Diamantino BártoloLimites éticos da investigação científica Criador de Imagens do Bing
O conhecimento técnico-científico, nas últimas décadas, tem vindo a desenvolver-se, exponencialmente, em vários domínios, graças à investigação que, utilizando recursos técnicos extremamente avançados, conduzem a resultados surpreendentes, seja, também, no campo das ciências bélicas, sob a capa, quantas vezes, das bioquímicas e outras que deveriam estar ao serviço da vida e não da morte, neste caso através da construção de armas mortíferas.
A investigação, hoje em dia, é imprescindível para o avanço do conhecimento. A todos os níveis do ensino, parece óbvio que se deve implementar um certo espírito pelas ciências exatas, e outras designações que se queiram dar, o certo é que se impõe uma investigação adequada, com rigor e ética. Investigar para elaborar trabalhos de nível básico, secundário e superior, utilizando o esforço e os resultados de outros investigadores, sem lhes reconhecer esse mérito não é correto, pelo contrário, constitui um autêntico “roubo” da criatividade e dos direitos de autor que lhe são devidos.
A ciência, ao seu nível mais elevado, obviamente, tem regras próprias, rigorosas e éticas, cuja violação causará graves danos aos “cientistas” que as ignorarem. Aqui, não se coloca em causa o excelente trabalho que tais cientistas vêm trazendo à humanidade, incluindo aqueles que investigam para fins que não são verdadeiramente humanitários, porque estes continuam no domínio da ciência, embora com objeto e objetivos diferentes no presente, porém, num futuro que se deseja próximo, podem estar ao lado de outras finalidades verdadeiramente benéficas. Aliás, nem sempre se sabe muito bem se alguém poderá condenar estes cientistas quando estão ao serviço de pessoas que, pela coação lhes impõem que desenvolvam determinados projetos técnico-científicos.
O que aqui importa refletir é sobre a investigação científica, e os seus limites éticos. Com efeito, a ciência aliada à tecnologia, tanto pode destruir como salvar a humanidade. Cientistas e técnicos constituem, talvez, a maior força, sobrepondo-se a todos os demais poderes. Por isso, é fundamental que se verifique uma conjugação dos diversos poderes: científico, tecnológico, político, económico, financeiro, religioso, ético, deontológico, entre outros, para que o mundo possa viver, finalmente, em paz e prosperidade.
Ao refletir-se sobre aquelas duas dimensões ou capacidades do homem – ciência e técnica -, interessa salvaguardar, sempre, a dignidade humana, aqui representada por valores inquestionáveis, como: a saúde, a vida, o trabalho, a educação e formação, a família, a liberdade, a paz, a justiça e tantos outros. É certo que a ciência e a técnica podem proporcionar, por exemplo, mais e melhor trabalho, na medida em que e pela investigação e aplicação da tecnologia consegue-se descobrir novas fontes de desenvolvimento que proporcionam bem-estar à humanidade.
De facto, é necessário aprofundar, ainda mais, até onde vão os conhecimentos adquiridos pelas pessoas, ao longo da vida, e confrontá-los com a utilidade que eles têm para a inclusão na sociedade, dos seus titulares, ou, se se preferir: Portugal, tal como outros países, esteve no bom caminho com o funcionamento dos Centros de Novas Oportunidades, através dos quais se vinha elevando o nível de escolaridade da população e, em paralelo, também funcionavam outros sistemas que concediam dupla certificação: escolaridade e profissional, numa determinada área, à escolha dos formandos.
São processos para pessoas com mais de dezoito anos, que já possuem alguma, ou muita experiência de vida, e que por estas metodologias viam as suas competências reconhecidas, principalmente através dos Centros de Novas Oportunidades. Infelizmente, governantes do passado, entenderam acabar com este projeto de qualificação das pessoas e melhoria das próprias autoestimas.
Sem entrar numa hierarquia de importâncias, entre: ciência e técnica; educação e formação, parece que a partir da educação se avançará com mais segurança e sucesso para as restantes áreas do conhecimento. A educação e formação, naturalmente, são essenciais para se prosseguir com êxito, numa sociedade, ou no mundo, e por isso a aposta dos responsáveis deve ser, desde já, na educação e formação profissional, enfim, na qualificação das pessoas. A obrigatoriedade estabelecida para um aumento do nível escolar para o 12º ano, em Portugal, só vem reforçar o reconhecimento que é dado à educação e à formação, como grandes impulsionadoras do desenvolvimento.
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
“Quais os seus próximos planos? Apenas continuar ‘por muito tempo’ a fazer o que mais gosto: um jornalismo construtivo, desvinculado de interesses comerciais ou políticos e baseado na pluralidade editorial, onde o leitor possa decidir sobre o que é certo ou errado e não o veículo de comunicação.“
Na manhã de ontem (07), a notícia que ninguém queria receber: o jornalista paulistano e radicado em Itapetininga Helio Rubens de Arruda e Miranda, 81 anos, ‘Pai’ e Editor-Mor do Jornal Cultural ROL e do Internet Jornal, deixava o jornalismo órfão, vitimado por um câncer de pulmão.
O velório foi realizado na Câmara Municipal de Itapetinga, onde afluiu um impressionante número de pessoas, entre familiares, parentes, amigos e admiradores para dar adeus a um dos jornalistas mais importantes da história do jornalismo brasileiro, e de onde saiu para o Cemitério São João Batista.
O guerreiro diante da batalha
Tão logo diagnosticado com a doença, incurável segundo o médico, Helio Rubens recebeu a notícia estoicamente, e garantiu ao especialista que a venceria. Iniciou-se, então, uma batalha pela vida, com um notável espírito de resiliência e amor à vida. E esse espírito, o manteve até os minutos que prenunciaram sua partida, quando, já bastante debilitado, ainda cobrava o andamento de mais uma edição do Internet Jornal, fundado há quatro anos e ‘irmão mais novo’ do Jornal Cultural ROL.
Não obstante a força de seu espírito, “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer;…” (Eclesiaste 3, 1 e 2). E, num último suspiro, o Guerreiro do Jornalismo entendeu que sua missão terrena já findara.
Um homem com o jornalismonas veias
No dia 21 de abril de 2021, quando o Jornal ROL completou 27 anos de fundação, o Editor Setorial de Cultura e colunista Celso Ricardo de Almeida entrevistou Helio Rubens, cuja entrevista segue abaixo.
Helio Rubens de Arruda e Miranda
Para início de nossa conversa, considero salutar demonstrar para nossos leitores uma biografia sua, no entanto, nesta feita gostaria de fazer diferente, gostaria de pedir que faça uma autodescrição para demonstrar como você se define. Portanto, quem é Helio Rubens?
Helio Rubens é, sobretudo, um idealista. Que acredita na Lei da Evolução e, portanto, acha que tudo que acontece – inclusive o que achamos ‘ruim’ – é uma peça de evolução. Não é religioso, mas tem fé em que estamos às vésperas de viver em um ‘novo mundo’, onde o valor maior não vai ser o dinheiro, a fama ou o poder e sim, onde vai vigorar em sua plenitude a fraternidade, o amor e a cultura. Que acredita que nessa Nova Era o planeta Terra será um país só, habitado por um povo que será identificado como humano, sem fronteiras físicas ou monetárias e gerido por um poder central que, em nome de todos os terráqueos, poderá dialogar com seres extraterrestres. Que é um ser humano feliz com a riqueza que tem: esposa, filhos, netos, bisneto, amigos e parentes maravilhosos, e que acredita piamente que depois da morte restará apenas os exemplos dados em vida.
A pandemia afetou de alguma forma a sua produção intelectual e cultural?
Sim, para melhor. Aumentou meu tempo disponível para novas leituras, filmes e comentários culturais. Nesse aspecto, acho que ela foi contributiva para com a humanidade. Há quem garanta que a cada cem anos ela reaparece para mostrar a todos que não existe poder maior que o dela e que os ricos, os poderosos, os cultos e ignorantes, os nascidos aqui ou ali, os com cores de pele diferenciada, os sexuados, assexuados ou idosos ou crianças são tratados da mesma forma. A pandemia nos mostrou também que ela é minúscula, invisível aos olhos humanos, mas mais poderosa que os arsenais nucleares e as mais sofisticadas tecnologias. E que é poderosa o suficiente para matar milhões de pessoas e não ser punida por isso. Foi graças a ela, ainda, que as famílias se uniram mais, os pais tiveram mais tempo para conversar com seus filhos e o trabalho pode ser desenvolvido em casa, sem necessidade de locomoção, o que beneficiou até o meio ambiente, com a redução do consumo de combustíveis. E mais: ela nos mostrou também como é importante a vida em sociedade, os amigos, os abraços, os apertos de mão, os jantares em comum, as reuniões familiares.
Podemos considerar que sua experiência como jornalista remonta ao seu tempo de criança, quando editou e publicou o jornal ‘O Fernão Dias Pais’ no colégio onde estudava. Você considera que esse já era um prelúdio que estava por vir? E quais recordações você tem dessa época?
Sim, sim, eu costumo me autodefinir como já tendo “nascido jornalista” pois desde os primeiros anos de estudo no Colégio Estadual e Escola Normal Fernão Dias, em São Paulo, eu já me preocupava em colher e transmitir informações, o que me fez me dedicar mais ao estudo da nossa língua pátria e dos meios de comunicação existentes. Nessa escola, a propósito, fui, aos 15 anos, o primeiro presidente do Grêmio Estudantil local e, juntamente com meu primo-irmão Claudio Bloch, já escrevíamos para o jornal do bairro chamado ‘Gazeta de Pinheiros’, na capital de São Paulo. Devido a esse jornal da escola, aprendi a ser ‘tudo’ em um jornal: pauteiro, repórter, redator, paginador, diagramador, revisor, diretor de arte, revisor etc. e aprendi até a arte da impressão em mimeógrafo. Aprendi também a conhecer técnicas de distribuição (como fazer o jornal chegar às mãos dos colegas); políticas de comercialização (como angariar anunciantes para pagar os custos) e a enfrentar a censura do poder estabelecido pelo diretor da escola, pois não aceitei submeter o jornal a ele e, como consequência, tiver que passar a entregar os exemplares na rua, à saída dos estudantes…).
Você já trabalhou em diversos meios de comunicação, como em revistas, jornais, rádio e TV, inclusive em uma filial da Rede Globo. Com qual desses o agradou mais e por quê?
Na verdade sempre gostei de tudo mesmo, sem uma preferência especial, porque gosto de escrever (as mídias impressas exigem isso) e a me comunicar verbalmente (desenvolvi essa habilidade no rádio e depois na TV). Talvez seja por essa razão que profissionalmente enveredei pelos caminhos da comunicação desde cedo (publicidade e propaganda, marketing etc.)
Hoje existem muitos críticos aos veículos de comunicação, sendo que uns ressaltam que eles perderão a credibilidade. Você, como jornalista e que atravessou vários momentos políticos, sociais e culturais do Brasil, que avaliação faz do sistema jornalístico brasileiro atualmente?
Acho que a mídia, de um modo geral, melhorou muito. Deixou de ser ‘uma brincadeira’ ou uma ‘aventura’ para se tornar um negócio importante e com muito dinheiro envolvido. Desde quando trabalhei nos Diários Associados (Diário da Noite, Diário de São Paulo, TV, Rádio e TV Tupi etc.), percebi como o jornalismo radiofônico, impresso e televisivo era praticado de forma amadora, comparado com o de hoje. E assim fui aprendendo e desenvolvendo técnicas até quando trabalhei na Rede Globo (na afiliada TV TEM) e na revista Top de Cidade, ambas tecnologicamente avançadas e, atualmente, na internet. Não acredito que a mídia perdeu credibilidade. Ao contrário, nunca a comunicação foi tão necessária no mundo. O que ocorreu foi a ‘democratização’ dos meios de comunicação, com a internet interligando os países e permitindo que todos os humanos passassem a ter vez e voz na comunicação. O jornalismo brasileiro integra esse contexto mundial e se destaca pela qualidade das matérias publicadas. Só os menos dotados intelectualmente desprezam o jornalismo.
Capa do livro ‘Diário de um combatente’
Você, atualmente, se dedica, entre outras coisas, a um projeto literário que recebe o título de O Golpe de 1930 – À Procura da Verdade Histórica’, onde procura mostrar que o Brasil, a partir de 1930, teve um retrocesso e não um avanço, como muitos pensam. Em que fase da produção está este livro? Você teria uma data pré-agendada para o seu lançamento? E o que você poderia adiantar sobre o seu conteúdo?
Sim, sim, esse será meu terceiro livro. O primeiro foi o Diário de um Combatente, baseado nas anotações que um ‘pracinha da FEB’ (assim são chamados os expedicionários que participaram da 2ª Guerra Mundial) foi anotando durante todo o período em que prestou serviços militares ao Brasil, chamado Victório Nalesso.
O segundo – escrito em parceria com um médico – foi como uma grande reportagem, onde contei o que vi, ouvi e registrei nas atividades do médico Arturantonio Chagas Monteiro. Chama-se O Flúor e Outros Vilões da Humanidade e que mostra os malefícios do flúor para a vida humana.
Capa do livro‘À procura da verdade histórica – O que o Brasil perdeu’
Depois desse veio esse ao qual V. se referiu – cujo nome final ficou sendo ‘O que o Brasil perdeu – à procura da verdade histórica’. Escrito em parceria com meu filho Fabio Arruda Miranda, recontamos e reinterpretamos os episódios ocorridos no Brasil nos anos 1929 e 1930 e oferecemos uma nova versão para os fatos ocorridos nesses anos, contrapondo-se, portanto, ao que ainda é contado e que tem como base a ‘versão getulista’ dos episódios. Nele mostramos que realmente houve um enorme retrocesso institucional no Brasil e que impediu a continuidade de um tipo de governo moderno e evolucionista, como o de Washington Luis e que teria continuidade com Julio Prestes, eleito por maioria absoluta de votos, mas que foi abruptamente interrompido por um golpe de Estado que impediu a posse do candidato vencedor e colocou na presidência da República um caudilho populista que implantou um modelo governamental baseado no populismo e no clientelismo, cujos efeitos foram tão nocivos que até hoje sentimos seus efeitos deletérios.
Esse livro será lançado muito brevemente – talvez no início de maio – em versão virtual (pdf), com acesso permitido a quem quiser conhecê-lo. Fora esses livros, estou elaborando mais três outros: um sobre o modo de falar típico dos itapetininganos (quase pronto); outro sobre a vida e a obra do magnífico pensador, o filósofo Jacob Bazarian, e um terceiro sobre uma proposta ideológica baseada na descentralização administrativa como forma ideal de governar.
Você viveu vários momentos do jornalismo, desde quando o jornal era impresso e você tinha que correr literalmente atrás das notícias até os dias de hoje, quando há a possibilidade de se realizar entrevistas remotas, como é o nosso caso, e até jornais que não são impressos, como o Internet Jornal e o próprio Jornal Cultural ROL. Que avaliação você faz disso tudo e você conseguiu acompanhar essa evolução com facilidade e desenvoltura?
Sinto um enorme prazer em lembrar que os primeiros jornais comerciais que tive a oportunidade de editar eram ainda compostos ‘letra-a-letra’ e impressos numa máquina antiquíssima… e que depois permitiu uma ‘grande evolução tecnológica’ com o jornal podendo passar a ser composto em uma máquina chamada de linotipo, que facilitava muito porque permitia composição do jornal por linhas e não por letra. Desde então, acompanhei todas as fases de modernização da mídia impressa, radiofônica e televisiva e hoje me satisfaço com os infinitos recursos oferecidos pela mídia virtual.
Júlio Prestes de Albuquerque. PICRYL | Criador: Wikimedia Commons | Crédito: Wikimedia Commons via Picryl.com Direitos autorais: Public Domain
Por volta do ano de 2019 você publicou uma matéria sobre um movimento, com o apoio de diversas entidades culturais, e que ganhou vulto nacional, onde pleiteava-se a colocação do retrato de Júlio Prestes na galeria dos ex-presidentes da República, no Palácio do Planalto. Cito essa matéria, mas verificamos que você sempre foi muito aguerrido aos movimentos sociais, ambientais, culturais e políticos. Pode-se dizer que essa é uma marca registrada do Helio Rubens? Há essa preocupação? E sobre o movimento citado acima, sabe informar se conquistou o objetivo?
Agradeço muito essa oportunidade que V. me dá para dizer que em minha formação algumas marcas foram constantes. Entre elas a principal: a luta pela liberdade de expressão, mantida mesmo durante o difícil período que ficou conhecido como ‘anos de chumbo’, onde a ditadura militar impedia a livre manifestação e proibia que as torturas nos porões do governo, as falcatruas e os abusos de autoridade fossem publicados. Tenho outras ‘bandeiras de luta’ pelas quais propugno diuturnamente.
A colocação do retrato de Julio Prestes de Albuquerque na Galeria dos Ex-Presidentes da República no Palácio do Planalto é uma dessas bandeiras. Ele foi eleito, declarado vencedor, viajou para o Exterior à busca de investimentos no Brasil, mas não tomou posse devido a um golpe de Estado. Mas como foi legalmente eleito, tem todo o direito de fazer parte dessa galeria, assim como está o retrato de Tancredo Neves que, também eleito, não tomou posse no cargo.
Você tem uma experiência muito grande com propaganda, vendas ou comunicação de uma forma geral junto a algumas empresas multinacionais e nacionais de grande porte. O que essas experiências lhe renderam de positivo e negativo?
Aprendi importantes técnicas de comunicação, venda e marketing nos muitos cursos dos quais participei aqui e no Exterior, mas foi nos postos que ocupei nas grandes empresas nacionais e internacionais que me deram a possibilidade de colocar os estudos realizados, em prática. E até hoje ainda me utilizo desses conhecimentos para orientar minhas atividades e para apoiar as dos meus amigos e familiares, sempre que tenho oportunidade para isso. Não constato nada de ‘negativo’ nessas experiências realizadas. Ao contrário, graças a elas viajei pelo Brasil inteiro e para vários países europeus, o que me possibilitou uma visão de mundo mais abrangente.
Você criou o Jornal Cultural ROL por volta do ano de 1994. A internet chegou ao Brasil em 1981 por meio da Bitnet, uma rede de universidades fundada em 1981 e que ligava a Universidade da Cidade de Nova York (CUNY) à Universidade Yale, em Connecticut, portanto era restrita aos meios acadêmicos. Todavia, ela começou muito lentamente a se popularizar por volta do ano de 1988. Se analisarmos esses acontecimentos, o Jornal ROL foi um dos pioneiros no Brasil em veiculações de notícias pela Internet. A nossa indagação é: qual foi a sua intenção ao criar o Jornal ROL? E hoje, você considera que essa intenção foi/ou está sendo realizada? E você tem essa confirmação oficial de que o ROL foi realmente o pioneiro na Internet?
Seria pretencioso e vaidoso afirmar que o ROL (que nasceu com o nome de ROL – Região On Line) foi o primeiro jornal da internet no Brasil, mas acredito que posso afirmar que, sem dúvida, foi um dos primeiros e talvez realmente o primeiro a se dedicar exclusivamente a assuntos culturais e sem qualquer finalidade lucrativa. Os princípios editoriais do ROL – agora magnificamente continuado pelo editor Sergio Diniz da Costa – continuam exatamente os mesmos, com uma equipe de colaboradores excepcional e com alcance muito maior, que ultrapassa os limites do Brasil e tem leitores e colaboradores em muitos países. Sem dúvida, o Jornal Cultural ROL me dá muito orgulho e me satisfaz plenamente.
Atualmente, quando vemos o Jornal ROL funcionando, parece tudo muito fácil, mas na realidade sabemos que não é assim. Até porque ele não tem patrocinador. Você já pensou em parar com o Jornal ROL?
Não. Nem eu nem o Sergio desanimamos nem um minuto. Apesar do trabalho que o jornal nos dá e das preocupações com a sua edição e distribuição, temos um grande prazer em realizar o ROL, um jornal que cresce em importância como veículo de comunicação e como poderoso influenciador cultural. Isso é tudo que pretendíamos e ainda pouco pelo que ainda queremos… Como ‘novidade’ (como ‘nasci’ repórter, não resisto e vou dar um ‘furo de reportagem’ a você, em agradecimento a seu interesse pelo nosso jornal): estamos pensando sim em transformar o ROL em uma grande plataforma cultural virtual, mas isso ainda está em estudo…. rs
Por gentileza descreva-nos como funciona o Jornal ROL, qual sua equipe em números e qual a sua dinâmica?
Nossa estrutura é simples; eu (em Itapetininga/SP) e o Sergio (em Sorocaba/SP) somos os editores (eu, mais dedicado ao Internet Jornal e ele mais ao ROL). Contamos com a colaboração de uma editoria setorial comandada pela pesquisadora cultural Claudia Lundgren, que mora em Teresópolis/RJ e temos um quadro de 43 colaboradores que moram em várias cidades do Brasil e em alguns países da Europa.
Você é um dos coordenadores da ‘Antologia Roliana’, que reúne colunistas que são de várias partes do Brasil. Qual é a importância deste livro para o cenário lítero-cultural brasileiro?
Essa foi uma grande conquista: conseguimos reunir alguns dos mais talentosos membros da Equipe ROL em uma única publicação que denominamos de ANTOLOGIA ROLIANA. Ficou uma publicação cultural de altíssimo nível, digna da importância do nosso jornal. Com o tempo, outras publicações semelhantes serão publicadas.
O Jornal Cultural Rol completará agora em abril deste ano 27 anos de trabalho. Como se realizará essa comemoração?
Em anos passados, por ocasião do aniversário do ROL, programamos almoços com a presença de grande número de colaboradores, o que permita, além da confraternização, uma gostosíssima troca de conhecimentos, mas, infelizmente, no ano passado e neste, devido à pandemia, nossas comemorações têm sido apenas virtuais. Neste ano de 2021 marcamos uma laive para comemorar o 27º aniversário do ROL e aproveitaremos para fazer o lançamento oficial da Antologia ROLiana.
Analisando sua biografia percebemos que você sempre foi muito empreendedor, foi proprietário e editor de vários Jornais, como por exemplo, o Jornal Aparecida do Sul, de Itapetininga, o Nossa Terra e O Popular de Itapetininga, entre outros e o último foi o Internet Jornal. O que te motiva a estar sempre criando jornais e trabalhando com comunicação? Essas atividades são rentáveis ou são simplesmente movidas por amor?
Reconheço que o dinheiro é importante, até porque as publicações implicam em gastos, mas na verdade eu e o Sergio assumimos como meta a missão de levar cultura e boa informação ao maior número de pessoas possível. O dinheiro, o lucro, não é o principal. Assim trabalhamos para um mundo melhor, mais solidário e mais evolucionista.
O editor Sergio Diniz diz que você é um ‘Baú de ideias’. Dentre elas, por meio do Jornal ROL, foi realizada a enquete Melhores do Ano em Itapetininga, Sorocaba e Porto Feliz. Qual era o objetivo? Como se desenvolveu esse trabalho e quais foram os resultados?
Foi o seguinte. Nós percebemos, em certo momento, que a prática da Cultura envolvia um grande número de pessoas e que elas eram pouco ou nada conhecidas do grande público. Então tivemos a ideia de realizar uma votação pela internet para destacar todos os setores e pessoas envolvidos. Na primeira fase pedimos a indicação de nomes para cada uma das funções culturais, o que permitiu a elaboração de uma ‘chapa’ eleitoral. Na segunda fase, o público cultural da internet fez a escolha dos vencedores, ou seja, dos mais votados. Dessa forma conseguimos nosso intento: mostrar o ‘tamanho’ da cultura e os nomes dos que a fazem. O resultado, nas três oportunidades, foi altamente compensador: milhares de participantes e reuniões festivas com a presença de artistas notáveis nas festividades de diplomação dos vencedores.
Rodízio Literário Jorge Paunovic declamando um poema em sérvio – língua de seus pais – e sua esposa Walquiria lendo a tradução
Ainda saindo de seu Baú de ideias, em 2018 o ROL promoveu o projeto ‘Rodízio Literário’. Em que consistia o projeto e quais foram os resultados?
Foi mais de um evento que tinham como objetivo valorizar a cultura e colaborar com a sociedade. Reunimos nessas ocasiões artistas, jornalistas e grande público em eventos que tinham triplas finalidades: favoreciam entidades beneficentes; eram grandes saraus culturais e permitiam ampla confraternização. Todas essas experiências foram muito bem sucedidas, felizmente.
Há aproximadamente 2 anos você criou o Inter-NET Jornal. Em que ele se distingue do Jornal Cultural ROL? E qual tem sido a repercussão dele?
São duas as principais diferenciais entre o ROL e o Internet Jornal: a parte editorial e o conteúdo. O ROL é editorialmente dedicado exclusivamente a assuntos culturais e o I.J. é um jornal editorialmente aberto, como qualquer jornal comercial, abordando assuntos os mais diversos. É do tipo mídia-dirigida, ou seja, não está localizado em um saite ou portal: é enviado gratuitamente por e-meio ou pelo WhatsApp e Telegram e tem seus linques postados em todas as redes sociais o que lhe garante uma enorme e diversificada audiência.
Para uma pessoa que começou a trabalhar aos 14 anos, foi gerente de grandes empresas nacionais e internacionais, foi o criador e o editor de diversos jornais e trabalhou para os jornais mais prestigiados do Brasil, e tem todo esse trabalho social e cultural que você realiza, o que mais tem a fazer? Quais os seus próximos planos?
Apenas continuar “por muito tempo” a fazer o que mais gosto: um jornalismo construtivo, desvinculado de interesses comerciais ou políticos e baseado na pluralidade editorial, onde o leitor possa decidir sobre o que é certo ou errado e não o veículo de comunicação.
O adeus de Rolianos e Internetianos
A Família ROLiana e Internetiana está de luto! E cada familiar expressa abaixo o seu adeus.
“Aos Amigos e Familiares. É com profunda tristeza que expresso minhas mais sinceras condolências aos amigos e familiares de Hélio Rubens, que nos deixou após uma vida dedicada ao jornalismo como editor do jornal Rol. Hélio Rubens foi muito mais do que um grande jornalista; ele foi um contador de histórias, um guardião da verdade e um guia para muitos na busca pela informação precisa e imparcial.
Sua paixão pela profissão ecoava em cada linha impressa, inspirando não apenas seus colegas de trabalho, mas também toda uma geração de leitores. Neste momento de profundo pesar, que encontremos consolo na lembrança dos momentos compartilhados ao lado de Hélio.
Que sua memória permaneça viva em nossos corações e que seu legado de integridade e excelência jornalística continue a inspirar aqueles que seguirão seus passos. Aos amigos e familiares, envio todo o meu apoio e solidariedade. Que encontrem conforto uns nos outros e que saibam que o legado de Hélio Rubens jamais será esquecido.” Irene da Rocha
“Há pessoas que passam por nossa vida e, quando se vão, deixam um vazio cheio de saudades. Meu querido amigo e nosso amado Editor-Mor, nos deixou… Helio Rubens, um ser iluminado, cheio de perspectivas de vida. Sinto muito por sua partida, bem como todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e assentar-se à mesa com esse grande ser humano. Hoje, resta apenas as fortes lembranças de um homem que fez a diferença no seu tempo. Um idealizador de projetos grandiosos e que, com seu talento e dedicação, deixou um grande legado no jornalismo brasileiro. Vá em paz amigo… Até breve!” (Verônica Moreira)
“Desejo a todos os amigos e familiares desse nobre e ímpar personalidade da literatura e comunicação brasileiras, Helio Rubens, que Deus conforte os vossos corações e que Helio faça uma boa passagem para o descanso eterno. Meus sinceros sentimentos a todos🌹😘 (Priscila Mancussi)
“Sou tão nova no Jornal Rol, porém ouvindo tão profundos comentários a respeito do nobre Editor Helio, senti todo o afeto que representa nesta casa literária. Meus sentimentos ao querido Sérgio Diniz da Costa, pela perda do amigo e a todos ROLianos e ROLianas.” (Ella Dominici)
“Hoje é um dia apagado, sem cor! É difícil imaginar uma pessoa tão vitalizada, cheia de energia e criativa possa ter ido embora de nossas vidas assim, como um vento que passou pelos nossos cabelos e se foi. Fica a lembrança da sua força interna, de seu comando e dos silêncios quando precisava pensar um pouco mais. Que siga em paz, você, Hélio, em direção à eternidade, na morada em que um dia todos nós nos reuniremos. Um grande abraço à família e aos amigos das letras e da vida com os quais comungamos histórias, pensamentos e sonhos!.” (Tânia Orsi)
“Externo profundo sentimento de tristeza. Pessoas com Helio Rubens deixam ventos de inspiração em sua trajetória pela terra. Um pesar por sua partida, mas uma certa alegria por ele ter existido e ter deixado um legado imperial para gerações distintas.” (Natália Tamara)
“Meus sentimentos aos familiares, amigos e colaboradores, pela passagem do senhor Hélio Rubens! Que Deus, os conforte e ampare.” (Magna AspásiaFontenelle)
“Hélio Rubens foi um astro na terra e agora é uma estrela no céu.” 💫🌟 (Marcelo Paiva Pereira)
“Meus mais profundos sentimentos. Um forte abraço aos familiares e amigos.” (Bruna Rosalem)
“Externo minhas condolências pela partida do nosso editor Mor, Helio Rubens! Que Deus dê o conforto aos familiares para superarem este momento de dor.” (Marcus Krause)
“Quanta perda! 😭 Que Jeová conforte toda a família e conceda repouso ao nosso Editor-Mor, jornalista e homem de cultura! Os meus pêsames!” (José de Martins)
“Que Deus na sua infinita misericórdia conduza nosso Hélio Rubens por melhores caminhos. Façamos muitas orações por ele. Saudades!” (Maze Oliver)
“Sinto muito a passagem do Helio Rubens, não há palavras que possam trazer conforto neste momento. Mas a confiança em Deus, que tudo sabe e conhece, trará sabedoria para aceitar o inevitável. Deus esteja abençoando a todos.” (Ivete Rosa de Souza)
“Hoje o Jornalismo perde uma grande estrela. Estrela esta que agora vai brilhar lá no céu. Um homem de um caráter incontestável. Pai, filho, esposo… E um fiel amigo . Parece que foi ontem que ele me recebeu de braços abertos. Ele valorizava toda a sua equipe de colaboradores tanto do JORNAL ROL quanto do INTER-NET JORNAL. Era um líder nato. Apesar de toda a sua experiência e reconhecimento cultural, pensemos num homem humide: Helio Rubens. Um homem que acreditou nos seus sonhos e seguiu rumo ao alvo com determinação e venceu. Não tinha dias bons ou ruins: ele sempre estava ali pronto pro que desse e viesse. Descanse em Paz Paizão do ROL. E do Internet Jornal também. Nós vamos honrar todo o seu sacrifício. Suas obras serão eternizadas. Você sempre estará conosco vivo em nossas lembranças, em nossos corações. Obrigada por tudo. Sempre honrarei a chance que você a mim concedeu. Saudades eternas.” (Comendadora e poetisa Sandra Albuquerque)
“Hélio descanse em paz você fez história.” 🙏🙏🙏 (Jorge Saito)
“Tudo isso mesmo, imagino o q vc está sentindo, até o silêncio. Um beijo pra vc.” (Cláudio Bloch)
“🤍Recebi com muito pesar, nesse momento, a notícia da partida do Hélio Rubens. Ele foi meu mentor de forma tão espontânea, de coração aberto – dizia que eu não era só Jornalista de Moda – tornou-se meu maior conselheiro (como meu Pai), meu guia das letras que motivou o desabrochar da escrita. Hélio Rubens, tinha a missão de inspirar a todos ao seu entorno. Agora ele retorna a morada sagrada, onde com certeza está sendo recebido por todos os anjinhos, como ele costumava dizer-me, após enviar as matérias, por vezes na madrugada: ‘ durma com os anjinhos ‘. E, eu digo: que os anjinhos te receba com toda ternura que merece🤍 Minhas condolências, a todos familiares, e amigos.”✨ (Helena Tekka)
“Itapetininga está em luto ! Seu Hélio foi um referência em todos os sentidos! Vá em paz meu amigo. Deus abençoe e conforte a alma de todos da família.” (Fábio Jurera)
“Meus sentimentos a família, o respeito pela história e competência e o agradecimento pelas oportunidades oferecidas a cada um de nós que pudemos usufruir de sua generosidade.” (Milton Flávio)
“Hélio sempre disseminou o bem, a justiça social, a notória política e a cultura!! certamente merece o descanso eterno !! vai…. meu querido amigo em paz!! deixe saudade no peito de quem contigo conviveu!” (Ciro Barreira)
“Muito triste. Não só o Internet Jornal está silencioso e de luto mas o Jornalismo e a Cultura estão órfãos.” (Jorge Paunovic)
“Nossa meus sentimentos … Que Deus acolha ele e os familiares nesse momento difícil.” (Clayton A. Zocarato)
“Muito triste, sem palavras…” (Celso Ricardo de Almeida)
“Nosso eterno Editor.” (Fábio Arruda Miranda
“Partiu, terminou sua missão jornalística, o querido Helio Rubens De Arruda e Miranda, editor mor do Internet Jornal e Jornal Rol, deixando um legado de luz. Deixo aqui os meus profundos sentimentos aos familiares, desejando aceitação e muita paz neste momento em que ele fez sua passagem, para o mundo espiritual, que é a pátria verdadeira de todos nós. Foi ele quem me apelidou de Vó Alcina. Vai lá meu neto e descanse, pois aqui você já cumpriu sua caminhada!” (Vó Alcina)
“Família Não sei o que dizer… O meu Tio Hélio foi um pai para mim, me ensinou muita coisa, me ajudou muito com certeiras orientações, com conversas sem fim, conselhos únicos e verdadeiros. Também me ensinou a ser saopaulino, guerreiro e amigo. A gostar de Kleiton e Kledir, do Grêmio… Saudades sempre vão existir, pois as memórias emotivas são lindas, são abençoadas e alegres. Recordo com satisfação quando chegava de Porto Alegre com a família ou quando íamos à Sarapuí sempre memórias de muita alegria, paz… Lembro do enorme apoio que ele e o Neto me deram quando minha mãe se foi e dos abraços carinhosos. Hoje todos os irmãos estão juntos. Irmãos não somente na palavra, mas foram irmãos em amizade, companheirismo e acima de tudo, irmãos em amor. Hoje fica o legado, o aprendizado e as inúmeras conversas que não existem mais. Meus mais sinceros e profundos sentimentos de paz e Luz.” 🕊️🙏🏻 (André Cavalcante)
“HR foi meu primeiro chefe. A primeira pessoa a confiar em minha capacidade intelectual e me oferecer um trabalho quando eu ainda era uma adolescente rebelde e meio sem rumo na vida. Ele achava que eu deveria fazer jornalismo, mas eu fui para o Direito. Mas a semente que ele plantou em mim segue florescendo e eu nunca parei de escrever, muito por incentivo dele. Imagina você perder todas as fotos de uma cerimônia de posse dos vereadores da cidade, porque esqueceu de rodar o filme na máquina e, ao invés de bronca, ouvir do seu editor que, “Pat, você como fotógrafa é uma excelente redatora”!! Nossa amizade seguiu firme mesmo depois que voltei para minhas Minas Gerais. Era dos poucos amigos que eu fazia questão de visitar todas as vezes que ia a Itapê. Meu coração está enlutado… minha alma está emudecida. Ao mestre das palavras, me faltam essas para me despedir. Saudades sem tamanho!” (Patrícia Ferreira Braga)
“Em Memória de Helio Rubens: Um Farol da Cultura Brasileira!
É com profunda tristeza e imensurável gratidão que presto homenagem póstuma a um dos maiores defensores da cultura, arte e literatura no Brasil, o saudoso Hélio Rubens. Sua passagem deixou um vazio irreparável, mas seu legado iluminará nossos caminhos por gerações.
Helio foi mais do que um jornalista exímio, ele foi um verdadeiro guardião da riqueza cultural brasileira. Seu compromisso inabalável em promover e incentivar a diversidade artística e literária foi um farol para todos nós. Com sua voz perspicaz e sua paixão contagiante, ele desbravou os caminhos menos trilhados, dando visibilidade a talentos emergentes e valorizando as raízes culturais de nossa terra.
Sua escrita era uma sinfonia de palavras, cada artigo uma obra-prima que ecoava a beleza da diversidade brasileira. Hélio entendia que a cultura é a essência de um povo, e ele dedicou sua vida a preservar e promover essa riqueza inigualável através de seu Jornal Cultural Rol e Internet Jornal.
Além de suas habilidades jornalísticas incomparáveis, Hélio era um ser humano generoso, sempre disposto a estender a mão para apoiar projetos culturais e artistas promissores. Sua presença nos corredores da cultura era como um sopro de inspiração, encorajando cada um a abraçar sua identidade e contribuir para o mosaico cultural que é o Brasil.
Ao lembrarmos de Hélio Rubens, recordamos não apenas suas conquistas profissionais, mas também sua humanidade, empatia e amor pela arte em todas as suas formas. Que sua memória seja eternamente celebrada, e que continuemos a trilhar os caminhos que ele abriu, preservando e enriquecendo a cultura brasileira através de seu legado.
Descanse em paz, querido amigo Helio, e obrigado por iluminar nossas vidas com sua paixão pela cultura. Seu legado viverá eternamente em cada página, artigo, coluna, em cada nota, em cada pincelada de arte que floresce em nossos corações, no Brasil e no mundo.” (J.H.Martins e Lee Oliveira)
“Foi ‘navegando’ pelo Facebook, numa tarde de 2016, que, pela primeira vez ouvi falar sobre o Jornal ROL Região Online. Um artigo da amiga, poetisa e diretora de Escola Mara Branco, devidamente curtido, comentado e compartilhado, me levou a ser convidado para ser colunista do ROL.
Após um ano, com 60 textos publicados, eis que recebi um telefonema de, nada mais, nada menos do que o Editor do ROL, Helio Rubens, que me fez o convite de ser o segundo editor do ROL, para divulgar eventos culturais e futuros colunistas de Sorocaba e Região.
Oito anos se passaram, e do convite inicial do Editor-Mor do Jornal ROL para os dias de hoje, uma amizade baseada em respeito, admiração e apoio incondicional se concretizou e ganhou feitio incorpóreo, transcendente.
Não cursei, oficialmente, uma Faculdade de Jornalismo, mas, ainda como eterno aprendiz, cursei a melhor faculdade de jornalismo, com o melhor dos Mestres!
Se minha atuação ainda é, eventualmente, deficitária, eximo o Mestre de tal mácula. A culpa é, exclusivamente, do mau aluno.
Um mega gratíssimo, inesquecível Mestre! Se sua altíssima compreensão puder continuar me iluminando aí das alturas celestes, prometo me empenhar ainda mais, a fim de honrar seu Legado de Luz!” (Sergio Diniz – Editor-Geral do Jornal Cultural ROL)
Resenha do livro Beleza Azul, de Aline Cardoso, pela Editora Novos Sabores
Capa do livro ‘Beleza Azul’, de Aline Cardoso e Carla Menna – Editora Novos Sabores
RESENHA
Uma história encantadora de uma professora nada convencional, que encantava seus alunos com seu jeito peculiar de ser e suas histórias fantásticas.
Além disso, a professora conseguia ensinar muito sobre cidadania, preservação, amor ao próximo e muito mais.
Um livro cheio de surpresas que vai prender as crianças com sua narrativa de mistério em relação a identidade da professora, e de cumplicidade e confiança dos alunos para com ela.
Um livro repleto de ensinamentos para todos nós.
Super recomendo!!!
Uma graça de história. Amei!
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
SINOPSE
João Paulo era um menino muito esperto e observador que teve a sorte de conhecer a melhor, a mais esquisita e a mais divertida professora do mundo.
Mas, como nada fica sempre do mesmo jeito por muito tempo, logo JP e seu amigo Lucas começaram a desconfiar das esquisitices da “prozinha”.
Perceberam que estava ficando tudo muito confuso, com muitas conversas escondidas, desaparecimentos e manchas estranhas…
Determinados a desvendar o grande mistério da professora, a dupla decidiu elaborar um plano infalível e acabou, junto com toda a turma do 5º ano B, se envolvendo na maior e mais emocionante aventura de suas vidas.
SOBRE A OBRA
O livro Beleza azul surgiu após uma conversa da autora Aline Cardoso com a colega (e coautora) Karla Menna, que tinha em sua mente a professora e suas “maluquices” em sala de aula.
A partir daí foi surgindo todo o enredo.
É um texto emocionante que fala sobre as consequências da falta de cuidado com as pessoas e com o planeta em que vivemos.
Fala também sobre ser responsável e empático e sobre o quanto somos capazes de realizar nossos sonhos.
SOBRE AS AUTORAS
Aline Aparecida Cardoso
Aline Aparecida Cardoso, tem 48 anos, natural de Sorocaba, SP.
Graduada em Letras, atuou em sala de aula por alguns anos, porém, atualmente trabalha exclusivamente com crianças com dificuldades de aprendizagem.
No auge da pandemia voltou a escrever e após fazer cursos (on-line) de escrita criativa e conto, decide publicar seu primeiro infantojuvenil.
Adora escrever contos e tendo alguns publicados em coletâneas.
Escrever para mim é um desafio, um prazer e uma necessidade e logo mais estarei publicando meu segundo livro.
Aline Cardoso
Karla Menna é formada em Educação física e Pedagogia, além de possuir várias pós-graduações voltadas para Educação e a neuroaprendizagem, tenso vasta formação acadêmica.
Atuou durante muitos anos na área educacional exercendo funções diversas (professora, técnica, diretora, proprietária, etc).
Hoje se dedica a uma de suas maiores paixões: o contato e cuidado com os cães.
É fascinada por ouvir e contar histórias e tem a mente cheia de personagens e situações que sua imaginação cria, e foi a partir daí que buscou iniciar suas produções literárias, porque, para Karla, leitura é liberdade.
No Quadro do ROL, o advogado e poeta Nilton da Rocha!
A Pena Poética de Nilton da Rocha seduzindo as páginas do ROL!
Nilton da Rocha
Nilton da Rocha, natural de Cruzeiro (SP), profissional e socialmente, é advogado, cofundador do Rotary Club Cruzeiro – Mantiqueira, Sócio Paul Harris, Chairman de dois RYLAS do Distrito e Governador Assistente por duas gestões.
Na área literária é Acadêmico Internacional da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, da qual recebeu a Comenda do Mérito Artístico, Cultural e Literário – Excelência Cultural.
Pela OMDDH – “Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos, o Título Embaixador da Paz ; Destaque Social 2021 ; Destaque Cultural 2021 e “ Comenda Internacional Diplomata Ruy Barbosa “O ÁGUIA DE HAIA”, com titulo honorífico de Comendador da Justiça e Paz e o Título Honorífico Doutor Honoris Causa em Ciências Jurídicas.
É autor dos livros: ‘Nossa Capela’ (2015) – ‘Essência do Amor ( 2021), lançado pela Editora ‘Atlântico Print’ – Lisboa (Portugal); 100 Anos Rotary no Brasil’ (2022) e ‘Verdades Secretas’ (2023)
É coautor de várias antologias poéticas.
Nilton da Rocha inaugura sua apresentação aos leitores do ROL com o poema ‘Sedução’
Sedução
“Sinto sua respiração, surpreendida me abraço, na dúvida, silêncio, espanto, arrepios no espaço“ Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer
Penso, vivendo o momento, finjo não ligar,
Mas minha intenção, nas batidas do peito, está a vibrar.
Irene da Rocha Amor perene Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer
Nas trilhas do tempo, amor floresce, Perene laço que o destino tece. Em cada olhar, um universo sereno, Amor perene, como o céu mais ameno.
No crepúsculo dourado, juras de ternura, Entre suspiros, a alma se aventura. Como estrelas dançando em céu noturno, Amor perene, em cada segundo taciturno.
Nos dias de sol, radiante como aurora, Teu calor aquece, amor que não descora. Na calmaria dos momentos incertos, Amor perene, como versos descobertos.
Nas noites silenciosas, sob um manto estelar, Onde a paixão se faz constante a brilhar. Em cada batida, o coração é testemunha, Amor perene, na eternidade se junta.
Em cada promessa, a fala é silente, Entre juras mudas, o laço é persistente. Como o rio que abraça a margem com doçura, Amor perene, na corrente da vida perdura.
Assim, em oito estrofes de doce melodia, Verso a verso, celebro esta sinfonia. Entre nós, amor é perenidade e poesia, Em cada linha, o afeto se materializa.
Sergio Diniz da Costa: ‘Pensamentos soltos na brisa das tardes’
Sergio DinizColorindo desenhos em preto e branco com lápis de cor Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer
Quando eu era criança, adorava colorir desenhos em preto e branco com meus lápis de cor. E, de tanto fazer isso, quando adulto passei a colorir papéis brancos com palavras de cor.
(COSTA, Sergio Diniz da. Pensamentos soltos na brisa das tardes – Vol. 2. Sorocaba/SP. Crearte Editora, 2014)
Seth MarceloMicrosoft Bing – Imagem criada pelo Designer
Comigo segue a alegria de viver a vida de maneira pronta, pós-embora desconfiado para mais um início de interrogações ao mesmo tempo, preocupação pela situação pelo qual vivemos a nossa vida. Deixo a casa e vou em direção à paragem de modos a tomar o taxi ou transporte público… surpresa! Preocupação e medo ao mesmo tempo.
Quem será encontrarei pelo caminho? Será que terá alguém das que conheço no bairro naquele ponto da vila? Se, porventura encontrar, vou fingir totalmente que não a vi. Penso, mas já faço isso sempre que aí passo, afinal, gente que estraga lares sempre fez parte do nosso dia a dia! Onde passar para escapar? A expressão tensa de todas que praticam a vida naquele lugar é exposta à vergonha crua… com isso, Deus não se dá nunca por satisfeito, entretanto, a vergonha dos que praticam tais coisas e a agonia das vítimas, continua…
Desço do taxi, viro a cabeça e vejo as filas longas de moças bonitas lá ao fundo antes da curva: olho para minha direita, na direção de quem vai ao Kikolo, cinco minutos antes do Supermercado Africana, com vergonha de fazer parte de uma geração, cuja missão que me compete é a de professor. Viro os olhos para baixo e ponho-os rente ao chão, é repugnante!
Alguns amigos movidos de cansaço e em oportunos momentos, vão no intuito de abraçar e beijar quem, com coragem, pôs-se de joelhos entra as pernas abertas para facilitar o que entra e o que sai, chorando por migalhas para se manter e, que há de chorar por esse e único motivo. Quem aprendeu que não se ganha nada sem sacrifício, está em clamor a quem só precisa desaliviar o escroto e ir encontrar a família em casa.
É tudo cumprimento de boa recompensa depois de um dia tenso e penoso de trabalho, talvez. No meio do caminho lembram: Epa! Ligam o motor peitoral, umas tantas corridazinhas na farmácia ao lado, comprar camisas de vênus! O assunto é o mesmo em todos os lados da vila até à orla do mar: rapidinha trezentos, uma hora mil kwanzas! Elas até zungam.
O trabalho da polícia é tenso: apenas para correr zungueiras e vendedores ambulantes que vão à procura de pão digno… talvez as xuxas (seios, mamas) também sejam, por isso não há quem as interrompe. Expressões de tensão e medo inundam mentes de quem vende ginguba e banana para se suster. Esses têm sempre um dia de corrida na vez dos que, com uma perna, fazem acrobacias. Marcas visíveis pelo caminho do carrossel infantil que leva cinco minutos de marchas para o sítio que convida.
Mas o problema está contido nas águas do Oceano Atlântico, um negócio muito bem orientado e está seguindo a conduta de quem os guia para não disseminar informações antagônicas e estragar o bolo. Muito cuidado em andar naquela circunscrição se se estiver munido de kwanzas! É necessário a todo sempre manter a calma e desacelerar a testosterona para poupar a vida que já não há. Ao final do dia, vou ao encontro ao meu bem maior, a família, o porto seguro que apoia em todos os momentos!
Ao chegar no bairro, há quem olhe como se de mim tivesse ideia; lembro o cenário da vila de KaKuaKu no estraga lar, só pode ser. Finalmente me venho e continuo ao lar escolhido por Deus para o repouso da alma. Primeiramente, oro e em seguida deixo cair por terra toda imagem captada na vila e a vida segue.
Na vila de KaKuaKu, trabalhar naqueles arredores, ser dono de um estabelecimento, transportar uns míseros Kwanzas, ou um prato de arroz com peixe frito, é tudo que um momento de prazer importa. Qual teste fazer? Já não se desconfia de nada e de ninguém. A nota de qualquer Kwanza é sinônima de resultados vindo de laboratório nacional de coleta de sangue. Toda uma desconfiança cai por terra diante de uma nota de Kwanza qualquer.
Às vezes, de maneira diferente várias vezes ao dia…todos estamos aprendendo e contribuindo para um mundo melhor. De repente se há certeza de que seria melhor viver a vida em um minuto de coito. Em breve tudo isso fará parte de mais um capítulo da história de kakuaku, embora com um começo no meio, estamos ajudando a escrever.
Chega a noite, terminam as reflexões e temos de nos preparar para mais um dia e poupar forças na vontade de tornar as ver e querelas. Se não ser por vontade delas, será por nossa se é que o sabem. Cada um de nós homens é este pouco e este muito de prazer que elas espalham, esta bondade e esta maldade, esta paz e esta guerra, revolta e mansidão de que proliferam. Com mais informação, menor medo e com orgulho de ser parte dessa resolução, apesar da vergonha que sinto desse negócio, que me deite em paz, e amanhã possa acordar para uma vida feliz e pacífica.
Consente que me aplique no cumprimento dos seus preceitos e não me deixes acostumar a ato algum dessa novela em Kakuaku. Não permita que caia em poder dessa vergonha nojenta e brincadeira fedorenta. Que tenha virtudes às boas inclinações, não deixe que a vila tenha poder sobre mim, Senhor. Que me livre das más inclinações e das doenças mortais. não seja que eu sonhe com a morte ‘a vida no estraga lar’.