3º Festival Literário de Atibaia

3º Festival Literário de Atibaia confirma participação de
Thalita Rebouças e Carlos Ruas

3º Festival Literário de Atibaia
3º Festival Literário de Atibaia

A Prefeitura confirmou a participação do quadrinista Carlos Ruas e da escritora Thalita Rebouças no 3º Festival Literário de Atibaia, evento gratuito que acontece nos dias 27 e 28 de abril, na Praça da Matriz. A programação, que está sendo preparada pela Secretaria de Cultura para o festival de 2024, promete ser imperdível, trazendo, além das palestras com esses renomados autores e Feira do Livro, uma série de atrações artístico-culturais ligadas ao multifacetado universo da literatura. Saiba mais!

Thalita Rebouças

Thalita Rebouças

Com 26 livros para o público adolescente e mais de 2 milhões de exemplares vendidos, a escritora, jornalista, apresentadora, roteirista e atriz Thalita Rebouças participa do festival no dia 28 de abril. A autora, que já alcançou o sucesso com seu primeiro livro, “Traição entre amigas”, coleciona êxitos editoriais, com diversas obras adaptadas para o teatro, TV e cinema, sem contar as histórias inéditas para plataformas de streaming como a Netflix.

Dominando o mercado editorial infantojuvenil com as séries de best-sellers “Fala Sério!” e “Confissões”, a escritora, que vem se consolidando como um dos fenômenos da literatura brasileira, está prestes a lançar o livro “Felicidade inegociável e outras rimas”, voltado a mulheres 40+. A publicação, que tem uma versão em audiolivro, intercala prosa e poesia em mais de 60 textos acerca de temas como menopausa, separação e a decisão de não ter filhos.

Saiba mais sobre no perfil da artista no Instagram: @‌thalitareboucas .

Carlos Ruas

Carlos Ruas
Carlos Ruas

Autor de “Um Sábado Qualquer”, “Mundo Avesso” e “Cães e Gatos”, o quadrinista tem nove livros publicados e se consolida na atualidade como um dos principais nomes do cenário nacional. Artista premiado, ele ganhou em 2012 o troféu HQMix, na categoria Webtiras, e em 2015, conquistou o 32° Troféu Angelo Agostini, com o livro “Êxodo: Nos Bastidores da Bíblia”.

Além de participar da Feira do Livro que acontece durante o festival, Ruas traz para Atibaia a palestra “Criacionismo – De onde viemos”. O segundo maior projeto em arrecadação e apoiadores na categoria “quadrinhos” da plataforma de financiamento coletivo Catarse, sua obra “De onde viemos”, conta a história do criacionismo pela ótica da ciência e de 12 crenças, mesclando humor e conhecimentos. Após a palestra, que acontece nos dias 27 e 28, haverá bate-papo com o autor e sessão de autógrafos.

Conheça mais sobre o trabalho de Carlos Ruas nas redes sociais do artista no TikTok ( @‌carlosruas.usq ) e no Instagram: @‌umsabadoqualquer / @‌carlosruas.usq / @‌caesegatos_oficial .

Programação artístico-cultural

Em breve, a Prefeitura vai divulgar o resultado do edital de seleção das atrações artístico-culturais que farão parte da programação do festival. Estão previstas intervenções cênicas, apresentações musicais ao ar livre, oficinas/workshops, narração/contação de histórias e leituras públicas dirigidas ao longo desses dois dias de festa.

Fique atento ao portal e às redes sociais da Prefeitura para não perder nenhum detalhe dessa grande celebração que a Capital Nacional do Morango dedica à literatura!

Edições anteriores

Esta será a terceira edição do evento promovido pela Prefeitura com o intuito de divulgar e incentivar a produção local, fomentando o mercado editorial regional. O primeiro festival, realizado em 2022, trouxe o cantor e compositor Arnaldo Antunes como atração principal e, no ano passado, os destaques foram a atriz e poetisa Elisa Lucinda e o filósofo Luiz Felipe Pondé.

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Tempo ancora em silêncio

Ella Dominici: Poema ‘Tempo ancora em silêncio’

Ella Dominici
Ella Dominici
tempo de amar em silencio. Tela impressionista estilo Van Gogh
tempo de amar em silencio. Tela impressionista
estilo Van Gogh.
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

O silêncio empoeirou-se

onde não há levante

de pássaros a cantar

onde não te começas choro
nem voas

nem nascente de águas
onde nadavas peixe

em toda volta
todo o ar de avoar

O silêncio empoeirou-se
dele voz nem se nota

vem vai e volta
é possível ver-me pó

Tempo ancora em silêncio

Tempo passa não espera a gente, que sente
amarras de todos e mundo não o resiste
com toda a sabedoria não o sabem ver bem

qual porto seguro, âncoras, correntes o retém

mas quando teus olhos me olharam de amor doce

senti a visão de suas mãos querentes
carícias em perfume

escutando seus lábios de melodia
vi a alegria

no silêncio sem tempo
pleno de corações.

Compreendi que o tempo
não tem dias mornos, horas frias

não começa nem finda no antes depois ou ainda

os encontros são subtrações dos reais anos

onde sobejamente sorriem
segundos sonoros dos sonhos

Ella Dominici

Contatos com a autora

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Glauber Rocha

Canal Brasil exibe maratona de filmes em homenagem ao cineasta Glauber Rocha no domingo, dia 17 de março

Glauber Rocha. Crédito: Divulgação.

A programação especial conta com seis longas, que serão exibidos a partir das 11h30

Glauber Rocha, um dos maiores cineastas brasileiros e fundadores do importante movimento Cinema Novo, completaria 85 anos no dia 14 de março. Para comemorar a data, no domingo, 17 de março, o Canal Brasil preenche sua programação com filmes assinados pelo cineasta. Serão exibidos em formato de maratona, a partir das 11h30, os longas “Barravento”“A Idade da Terra”“O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”“Terra em Transe”“Deus e o Diabo na Terra do Sol” e o inédito “Antena da Raça”, documentário de Luís Abramo Campos e Paloma Rocha, filha de Glauber.

Selecionado para o Festival de Cannes, o longa inédito traz imagens de 1970, período da Lei da Anistia, quando Glauber apresentava o programa “Abertura”, atração marcante na história da TV brasileira em um momento em que o país buscava os primeiros passos em direção à democracia. Outro filme participante da homenagem, “Barravento” marca o primeiro longa-metragem de Glauber, em 1962; Além de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, segundo longa do diretor; “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, que consagrou Glauber como melhor diretor no Festival de Cannes em 1969; “Terra em Transe”, que garantiu os prêmios Luis Buñuel e Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema), também em Cannes em 1967 e “A Idade da Terra”, indicado para o Leão de Ouro no Festival de Veneza. São produções que marcaram com nitidez os ideais do Cinema Novo e que, através das críticas sociais e do estilo cinematográfico, buscavam romper com o que o cinema conhecia até então, vindo dos Estados Unidos.

Horário: Domingo, 17/03, a partir das 11h30 

Barravento (1985)(81′)

Horário: Domingo, 17/03, às 11h30

Classificação: 12 anos

Direção: Glauber Rocha

Sinopse: No Estado da Bahia, Brasil, um homem negro instruído retorna à sua aldeia de pescadores para tentar libertar as pessoas do misticismo, em particular da religião do Candomblé, que ele considera um fator de opressão política e social.

A Idade da Terra (1980)(157′)

Horário: Domingo, 17/03, às 12h55

Classificação: 12 anos

Direção: Glauber Rocha 

Sinopse: Quatro Cristos do Terceiro Mundo tentam deter o industrial americano John Brahms no filme experimental de Glauber Rocha inspirado no assassinato de Pier Paolo Pasolini.

O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969)(100′)

Horário: Domingo, 17/03, às 15h30

Classificação: 14 anos

Direção: Glauber Rocha 

Sinopse: Antônio das Mortes deve voltar à ação quando aparece um novo fora-da-lei, que eventualmente se revelará como um idealista e o marcará profundamente.

Terra em Transe (1967)(111′)

Horário: Domingo, 17/03, às 17h10

Classificação: 14 anos

Direção: Glauber Rocha 

Sinopse: Em um país fictício da América Latina chamado Eldorado, um poeta está tentando provocar mudanças políticas, influenciando homens poderosos.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)(120′)

Horário: Domingo, 17/03, às 19h

Classificação: 14 anos

Direção: Glauber Rocha 

Sinopse: Manuel se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido o que faz com que fuja com sua esposa, e se junta aos seguidores do beato Sebastião que promete o fim do sofrimento.

Antena da Raça (2020)(71′)

ESTREIA 

Horário: Domingo, 17/03, às 21h

Classificação: 14 anos

Direção: Paloma Rocha e Luís Abramo Campos 

Sinopse: O filme se apropria e discute a realidade brasileira com base em diálogos, trechos e cenas dos filmes viscerais de Glauber Rocha e seu desejo de “remover as máscaras” da saga brasileira do terceiro mundo.

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Inconsistência de um crime

Resenha do livro ‘Inconsistência de um crime’, de Gilberto Borges da Silveira, pela Editora Uiclap.

Capa do livro 'Inconsistência de um crima' de Gilberto da Silva Borges, pela Editora Uiclap

RESENHA

Um jornalista é contratado para saber se a irmã da contratante é adotada.

Mas ele não tem noção do que vai encontrar.

O que vários acontecimentos e dois crimes tem a ver com o sua investigação?

Um livro instigante, cheio de mistérios e reviravoltas.

Tentem resolver este mistério.

Leiam!!

Vocês vão amar!]

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Fazendo um período sabático na profissão de jornalista, Jorge Santos é procurado para descobrir a verdadeira identidade de uma mulher – Jacira.

Disposto a fugir das redações, onde trabalhou por 10 anos, Jorge concorda em fazer aquela investigação.

Sua busca o leva de volta à cidade natal, onde encontra outro personagem – Alfeu, um ex-jogador profissional que foi condenado por dois crimes passionais.

Intrigado com aquele personagem, Jorge convence Alfeu a contar sua história.

Fazendo as investigações sobre a origem de Jacira, e usando suas habilidades de jornalista para criar pontes por onde Alfeu vai contando sua história, descobre ligações entre esses personagens.

Essa é a trama do livro “Inconsistência de um crime”, e seu desdobramento vai apresentar surpresas e revelações, ao ponto de Jorge, ao final, concluir que “nem sempre as verdades são libertadoras”.

SOBRE A OBRA

Já tendo dois livros publicados, Antigas Andanças, um romance histórico e Caboclinhos, uma coletânea com 20 “causos”, Gilberto Borges, um grande apreciador de romances policiais, se desafiou a criar um personagem investigador e que fosse também o narrador, tipo os policiais noir.

Surge assim Jorge Santos, um jornalista que passará por várias reviravoltas nesta história de tirar o fôlego,

SOBRE O AUTOR

Imagem do autor Gilberto Borges da Silveira

Gilberto Borges da Silveira, tem 67 anos. Mora em Curitiba- Paraná.

É graduado em Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Paraná em 1982. Pós-graduado em Gestão Ambiental pelo ICESP em 2006. Pós-graduado em Educação Ambiental pelo SENAC em 2010.

Mestre em Planejamento e Governança Pública.

Analista Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis- IBAMA, Lotado na Superintendência do Paraná.

Aposentado do Ibama.

OBRA DO AUTOR

Capa do livro 'Inconsistência de um crime', de Gilberto Borges da Silveira,pela Editora Uiclap
Inconsistência de um crime

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira




Cadê o toucinho que estava aqui?

Finalista do Jabuti 2023, Cléo Busatto publica releitura de antiga parlenda para transmitir a sabedoria popular às novas gerações

Capa do livro 'Cadê o Toucinho que Estava Aqui?
Capa do livro ‘Cadê o Toucinho que Estava Aqui?’,
de Cléo Busatto
Divulgação / CLB Produções

Na contramão de um mundo cercado por telas e veloz, que glorifica as inovações em detrimento do passado, a premiada escritora infantil Cléo Busatto revisita uma parlenda* famosa das antigas gerações para promover o contato de crianças com a sabedoria popular. Na releitura de Cadê o toucinho que estava aqui?, as protagonistas são Dona Antônia, uma idosa simpática e amante dos animais, e Chica, uma gata gulosa que sempre devora a comida deixada na mesa.

N.E. Parlenda: falatório, palavreado, discussão acalorada.

Acompanhados pelas ilustrações de Fereshteh Najafi, feitas em acrílico, com aquarela e lápis de cor, os pequenos leitores passeiam por todos os cômodos da casa das personagens depois que a gatinha pega o pedaço de toucinho da tutora. Por causa disso, Dona Antônia corre atrás de Chica, enquanto ambas entoam os versos conhecidos por muitos brasileiros.

Para aprofundar a rima, a autora apresenta um desfecho diferente, introduz a figura da idosa e foca nos sentimentos que envolvem a breve perseguição. Nesta corrida para salvar a fatia de carne, a mulher decide olhar embaixo da cama, porém fica presa ali. Com medo e sem saber como reagir, o bicho de estimação vai encontrar uma forma de salvá-la daquela situação e fazer as pazes com ela após ter pegado o precioso alimento.

Dona Antônia abaixou-se e olhou embaixo da cama. Lá estava a danada!
– É agora que nós vamos conversar, sua gata gulosa, gata comedora de toucinho, gata comedora de bolinho!
– Pelo amor que você tem aos bichinhos, Dona Antônia! Você não pode me querer mal por causa de um pedacinho de toucinho sem graça, sem gosto. (Cadê o toucinho que estava aqui?, pg. 26)

A partir desta proposta, Cléo Busatto mostra os impactos de diversos tipos de emoções no cotidiano, como irritação, medo, compaixão, alegria e diversão, ao passo que defende a relação de companheirismo existente entre seres humanos e animais. Além de ser uma forma de se reconectar com o conhecimento popular, Cadê o toucinho que estava aqui? amplia o vocabulário emocional, proporciona compreensão de mundo e remete às brincadeiras do passado que desenvolvem as potencialidades criativas do público infantil.

O novo livro da escritora finalista do Prêmio Jabuti em 2023 faz parte da quarta edição da intervenção artística-literária “Histórias da Cléo PR3”, que doará um exemplar para todas as 450 bibliotecas públicas do Paraná e percorrerá municípios com menos de 20 mil habitantes do estado para incentivar o contato das crianças com a leitura. Projeto foi aprovado pela Lei Rouanet e tem apoio da Secretaria de Cultura do Paraná, com patrocínio do Banco Regional do Extremo Sul (BRDE) e da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

FICHA TÉCNICA
Título: Cadê o toucinho que estava aqui?
Autora: Cléo Busatto
Editora: CLB Produções
ISBN: 978-65-87181-27-1
Páginas: 48
Preço: R$ 65 (físico) | R$ 24,90 (e-book)
Onde encontrar: Amazon

Sobre a autora

Cléo Busatto 
Divulgação / Cadi Busatto
Divulgação / Cadi Busatto

Finalista do Prêmio Jabuti em 2023, com o livro infantil “Um lago, um menino e a lua”, e em 2016, com “A fofa do terceiro andar”, Cléo Busatto tem 41 obras publicadas e mais de 450 mil exemplares vendidos. Dedicada principalmente à literatura infantil e infantojuvenil, teve sete publicações aprovadas no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), entre elas, “A última livraria da minha rua” (2024), “Os minúsculos” (2023) e “O tempo das coisas” (2022). Também mestre em Teoria Literária, forma mediadores de leitura pelo país e promove o projeto “Histórias da Cléo”, intervenção artística-literária que já atravessou 29 cidades com menos de 20 mil habitantes no Paraná. Agora, publica Cadê o toucinho que estava aqui?, releitura da popular parlenda brasileira.

Redes sociais:

Instagram – @cleo_busatto
Facebook – /cleo.busatto
LinkedIn – Cléo Busatto
Youtube – /clbprodu
Site – cleobusatto.com.br

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Sinta o Cheiro do Mar

Borbolina Cia estreia o espetáculo infantojuvenil Sinta o Cheiro do Mar no Sesc Ipiranga no dia 24 de março

Cena da peça 'Sinta o Cheiro do Mar'
Cena da peça ‘Sinta o Cheiro do Mar’
Créditos das fotos: Gui Assano

Baixe aqui mais imagens de divulgação

Peça é inspirada na experiência biográfica da filha da atriz, diretora e autora Stella Tobar ao passar por uma cirurgia de adenoide

O exercício da resiliência é foco do espetáculo infantojuvenil Sinta o cheiro do mar, o novo trabalho da Borbolina Cia que faz sua temporada de estreia paulista no Sesc Ipiranga, de 24 de março a 28 de abril, com apresentações aos domingos, sempre às 11h.

A montagem tem dramaturgia, direção e atuação de Stella Tobar, atriz com 28 anos de carreira e com forte atuação em montagens dirigidas para toda a família. O projeto foi contemplado em segundo lugar pelo Edital Proac voltado à produção de espetáculo inédito para público infantojuvenil, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Por meio desse edital cultural, o grupo realizou apresentações bem perto do mar, no Teatro Municipal de Ubatuba.

Sinta o cheiro do mar convida o público a seguir os momentos vividos por uma menina que se prepara para uma cirurgia de adenoide, que a fará respirar melhor e lhe trará como principal benefício recuperar o pleno sentido do olfato e apreciar o cheiro de tudo, em especial do mar, onde ela tanto gosta de brincar. 

A dramaturgia foi desenvolvida a partir de uma experiência biográfica da autora, ao acompanhar no passado a mesma cirurgia feita pela sua filha. A peça trata com leveza e ludicidade a experiência infantil em lidar com questões de saúde e outras, além do aprendizado extraído quando se encara as situações da vida com coragem, mantendo a esperança e a força necessárias.

“Transformar um fato biográfico em arte, exaltando as emoções e sentimentos que são comuns a todos os seres humanos é o que o texto faz, poeticamente.”, ressalta Stella. “Eu queria falar sobre as questões de ser e estar no mundo, a partir da ideia de que estamos tristes às vezes, mas não somos tristes. E no processo de construção do texto veio a lembrança dos sentimentos provocados por uma questão de saúde, pois nós não somos a doença, não somos os medos que nos afligem na busca pela cura, mas somos muito mais, e às vezes estamos esperançosos e corajosos também. E até mesmo alegres”, completa a artista, que em 2018 estreou também no Sesc Ipiranga o espetáculo Nos países de nomes impronunciáveis, quando estava grávida de Angelina – e agora retorna ao mesmo Sesc com a filha de 6 anos na plateia.

O solo de Stella Tobar contrasta com a dinâmica de animações e é permeado de músicas ao vivo, garantindo a leveza e beleza dessa produção multilinguagens. O trabalho reúne recursos audiovisuais (animações especialmente criadas por Lauren Kurotsu) e música original cantada e executada ao vivo por Stella e os músicos Sérvulo Augusto (que assina a direção musical) e Gui de Mattos. Completam o time a criação de cenário e figurinos de Paula de Paoli e o desenho de luz de Giuliano Caratori, além de confecção de boneco e adereços por Zé Valdir.

Percepções e compreensões sutis desse cenário cotidiano são reforçadas nas letras das canções da peça (assinadas por Stella e Sérvulo), uma aposta para sensibilizar os espectadores-mirins – e jovens e adultos – a se inspirarem pela resiliência dessa menina, que com esperança sai mais forte dessa fase.

Exercício da empatia

Esse é o quarto trabalho infantil sob direção de Stella na Borbolina Cia. Em essência, o grupo busca retratar sentimentos e aprendizados, potencializando a inteligência intrínseca das crianças no trato de situações cotidianas, além de estimular a empatia e esperança diante da vida.

O coletivo teve algumas temporadas de bastante sucesso com os espetáculos O menino e a cerejeira, baseado na obra do pacifista Daisaku Ikeda, em cartaz há oito anos; Sonho de Artista, texto em seu repertório desde 2021; e Dois idiotas sentados cada qual no seu barril, a partir da obra de Ruth Rocha.

Cenas ganham livro

Alternar adaptações de obras literárias e textos originais tem sido uma premissa do trabalho de Stella Tobar, que já adaptou também obras de Clarice Lispector para a cena. “Acho a literatura uma fonte riquíssima para beber histórias e temas para o teatro. E penso que o teatro pode também promovê-la e incentivar a leitura. Não à toa, dois espetáculos da companhia são criações a partir de obras literárias. E Sinta o cheiro do mar fez o caminho inverso e vai virar livro em breve”, antecipa a atriz e autora.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia, direção e atuação: Stella Tobar

Músicos: Sérvulo Augusto e Gui de Mattos

Direção das animações e ilustradora: Lauren Kurotsu

Direção Musical: Sérvulo Augusto

Música original: Stella Tobar e Sérvulo Augusto

Desenho de Luz: Giuliano Caratori

Cenário e Figurinos: Paula de Paoli

Boneco e adereços: Zé Valdir 

Artistas-provocadores: Kátia Daher e Paulo de Pontes

Preparação Corporal: Vera Luz

Preparação Vocal: Tato Fischer

Fotos: Gui Assano

Costura Figurinos: Zezé – Maria José de Castro

Costura Cenografia e Figurinos Músicos: Solange Ramos

Costura Cenografia: Ateliê da Cecília/ Neide dos Santos Ribeiro Pinto e Celma Souza Aguiar

Maquinaria: Wagner José de Almeida

Produção de Cenografia: Bia Mendes

Operação de Luz: Giuliano Caratori

Operação de Vídeo: Lauren Kurotsu

Técnica de Som e Microfonista: John Di Lallo

Contrarregragem: Gabriel Serra

Assistência de Produção: Clarissa Tobar e Fernando Maffia

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção: Borbolina Cia

SINOPSE

Com texto, direção e atuação de Stella Tobar, Sinta o cheiro do mar, o quarto infantil da Borbolina Cia, traz uma história cheia de emoção, músicas ao vivo e animações especialmente criadas. Uma menina se prepara para viver algo desconhecido, mas que lhe trará a cura necessária. Onde ela está? Pelo que passará? O público vai descobrir e viver com ela e sua família esse momento, até que ela possa sentir o cheiro do mar novamente.

SERVIÇO

Sinta o cheiro do mar, da Borbolina Cia.

Temporada: 24 de março a 28 de abril, aos domingos, às 11h

Sesc Ipiranga – Teatro – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga

Ingressos: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia-entrada) e R$10,00 (credencial plena)

Vendas online em sescsp.org.br

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: Livre 

Capacidade: 200 lugares

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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1º Festival Viola Caipira

São Lourenço recebe 1º Festival Viola Caipira –
o Som das Minas Gerais

1º Festival Viola Caipira – o Som das Minas Gerais
1º Festival Viola Caipira – o Som das Minas Gerais

Programação conta com artistas consagrados e concursos de duplas caipiras

A cidade de São Lourenço, no Sul de Minas, vai receber, entre os dias 22 e 24 de março, o 1º Festival Viola Caipira – o Som das Minas Gerais. O evento, criado com o objetivo de promover a cultura musical da viola caipira, resgatando e difundindo os saberes, linguagens e expressões musicais desse patrimônio mineiro, será realizado na Praça João Lage. A programação é gratuita.

Durante os três dias de festa, os presentes poderão conferir shows de artistas consagrados nacionalmente, como Pereira da Viola & Banda, Orquestra de Violas Arquinense e de Cássia, Marcelo Viola e Ricardo e Orquestra de Violeiros de São Lourenço. Também haverá um concurso de violas, com 40 duplas caipiras tocando músicas já conhecidas e concorrendo a prêmios que somam R$16,5 mil.

Essas duplas foram selecionadas após a empresa realizadora receber mais de 100 inscrições de artistas interessados. Durante o concurso que acontecerá no festival, serão julgadas a afinação, a instrumentação e a intepretação dos artistas.

No dia 22, haverá atividades especiais para celebrar o Dia Mundial da Água, como coleta de lixo eletrônico, palestras educativas em defesa das águas, apoio à coleta seletiva, plantio de árvores, distribuição de mudas em troca de qualquer objeto que prejudique o meio ambiente e apresentações culturais com alunos da rede pública de ensino. Destaque para uma palestra do Instituto Estadual do Patrimônio e Artístico de Minas Gerais – Iepha-MG.

De acordo com uma das realizadoras do evento, Rebecca Geyerhahn Cortês, o festival agrega o melhor da música caipira em um só evento, divertindo os presentes e valorizando um patrimônio mineiro. Ela lembra também que a cidade receberá muitos turistas que marcarão presença em São Lourenço para a festa, movimentando o comércio e a economia local, gerando emprego e renda para a população.

“A expectativa é muito grande por se tratar da viola caipira, que é patrimônio dos mineiros. Queremos receber cerca de 5 mil pessoas nos três dias de evento, e que elas possam se divertir e se emocionar com as apresentações. Minas é um estado com muita tradição relacionada às violas. É nosso dever preservar, valorizar e perpetuar essa cultura para as novas gerações”.

O 1º Festival Viola Caipira de São Lourenço é patrocinado pela CEMIG, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Tem o apoio da Prefeitura Municipal de São Lourenço e realização da Realiza Minas e o Governo de Minas Gerais — Governo diferente, Estado Eficiente.

Mais informações sobre o festival, acesse www.realizaminas.com.br/festivalviolacaipira

Programação completa

Dia 22 de março

9h – Atividades ambientais em comemoração ao Dia Mundial da Água

18h – Palestra Os Saberes, Linguagens e Expressões Musicais da Viola – Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais (Iepha-MG)

19h – Abertura Oficial

20h – Festival com apresentação de 20 duplas caipiras

22h30 – Show com Pereira da Viola & Banda

Dia 23 de março

19h –Show com Orquestra de Violas Arquinense e de Cássia

20h – Festival com apresentação de 20 duplas caipiras

22h30 – Show com Marcelo Viola e Ricardo

Dia 24 de março

19h – Final do Festival Viola Caipira com apresentação de 12 duplas

21h – show da Orquestra de Violeiros de São Lourenço (no intervalo do show haverá entrega da premiação)

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