O fevereiro que eu não queria ter

Sandra Albuquerque: Poema ‘O fevereiro que eu não queria ter’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Helio Rubens de Arruda e Miranda
Helio Rubens de Arruda e Miranda
‘Pai’ do Jornal ROL e eterno Editor-Mor
São Paulo, 13/09/1942, Itapetininga, 07/02/2024

Parece outono
Estação fria e nostálgica
Estação da saudade
Mas não é.
É fevereiro
Porém…
Um fevereiro que eu não queria ter.
Eu queria que nunca chegasse.
Mas chegou.
Maktub
Estava escrito
Tudo tem um tempo
E por que agora seria diferente?
Em lugar de alegrias
As perdas ocuparam o pódio
Não foram poucas.
Mas a pior de todas
Foi você Helio Rubens, ter nos deixado.
Para mim, meu Pai literário
O amigo que me aceitou
Só lamento nunca tê-lo abraçado.
Porém, embora com tantos desencontros
Ao vivo e em cores
Virtualmente, você sempre estava lá.
E eu também.
Ah, saudade que sufoca o peito!
Vivo você sempre estará dentro de nós.
Mas a separação de corpos, dói.
Quando lembro, a lágrima quente escorre
Sem pedir licença
E o coração bate:
Sau da de…Sau da de!
Mas prefiro lembrar
De sua vibração
Sua força, sua garra
E sua presença de espírito
Eu não queria que fosse assim
Mas foi.
Você agora descansa
E nós precisamos
Arregaçar as mangas
Cuidar de seu filho ROL
Pois ficamos órfãos.
Mas somos muitos irmãos.
E assim as cortinas se fecham
Vá com Deus fevereiro.
Mas sempre vou lembrar de você.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque

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Porto Feliz sediará Festival Nacional de Literatura

Será a 2ª edição do ‘Vila das Artes’, promovido pelo Projeto Culturando

Concurso Nacional de Poemas. 'Festival Culturando de Literatura – Vila das Artes'
Concurso Nacional de Poemas. ‘Festival Culturando de Literatura – Vila das Artes’

A cidade de Porto Feliz, interior de São Paulo, sediará no mês de junho a 2ª edição do ‘Festival Culturando de Literatura – Vila das Artes’. O festival, realizado pelo Projeto Culturando, visa estimular a criação literária no país através do Concurso Nacional de Poemas, além de uma série de atividades artísticas e culturais voltadas especialmente à Literatura no evento intitulado ‘Vila das Artes’.

A primeira edição do concurso, realizada em 2021 na cidade de Jumirim/SP, reuniu mais de 550 inscrições de todos os estados brasileiros e premiou autores de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraíba, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. A expectativa para 2024 é superar essa marca em ao menos 30%. Segundo Pablo Civitella, diretor executivo do Culturando, “o Festival Culturando de Literatura tem como missão descobrir, reconhecer e valorizar talentos da literatura espalhados por todas as partes do país e também servir de vitrine aos talentos locais, especialmente aos do eixo de atuação do Culturando”.

Após o período de inscrição e seleção, o Festival oferecerá hospedagem e alimentação aos escritores finalistas de qualquer local do país, além de um bônus financeiro para o custeio da viagem, de modo que possam estar presentes na cerimônia de premiação. Todas as categorias do concurso terão premiação em dinheiro, totalizando mais de 18 mil reais.

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O Sol da paixão

Denise Canova: ‘O Sol da paixão’

Denise Canova
Denise Canova
O Sol da paixão
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O Sol da paixão

Aquecendo nós dois

Seus raios iluminam

Os nossos corações

Romantismo

Combinação perfeita

Dama da poesia

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Beijo roubado

Nilton da Rocha: Poema ‘Beijo roubado’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Beijo inocente, no escurinho do cinema
Beijo inocente, no escurinho do cinema
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No cinema, encontrei você;

ao seu lado, juntos no escurinho, algo mágico aconteceu.

 Uma chama ardia quando um sorriso de menina me surpreendeu.

 E como uma onda bravia, um beijo aconteceu.

Saímos juntos de mãos dadas, tudo era pura magia.

 No dia seguinte, nos reencontramos na igreja,

assim iniciando nosso namoro.

 Até hoje, esse encanto nos contagia.

O beijo roubado, sem malícia, sem medo e sem pecado,

 é prova de que até hoje estamos enlaçados.

Deu certo? A família que construímos é um presente de Deus.

Tudo começou com apenas um beijo roubado

Nilton da Rocha
(05/02/2024)

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Guerras no mundo

Irene da Rocha: Poema ‘Guerras no mundo’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
A paz, unin do os povos
A paz, unindo os povos
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Neste mundo turbulento, onde a paz é um desafio,
As guerras se espalham, deixando marcas no chão.
Homens e mulheres lutam, num triste fio,
Que tece tramas de dor, sem fim ou razão.

Nas terras distantes, o som dos canhões ressoa,
Soldados marcham ao som de tambores de guerra.
Entre escombros e lágrimas, a esperança se escoa,
Enquanto famílias clamam por uma trégua sincera.

Políticas e interesses, motivam conflitos sem fim,
Enquanto vidas inocentes são ceifadas sem piedade.
É o horror da guerra, um ciclo vil e ruim,
Que ensombrece o horizonte da humanidade.

Que os líderes do mundo, encontrem a sabedoria,
Para resolverem disputas com diálogo e união.
Que a paz seja alcançada, com amor e harmonia,
E que guerras se tornem apenas uma lembrança vã

Irene da Rocha

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Estrada de terra

Evani Rocha: Poema ‘Estrada de terra’

Evani Rocha
Evani Rocha
Estrada de terra
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Estrada de terra

De terra batida

De poças de água

Espelho do céu

De flores pisadas

Brancas margaridas

Me leva pra casa

De volta pra vida

Ranchinho de palha

Que me deu guarida

Na curva do rio

De águas cristalinas

Pra onde me leva

Essa estrada de terra?

De verdes campinas

E de brancas relvas?

Me leva nas nuvens

Escuras de chuva

Que correm ligeiras

No céu do sertão

Me leva nas asas

Daquele sanhaço

Que voa apressado

Rumo ao varjão

Me leva estrada

Na poeira branca

Que sobe faceira

Nos rastros do chão

Me leva de volta

Estrada de terra

P’raquele ranchinho

Lá do da serra

Pro sol do cerrado

P’ras tardes floridas

Me leva pra casa

De volta pra vida!

Evani Rocha

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Pegasus

Tânia Orsi: Poema ‘Pegasus’

Tânia Orsi
Tânia Orsi
Pegasus (sobre o céu)
Pegasus (sobre o céu)
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Pegasus
Teus olhos inquietos
Gavetas do infinito
Sombreiam meu corpo
De vento e de paz

      Pegasus
Meu alado bastião

Perfume de pitangueira
Atravessando a constelação
Na noite perdigueira

   Pegasus
   A estrela do meu olhar
      Mergulha no oceano
            Vasto do breu.

Se eu pudesse te tocar
Vasto ar
Se eu pudesse…
Negro mar
Tocaria
As lágrimas de Deus.

Tânia Orsi

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