A música invisível do coração

Paulo Siuves: Crônica ‘A música invisível do coração’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
"Em cada beijo, uma dança que transcende as palavras, uma coreografia única que se desenha nos lábios entrelaçados"
“Em cada beijo, uma dança que transcende as palavras, uma coreografia única…”
Microsoft Bing – Imagem criada pelo designer
da plataforma DALL-E3

Em cada beijo, uma dança que transcende as palavras, uma coreografia única que se desenha nos lábios entrelaçados. É a linguagem silenciosa dos sentimentos, onde as mãos se movem suavemente, guiadas pela música invisível do coração. Cada toque é uma nota, cada suspiro uma melodia.

Nessa dança íntima, os olhares se encontram como parceiros de dança, comunicando emoções profundas e compartilhando segredos que só os apaixonados entendem. Cada movimento é uma expressão de carinho, ternura e paixão, uma narrativa que se desdobra com a delicadeza de quem dança ao som de uma melodia que só eles podem ouvir.

É uma dança que vai além do físico, alcançando as profundezas da alma, criando laços indissolúveis entre os amantes. Em cada beijo, desvenda-se um capítulo da história de dois corações que escolheram dançar juntos pela vida, em cada beijo, cria-se uma memória única, uma pintura efêmera que colore os nossos momentos compartilhados.

Paulo Siuves

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Serenata

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Serenata’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
"Um violeiro tocando violão para a mulher amada, sob a luz do luar"
“Um violeiro tocando violão para a mulher amada,
sob a luz do luar”

Microsoft Bing – Criador de imagens do designer

A rua, antes escura,
foi iluminada pelas estrelas
Que vagavam pela madrugada
Junto à Lua em noite de serenata.
A Lua adentrava pela janela
espalhando cheirinho de canela.
Era um jeito de anunciar
que a viola já estava a suspirar.
As cantigas, selecionadas à moda antiga
prontas para a conquista
cheias de sabedoria e poesias
O violeiro apaixonado beijava uma flor
e oferecia à amada com todo seu amor.
A jovem, com o coração cheio de emoção,
permanecia até o fim da cantoria.
Com suavidade e naturalidade,
O seresteiro, deixava além da saudade
gestos ternos e eternos.

Eliana Hoenhe Pereira

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No Quadro do ROL, a arte poética de Evani Rocha!

Tendo nas artes e na natureza sua fonte de inspiração, Evani Rocha traz ao Jornal ROL uma voz que ecoa na sensibilidade humana!

Evani Ferreira Rocha

Evani Ferreira Rocha, natural de Chapada dos Guimarães (MT) é bióloga e professora da rede pública há 23 anos, com pós-graduação em Educação, especializada em Literatura Brasileira.

Na área literária é poetisa, escritora e autora dos livros: Retalhinhos (Poesia, 2020) e Folhas de Outono (Contos, lançado na Bienal/Rio 2023).

Na área acadêmica, é Acadêmica Internacional da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, entidade da qual recebeu o título Embaixadora Cultural da Paz.

Apaixonada pelas artes, em especial a pintura e a escrita, Evani Identifica-se como uma pessoa ligada umbilicalmente à natureza, onde passou boa parte de sua infância. As artes e a natureza são sua fonte de inspiração, motivo pelo qual sua pintura e escrita têm uma voz que ecoa, quase sempre, desse
lugar comum.

Evani Rocha estreia no Jornal ROL com o poema Tornei-me mar, sobre a natureza humana e o mar.

Tornei-me mar

Foto do mar, tirada pela autora, no Cabo da Roca - Portugal
Foto por Evani Rocha, tirada no Cabo da Roca – Portugal

Eu não sabia o que era o mar

Até velejar em suas águas geladas e profundas

Até encantar-me com um pôr do Sol

Que beijava a praia…

Eu conheci o mar quando mergulhei em sua imensidão!

Visitei crateras abissais, vi seres estranhos e inofensivos.

O mar é um planeta à parte,

Entrelaçado aos continentes.

O mar é a gente, dentro de outra gente.

Quantos abismos humanos estão por serem

Conhecidos?

Quanta água gelada e profunda

Inunda o nosso ser?

Foi bom ter conhecido o mar.

A maresia é mágica ao entardecer,

É como o entardecer de nossas vidas,

Quando a visão turva desenha figuras

Coloridas e inusitadas.

Os grãozinhos de areia que sobem e descem

Na maré cheia,

A brancura da areia lavada, 

E os incontáveis tons azuis que refletem das águas.

É a gente, no vai e vem da juventude.

A energia que emana à flor da pele.

O arrepio ao toque certo.

A languidez

Da alma saciada.

Eu tornei-me mar quando observei

As ondas ora agitadas, ora calmas,

Que nos remete às mais íntimas sensações.

Há dias que queremos abraçar o mundo,

Outros, só a penumbra do nosso leito.

É o jeito humano de ser mar,

É o jeito marítimo de ser gente.

Evani Rocha

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No palco feminista

Carlos Carvalho Cavalheiro: Resenha ‘No palco feminista’

Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos Carvalho Cavalheiro
Adriana Rocha
Adriana Rocha Leite

No Palco feminista.

Este é o título do livro recém-publicado pela escritora Adriana Rocha Leite.

Advogada de profissão, especialista em mediação e comunicação não-violenta, Adriana – que já tem em seu ‘cartel’ mais de dez títulos publicados – enveredou pela estrada que leva a um lugar de reflexão do papel da mulher na sociedade e dos desafios diante de uma cultura massivamente patriarcal e machista. Nesse caminho, colheu as mais interessantes palavras com as quais vestiu as histórias contadas nesse livro.

Em ‘No palco feminista’, Adriana narra a trajetória de três personagens femininas, que, aparentemente, refletem a mesma mulher em processo de construção de sua identidade – essa busca de saber quem somos no lugar em que estamos – da infância, passando pela juventude e pela maturidade.

Poeticamente, as personagens de Adriana Rocha Leite possuem em seu nome o mesmo sufixo ‘ina’: Carina, Santina e Justina. Menina, feminina, mas, também, designativo feminino para muitas palavras: maestrina, inquilina, divina, taurina, matutina, bailarina…

Carina é a menina que procura entender o mundo que a rodeia e as regras sociais estabelecidas para a mulher. Não é necessariamente uma pessoa passiva, muito pelo contrário, mas que busca nas brechas as rotas de saída para a sua sobrevivência. Assim, vai entendendo o funcionamento da máquina que move a sociedade e, ao fim, por meio da aquisição do conhecimento, se transforma. Talvez, seja possível imaginar que o nome Carina se refira a caridade em sua etimologia: caritas, amor incondicional, algo caro, que possui valor. A transformação da consciência de Carina é, de fato, uma conquista de grande valor numa sociedade que ainda insiste em separar os seres humanos – por gênero, cor, etnia, religião, pensamento… – para produção da desigualdade.

Santina é a jovem que decide seguir as normas sociais e se tornar coadjuvante na vida de casada. O nome remete, parece, a santa e isso nos leva a diversos referenciais como a de mártir que abre mão de sua vida por algo que aparentemente é um bem maior. No entanto, a sua consciência se desperta no dia do casamento e ela percebe que esse não é a melhor opção. Quando somos jovens, tanto homens quanto mulheres, em geral ainda não desenvolvemos a maturidade suficiente para as nossas melhores escolhas. Mas a narrativa de Adriana Rocha vai um pouco mais a fundo. Ela desvenda o mundo em que a existência da mulher, via de regra, só é permitida quando associada a um homem. “Por trás de um grande homem há uma grande mulher”, diz o adágio. Por que atrás do homem? Por que não pode estar ao seu lado? “E eu os declaro marido e mulher”. Por que o homem é sempre homem, mesmo se não estiver casado, mas a mulher só se torna tal quando se casa? Que força tem essa união com o homem que legitima o reconhecimento da pessoa feminina como mulher?

Justina, por outro lado, é a mulher madura que já se viu em todas as outras situações vivenciadas pelas outras personagens e, também, por situações outras como a de abuso na infância. Porém, guerreira, ela superou todas e, agora, ensina as mulheres a não se sujeitarem mais aos desmandos do machismo. Alcançou a justiça (acho que é daí a inspiração do seu nome) e está num pedestal como a mulher que luta por seus direitos. Refaço a conclusão: ela não está no pedestal (talvez, Santina estivesse). Ela está no palco. Mas, agora, ela é a protagonista!

Ao final do livro, Adriana nos traz a trajetória da atriz Dina Lisboa, que rompeu com os padrões conservadores de sua época.

O livro ‘No palco feminista’, de Adriana Rocha Leite é leitura obrigatória para toda e qualquer pessoa. Para as mulheres, há de servir como inspiração. Para os homens, certamente, como lição a ser aprendida.

Carlos Carvalho Cavalheiro

19.12.2023

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A Vida nasce com a certeza da Morte

Laude Kämpos: Crônica ‘A Vida nasce com a certeza da Morte’

Laude Kampos
Laude Kampos
A vida é bela!
A vida é bela!
Microsoft Bing – Imagem criada pelo designer

Apesar de a Morte ser uma consequência natural da Vida, poucos aceitam a sua existência, com naturalidade.

Se a Morte é o caminho natural para os mortais, por que tememos o inevitável?
            
Ao nascermos, a única certeza que temos é de que um dia a Morte chegará. Cedo, ou tarde, só ela pode falar. Nesse movimento de dúvida e pavor, só cabe a nós esperar. Se a Morte é o outro lado da mesma moeda existencial por que temê-la se, quando morrermos, apenas de lado vamos mudar?

Se a Vida é preciosa, a Morte também pode ser, pois ela nos lembra o quão maravilhoso é viver! No jogo da Vida-Morte ganha quem acredita que nascer, ou morrer, tanto faz; pois, seja de um lado ou do outro, nunca deixará de ‘ser’.

A Vida nasce com a certeza da Morte; então, por que perder tempo deixando de viver?

Viva intensamente, como se nunca fosse morrer!

Laude Kämpos

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Comenda Notório Saber em Cultura Popular Brasileira

A solenidade de outorga da Comenda Notório Saber em Cultura Popular Brasileira será realizada no dia 26 de janeiro de 2024 (sexta-feira), às 20h

Logo da Febacla
Logo da FEBACLA
Medalha Notório Saber em Cultura Popular Brasileira

Outorgada pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, a COMENDA NOTÓRIO SABER EM CULTURA POPULAR BRASILEIRA visa agraciar os ativistas e propagadores das mais diversas manifestações culturais, tais como: carnaval, festas folclóricas, literatura de cordel, provérbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e fábulas, lendas urbanas, festas juninas e todas as festas e manifestações populares.

A cultura popular brasileira reúne um conjunto de lendas, mitos e tradições do país, que estão calcados na história e na miscigenação de culturas, das quais se destacam: a portuguesa, a africana e a indígena.

A Solenidade virtual de outorga será realizada no dia 26 de janeiro de 2024 (sexta-feira), às 20h, pela plataforma Google Meet.

INFORMAÇÕES:

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Mitos da Parentalidade

Resenha do livro “Mitos da Parentalidade. Livrando os pais da culpa infundada”, de Renato M.Caminha, pela Editora Artmed.

Capa do livro "Mitos da Parentalidade. Livrando os pais da culpa infundada" de Renato M. Caminha, pela Editora Artmed

RESENHA

Neste livro o psicólogo Renato Caminha nos mostra os mitos que cercam a parentalidade e o quanto eles trazem limitações, dor e culpa aos pais.

Ele mostra que a relação de parentalidade tem, sim, responsabilidade, respeito e tudo mais que toda relação em que exista amor tem.

Mas que também preza o ser humano e não há super heróis nesta caminhada.

Um livro esclarecedor, necessário e super importante para todas as pessoas!!

Mexeu muito comigo, de verdade.

Leiam!!

Super recomendo!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

Diferentemente do conto de fadas narrado sobre a parentalidade, exercê-la é uma tarefa árdua.

Os filhos precisam de atenção e cuidado, a sociedade exige a perfeição dos pais, mas as demandas diárias são muitas e sua relação com a fantasia da parentalidade é uma conta que não fecha.

O que costuma resultar disso, culpa, é claro, partindo da ideia de que a culpa é mantida pela desinformação ou pelo acesso a informações não científicas.

O psicólogo e educador parental Renato M Caminha aborda neste livro alguns dos principais mitos sobre ter filhos, buscando auxiliar pais e mães a aceitarem seus limites, evitando a armadilha da culpa doentia que pode comprometer sua saúde mental e as relações familiares.

SOBRE A OBRA

A ideia do livro surge em meio às experiências clínicas e interação com pais, através de redes sociais sobre os desafios encontrados e vividos pelos pais na criação e educação de seus filhos.

Envolve parentalidade consciente e os mitos que a sociedade nos vende quanto ao ato de educar filhos e o quanto esses mitos são incompatíveis com nosso dia a dia.

SOBRE O AUTOR

Renato M. Caminha, 58 anos, casado.

É psicólogo, professor pesquisador nas áreas de emoções, empatia, educação socioemocional e educação parental.

Foto de Renato M. Caminha, autor de "Mitos da Parentalidade. Livrando os pais da culpa infundada,  pela Editora Artmed

Palestrante e conferencista internacional, é professor convidado do Master em Psicopatologia da Infância e Adolescência da Universidade Autônoma de Barcelona.

Diretor de Ensino do InTCC Brasil, membro fundador e ex-presidente da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC 2005-2007), é presidente e fundador do Congresso de Terapias Cognitivas da Infância e Adolescência (Concriart).

Autor de vários livros de terapia cognitiva e voltados à psicoterapia de crianças e adolescentes, desenvolveu o Protocolo Clínico e Preventivo denominado Tríade da Regulação, reconhecido no Brasil e no exterior

OBRA DO AUTOR

Capa do livro de Renato M. Caminha, Mitos da Parentalidade. Levrando od pais da culpa infundada.

ONDE ENCONTRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira