Escuridão… doce escuridão…

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Escuridão… doce escuridão…’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton Zocarato
Escuridão, doce escuridão
“Escuridão, doce escuridão”
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

Amo a escuridão

Que dentro de meu coração

Produz uma paixão

Que se tornou obsessão

Agarro em terços

Que durante as madrugadas

Produzem agrados e rezas

Domiciliados em minha mente

De criança inocente

Que insiste em não crescer

Mas somente a te querer

Como um amanhecer frenético

Revelando tua estética de princesa

Na escuridão da tua  ausência

Faz minha consciência

Lembrar

De que tua recordação

Vai estar comigo

Em todos os momentos

Lamento da razão

Tristeza do coração

No terror do teu não – estar

Há lágrimas derramadas

Em velhos lençóis

Que como caracóis lerdos

Fizeram lentamente morada

No meu jardim

E no meu amor

Fruto da tua beleza

Realçada por uma mocidade

Que se perdeu ao longo

De memórias histriônicas

Reinventando histórias

A cada nova escuridão

Em que a noite traz

Novos pensamentos cheios

De lamentos

Aos quais não tenho

Mais teu corpo para me debruçar

E depois de um longo soluçar e chorar

Te amar

Como todos os tolos apaixonados fazem

Abrindo minha mente

Para a mais doce escuridão de teus abraços

Da  minha  paixão

Silenciada

Por orgulhos

Que se tornaram

Pedregulhos sombrios

Dentro de mim

Escuridão venha até mim

E me dê a paz

De sonhar

Docemente com teu coração

Sem precisar de alguma razão

Para voltar a acordar novamente

Clayton Alexandre Zocarato

Contatos com o autor

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Mozart e Beethoven abrem temporada da Sinfônica de Indaiatuba

Concerto acontece na sala Acrísio de Camargo com entrada gratuita

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba
Temporada 2024

Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, que está celebrando 10 anos de existência, abre oficialmente a Temporada 2024 neste sábado, 16, às 20h, com um concerto que reúne dois dos grandes nomes da música clássica mundial: Mozart e Beethoven, na sala Acrísio de Camargo, no Ciaei. A direção e regência são do maestro Paulo de Paula. A entrada é gratuita.

Para o programa de estreia da Temporada foram escolhidas as obras Abertura As Bodas de Fígaro (Mozart) e Sinfonia 3 Eroica (Beethoven) já que as duas têm temáticas semelhante por representarem, de certo modo, os ideais iluministas, muito em voga naquele momento.

As Bodas de Fígaro foi composta por Mozart, em 1786, a partir da peça de mesmo nome, escrita pelo dramaturgo francês Beaumarchais, uma comédia que em muitos momentos critica os hábitos da nobreza, usando do recurso da sátira para denunciar seus excessos. “Segundo alguns musicólogos, a escolha de um tema tão delicado teria trazido grandes problemas para a reputação de Mozart, numa Viena dominada pela nobreza”, comenta o maestro Paulo de Paula.

Sob regência do maestro Paulo de Paula, concerto reúne obras de Mozart e Beethoven. CRÉDITO FOTO: FELIPE GOMES
Sob regência do maestro Paulo de Paula, concerto reúne obras de Mozart e Beethoven. CRÉDITO FOTO: FELIPE GOMES

Já a Sinfonia nº 3 de Beethoven, também chamada de Eroica tem uma importância muito grande na história da música, sendo considerada um divisor de águas para o estilo clássico. Beethoven, que sempre foi um revolucionário, escreveu a sinfonia em homenagem à Napoleão Bonaparte, objeto de grande admiração do compositor, por personificar os ideais da revolução francesa. “A sinfonia foi terminada no mesmo ano em que Napoleão se auto coroou imperador, o que deixou Beethoven furioso, passando a considerar o francês um traidor dos ideais revolucionários. Ele então rasgou o nome de Napoleão da obra e alterou a dedicatória para Sinfonia heroica, composta para celebrar a memória de um grande homem. De certo modo, Napoleão morreu naquele momento para Beethoven”, destaca o maestro.

COMO ASSISTIR? Para conferir a apresentação, que tem entrada gratuita recomenda-se chegar meia hora antes, pois a disponibilização dos lugares é por ordem de chegada.

O concerto é realizado pela Associação Mantenedora da Orquestra de Indaiatuba (AMOJI) – que completa duas décadas de existência –, em parceria com a Prefeitura de Indaiatuba, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. A Sala Acrísio de Camargo fica no Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba), situado na avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665, bairro Jardim Regina — Indaiatuba (SP).

Vídeos Clique aqui

SERVIÇO
Mozart e Beethoven – Orquestra Sinfônica de Indaiatuba
Abertura Temporada 2024
Data: 16/03 l Horário: 20h
Entrada gratuita e por ordem de chegada
Local: Sala Acrísio de Camargo – Ciaei (Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba) – Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina, Indaiatuba (SP) – MAPA AQUI 

Sobre a AMOJI A Associação Mantenedora da Orquestra Jovem de Indaiatuba (AMOJI) é responsável pela manutenção da Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, que vem se destacando por sua intensa atuação na divulgação e popularização da música orquestral. Realizando, anualmente, mais de uma dezena de concertos gratuitos, com participação de músicos do município de Indaiatuba (SP) e solistas de renome. Promove também o Encontro Musical de Indaiatuba (EMIn), que disponibiliza masterclasses para estudantes de música de todo o Brasil e uma programação cultural de concertos para a comunidade.

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Exposição ‘Nhe’ẽ Porã: memória e transformação’

Museu da Língua Portuguesa leva exposição ‘Nhe’ẽ Porã: memória e transformação’ à sede da UNESCO, em Paris

Pássaros de madeira criados a partir de desenhos de Daiara Tukano farão parte da mostra
Foto: Gabriel Barrera
Pássaros de madeira criados a partir de desenhos de Daiara Tukano
farão parte da mostra

Mostra sobre as línguas indígenas do Brasil ocupará o Hall Ségur de 14 a 26 de março

A exposição Nhe’ẽ Porã: memória e transformação chega a Paris para uma curta temporada no Hall Ségur da sede da UNESCO, entre 14 e 26 de março. A mostra, originalmente montada no Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, destaca a diversidade das línguas e as histórias de resistência dos povos indígenas no Brasil. Na capital francesa, a exposição estará em cartaz durante o encontro do Conselho Executivo da UNESCO, que reunirá representantes de 58 Estados-membros e 195 observadores de todo o mundo. 

Com curadoria da artista indígena e mestre em Direitos Humanos Daiara Tukano, a exposição Nhe’ẽ Porã: memória e transformação marcou o início das celebrações da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) no Brasil, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e coordenada pela UNESCO em todo o mundo.  

A mostra em Paris conta com patrocínio do Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores, e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Tem articulação e patrocínio do Instituto Cultural Vale e cooperação da UNESCO. Nhe’ẽ Porã: memória e transformação é realizada pelo Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. 

Além da exposição, acontecerá o evento Línguas Indígenas da América do Sul: memória e transformação no prestigioso Collège de France, no dia 15 de março. O ciclo de debates é organizado pelo Laboratoire d’Anthropologie Sociale (LAS), Collège de France, e pelo Museu da Língua Portuguesa, com patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da Embaixada da França no Brasil, da Comissão Francesa para a UNESCO e do Instituto Cultural Vale. Conta, ainda, com o apoio do Museu de Arqueologia e Etnografia da Universidade de São Paulo (USP), da Embaixada do Brasil na França. 

“A cultura não existe sem a diversidade, por isso essa mostra é tão importante. Reconhecemos a relevância de celebrar as múltiplas experiências no panorama cultural e exportar nossa rica herança para que outros lugares conheçam um pouco mais da nossa história”, declara a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton. 

Nhe’ẽ Porã: memória e transformação propõe um mergulho na história, memória e realidade atual das línguas dos povos indígenas do Brasil. A exposição busca mostrar outros pontos de vista sobre os territórios materiais e imateriais, histórias, memórias e identidades desses povos, trazendo à tona suas trajetórias de luta e resistência, assim como os cantos e encantos de suas culturas.  

O título da exposição vem da língua Guarani Mbya: nhe’ẽ significa espírito, sopro, vida, palavra, fala; e porã quer dizer belo, bom. Juntos, os dois vocábulos significam “belas palavras”, “boas palavras” – ou seja, palavras sagradas que dão vida à experiência humana na terra.  

O projeto contou com a participação de cerca de 50 profissionais indígenas, entre artistas plásticos, cineastas, acadêmicos, educadores e influenciadores digitais. Além da curadoria de Daiara Tukano, tem cocuradoria da antropóloga Majoí Gongora; consultoria especial de Luciana Storto, linguista especialista no estudo de línguas indígenas; em diálogo com a curadora especial do Museu da Língua Portuguesa, Isa Grinspum Ferraz. 

“A língua é uma parte fundamental de quem somos. É um veículo de expressões humanas e um meio fundamental para que as pessoas tenham acesso à cultura, à justiça e à educação. A UNESCO tem o prazer de sediar esta exposição dedicada aos povos indígenas e suas línguas, aumentando a conscientização sobre suas culturas e resiliência contra todas as adversidades”, afirma o diretor-geral adjunto de Cultura da UNESCO, Ernesto Ottone R. 

“A exposição Nhe’ẽ Porã marcou o início do desenvolvimento do eixo temático sobre línguas indígenas no Museu da Língua Portuguesa. Trata-se de aprofundar as pesquisas e realizar ações continuadas com foco na influência das línguas dos povos originários no português do Brasil. A mostra destaca a perspectiva multilíngue, a diversidade e a urgência de preservação das milhares de línguas autóctones faladas no Brasil e em todo o mundo. A exposição, que chega à sede da UNESCO em Paris, celebrando a Década Internacional das Línguas Indígenas; e o colóquio internacional no Collège de France, com especialistas indígenas e não indígenas, demarcam a excelência da mostra e a grande relevância do tema hoje”, afirma Renata Motta, diretora executiva do Museu da Língua Portuguesa. 

Nhe’ẽ Porã é uma exposição necessária e urgente. Ela possibilita, àqueles que a visitam, aprofundar-se no universo dos povos originários brasileiros: são mais de 267 povos, falantes de mais de 150 línguas diferentes. Ao articularmos e apoiarmos a realização da exposição junto ao Museu da Língua Portuguesa e à UNESCO, contribuímos para significar ainda mais a Década Internacional das Línguas Indígenas. A itinerância de Nhe’ẽ Porã dá sequência ao movimento de circulação da exposição em 2024, possibilitando que mais pessoas conheçam sobre os povos originários e, assim, reflitam sobre diferentes formas de criar, viver e conviver”, diz o diretor presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto. 

“A exposição Nhe’ẽ Porã: memória e transformação é uma oportunidade de aproximação do público internacional à diversidade brasileira e às potencialidades dos povos indígenas. Nosso objetivo é que o mundo conheça a riqueza cultural e produtiva abrigada nas nossas florestas. Produtos como açaí, cacau, castanhas, óleos essenciais e artesanato indígena, frutos de tradições milenares, podem ser consumidos internacionalmente, configurando uma alternativa à exploração predatória, que contribui para a manutenção da floresta em pé”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil. 

“O colóquio internacional ‘Línguas indígenas da América do Sul: memória e transformação’, a ser realizado no Collège de France, com o apoio da FAPESP, reveste-se de grande importância, pois está inserido nas celebrações da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032). Além disso, ele integra o conjunto de iniciativas que a Fundação apoiará para fazer dessa década um marco nos estudos e na preservação das línguas indígenas faladas no Brasil”, comenta Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP. 


A exposição na sede da UNESCO
 
Para ocupar o Hall Ségur, foi pensado um recorte especial da exposição original, com destaque para obras e pesquisas realizadas exclusivamente para a mostra. Na entrada da exposição, os visitantes vão passar por uma instalação composta por árvores, desenhadas por Daiara Tukano e feitas de tecido, que representam as grandes famílias linguísticas faladas pelos povos indígenas no Brasil, podendo ouvir registros sonoros de línguas das famílias Tupi, Macro-Jê, Pano, Aruak, Karib e Tukano e das línguas isoladas Arutani e Yaathe.  

O mapa Terra de muitos cantos – famílias linguísticas originárias das Américas ilustra o continente americano de uma forma incomum, de cabeça para baixo, destacando, portanto, a América do Sul. O mapa apresenta a localização das centenas de línguas faladas até hoje na região. A obra foi produzida especialmente para a exposição a partir do cruzamento de várias fontes de pesquisa sobre línguas indígenas na região. 

A instalação visual Chuva de Palavras – projeção de um poema de Daiara Tukano traduzido para várias línguas indígenas, com vídeo mapping desenvolvido pelo Estúdio Bijari – também estará presente. 

Haverá a exibição da animação Resistência Indígena, também de autoria da curadora em parceria com Estúdio Bijari, que denuncia o impacto da colonização no Brasil desde 1500 sobre as línguas originárias. A obra associa os conflitos e perseguições sofridos pelos povos indígenas com o desaparecimento de suas línguas, até os dias de hoje, em que restaram 175 ainda faladas no Brasil.    

O espaço apresentará, ainda, a obra audiovisual Marcha dos Povos Indígenas, sob direção do cineasta Kamikia Kisêdjê, e uma linha do tempo que traz à tona históricos de contato, violência e conflito decorrentes da invasão dos territórios indígenas desde o século 16 até a contemporaneidade. A linha do tempo também ressalta as transformações das línguas indígenas, destacando a resiliência, a riqueza e a multiplicidade das formas de expressão dos povos indígenas. 

Uma experiência interativa com a versão virtual de Nhe’ẽ Porã: memória e transformação, conforme montada em São Paulo, estará disponível no Hall Ségur para o público conhecer mais sobre a exposição original, que ficou em cartaz de outubro de 2022 a abril de 2023, no Museu da Língua Portuguesa, atraindo mais de 189.000 visitantes.  

A exposição viajante 
Em 2024 no Brasil, a exposição também está sendo exibida no Museu Paraense Emílio Goeldi (Belém) até 28 de julho e passará, ainda, pelo Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro) e o Centro Cultural Vale Maranhão (São Luís). O projeto original contou com articulação e patrocínio máster do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet – e parceria do Instituto Socioambiental, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, Museu Paraense Emílio Goeldi e Museu do Índio da FUNAI. 

O colóquio no Collège de France  
A passagem da exposição pela França será associada ao colóquio internacional Línguas indígenas da América do Sul: memória e transformação, a ser realizado no dia 15 de março no Collège de France, uma das mais importantes instituições de pesquisa da França. O encontro é organizado pelo Museu da Língua Portuguesa, a USP e o Laboratório de Antropologia Social (LAS) do Collège de France, com parceria da FAPESP e presença do presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago. 

Das 9h às 18h, pesquisadores e interessados no tema línguas indígenas poderão participar de mesas redondas com a presença de Daiara Tukano;  de Altaci Rubim Corrêa Kokama e Joziléia Kaingang, integrantes  da delegação do Ministério dos Povos Indígenas; de Fernanda Kaingang, diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas; de Mairu Hakuwi Kuady, pós-graduando em Direitos do povo Karajá; de Clarisse Taulewali da Silva, artista do povo Kali’na e representante da Jeunesse Autochtone de Guyane (JAG); de Phillipe Descola, professor emérito do Collège de France e um dos principais nomes da antropologia da sua geração; além de renomados antropólogos do LAS e outras universidades francesas como Andrea-Luz Gutierrez-Choquevilca, Pierre Déléage, Emmanuel de Vienne, Cédric Yvinec e Capuciine Boidin; e Majoí Gongora e Luciana Storto, pesquisadoras da Universidade de São Paulo.  

O evento será aberto e gratuito a todos os públicos, sem a necessidade de inscrição prévia, sujeito à lotação da sala onde ocorrerão as mesas redondas. 

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Sobre o Museu da Língua Portuguesa 
Localizado na Estação da Luz, no centro de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.  

O Museu da Língua Portuguesa é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Esporte e Educação é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.  

Instituto Guimarães Rosa – MRE  
O Instituto Guimarães Rosa (IGR) é a unidade do Ministério das Relações Exteriores responsável pela diplomacia cultural brasileira. O conceito de diplomacia cultural empregado pelo governo brasileiro refere-se à promoção do interesse nacional no campo da política externa por meio de ações nos campos da cultura, da educação e da língua portuguesa no exterior.  

Como parte de suas atribuições voltadas à promoção da vertente brasileira da língua portuguesa no exterior, as unidades do IGR promovem atividades para comunidades brasileiras residentes em outros países, como cursos de Português como língua de herança para expatriados. Também oferecem cursos de língua portuguesa para estrangeiros e aplicam o exame CELPE-Bras, destinado à comprovação da proficiência no idioma português do Brasil. Além disso, as unidades do IGR oferecem cursos de dança, música, culinária e artes plásticas, entre outras atividades ligadas à promoção da cultura brasileira. 

ApexBrasil 
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem como missão impulsionar as exportações de produtos e serviços do Brasil no mercado internacional, além de atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia do país. A montagem da exposição Nhe’ẽ Porã: memória e transformação, em Paris, está alinhada com um dos objetivos atuais da Agência: promover internacionalmente a cultura e os produtos das florestas brasileiras, que geram desenvolvimento sustentável para as comunidades locais. 

A ApexBrasil tem desenvolvido uma série de iniciativas para levar pouco da biossociodiversidade brasileira para o mundo, valorizando os produtos e os povos que mantêm a floresta em pé.  Em 2023 um grupo de compradores internacionais foi convidado a conhecer os produtores de alguns alimentos nativos, como açaí, cacau e castanhas. O Exporta Mais Amazônia gerou mais de R$ 50 milhões em negócios, que serão reinvestidos na região.  Cuidar da Amazônia também passa por valorizar os produtos sustentáveis que geram prosperidade para quem vive e cuida desse patrimônio da humanidade. 

Instituto Cultural Vale 
O Instituto Cultural Vale acredita que a cultura transforma vidas. Por isso, patrocina e fomenta projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa. 

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está.  

Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org 

SERVIÇO  
Exposição itinerante Nhe’ẽ Porã: memória e transformação – Paris 
No Hall Ségur, na sede da UNESCO (7 place de Fontenoy 75007) 
De 14 a 26 de março  
De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h 
Grátis 

Tela pintada por Daiara Tukano para a exposição Nhe'ẽ Porã: Memória e Transformação
Foto: Gabriel Barrera
Tela pintada por Daiara Tukano para a exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação

Instalação "Chuva de Palavras" estará na exposição em Paris
Foto: Gabriel Barrera
Instalação ‘Chuva de Palavras’ estará na exposição em Paris

Obra de Paulo Desana faz parte da exposição
Obra de Paulo Desana faz parte da exposição

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‘A Arte da Natureza’

Ministério da Cultura, BTP, MSC, MEDLOG, Ecovias, Rumo e G. PIEROTTI apresentam ‘A Arte da Natureza’ abrindo o calendário 2024 do Arte na Pinacoteca

'A Arte na Natureza'
A Arte na Natureza

A exposição gratuita abre no dia 15/03 na Pinaceteca Benedicto Calixto em Santos com obras de seis renomados artistas visuais contemporâneos

O Ministério da Cultura, Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC, MEDLOG, Ecovias, Rumo e G. PIEROTTI apresentam o Plano Anual de Atividades da Fundação Benedicto Calixto – em Santos – SP – Arte na Pinacoteca 2º edição, Lei Rouanet, Pronac 233045 – realização Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, com a coordenação e gestão cultural da Weimar Cultural, empresa que atua e desenvolve projetos relacionados à arte e cultura, educação, desenvolvimento social, sustentabilidade e meio ambiente.

A exposição gratuita “A Arte da Natureza” abre o calendário da 2ª edição do projeto Arte na Pinacoteca, no próximo dia 15 de março, com obras de seis renomados artistas visuais contemporâneos: José Roberto Aguilar, Jaider Esbell, Mário Ishikawa, Hélio Melo, Gilberto Salvador e Claudio Tozzi, que exploram a relação intrínseca entre o homem e a natureza e levantam questões vitais sobre a sustentabilidade planetária.

Inspirados pela poesia de Manoel de Barros, “O mundo não foi feito em alfabeto. Senão que primeiro em água e luz. Depois árvore”os curadores Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho selecionaram artistas que, com suas visões únicas e poéticas, contribuem para uma experiência estética enriquecedora, promovendo uma reflexão sobre a vida terrestre e nossa conexão, amorosa ou não, com a natureza.

A exposição destaca como a visão de humanidade como parte integrante e ativa da natureza foi preservada pelos povos tradicionais, contrapondo-se à dicotomia natureza/cultura estabelecida pelas culturas modernas. Em tempos de crise ecológica, a mostra ressoa com a ideia do filósofo Bruno Latour de que não há mais “rotas de fuga, a não ser aquela que nos conduz de volta à Terra.”

“A Arte da Natureza” é organizada em três subgrupos, refletindo as diversas abordagens dos artistas em relação ao tema. Gilberto Salvador e Claudio Tozzi apresentam obras que refletem o equilíbrio entre cultura e natureza; Mário Ishikawa e José Roberto Aguilar baseiam-se em artes e culturas tradicionais do Oriente; enquanto Hélio Melo e Jaider Esbell, através de suas raízes socioculturais e técnicas indígenas, oferecem uma ponte para o diálogo multicultural.

Esta exposição não só apoia a rota “plus intra” sugerida por Latour, mas também ecoa a sabedoria compartilhada por Aguilar: “Quando a floresta entra dentro de você… Ela vicejou dentro de mim.” A Pinacoteca Benedicto Calixto convida todos a se juntarem a nós nesta jornada estética e reflexiva, mergulhando na essência da nossa conexão com a natureza.

“Estamos imensamente entusiasmados com a abertura da exposição ‘A Arte da Natureza’, uma iniciativa que reflete nosso compromisso em promover a interação entre a arte, a cultura e a conscientização ambiental. Cada um dos artistas participantes traz uma perspectiva única sobre a relação intrínseca entre o homem e a natureza, abordando temas de vital importância como a sustentabilidade planetária. Esta exposição não é apenas um testemunho da genialidade criativa; é um convite para refletirmos sobre nosso papel no mundo natural. Esperamos que ‘A Arte da Natureza’ inspire nossos visitantes a contemplar mais profundamente as conexões entre suas vidas e o meio ambiente, alimentando uma apreciação mais profunda pela beleza e pela fragilidade de nosso planeta”, destaca Roberto Santini, presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto.

Esperamos receber você na abertura da exposição “A Arte da Natureza” em 15 de março. Venha explorar como a arte pode nos ajudar a redefinir nossa relação com o mundo natural e vislumbrar caminhos para um futuro sustentável”, convidam os curadores da exposição, Antonio Carlos Cavalcanti e Carlos Zibel.

Conheça um pouquinho de cada um dos artistas:

José Roberto Aguilar: José Roberto Aguilar é um pioneiro da arte contemporânea brasileira, conhecido por sua abordagem multidisciplinar que abrange pintura, escultura, vídeo e performance. Suas obras frequentemente exploram a relação entre o homem e a natureza, destacando-se por seu caráter expressivo e a incorporação de elementos da cultura popular brasileira.

Jaider Esbell: Artista macuxi do estado de Roraima, Jaider Esbell destacou-se no cenário artístico brasileiro por suas obras que unem mitologia indígena e questões ambientais. Suas pinturas e instalações são reconhecidas pela crítica social e pela valorização das tradições e saberes indígenas, fazendo dele um importante representante da arte indígena contemporânea.

Mário Ishikawa: Mário Ishikawa é um artista visual cuja obra é profundamente influenciada pelas técnicas e filosofias do Oriente, especialmente o sumi-ê japonês. Suas criações, que incluem desenhos com fumaça e pinturas, refletem uma profunda contemplação sobre a interconexão entre o ser humano e o meio ambiente, articulada através de uma estética minimalista.

Hélio Melo: Originário dos seringais da Amazônia, Hélio Melo era um artista autodidata cujas obras capturam a essência da vida e da biodiversidade amazônica. Suas pinturas são conhecidas por retratar a fauna, a flora e o cotidiano dos povos da floresta, servindo como uma ponte entre o mundo natural e o espectador, através de um estilo vibrante e detalhista. Falecido em 20 de março de 2001 em Goiânia – GO.

Gilberto Salvador: Artista plástico brasileiro, Gilberto Salvador é reconhecido por sua arte engajada, especialmente em temas ambientais e sociais. Suas obras abrangem pintura, escultura e instalações, muitas vezes caracterizadas por cores vibrantes e formas abstratas que provocam reflexão sobre a relação humana com o meio ambiente.

Claudio Tozzi:  É um artista visual cuja obra se destaca pela utilização de imagens icônicas da cultura e política brasileiras, transformadas em poderosas declarações visuais. Tozzi explora a natureza através de um prisma colorido e geométrico, criando obras que questionam a relação entre o desenvolvimento humano e a preservação ambiental.

Sobre o Arte na Pinacoteca – A exposição integra a agenda de exposições do “Arte na Pinacoteca”, que tem o objetivo de promover e disponibilizar às crianças, jovens, estudantes, professores e interessados manifestações culturais diversas.

Santos, localizada no litoral do estado de São Paulo, é mundialmente reconhecida por seu porto, um dos maiores e mais importantes do Brasil e da América Latina, servindo como um crucial ponto de comércio e logística. Além de sua significância econômica, a cidade oferece atrações culturais notáveis, como a Pinacoteca Benedicto Calixto, que abriga um acervo significativo de obras do artista que dá nome ao espaço, além de outras exposições temporárias de arte. A cidade é famosa por suas belas praias e o Jardim da Praia, com seus 5,3 km de extensão, é considerado o maior jardim de praia do mundo, um local perfeito para passeios ao ar livre. Santos também se destaca no esporte, sendo a casa do Santos Futebol Clube, onde Pelé, um dos maiores jogadores de todos os tempos, fez história. O charmoso centro antigo e os edifícios históricos da cidade oferecem uma viagem no tempo aos seus visitantes, tornando Santos um destino rico em cultura, história e lazer.

Pinacoteca Benedicto Calixto apresenta a exposição:  A Arte da Natureza

Data: 15 de março até 14 de abril de 2024

Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 – Santos – SP

Visitação gratuita: de terça a domingo, das 9h às 18h

Tel.: (13) 3288-2260 e (13) 9.9734.6364

Instagram – Facebook e YouTube: @pinacotecabenedictocalixto

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Projeto ‘Contos de Encantar’

A artista Ciça Oliveira, apresenta para as crianças de Taubaté, contos de autoras mulheres embalados por músicas de sua autoria, inspirando, divertindo e estimulando a imaginação infantil

Projeto 'Contos de Encantar', contação de histórias com Ciça Oliveira
Projeto ‘Contos de Encantar, contação de histórias com Ciça Oliveira

No mês da mulher, espetáculo ‘Contos de Encantar’ apresenta autoras nacionais para crianças de Taubaté

A partir do dia 11 de março de 2024, o projeto “Contos de Encantar” realiza uma temporada de apresentações gratuitas em escolas rurais e bibliotecas municipais da cidade de Taubaté (SP). O projeto tem apoio da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura e Governo Federal, via Secretaria Municipal de Cultura de Taubaté e apoio da Secretaria de Educação de Taubaté. 

“Contos de Encantar” é um espetáculo de contação de histórias que busca incentivar o interesse das crianças pela literatura nacional, principalmente aquela feita por mulheres, apresentando histórias de autoras como Ruth Rocha, Tatiana Belinky, Mary França e Sonia Rosa

A contadora de histórias Ciça Oliveira (@cicacontos), acompanhada por seu violão, combina narrativas com músicas autorais, promovendo momentos lúdicos e interativos que estimulam a expressão vocal, o ritmo, a imaginação e a escuta ativa das crianças. 

O espetáculo é formado por quatro contos diferentes. “Bom Dia Todas as Cores”, de Ruth Rocha, conta a história de um camaleão que, ao mudar de cor para agradar a todos, descobre a importância de ser ele mesmo. 

“O Caracol”, de Mary França, apresenta a história de um caracol que anseia fazer coisas que outros insetos fazem, mas aprende a valorizar suas próprias habilidades quando a chuva chega. 

 “O Grande Rabanete”, de Tatiana Belinky, traz uma história que destaca a importância da união e da colaboração quando o avô tenta arrancar um rabanete gigante da terra.

“O Menino Nito”, de Sonia Rosa, apresenta a história de um garotinho que parou de chorar para cumprir os estereótipos de masculinidade, e acabou redescobrindo a importância de expressar suas emoções.

O espetáculo culmina com cantigas populares, como Sambalelê e Piaba, convidando o público a dançar e celebrar o momento mágico. 

“O objetivo desse projeto é proporcionar uma experiência enriquecedora e educativa para as crianças, incentivando a imaginação e a apreciação da literatura infantil brasileira, além de promover a importância da expressão emocional e da colaboração entre pares”, comenta Ciça Oliveira

O espetáculo será apresentado em bibliotecas públicas e escolas da zona rural, proporcionando um ambiente de contação de histórias que encoraje as crianças a expressarem suas emoções, imaginarem cenários e se envolverem ativamente nas narrativas.

Informações: www.instagram.com/cicacontos

Serviço: Temporada”Contos de Encantar”

Com Ciça Oliveira

Sinopse: Espetáculo de contação de histórias direcionado ao público infantil, envolvendo contos de autoras nacionais como Ruth Rocha, Tatiana Belinky, Mary França e Sonia Rosa. Um projeto que resgata e celebra a literatura infantil brasileira, destacando as mulheres na literatura. 

Duração: 40 minutos

Grátis

Classificação Livre

Quando: 11 de março de 2024 (segunda-feira) – Horário: 10h e 13h

Onde: EMEIF Vereador Mário Monteiro dos Santos

Endereço: R. Heliópolis, 1351 – Jardim Gurilândia, Taubaté – SP, 12071-290

Quando: 18 de março de 2024 (segunda-feira) – Horário: 10h e 13h30

Onde: EMEIF Antonio de Angelis

Endereço: Rodovia Oswaldo Cruz – Registro – Taubaté – SP 

Quando: 22 de março de 2024 (sexta-feira) – Horário: 10h e 13h

Onde: EMEIEF Mario Lemos de Oliveira

Endereço: Estrada Municipal Geraldo Cursino de Moura, nº 49 – Bairro: Caieiras – CEP: 12096-000

Quando: 08 de Abril de 2024 (segunda-feira) – Horário:  9h e 13h

Onde: EMEI  Benedito José dos Santos 

Endereço: Municipal Alfredo dos Santos, 2305, Paiol, Taubaté – SP – CEP: 12010-970

Quando: 19 de abril de 2024 (sexta-feira) – Horário: 10h

Onde: Semana Monteiro Lobato – Sítio do Picapau Amarelo de Taubaté – Museu Monteiro Lobato – 

Endereço: Av. Monteiro Lobato, s/n – Chácara do Visconde, Taubaté – SP, 12050-730

Quando: 06 de Maio de 2024  (segunda-feira) – Horário: 10h e 15h

Onde: Centro Cultural Municipal de Taubaté – Teatro Conceição Molinaro 

Endereço: Praça Cel. Vitoriano, 1 – Centro, Taubaté – SP, 12020-020

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O Ninho, um recado da raiz

Espetáculo inédito escrito e dirigido por Newton Moreno estreia no Sesc Bom Retiro dia 15 de março

Cena do espetáculo 'O ninho, um recado da raiz'
Cena do espetáculo ‘O ninho, um recado da raiz’
Fotos de Ronaldo Gutierrez

Com trilha sonora original de Zeca Baleiro, espetáculo é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio no canavial nordestino

A dolorosa procura de um jovem por descobrir suas origens e o passado de sua família é tema de O Ninho, um recado da raiz, com direção e dramaturgia do premiado Newton Moreno. O espetáculo estreia no dia 15 de março no Sesc Bom Retiro, onde segue em cartaz até 21 de abril, com apresentações às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

O trabalho ainda tem trilha sonora original de Zeca Baleiro, que também assina a direção musical ao lado de André Bedurê. Já o elenco traz Paulo de Pontes, Tay Lopes, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir Jorge de Paula. Em cena, também estão os músicos Bedurê Pablo Moura.

O projeto retoma a parceria de Moreno com o produtor Rodrigo Velloni, parceiros criativos na bem-sucedida montagem “As Cangaceiras, Guerreiras do Sertão” (2019).

Escrita em 2009, O Ninho, um recado da raiz surgiu quando a Cia. Os Fofos Encenam estava pesquisando a civilização da cana-de-açúcar, o patriarcado feudalista da cana e a região da Zona da Mata, no Nordeste brasileiro, para a criação da peça “Memória da Cana”. Na época, o texto seria usado para compor um dos movimentos de outro espetáculo do grupo, “Terra de Santo”, que foi encenado na sequência.

“Nas minhas pesquisas, acabei descobrindo uma célula nazista, localizada em uma cidade perto de Recife. Lá, havia uma grande empresa de uma família poderosa chamada Lundgren, que é importantíssima para a história da cidade e apoiou alguns nazistas que vieram para cá. Encontrei no Arquivo Público do Estado de Pernambuco uma série de documentos registrando os encontros dessas pessoas com espiões alemães e até reuniões do partido nazista. Tive acesso ao trabalho de pesquisadores e ao livro de uma amiga, Susan Lewis, sobre essa presença dos nazistas no Brasil e nas Américas, e comecei a escrever a história”, conta Newton Moreno.

E sobre a decisão de retomar essa obra, o autor ainda revela que se trata de uma resposta à nova ascensão da extrema direita ultraconservadora e dos pensamentos fascista e neonazista no Brasil e no mundo. “Recentemente, tive acesso aos trabalhos da saudosa pesquisadora Adriana Dias, sobre o neonazismo no Brasil. E achamos que seria o momento de investigar o porquê a gente ainda convive com essas ideias fascistas, e nessa herança neonazista que nos cerca”, acrescenta.

O Ninho, um recado da raiz é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, em pleno canavial nordestino. Obstinado e incansável, um jovem parte em busca de sua origem até descobrir a verdade dolorosa sobre sua família. Ele é alertado sobre os perigos que se anunciam, mas persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa.

“Estamos redescobrindo o Brasil e as muitas histórias que estão sendo recontadas ou que nunca foram contadas. Contamos a história de um rapaz que descobre ter sido deixado numa roda de enjeitados de um convento por uma família. E, quando ele quer saber que família é essa, resvala em heranças que ele não imaginava. Trabalhamos esse espelhamento da busca desse menino atrás do seu DNA com a busca de um país atrás do seu DNA”, antecipa o autor.

Já a encenação, conta o diretor, trabalha com um tripé formado pelo texto, o ator e a música em cena. “É no jogo entre essas três forças que a encenação se dá. A música é executada ao vivo e esses atores estão entregando essa verdade, essa busca desse menino. Só que aqui temos realmente uma história mais seca, que flerta com o trágico”, comenta Moreno.

Ficha Técnica

Elenco:

Paulo de Pontes, Tay Lopez, Kátia Daher, Badu Morais, Rebeca Jamir e Jorge de Paula

Músicos:

André Bedurê e Pablo Moura

Texto e Direção: Newton Moreno Assistente de Direção: Almir Martines Dramaturgista: Bernardo Bibancos

Produção: Rodrigo Velloni Produção Executiva: Swan Prado

Trilha Sonora Original: Zeca Baleiro

Direção Musical: André Bedurê e Zeca Baleiro

A música “Recado da Raiz” foi escrita por Zeca Baleiro e Newton Moreno

A música “Corifeia” foi escrita por Zeca Baleiro, André Bedurê e Newton Moreno Preparação Vocal e Arranjos Vocais: Rebeca Jamir

Preparação dos Atores e Direção de Movimento: Erica Rodrigues

Cenografia: Andre Cortez

Assistente de Cenografia: Camila Refinetti Cenotécnico: Wanderley Wagner Serralheria: Fernando Zimolo

Adereços: Zé Valdir

Figurinos: Fábio Namatame Assistente: Lari Andrade Modelagem: Juliano Lopes Modelagem e Costura: Lenilda Moura

Costura: Fernando Reinert , Maria Jose Castro e Judite Gerônimo Adereços: Antônio Ocelio de Sá

Iluminação: Equipe A2 | Lighting Design Desenho de Luz: Wagner Pinto Produção de Luz: Carina Tavares Assistente de Iluminação: Gabriel Greghi Operação de Luz: Gabriela Cezario

Consultoria Sonora: Radar Sound | André Omote Operação de Som: Nayara Konno

Palestrante e Historiadora: Susan Lewis

Consultoria e Tradução do Alemão: Evaldo Mocarzel Consultoria de Hebraico: Elaine Kauffman

Diretor de Palco: Jones Souza

Contrarregra: Eduardo Portella

Camareira: Luciana Galvão

Designer Gráfico e Ilustrações: Ricardo Cammarota Fotos: Ronaldo Gutierrez

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio Captação, Edição e Mídias Sociais: GaTú Filmes Gestão Financeira: Vanessa Velloni

Consultoria Jurídica: Martha Macruz de Sá Administração: Velloni Produções Artísticas

Sinopse

O NINHO, UM RECADO DA RAIZ é uma novela cênica sobre a intolerância e o ódio em terras brasileiras, no canavial nordestino. Um jovem em busca de sua origem, obstinado e incansável, enfrenta a jornada até sua verdade, sua primeira família. Raízes sangrando, tradições perdidas. Ele é alertado dos perigos que se anunciam, mas ele persevera até entender que a descoberta de si é sempre dolorosa. A busca pela sua identidade reflete nossa busca do DNA de um país, que se sabe pouco. Que não teve acesso a todos os ‘álbuns de família’, de uma formação torta e esquecida.

Serviço

O Ninho, um recado da raiz, com texto e direção de Newton Moreno Temporada: 15, 16, 17, 22, 23, 24, 30 e 31/03/2024 e 5, 6, 7, 12, 13, 14, 19

(duas apresentações), 20 e 21/04/2024. Sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 18h; Sessão extra na sexta 19/04, às 15h. No dia 29/03, feriado, o Sesc não abre.

Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos

Ingressos: R$50,00 (inteira), R$25,00 (meia-entrada) e R$15,00 (credencial plena)

Vendas online em sescsp.org.br

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos Gênero: Drama Capacidade: 297 lugares

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sessão com audiodescrição no dia 13/04 e interpretação em Libras no dia 14/04.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro – (Vagas Limitadas)

O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529.       

Valores: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 12 a primeira hora e R$ 3 por hora adicional (Outros). Valores para o público de espetáculos à noite R$ 7,50 (Credencial Plena). R$ 15 (pelo período).       

Horários: Terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 18h. IMPORTANTE: Em dias de evento no teatro, o estacionamento funciona até o término da apresentação.       

Transporte Gratuito

O Sesc Bom Retiro oferece transporte gratuito circular partindo da Estação da Luz. O embarque e desembarque ocorre na saída CPTM/José Paulino/Praça da Luz.

Horário de início do serviço: Terça a Sábado, às 17h30 | Domingo e Feriados, às 15h30. Ao término do espetáculo, o serviço retorna à Estação Luz.      

Sesc Bom Retiro

Alameda Nothmann, 185. CEP 01216-000.

Campos Elíseos, São Paulo – SP. Telefone: (11) 3332-3600        Siga o @sescbomretiro nas redes sociais:

Facebook, Instagram, Twitter e Youtube /sescbomretiro       

Fique atento se for utilizar o Uber para vir ao Sesc Bom Retiro! É preciso escrever o endereço completo no destino, Alameda Nothmann, 185, caso contrário o aplicativo informará outra rota/destino.    

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Palavras ao vento

Irene da Rocha: Poema ‘Palavras ao vento’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
Palavras ao vento
Palavras ao vento
Microsoft Bing. Imagem criada pelo Designer

No caminho do verso, incerto eu sigo,
Nas asas do devaneio, meu abrigo.
Com nobreza e gentileza, a palavra se alça,
Elegante, clássica, em cada frase que enlaça.

Não sou alicerce perene, mas o salto incerto,
Desmorono lentamente, num eterno concerto.
Levo a ruína que se sente, em cada passo,
Tornando pó, num ritual, o meu espaço.

Não me abraço à escrita libertina, nem à sina,
Na eloquente falta de harmonia, a ruína.
Não me destino a um paraíso de fantasia,
Mas rimando, pela melodia, encontro a poesia.

Assim, nas palavras vãs, anonimato enfeito,
No ritmo da rima, o meu canto perfeito.

Irene da Rocha

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