Menino feliz

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Menino feliz’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
O dia passava e o brincalhão menino andava de bicicleta
O dia passava e o brincalhão menino andava de bicicleta
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Ao amanhecer,

nas cercanias da foz do rio,

uma casinha despertava a sorrir

com a chegada do menino,

que ali desfrutava das brincadeiras,

embaladas em sua meninice.

O dia passava

e o brincalhão menino,

soltava pipa,

jogava pinhão, bola,

brincava de pega-varetas, adedonha,

bolinha de gude, xeba,

estátua, pique-pega, queimada,

andava de bicicleta,

e às margens do rio

sobre seus braços nadava,

corria e pulava em cambalhotas

ao espreitar de um coqueiro solitário

que sorria.

No mundo de sonhos dourados

resvalava sobre as águas em sua canoa à remo,

e com os olhos voltados para o poente,

prosseguia a pescar.

Na tarde crepuscular,

vagueava em suas andanças,

e curioso nas descobertas

seguia estrada afora,

cercada de brejos, várzeas,

e à sombra de manguezais,

conversava com os pássaros.

Na solidão do seu pensar

ouvia o canto de sabiás e bem-te-vis,

que ao ressoo o embevecia.

Absorto, encantava-se

com serenas garças e marrecos

que ao ruflar das asas, sacodiam suas penas

colorindo a paisagem

e em revoada voltavam em bando

para seus ninhos.

O sol fenecia,

e na quietude, rasgo do entardecer,

o menino enveredava feliz,

trazendo uma doce alegria

das inquirições,

enquanto a casinha encolhida

debaixo do cimo da janela do ocaso,

aguardava o anoitecer.

Veio enfim a noite

e o céu bordado de estrelas reluzia 

sobre o rio, a casinha e o menino.

O vento cantava canções de ninar

debruçado sobre seu leito, lindos versos

esculpidos nas asas de sonhos reais,

da infância do menino feliz.

Ceiça Rocha Cruz

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A Última Vez que Fomos Crianças

Destaque no Festival de Cinema Italiano, A Última Vez que Fomos Crianças traz visão única sobre a resistência do espírito humano durante os tempos mais sombrios da História

Cena do filme 'A Última Vez que Fomos Crianças'
Cena do filme ‘A Última Vez que Fomos Crianças’

Longa de Claudio Bisio aborda os horrores da Segunda Guerra e o poder da amizade diante das dificuldades

Materiais: https://drive.google.com/drive/folders/1etvQdORhobwE8eNqIlxXKJEmPKw3G3JH?usp=sharing

Premiado ator de cinema e teatro, Claudio Bisio estreia na direção cinematográfica com o delicado drama A ÚLTIMA VEZ QUE FOMOS CRIANÇAS, que pode ser visto em sessões gratuitas presenciais e online na programação do Festival de Cinema Italiano, que acontece em várias cidades brasileiras. Mais informações sobre as sessões em cinema e para visualização online, acesse https://festivalcinemaitaliano.com/

O longa, que tem roteiro de Bisio e Fabio Bonifacci, a partir do livro de Fabio Bartolomei, se passa em Roma, em 1943, e tem como tema principal a amizade entre quatro crianças em meio à devastação da guerra. A história se desenrola em torno de Italo, filho de um oficial fascista, Cosimo, cujo pai está exilado, Vanda, uma órfã crente, e Riccardo, de uma família judia abastada. Unidos pela “maior amizade do mundo”, eles permanecem alheios às divisões históricas que sangram a Europa. 

Quando Riccardo é capturado por nazistas, seus três amigos resolvem que devem resgatá-lo e viajam por uma Itália destruída pela guerra. Ao se deparar com essa dura realidade, os meninos começam a perder a inocência e conhecer melhor o mundo dos adultos. A história nos leva por uma jornada emocionante, onde a determinação e a coragem dos amigos são postas à prova em uma missão de resgate.

Quando Bisio conheceu o livro de Bartolomei percebeu ali ingredientes que poderiam resultar num belo filme sobre a perda da inocência e um momento histórico que, até hoje, reverbera no mundo todo, o da ascensão dos regimes nazifascistas.

O diretor traz no filme sua visão única sobre a resistência do espírito humano durante os tempos mais sombrios da história.“Minha esposa, que também é coprodutora do filme, lê muito mais que eu, foi ela quem me deu o livro do Bartolomei. Ainda me lembro onde eu estava quando li, na Puglia, no verão de 2018. Tinha terminado de filmar Cops e o romance acabava de ser lançado. Terminei de ler e fiquei com lágrimas nos olhos. Tudo isso depois de muitas risadas que as anteriores páginas me fizeram dar.

Decidimos comprar os direitos e começar a procurar um diretor. Então meus parceiros me perguntaram se eu queria fazer isso sozinho. Eu nem tinha pensado nisso. Foi a confiança deles, a crença deles em mim que me levou a aceitar”, disse Bisio em entrevista. Ele conta que, apesar da apreensão, as filmagens transcorreram com tranquilidade. “Foram umas sete ou oito semanas de filmagem, em que paradoxalmente relaxei.

O desafio, se quisermos chamar assim, foi a preparação. Tivemos que encontrar e escolher as crianças certas. Depois que encontramos os quatro jovens atores, tudo foi muito bem. Eles são perfeitos, o trabalho deles nos fez entender que conseguiríamos.”“Fiquei fascinado pela ideia de contar o horror sem nunca mostrá-lo, narrando-o por meio do olhar desencantado e inconsciente de três crianças de nove anos.

O cerne desta história é representado pelas crianças, pelas suas ações, pelas suas palavras e pensamentos que dão à história um tom leve e irônico. Engraçado, apesar de tudo, porque na verdade são muito sérios”, explica Bisio.O FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL 2023 acontece até 9 de dezembro.

A seleção de 32 filmes, composta por 16 longas inéditos, alguns deles recém-lançados na Itália como é o caso de “Ainda Temos o Amanhã” (C’è Ancora Domani, 2023), drama de Paola Cortellesi que abriu o Festival de Cinema de Roma deste ano e que estreou liderando a bilheteria de seu país, e por 16 clássicos na retrospectiva “A Comédia à Italiana”, chega gratuitamente em todo o Brasil através do streaming, disponível no site do festival, e nas exibições presenciais que acontecem em diversas cidades nas cinco regiões brasileiras.

A ÚLTIMA VEZ QUE FOMOS CRIANÇAS faz parte da seleção do Festival de Cinema Italiano.

SINOPSE

Roma, 1943. Quatro crianças, incluindo Italo, filho de um líder fascista, e Riccardo, de uma família judia, formam uma amizade inseparável em meio à guerra. Quando Riccardo é capturado pelos nazistas, seus amigos embarcam em uma missão arriscada para resgatá-lo, viajando por uma Itália devastada. Paralelamente, dois adultos, Agnese e Vittorio, partem em busca das crianças, enfrentando desafios e diferenças pessoais. A jornada revela a inocência da infância contrastando com os horrores da guerra, culminando em um desfecho impactante.

FICHA TÉCNICA

Direção: Claudio Bisio
Elenco: Alessio Di Domenicoantonio, Vincenzo Sebastiani, Carlotta De Leonardis, Lorenzo McGovern Zaini, Claudio Bisio
País: Itália / França
Ano: 2023
Duração: 90 minutos
Gênero: Comédia

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O amor é elegante

Denise Canova: Poema ‘O amor é elegante’

Denise Canova
Denise Canova
O amor é elegante
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O amor é elegante

Mas é deselegante

Quando quer

Não respeita o que

Desejo

Amor verdadeiro

Dama da Poesia

Contato com a autora

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Curso de fotografia moderna brasileira no CPF SESC

O curso explora os desafios e transformações na evolução da linguagem fotográfica

curso "Fotografia Moderna Brasileira"
curso “Fotografia Moderna Brasileira”

CPF Sesc anuncia o curso “Fotografia Moderna Brasileira”, ministrado por André de Oliveira, fotógrafo e professor de fotografia, que ocorre de 28 de novembro a 12 de dezembro, às terças-feiras, das 19h às 21h. O curso visa oferecer um panorama histórico, técnico e estético da fotografia no Brasil, desde o século XIX até o surgimento da linguagem modernista no século XX.

Resumo do Curso:

O curso explora o processo de constituição da fotografia modernista no Brasil, com foco nas contribuições do Fotocineclube Bandeirante, destacando o pulso experimentalista de seus membros na criação de um acervo autêntico. O programa é dividido em três encontros, abordando as vanguardas artísticas do século XX, o surgimento do Fotocineclube Bandeirante e o experimentalismo de Thomaz Farkas e Geraldo de Barros.

Detalhes do Curso:

Data e Hora: De 28/11 a 12/12, terças, das 19h às 21h

Valor: R$50,00 (Público em geral) / R$25,00 (Conveniados) / R$15,00 (Trabalhadores do comércio e dependentes)

Local: CPF SESC, Sala 1 (30 vagas, público limitado a 30 pessoas)

CONTEÚDO DOS ENCONTROS:

28/11 – As Vanguardas Artísticas do Século XX e a Fotografia:

O primeiro encontro abordará a relação entre a Fotografia e os movimentos de vanguarda artística do século XX, explorando as influências desses movimentos na estética fotográfica desde o século XIX até o século XX.

05/12 – Fotocineclube Bandeirante:

O segundo encontro se concentrará no Fotocineclube Bandeirante, principal representante da Fotografia Moderna no Brasil, analisando historicamente seus membros e contribuições para a construção da estética moderna brasileira.

12/12 – Experimentalismo no Fotocineclube Bandeirante: Thomaz Farkas e Geraldo de Barros:

O último encontro oferecerá uma análise comparativa do trabalho de Thomaz Farkas e Geraldo de Barros, destacando suas contribuições para a estética do Fotocineclube Bandeirante e seu impacto no desenvolvimento da linguagem visual característica.

O curso proporciona uma imersão crítica na evolução da fotografia brasileira, promovendo a compreensão dos desafios enfrentados e das transformações que marcaram sua trajetória. André de Oliveira, com sua experiência como fotógrafo e professor, guia os participantes nesta jornada de descoberta e reflexão.

Para mais informações e inscrições, acesse o site do CPF Sesc: https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/atividade/fotografia-moderna-brasileira

Sobre o Sesc CPF
Centro de Pesquisa e Formação – CPF Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo, localizada no bairro da Bela Vista, que proporciona ao público um espaço articulado entre produção de conhecimento, formação e difusão nas áreas da Educação, Cultura, Arte, Gestão e Mediação.

A unidade é composta por três núcleos: Núcleo de Formação – um centro de formação, reflexão e conhecimento, proporcionando acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, filosofia, história, literatura e artes cênicas. No foco destas atividades está um público heterogêneo, de diferentes faixas etárias, entre os quais estudantes universitários, profissionais da área da cultura, professores e interessados em geral. 

Núcleo de Pesquisas – dedicado à produção de bases de dados, diagnósticos e estudos em torno das ações culturais e dos públicos.

 Núcleo de Difusão – voltado para o lançamento de trabalhos nacionais e internacionais que ofereçam subsídios à formação de gestores e pesquisadores, disponibiliza conteúdos ligados às áreas de atuação do Centro de Pesquisa e Formação e do Sesc como um todo, por meio de textos e demais materiais (gravação de áudio, filmagem), disponibilizados no site do CPF (sescsp.org.br/cpf), multiplicando o conhecimento socialmente produzido nos campos de ação da instituição.

Centro de Pesquisa e Formação – CPF Sesc

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar.

Tel: 3254-5600  

Coordenação de Comunicação – Rafael Peixoto – tel: 3254-5618

Para inscrições acesse: https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/ 

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Concurso recebe originais de autores de não-ficção

Vencedor terá livro publicado pela Matrix Editora e ampla campanha de marketing

Autores nacionais de não-ficção têm a oportunidade de ter sua obra publicada pela Matrix Editora. A tradicional casa editorial, que já publicou mais de 900 títulos, é parceira da segunda edição do Concurso Literário Escritores Admiráveis.

Iniciativa da especialista no mercado editorial, Lilian Cardoso, o concurso é uma oportunidade para que talentos literários sejam conhecidos e reconhecidos pelo grande público. Na primeira edição, o ganhador foi o maranhense Chico Fonseca, com o romance “Amores, Marias, Marés”.

Lilian Cardoso
Jornalista e especialista em mercado editorial, Lilian Cardoso
Divulgação

Além da publicação e distribuição nos principais pontos de vendas do país, o vencedor também terá a obra divulgada para a imprensa, blogs e influenciadores pela equipe da LC – Agência de Comunicação.

A premiação inclui, ainda, um cronograma de publicação nas redes sociais, um book trailer e website. As inscrições seguem abertas até o dia 31/01/2024 nas categorias livros-reportagem, biografia, saúde, negócios e história do Brasil. 

O regulamento completo está disponível no site: https://vempra.lc/concurso.

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Desobediência

Com texto de Renata Mizrahi, espetáculo narra trajetória de japonês que salvou mais de 6 mil vidas de refugiados judeus em plena Segunda Guerra Mundial

Espetáculo 'Desobediência'
Crédito: Joelma Do Couto
Baixe aqui mais imagens de divulgação

Inspirado no livro de Yukiko Sugihara, Desobediência faz apresentações gratuitas no Centro Cultural da Diversidade

Um ato heroico e humanitário em plena Segunda Guerra Mundial é retratado pela peça Desobediência, texto inédito de Renata Mizrahi livremente inspirado no livro “Passaporte para a Vida”, de Yukiko Sugihara. O espetáculo, dirigido por Regina Galdino, segue em circulação por São Paulo. Desta vez, faz duas apresentações gratuitas no Centro Cultural da Diversidade nos dias 7 e 8 de dezembro, às 20h.

A peça foi idealizada por Rogério Nagai, que também está no elenco ao lado de Beatriz Diaféria, Carla Passos e Ricardo Oshiro. A montagem faz parte do projeto do Coletivo Oriente-se, em coprodução com a Nagai Produções Artísticas e Culturais.

A trama narra de forma não-linear a jornada de Chiune Sugihara, um representante do consulado japonês na Lituânia que, em plena Segunda Guerra Mundial, forneceu de forma não autorizada mais de 2 mil vistos para judeus refugiados da Polônia ao longo de 20 dias, desobedecendo às ordens do Japão – que participava do Eixo, aliança com a Alemanha nazista e a Itália fascista.

Esses documentos se transformaram em mais de 6 mil vidas judias salvas durante a guerra. A história é contada pelo ponto de vista de Yukiko, a esposa do representante, que narra a saída do casal do Japão, a chegada à Europa, o nascimento dos filhos, os privilégios que tiveram na guerra, o episódio da desobediência, a derrota, a fuga, a prisão, a volta à terra-natal e o reconhecimento de Chiune como um aliado da vida. 

“Acho que o texto discute como, às vezes, seguimos na vida de forma automática, sem olhar para o lado, e acabamos naturalizando barbaridades, como o fato de alguém estar morrendo de fome na rua enquanto outra pessoa ostenta por aí uma vida milionária. Acredito que a voz da Yukiko é muito importante. Já naquela época, ela falava de empoderamento, de machismo, de sexismo e de xenofobia”, comenta a autora Renata Mizrahi.

Já a diretora Regina Galdino acredita que o Desobediência é importante para nos mostrar caminhos em que o humanismo venceu o autoritarismo, sobretudo quando vivemos um retorno da extrema direita em todo o mundo. “Temas como as intolerâncias religiosa e étnica, a perseguição ideológica, as guerras pelo poder e territórios, a desumanidade, os refugiados e as crises econômicas, a desobediência a regras desumanas e a liberdade feminina estão presentes nesta história de esperança e obstinação na luta pela vida, com um elenco de nipo-brasileiros”, complementa.

Ela ainda conta que a peça passeia pelo tempo e espaço de forma dinâmica, sem seguir a ordem cronológica, “em um jogo de aproximações e choques entre as culturas japonesa, judaica e europeia”.

“O casal Chiune e Yukiko Sugihara contracena com diversas personagens interpretadas por um ator e uma atriz e optamos por figurinos atemporais, que ampliam a atualidade da história. O cenário e os elementos de cena são sintéticos e não-realistas estabelecendo, de forma abstrata, com a ajuda da iluminação, todas as cidades pelas quais o casal passou, desde Helsink, na Finlândia, até o retorno ao Japão, passando por Kaunas, na Lituânia; Berlim, na Alemanha; Praga, na então Tchecoslováquia; Konigsberg, na antiga Prússia, e Bucareste, na Romênia”, revela Galdino sobre a encenação.

A encenadora conta inda que o grupo pesquisou como despertar a imaginação do público com imagens abstratas, não-realistas e inusitadas por meio de um cenário surrealista e de tecidos vermelhos utilizados no lugar de objetos.

“A expressão corporal e a interpretação dos atores e atrizes convidarão o público, de forma sintética, a imaginar trens, florestas, praias, navios, salões de baile, consulados, prisões, máquinas de escrever e fuzis, além dos vistos emitidos para os judeus. Misturando drama e humor, contamos essa história pouco conhecida pelo público usando figurinos atemporais cinzas, “manchados” por tecidos vermelhos, com diferentes funções; um painel de fundo preto e branco com imagem surrealista; projeções abstratas; e a música original, com um tema e variações para passear por diferentes países e culturas”, acrescenta.

SINOPSE

Desobediência é uma peça inédita de Renata Mizrahi livremente inspirada no livro “Passaporte Para a Vida”, de Yukiko Sugihara.  A peça conta, de forma não-linear, a jornada de Chiune Sugihara, representante do consulado japonês na Lituânia que, em plena Segunda Guerra Mundial, forneceu de forma não autorizada mais de 2 mil vistos para judeus refugiados da Polônia, desobedecendo às ordens do Japão, aliado da Alemanha e Itália.

Os 2 mil vistos se transformaram em mais de 6 mil vidas judias salvas na guerra. A história é contada pelo ponto de vista da esposa Yukiko: a saída do casal do Japão, a chegada à Europa, os filhos, os privilégios que tiveram na guerra, a desobediência ao consulado japonês, a derrota, a fuga, a prisão, a volta ao Japão e o reconhecimento de Chiune como um aliado da vida. O texto é um drama, com doses de humor. 


FICHA TÉCNICA

Texto: Renata Mizrahi

Direção: Regina Galdino

Elenco: Beatriz Diaféria, Carla Passos, Ricardo Oshiro e Rogério Nagai

Cenografia e Figurinos: Telumi Hellen

Vídeo mapping e operação de som: Alexandre Mercki

Música original: Daniel Grajew

Design e operação de luz: Paula da Selva

Produção executiva: Amanda Andrade

Direção de produção e coordenação geral: Rogério Nagai

Assistência de Direção: Edson Kameda

Fotografia: Joelma Do Couto, Rony Costa e Mari Jacinto

Mídias sociais: Lol Digital

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Comunicação visual: Pethra Ubarana

Realização: Coletivo Oriente-se, Nagai Produções e Secretaria Municipal de Cultural –

Lei de Fomento ao Teatro

SERVIÇO

Desobediência, de Renata Mizrahi

Centro Cultural da Diversidade

7 e 8 de dezembro, às 20h

R. Lopes Neto, 206 – Itaim Bibi

Grátis

12 anos
75 minutos
@nagaiproducoes 




Livro ‘Sorocabanas’ será lançado no próximo dia 9, na FLAUS

A obra, de autoria do escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, é uma pesquisa histórica que procura revelar a mulher na História de Sorocaba e região

Capa do livro 'Sorocabanas - A mulher na história de Sorocaba'
Capa do livro ‘Sorocabanas – A mulher na história de Sorocaba’, de Carlos Carvalho Cavalheiro

O livro ‘Sorocabanas – a Mulher na História de Sorocaba’ será lançado oficialmente às 15 horas do dia 9 de dezembro na Feira do Livro e Autores Sorocabanos (FLAUS), nas dependências do SESC Sorocaba. A obra, de autoria do escritor e Historiador Carlos Carvalho Cavalheiro, é uma pesquisa histórica que procura revelar a mulher na História de Sorocaba e da região.

Publicado a partir de uma ação coletiva, o livro ‘Sorocabanas’ fala da trajetória de diversas mulheres, que, em diferentes áreas, tiveram papel marcante na história da cidade e região. São militantes sociais, benfeitoras, anarquistas, educadoras, donas de casa, lideranças de bairro, operárias, desajustadas, jornalistas, farmacêuticas, artistas, médicas, advogadas, enfim, mulheres que tiveram atuações distintas e marcantes na História da cidade.

A primeira mulher a se tornar instrutora de aviação na América Latina viveu em Sorocaba. Dolores Maria Bruno aprendeu a pilotar aviões e recebeu o brevê de aviadora do Aeroclube de Sorocaba. Quando o xadrez era uma modalidade praticada quase que exclusivamente por homens, a sorocabana Nair Monteiro Avino se destacou como vice-campeã dos Jogos Abertos do Interior de 1946.

Essas e outras mulheres são retratadas no livro ‘Sorocabanas – a Mulher na História de Sorocaba’, recém-publicado pelo escritor e Historiador Carlos Carvalho Cavalheiro. Com mais de 300 páginas, o livro faz uma análise do papel da mulher na sociedade e, também, apresenta um resumo biográfico de diversas mulheres que se destacaram em múltiplas áreas.

Um exemplo é a história de Ursulina Lopes Torres que se tornou a primeira médica a clinicar em Sorocaba e, também, em Porto Feliz. “A ideia do livro é evidenciar a participação da mulher na História”, afirma o autor. Para ele, o fato de desconhecermos a história dessas mulheres revela o apagamento sistemático que a chamada ‘história oficial’ tem realizado. “Não há monumentos, em Sorocaba, dedicado às mulheres, com exceção da Mãe-Preta”, finaliza.

O livro foi publicado em outubro pela editora A. R. Publisher de Maringá (PR) e recebeu apoio de financiamento coletivo pela plataforma Catarse. Foram impressos 100 exemplares do livro. Anteriormente, o autor tentou o apoio de leis de incentivo como o PROAC do Estado de São Paulo e a LINC de Sorocaba, mas sem resultado. A revisão do livro foi feita pelo escritor Sérgio Diniz.

O livro foi prefaciado pela historiadora bauruense Claudia Leonor Guedes de Azevedo Oliveira que em seu texto destaca que “do papel secundário da mulher, vivendo à sombra de seu pai ou marido, para a mulher que se emancipa e assume seu papel como protagonista de sua própria história, o trabalho do historiador Carlos Carvalho Cavalheiro é fundamental para revelar essa evolução em sua cidade. Por meio das histórias das ‘Sorocabanas’, é possível reconstruir um local de memória e reconhecimento da atuação das mulheres de Sorocaba, contra o apagamento e o esmaecimento dessas vidas que até então seguiam invisibilizadas”.

‘Sorocabanas – a mulher na História de Sorocaba’ será lançado durante a realização da FLAUS (Feira do Livro e Autores Sorocabanos), que ocorrerá no SESC Sorocaba no dia 9 dezembro, às 15 horas. No dia 16, a Feira será realizada na Praça Coronel Fernando Prestes, onde o livro poderá também ser encontrado.

Carlos Carvalho Cavalheiro reside em Sorocaba e leciona História na rede pública municipal de Porto Feliz desde 2006. É acadêmico correspondente da FEBACLA e colabora com os jornais Tribuna das Monções e Jornal Cultural ROL, além do Portal Marimba Selutu, de Angola.

O SESC Sorocaba está localizado na rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade – Sorocaba.

A entrada é franca.

PROGRAMAÇÃO DA FLAUS 2023

Dia 8

14h – Abertura Oficial da FLAUS – Feira do Livro e Autores Sorocabanos e lançamento do livro “Prelo” do escritor Carlos Baptistella

14h30 – Lançamento do livro “A Floresta onde tudo pode acontecer”, vol. 3, do escritor Antônio L. Pontes

15h – Palestra: “Escrita de bicha: processos criativos na produção de uma literatura engajada”, ministrada pelo escritor sorocabano Lucas Leandro

15h30 – Homenagem da FLAUS à escritora Neide Baddini Mantovani.

17h – Bate-papo e sessão de autógrafos do livro “No palco feminista”, da escritora Adriana Rocha Leite. Presença da prefaciadora Manu Barros

18h – Entrega de troféus dos Premiados no 3º Concurso Literário da FLAUS com transmissão on-line do evento

20h30 – Lançamento do livro “Entre ingás e framboesas”, da escritora Aparecida Vines

Dia 9

14h – Oficina de Poesia para crianças e adolescentes (10 a 14 anos) com a escritora Vânia Moreira

14h45 – Palestra motivacional: “Prepare-se para vencer” – com a escritora Laude Kämpos

15h – Lançamento do livro “Sorocabanas – a mulher na História de Sorocaba”, do escritor Carlos Carvalho Cavalheiro

15h30 – Sarau da FLAUS

18h – Lançamento do livro: “Revoluções Minimalistas: contos reflexivos fantásticos a partir de perspectivas inusitadas” do escritor Bruno Franques

Dia 10

14h45 – Palestra: “Genealogia: o estudo da tolerância” com o escritor Luiz Nitsche

15h45 – Palestra: “A importância dos livros e da leitura em minha vida” com o escritor Nelson Malzoni

16h15 – Sessão de autógrafos do livro “O Zoom da vida profissional” da escritora Kátia Regina Vieira Pinho Alvarez Alves

16h30 – Lançamento do livro “Teu sangue vermelho na minha parede”, do escritor Baga Defente com transmissão on-line do evento


Além da versão presencial, a FLAUS mantém uma versão on-line. Os destaques deste ano são a palestra “Os Desafios do Mercado do Livro em Angola”, ministrada pelo escritor e jornalista Fernando Guelengue, de Angola; o poeta Anderson Valfré que, de Minas Gerais, falará sobre o projeto Transvê Poesias (projeto realizado em todo o Brasil) e a escritora Conceição Maciel, do Pará, que falará de sua trajetória literária.

No dia 16, a feira acontece na Praça Cel. Fernando Prestes, das 9h às 14h.
Inscrições no horário e local da atividade.

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