Dias escuros e de muita chuva

Denise Canova: Poema ‘Dias escuros e de muita chuva’

Denise Canova
Denise Canova
Sempre há luz em dias escuros e de muita chuva.
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Dias escuros e de muita chuva

Pessoas perderem

Tudo

Sempre há uma luz

Caridade

Vem de toda forma

Não chore, tente ver

A caridade chegando

Dama da Poesia

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Dias atuais

Irene da Rocha: Poema ‘Dias atuais’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
"Que na melodia da evolução e das dores, haja espaço para semearem o amor."
“Que na melodia da evolução e das dores, haja espaço para semearem o amor.”
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Nas tramas do tempo, o mundo chora,
Evolução tecendo sua lança.
Entre avanços e sombras a pairar no ar,
Guerras, cicatrizes, a humanidade a sangrar.

Na era da luz, o conhecimento floresce, cresce,
Mas sombras persistem, onde a paz adormece.
Sonhos inquietos, em busca do saber,
Enfrentam batalhas por um amanhã a renascer.

Tecnologia avança, fronteiras e faz,
Enquanto o eco das guerras ecoa, tenaz.
O progresso e o caos, entrelaçados estão,
Num poema que o presente e o futuro entoam.

Que na melodia da evolução e das dores,
Haja espaço para semearem o amor.
Pois no cadinho do tempo, onde tudo se entrelaça,
A humanidade busca, na esperança, só o amor.

Irene da Rocha

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Meu sonho é você

Amanda Quintão: Poema ‘Meu sonho é você’

Amanda Quintão
Amanda Quintão
Eu era feita de sonhos
“Eu era feita de sonhos”
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Eu era feita de sonhos…
Na vida eu tinha um montão,
Até você ir pra longe
E levar o meu coração .

Hoje meu sonho é você!
Agora meu sonho é só um:
É ver você retornar,
Pra nossa vidinha comum.

É brincar de sermos família,
Sem nenhuma cadeira vazia,
É ver seus sapatos na porta,
Ganhar seus beijos na pia.

É ter você em meus braços,
Poder seu corpo tocar,
Sentir o seu doce perfume,
Ser livre para o amar.

Amanda Quintão

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Onde está sua mão, na pandemia levada?

Ella Dominici:

Poema ‘Onde está tua mão, na pandemia levada’

Ella Dominici
Ella Dominici
Onde está tua mão, na pandemia levada
Onde está tua mão, na pandemia levada
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onde está a mão que me afagava
suave ou apertada
em teus dedos entrelaçada
caminho adentro
abríamos alamedas
entrando no nada levando o tudo
alegria furtada
das árvores enamoradas
nossa Pasárgada

onde estão olhos de um brilhante
entusiasmo apaixonado
de resistir aos solavancos
dos cavalos persas
de sonhos esfuziantes
colados ao meu destino
teu corpo em equinas ancas
ignorando adversas esquinas

onde está o teu falar
ora acalmava ora interpretava
os mais largos puros sorrisos
outrora sussurrava em meus ouvidos
os mais emocionantes alaridos
de amor-prazer sem pausa entoado

vento descortina ruas
faz desérticas folhas
desatinadas são perplexas
na ordem do sopro desvairado
sopro arrasta a vida longamente
ou corta o cordão magistral
que une à terra-mãe-umbilical

ao filho da devassa natureza
foge-lhe visão do natural
surge-lhe imagem incandescente
solta-lhe as mãos entrelaçadas
voltam-se as mãos ao ventre

em posição de origem fetal
Pasárgada já não é mais nem menos
que a almejada e mirada
morada enamorada admirada

onde está a mão que me afagava
afaga-lhe outra mão agora
vou embora pra Pasárgada*

Ella Dominici

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O dia a dia de um narcoléptico

Francisco Evandro de Oliveira:

Conto ‘O dia a dia de um narcoléptico’

Francisco Evandro Farick
Francisco Evandro Farick
Piromancia
Piromancia
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Márcio, quando o conheci, era portador de uma suave narcolepsia, todavia, o que as pessoas prestavam mais atenção, sem sombra de dúvidas, era justo a sua forte compulsão bulímica e isso ele fazia questão de mostrar ao longo do seu dia de trabalho.

Adepto da piromancia e das aritmancias, catobamancia e principalmente a ceromancia. Isso tornava-o um elemento bem respeitado, não só por seu porte físico, como também por seu grau premonitório, e fazia com que muitas mulheres o procurassem para lhe consultar.

Márcio era também um defensor incansável da ergonometria; quando sua narcolepsia não se fazia presente, ele começava bem cedo com sua lida e para tal, tinha que fortalecer sua compulsão bulímica e após isso, ele saía para iniciar o seu dia a dia.

Às vezes, Márcio era obrigado a encostar o carro durante o trajeto para o trabalho, porque sua narcolepsia se fazia presente.

Nesses momentos ele era obrigado a usar seu celular, enquanto havia tempo, a fim de que alguém o levasse ao seu local de trabalho.

Em lá chegando, as pessoas o deixavam se acomodar em qualquer lugar até ele voltar ao normal. Eles já estavam acostumados com esse quadro. Alguns ficavam chateados porque eram obrigados a fazer também o serviço de Márcio.

Às vezes, quando ele voltava a si, parte do dia já tinha ido, aí sua ergometria entrava em ação e Márcio começava a trabalhar, e rapidamente dava conta do recado, não só seu, como dos demais companheiros, até daqueles que o criticavam e estavam sempre lhe aconselhando a procurar um médico.

 Após findar o dia, lá ia Márcio suavemente iniciar a sua segunda jornada e esta era bem mais excitante, porque ele gostava por demais, não só por colocá-lo em contato direto com muitas mulheres bonitas, mas por causa do esoterismo, o qual era seu mundo de satisfação.

Ao chegar ao local, Márcio se transformava por completo, sua narcolepsia deixava de existir e ele não sabia explicar o motivo pelo qual isso acontecia.

Após vários tipos de consultas, lá ia ele de volta à casa; então, considerava seu dia findo.

Era o momento de repouso sagrado do guerreiro, isso fazia aumentar a sua suave narcolepsia; contudo, era o instante em que ele se sentia mais feliz.

    Francisco Evandro (Farick)

                                                  

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PAZ

Ivete Rosa de Souza: Poema ‘Paz’

"O mundo clama pela paz, a vida pede que exista Esperança que una a humanidade
“O mundo clama pela paz, a vida pede que exista Esperança que una a humanidade…”

O mundo clama pela paz, a vida pede que exista
Esperança que una a humanidade,
que encontre, enfim, na igualdade
a chama que unifica e permita
que haja entendimento, entre as vidas
que povoam nosso planeta.
A voz de muitos talvez seja ouvida
pelas mentes que comandam e discordam,
talvez um dia tenha guarida, seja ouvido
o silêncio inocente que hoje os incomodam
Essa vontade infinita da quietude,
Que enfim venha triunfar ainda nesta vida,
a luz eterna que paira sobre este planeta.
Deus permita aos que sofrem exilados
que ainda possam ser vistos, ser ouvidos
que conflitos sejam desarmados,
os humanos sejam resgatados,
a dor, e o sofrimento sejam erradicados,
para o planeta ser, finalmente, um paraíso.
Que nossos corações amem somente
sem ter cor, crença, medo e preconceito
Que caminhos sejam luzes nas mentes cegas
mostrando compaixão aos ignorantes,
Que a beleza da verdade seja o leme
O orgulho primordial, em ser humano, encontremos a paz
em nós mesmos, para fazer do mundo um lugar perfeito.

Ivete Rosa de Souza

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Alinhando os sonhos

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Alinhando os sonhos’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Alinhando os sonhos
Alinhando os sonhos
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Alinho meus sonhos pelos caminhos.

Avalio se não ficou algum para trás,

pois a vida é fugaz.

Sigo preenchendo meu interior

com o perfume de uma flor:

violeta, que é o símbolo da realeza,

amor e sutileza,

humildade e espiritualidade. 

Dou cor à paixão,

resisto à imposição

para não ficarem resquícios de lamentação

e nem histórico de omissão.

Assim, vou deixando legado de um coração

aquietado e apaixonado.

Eliana Hoenhe Pereira

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