O Açoite das palavras

Isabel Furini: Poema ‘O açoite das palavras’

Isabel Furini
Isabel Furini
"É preciso curar lesões profundas, domesticar as emoções e  carregar sobre os ombros o substantivo AMOR!"
“É preciso curar lesões profundas, domesticar as emoções e  carregar sobre os ombros o substantivo AMOR!”
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esta vida é açoitada

com o açoite das palavras

as palavras de ironia

as palavras desumanas

as cruéis, as violentas

as que ofendem e desprezam

e as palavras insidiosas

ou perversas, que envenenam

como mordidas de cobras

ou picadas de escorpião

se as palavras de ódio

azedam o mel do coração

será preciso urgentemente

curar lesões profundas

domesticar as emoções

e  carregar sobre os ombros

o substantivo AMOR!

Isabel Furini

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Paradoxo de um caule

Ella Dominici: Conto ‘Paradoxo de um caule’

Ella Dominici
Ella Dominici
Paradoxo de um caule
Paradoxo de um caule
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Sobre angústias e conflitos da própria aceitação de como se é, se apercebe o jovem num jardim desértico sem se julgar um cravo, sem saber ser rosa.

     Agarrando-se ao tédio havia espinhos afiados, por baixo das folhas e aderido ao caule. Enquanto todos viam floradas, a música tocava o som ambiente à preferência da maioria que a ouvia absortos.

    Somente ele sabia que era um caracol que perdera sua concha, onde se encontrava a concha que o abrigara durante trinta anos?

    Mera caixa de correio, simples caixa de sapatos alheios, onde seu pé não cabia, ou talvez uma forte caixa torácica que se despedaçara desalmada, para ressurgir em inusitadas expressões de si e do outro em si.

    Sabia que dia mais, dia menos, se descobriria nu como um molusco.

      Fora, a chuva caia de cabeça para baixo, soprada pelos ventos como fitas de pipas.Pela janela um pobre gambá de listras pretas e brancas se dizia feliz assim molhado por águas que não voltam como chuvas, mas evaporadas podem levar aos ares seus odores, os que não agradam e quem sabe, metamorfoseados tais olores de brisas.

    Com quanta preocupação vivia Rafaello, tão admirado pela sociedade purista, ele que houvera conseguido tantos êxitos para um jovem estrangeiro de classe média para baixa, aquilatado pelos dons musicais em seu piano, pela língua francesa e alguma graduação e pós-graduações.

     Ele, o culto, sentia-se a ver-se verme sem pátria nem corpo, oculto, para se instalar em algum conforto.

     Paradoxal o posicionamento entre êxitos e seu fracasso triunfal.

       A consciência era um tropeço em seu céu de estrelas ofuscadas, e cintilavam pífias como  vergonha celeste.

       O negrume do céu era um ‘eu’ ameaçado por todos os espectadores boquiabertos, como peixes impactados por secas águas. Estes peixes nunca se apaixonaram por sereias nem acreditavam em paixão por algum ser incrivelmente marítimo.

        Eram os peixes-esqueleto e espada, abjetos, confiando e convivendo apenas em nados planejados.

       E a água do mar é furada por majestosas ondas de adagas.

      As águas do jovem desaguam em semelhante jovem.

      O nado é um desagrado às humanidades que rejeitam a chuva que chove para todos os lados.

     Engano é o murmúrio aceito aos preconceitos, enquanto a verdade doída aos alheios imbrica-se em duas vidas de anseios de olhos, encontros daquelas conchas perdidas, brilho lume daquelas estrelas ofuscadas.

    O vapor do hálito das almas conjugadas se decide no primeiro beijo.

    Como driblar as cartas que chegam no correio da vida real, a família, os enredos morais que sempre foram panos de tanta admiração e respeito pessoais.E nos rituais de desespero buscando reconciliação consigo, com suas promessas descumpridas, com seus laços atados em detrimento dos rompidos.

    Até quando Rafaello? Até quando o recostar em escarpas de convicções. Até quando amar enquanto se colhe cactos com mãos descobertas sangrando. Até quando deserto, água da miragem ou sede escaldante?

    Neste dia interminável o choro epifania lavava um ser em sofrida cidadania, longe de suas lembranças infantis, suas construções poéticas de vida, suas constatações individuais homéricas, seus gelatos italianos feitos com sal de oceano.

    Rafaello  em seu jardim platônico de paixão de sorriso-pálido, descobrira- se neste tête- à-tête de recusas aos espinhos, é quando as pétalas de rosa desabrocham em seu caule afetivo.

Ella Dominici

Contatos com a autora

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A vingança do CEO

Resenha do livro ‘ A vingança do CEO. Entre o amor e o ódio’, de Carla Cadete, pela Editora Uiclap.

Capa do livro 'A vingança do CEO'

RESENHA

Um homem, atormentado pelo passado, encontra e seduz uma mulher, mas não percebe que ela é muito mais que uma conquista de uma noite apenas.

Uma história de amor, regada de desentendimentos, desencontros e traumas.

Porém, supera todas as expectativas, nos brindando com cenas surpreendentes, cheias de paixão, desejo e muitas reviravoltas.

Um livro intenso.

Eu amei!

Super recomendo!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Mathias se vê sem saída quando não consegue resistir àquela mulher.

O seu corpo é um traidor e sua mente o transporta para todos os lugares, menos aonde ele deveria estar…

Bem longe dela!

Aquela que o decepcionou há tantos anos, mas hoje nem se lembra que ele já existiu, e o pior…

Continua o enfeitiçando.

Raquel é terceirizada na empresa em que ele é o CEO.

Se encanta por ele e sem reservas se entrega à nova relação, sem ao menos imaginar quantos segredos estão guardados e ela ainda não sabe.

Será uma situação complicada para ambos, pois ele busca vingança, e ela atenção…

Como será quando ele descobrir que as coisas não são o que parecem, e ela não era a única que tinha aquele rosto que o decepcionou?

Te convido a descobrir…

SOBRE A OBRA

Carla nos conta que sempre gostou de ler e escrever fantasias.

Uma autora, amiga de Carla, fez um livro sobre gêmeas que ela leu e gostou muito da obra.

Após a leitura deste livro, veio a inspiração para um livro com personagens intensos e apaixonados.

Foi então que nasceu Mathias, um homem perturbado por um amor do passado, Raquel, uma irmã gêmea tirada do seio da família, e uma outra personagem, diferente da irmã.

Desenvolvendo estes personagens, nos brindou com esta narrativa cheia de ação, amor e muita paixão.

SOBRE A AUTORA

Carla Gisele Ferreira Cadete, tem 42 anos, cursou ensino médio completo.

Nascida em São Paulo, capital, hoje mora em Toledo, desfrutando da tranquilidade do interior de Minas Gerais.

Leitora assídua de romance desde seus onze anos de idade.

O primeiro romance que leu foi dado por sua mãe e desde então não parou mais de ler.

Assim que viu a oportunidade de escrever a primeira obra no app Chapters, se dedicou inteiramente.

O começo de tudo foi em 2021 e nunca mais parou.

OBRAS DA AUTORA

A vingança do CEO

Celina Cyborg

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira




Exposição Nhe’ẽ Porã

Exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação chega ao Museu Paraense Emílio Goeldi

Exposição Nhe'ẽ Porã: Memória e Transformação

Mostra sobre as línguas indígenas do Brasil realizada pelo Museu da Língua Portuguesa terá novidades na passagem por Belém, como a exibição do Manto Tupinambá, de Glicéria Tupinambá

O patrocínio do Instituto Cultural Vale vai possibilitar a itinerância da exposição Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

A primeira parada da mostra é o Museu Paraense Emílio Goeldi, onde ficará de 6 de fevereiro a 28 de julho de 2024, com uma novidade importante: o Manto Tupinambá, de Glicéria Tupinambá, fica em exposição junto com a mostra antes de embarcar para o pavilhão brasileiro da Bienal de Veneza.

Nhe’ẽ Porã: Memória e Transformação, que tem curadoria de Daiara Tukano e aborda as línguas dos povos originários do Brasil, foi realizada na sede do Museu da Língua Portuguesa de outubro de 2022 a abril de 2023.

O patrocínio do Instituto Cultural Vale à itinerância é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Com correalização do Museu Paraense Emílio Goeldi/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e cooperação da UNESCO, no contexto da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), conta ainda com os parceiros: Instituto Socioambiental, Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e Museu do Índio da FUNAI.

A realização é do Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

Localizado na Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo.

O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

O IDBrasil Cultura, Esporte e Educação é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.

PATROCÍNIOS E PARCERIAS

A Temporada 2024 conta com patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale e da John Deere Brasil; com apoio do Itaú Unibanco e do Grupo Ultra.

Conta ainda com as empresas parceiras: Instituto Votorantim, Epson, Machado Meyer, Verde Asset Management e Paramount Têxteis.

Revista Piauí, Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux são seus parceiros de mídia.

A EDP é patrocinadora máster da reconstrução do Museu.

A reconstrução do Museu e a Temporada 2024 são uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

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Núcleo de Envolvimento Comunitário – NEC

O NEC está promovendo uma nova ação, como forma de promover a cultura de índios, quilombolas e artistas cujo trabalho dialoga com o conceito de sustentabilidade ambiental

Card referente ao show Dharma
Card referente ao show Dharma

O Núcleo de Envolvimento Comunitário – NEC está divulgando uma nova ação: a utilização do galpão onde normalmente são processados os alimentos orgânicos provenientes dos assentamentos ligados a agricultura familiar e orgânica agora também como espaço cultural, como forma de promover a cultura de índios, quilombolas e artistas cujo trabalho dialoga com o conceito de sustentabilidade ambiental.

Para essa estreia o espaço vai contar com a apresentação musical da cantora e compositora Socorro Lira e do violeiro e guitarrista Ricardo Vignini, que desenvolvem diversos projetos de cultura popular na capital com a participação de manifestações típicas de todas as partes do país, como por exemplo, o Prêmio Grão de Música Brasileira.

Este show faz parte da festa de inauguração da Nectarina Ecogastronomia, a cozinha orgânica do NEC comandada por Lucinda Silveira Eco-chef, fundadora do NEC e pesquisadora do patrimônio cultural alimentar de territórios tradicionais, que apresentará um delicioso menu com pratos orgânicos, drinks exclusivos e muitas outras delícias.
Toda a renda dos ingressos é voltada à manutenção do espaço e das ações educativas do projeto.

O evento começa a partir das 18h e contará também com exposição do trabalho de artesãs da cidade.

Os ingressos podem ser adquiridos na plataforma:

https://www.sympla.com.br/evento/socorro-lira-canta-na-festa-de-inauguracao-da-nectarina/2303626?share_id=whatsapp

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Queimadas

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Queimadas’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
"A tarde emudecida, a natureza em agonia pedem socorro!"
“A tarde emudecida, a natureza em agonia pedem socorro!”
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Na cálida luz de trêmulas labaredas,

florestas são destruídas

pelo fogo abrasador

e nuvens de fumaça e fuligem

cobrem o céu de cinzas.

.

A natureza degrada e urge

sob a lava que devasta.

Seu corpo incendeia,

sua alma chora.

Pelas douradas janelas

do clarão das chamas,

a fauna e a flora,

gemem.

Animais espreitam apavorados,

correm com medo da morte,

enquanto alguns não resistem

a tanto furor.

A tarde emudecida,

a natureza em agonia

e o pulmão do mundo

em prantos: regougos!

Pedem socorro!

Florestas de copas altas

e frondosas

o fogo as queimou.

Resquícios,

carvão e cinzas,

transfiguraram-se

num devassado ermo.

Nada restou,

somente tristeza,

olhares em pranto

do verde panorama,

que ficou para trás.

Ceiça Rocha Cruz

Contatos com a autora

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Preto Suave

São Paulo vira a capital do ‘noir’ em romance policial cheio de conspirações políticas

Capa do livro 'Preto Suave, de Ricardo Mello
Capa do livro ‘Preto Suave, de Ricardo Mello

Nova publicação de Ricardo Mello, escritor, advogado e procurador federal aposentado, promete narrativa que aproxima ficção da realidade

A capital São Paulo vira palco de uma investigação criminal aos moldes “noir” na obra Preto Suave, de Ricardo Mello. Para os amantes do estilo cinematográfico, o lançamento literário convida os leitores a imaginarem o típico cenário preto e branco dos filmes dos anos 1940, mas adaptado a uma história que ocorre nos tempos atuais.

Com uma linguagem fluida e agradável, a obra contextualiza o público sobre os mistérios relacionados à busca do assassino de um policial. Inclusive, os conhecimentos judiciais e políticos do autor, que trabalhou por décadas como advogado e procurador federal, aproximam ainda mais a ficção da realidade.

A narrativa acompanha o personagem Silas Steffano, um investigador particular de processos civis que se vê envolvido em um caso criminal para ajudar Malu a descobrir quem matou seu marido. Após um novo homicídio, dessa vez do prefeito de uma cidade periférica de São Paulo, ele descobre uma conexão entre os crimes e um esquema de corrupção relacionado a contratos de coleta de lixo urbano. Aos poucos, o personagem descobre uma verdade que está além das manchetes de jornais.

Eu já estava envolvido, ela tinha os cabelos curtos, pretos e encaracolados, num rosto pouco arredondado, marcado por lábios longos e pouco estofados, desenhados de maneira mágica, a construir uma estética superior do desenho nativo, vivo, expressivo nas palavras, tristes no momento, a tornar-me pasmado à perigosa paralisação submissa. (Preto Suave, páginas 6 e 7)

A obra é a escolha perfeita para quem busca lazer nas leituras de ficção e adora captar as pistas junto ao investigador para descobrir o culpado antes que ele seja revelado. Tudo isso está em Preto Suave, acompanhado por uma pitada de romance e uma imersão no cenário paulistano, que conduz os leitores pela movimentada rua da Consolação até o histórico bairro da Sé.

FICHA TÉCNICA

Título: Preto Suave

Autor: Ricardo Mello

Editora: Lura Editorial

ISBN: 978-85-86261-98-5

Páginas: 88 

Preço: R$ 9,90 (e-book)

Onde encontrar: Amazon

Sobre o autor

Ricardo Mello
Ricardo Mello

Ricardo Mello é advogado, jornalista e Procurador Federal aposentado.

No passado, escreveu outros romances com a experiência que adquiriu na prática e na apreciação da literatura brasileira.

Atualmente, reuniu seus conhecimentos judiciais e políticos para escrever a ficção Preto Suave.

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