JORNAL ROL CHEGA AO EXPRESSIVO NUMERO DE 450 ATENDIMENTOS GENEALÓGICO GRATUITOS FEITOS PELO GENEALOGISTA AFRÂNIO MELLO

Afrânio Mello: ATENDIMENTOS NÚMEROS 445, 446, 447, 448 ,449 e 450.

FOTO CLOSE AFRANIO

 

Caro Eduardo,

 

Estou encaminhando para os seus estudos e pesquisas os arquivos que tenho :

 

JESUS……………………………….  15 páginas e 1 brasão ;

AFFONSECA………………………   2 páginas e sem brasão ( apenas registro do sobrenome ) ;

SANTANA………………………….   7 páginas e 4 brasões ;

PEIXOTO…………………………..   2 páginas e sem brasão;

 

FONSECA………………………….. 18 páginas e 1 brasão ;

ROCHA……………………………..   7 páginas e 1 brasão .

 

Estes dois últimos um do seu sobrenome e o outro Fonseca por associação ao Affonseca.

 

Abaixo uma pequena colagem dos textos principais e alguns deles por inteiro.

 

Espero ter colaborado com o novo amigo.

 

Forte abraço

Afrânio Franco de Oliveira Mello

IHGGI / ROL – Jornal On Line

 

 

Judeus Portugueses

Obra: Raízes Judaicas no Brasil – O Arquivo secreto da Inquisição – Flávio Mendes de Carvalho

 

 

Manoel Affonseca, queimado em 26.05.1563, como judeu convicto e impertinente.

 

Miguel Henriques Affonseca, 42 anos, advogado, queimado vivo em 10.05.1682, como judeu convicto, confesso, revogante, variante, afirmativo, pertinaz e impenitente.

 

Fernando de Affonseca Chaves, 40 anos, negociante, condenado em 09.07.1713.

 

Explicação de algumas punições.

 

Uso de Hábito Perpétuo: ou sambrenito era uma punição quase sempre utilizada pelos inquisidores. Esta roupa era de uso obrigatório pelos hereges mesmo quando eram libertados. O hábito era um roupão quase sempre da cor preta ou amarela, tendo desenhos de cruz no peito e nas costas. Quando a sentença era hábito com insígnias de fogo, vinham todos pintados com labaredas e figuras diabólicas. Quem era condenado a usar essas vestimentas, não conseguiam trabalho, tinham todos os seus bens confiscados, eram ridicularizados e apedrejados, acabavam seus dias mendigando ou morrendo a mingua. Seus descendentes eram considerados infames por várias gerações, não podendo ocupar quaisquer cargos públicos, pertencer a ordens militares ou religiosas.

 

Carocha: era um objeto parecido a uma coroa ou mitra, que era colocada na cabeça de alguns condenados e toda pintada com figuras demoníacas.

 

Galés: era a punição onde o réu era condenado a ficar numa embarcação movida a tração humana. Não havia retorno, a maioria morriam por exaustão. Eram embarcações similares aos que os Romanos e os Vikings usavam.

 

Degredo: o condenado era expulso de Portugal e enviando para as colônias portuguesas sem qualquer perspectiva de melhora. Mas na realidade era a melhor punição, pois muitos acabaram por viajarem para outros países e colônias e com o tempo recuperar um pouco de seus bens.

 

Cárcere: na realidade era uma ida quase sem volta, as condições nas masmorras eram as piores possíveis, a maioria morria nas prisões ou saiam em situação deplorável física, emocional e espiritual. Muitos morriam pouco tempo depois de saírem desses cárceres.

 

Mordaça: o condenado era obrigado a usar uma mordaça na boca e era proibido de falar com qualquer pessoa.

 

Açoite: o réu era açoitado em praça pública com chicotes

 

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Fonseca, sobrenome de origem portuguesa. sobrenome de raízes toponímicas, o provável fundador dos que adotaram esta designação por apelido era Vasco Esteves de Figueiredo, que viveu em finais do séc. XIII e que foi senhor da torre e julgado de Figueiredo.

A João de Figueiredo, em recompensa dos feitos no decurso do cerco de Arzila, concedeu D. João III carta de armas com acrescentamento.

Nome de típicas raízes toponímicas, visto derivar da designação da honra da Fonseca, na freguesia de São Martinho de Mouros, foi ele adotado por uma das linhas de descendência dos de Riba-Douro, fato que é comprovado em termos heráldicos.

Os de Fonseca mantiveram uma posição de preponderância nobiliárquica até pelo menos ao séc. XV, altura em que o ramo primogênito entrou em conflito com a Coroa de Portugal e os respectivos chefes se exilaram em Castela.

Sobrenome de origem geográfica, tomado do lugar de Fon(t)eseca. De Fonte Seca, com apócope da sílaba final de Fonte, por efeito de próclise (Antenor Nascentes, II, 116). Procede esta família de Gracia Rodrigues, que fez assento em Honra de Fonteseca, de onde seus descendentes tomaram o sobrenome de Fon (t) seca. O primeiro a usar esse sobrenome foi Mem Gonçalves da Fonseca, que fundou e dotou o mosteiro de Mancelos. As famílias Coutinho e Tavares possuem as mesmas Armas dos Fonsecas, porque têm a mesma origem, pois procedem do mesmo tronco genealógico (Anuário Genealógico Latino, I, 44; SB, II, 70). Ilha Terceira:  sobre esta família, escreveu Eduardo de Campos de Castro de Azevedo Soares, em seu Nobiliário da Ilha Terceira: Um dos primeiros povoadores da ilha Terceira foi Gonçalo Annes ou Eannes da Fonseca,natural de Lagos, no Algarve, e pertence à geração e linhagem dos Fonsecas que no reino existiam com nobreza. Foi para a dita ilha com o donatário Jácome de Bruges, que lhe fez aí doação de várias terras e designadamente das que vão do mar ao cume da Serra do Paul das Vaccas, Secca, cuja denominação tomou por sobrenome que transmitiu a seus descendentes. À ilha do Fayal passou também um ramo desta família, em data que não posso precisar, mas que devia Ter sido nos fins do século XV ou princípio do século XVBI. Era deste ramo João Martins da Fonseca, o qual tendo nascido na dita ilha, passou a residir também na Terceira, onde em 1534 desempenhava o cargo de procurador da câmara de Angra[Azevedo Soares – Nobiliário da Ilha Terceira, Título XLIV].

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Jesus, sobrenome português de invocação religiosa muito utilizado em Portugal e Brasil que, com especial incidência a partir da segunda metade do século XIX, começou a ser adotado como sobrenome, prática que foi seguida por um número sem conta de famílias diferentes, daí resultando  na existência de um grande número famílias que o usa sem que nenhuma relação de parentesco exista entre elas.

Especialmente no Brasil após a libertação dos escravos, através da Lei Áurea de 1888, muitos escravos adotaram o nome dos antigos senhores ou por razões religiosas.

 

Houve uma antiga família portuguesa, estabelecida em 1675 em Pernambuco, por Thomaz Varela de Lima, cuja descendência do seu casamento com Mariana Ribeiro Calado, por motivos religiosos começou assinar Jesus, e acabaram por adotar como sobrenome. Na Bahia, a Família dos Ferreira de Jesus foi estabelecida no ínicio do século XIX.

Sagrado nome do Filho de Deus. Do hebraico, da época evangélica Iexu, por Ieoxud ou Iexuá, Deus é o seu auxílio, através da transcrição gregaIesoús e do latim Iesus. O s é a desinência de nominativo singular grego. Aquele a quem Deus é auxílio. Salvação. Jeová é salvação (Antenor Nascentes, II, 16A). Antiga família, de origem portuguesa estabelecida em Pernambuco, para onde passou, antes de 1751, Thomaz Varela de Lima, cuja descendência do seu cas. com Mariana Ribeiro Calado, nat. do Cabo (PE), assina-se Jesus e Ribeiro Calado (Estirpe de Sta. Tereza, 19). Sobrenome de algumas famílias estabelecidas na Cidade do Rio de Janeiro. Na Bahia, existem os Ferreira de Jesus. Família estabelecida, na primeira metade do século XIX, no Rio de Janeiro, à qual pertence Joaquim Manoel de Jesus e Francisco das Chagas de Jesus, que deixaram geração, registrada na Igreja da Candelária. Sobrenome de uma família de origem italiana, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 06.10.1882, a bordo do vapor Navarre, Maria de Jesus, natural da Itália, católica, 28 anos de idade, procedente de Gênova, com destino à Capital do Estado de São Paulo. Veio em companhia da filha, Maria, natural da Itália, 1 ano de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 043 – 06.10.1882]. Família de origem portuguesa, estabelecida no Brasil, onde chegou, em 10.01.1882, Maria de Jesus, natural da Ilha de São Miguel, católica, 41 anos de idade, com destino a Ribeirão Preto, Estado de São Paulo. Fez parte dos colonos mandados vir pelo Dr. Martinho Prado Junior. Trouxe em sua companhia os seguintes filhos: 1. Manoel, natural da Ilha de São Miguel, 23 anos de idade; 2. José, natural da Ilha de São Miguel, 18 anos de idade; 3. Roza, natural da Ilha de São Miguel, 15 anos de idade; 4. Antonio, natural da Ilha de São Miguel, 14 anos de idade; 5. Carolina, natural da Ilha de São Miguel, 11 anos de idade; 6. João, natural da Ilha de São Miguel, 9 anos de idade; 7. Philomena, natural da Ilha de São Miguel, 6 anos de idade; 8. Emilia, natural da Ilha de São Miguel, 4 anos de idade; 9. Agostinho, natural da Ilha de São Miguel, 6 meses de idade [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 001, pág. 001

 

 

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Peixoto, sobrenome proveniente de alcunha, isto é, de um apelido. Trata-se da forma diminutiva de peixe, em documentos antigos foi registrado como Peixota. Consta que foi usado primeiramente por Gomes Viegas Peixoto, o velho, em virtude de lançar mão de um peixe para estratagema, conseguindo levantar o cerco que Dom Afonso II fizera ao castelo de Celorico da Beira, em Portugal. Um estudo recente e muito bem documentado faz remontar as origens da família que dela fez sobrenome ao século XIII.

 

Armas

De prata, duas faixas ondadas de azul, cada uma carregada de uma truta do campo, com escamas de negro. Da lenda, aliás de recentes origens, com que se pretendeu enobrecer os Peixotos ao fazer deles um ramo da linhagem dos «de Portocarreiro» veio a resultar a transformação das suas armas numa variante daquelas de tal linhagem, pelo que as suas «armas modernas» são: xadrezado de ouro e vermelho. Timbre: um golfinho de sua cor, com um peixe na boca.

Outros autores atribuem-lhes, sempre como «armas modernas»: xadrezado de ouro e azul. Timbre: um corvo marinho de sua cor, com um peixe de prata no bico.

 

Títulos, Morgados e Senhorios

 

Barões de Castro Daire                        Barões de Jugueiros

Barões de Paçô Vieira                          Barões de Peixoto Serra

Barões de Santa Cruz                          Barões de São Domingos

Condes da Redinha                                       Condes de Lindoso

Condes de Paçô Vieira                         Marqueses de Lindoso

Marqueses de Pomares                        Senhores de Penafiel

Senhores do Paço de Lanheses             Viscondes de Gama

Viscondes de Guilhomil                        Viscondes de Landal

Viscondes de Lindoso

 

Cargos e Profissões em Portugal

 

Deputados

Familiares do Santo Ofício

 

 

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Rocha,  sobrenome português. Afirmam alguns genealogistas que a família deste nome provém de um «Monseur» de la Roche que teria vindo para Portugal durante o reinado de Dom Afonso III, tendo-o ajudado na conquista de Silves, último reduto árabe nos Algarves de aquém-mar.

Quanto à sua nacionalidade, nela não acertam tais autores, se bem que se diga que era francês ou flamengo.

Concretamente, no entanto, o que se sabe é que viveram em no tempo de Dom João I, e dele foram partidários na luta contra Castela, três irmãos de nomes Luís, Gomes e Raimundo da Rocha, a quem os genealogistas, neste ponto concordes, dão o tratamento de dom, que só lhes poderia advir do don espanhol.

De um ou mais dentre eles podem descender os Rochas portugueses.

Sobrenome de origem geográfica. De rocha, subst. comum – grande massa compacta de pedra muito dura; rochedo (Antenor Nascentes, II, 263; Silveira Bueno, Dic. Escolar, 1184). Esta família passou de França a Portugal, estabelecendo-se em Viana. Já em 1126, acha-se Arnaldo da Rocha, companheiro de D. Galdim Paes, mestre da Ordem do Templo (Anuário Genealógico Latino, I, 82). Portugal: Felgueiras Gayo trata da antigüidade desta família em seu Nobiliário das Famílias de Portugal, onde informa ser «das mais antigas de q temos notissia; ha entre os Genealogistas variedade na sua origem; huns querem venhão de hum Cavalheiro das Montanhas de Galliza q veyo ganhar honra no serviss’de hum Rey de Leão, e q acontecendo hua ocazião de pelleja com os Mouros estes perseguidos dos christaons se retirarão p.ª hum Rochedo aspero pencando escapar em aquelle sitio, q era de si defensível; mas este Cavalheiro os acometeo nelle com tal vallor, q os obrigou a alncarem-sehá um erro neste verbo do Rochedo abaixo e matou outros, a outros cativou, cujo sucesso sendo à vista do Rey dizem lhe fizera a m.ce de o Armar Cav.º por sua mão dando-lhe a appellido de Rocha, por aluzão da briga q teve no Rchedo. Outros dizem q este Cav.º era Napolitano e n.al de hum lugar chamado Roca Seca de q foi Sr. Sondulpho Pay de S. Thomaz de Aquino e q aqui se appellidaram Rocha e servira ao Rey de Leão contra os Mouros; e ao Rey D. Aff.º 1.º de Castela (q morreo em 1109) e q pella oppenião q tinha do seu grande esforço mandara por elle secorrer a cidade de Campostella, e q nesta jornada alcançara dos Mouros hua grande batalha no dia de S. Andre por cujo bom sucesso o Rey dera por Armas sobre oescudo branco q trazia hua Aspa vermelha com cinco conchas de ouro, a Aspa em honra de S. Andre e as conchaas em memoria de S. Thiago cuja terra libertara. Disto m.mo se persuade a antigudade desta família, ou sejão Napolitanos ou Gallegos; em Portugal se acha este appellido em 1126 no qual aparece D. Arnaldo da Rocha Cavalheiro Templario fazendo hum contrato com D. Gondim Paes acerca da Villa de Fer.ª ..Outros afirmão q os Rochas descendem de hum Cav.º Francês q acompanhou a Guilherme Duque de Normandia na conquista de Inglaterra p comecou no anno de 1066 .. Destes Rochas Inglezes se diz passara um Cavalleiro a Irlanda onde foi bem Herdado e teve sucessão, e títulos de Viscondes e Baroins ..». Em seguida, Gayo principia o estudo genealógico desta família, dando por tronco Monsieur de La Rocha, que diziam ser filho segundo da Casa de Quinzale, na Irlanda, o qual, passando à terra Santa, se achara no Algarve na tomada de Silves no tempo do Rei D. Afonso III de Portugal [1248-1279], que lhe fez mercê da Torre Novas. Entre os milhares de descendentes de Monsieur de La Rocha, registra-se o sétimo neto, Diogo da Rocha de Paços, Contador da Fazenda de Viana. Serviu no Brasil, achando-se, com Estevão Soares, na conquista do Rio de Janeiro, como Capitão do bergantim São Tiago. Ilha de São Miguel: O genealogista português Gaspar Fructuoso, em sua História Genealógica de Sam Miguel [Saudades da Terra], escrita por volta de 1580, dedicou-se ao estudo desta família, em seu Capítulo XXV – Dos Rochas, Machados e Paivas, que vieram a esta Ilha no tempo do Capitão Joam Rodrigues da Camara [Gaspar Fructuoso – Saudades da Terra, 208]. Brasil: Em Pernambuco, entre outras, registra-se a família de Manuel da Rocha, da Vila de Goiana (PE), que deixou geração do seu as., c.1745, com Rosa Maria de Jesus, nat. de Goiana (PE). Foram avós, entre outros, de Maria da Conceição da Rocha, matriarca da família Rocha Faria. Importante família, de origem portuguesa, estabelecida no Rio de Janeiro, para onde passou Francisco José da Rocha Leão (v.s.), barão de Itamarati. Entre muitas, registramos em Minas Gerais, a família de Rufino Martha da Rocha [29.07.1870, Santo Antônio do Grama, MG – 18.08.1941, Raul Soares, MG], filho primogênito de Joaquim Cândido da Rocha e de Maria Joaquina de Abreu Lima; por esta, foi bisneto do capitão João Bueno, membro da importante família Bueno (v.s.), de São Paulo, que passou para Minas Gerais, comandando um destacamento militar para a conquista do gentio pelos anos de 1825. Rufino foi um dos primeiros povoadores da atual cidade de Raul Soares, MG (arraial de Entre Rios), para onde foi em 1890. Deixou numerosa descendência do seu cas., a 09.09.1893, em Abre-Campo, MG, com Jovelina Jacinta de Abreu [02.03.1877, Abre Campo, MG – 14.01.1969, Raul Soares, MG], filha de Fortunato de Abreu e Silva Brandão e de Ana Jacinta de Abreu. Entre os descendentes do casal, registram-se: I – o filho, Dr. Edmundo Rocha [18.04.1896 -], advogado, presidente das Câmaras Municipais de Rio Casca e Raul Soares. Com geração; II – o neto, o genealogista Clínio Silva [13.11.1925, Raul Soares, MG -], que dedicou-se ao ramo de Seguros. Ex-presidente da Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e de Capitalização – FENASEG. Vice-Presidente do Grupo Sul América de Seguros. Membro do Colégio Brasileiro de Genealogia e do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba.

 

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Santana, Santanna, Sant’Ana, Sant’Anna, Sobrenome de origem religiosa, forma apocopada do original Sant’ana, refere-se a avó de nosso senhor Jesus Cristo, mãe da Virgem Maria .

 

 

Existe uma importante família mineira que teve princípio no vereador Joaquim José de Sant’Ana ( 1821-1875 ) filho de Araújo e Amélia Rocco. Em função de uma promessa feita a Nossa Senhora de Santana perpetuou em seus descendentes este nome Sant’Ana, em lugar do seu nome de família Araújo.

Há uma outra família proeminente vinda do Doutor João José Sant’Ana ( 1851-1895 ) filho do Capitão João José de Sant’Ana e de Dona Luiza Costa, que na qual, descendem vários ramos familiares em Minas Gerais e cercanias.

 

6 anexos

 

Visualizar o anexo affonseca.doc

affonseca.doc

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fonseca.doc

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jesus.doc

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peixoto.doc

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rocha.doc

Visualizar o anexo Santana.doc

Santana.doc




Itapetininga: SEMANA DA TROCA DE LIVROS NA BIBLIOTECA

Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, 23 de abril, a partir de 22 a 30 de abril, das 8:00 às 21:00 h. a Biblioteca Municipal Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, realizará a semana de troca de livros.

 Basta levar um ou mais livros em bom estado para a troca.
Importante: não serão aceitos livros didáticos, gibis, revistas, enciclopédias ou coleções ultrapassadas.
Participe e aproveite para nos fazer uma visita!
Mais informações 3272 3265.
Foto de Talita Campos.
Foto de Talita Campos.
Foto de Talita Campos.

Importante: não serão aceitos livros didáticos, gibis, revistas, enciclopédias ou coleções ultrapassadas.
Participe e aproveite para nos fazer uma visita! Mais informações 3272 3265.




Artigo de Pedro Novaes: PLENÁRIOS

 Foto closePedro Israel Novaes de Almeida

Pedro

Todo brasileiro deveria experimentar a vereança, verdadeiro mestrado em natureza humana e brasilidade.

As pessoas, ricas ou pobres, estudadas ou semianalfabetas, não costumam ser livres. Existem sérios obstáculos, sociais e econômicos,  inibidores da condição de não alinhado a grupos ou correntes políticas.

A primeira e infeliz constatação do vereador iniciante é que as discussões em plenário não são destinadas a convencimentos ou debate de ideias. A maioria comparece à sessão com posicionamento já firmado e imutável.

Reuniões anteriores, em presença de detentores de cargos executivos e velhas raposas políticas, promovem a filiação de vereadores a determinados posicionamentos e ideias. Como em tais reuniões não existem vozes dissonantes, os posicionamentos e ideias parecem lógicos e justos, e, sobretudo, confortáveis, por majoritários.

Tais reuniões conseguem o milagre de fazer com que vereadores, honestos na vida pessoal, acabem protegendo, em plenário, corrupções, ineficiências e malfeitos.  O sentimento encorajador de pertencer a um grupo, em alguns casos quadrilha, costuma vir acompanhado da sensação de poder, na indicação de comissionados e pleitos de obras e providências públicas.

Em alguns municípios, existe a tentativa de promover a reunião entre todos os vereadores, no gabinete do prefeito, para análise de projetos que serão encaminhados ao legislativo. Tal reunião desprestigia e apequena a Câmara.

Firmada a domesticada a base de sustentação política, as Câmaras repetem, a cada sessão, o desfilar quase imutável de votos, contrários ou favoráveis.

Por vezes, as maiorias chegam ao absurdo de negar a aprovação de requerimentos de informações a respeito de gastos públicos. Em tais casos, o vereador pode valer-se da condição de munícipe, e solicitar informações diretamente à prefeitura, ou valer-se da própria Justiça, pois seu poder fiscalizador não depende da concordância do plenário.

É irritante ver vereadores mudarem o discurso em anos eleitorais, após 3 anos de fiel obediência ao Executivo, tentando transparecer uma imagem de independência, que jamais tiveram. Na vereança, o cidadão constata que não existem partidos organizados, pois é forçado à atuação solitária, sem respaldo jurídico ou administrativo.

A população costuma recorrer a vereadores, buscando providências típicas do poder Executivo, como obras e reparos. No imaginário popular, vereadores são seres poderosos. Enquanto o vereador situacionista consegue o favor de conseguir que seja tapado um buraco no asfalto, o oposicionista consegue capitalizar as insatisfações das dezenas de outros, não tapados.

Assim como os vereadores, deputados e senadores também formam legiões, favoráveis ou contrárias aos governos, e as discussões em plenário também não mudam opiniões. Os grandes debates políticos e administrativos são realizados fora do ambiente legislativo, amesquinhado pela dicotomia contra ou a favor. Um ou outro político pensante e honesto é aplaudido na tribuna, e sempre derrotado nas votações.

Não será agindo como atletas de times adversários que conseguiremos extirpar a corrupção, a ineficiência e os desmandos de nossa vida pública.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 




Artigo de Guaçu Piteri: BAR DO POVO – UM BALCÃO DE HISTÓRIAS

 Em sequência à publicação de tópicos selecionados do livro  “Sonhar é Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura”, (Edifieo; 2008), esgotado, damos início, hoje, ao capítulo que me traz boas recordações da infância no Quilômetro Dezoito, bairro periférico típico de Osasco de meados do século passado:

Guaçu

 1 – TERTÚLIAS DOMINGUEIRAS

Minha família radicou-se no Quilômetro Dezoito, após a instalação de um modesto bar, inaugurado em sete de setembro de 1947.

Com o tempo e a expansão do bairro, o comércio familiar também cresceu e, em 1950, estava funcionando a padaria. Apesar da implantação da padaria, o estabelecimento ficou conhecido como Bar do Povo, denominação usada nesta narrativa.

O Bar do Povo logo se transformaria no ponto de encontro de figuras da política, do sindicalismo, do movimento estudantil e da ação comunitária. Era para lá que convergia quem buscava foro democrático para discutir temas diversos e polêmicos. Elzo, meu irmão, que gerenciava o estabelecimento, organizava os eventos do bairro: corridas, pau-de-sebo e gincana na comemoração do dia da Pátria. No dia primeiro de maio promovia mini-maratona, o torneio de futebol entre gordos e magros, solteiros e casados e a equipe feminina — de jogadores vestidos em trajes de mulher, maquiados, equilibrando-se em sapatos de salto alto — e os adversários do time masculino vestindo terno e gravata. Lembro-me dos folguedos típicos das festas juninas, com fogueira, balão, quadrilha, comidas típicas e cordões de bandeirinhas coloridas esticadas na rua. Tudo o que se passava na comunidade acabava inserido no pátio, na frente do Bar do Povo.

 Com o tempo, Elzo providenciou uma sala ao lado do bar onde a comunidade fazia suas reuniões. Todos os domingos a cena se repetia. Pela manhã, como se tivessem combinado horário e local, chegavam os vários grupos: sindicalistas sobraçando pacotes de “VOZ OPERÁRIA”; grupos de tendência conservadora folheando “O ESTADO DE SÃO PAULO”; alguns moradores que paravam e ouviam antes de entrar no bar.

A rotina era sempre a mesma. No início, os debates não tinham conotação ideológica. Havia os que se manifestavam em defesa da autonomia de Osasco e os que entendiam que o melhor era seguir na condição de distrito da capital. Nessa polêmica envolviam-se vários contendores. Os mais apaixonados eram o tenente Ferreira, o barbeiro Honório e Jaime Moreira Lima, conhecido pelo apelido de “Engole Faca”. Os três eram vizinhos do Bar do Povo e ardorosos debatedores. Quando o assunto era a política estadual, as opiniões se dividiam: Cantu era janista; a professora do bairro – dona Luzia – e meu compadre Antônio Dias Neto declaravam-se ademaristas. Nesse tempo, a dicotomia Jânio – Ademar concentrava as preferências do eleitorado do estado de São Paulo. No Dezoito, entre meus conhecidos, havia apenas dois juscelinistas declarados. Ambos eram mineiros: um, Antônio Miguel, já idoso, gabava-se da amizade de líderes do PSD, partido de JK; o outro, ainda jovem, em decorrência do inusitado de sua inclinação política, era apelidado “Kubi.” O apelido, como se pode observar, era uma alusão ao sobrenome de Juscelino.

Só depois de debaterem esses assuntos tidos como menores, a controvérsia se concentrava nas questões ideológicas. O tema que mais empolgava era a política internacional, com destaque para o confronto entre as superpotências – Estados Unidos e União Soviética – nos tempos da guerra fria.

Lembro-me que, certa manhã, a polêmica girou em torno do depoimento de um sindicalista muito estimado que acabava de retornar da União Soviética. Na visita participara de reuniões, de debates e de congressos. Certamente trazia novidades. Alguns dos presentes dispersos e desinteressados aproximaram-se atentos.

Instado a relatar o que vira durante a viagem, Conrado Del Papa avançou dois ou três passos. Os que não o conheciam viram que era corpulento e já um pouco obeso. Seus olhos pequenos e profundamente azuis, apesar de cansados, moviam-se inquietos. Suas características marcantes eram a vasta cabeleira prateada e a voz mansa. Se fosse possível encontrar nexo entre aparência e temperamento, podia-se afirmar, com toda a segurança, que era de índole pacífica e conciliadora.

Antes de iniciar seu relato, Papa olhou ao redor um pouco reticente. Não se considerava versado em questões doutrinárias. O que sabia havia juntado na prática do ler e do ouvir em função da militância e da consciência política. Não tinha dúvida, entretanto, em afirmar que regressara impressionado com o progresso científico, o avanço tecnológico e o desenvolvimento cultural do mundo socialista. Na ciência, nas artes e na tecnologia, a União Soviética seguia na vanguarda.

Nessa altura da reunião alguns dos presentes desinteressaram-se do assunto e se retiraram. A assembléia ficou restrita, mas, se perdeu em quantidade, ganhou em animação. Dinho Belini, um dos mais antigos moradores do bairro, que aguardava a oportunidade de se manifestar, não disfarçou a ironia. Perguntou se era só isso que transmitiam aos convidados na União Soviética. Mostravam-lhes shows de tecnologia e do Bolshoi, porém, pelo jeito, não lhes permitiam conhecer o “paraíso soviético” nos confins da Sibéria.

Papa não se irritou. Ouviu o comentário com certa indiferença e reagiu com serenidade. Respondeu que viu o que foi possível . Sempre atento procurou avaliar o que lhe mostravam, com os olhos críticos de militante consciente. De tudo o que lhe fora dado ver e ouvir regressava trazendo na bagagem balanço positivo. Apesar das conhecidas dificuldades na agricultura, o progresso da classe trabalhadora era marcante.

José Arévalo, imigrante espanhol bem sucedido e futuro vereador, sempre presente às reuniões domingueiras, quis saber no que a vida do trabalhador soviético era melhor do que a do brasileiro.

O essencial para viver com dignidade, o trabalhador tinha. Não faltava moradia, nem saúde, educação, lazer, trabalho e segurança. Além de tudo, o proletário soviético tinham como recompensa a certeza de que colaborava para a construção de uma sociedade nova e igualitária.

Arévalo, com o seu “portunhol” que se acentuava quando os debates eram mais acalorados, discordou:

– “Nosotros somos amigos e yo te respecto. Pero voy falar claro: o comunismo nada logró además de llevar la classe operária a la miséria.”

Antes da resposta de Papa, Luiz, jovem estudante operário provocou:

– Não dá confiança companheiro. Isso é conversa de burguês franquista despeitado.

– Alto lá moço, interferiu Dinho Beline. Eu não sou burguês, nem franquista, mas penso como o espanhol.

Arévalo levantou-se colérico e avançou na direção de Luiz:

– Que le passa a esse loco. Cállate “coño,” se no quieres …

A confusão generalizou-se e os contendores partiram para as ofensas pessoais e ameaças de agressão. A reunião esteve a ponto de degenerar em conflito, mas após muitos apelos restabeleceu-se a ordem e os participantes, reconciliados, se retiraram prometendo regressar no domingo seguinte no mesmo horário e local.

II – O PRAZER DE DISCORDAR – Na próxima terça-feira. Aguarde! 




Itapetininga: PREFEITURA QUER MELHORAR SUSTEMA DE COMUNICAÇÃO

Prefeitura justifica projeto de lei sobre instalação de antenas em Itapetininga

 Segundo Executivo, intenção é ‘melhora no sistema de comunicação’. Projeto foi aprovado na Câmara em 1ª votação; 2ª votação deve ser 5ª feira.

Do G1 Itapetininga e Região

A Prefeitura de Itapetininga (SP) justificou uma melhor qualidade de comunicação na cidade para o projeto de lei proposto na Câmara que diminuiria a distância mínima para instalação de antenas das casas de 110 metros para 5 metros. De acordo com o engenheiro da Secretaria de Obras José Roberto Paes, a atual lei sancionada em 2011 exige uma área muito grande para a instalação de antenas e isso reduziu os investimentos das operadoras. “Na verdade a intenção da gente em sugerir essas modificações é garantir mais possibilitar da instalação de antenas na cidade.”

Ainda segundo ele, nos últimos quatro anos, desde a aprovação da lei que determinou distância mínima de 110 metros, nenhuma torre foi instalada. A medida inclui antenas de telefonia celular, radio difusão, internet e televisão. “Que a gente possa ter uma melhoria no sistema de comunicação, porque da forma como está é inviável, não dá para colocar mais nenhuma torre no município”, afirma Paes.

A Câmara deve discutir e votar o projeto pela segunda vez nesta quinta-feira (23). No último dia 13 eles já aprovaram a proposta do Executivo. Se houver uma nova aprovação o projeto só faltará ser sancionado pelo prefeito.

Atualmente, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cinco operadoras de telefonia móvel compartilham 19 torres de transmissão espalhadas pelo município.

Lei em Tatuí
Em Tatuí (SP) uma lei parecida foi aprovada este mês. A proposta reduziu a distância mínima de 15 metros para 4 metros entre as estações e as casas. Também foi reduzida a distância para escolas, clínicas e hospitais de 100 metros para 50 metros. As operadoras vão ter que apresentar anualmente à prefeitura um laudo sobre radiação emitida, diz a Prefeitura.

O secretário de Fazenda, Finanças e Planejamento de Tatuí, Carlos César Pinheiro da Silva, também justificou uma melhora no sinal para a mudança na lei. “Evidente que as operadoras de telefonia têm essa reivindicação em todo o território nacional. E isso vem de encontro com a necessidade para a população da melhoria dos serviços. Então o município não podia, por uma lei defasada, permitir que os serviços fossem melhorados”, conclui.

Projeto quer reduzir distância mínima entre antenas e casas (Foto: Reprodução/ TV TEM)

 




'VAMOS AO TEATRO', DE LEOMIRA CAMARGO LEVA GRUPOS DE ITAPETININGA A SÃO PAULO

ChicoO Grupo ‘Vamos ao teatro’ foi criado e é liderado pela agitadora cultural Leomira Camargo, de Itapetininga.

 

A exemplo do que já faz há anos, a agitadora cultural Leomira Camargo está preparando um grupo de Itapetininga para assistir ao musical ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 minutos’.

O programa é o mesmo de sempre: um ônibus sai de Itapetininga, visita um shopping e depois vai ao Teatro Cetip, que fica na Rua dos Coropés, 88, em Pinheiros (Instituto Tomie Ohtake), onde a peça é apresentada.

O nome do musical foi inspirado em uma peça inglesa que reúne a produção completa de Shakespeare em 97 minutos. Aqui a duração é maior, duas horas.

‘Todos Os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’ é apresentado por Claudio Botelho e outras 10 pessoas.

A temporada até 31 de maio é a peça é apresentada todas as sextas feiras e sábados às 21h. Aos domingos, às 18h.

Ps interessados em participar devem acessar: https://www.facebook.com/leomiracamargo.nunes

Serviço:

Teatro Cetip. Rua dos Coropés, 88. Pinheiros (Instituto Tomie Ohtake).
Tel: (11) 4003-5588
Produção: Möeller & Botelho e Conteúdo Teatral

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Blog do Guaçu Piteri: TERCEIRIZAÇÃO

Guaçu20/04/2015 por Guaçu Piteri

Na revoada semanal dos deputados rumo aos estados de origem, os temas dos projetos mais polêmicos da pauta da Câmara ganham interesse nas conversas e chegam a suscitar discussões apaixonadas.

Na última quinta-feira as opiniões se dividiam.

Havia os que se manifestavam a favor da ampliação da terceirização para as atividades fins das empresas e os que entendiam ser mais adequado manter o texto da lei atual que permite  a terceirização apenas para as atividades meio como, manutenção, segurança, limpeza e serviços afins.

Embora  o grupo seguisse dividido, os argumentos em favor da aprovação do projeto começavam ganhar força.

Foi nesse momento que um deputado, contrário á proposta, perguntou como se sentiriam os nobres colegas se o comandante da aeronave em que voavam fosse terceirizado.

Não houve resposta.

A discussão que prometia se prolongar até o fim da viajem foi encerrada repentinamente e ninguém mais tocou no assunto.