record promoveu em setembro/outubro de 1966.

Épico sertanejo, “Disparada” coroa as pesquisas de Vandré no sentido de definir um idioma musical comum ao Centro-Nordeste e às pessoas egressas dessas regiões que se estabeleceram no chamado  Sul Maravilha, mas ainda traziam as marcas do êxodo rural… CONTINUA AQUI.

 
MATANDO A GALINHA DOS OVOS DE OURO
 

sucesso de O Fino fez brotarem os concorrentes, paradoxalmente quase todos também da TV Record;  a exceção ficou por conta de Ensaio Geral, da TV Excelsior, com Gil, Bethânia, Marília Medalha e outros, que durou uns quatro meses, no início de 1967.

A emissora do Aeroporto, mais ambiciosa, diversificou sua linha de produtos a ponto de, praticamente, apresentar um show a cada dia da semana:

  • Bossaudade, que reunia a  velha guarda, sob o comando de Elizeth Cardoso;
  • Elza Soares e Germano Mathias (samba do morro e do asfalto);
  • Pra ver a banda passar, com Chico Buarque e Nara Leão;
  • Show em Si-monal (com os expoentes da chamada  pilantragem; e
  • Disparada, com Geraldo Vandré.

O resultado foi o enfraquecimento de O Fino, privado de várias atrações, sem que os outros programas decolassem… CONTINUA AQUI.

 
FESTIVAL DE FESTIVAIS QUE ASSOLOU O PAÍS
 
Caminhando” foi o ápice da carreira de Vandré e também causa maior de seus infortúnios

O ano de 1968 registraria uma verdadeira  overdose  de festivais.

Erro de cálculo: eles já haviam cumprido sua função, de renovação estética e revelação de uma geração de artistas que dominaria a cena brasileira, pelo menos, durante a década seguinte inteira.

E a política, que até então se expressara por meio da música e ajudara a alimentar o interesse por esses eventos, agora se jogava definitivamente nas fábricas, escolas e ruas.

Inventaram festivais de todo tipo: de Música Carnavalescados Presidiáriosdo Violão.

O mais duradouro dessa safra tardia foi o Universitário da Canção, promovido pela TV Tupi, que se aguentou até 1971… CONTINUA AQUI.

 
A INÚTIL E AGÔNICA BUSCA DO APOGEU PERDIDO
 
No 7º FIC (1972), o amargo fim: muitos artistas e pouco talento no palco.

N4º Festival da Música Popular Brasileira, que a Record realizou em outubro/novembro de 1968, a censura já dava as cartas, toda poderosa. Tom Zé, p. ex., teve de trocar “o empregador que condena/ um atentado por quinzena” (referência às ações armadas) por “o pregador que condena/ um festival por quinzena”!!!

Como novidade, houve duas relações de premiados.

júri especial (críticos e artistas ilustres) escolheu “São, São Paulo, meu amor”, de Tom Zé, seguida de “Memórias de Marta Saré” (Edu Lobo/Gianfrancesco Guarnieri), “Divino Maravilhoso” (os autores Caetano e Gil, até em razão da má experiência com o FIC, cederam a música e o palco para a tímida Maria das Graças se metamorfosear na agressiva Gal, sob óbvia influência de Janis Joplin), “2001” (Tom Zé/Rita Lee) e “Dia da Graça” (Sérgio Ricardo)… CONTINUA AQUI.

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AINDA SOBRE A RENÚNCIA DE DILMA

EXORTO DILMA A UM GESTO DE GRANDEZA: A RENÚNCIA.

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Itapetininga: PREFEITURA FAZ RODIZIO DE MÉDICOS

Sem renovar contrato, Prefeitura faz rodízio de médicos em Itapetininga

Cidade não renovou convênio desde abril e UBSs estão sem profissionais.  Segundo o Executivo, profissionais atendem em 6 unidades do município.

 (publicado pela TV Tem)

Do G1 Itapetininga e Região

Ainda sem renovar os contratos emergenciais dos médicos, a Prefeitura de Itapetininga (SP) começará a realizar um rodízio, nesta segunda-feira (4), entre 62 profissionais responsáveis por atender as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. Os especialistas vão se revezar até que novos assumam os cargos. Em 2014 foi realizado concurso para novos médicos, mas não houve inscritos. De acordo com o Executivo, profissionais estão trabalhando nos postos do Gramadinho, da Vila Arruda, Santana, Mazzei e Varginha.

Enquanto isso, o problema da falta de médicos ainda assola os moradores que buscam atendimentos nos postos da cidade. “A gente precisa deles e infelizmente temos que aguentar essa situação”, afirma o aposentado Durval Edson Silveira que já sabendo da demora levou um banquinho para aguardar a fila da UBS do Jardim Fogaça nesta segunda-feira.

Aposentada teme falta de médicos em Itapetininga (Foto: Cláudio Nascimento/TV TEM)Aposentada Zélia teme pela falta de médicos
(Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

De repouso há quatro meses, a aposentada Zélia Martins de Campos explica que a falta de atendimento prejudica o tratamento. “Estou precisando da receita para pegar os remédios na farmácia, mas não tem médicos”, conclui.

Esperando atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Fogaça, o aposentado João Rodrigues Ferraz conta que chegou antes de todo mundo, ainda de madrugada, para poder conseguir uma consulta. “Se eu viesse mais tarde não ia sobrar lugar, igual na semana passada, que eu vim e não fui atendido”, diz.

A dona de casa Gertrudes de Jesus Fonseca relata que, por conta da burocracia, a irmã precisou acompanha-la para que ela conseguisse agendar consultas para os pais, que estão doentes. “Tentei marcar anteriormente, mas eles não deixaram que eu agendasse para duas pessoas. Então minha irmã teve que vir comigo”, comenta.

Valdemar Roberto Santana, secretário da Associação dos Moradores de Bairro, comenta que a UBS do Bairro da Chapadinha não funciona há bastante tempo. “Faz meses que não tem médico, o pessoal tá gastando dinheiro atoa já que não tem profissionais para atender”, revela.

População espera por atendimento médico em UBS de Itapetininga (Foto: Cláudio Nascimento/TV TEM)População espera por atendimento ainda de madrugada em UBS (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)