Mural de Poesias | Sarau Cata-vento

Edição comemorativa do Aniversário de Euclydes da Cunha

Sarau Catavento
Sarau Catavento

Em 20 de janeiro, às 15h na Praia do Balneário será realizada a primeira edição do Sarau Cata-vento, um evento multicultural às margens da Laguna de Araruama. Local que serve de inspiração e o maior bem natural da região.

Contemplando a beleza do evento será apresentado um Varal de Poesias para exposição durante o evento e a divulgação digital das referidas poesias em redes sociais.

Com apoio da ALSPA – Academia de Letras de São Pedro da Aldeia e pela ocasião da primeira edição será recebida a comemoração do aniversário de Euclydes da Cunha junto a sua Bisneta, Janaína da Cunha.

Os Participantes irão receber a arte digital e Certificado digital de participação, e a arte física estará em exposição no Varal Cultural.

Sobre o Sarau Catavento

O projeto será realizado no dia 20 de janeiro, à beira da Lagoa. O Sarau com microfone aberto, apresentando varal com poesias, livros para venda, local para troca de livros. Com espaço aberto para apresentações teatrais, circenses, performances, cinematográficas, de artes plásticas e visuais.
Criado com o intuito de promover o encontro dos artistas da região para ampliar a troca e o debate artístico.

Visa-se a construção de um movimento democrático de amplo debate crítico e fugaz como as ondas da Lagoa. Um espaço onde se poderá debater ferrenhamente ou se deixar acalentar sob a palavra do outro.

Os interessados em participar do varal devem contatar o presidente da ALSPA, pelo WhatsApp

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Atravessando o tempo

Ivete Rosa de Souza: Crônica ‘Atravessando o tempo’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza
O sofrimento de uma mulher...
O sofrimento de uma mulher…
Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer

Não basta ter coragem, tem de ter estômago, cuidado, e se colocar à frente dos que gostam de ofender, magoar, até agredir. Como policial, em meus anos de trabalho vi e ouvi coisas de seres humanos que jamais ousei ver ou ouvir. Crianças espancadas, abusadas fisicamente por aqueles que deveriam lhes dar segurança, amor e cuidados. Mulheres que sofriam abusos físicos e psicológicos, vidas perdidas, ceifadas pela violência e uma vida de escravidão.

Nos anos sessenta, ainda menina, vi uma vizinha apanhar no meio da rua. O marido chegou, ela estava dentro do quintal, debruçada no muro falando com a vizinha do lado. A mulher sorria, não sei de quê, a conversa de repente silenciou, foi quando, de repente, o marido puxou os cabelos da mulher com tanta violência que a mulher passou por cima do muro, caiu na calçada onde recebeu socos e chutes. Isso ficou gravado em minha memória.  Mudamos para outro bairro, e depois de um ano, ou menos, ouvi meu pai comentando que Fulano matou a mulher.

Ao me tornar policial, meu maior desejo era poder ajudar de alguma forma essas mulheres, e as crianças maltratadas. Mas na rua a realidade é outra. Atendíamos ocorrências de brigas de casal, com o tempo percebi, o motivo maior para que essas mulheres fossem vitimizadas era a   dependência financeira, de não ter aonde ir, sem família ou apoio emocional.

A grande maioria, quando chegávamos, estava com rosto inchado, olho roxo, até braço ou maxilar quebrado. O que podíamos fazer era algemar o agressor, e apresentá-lo ao distrito; a vítima, se ela concordasse, seria levada ao Pronto-Socorro. Mas a grande maioria, quando nos aproximávamos do agressor, a vítima simplesmente falava:

— Não prendam meu marido, ele é quem sustenta a casa, sem ele não sei o que vou fazer. Ou eu tenho filhos, que precisam de um pai. Ficava furiosa com a situação, mas se não há queixa, não há crime, e a vida segue.

Invariavelmente, aqueles mesmos agressores e vítimas seriam figuras carimbadas em novos plantões. Quando envolviam crianças, querendo ou não prestar queixa, pelo menos eu levava o agressor, convocava outros policiais, que levariam a fera, que amansava assim que via a viatura chegar.

Fui xingada, chamada de machona, de mulher sem coração, de metida e muitos outros adjetivos que nem vale a pena mencionar. Não só pelos agressores, mas pelas vítimas que se atiravam em seus companheiros, para que nós não os agredíssemos ou machucássemos.

Sempre fui de falar, de tentar acalmar, mas por diversas vezes queria me transformar no Hulk e detonar determinados elementos. Faço pesquisas, procuro informações, morre mais mulheres e crianças em sua própria casa, assombradas pela violência doméstica, do que em outras formas de óbito.

Estamos no século XXI, vítimas, escravas sexuais, mulheres sem alfabetização, que desconhecem leis, que nunca tiveram estudo ou trabalho. Mulheres que procriam como coelhos, mal-alimentadas, sem lugar para estar ou viver. Atravessamos gerações, desde os primórdios da humanidade, onde a mulher sempre foi relegada a um segundo plano. Tanto na nobreza, quanto na pobreza, esta última agravada pela ignorância cultural e monetária.

Somos as mães da terra, lavradoras, limpamos as latrinas, varremos as ruas, balconistas, diaristas, advogadas, médicas, cientistas. Mesmo assim, vez ou outra, somos manchetes sangrentas.

 Mulheres que achamos lindas ricas e poderosas, já apanharam de seus parceiros, já foram estupradas, seviciadas, roubadas em suas vidas, noticiadas como: Fulana de tal, veio a publico dizer que sofreu violência doméstica, essas são as que se mostram, depois de se cansar de anos de abuso, mesmo tendo dinheiro, advogados e apoio. Ainda passam anos sofrendo caladas, enquanto os abusadores desfrutam da vida de luxo E as que não têm coragem, continuam acorrentadas ao inferno de existir.

Ivete Rosa de Souza

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




 Hermann Rorschach e as manchas de tinta

Bruna Rosalem

COLUNA PSICANÁLISE E COTIDIANO

‘Diga-me o que vês e eu te direi quem tu és: Hermann Rorschach e as manchas de tinta’

Bruna Rosalem
Bruna Rosalem
"Diga-me o que vês e eu te direi quem tu és"
“Diga-me o que vês e eu te direi quem tu és”
Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer

Um suíço apaixonado pela teoria freudiana, entusiasta colecionador de cartões com manchas de tinta (klecksografia), nascido no ano de 1884 em Zurique, médico psiquiatra, irmão mais velho dos três filhos de Ulrich Rorschach. Em sua breve trajetória, dedicou-se a estudar e elaborar ferramentas de interpretação inspiradas em um dos conceitos mais importantes da teoria psicanalítica, a associação livre, ao propor que o paciente falasse aquilo que visse à mente sobre o que enxergava nas manchas de tinta dispostas simetricamente em pranchas. Sua curiosidade pelas manchas se deu, a princípio, com pacientes esquizofrênicos que faziam associações de maneira muito peculiares e diferentes de pessoas que não apresentavam psicoses. Ele queria demonstrar que ao interpretar as manchas, era possível desvendar conteúdos inconscientes.

             Aos 37 anos, vítima de um quadro agravado de peritonite, sofrendo de fortes dores abdominais, Rorschach encerra sua jornada pela medicina, deixando esposa, dois filhos e um livro intitulado ‘Psicodiagnóstico’ sobre suas descobertas, experimentos com pranchas de tinta e proposições. Diante de tanto trabalho árduo, é lamentável que o médico não conseguiu antever o impacto de sua obra ao longo do tempo. Após dez anos da publicação, o livro lançado em 1921 que antes permanecia restrito a um pequeno grupo de pesquisadores na Suíça, expandiu de maneira significativa na Europa e nos Estados Unidos.

             Originalmente, Rorschach utilizava 40 pranchas diferentes, mas ao editar o livro para publicação, este número foi reduzido para 15, devido aos custos. Hoje em dia, a aplicação prevê 10 pranchas e somente psicólogos habilitados, com aprofundado conhecimento e estudo neste teste de personalidade podem aplicá-lo. Além das questões éticas que incidem sob os aplicadores, os profissionais devem interpretar os resultados de acordo com o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos.

             Em 1939, foi criado o Instituto Rorschach, quatro anos depois foi realizado o 1º Congresso de Rorschach e na década de 40, foi fundada a Sociedade Internacional de Rorschach (1949). Mais de cem anos já se passaram e atualmente o teste de Manchas de Tinta ganhou o mundo com novos sistemas de codificação e interpretação, sendo utilizado em inúmeros países para diferentes abordagens e fins, seja teste de personalidade para contratar em empresas ou funções específicas  – como foi o caso da Segunda Guerra Mundial para selecionar soldados e pilotos -, seja para traçar perfis criminosos em investigações ou até mesmo para dizer se o sujeito encarcerado está apto ou não para contemplar o regime aberto ou semiaberto.

             Um exemplo emblemático das crônicas policiais brasileiras foi que a mandante dos assassinatos brutais de seus próprios pais, Suzane von Richthofen, realizou o Teste das Manchas de Tinta e segundo relatos, a moça não obteve êxito para deixar a prisão, pois suas descrições e interpretações das pranchas revelaram uma pessoa que oferecia, à época, riscos a sociedade. Ela permaneceu presa até cumprir pelo menos vinte anos em cárcere privado.

             Ainda que bem aceito em várias instituições, o teste projetivo das Manchas de Tinta costuma receber muitas críticas acerca de seus resultados. Mesmo que as manchas não sejam aleatórias, são, a propósito, projetadas e codificadas em suas especificidades e características, parte da comunidade médica afirma não ser crível que a interpretação de manchas possa perfilar personalidades, conjecturar futuras ações do sujeito e possibilitar afirmar o que ele é ou não é.

             De outro viés, a ciência permanece investigando a eficácia do teste, publicando resultados e pareceres que em sua maioria são positivos. É comprovado que até os dias atuais, o teste do aspirante médico, sonhador, amante da arte, que desejava aprimorar cada vez mais seus estudos e elevar sua criação a outros patamares, tem sido um dos métodos de avaliação psicológica mais difundida e citada em pesquisas científicas, além de sua aplicabilidade estar conquistando mais adeptos.

             Uma doença silenciosa foi capaz de ceifar precocemente a vida do brilhante psiquiatra, porém seu legado continua nos provocando curiosidades, interrogações e fascínio pelos conteúdos coloridos ou preto e branco das manchas de tinta e o que elas poderiam dizer sobre nós.

Bruna Rosalem

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Autoconfiança, autossegurança, felicidade social

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:

‘Autoconfiança, autossegurança, felicidade social’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
“Autoconfiança, autossegurança, felicidade social”
Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer

Se é verdade que Confiança e Segurança se vão adquirindo ao longo da vida, pelo estudo, trabalho e experiência, também é verdade que a sociedade, as organizações e as pessoas, estas individualmente consideradas, nos possibilitem as oportunidades para demonstrarmos do que somos capazes, porque de contrário nunca sairemos do “anonimato”, ou seja: terá sempre de haver uma primeira vez, a partir da qual, e caso a nossa intervenção seja positiva, iniciarmos, com Confiança e Segurança, novas atividades.

A autoconfiança, a autossegurança e a Felicidade social conquistam-se paulatinamente, testam-se frequentemente e acabam por ser reconhecidas pela sociedade, todavia, é muito perigoso qualquer excesso daquelas atitudes, porque pode conduzir à exacerbação da própria autoestima, manifestada em egocentrismo, narcisismo e vaidade despropositada que, por sua vez, levam, muitas vezes, à arrogância, ao orgulho e ambição desmedida, enfim, à prepotência e subjugação dos mais fracos.

Ao longo da vida podem demonstrar-se e exercer-se, honesta e solidariamente, várias atitudes, que geram Confiança, Segurança e Felicidade, não só em nós próprios como nas outras pessoas, e isso é muito importante e positivo, quaisquer que sejam as nossas atividades sociais, profissionais e cívicas.

A título de informação, invoque-se, por exemplo, a Generosidade. Na verdade: «A generosidade com as pessoas nos faz perceber as suas limitações, tolerar as suas dificuldades e ter paciência com o seu ritmo de crescimento; nos faz aceitar o outro como legítimo outro, o que é uma forma de amor. Se queremos receber algo do próximo, devemos primeiramente dar-lhe algo. É pena que tão frequentemente o orgulho e as razões do ego nos impeçam de fazê-lo.» (NAVARRO & GASALLA, 2007:79).

Efetivamente, ao sermos generosos, estamos a revelar ao nosso semelhante: que nos preocupamos com o seu bem-estar; que desejamos para ele uma vida melhor; que viveremos sempre do seu lado, nas mais difíceis circunstâncias da vida; que ele pode contar connosco, com os nossos valores e sentimentos; com as nossas virtudes e qualidades, mas também com os nossos defeitos, erros e imperfeições; que estamos disponíveis para suportar o infortúnio e partilhar a felicidade. A nossa generosidade não terá limites e este comportamento, seguramente, vai gerar Confiança, abertura, entrega e cooperação recíprocas.

Portanto, a Confiança, a Segurança e a Felicidade, constituem um primeiro tripé para o sucesso pessoal e, nesse sentido, é crucial abrirmo-nos aos outros, àqueles em quem realmente confiamos, que nós sabemos que têm igual comportamento connosco, porque a partilha de ideias, aspirações, desilusões, sofrimentos, desgostos, mas também de alegrias e felicidade, torna-nos mais fortes, mais motivados para concretizar projetos e dividir sucessos.

Realmente: «Se confiar é uma utopia, bendita seja. Por ela vale a pena fazer esforços e correr algum risco. A recompensa, afinal, é um mundo melhor. Mas, como qualquer outra coisa na vida, a confiança será um tema importante desde que cada um creia nisso. Eis o caminho: ir buscando e encontrando os benefícios que nos incentivam a confiar cada vez mais uns nos outros.» (Ibid.:114).

É claro, numa perspetiva cética ou, se se preferir, de grande prudência, admitir-se que há certos setores em que confiar nos outros é muito perigoso, e desde já talvez não seja pejorativo apontar o mundo dos negócios, a atividade política, o envolvimento em concursos com determinados objetivos: um emprego, uma adjudicação de um trabalho, eventualmente, pormenores da vida mais íntima, aqui no contexto de um relacionamento pessoal que, não sendo bem aceite pela sociedade será, porventura, do agrado e em consonância com valores, sentimentos e emoções muito profundos, entre duas pessoas.

No limite, é necessário analisar bem em quem podemos confiar, que tipo de assuntos, acontecimentos e projetos poderemos realmente confessar, salvaguardando-se sempre a solidariedade, a amizade, a lealdade, a consideração e a gratidão para com as pessoas que já revelaram confiar em nós.

Em relação a estas, será do mais elementar bom senso e justa retribuição que a elas confiemos, igualmente, tudo o que nos faz bem partilhar, que ajuda a consolidar a nossa Confiança, Segurança e Felicidade.

Bibliografia

NAVARRO, Leila e GASALLA, José Maria, (2007). Confiança. A Chave para o Sucesso Pessoal e Empresarial. Adaptação do Texto por Marisa Antunes. S. l., Tipografia Lousanense.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente Honorário do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

Contatos com o autor




Os olhos do viajante da destruição

Clayton A. Zocarato: Poema ‘Os olhos do viajante da destruição’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
"Ver o futuro no caldeirão da bruxa não passa de charlatanismo em negar o próprio destino,..."
“Ver o futuro no caldeirão da bruxa não passa de charlatanismo em negar o próprio destino,…”
Microsoft Bing – Imagem criada pelo Designer

Ver o futuro no caldeirão da bruxa

Não passa de charlatanismo

Em negar o próprio destino

Bebendo um doce vinho tinto

Perante uma lareira contemplada

De anjos e demônios

Que decidem o destino dos mortais

Nas geleiras do terror de Qal Sisma*

O dragão Atarka*

Derrete a esperança

De viajantes do Além

Que surgem nas mentes dos mais incrédulos

Voando por um materialismo

Nem um pouco justo

Se zangando de tudo e todos

Tanto Deus como Zeus

Fizeram breus

De seus camafeus

Na preciosidade de um tempo eterno

Caminhando por pinheiros carregados

De um flagelo

Com um futuro nada paterno

Dialogando com um passado materno

Encarcerado no mais profundo

Dos infernos

*Atarka – Nas cartas do jogo Magic: The Gathering representa um Dragão, que apavora as terras geladas Qal Sisma*, que não deixa de conter semelhança com o dragão do apocalipse bíblico.

Clayton Alexandre Zocarato

Contatos com o autor

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Mary Del Priore elogia livro do professor Carlos Cavalheiro

Mary Del Priore é, atualmente, uma das mais destacadas historiadoras do Brasil

Mary Del Priore
Mary Del Priore

Mary Del Priore é, atualmente, uma das mais destacadas historiadoras do Brasil. Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), é pós-doutorada na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, na França. Detentora de diversos prêmios acadêmicos e literários, Mary Del Priore recebeu o maior prêmio da literatura brasileira – o Prêmio Jabuti – no ano de 1998 em duas categorias. Recebeu ainda o Prêmio do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo da França e da Organização dos Estados Americanos (1992) e os Prêmios Fundação Biblioteca Nacional 2009, pela obra Condessa de Barral; e Prêmio APCA 2008 pela obra O Príncipe Maldito.

Escreveu e publicou os livros Histórias da Gente Brasileira (4 volumes); Condessa de Barral, a paixão do Imperador e História das mulheres no Brasil entre outros.

Capa do livro 'Sorocabanas – a mulher na História de Sorocaba'
Capa do livro ‘Sorocabanas – a mulher na História de Sorocaba‘ – Imagem enviada pelo autor

Essa renomada historiadora recebeu e leu o mais recente livro do historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, intitulado “Sorocabanas – a mulher na História de Sorocaba”. Trata-se de um estudo sobre o protagonismo velado e invisibilizado de dezenas de mulheres que tiveram alguma relação com Sorocaba, quer por ter nascido na cidade, quer por ter residido ou mesmo realizado algum feito nessa localidade.

“A despeito do título, entende-se aqui por sorocabanas mulheres de origens distintas que tiveram alguma relação com a cidade”, esclarece o historiador e professor Carlos. “Desse modo, mulheres de outras cidades também são reverenciadas nessa pesquisa. A primeira motorista de Sorocaba também foi a primeira de Araçoiaba da Serra. A primeira mulher a ser monitora de aviação em Sorocaba, nasceu em Itapecerica. Muitas mulheres que tiveram atuação destacada, como a radialista Zilá Gonzaga e a líder comunitária e carnavalesca Olga Domingues Camilo, nasceram em Porto Feliz”, finaliza.

Ao receber a obra de Carlos Carvalho Cavalheiro, a historiadora Mary Del Priore enviou as seguintes considerações por mensagem eletrônica:

Caríssimo Carlos.

Com pequeno atraso devido às Festas de final de ano, mas, com muito entusiasmo quero agradecer seu lindo “Sorocabanas – A mulher na História de Sorocaba”. Cidade bem estudada para os séculos XVIII e XIX, pois importante centro de Tropeirismo, faltava um trabalho sobre a contemporaneidade. Seu livro contempla amplamente o mosaico de protagonistas femininas, vindo a se juntar a tantos esforços de historiadores para dar voz às mulheres. As minibiografias que costuram a narrativa, dão vontade de saber mais. Bem escrito, fartamente documentado e agradável de ler, é obra que veio para ficar. Só posso lhe desejar que venham mais sucessos em 2024. Receba o melhor abraço da colega

Mary Del Priore.

Claudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira
Claudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira

Outra historiadora que reverenciou o livro do professor Carlos Cavalheiro nesta semana foi a bauruense Claudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira. Autora do prefácio, Claudia Guedes de Azevedo fez uma preleção sobre o livro na reunião da Academia Bauruense de Letras, da qual é acadêmica.

A reunião ocorreu no sábado, dia 13 de janeiro. Nas redes sociais a historiadora se manifestou: “Na reunião de hoje da ABLetras foi dia de apresentar o livro do Historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, “Sorocabanas”, que traz dezenas de histórias das mulheres de Sorocaba, independente de sua etnia, credo ou posição religiosa. Lá estão elas, trazidas à baila por meio de uma minuciosa pesquisa em jornais, cartas e revistas. Fiz o prefácio, uma honra!!!”

A palestra foi muito bem recebida pelos acadêmicos que também teceram elogios à obra e, também, ao prefácio feito por Claudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira.

Este é o 32º livro publicado pelo historiador e escritor Carlos Carvalho Cavalheiro. Em sua bibliografia encontram-se livros com temas variados e alguns destaques como os romances “Entre o sereno e os teares” e “O Legado de Pandora”, ambos ganhadores de prêmios literários; o livro de poesias “Ergástulo”; o livro infantil “André no Céu”; e os de pesquisa histórica como “O negro em Porto Feliz”, “Scenas da Escravidão”, “João de Camargo, o homem da Água Vermelha” e “Salvadora!”.

“É uma honra inenarrável receber elogios dessas duas grandes historiadoras. Mary Del Priore é uma referência em História do Brasil, sobretudo em História das Mulheres. Claudia Guedes de Azevedo tem um vasto trabalho no campo das memórias e da comunicação. Eu não poderia estar mais satisfeito”, revelou Carlos Cavalheiro.

Carlos Cavalheiro
Carlos Cavalheiro

Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História na rede pública municipal de Porto Feliz.

É colaborador dos jornais Tribuna das Monções, Jornal Cultural ROL e do Portal Marimba Selutu, de Angola.

É acadêmico correspondente da FEBACLA e efetivo da Academia Independente de Letras.

Mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus Sorocaba.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Projeto Sentindo a Vida pelo Movimento

Oficinas gratuitas de dança.
Serão disponibilizadas 20 vagas para moradores de Votorantim e região e 20 para associados da APEVO

Projeto Sentindo a Vida pelo Movimento
Projeto Sentindo a Vida pelo Movimento
Divulgação – Aline Nieri

De 15 a 25 de janeiro estarão abertas as inscrições para Oficinas de Dança gratuitas, oferecidas para pessoas acima de 50 anos, através do Projeto “Sentindo a vida pelo Movimento”, contemplado pelo Edital de Valorização da Cultura – 02/2022 do Fundo Municipal de Cultura/Secretaria de Cultura e Turismo de Votorantim, desenvolvido pela artista e arte-educadora votorantinense Aline Nieri. 

Serão disponibilizadas 20 vagas para moradores de Votorantim e região. As oficinas acontecerão sempre às quartas e sextas, com 02h de atividades diárias no período da tarde, e serão desenvolvidas na Apevo (Associação dos Aposentados e Pensionistas de Votorantim). Além destas 20 vagas, o projeto “Sentindo a vida pelo movimento” também disponibilizará 20 vagas para associados da Apevo, com aulas também às quartas e sextas em outro período da tarde, e realizará atividades no Centro de Atendimento ao Idoso “Shirley Peinado Bernardi”, com mais 20 vagas com idosos já inscritos no local. A previsão é de que as atividades ocorram das 14 às 16h e das 16h às 18h. 

Projeto Sentindo a Vida pelo Movimento
Divulgação – Aline Nieri

Ao todo serão 03 meses de trabalho, com encerramento do projeto no dia 19 de maio, com uma integração artística entre os 03 grupos de oficinas, totalizando 60 idosos beneficiados pelo projeto, em atividade que será realizada no Auditório Francisco Beranger de Votorantim, numa atividade dançante e improvisada, uma “Jam Session” coordenada pela artista para aflorar o poder criativo da arte em qualquer idade. Todas as atividades são gratuitas. 

Para se inscrever é preciso ter disponibilidade para os dois dias de oficinas (segundas e quartas). Além das aulas de dança, as oficinas contam com o acompanhamento da artista e psicopedagoga Edna Araújo, que trabalhará com jogos cognitivos, entre outras habilidades, e com o artista chileno Andy Felipe Pizarro que desenvolverá a parte musical com os participantes. 

As inscrições serão realizadas através do whatsapp (15) 99668-3969. No dia 30/01 será divulgado o resultado e as atividades têm início no dia 02/02 

Sobre a artista 

Aline Nieri é bailarina, atriz, Arte-Educadora, Instrutora de Yoga, Terapeuta, atua como Percussionista no Baque Mulher Sorocaba e é Coordenadora da Casa Sarasvati em Votorantim (espaço aberto em 2022, onde oferece aulas de Yoga, meditação, filosofia védica, terapias femininas, dança entre outras atividades).

Estudou Licenciatura em Dança na Universidade Federal da Bahia, Kathak – Dança Clássica Indiana no Centro Cultural da Índia/SP, participou da formação em Dançaterapia com o italiano Pio Campo, tanto em São Paulo, como em Buenos Aires/Argentina, bem como demais atividades de Dança relacionadas a área da Educação Somática. Trabalhou com a artista Gilsamara Moura em Salvador no GDC (Grupo de Dança Contemporânea da UFBA), com Andréia Nhur em Sorocaba no Coletivo KD, Regina Claro onde conheceu o BMC, tendo iniciado suas atividades no Núcleo de Dança de Votorantim.

Aline é formada em Teatro/Arte-Educação pela Universidade de Sorocaba, foi professora de Jogos Teatrais no Projeto “Oficina do Saber” na Rede Municipal de Ensino de Sorocaba e também atuou como Atriz em curtas, vídeos e espetáculos em Votorantim e região, Salvador/BA e países como Chile e Índia. Nos últimos 11 anos da sua vida, cruzou-se com o caminho do Yoga, formando-se instrutora e vivendo em comunidades e ecovilas de Bhakti Yoga, no Brasil e no mundo.

Pós-graduada em Anatomia aplicada ao Yoga pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, atualmente, cursa uma especialização em Iyengar Yoga no Centro Iyengar Yoga com Rosana Seligmann.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/