Nosso Lar 2 – Os Mensageiros

Dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, novo filme da franquia de sucesso chega aos cinemas em 25 de janeiro de 2024

Pôster do filma 'Nosso Lar 2 - Os Mensageiros'
Pôster do filme ‘Nosso Lar 2 – Os Mensageiros’

A pré-venda de ingressos estará aberta em 11 de janeiro

Nosso Lar 2 – Os Mensageiros, dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, acaba de ganhar cartaz oficial (baixe aqui) e anuncia  a abertura da pré-venda de ingressos para 11 de janeiro de 2024. A partir desta data, o público poderá garantir antecipadamente suas entradas para conferir o  segundo filme da franquia, que foi sucesso em 2010. As vendas acontecerão tanto pela internet quanto pelas bilheterias físicas dos cinemas.

Para mais informações, consulte a disponibilidade no cinema mais próximo e de sua preferência.

Com produção da Cinética Filmes, em coprodução com Star Original Productions e distribuição da Star Distribution, “Nosso Lar 2 – Os Mensageiros” traz uma história de amor, perdão e fé. O novo filme da franquia é baseado no best-seller “Os Mensageiros”, de Chico Xavier, lançado pela Federação Espírita Brasileira, e estreia nos cinemas de todo o país em 25 de janeiro de 2024. Acesse fotos de bastidores e vídeo do trailer do formato reels aqui.

O longa acompanha o médico André Luiz (Renato Prieto), que se junta a um grupo de espíritos mensageiros da cidade espiritual Nosso Lar, liderados por Aniceto (Edson Celulari), na missão de ajudar a salvar projetos de vidas que estão prestes a fracassar, entre eles Otávio (Felipe de Carolis), Isidoro (Mouhamed Harfouch) e Fernando (Rafa Sieg).

O elenco traz outros grandes nomes: Fábio Lago, como o mensageiro Vicente; Vanessa Gerbelli, como Amanda, Julianne Trevisol como Isabel e Fernanda Rodrigues no papel de Isis. Ainda integram o time de estrelas Aline Prado, Nando Brandão, João Barreto, Letícia Braga e Camila Lucciola, além da participação especial de Othon Bastos, como governador da cidade espiritual, e Ju Colombo, uma das ministras da cidade espiritual. Iafa Britz, nome à frente da franquia “Minha Mãe É Uma Peça” e do primeiro filme da sequência “Nosso Lar”, que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas em 2010, também assina a produção.

Sinopse oficial

O médico André Luiz junta-se a um grupo de espíritos mensageiros da cidade espiritual Nosso Lar liderados por Aniceto na missão de ajudar a salvar projetos de vidas que estão prestes a fracassar. Juntos, eles se dedicam a cuidar de três protegidos cujas histórias estão interligadas: Otávio, promissor médium que se desvirtua de sua missão; Isidoro, líder de uma casa espírita e Fernando, empresário responsável pelo financiamento do projeto de criação da oficina espiritual na Terra.

FICHA TÉCNICA

Direção, Roteiro e Produção: Wagner de Assis 
Produção: Iafa Britz 
Produção Executiva: Richard Avila / Camila Medina
Direção de Fotografia: Lilis Soares
Direção de Arte: Ula Schliemann
Figurino: Reka Koves
Maquiagem: Juliana Mendes
Edição: Lívia Pimentel / Zeca Esperança
Trilha Sonora: Guto Graça Mello
Desenho de Som: PC Azevedo
Produtores Associados: Elizabeth Marinho / Luiz Augusto de Queiroz / Luis Erlanger 
Produção: Cinética Filmes
Coprodução e Distribuição: Star Original Productions

ELENCO

Edson Celulari
Fabio Lago 
Aline Prado 
Nando Brandão
Vanessa Gerbelli
Fernanda Rodrigues
Mouhamed Harfouch
Felipe de Carollis
Rafa Sieg
Ju Colombo 
Julianne Trevisol 
Letícia Braga
Maria Volpe
Thales Miranda
Renato Prieto como André Luiz 
Participação Especial: Othon Bastos

Sobre o diretor Wagner de Assis

Wagner de Assis, carioca, é diretor, roteirista e produtor. Responsável pelos longas “A Cartomante”, “Nosso Lar”, “A Menina Índigo” e “Amor Assombrado”, “Ninguém é de Ninguém”, além da direção e roteiro da cinebiografia “Kardec”. Assina também a produção de documentários como “Os Transgressores” e “Que Geração é Essa?”. Foi autor de séries para TV como “Rondon, o grande-chefe” e autor-colaborador de novelas como “Além do Tempo” e “Espelho da Vida”, da TV Globo. É responsável pela empresa Cinética Filmes, fundada em 1997.

Sobre a Cinética Filmes 

A Cinética Filmes foi fundada por Wagner de Assis em 1997. A produtora tem se destacado pela produção de filmes de longas-metragens e documentários. Dentre seus mais conhecidos projetos está o filme “Nosso Lar” que foi um sucesso de bilheteria, tendo alcançado um público de 1,6 milhão de espectadores em 10 dias de exibição, e, ao todo, foi visto por mais de 4 milhões de espectadores somente nos cinemas. Outros filmes recentes são “Ninguém é de Ninguém”, da obra de Zíbia Gasparetto, “A Menina Índigo” e “Amor Assombrado”. 

Atualmente, estão em fases diferentes de produção “Emmanuel, a cinebiografia de um espírito” e “The Fox Sisters”, biografia das irmãs pioneiras do espiritualismo nos EUA, além dos documentários que serão lançados em breve: “Cidade Maravilhosa”, “Photochart, a história de J. Ricardo” e “Em Busca de Cinderela”.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Mostra ‘Cria: experiências de invenção’

Com curadoria de Marconi Drummond a mostra chega ao Sesc Sorocaba e ficará disponível para visitação até 28/4/2024 

CRIA_experiências de invenção | Foto: Pedro Negrão. 
CRIA_experiências de invenção | Foto: Pedro Negrão
Link de fotos em alta:
https://photos.app.goo.gl/Z9AjoLt8kciYQdbh7
 

O título da exposição é baseado nas palavras criação, crianças e cria – significados conectados à criatividade e como sinônimo de filhote.  

Seu propósito é permitir que o público, principalmente as crianças, tenham experiências interativas e sensoriais por meio de obras concebidas especialmente para essa exposição. 

A mostra conta com artistas que operam, nas suas criações, questões e experiências passíveis de serem articuladas e partilhadas com o público infantil, reunindo esculturas sonoras, fotografias, jogos ancestrais, poesia visual, videoarte e intervenções gráficas, invenções dos artistas Bruno Rios, Cao Guimarães, Cássia Macieira, Guilherme Mansur, Guto Lacaz, O Grivo, Origem (Patrícia Sabino e Maurício Lima), Regina Silveira, Stela Barbieri, Warja Lavater, além dos fotógrafos José Medeiros, Otto Stupakoff e Thomaz Farkas.   

Segundo o curador, diferente da maior parte dos adultos, que imagina a ideia da arte intocável e até mesmo inacessível, as crianças são movidas pela curiosidade e pela capacidade investigativa, livres de prejulgamentos. Todos os componentes da cadeia expositiva – o mobiliário, a sinalização, as peças gráficas, o projeto educativo e os dispositivos de acessibilidade –, estarão alinhados com a proposta da curadoria e do público-alvo: as crianças. 

A exposição ficará disponível até dia 28/4/2024. Os horários de visitação acontecem de terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. Classificação livre. Grátis.  

Para mais informações acesse: sescsp.org.br/sorocaba/CRIA. 

SERVIÇO 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

facebook.com/sescsorocaba 

instagram.com/sescsorocaba 
youtube.com/sescsorocaba 
twitter.com/sescsorocaba 

sescsp.org.br/sorocaba 

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Globalização de uma cultura democrática 

Diamantino Loureiro Rodrigues de Bártolo

Artigo: ‘Globalização de uma cultura democrática’ 

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
"Globalização de uma cultura democrática"
“Globalização de uma cultura democrática”
Criador de imagens do Bing

Numa cultura democrática, há regras essenciais que se afiguram de cumprimento obrigatório, entre elas: o respeito pelos adversários; a preservação do bom nome, da honra e da dignidade; a educação, gentileza e sociabilidade, entre outras, naturalmente importantes, que definem, não só um regime sociopolítico plural, como também um novo mundo civilizacional global, no qual não podem ter lugar as ‘capelinhas’, os ‘feudos’, a ‘manipulação’, a ‘prepotência’, a ‘humilhação’ e a ‘censura’, às ideias e comportamentos diferentes dos nossos, quando tais atitudes não ofendem ninguém, do ponto de vista de quem age de boa-fé.

Num regime Democrático, o combate político faz-se no domínio das ideias, dos projetos, das realizações passadas, presentes e aquelas que são apresentadas ao eleitorado como exequíveis, sem demagogias nem manipulações ilusórias que, à partida, podem configurar, puras utopias e estratégias de ‘caça’ ao voto, driblando, sem escrúpulos, as pessoas que, generosamente, confiam em nós.  

Hoje, como no passado e no futuro, ninguém é dono da verdade. Prometer tudo aquilo que  não se  tem, constitui fraude, na circunstância, burla eleitoral, ideológica ou estratégica, e isso não é admissível num regime democrático que se deseja transparente, leal, civilizado.

A democracia caracteriza-se pela existência de forças e movimentos cívicos, partidos políticos, também de listas de pessoas independentes e/ou pessoas individualmente consideradas,  que nos termos da Lei se constituem e concorrem para determinados Órgãos do Poder que, com elevação e dignidade se apresentam ao eleitorado com os seus programas.

No regime democrático não se deve confundir os inimigos de quaisquer circunstâncias, que conduziram a esta situação, com os adversários políticos. E se: os primeiros, utilizam procedimentos que, em muitos casos conduzem à violência e até ao suicídio; quanto aos segundos, nada pode impedir que social, ética e moralmente se relacionem com educação, com amabilidade e tolerância.

As boas relações entre candidatos adversários, é um factor de credibilização da democracia e dos políticos intervenientes. A política ‘paroquial’, na qual, por vezes, se recorre a processos mesquinhos de intimidação, perseguição, ameaças e censuras, é incompatível com a dignidade democrática.

Atualmente, mais importante do que rivalidades pejorativas, persecutórias e de cariz condenatório, quantas vezes,  em praça pública, o que interessa às populações é terem a garantia de que são governadas por pessoas inteligentes, tolerantes, solidárias e democráticas, porque de politiquices que têm na sua raiz certos fundamentalismos, de alegados e autoproclamados ‘notáveis’, ‘veteranos’, ‘barões’ e outros títulos que ostentam nas conversas públicas, e na censura que fazem a outros colegas, está o mundo cheio e desses, não são precisos mais, porque já bastam os que temos.

Vivemos num mundo global, num país que se deseja cada vez mais próspero e coeso, numa cidade, vila ou aldeia em que os seus habitantes se devem relacionar com civismo, com educação, com gentileza. Afinal, todos precisam de todos e quem hoje está no domínio de certas situações, conhecimentos e poderes, amanhã poderá perder um determinado pelouro, como de resto se tem visto e assim vão continuar o mundo e a vida.  

Abdicar de princípios, deveres, direitos, valores e sentimentos, para se agradar a alguém, sabendo-se que tal comportamento é prejudicial à própria pessoa, que assim se assume, revela, eventualmente, hipocrisia, falta de bom-senso, imaturidade e descredibilização, no entanto, também se aceita que, em determinadas conjunturas, tenha de haver alguma contenção, para não se ser mal interpretado e, injustamente censurado.

Resulta que, numa disputa eleitoral, é essencial que não existam listas ou candidatos únicos, até porque tal situação retira mérito ao vencedor. Importa que surjam vários oponentes, cada um com seus projetos, ideias e obra feita ou a fazer e que tais concorrentes esclareçam o eleitorado do alcance dos seus planos.

Nestas circunstâncias, isto é, com vários concorrentes a um determinado cargo, é importante ter a humildade democrática de saudar e dar as boas-vindas aos adversários, porque a luta política faz-se de pessoas, com pessoas e para as pessoas, todas com a sua dignidade e merecedoras de respeito e consideração. São os adversários que aumentam mérito uns aos outros, quando atuam com civismo e elevado sentido democrático e ético-moral.

Venade/Caminha – Portugal, 2023

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente Vitalício (Não Executivo) do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

Contatos com o autor

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




A hora do pôr do sol

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘A hora do pôr do sol’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
"A tarde fenece. O céu descreve órbitas, acende nos olhos crepusculares os mistérios da tarde"
“A tarde fenece. O céu descreve órbitas, acende nos olhos crepusculares os mistérios da tarde

A tarde fenece.
O céu descreve órbitas,
acende nos olhos crepusculares
os mistérios
da tarde.

Na infecunda solitude do tempo,
palavras de adeus,
acenos,
brancos lenços,
despedidas.

Na sombra taciturna
da rua deserta e silenciosa
olhos saudosos desenhados de lágrimas,
saudade incontida,
solidão,
lágrimas.

Na penumbra do ocaso,
e, numa sombra muito fugaz
a tua partida.
Sonhos perdem-se
no vento do teu voo
e em versos descrevem
nas laudas da poesia do tempo.

A vida passa breve, breve…
E, como tudo no fim da tarde
se retrata,
viajo na doce voz do pensamento,
no limiar do pôr do sol.

Ceiça Rocha Cruz

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Meu coração viajante

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Meu coração viajante’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Voei com sutileza pelas minhas profundezas, onde ninguém podia me encontrar
Criador de imagens do Bing

Deixei-me levar pelos caminhos dos ventos.

Percorri intensos sentimentos,

Voei com sutileza

pelas minhas profundezas

onde ninguém podia me encontrar.

É preciso voar

E pela vida se apaixonar.

Flutuei por entre cores e flores

sem olhar para trás.

Fui de mansinho 

em busca de outros ninhos.

O vento assobiava uma doce melodia

e me fez companhia.

Meu coração viajante,

ainda que por alguns instantes,

vi o seu olhar refletido no mar.

Eliana Hoenhe Pereira

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Autores fantásticos, leituras exigentes

Elaine dos Santos:

Artigo ‘Autores fantásticos, leituras exigentes’

Elaine dos Santos
Elaine dos Santos
Grande sertão: veredas
Grande sertão: veredas
Criador de imagens do Bing

Quando trabalhava com turmas de ensino médio – exonerei-me da escola pública em 2009 -, os meses de outubro e novembro eram destinados a abordar três ‘monstros sagrados’ da Literatura brasileira: João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa e Clarice Lispector.

Dispunha para tais atividades de 16 ou 18 horas-aulas, de modo que o tempo precisava ser ‘milimetricamente organizado para que houvesse uma abordagem racional das obras mais significativas ou em voga.

Principiava com um trecho do seriado Morte e vida severina, de João Cabral, para que houvesse a contextualização: o território da seca e a dificuldade de sobrevivência naquele ambiente.

Analisava trechos do poema. Eu estava diante de alunos entre 16, 17, no máximo, 18 anos e refletir sobre “É de bom tamanho./ Nem largo nem fundo./ É a parte que te cabe./ Deste latifúndio./ Não é cova grande./ E cova medida./ E a terra que querias”, no trecho que apresenta o funeral do lavrador, costumava ser um exercício dolorido sobre posse da terra em um estado da federação em que as campinas verdejantes dão exatamente a sensação de propriedade, liberdade, amplidão.

Alguns alunos – raros, é bem verdade – faziam uma analogia, neste caso, com os escravos de ‘O navio negreiro‘, poema de Castro Alves: a opressão, a miséria física, a desesperança, como se fosse uma linha de continuidade que nos acompanha no tempo, na História, na sociedade.

De Guimarães Rosa, os alunos tinham uma experiência prévia com Contos gauchescos, de Simões Lopes Neto. Refiro-me à linguagem regionalista que marca a produção dos dois autores – ainda que Simões Lopes Neto seja gaúcho, os jovens já não dominam o vocabulário do homem rural.

Não havia possibilidade de analisar Grande sertão: veredas, por isso, trabalhava, em geral, dois contos, buscando características, ambientação, vocabulário. Evidentemente, que referia as obras romanescas, um autor da magnitude de Guimarães Rosa é ‘marcado’ por seus textos mais famosos.

E, finalmente, havia Clarice Lispector e sua introspecção.

Ela nasceu Chaya Pinkhasivna Lispector em 10 de dezembro de 1920 na Ucrânia e morreu Clarice Lispector em 09 de dezembro de 1977.

Naquele início do século XXI, a leitura exigida pelas universidades da região era A hora da estrela, a história da Macabea e a sua epifania à beira da morte. Analisava a obra, mas antes contextualizava uma parte da biografia da autora.

Como esposa do diplomata Maury Gurgel Valente, ela foi cidadã do mundo, colhendo experiência em outras culturas. O filho Pedro nasceu em Berna, na Suíça; o filho Paulo veio ao mundo em Washington D.C., Estados Unidos. Pedro era esquizofrênico, o que lhe exigiu muita atenção.

Bem antes do nascimento dos filhos, lançou um dos livros que mais furor causou na Literatura brasileira pela temática, pela forma de escrita foi Perto do coração selvagem, em 1942.

A crítica teceu inúmeros elogios comparando-o a escritores como James Joyce, Marcel Proust e Virgínia Woolf, o que teria irritado a autora, que afirmaria à época não ter lido os supostos influenciadores de sua obra.

Macabea era o fechamento das aulas naqueles já quentes dias do mês de novembro. Muitos alunos comparavam-na a Fabiano do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos. Dois infelizes.

Sob certo aspecto, essas comparações faziam-me satisfeita, estavam sendo estabelecidas interrelações entre o conhecimento adquirido e o novo saber, as novas informações. Também era frequente que eles afirmassem que Clarice Lispector e Machado de Assis, particularmente em Dom Casmurro, ‘dessem um nó’ ao longo de seus romances, exigindo concentração.

Para um professor de ensino médio, eu costumava dizer: se o aluno leu a obra, compete-me fazê-lo entender. Se ele não entendeu, cabe-me fazê-lo interessar-se por ela. Cidadãos críticos são formados justamente pela capacidade de estabelecer relações entre o que é lido, o que verificam na realidade e pelo ‘nó’ que lhes confere a realidade em que vivem: a indagação.

Elaine dos Santos

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://www.facebook.com/JCulturalRol/




Academia Pedreirense de Letras lança a primeira antologia

O evento teve a participação da comunidade acadêmica e estudantil da cidade de Pedreiras e parentes dos autores da antologia

Foto de divulgação da 1ª Antologia da Academia Pedreirense de Letras

A Academia Pedreirense de Letras lançou na noite deste sábado, 09/12, sua primeira antologia, com a participação de 10 autores dentre os membros da Cátedra.

O evento teve a participação da comunidade acadêmica e estudantil da cidade de Pedreiras e parentes dos autores da antologia.

O presidente da Academia Pedreirense de Letras, Wescley Brito, agradeceu aos presentes e ressaltou a importância daquele momento memorável.

Na ocasião também estiveram presentes representantes da Universidade Estadual do Maranhão-UEMA.

Como forma de difundir a literatura pedreirense, exemplares da Antologia serão doados para as bibliotecas públicas da cidade.

Os autores da antologia foram: Itamar Lima, Elisa Lago, Manoel Santana, Filemon Krause, Wescley Brito, Marcus Krause, Edvaldo Santos, Aldo Gomes, Neves Azevedo e Nilton Lee.

FOTOS DO LANÇAMENTO

Foto da Cerimônia de lançamento da 1ª antologia da Academia Pedreirense de Letras

Foto da Cerimônia de lançamento da 1ª antologia da Academia Pedreirense de Letras

Foto da Cerimônia de lançamento da 1ª antologia da Academia Pedreirense de Letras

Foto da Cerimônia de lançamento da 1ª antologia da Academia Pedreirense de Letras

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/