Bienal Sesc_Videobrasil 

Bienal Sesc_Videobrasil promove conversas com artistas e curadores no Sesc 24 de Maio

Encontro da Semana de Abertura da22a Bienal Sesc_Videobrasil
Encontro na 22ª Bienal Sesc_Videobrasil Foto: Acervo Videobrasil/ Pedro N. Prata

Imagens em alta resolução neste link: https://flic.kr/s/aHBqjB4Xhd

Programas Públicos da 22ª edição reúnem até fevereiro nomes como Ayrson Heráclito, Ava Rocha, Carlos Nader, Eder Santos, Naine Terena, Rivane Neuenschwander e Vincent Carelli para refletir sobre o tema curatorial “A memória é uma ilha de edição”

22ª Bienal Sesc_Videobrasil promove até fevereiro duas exposições e os Programas Públicos, uma série de conversas abertas ligadas aos temas da edição, intitulada A memória é uma ilha de edição. Iniciada com a abertura da bienal, em outubro, a programação curada pela queniana Renée Akitelek Mboya reúne importantes artistas visuais ligados à trajetória do Videobrasil, que completa 40 anos, além de curadores e outros pensadores da cultura no Brasil.

Inspirada no verso de Waly Salomão (1943-2003) retirado do poema Carta aberta a John Ashbery, de 1996, a bienal apresenta no Sesc 24 de Maio uma exposição principal, com 60 artistas e coletivos contemporâneos do Sul Global sob curadoria de Raphael Fonseca, além da mostra paralela Especial 40 anos, curada por Alessandra Bergamaschi e Eduardo de Jesus.

“Assim como Waly Salomão, priorizamos a colaboração com foco em convocações, propostas e ativações que promovam a integração entre diferentes perfis e gerações de público, convidados e equipes envolvidas na realização da exposição, ampliando o pensamento em torno de estratégias e histórias coletivas”, afirma a diretora artística Solange Oliveira Farkas.

Para Juliana Braga, gerente de Artes Visuais e Tecnologia no Sesc São Paulo, os Programas Públicos constituem um pilar fundamental para a atuação da instituição no campo das exposições. “O trabalho das equipes educativas e a oferta de programações públicas são, sobretudo, valiosas oportunidades para ampliar reflexões críticas e debater ideias possíveis a partir das obras e curadorias.”

Ainda valorizando e ressignificando a história do Videobrasil, os debates e conversas ocupam o espaço da mostra Especial 40 anos, na biblioteca do 4º andar do Sesc 24 de Maio. O local será o ponto de encontro para pensar o presente da bienal e ativar as memórias a partir do vasto acervo de videoarte e artes visuais criado com obras de gerações anteriores, que ressoam até hoje.

Segundo a curadora Renée Akitelek Mboya, “a ideia de criar uma programação que tente ser o mais ampla possível, em termos de linguagens, veio da tentativa de reproduzir os impulsos iniciais que Solange e seus colaboradores tiveram quando montaram a primeira exposição na qual introduziram novos vernáculos políticos, novas formas de falar, de ver e de ser, que se estendiam para além de tudo o que a elite política tinha estabelecido ou imposto à sociedade”.

Os programas públicos contarão, para além das mesas, com as “Vivências” – experiências de imersão realizadas pelos artistas Moisés Patrício, Naine Terena, aarea e Ava Rocha a convite da Bienal Sesc_Videobrasil. Eles apresentam ao público, um artista a cada mês, os resultados de suas experiências na exposição principal.

Confira a programação com todos os dias e horários dos programas públicos da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil:

30/11, quinta-feira

18h30 – Introdução ao acervo comentado: 1991-2000, com Eduardo de Jesus.

19h30 – Carlos Nader fala sobre suas obras e participações no Videobrasil nos anos 1990.

1/12, sexta-feira

19h30 – Vivência “Memória, encarnação e cultura”, com Moisés Patrício.

7/12, quinta-feira

19h30 – Vincent Carelli fala sobre seus trabalhos criados nos anos 1990 e apresentados no Videobrasil.

14/12, quinta-feira

19h30 – Rivane Neuenschwander fala sobre a produção nos 1990 e os videopoemas que produziu com Cao Guimarães.

16/12, sábado
19h30 – Vivência “Arquivo, colonialismo e revisão”, com Naine Terena.

19/12, terça-feira

18h30 – “Introdução ao acervo comentado: 2001-2011”, com Alessandra Bergamaschi e Eduardo de Jesus.

19h30 – Lucas Bambozzi e Eder Santos, pioneiros da videoarte no Brasil, comentam seus desdobramentos na produção atual.

18/1/24, quinta-feira

19h30 – Virginia de Medeiros fala de sua produção e de seus temas, que se tornariam centrais no campo da arte no período.

31/1/24, quarta-feira
19h30 – Vivência “Arte, tecnologia e conservação de arquivo”, com aarea (geridas por Marcela Vieira e Lívia Benedett

8/2/24, quinta-feira
18h30 – Introdução ao acervo comentado: 2012-2023, com Alessandra Bergamaschi.

19h30 – A curadora Sabrina Moura, responsável pelos programas públicos do Videobrasil em 2015 e 2017, relaciona a produção contemporânea à ideia de Sul Global.

15/2/24, quinta-feira

19h30 – Ayrson Heráclito comenta aspectos centrais das obras que apresentou no Videobrasil.

22/2/24, quinta-feira

19h30 – Vivência “Interface entre literatura, música e poesia”, com Ava Rocha.

SOBRE O VIDEOBRASIL

O Videobrasil é uma plataforma de arte e uma associação cultural que pesquisa e difunde a produção artística das regiões do Sul geopolítico do mundo – América Latina, África, Leste Europeu, Ásia e Oriente Médio. Criado e dirigido por Solange Farkas, integra uma rede de ações que inclui exposições, mostras, publicações, documentários, encontros e residências artísticas. Com mais de mil obras em vídeo e quatro mil itens, seu acervo é referência para conservação de vídeos, videoinstalações e registros de performance no continente.

SOBRE O SESC SÃO PAULO

Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de mais 40 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e para toda a sociedade.

Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões da educação e da cultura, com ações nas áreas fisico-esportivas, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania, são voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas.

São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações, clique aqui.

SERVIÇO

22a Bienal Sesc _Videobrasil – A memória é uma ilha de edição

Local: Sesc 24 de Maio

Período expositivo: 19 de outubro de 2023 a 25 de fevereiro de 2024

Horário de funcionamento: terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h

Acessibilidade: videoguia de boas-vindas à exposição; Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e vibroblaster para algumas obras sonoras; objetos táteis; audiodescrição dos objetos táteis; piso podotátil e impressão dos textos em dupla leitura (português ampliado e Braile).

Classificação Livre | Entrada gratuita

SESC 24 DE MAIO

Endereço: Rua 24 de Maio, 109 República – São Paulo (SP) Telefone: (11) 3350-6300
Transporte Público: Metrô República (350m)
Não tem estacionamento

Sesc 24 de Maio nas redes

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Magia da atração

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Magia da atração’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Magia da atração
Criador de imagens do Bing

Foi um olhar de encantamento

onde os pensamentos alvoroçaram meus sentimentos 

tal como um beija-flor,

enfeitiçado pela sua flor.

Saí do ar e dançamos sob o luar.

Com toques delicados

beijei teus lábios,

provei do teu cheiro

ainda que ligeiro.

Impulsionada pela magia da atração

sem dar tempo ao coração consultar a razão

Uma sensação de um encontro já vivido

que por algum motivo havia se perdido

secreto e cheio de afeto.

Eliana Hoenhe Pereira

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A escolha incerta, certa?

Francisco Evandro de Oliveira: Conto ‘A escolha incerta, certa?

Francisco Evandro de Oliveira
Francisco Evandro de Oliveira
A noite mal havia começado e Maurício já havia se emborrachado de Campari, sua bebida predileta
Criador de imagens do Bing

Maurício chegou à porta de um famoso cabaré, o qual funcionava na rua Barata Ribeiro, bem nos tempos áureos da prostituição carioca.

O local era frequentado pela fina flor da sociedade decadente. Lá, era comum o frequentador ter contato com delegados, juízes, promotores, alguns artistas, socialites da época, cafetões, rufiões, mulheres à espera de um bom partido, homens à espera de uma mulher carente, mas que fosse rica, de preferência desimpedida e, principalmente, contato com policiais, os quais prestavam segurança às autoridades presentes e ao local em si, em troca de uma boa gratificação.

A noite mal havia começado e Maurício já havia se emborrachado de Campari, sua bebida predileta, e especialmente naquela noite que ele queria beber todas, porque estava deprimido.

 Sua Janaína o havia deixado há cerca de três semanas e ele a descobrira trabalhando naquele antro de perdição, segundo sua visão.

Como estava sendo difícil para ele chegar até ali e tentar convencer Janaína a voltar. Maurício era um policial que fizera fortuna na Argentina, inicialmente como cantor de tangos, lá, ele dirigira boates, bares que apresentava shows artísticos ao vivo, em saunas… Maurício era um homem da noite e ele conhecia todos os truques e malandragens, golpes baixos que se aplicam nesses lugares.

 Em uma noite de boemia, ele e outro boêmio foram parar no Jóquei Clube de Buenos Aires e essa noite o transformou em um homem de grande potencial financeiro, além do que ele já o era bom.

 Porém, como essa mudança de vida veio aconteceu? Já havia cerca de um ano e dois meses que nenhum apostador de corridas acertava o bolo de sete pontos, ou seja, acertar os setes primeiros cavalos colocados nos sete últimos páreos.

O acumulado estava em uma verdadeira fortuna e a grana para quem o acertasse, dava para comprar várias coberturas na Barra da Tijuca e ainda sobraria dinheiro para comprar vários carros do ano e muito mais.

 Se formos comparar com o prêmio da mega sena, dava uns seis prêmios da mega sena acumulados.

A febre pela corrida ao ouro se tornara o comentário geral da cidade. Maurício, já meio chumbado, pegou o programa e começou a comparar os nomes dos cavalos ou éguas com o de algumas mulheres que ele travara conhecimento ou já havia feito amor, então, seguindo esta linha de análise sem se importar com os critérios ou qualidades dos animais, Maurício passou a fazer a marcação do seu jogo.

 Logo no primeiro páreo do bolo havia uma égua que jamais havia ganhado um prêmio de grande importância, para piorar, ele estava há dois anos sem ganhar qualquer páreo.

O comentário sobre a égua era que nem com terremoto ela ganharia, chamava-se Miss Canina e Maurício logo associou a Marina, que era uma jovem bailarina de um cabaré, por sinal, uma bonita loura que ele costumava fazer sexo, então, ele colocou o cavalo favorito e a Canina.

No segundo páreo do concurso, após olhar o nome de todos os cavalos, um lhe chamou atenção pela esquisitice do nome, o cavalo se chamava Escarlápio e Maurício associou o nome a um livro que ele já lera, cujo nome é “A Pimpinela Escarlate”, então, ele associou o nome a Daniela, uma linda mulher também da noite.

Ele novamente não teve dúvidas, cravou no bolo o Escarlápio e passou ao terceiro páreo do bolo milionário e quando ele viu os nomes, deu sua famosa risada, porque havia uma égua cujo nome era Miss Felina. Maurício sorriu e disse: ― Aqui está! Ah, minha doce e meiga Angelina, e cravou a Miss Felina; no quarto páreo do concurso, viu um cavalo de nome Cantos Aros, o qual Maurício rebatizou imediatamente com o nome de Cantalice em homenagem a uma ex-namorada de nome Alice e para os demais páreos foi rebatizando ou escolhendo conforme parecesse com o nome de algumas de suas mulheres, ele não via retrospecto, qualidade do animal, jóquei, haras; ele não queria saber de absolutamente nada, só queria assistir ao páreo e ter emoção e ver em que colocação eles poderiam ficar.

Ele fez seu jogo e foi logo chamado de louco pelo seu colega, contudo, Maurício nem se incomodou e foi saborear uma cerveja bem geladinha no restaurante do jóquei.

 Quando lá chegou, deu de cara com Jacqueline, uma dançarina que estava trabalhando em sua casa de massagem; um chope aqui, um chope ali e muito papo; eles acabaram saindo para uma tarde mais emocionante em um motel três estrelas de Buenos Aires. Foi uma noite maravilhosa para ambos e Maurício só foi saber do resultado da corrida, no dia seguinte e ficou estarrecido quando a repórter comunicou que o sortudo que abiscoitara a bolada milionária, ainda não havia aparecido, então, ele por mera curiosidade foi checar o seu bolão e passo a passo ele ia ficando emocionado e com sua adrenalina chegando ao máximo.

Os nomes de suas mulheres haviam sido fiéis e ele era agora um grande milionário!

Os cavalos e éguas com nomes parecidos ou rimando com suas ex-mulheres tinham ganhado todos os páreos. Maurício que já tinha acumulado um grande capital com a vida noturna, agora estava rico, muito rico!

O que fazer? Era a pergunta que estava bailando em sua mente, resolveu ir à tesouraria do jóquei e quando lá chegou notou que havia muitos repórteres à espera de entrevistar o grande sortudo e estava lá também o repórter oficial do jóquei, com o mesmo propósito.

Maurício não estava a fim de expor sua privacidade e tampouco proporcionar ser assaltado ou sequestrado, já que os tempos estavam quentes em Buenos Aires.

Ele chamou reservadamente o repórter do jóquei, porque com esse ele teria que falar de qualquer maneira, aí ele se apresentou e solicitou que fosse a sua sala reservada, e lá se desenrolou a entrevista a contento.

Após pegar o cheque concernente ao prêmio, saiu pela tangente. Quando chegou a casa, resolveu voltar ao Brasil; ele era dado como morto por seus familiares que, italianos e tradicionalistas, não admitiam em hipótese alguma ter um membro dos Sapienza desgarrado.

Voltou da Argentina querendo dar uma guinada na forma de viver, resolveu ser policial, porque sempre fora o seu sonho de menino, fez concurso, passou e rapidamente tornou-se um detetive de primeira classe, não só por mérito pessoal, como também devido a sua inteligência e conhecimento da vida noturna.

Tal fato causava ciúmes nos outros policiais da delegacia em que ele estava lotado. Durante o perídio de folga e principalmente à noite, lá ia ele à procura de emoções; havia mudado de ramo, de vida, mas a febre da noite estava em seu sangue e ele saía a percorrer os cabarés da Lapa, Leblon, Copacabana e da rua Mem de Sá, os quais, na época, fervilhavam de frequentadores.

 E no Atlântico ele conheceu sua Janaína. Foi uma paixão fulminante! Maurício passou a viver essa paixão avassaladora, todavia, ele estava sempre às turras, porque não admitia que sua mulher trabalhasse em cabaré e após seis meses de marchas e contras-marchas, Janaína lhe deu um ultimato e, após isso, cartão vermelho.

 Maurício ficou desesperado, porque a paixão que ele nutria por aquela jovem mulher era diferente das anteriores e naquela situação que se apresentara, ele não sabia como se situar.

Ele não aguentou e após dois meses de separação Maurício foi ao cabaré a fim de convencer Janaína a voltar.

O porteiro foi avisá-la sobre a presença de Maurício, então ela foi avistar-se e no diálogo, ele a convenceu a se casar. Três meses depois ela era a senhora Sapienza.

A principal exigência para o acontecimento fora que Maurício largasse a vida de policial; a decisão foi difícil, contudo, a força do amor prevaleceu e Sapienza se rendeu as exigências de sua doce e meiga Janaína, todavia, a despeito de viver feliz com sua princesa, ele interiormente não estava feliz, porque a vida de policial estava no seu sangue.

Contudo, essa dicotomia prevaleceu por três longos anos até que um dia ele acordou da letargia da dúvida e resolver ser feliz interiormente. Largou sua Janaína e foi à caça de emoções mais fortes.

Farucki

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A Bicicleta Mágica

‘A’ Bicicleta Mágica’: uma jornada no tempo com o Grupo Ciclistas Bonequeiros

Cena do espetáculo 'A Bicicleta Mágica'
Cena do espetáculo ‘A Bicicleta Mágica’

O Grupo Teatral Ciclistas Bonequeiros apresenta seu mais recente espetáculo infantil, “A Bicicleta Mágica“, uma produção que promete encantar todas as idades. A peça, parte integrante do Projeto “Bike-teatro a arte está nos sentidos”, é resultado da 38ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura.

O espetáculo “A Bicicleta Mágica” faz uma temporada em diferentes CEUs de São Paulo. No dia 1º de dezembro, a apresentação terá início no CEU Capão Redondo, às 15h, seguida por uma sessão no CEU Alvarenga no dia 4 de dezembro, às 14h. No dia 8 de dezembro, o CEU Vila Alpina será palco do espetáculo, às 14h.

No dia 11 de dezembro, a plateia do CEU Sapopemba pode assistir à performance a partir das 14:30h. As apresentações continuam no dia 16 de dezembro, no CEU Cantos do Amanhecer, às 14h, e encerram-se no dia 18 de dezembro no CEU Carrão, também às 14h. Todas as sessões são gratuitas e contam com intérprete de libras.

A equipe é liderada por Gustavo Guimarães Gonçalves, responsável pela direção e dramaturgia do espetáculo. O elenco é composto por Bruna BurkertCarolina Leiner, Guto VieiraThauana Garcia e Thiago Morrinho (que também assume a execução da trilha sonora ao vivo).

Sinopse

Em “A Bicicleta Mágica”, somos levados à emocionante jornada de Ícaro, um jovem apaixonado por tecnologia, que enfrenta o desafio escolar de criar o melhor relatório sobre as férias para ganhar uma visita à renomada cientista Jaqueline Goes. A reviravolta acontece quando Ícaro descobre uma bicicleta mágica na casa do avô, capaz de viajar no tempo. Através dessa incrível bicicleta, Ícaro se depara com figuras históricas como Albert Einstein e Santos Dumont, aprendendo lições valiosas sobre ciência, inovação e perseverança.

Evolução do Grupo

Celebrando 13 anos de atuação diversificada no mundo das artes cênicas, o Grupo Ciclistas Bonequeiros atinge seu auge com “A Bicicleta Mágica”. O espetáculo representa uma síntese das experiências acumuladas, desde o teatro lambe-lambe intimista até o teatro de grande porte, marcando uma evolução notável na trajetória do grupo.

O grupo iniciou o projeto com apresentações de teatro lambe-lambe bilíngues, promovendo a inclusão e acessibilidade cultural em diversas Escolas Municipais de Educação Básica. A trilogia resultante, culminando em “A Bicicleta Mágica”, é um testemunho da paixão dos integrantes pela arte teatral e sua busca incessante por novas formas de expressão.

“A Bicicleta Mágica” surge como o primeiro espetáculo teatral de grande porte do coletivo. Ele representa uma síntese de toda a experiência acumulada em anos de atuação no teatro de rua, na intervenção urbana e no teatro lambe-lambe. É uma celebração da jornada do grupo, trazendo para o palco em formato de arena uma fusão de estilos, técnicas e uma profunda paixão pela arte teatral. Com essa nova produção, os Ciclistas Bonequeiros não apenas solidificam seu legado no cenário cultural de São Paulo, mas também abre novos caminhos da própria pesquisa criativa.

Apresentações:

01/12 – CEU Capão Redondo

15h

04/12 – CEU Alvarenga

14h

08/12 – CEU Vila Alpina

14h

11/12 – CEU Sapopemba
14h30

16/12 – CEU Cantos do Amanhecer

14h

18/12 CEU Carrão

14h

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia:  Gustavo Guimarães Gonçalves

Elenco: Bruna Burkert, Carolina Leiner, Guto Vieira, Thauana Garcia e Thiago Morrinho

Preparação de elenco: Diego Andrade

Trilha ao vivo: Thiago Morrinho

Adereços: Gardenia Sereia

Orientação de manipulação bonecos: Juliana Notari

Orientação na confecção de bonecos: Paula Galasso

Concepção Visual: O grupo

Confecção de Cenografia: Casa Malagueta

Figurinos: Christiane Galvan

Local das fotos: Centro Cultural Vila Itororó

Operação de som: Nivea Estevam

Intérprete de libras: Igor Brandão Calumbi

“Este projeto foi contemplado pela 38º Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura”

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FEBACLA abre inscrições para outorga de Títulos

Estão abertas as inscrições para recebimento de propostas de Acadêmicos para ocuparem Cadeiras Patronímicas, com Título de Acadêmico Efetivo na categoria ACADÊMICO INTERNACIONAL

Logo da Febacla
Logo da FEBACLA

De conformidade com o Edital de Posse Acadêmica nº 01102.014/2023, estão abertas as inscrições para recebimento de propostas de Acadêmicos para ocuparem Cadeiras Patronímicas, com Título de Acadêmico Efetivo na categoria ACADÊMICO INTERNACIONAL.

Estão disponíveis as seguintes cadeiras:

Cadeira nº 306 – Patrono Francisco Manoel da Silva.

Cadeira nº 309 – Patrono Raymond Aron.

Cadeira nº 310 – Patrono Afrânio Peixoto.

Cadeira nº 311 – Patrona Bertha Maria Júlia Lutz, conhecida apenas como Bertha Lutz.

Cadeira nº 312 – Patrona Maria Clara Machado.

Cadeira nº 313 – Patrona Ana Cristina Cruz Cesar.

Cadeira nº 314 – Patrona Gabriela Mistral, pseudônimo literário de Lucila de Maria del Perpetuo Socorro . Godoy Alcayaga

Cadeira nº 315 – Patrona Julieta Lanteri.

Cadeira nº 317 – Patrono Luís da Câmara Cascudo.

Cadeira nº 318 – Patrono Marlon Brando.

Cadeira nº 319 – Patrono Ulysses Guimarães.

Cadeira nº 320 – Patrona Emilia Pardo Bazán, condessa de Pardo Bazán.

A Solenidade de Posse Acadêmica será realizada no dia 12 de dezembro de 2023, às 19h.

LOCAL: Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba – Rua Dr. Ruy Barbosa, 84 – Vila Hortência – Sorocaba/ SP.

A solenidade Virtual será no dia 16/12 às 15h.

INFORMAÇÕES:

WhatsApp (21) 98264-5612

E-mail: domalexandrecarvalho@gmail.com

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Projeto Caleidoscópio

Projeto Caleidoscópio leva arte e cultura a crianças em São Paulo

Projeto Caleidoscópio
Projeto Caleidoscópio

O Projeto Caleidoscópio – um projeto apresentado pelo Ministério da Cultura e incentivado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura – anuncia um final de semana repleto de cultura e diversão para crianças com idades entre 4 e 12 anos. O evento concentra-se em atividades culturais como dança, teatro e circo, com o intuito de estimular o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo dos pequenos.

O evento está programado para ocorrer das 8h às 17h em uma arena especialmente projetada para atender às necessidades de aprendizado das crianças. Confira no site a programação de cada cidade.

Explore as atividades culturais do Caleidoscópio

No Caleidoscópio, as crianças encontrarão uma variedade de atividades culturais projetadas para estimular sua criatividade e desenvolvimento. Estas atividades incluem:

  • Teatro: aqui as crianças terão a oportunidade de explorar uma ampla gama de personagens utilizando se de fantoches para brincar e criar histórias;
  • Circo: o circo é uma celebração da diversão e habilidade, com palhaços, malabaristas e muitas risadas, proporcionando uma experiência memorável;
  • Dança: nas atividades de dança, as crianças poderão explorar a expressão corporal, aprendendo a valorizar e respeitar as diferenças enquanto se movimentam ao som da música.

O projeto ainda conta com apresentação teatral infantil gratuita, sempre as 16h para todos os participantes, aberta ao público. O Caleidoscópio oferece um rico conjunto de oportunidades para as crianças descobrirem, aprenderem e se divertirem através das artes.

Inscrições

O evento é gratuito, com inscrições antecipadas pela plataforma Sympla. Cada criança receberá uma pulseira com código de barras para participar das atividades.

Acessibilidade

O Caleidoscópio se preocupa com a acessibilidade, contando com intérpretes de Libras e rampas de acesso em todas as tendas, além de acompanhamento profissional para deficientes visuais.

Conceito

O Projeto Caleidoscópio acredita que a cultura é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento social, promovendo a autoestima e a autoconfiança das crianças.

Contrapartida social

Além das atividades culturais, o projeto oferece cartilhas educativas e lanches, incluindo biscoitos, bebidas, frutas e água para todas as crianças participantes.

O Caleidoscópio está pronto para enriquecer a vida das crianças, proporcionando cultura, diversão e aprendizado. Junte-se a nós e ajude a disseminar a magia deste projeto excepcional.

SERVIÇO

Caleidoscópio Artístico – São Paulo (SP)
Data: 30/11 e 01/12
Local: Parque Linear Bananal Canivete (Jardim Damasceno)

Inscrições: Sympla

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A Baleia (2022): o pesar da culpa e a busca por redenção 

CINEMA E PSICANÁLISE

Marcus Hemerly e Bruna Rosalem

Artigo

‘A Baleia (2022): o pesar da culpa e a busca por redenção’ 

Banner da coluna 'Cinema e Psicanálise
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Para os amantes da sétima arte, em termos de premiação, o Oscar tem sido popular e, até mesmo, obliterando o festival de Cannes, o mais importante do cinema Mundial. Aliás, se de um lado o Brasil há décadas mostra-se ansioso pela estatueta dourada, muitas pessoas desconhecem que nossos artistas já elevaram o nome do país na França, com o filme “O Pagador de Promessas”, dirigido por Anselmo Duarte, em 1962.

Importante atentar que alguns concursos ou festivais revestem-se de tom mais comercial, de modo que, ganhar um troféu no momento errado, pode prejudicar, em detrimento de edificar carreiras.

                Popularmente é dito que a vida é composta de ciclos, tal se identifica no cinema, que frequentemente é criado – de forma não salutar – por hypes ou modismos, assim como a própria evolução sociológica.

Por óbvio, a arte caminha em paralelo à modificação e evolução (ou retrocesso) cultural. Marisa Tomei foi relegada ao ostracismo publicitário e produtivo após não aceitar papéis interessantes ao receber o Oscar por sua atuação em Meu Primo Vinny, de 1993, não correspondente à expectativa de público e crítica após a recepção dos holofotes que a estatueta direciona em momento imediato àqueles que a seguram, e cobiçam.

                Lado outro, há o momento exato em ser o escolhido para discursar na premiação, quando uma carreira mais solidificada em termos de seleção e projetos lastreiam um “galgar de degraus” oportuno rumo ao firmamento artístico. Relacionando tais percepções ao ator Brendan Fraser, vislumbra-se que a mera indicação já se revelaria fonte de ressurreição e revitalização à sua carreira, após problemas pessoais que refletiram nos convites a papéis de revelo, depois de ser considerado galã pop dos anos 90.

                Contudo, ao entregar uma performance diferenciada, a partir de um material que sabidamente conquista o olhar dos julgadores, culminando na seleção ao prêmio de melhor ator, uma lufada de ar fresco é direcionado não apenas ao histórico do profissional, mas sinalizando um novo olhar e tendência à cerimônia.

Em 2023, além de Fraser, tivemos a oportunidade de testemunhar a seleção de atores com carreiras menos pronunciadas, ou há tempos relegadas à coadjuvação, como é o caso de Jamie Lee Curtis, diva dos amantes de horror por sua participação no clássico “Halloween” de 1979.

                De fato, o tempo muda os filmes e a forma pelas quais os vemos, e de maneira similar, seus personagens e personificações. No longa A Baleia (2022), acompanhamos um professor de literatura, Charlie, praticamente entregue à obesidade mórbida que o aflige há alguns anos, desde que o companheiro, seu ex-aluno, tirou a própria vida.

Além de sentir-se constantemente culpado pela tragédia, ainda precisa lidar com outros pesos em sua consciência: o do próprio corpo e o afastamento de sua filha Ellie aos oito anos de idade, quando Charlie decide abandonar a família para viver com o namorado.

                A trama nos provoca nuances de emoções o tempo todo. Consegue misturar o belo e o repugnante durante as cenas. Ora é possível sentir empatia e carinho por Charlie, pois ele é doce, amável, gentil. Ora raiva, indignação e revolta por sua resistência em buscar melhorar sua maneira de encarar a vida, de ter mais amor próprio e olhar para si com apreço.

Ao deparar-se com aquele enorme homem esparramado em seu sofá, com dificuldades para andar, fazer gestos simples como alcançar algum objeto mais longe, locomover-se, respirar, que engasga quando chora ou ri, o sentimento que parece surgir ao presenciar esta cena cotidiana é de um imenso incômodo, mal-estar, estranhamento.

                Ao mesmo tempo que Charlie, por um lado, como professor de literatura, exprime  sensibilidade com os ensaios escritos pelos seus alunos, ajuda-os, orienta, faz apontamentos, é dedicado, lê com eles passagens dramáticas, poéticas, agarra-se a um ensaio em especial, que mais à frente do filme, trata-se de uma produção feita pela sua filha; por outro lado, ele demonstra aspereza e teimosia em aceitar ajuda de sua amiga enfermeira que suplica a ele que vá ao hospital, pois seu estado de saúde é crítico. Prefere entregar-se a comilança desenfreada deixando o ambiente sujo, fétido, desorganizado. Mal consegue assear-se, seu apartamento é sempre escuro e sufocante.

                Na vida de Charlie parece não haver espaço para luz, esperança ou salvação. Ele apenas sobrevive e passa os dias relembrando o passado, comendo e evitando as pessoas. Apesar de lecionar na modalidade on-line, ou seja, mesmo tendo uma tela que o separa fisicamente de seus alunos, ele desliga a câmera para não revelar sua condição.

Tentativas de ajudá-lo vão surgindo ao longo da narrativa, além da amiga enfermeira que o visita diariamente, há a presença regular de um rapaz que busca convertê-lo aos ensinamentos bíblicos e de um entregador de pizza, que todos os dias deixava duas pizzas grandes na porta de Charlie sem nunca poder vê-lo. O garoto tenta se aproximar, fazer contato, porém sem sucesso. É orientado pelo homem a pegar o dinheiro na caixa de correios e sair.

                Sua filha Ellie expressa tempestuosa revolta contra o professor, pois carrega um sentimento de rejeição torturante ao ser trocada pelo amante de Charlie logo tão criança. Cresceu sem nunca sentir a presença de um pai. Insulta-o, agride-o com palavras, deixa bem claro que, agora adolescente, não precisa mais dele, afinal Charlie não consegue nem ao menos ficar em pé sem a ajuda do andador. Numa das cenas mais angustiantes do filme, Ellie com ódio, desafio o pai a ir até seu encontro, incita-o, provoca-o com xingamentos, zombaria. Ele até tenta, mas desaba logo em seguida, quebrando os móveis ao seu redor.

                Entre idas e vindas de pessoas que vão até sua casa, sua amiga cuidadora, a ex-esposa, o rapaz da igreja, o entregador de pizza, sua filha, Charlie segue os dias entre conflitos diários, tentativas de reaproximação com Ellie, momentos de conversa e choro  com a única amizade que preserva, graças à insistência por parte dela que ainda nutre esperanças de que ele se encaminhe para o hospital.

Mesmo a enfermeira dizendo que seus dias estavam contados, que ele definitivamente viria a óbito até o final da semana, Charlie segue mantendo seu propósito: aguentar até onde puder, mesmo sentindo terríveis dores do peito, agonizando aos poucos, buscando o ar que quase não entra mais em seus pulmões, até que tudo se acabe de vez.

                Na película, Fraser teve se ganhar peso bem como passar por um longo e dedicado processo de maquiagem, que, como se sabe, é um dos caminhos de agraciamento da Academia, posto que alterações físicas significativas sempre são encaradas de forma receptiva. Lembramos, recentemente, o sucesso da atriz Nicole Kidman, ao usar um nariz artificial para interpretar a escritora britânica Virgínia Wolf, em “As horas” de 2002.

                Voltando ainda o olhar ao passado, atuações não menos intensas são exemplificados por Robert De Niro em “Touro Indomável”, do lendário Martin Scorsese, além de John Hurt, ao encarnar o famoso e angustiado Joseph Merrick, em “O Homem Elefante”. No caso em tela, a despeito do impacto visual causado pelo aspecto do personagem, a partir do qual seus tormentos são presumíveis, a carga emotiva manifestada por seu intérprete causa um diálogo emotivo com o espectador, fazendo com que aqueles sofrimentos deduzidos, irrompam de forma sentida.

Se, por um prisma, a subjetividade do indivíduo, não raro, é encoberta pelo acesso que este permite ao exterior, a atuação, muitas vezes catalisadora de incômodo, conforme adiantado, produz, ao revés, a transferência de emoções íntimas. Tal é a força da trama e a esmerada forma de sua transposição à tela.

                O último ato do longa nos deixa com esta imagem: Ellie, à porta, lendo para ele seu ensaio que tanto Charlie admirava (falava da história de Moby Dick), enquanto reúne todas as forças de seu pesado corpo para levantar do sofá sem o apoio do andador, na tentativa de caminhar até ela. Uma cena belíssima de redenção em meio ao caos do ambiente e a expressão de dor de Charlie.

Dor em todos os sentidos: de seu imenso corpo que impede os movimentos e tranca a respiração e dos sentimentos devastadores que o acompanharam nesse tempo de reclusão. Assim como na obra de Herman Melville, a dor e a obsessão do anti-herói rumo à vingança contra a baleia cachalote, materializada pelo capitão Ahab, a obsessão em “A Baleia”, é traduzida na força da superação e resiliência.

                A obra do diretor Darren Aronofsky já flertava com o drama humano, insanidade, feições existenciais e complexidade dos caminhos psíquicos, a partir de títulos consagrados como “Réquiem For a Dream” e “Cisne Negro”. Contudo, a sensibilidade no tratamento de questões inquietantes sempre são renovadas nas mãos de habilidosos artesãos.

A aura teatral do material original, trata-se do roteiro adaptado da peça de Samuel D. Hunter, é preservado, se não, deliberadamente intentado, ao passo de quase se poder antever o ovacionamento derradeiro pela plateia. Novamente, solidifica-se a ideia de que arte e a indústria comercial fílmica podem ser tracejados em harmonia.

                Reitera-se em tom de conclusão, que a narrativa do filme consegue ser delicada e perturbadora. Mergulhamos na aflição de Charlie e sofremos com ele na tentativa fracassada de libertá-lo daquele corpo que o aprisiona. Ao se deixar levar pela doença, ele encerra a sua história. Talvez assim, possa sentir plenitude ao menos uma vez: a da leveza de sua alma.

Marcus Hemerly e Bruna Rosalem

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