Resenha do livro “Caracteres da vida”, de Guilherme Dorneles Espíndola, pela Editora Dialética.
RESENHA
Um livro cheio de poesias inspiradoras, com a temática principal de amor.
De uma elegância ímpar, pois os poemas são feitos com palavras simples, e não há nada mais elegante que a simplicidade.
Um livro cheio de sentimentos.
Lindo!!!
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
SINOPSE
Caracteres da vida é o primeiro livro da trilogia Caracteres, e foca no mosaico da vida e na busca pelos sentidos.
O livro aborda diversas facetas, desde a tristeza, alegria, rotina e amor de forma profunda, construindo um campo propício para a reflexão filosófica e existencial dos caracteres que nos rodeiam.
Cada poema é uma peça do grande quebra-cabeça da vida, escrito minuciosamente pelo autor para que possa ser interpretado de diversas formas, sendo sempre uma nova experiência ao lê-lo.
O livro é uma homenagem à vida, uma forma de tentar decifrar suas características, suas singularidades, semelhanças e polaridades.
SOBRE A OBRA
Guilherme nos conta que escreveu este livro quando ainda tinha 15 anos.
E para que seu livro ficasse mais atual, acrescentou aos poemas feitos na adolescência, outros tantos mais recentes, feitos este ano.
Desde o momento que entendeu que todos seus sentimentos transferidos para o papel se tornariam um livro de poesias, ele quis pôr nele esse nome: Caracteres da Vida.
E assim nasce o primeiro livro da trilogia Caracteres.
E Guilherme tem mais três projetos que serão lançados assim que possível.
Vamos aguardar!
SOBRE O AUTOR
Guilherme Dorneles Espíndola, 25 anos, nascido em Porto Alegre- RS, onde vive atualmente com sua esposa Vitória e a filha Violetta.
Atualmente é professor de Geografia e Educação Especial.
Possui licenciatura em Geografia e Ciências Sociais pela UNIFRAN, licenciatura em Pedagogia pela UNIFATECIE e licenciatura em Ensino Religioso, sendo pós-graduado a nível lato sensu em Tutoria EAD e Docência do Ensino Superior, Historiografia Brasileira, Geografia Regional Brasileira e Atendimento Educacional Especializado pela FAVENI assim como Educação Especial e Inclusiva pela FARESE, Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Unifatecie.
Sempre fui fascinado por utilizar a empatia para tecer poesias sobre as realidades existentes e plurais a minha volta, construindo assim minha identidade como poeta; vejo no dom de escrever a possibilidade de me comunicar com as pessoas de uma forma alternativa, tocar em suas almas e fazê-las refletir sobre temáticas importantes a vida.
Núcleo Experimental celebra a vida e a obra de Herbert Daniel no musical Codinome Daniel, que estreia dia 12 de janeiro
Crédito: Ale Catan
Com dramaturgia e direção de Zé Henrique de Paula e música de Fernanda Maia, espetáculo conta a história do jornalista que lutou pela causa LGBTQIAPN+ em plena ditadura militar brasileira.
Conhecido por dar voz a grupos minoritários e por sua pesquisa sobre o modo brasileiro de se fazer Teatro Musical, o Núcleo Experimental homenageia em seu novo trabalho o jornalista Herbert Daniel (1946-1992), ativista LGBTQIAPN+ na luta pelo direito das pessoas com HIV/Aids.
Codinome Daniel estreia no dia 12 de janeiro de 2024 na sede do grupo na Barra Funda, onde segue em cartaz até 4 de março, com apresentações às segundas, às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h.
O trabalho tem direção, dramaturgia e letras de Zé Henrique de Paula e música original e direção musical de Fernanda Maia. Já o elenco traz Davi Tápias, Luciana Ramanzini, Fabiano Augusto, André Loddi, Lola Fanucchi, Cleomácio Inácio, Renato Caetano e Paulo Viel.
“Pretendemos levar ao público a vida e a obra, ainda muito desconhecida, do jornalista e escritor Herbert Daniel, um revolucionário gay que desafiou tanto a ditadura de direita quanto os setores da esquerda que reproduziam a homofobia e a heteronormatividade”, comenta Zé Henrique de Paula.
Um dos elementos de frente da luta armada, Herbert se exilou em Portugal e na França, onde contraiu HIV, foi o último dos anistiados e, uma vez de volta ao Brasil, tornou-se um ativista fundamental na luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids.
Sua importância se deve ainda ao fato de ter sido o fundador do grupo de apoio Pela VIDDA e um dos fundadores do Partido Verde.
Atuou pelos direitos da população LGBTQIAPN+, das mulheres, dos negros, além de ativista ambiental.
Herbert morreu em 1992 devido a complicações causadas pela AIDS.
“Acreditamos que o teatro – uma das primeiras paixões de Herbert Daniel em sua juventude (ele foi também dramaturgo) – pode ser uma ferramenta poderosa no sentido de reacender uma luz sobre essa figura menosprezada da história do movimento LGBTQIAPN+ no Brasil recente.
Afinal, sendo a memória uma construção social, a peça ajuda a colaborar para que minorias possam entrar em contato com o inventário da luta pela democracia, diversidade e justiça social”, acrescenta o diretor.
Codinome Daniel é a terceira parte do que o grupo chama de Uma Trilogia Para a Vida, junto com os espetáculos.
Lembro todo dia de você e Brenda Lee e O palácio das princesas.
Como fio condutor das três peças está um conjunto de discussões e pontos de vista a respeito da questão do HIV/Aids no Brasil, da década de 80 aos dias de hoje.
Um pouquinho mais sobre
A figura de Herbert Eustáquio de Carvalho, nome de batismo do homenageado, é uma das mais esquecidas da nossa história recente, especialmente quando se leva em conta sua importância na luta pelo movimento gay e pelo ativismo em prol da democracia durante a ditadura no Brasil.
Herbert foi um elemento importante na luta armada contra a ditadura de 1964 e no processo de redemocratização do Brasil.
Estudante de medicina na UFMG, engajou-se em grupos guerrilheiros ainda no final da década de 1960.
Esteve na linha de frente de assaltos a bancos e dos sequestros de diplomatas estrangeiros que garantiram a soltura de mais de uma centena de presos políticos que corriam risco de morte.
Na militância clandestina, ele descobriu e assumiu sua homossexualidade.
De um lado, encontrava-se acossado pela violência de uma ditadura moralizante e LGBTfóbica; do outro, não era aceito por parte dos seus companheiros de guerrilha.
Para muitos setores das esquerdas naquele momento, a homossexualidade era vista como um desvio pequeno-burguês, uma degeneração, uma fraqueza moral, um desbunde de minorias improdutivas, em suma, um “pequeno drama da humanidade” que dividiria a “luta maior”.
Herbert teve, então, que “esquecer sua homossexualidade” para “fazer a revolução”.
Tanto se dedicou que seu rosto chegou a estampar os cartazes dos “subversivos” mais procurados pelo regime autoritário.
No entanto, mesmo com o cerco crescente e o extermínio físico da luta armada, ele conseguiu escapar da prisão e das torturas, exilando-se em 1974 em Portugal e, depois, na França.
No exterior, contraiu HIV e tornou-se, ao retornar ao Brasil como o último dos anistiados, um ativista fundamental pelos direitos das pessoas vivendo com HIV e AIDS.
Morto em 1992, Herbert foi um revolucionário gay que desafiou tanto a ditadura de direita quanto setores de esquerda que reproduziam a heteronormatividade.
Foi o responsável também pela criação da Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da AIDS, que estruturou o discurso em relação à epidemia, além de cunhar o conceito de “morte civil” – referindo-se à condição de pária em que a pessoa com HIV é colocada, uma espécie de morte social antes da morte física – mostrando que não se trata apenas de uma questão de saúde, mas também sexual, social, econômica e de direitos humanos.
“Ele trouxe ideias revolucionárias para enfrentar a doença e o preconceito social, e elas ainda são válidas até hoje, como a ideia de solidariedade no combate à epidemia”, afirma o historiador e brasilianista norte-americano James Green, que lançou uma biografia de Daniel em 2018 (Revolucionário e Gay: a extraordinária vida de Herbert Daniel).
“Ele era muito corajoso, foi uma das primeiras pessoas conhecidas a assumir ser gay e soropositivo.”
A biografia escrita por Green é a grande fonte de inspiração para a dramaturgia de Codinome Daniel.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e Letras: Zé Henrique de Paula
Música original: Fernanda Maia
Direção: Zé Henrique de Paula
Direção musical: Fernanda Maia
Elenco: Davi Tápias, Luciana Ramanzini, Fabiano Augusto, André Loddi, Lola Fanucchi, Cleomácio Inácio, Renato Caetano e Paulo Viel.
Assistência de direção musical: Guilherme Gila
Assistência de direção: Rodrigo Caetano
Cenografia: César Costa
Figurinos: Úga Agú e Zé Henrique de Paula
Iluminação: Fran Barros
Desenho de som: João Baracho
Preparação de elenco: Inês Aranha
Visagismo: Dhiego D’urso
Cenotécnica: Jhonatta Moura
Produção: Laura Sciulli
Assistência de produção: Cauã Stevaux
Fotos: Ale Catan
Design gráfico: Laerte Késsimos
Textos para programa: Isa Leite
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Redes sociais: 1812 Comunica
Estagiários: Mafê Alcântara (direção), Victor Lima (produção), Verena Lopez (som), Luis Henrique (luz), Pedro Bezerra (cenografia)
SERVIÇO
Codinome Daniel, do Núcleo Experimental
Temporada: 12 de janeiro a 4 de março de 2024
Sextas, sábados e segundas, às 21h, e domingos, às 19h
Teatro do Núcleo Experimental – Rua Barra Funda, 637, Barra Funda
Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada)
Venda pelo site Sympla
Classificação: 12 anos
Duração: 120 minutos
Mais informações em @nucleoexp
Este projeto foi contemplado na 40a. edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.
Verônica Moreira: Crônica “Eu sou mais forte do que eu”
Verônica Moreira“Fui arrancando as ervas daninhas do meu interior, e ali, percebi a cura…” Microsoft Bing – Criador de imagens do Designer
Eu sou mais forte do que eu pensava e bem melhor do que muitos que se dizem bons. Hoje entendo porque Jesus perdoou Judas, e não foi porque Judas merecia, mas porque Jesus sabia que por trás daquele beijo no rosto, havia um demônio. Mas o Judas, humano, era apenas um pobre homem que não pôde ver a luz que resplandecia em Jesus.
Às vezes, buscamos luz onde não existe, acreditamos em pessoas sem luz e acabamos fechando os nossos olhos para não vermos a escuridão que existe no outro. Isso, porque insistimos em acreditar que possa existir luz nas pessoas, mesmo que nossos olhos não vejam nenhum brilho nelas.
Sempre acreditei na tal luz no fim do túnel, até que ela foi se ofuscando lentamente, até que, por fim, ela se apagou por completo na minha frente. Só vi que era tudo escuro e tenebroso, quando finalmente abri os olhos para a luz que havia em meu interior.
Descobri que meu interior era um jardim, que sempre reguei com amor, até que comecei a deixar entrar ervas daninhas; sabe aquelas que vão se alastrando pouco a pouco e, quando percebemos, já tomou todo nosso espaço e brilho?
Pois é assim que me vi em alguns momentos de minha vida. Fiquei mal por não saber como limpar o meu jardim interior, até que finalmente comecei a sentir muita dor e me vi obrigada a limpar tudo. Fui arrancando as ervas daninhas do meu interior, fui sangrando pelo caminho, cai de joelhos diante do mal e ali, naquele lugar cheio de dor, eu percebi a cura…
Posso olhar para o meu jardim com esperança. As marcas, podem até fixar por um tempo, mas irei plantar muitas flores, flores variadas, flores coloridas de toda espécie…
Definitivamente, como dizia Clarice Lispector: “Eu sou mais forte que eu.”
Tânia Orsi: Poema ‘Quando tudo se acaba em recomeço’
Tânia Orsi“Mas os dias também não eram mais tempo E o tempo era uma porta que abria o horizonte para uma outra vida” Microsoft Bing – Criador de imagens do Designer
Um dia levantou-se brando Disposto a entrar no corpo das estrelas molhadas. Saiu empurrando as águas Sob as estrelas altas. Não sabia mais carregar Sua vida Na mochila dos dias.
Entrou mar adentro Lavando as feridas da alma Levando seus sonhos para a Profundeza escura e silenciosa De si mesmo.
Retornou em forma de espuma No corpo da estrela molhada. Pousou-se sobre a areia fluida, feliz! Sabendo que não sairia com vida Mas os dias também não eram mais tempo E o tempo era uma porta Que abria o horizonte Para uma outra vida.
Virgínia Assunção“… mesmo no amor que não se alcança guarda-se o dulçor e a ternura no coração do eterno e…” Image Creator from Microsoft Designer – Bing
Irene da Rocha “Nos campos verdejantes, guerreira forte, coração que realiza, um anjo caído em meu destino se entrelaça” Image creator from Microsoft designer – Bing
Nos campos verdejantes Guerreira forte, coração que realiza Um anjo caído em meu destino se entrelaça, Meigo, atencioso, dança na alma.
Que reflete minha esperança, Conexão profunda, laço que afeta. Em versos entrelaçados, amor que resplandece, A história de amor que a vida tece.
Nos teus olhos , um universo a descobrir, Caminhando juntos, sem medo de partir. Você é guardiã dos sonhos que compartilhamos, Em sua luz, segredos de amor revelamos.
Palavras se perdem diante de tanto sentimento, Amor que transcende, eterno na paz unir. E na poesia do nosso ser, A guerreira, o anjo, o amor a renascer.