Faz de conta que é verão

Resenha do livro” Faz de conta que é verão” de Luciana Oliveira, pela LSOliveira80 Publicações.

Capa do Livro "Faz de Conta que é verão" de Luciana Oliveira, pela LSO Publicações

RESENHA

Este livro conta a história de Lili e Léo.

Se conheceram quando crianças e se viam em todos os verões.

O tempo passou, todos cresceram e Léo já estava estabilizado, formado e tralhava na administração de um grande hospital.

Lili precisava apresentar um grande projeto de trabalho e foi se hospedar no apartamento de Léo…

Daí pra frente a história ganha novos e lindos contornos.

Um livro que fala de amor, confiança, bullying, sexualidade e muitos assuntos relevantes.

Amei!! Super recomendo!!


Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Luciana nos conta que havia acabado de ler a Trilogia do Verão da Jenny Han e quis escrever uma história leve, que tivesse como tema um cenário de férias de verão.

A princípio, o conto Léo X Lili não teria continuação, seria apenas um conto baseado nos tropes “Irmão do meu melhor amigo” e “Garota da casa ao lado”, para comemorar o Dia dos Namorados de 2021.

Mas os personagens cresceram durante a escrita, trazendo conflitos mais profundos, necessitando mais de espaço para desenvolvimento.

Ela decide, então, terminar o conto com um gancho irresistível para uma sequência, e as leitoras foram uníssonas em pedir mais.

Assim, nasceu “Faz de conta que é Verão”, que foi lançado somente em e-book no início de 2022.

Desabrochando também sua vocação para editora, Luciana a cria o selo LSOliveira80 Publicações.

Vendo que “Faz de conta que é verão” era um dos livros que ainda não tinham ganhado uma versão física.

Decide fazer uma enquete no seu perfil do Instagram perguntando o que as leitoras mais gostariam de ver em um capítulo especial e, assim, a história ganhou sua versão física que é completa: possui o conto, a sequência e um capítulo extra, inédito.

Já em e-book, as publicações seguirão separadas: o conto Léo X Lili é seu livro mais avaliado na Amazon.

Sendo assim, ela lançou um desafio: quando o e-book chegar em 50 avaliações, “Faz de conta que é verão” – Edição Especial, será lançado em sua versão digital também.

Até o momento da publicação desta matéria, faltavam somente 14 avaliações!

SOBRE A AUTORA

Luciana Silva Pereira de Oliveira descobriu que para ser protagonista de sua própria vida, ela não precisava desempenhar somente um papel.

Imagem de Luciana Oliveira, autora do livro "Faz de conta que é verão"

Assim, ao lado da advocacia, tornou-se uma autora independente.

Mais tarde, criou o próprio selo editorial, o LSOliveira80 Publicações.

Abraçando a multifuncionalidade, também virou Host.

Hoje, entre audiências, ficções a serem relançadas sob o seu selo e hóspedes a serem recebidos no Rancho, está envolvida em um projeto sobre Criatividade Cíclica, sua primeira não ficção.
Amanhã, quem pode saber?

Seu legado, que já se espalha por vidas e publicações, poderá finalmente calar aquele crítico interno que sempre a acusa de procrastinar demais — a vitória nessa batalha será creditada ao último livro lido/escrito, ou a um daqueles cursos maravilhosos que ela sempre está fazendo, provavelmente.

Quer encontrá-la?

Comente sobre o livro que acabou de ler e a convide para uma cerveja.

Ela certamente jamais recusaria esse encontro.

OBRA DA AUTORA

Capa do livro "Faz de conta que é Verão" de Luciana Oliveira, pela LSOliveira80 Publicações.

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira




O LIVRO SECRETO DO ESCRITOR

Especialista Lilian Cardoso reúne perspectivas sobre o mercado literário brasileiro, dicas de marketing e workbook para autores

Capa do livro de Lilian Cardoso, "O livro secreto do escritor", pelo Grupo Editorail Citadel
Capa do livro ‘O livro secreto do Escritor‘, de Lilian Cardoso

Há quem pense que a criatividade é um dom – ou a pessoa nasce criativa, ou nunca terá tal capacidade.

No entanto, essa é uma habilidade que pode ser desenvolvida com o tempo e, principalmente, com os estímulos corretos.

Quando o assunto é a carreira na escrita, a criatividade é essencial, mas vai além de criar histórias!

É preciso saber como desenvolver uma narrativa capaz de comunicar e prender a atenção dos leitores.

Ou seja, fazer com que cheguem até a última página.

Quem pode contribuir com dicas de criatividade para novos escritores é a especialista no mercado literário há 15 anos e autora best-seller, Lilian Cardoso.

Autora da primeira obra completa sobre como escrever, publicar e divulgar um livro de qualidade, ela pode comentar ferramentas e conteúdos que ajudarão os escritores a tirar boas histórias do papel.

Obra une técnicas e conselhos indispensáveis para escritores

Por que alguém iria querer ler este livro?” Essa pergunta provavelmente passa pela cabeça de todo escritor ou aspirante.

Todo livro nasce de uma ideia e percorre muitas etapas até chegar às mãos do leitor, mas poucos sabem sobre esse processo.

Em O livro secreto do escritor, a autora, jornalista e especialista em marketing literário Lilian Cardoso oferece aos profissionais da área importantes ferramentas para vencer desafios com estratégia e conquistar espaço concreto em um mercado cada vez mais competitivo.

A publicação do próprio livro, pela Citadel Grupo Editorial, é o desejo de muitos autores, que por vezes não sabem por onde começar e, sem auxílio técnico ideal, caem em empreitadas que podem atrasar e complicar os caminhos para a conclusão de um projeto literário.

Capas mal executadas, falhas na revisão, atrasos de prazos, infelizmente, são problemas comuns para quem inicia a carreira independente.

Em cada capítulo, Lilian apresenta técnicas, exercícios e métodos capazes de orientar os autores em todas as etapas.

Antes de começar a desvendar os segredos de uma obra best-seller, o leitor-escritor descobrirá um pouco da história da autora, que trabalha há quinze anos no mercado literário.

Ao conhecer a trajetória da fundadora da agência que mais divulga livros no Brasil, a LC – Agência de Comunicação, o escritor-leitor compreenderá aspectos essenciais para a própria carreira, como iniciar o marketing antes mesmo da publicação do livro.

De dicas práticas e explicações sobre as etapas da produção aos alertas sobre plágio, direitos autorais e presença virtual – em plataformas como Amazon KDP –, a obra entrega ao escritor um arcabouço sintonizado com as mudanças no mundo editorial e nas tecnologias.


‘Todos nós temos algo para contar a partir das nossas experiências que pode tocar e inspirar outras pessoas.
Não importa o tamanho ou a natureza da sua mensagem, ela merece ser ouvida.
As palavras têm o poder de criar conexões, despertar emoções e fazer a diferença na vida de alguém. ‘

(O livro secreto do escritor, p. 69)


WORKBOOK, UMA EXPERIÊNCIA

O nome do livro não é uma referência a um suposto conteúdo secreto nele contido, mas à parte destinada aos comentários do autor, como um diário.

A cada capítulo, ele é convidado fazer anotações sobre objetivos, prazos e insights, a começar pelo cronograma inicial do projeto, bem como expectativas e inspirações, além de exercícios práticos sobre os assuntos abordados.

Com interessantes insights sobre o mercado literário, o comportamento dos leitores e sobre o próprio ofício da escrita, O livro secreto do escritor prepara o autor para novos voos.

Não importa o gênero literário escolhido, nem se é iniciante ou experiente, seguro de si, sonhador ou tímido: as lições evidenciadas por Lilian Cardoso permitirão ao autor testemunhar por si mesmo o poder das próprias palavras.

FICHA TÉCNICA
Título: O livro secreto do escritor: da página em branco ao best-seller
Autor: Lilian Cardoso
Editora: Citadel Grupo Editorial
ISBN: 978-65-5047-253-5
Formato: 15,2 x 22,9 cm
Páginas: 304
Preço: R$ 59,90 (físico); R$ 34,90 (e-book)
Onde encontrar: Amazon

SOBRE A AUTORA

Lilian Cardoso é mãe da Catarina e uma canceriana que ama estar entre a família e os amigos.

Imagem da escritora Lilian Cardoso, autora de "o livro secreto dos escritores" pelo Grupo Editorail Citadel
Lilian Cardoso

Em 2008, descobriu outra paixão que mudou a sua vida: o mercado do livro. Jornalista com especialização em cultura, fundou aos 26 anos em 2010 a primeira agência no Brasil 100% voltada à divulgação de livros.

Hoje a LC – Agência de Comunicação faz parte do maior grupo da América Latina de prestação de serviços em marketing editorial e consultorias para editoras e autores.

De romances a títulos técnicos, de novos autores a best-sellers, trabalhou com a sua equipe em mais de 4 mil campanhas literárias.

Em 2019, ela saiu dos bastidores dos lançamentos para dar início a um projeto que já era um sonho antigo: o curso Escritores Admiráveis.

Assim, tornou-se uma das profissionais mais influentes do setor pela sua conta no Instagram e é reconhecida por workshops e eventos on-line gratuitos que já impactaram mais de 100 mil autores.

SOBRE A EDITORA

Transformar a vida das pessoas.

Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu.

Imagem de Lilian Cardoso com varios de seus livros "O livro secreto do escritor" pelo Grupo Editirial Citadel

Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores.

As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida.

A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros.

Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.

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Barnabé, o touro assassino

Francisco Evandro de Oliveira: Conto ‘Barnabé, o touro assassino’

Francisco Evandro de Oliveira - Farucki
Farucki
Toruo assassino
Touro assassino
Criador de imagens do Bing

Barnabé era o nome de um touro que havia nascido do cruzamento entre um touro da raça holandesa e de uma vaca da raça zebu.

Nascera na Espanha, em uma fazenda bem ali na Região da Catalunha. Bem cedo, Barnabé já demonstrava ter um instinto assassino e sanguinário, porque mal começara a lhe nascer os chifres, logo passou a esfregá-lo em cercas, pilastras, árvores e paredes que encontrava em seu caminho até o pátio do pasto da fazenda.

Barnabé crescia dotado de uma força descomunal em relação aos outros touros que haviam nascido na mesma época na mesma fazenda, e sua fúria foi logo percebida por todos os vaqueiros da fazenda, os quais lidavam com ele com muito cuidado, mesmo assim, por três vezes ele feriu gravemente alguns vaqueiros que se descuidaram e quando ele fez sua primeira vítima fatal, o dono da fazendo resolveu vendê-lo para os organizadores da famosa festa da corrida dos touros no dia de São Firmino em Pamplona a fim de evitar outros dissabores que viesse a ser causado por Barnabé.

No dia de São Firmino, Barnabé fez sua segunda vítima; um jovem rapaz que mal tinha seus vinte anos, o qual corria à frente dos touros, e no auge da correria geral deixou-se aproximar – se perigosamente de Barnabé, o qual deu-lhe uma chifrada que lhe varou o abdômen.

A hemorragia interna proveniente da chifrada foi fatal e o jovem faleceu antes de dar entrada no hospital de Pamplona. 

Após a festa, Barnabé foi vendido para ser um dos touros a ser sacrificados nas touradas em Madri.

Barnabé havia já se tornado um touro extremamente forte, dotado de uma força descomunal, também um assassino cruel, sanguinário e por demais temido pelos vaqueiros que já conheciam sua fama de matador.

De modo que antes dele estrear no picadeiro de Madri, houve uma intensa propaganda a seu respeito com a finalidade do público encher o estádio e os organizadores das touradas poderem angariar o lucro máximo possível naquele dia e também assistir a morte daquele que já assassinara duas pessoas.

No entanto, Barnabé, talvez por transposição educacional genealógica adquirida ao longo dos séculos por seus antecedentes, tornara-se um touro diferenciado e dotado de uma rara inteligência em relação aos demais animais de sua raça.

No dia de sua estreia o estádio se encontrava completamente lotado e todos torciam pelo mais famoso toureiro de Madri, Luís Alvarez, todavia, poucos minutos depois de ter se iniciado a batalha, Barnabé fez todo aquele estádio que delirava por Alvarez se calar, ficaram mudos por completo e apreensivos.

Luís Alvarez, o mais famoso toureiro espanhol da época havia zombado da fama do touro e se descuidou de sua segurança física; Barnabé o jogou a uns cinco metros, em seguida deu-lhe uma chifrada que lhe varou o fígado.

Toda a Espanha parou e chorou pela morte de seu filho ilustre em sua despedida e consequentemente a fama do touro assassino, Barnabé começava a transpor as fronteiras da Espanha. Ele já estava por demais famoso e poucos eram os vaqueiros que se aventuravam a chegar perto dele para o alimentar.

Todavia, nesses momentos, ele era por demais receptivo e ninguém conseguia explicar o porquê.

 Todos que habitavam o mundo das touradas desejavam ardentemente ver aquele touro cruel assassino caído de joelhos, enquanto todo povo no estádio vibrava e esperava pela estocada final da espada vingadora, este se tornara o maior sonho dos organizadores e do povo espanhol que curtia as touradas.

Em um domingo, em que o Barcelona se sagraria campeão, desde que, ao menos empatasse com o Valência, o qual naquele ano estava fazendo uma péssima campanha e precisava desesperadamente vencer aquela partida em Barcelona a fim de evitar viajar para a segunda divisão. A equipe precisamente ocupava na tabela a última colocação. Estava sendo um ano trágico para o clube de Valencia. O estádio de Santiago Barnabeu ficou um silêncio geral quando o Valencia fez um a zero e o conservou até o final.

O Atlético de Madri se tornara campeão espanhol com aquele resultado e o povo achou isso um início de má sorte, porque fora uma tremenda zebra esportiva o Barcelona não ter sido campeão.

Em Madri, começara a festa das touradas com as batalhas preliminares e o povo em delírio esperava pela grande revanche na jornada principal do dia, e quando entrou o toureiro principal foi de imediato ovacionado por todo estádio que o reverenciou com palmas, foguetes e gritarias histéricas, ao mesmo tempo entraram vários toureiros auxiliares, os quais tinham a missão de atiçar e agitar o touro dando-lhe diversas pequenas flechadas e tal ação deixava o Barnabé ainda mais agitado e fulo de ódio.

Todavia, ele era um touro de excelente linhagem e diferenciado, embora estivesse louco de raiva, em sua mente via o filme da última vez que estivera ali fazendo aquela mesma brincadeira. O touro podia ouvir e sentir o alarido e gritarias nas arquibancadas e os fatos ocorridos anteriormente estavam vivos, cabia-lhe ficar atento às oportunidades.

Finalmente, Rafael Gonzáles abriu sua capa e saldou a todos os presentes, os quais lhe retribuiu e ele deu início a batalha.

Gonzáles, de imediato, percebeu que aquele touro não era igual aos demais que costumara enfrentar porque o animal não tirava os olhos dele e o olhar do animal estava cheio de ódio.

Lá dentro da arena estava se desenrolando a batalha mortal e o Barnabé estava sendo atiçado por demais pelos toureiros auxiliares a fim de facilitar a vida de Gonzáles na arena, todavia, Barnabé ficava somente a verificar o que fizera da última vez que estivera naquela situação e esperava a oportunidade para terminar aquela brincadeira. Gonzáles percebeu que tinha que tourear com precaução para não haver qualquer espécie de surpresas.

No estádio, a bolsa de apostas, tanto a oficial, quanto a clandestina, já haviam atingido o mais alto patamar de apostas. A totalidade das pessoas estava confiante na revanche e desejavam ardentemente ver aquele touro assassino morto, mas havia os que apostaram no touro e eram vistos como pessoas de mau agouro.

Barnabé, embora estivesse cansado, aguardava o momento certo para fazer o seu ataque sem dar oportunidade ao seu oponente e tal oportunidade apareceu quando ele mostrou sinal de estar esgotado, então Gonzáles se preparou para a estocada final, todavia, quis antes reverenciar o público que delirava de satisfação e prazer e sua reverência foi à oportunidade esperada pelo touro assassino.

Gonzáles se ajoelhou bem diante de Barnabé e começou a saldar o público com as mãos abertas. E nesses segundos de descuido foi o suficiente para que o touro juntasse suas últimas forças e pensando que não seria aquele imbecil enfeitado que lhe faria sofrer um revés e partindo com enorme velocidade deu uma estocada em Gonzáles que o jogou a uns três metros de distância; não satisfeito, e bem antes que os toureiros o acudissem, o touro deu uma patada que foi de encontro à cabeça de Gonzáles. A potência da pancada foi tão forte que rebentou o crânio do toureiro matando-o instantaneamente!

Mais uma vez aquele touro havia sido o vencedor e a morte do toureiro proporcionou a poucas pessoas se tornarem ricas devido à grande soma que ganharam na bolsa de apostas.

O estádio tornou-se imediatamente em um silêncio fúnebre geral e os toureiros auxiliares queriam matar o touro, só não o fizeram devido à tradição e a pesada multa que teriam que pagar.

Por muito tempo, Madri chorou a perda de dois de seus maiores toureiros e Barnabé entrou para a história de Madri como o maior touro cruel que já pisara os campos de seus estádios.

O ‘touro maldito!’, como passou a ser chamado, foi vendido para empresários chineses que faziam uma espécie de caça ao vivo em uma réplica bem menor do Coliseu Romano. Lá eles costumavam se divertir deixando um leão agarrar um gnu ou um carneiro, zebra ou qualquer animal que não fosse páreo para os leões e tigres que faziam parte de seu estafe de animais, os quais eram bem tratados.

Os espectadores pagavam caro para poder estar presente às sessões e nessas ocasiões a bolsa de aposta funcionava e o tempo que um animal ia ser devidamente estrangulado por um leão ou tigre era por demais importante para as apostas!

Para o sacrifício do Barnabé, a bolsa de apostas explodiu ao mais alto patamar porque a fama do touro assassino já o credenciava a investirem nele, embora sabendo que ele não seria páreo para os dois leões que iam estraçalhá-lo, assim pensavam a maioria dos expectadores. Os apostadores não conheciam o tamanho do animal, sua envergadura e o seu peso em si; estes detalhes, os organizadores não passaram para o público apostador.

Barnabé havia descansado bastante depois de sua última jornada e estava ainda mais forte e com sua potência máxima. Anteriormente o touro havia passado um estágio nos rodeios do Brasil, todavia nenhum vaqueiro se atreveu a tentar montá-lo e por causa disso foi vendido aos empresários chineses.

Soltaram o Barnabé de seu compartimento e o conduziram em direção ao centro do estádio e quando o animal ouviu a gritaria, em sua mente veio logo a memória e disse para si mesmo: vai começar tudo outra vez!

Todavia, ele viu logo em seguida duas espécies de leões correndo em sua direção na mais alta velocidade e ele tinha que se defender sua vida e foi o que ele fez.

Os leões, principalmente as leoas, costumam agarrar o animal e asfixiá-lo até a morte para em seguida destroçá-lo, porém o Barnabé era uma espécie alta e extremamente forte e seu pescoço não dava para os leões praticar a asfixia ou estrangulamento.

O touro baixou a cabeça quando o primeiro leão estava se aproximando e quando o animal sentiu o cheiro do leão quase sobre si; ele levantou a cabeça e com um forte golpe jogou o leão a uma distância considerada. O povo vibrou de emoção.

O outro leão imediatamente pulou sobre o touro na tentativa de agarrar o pescoço do animal, contudo, ele teve que ficar pendurado devido à altura do touro que se sentido incomodado com aquele animal sobre si, correu para as laterais das arquibancadas e jogava com toda sua força descomunal o seu corpo contra as paredes das arquibancadas de cimento e consequentemente as pancadas sobre o leão o fizeram saltar do pescoço do animal.

O outro leão estava ainda se recompondo da chifrada que havia levado e correu novamente em busca de sua enorme presa e mais uma vez levou uma pancada tão forte que abdicou em fazer daquele animal seu almoço do dia, ficara seriamente machucado e viria a morrer ainda naquela tarde.

O outro leão voltou a carga, todavia o Barnabé estava em estado de graça e fúria descomunal e o matou com uma estocada fortíssima no estômago do oponente.

Havia sido uma perda muito grande para os empresários chineses que ficaram decepcionados com a perda de dois de seus matadores que costumavam fazer a festa para o público.

Aquele maldito touro assassino tinha que pagar por aquele prejuízo e mandaram saltar o tigre de bengala, o qual havia dois dias que não comia nada e sua fome estava a cem por hora! Imediatamente dobraram as apostas na tentativa de recuperarem as perdas com as apostas nos leões.

Quando o tigre sentiu o cheiro da presa e também do sangue dos leões, ele partiu imediatamente em busca da caça, ia ser uma luta de bravos!

Por mais de uma hora o tigre tentou abocanhar o pescoço daquele enorme animal e mordia tudo que pudesse do touro para arrefecer a resistência do seu oponente, mas o Barnabé era experiente e dava suas pancadas no tigre que já sentia o poder daquela fera e em uma estocada direta, o touro o deixou caído quase inerte a sangrar sobre a arena, estava morrendo mais um oponente que resolvera fazer daquele touro assassino seu prato do dia!

Os chineses ficaram loucos de raiva e venderam o touro para um fazendeiro do pantanal mato-grossense que se encontrava presente no estádio.

Barnabé, após a longa viagem, chegou estressado, cansado e, principalmente, todo machucado do último combate e o empresário o queria somente para ser um excelente reprodutor e com sua fama o fazendeiro iria selecionar e vender muitas de sua descendência que lhe daria um lucro excepcional.

O fazendeiro recomendou por demais aos peões boiadeiros que dessem uma atenção especial àquele animal e tivessem o máximo cuidado com a alimentação e, principalmente, com a segurança deles.

Barnabé ficou uns seis meses só na engorda e estava sendo tratado como um verdadeiro lorde e em suas andanças pelos pastos e próximo aos igarapés, o touro assassino verificou que havia uma espécie de animal que todos os demais se afastavam dele o mais rápido possível quando ele aparecia e certa vez Barnabé teve a oportunidade de ver com os seus próprios olhos porque os demais se afastavam daquele animal.

Era uma imensa sucuri de uns 12 metros com cerca de 140 quilos que abocanhara uma capivara e a espécie corria desesperadamente e a sucuri dava corda e em seguida puxava o pobre animal que quase já sem forças ia dando adeus a sua vida. Em pouco tempo a sucuri fez dela sua alimentação da semana. O maldito observava e teve a oportunidade de assistir aquilo por cerca de cinco vezes depois, com uma anta, com outra capivara, com um pequeno bezerro, com um boi mediano e com um veado campeiro. Todos eles a sucuri deixava o animal se cansar para depois puxá-lo, quebrá-lo todo, triturá-lo e fazer deles o seu prato da semana.

Barnabé, já estava acostumado àquela fazenda e bela vida que levava diariamente. Há muito que não precisava usar sua força para poder sobreviver. Sua vida consistia somente em se alimentar e cobrir as vacas que lhe colocavam no seu curral e estava excelente a vida

Como era um animal muito observador, já sabia de cor os locais que pastava e os locais que poderia beber água sem ser molestado por aqueles pequenos animais que destruíam os outros em poucos segundos se fossem atravessar o igarapé, as terríveis piranhas.

Sabia que tinha que pastar bem paralelo à cerca e não perpendicular a ela a fim de não ir próximo ao rio e aos igarapés. Verificou que havia uma enorme árvore, na qual ele sempre amolava seus chifres e descansava.

Um dia com o sol já escaldante, estava o Barnabé a pastar tranquilamente quando observou o costumeiro afastamento do restante dos animais e principalmente aqueles que estavam bem próximo dele, como era um animal inteligente, logo concluiu que aquele animal que matava os outros, estava próximo dele e ele já sabia o que fazer para não ser o prato da semana, ficaria esperto. Imediatamente puxou pela memória e lhe veio à mente que aquele animal agarrava os outros principalmente pela boca e narinas a fim de minar – lhe a resistência e ficasse sem fôlego.

Ele já podia sentir o cheiro daquela fera próximo dele, no entanto ainda não havia descoberto de onde o animal daria o seu famoso bote.

Enquanto isso, a sucuri estava já com o bote pronto, no entanto, ela ainda pensava se era realmente compensador fazer frente aquele monstro forte, ele era realmente alimento para duas semanas e ela não precisaria se preocupar com caça, todavia ela sentia que o touro era muito grande e forte, talvez ela não tivesse forças suficientes para puxá-lo e quebrar-lhe todos os ossos.

Porém, a enorme sucuri era vaidosa e jamais havia perdido uma batalha e principalmente uma caça tão vistosa e apetitosa! Seria uma ótima presa que teria em seu currículo de matadora!

Iria ser uma batalha de líderes invictos!

Sua vaidade e orgulho de matadora a convenceram a dar o bote no touro, esquecendo também de sua segurança física. Um milésimo de segundo antes dela alcançar o corpo do animal com sua enorme boca, o touro, talvez por questão de intuição, resolveu levantar a cabeça e neste milésimo de segundo foi o suficiente para desviar o ponto central do bote. A cobra abocanhou parte da cabeça do touro logo na junção dos chifres.

Havia sido um mau começo, assim pensou a sucuri assassina que imediatamente se enroscou todinha no Barnabé que tranquilamente ficou parado por alguns segundos pensando na melhor estratégia a ser seguida a fim de se livrar daquele perigoso e mortífero incômodo. A sucuri estufada de orgulho logo preconizou que seria mais fácil que ela havia imaginado, o touro ficou paralisado pensou ela!

De repente! Barnabé disparou, ia começar tudo outra vez, assim pensou a sucuri que logo foi se esticando para poder fazer frente à resistência do touro e começou imediatamente o vai e vem.

Esse vai e vem estava sendo assistido por vários animais e alguns peões que tinham medo de se aproximar com medo tanto da reação do touro quanto da sucuri.

Já havia se passado mais de duas horas e eles continuavam no estica, encurta, corre, para, volta…etc. A bem da verdade os dois animais já estavam cansados, tanto a sucuri que via suas forças minar já que gastara toda sua energia porque aquele touro era muito pesado e já estava bastante arrependida de ter feito a investida naquele monstro de tanta resistência, todavia, ela era orgulhosa e sabia que a qualquer momento o touro teria que capitular e ela sairia vitoriosa naquele confronto de matadores, isso sempre acontecia e não seria aquele touro teimoso que iria contrariar a sua lei.

Barnabé era dotado de uma força descomunal e sua mente lhe dizia que o seu oponente não teria forças para resistir por muito tempo e que ele teria que deixar o seu corpo. Foi por esse momento que a maldita vislumbrou que a única forma de vencer aquele animal seria dar outro bote e lhe agarrando pelas fuças e boca ao mesmo tempo, porque assim ela diminuiria o ar que o touro respirava e consequentemente lhe minaria ainda mais a resistência e ela poderia terminar aquele embate e matá-lo com a maior facilidade, porém antes mesmo dela soltar o local onde dera o bote, parte da cabeça junto ao chifre esquerdo, a fim de realizar o seu intuito; o touro Barnabé estancou de repente de sua corrida!

Estava naquele exato momento lembrando-se da maneira que exterminara com um dos leões, ou seja, ele havia espremido o leão contra a parede de concreto armado da arquibancada. Ali não havia naquelas imediações do combate qualquer espécie de alambrado construído de concreto, mas, havia a cerca de arame farpado e o touro sorriu consigo mesmo, a sua moda e ficou feliz em ter conhecido anteriormente o poder do arame farpado!

Quando a cobra sentiu que o touro parara por alguns segundos, ela pensou que terminara por fim a resistência de tão bravo combatente e o puxou com todas as suas forças a fim de começar a quebrá-lo por completo porque ela havia gastado toda as suas forças e energias estando esgotada, a fome dela também estava se tornando intensa.

O touro desejava estar a todo vapor físico quando desse sua investida final e deixou-se puxar tranquilamente, não opondo qualquer resistência a cobra deixando-a engrossar o máximo possível e quando sentiu que a mesma já estava fazendo forças a fim de destruí-lo, ele encheu os pulmões de ar e correu perpendicular a cerca jogando-se com toda sua força na cerca de arame farpado, em seguida ele começou a se arrastar pela cerca e quando o fazia os arames farpados iam se agarrando à sucuri que começara a sentir mais uma vez que aquele touro havia sido uma investida errada de sua parte, mas agora a situação estava ficando complicada para ela e a sucuri tinha que se soltar daquele empecilhos que lhe cortava o corpo e Barnabé continuava a sua tática.

A cobra já estava ficando toda ensanguentada e sem forças, porque em uma das investidas do Barnabé sobre a cerca, vários dos arames penetraram no corpo da cobra e lhe foram rasgando o corpo, à medida que o touro ia se deslocando se arrastando junto à cerca para desespero da cobra que nada podia fazer.

Por fim, sucuri capitulou e soltou a cabeça do animal e se dirigiu para o rio a fim de tentar se recuperar, contudo, mal tocou nas águas, o cheiro do sangue fez vir imediatamente as vorazes piranhas que fizeram da enorme sucuri a janta do dia.

Assim terminara o reinado daquela imensa cobra na região e os vaqueiros ficaram espantados e alarmados com a tática do touro e o respeitaram ainda mais.

Seu dono construiu uma imensa placa aonde podia se ler: aqui habita o temível touro Barnabé, o único animal na face da terra a vencer uma sucuri com tamanho e peso proporcional ao seu.

Por muito tempo o fazendeiro ganhou muito dinheiro com o touro Barnabé, o qual nenhum homem ou animal conseguiu derrotá-lo.

Barnabé morreu naquela fazenda de velhice e seu dono mandou empalhá-lo para perpetuar sua lenda.

Farucki

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Ébano, um nome para preencher as lacunas de uma sociedade preconceituosa

Inspirado na busca de Adriana Vieira Lomar pela identidade da trisavó escravizada, o livro vencedor do Prêmio Kindle de Literatura em 2022 ganha edição impressa

Capa do livro 'Ébano sobre os canaviais', de Adriana Vieira Lomar
Capa do livro ‘Ébano sobre os canaviais’, de Adriana Vieira Lomar – Divulgação / José Olympio

Com a ancestralidade africana negada, Adriana Vieira Lomar por muito tempo tentou descobrir a identidade da trisavó, uma negra alforriada. Rastros de sua existência nem sequer foram encontrados no cartório, entre os documentos dos familiares que deixou em vida. Incomodada com essa falta de informações, a autora decidiu dar à mulher um nome: Ébano, em referência à árvore cuja madeira preta é considerada valiosa.

Mas ter somente uma palavra não foi suficiente. A escritora sentiu a necessidade de construir uma história para a trisavó e, por isso, escreveu Ébano sobre os canaviais. Vencedor do Prêmio Kindle de Literatura em 2022 e agora publicado em edição impressa pela editora José Olympio, o livro levanta reflexões sobre as múltiplas vivências em uma sociedade brasileira construída com base em estruturas preconceituosas.

A obra, composta por capítulos curtos, conta a trajetória de uma mesma família em dois períodos históricos distintos. No século XIX, os leitores conhecem a vida de José, um jovem imigrante português que se apaixona por Ébano, uma negra liberta da escravidão. Apesar de se amarem, os dois precisam se separar para que o filho do casal se torne um senhor de engenho. Já na contemporaneidade, a escritora apresenta Maria Antonieta, uma mulher racista e repleta de privilégios que nunca se incomodou em saber sobre seus antepassados.

A sinhá e o senhor foram ao cartório acompanhados de Ébano. Assinada a alforria, o lugar escolhido por Ébano para comemorar a nova conquista foi a sala de aula. Lá, tendo sinhá Anita como ouvinte, deu uma aula de literatura e apresentou textos infantis para os alunos. A turma já estava alfabetizada (Ébano sobre os canaviais, pg. 123)

Ainda há outros arcos narrativos importantes, como o de Anita. Sinhá, ela luta para melhorar as condições de vida das pessoas escravizadas. Por vezes escondida do marido, toma decisões para diminuir a violência contra os escravos. Entretanto, presa a uma relação pautada pela dominação masculina, precisa se submeter à realidade para sobreviver.

Com este livro, Adriana Vieira Lomar busca criticar o processo de apagamento histórico vivido pela população afro-brasileira, como também explicitar as consequências do patriarcado e do capitalismo. A escritora afirma: “Sabemos que historicamente é assim, mas ninguém questiona isso. Quis trazer análises sobre a sociedade capitalista, o racismo, o colorismo e o machismo por meio da ficção. Imortalizei Ébano pela ausência de memória da minha trisavó que desconheço o nome. Tornei-a uma heroína através da ficção”.

FICHA TÉCNICA

Título: Ébano sobre os canaviais

Autora: Adriana Vieira Lomar 

Editora: José Olympio 

ISBN: 978-6558471370

Páginas: 240 

Preço: R$ 59,90 (físico) | R$ 23 (e-book) 

Onde encontrar: Amazon | Livraria da Vila | Livraria da Travessa 

Sobre a autora

Adriana Vieira Lomar

Formada em Direito e pós-graduada em Literatura Contemporânea e em Roteiro para Cinema, TV e Novas Mídias, a carioca Adriana Vieira Lomar é aposentada do serviço público.

Como escritora, publicou os livros “Carpintaria de sonhos”, “Aldeia dos mortos”, “Ambiguidades” e “Corredor do Tempo”. Seu novo livro Ébano sobre os canaviais ganhou o Prêmio Kindle de Literatura 2022 e foi publicado pela editora José Olympio.

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Edney Silvestre lança novo livro ‘Segredos de um Repórter’

Noite de autógrafos acontece no dia 21 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa, no Shopping Iguatemi

Capa do livro 'Segredos de um Repórter', de Edney Silvestre
Capa do livro ‘Segredos de um Repórter’, de Edney Silvestre
Divulgação

Na próxima terça-feira, 21 de novembro, o jornalista e escritor Edney Silvestre lança o livro “Segredos de um Repórter“, na Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi, em São Paulo, a partir das 19h.

Publicada pela editora Almedina Brasil, a obra reúne as dicas, truques, conselhos, histórias e alguns vexames de um dos melhores jornalistas do Brasil, escalado para cobrir marcos históricos como os atentados de 11 de Setembro e os últimos dias de Saddam Hussein no Iraque.

Com experiência de sobra, Edney reflete sobre o faro jornalístico, a arte de conduzir uma boa entrevista e a necessidade de criar fontes. Ele lista exemplos de perguntas eficazes, explica por que um repórter deve saber mais sobre o entrevistado do que o próprio entrevistado e oferece insights sobre como lidar com as situações imprevisíveis, traiçoeiras e comuns que um repórter enfrenta durante transmissões ao vivo.

Ganhador dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura, Silvestre conversa com estudantes, jornalistas em início de carreira e profissionais experientes na área, além de escancarar a realidade (nada) glamourosa de quem trabalha de frente para as câmeras.

SERVIÇO

  • O que: Noite de autógrafos do livro “Segredos de um Repórter” de Edney Silvestre
  • Data: 21/11, terça-feira, às 19h
  • Local: Livraria da Travessa do Shopping Iguatemi – Av. Brig. Faria Lima, 2232 – Piso Superior – Jardim Paulistano, São Paulo – SP, 01489-900

Sinopse do livro “Contestadores”

Edney Silvestre
Edney Silvestre
Divulgação

Edney Silvestre não sabia nem sequer como segurar um microfone diante das câmeras quando deixou o status consolidado de correspondente e cronista de O Globo em Nova York para, já passado dos 40 anos, encarar o desafio de virar correspondente internacional de uma das cinco maiores redes de TV do mundo.

Não foi fácil. Nem sem críticas contundentes, como ele mesmo admite neste livro, que é uma mistura rica e bem-humorada de bastidores de notícias, memórias de tropeções e de acertos em coberturas e entrevistas.

Com a mesma audácia que enfrentou a timidez, a dislexia e as dificuldades de fala, Silvestre é um dos grandes repórteres da TV brasileira, tendo coberto desde os horrores dos atentados terroristas do World Trade Center, até percorrido o tapete vermelho do Oscar, entrevistando algumas das maiores estrelas de Hollywood, dos teatros da Broadway e da música internacional.

A lista de celebridades que compartilharam o microfone com ele é longínqua. Ganhadores do Prêmio Nobel, artistas formidáveis, nomes do universo musical, da MPB, além de (seus entrevistados favoritos) as mulheres e os homens admiráveis e anônimos do nosso país, mostrados em seu programa Brasileiros.

Hoje consagrado como um dos melhores jornalistas de sua geração, e um dos grandes correspondentes internacionais que já passaram pela TV Globo, Edney Silvestre firmou-se também como escritor de ficção, vencendo o Prêmio Jabuti de Melhor Romance e o Prêmio São Paulo de Literatura, os dois maiores prêmios literários do Brasil, pelo romance Se eu fechar os olhos agora. Aqui, ele conta, sem restrições, como foi este percurso vitorioso. Nunca nenhum repórter revelou bastidores tão profundamente.

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Vento

Valdina Augusto de Souza: Poema ‘Vento’

Valdina Augusto de Souza
Valdina Augusto de Souza
Pensamentos e folhas voam
“Pensamentos e folhas voam”
Criador de imagens do Bing

Vento… Vento
Forte
Assopra
Leva
As folhas
Secas
Das árvores
Folhas
Voam…
Assim
Como pensamento
Rumo
Ao infinito
Folhas
Secas
Parecem
Ter
Asas
Voam…
Vento
Assopra
Folhas
Voam…
Cobrem
O céu
Parecem
Pensamentos
Soltos
Povoando
A imaginação
Pensamento
E Folhas
Voam…

Valdina Augusto de Souza

Contatos com a autora

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Autor narra jornada espiritual de Maceió a Santiago de Compostela

David Maykell reúne reflexões que surgiram ao peregrinar por quase 1500 km, rumo ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e à capital da região de Galiza, na Espanha

Capa do livro 'Enquanto for peixe, eu não rio'
Capa do livro ‘Enquanto for peixe, eu não rio’
Divulgação / David Maykell

Peregrinar. Encarar os desafios de longas trilhas, num encontro com a natureza, consigo e com Deus: é o que muitos viajantes buscam ao andar pelos Caminhos da Fé, no Brasil, e pelos conhecidos Caminhos de Santiago, que tem como destino a cidade espanhola de Santiago de Compostela.

São pensamentos sobre a vida e relatos dessas caminhadas que dão forma ao quarto livro do alagoano David Maykell. Em Enquanto for peixe, eu não rio – Reflexões entremeadas pelos Caminhos da Fé e de Santiago de Compostela, o autor divide com o leitor pensamentos, angústias, decisões e mudanças.

Ao navegar pelas redes sociais, David percebeu potencial para compartilhar histórias e devaneios, deixar de lado pudores e mostrar mais de si para quem quisesse ler, se conectar e compartilhar sobre a vida. “Senti a magia de me desnudar, sendo vestido e protegido pelo etéreo do ser virtual. Percebi que, em pouco tempo, eu estava com um acervo significativo de reflexões em forma de posts, as quais ganharam vida após as interações dos habitantes do outro lado”, conta.

A decisão de fazer os Caminhos veio junto a reflexões sobre a existência. Após se separar e vender o apartamento, todos os bens cabiam em uma pequena mochila. Foi assim que, sem nenhum planejamento e com um estilo de vida sedentário, partiu rumo ao Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida.

Ao voltar, sozinho em um hotel em Maceió e de licença no trabalho, comprou uma passagem de avião para Portugal e, no mesmo dia, embarcou em uma nova peregrinação. David percorreu mais de 1.500 quilômetros em busca de si, costurando com palavras do que viveu, pensou e foi a cada dia.

Enquanto estiver preso ao caminho, talvez, seja libertado do que me dilacera.
(Enquanto for peixe, eu não rio, pg. 43)

A vida presenteia cada um com momentos de alegrias e de sofrimentos, experiências marcantes e sentimentos únicos. O autor faz de Enquanto for peixe, eu não rio um livro fonte um espaço de reflexões variadas, ilustradas por fotos de cenas cotidianas, de si mesmo, dos lugares por onde passou e da natureza. O livro é um registro da construção de um novo David e traz ao leitor pensamentos sobre a experiência de ser humano.

FICHA TÉCNICA

Título: Enquanto for peixe, eu não rio – Reflexões entremeadas pelos Caminhos da Fé e de Santiago de Compostela
Autor: David Maykell
ISBN: 978-65-00-75107-9
Formato: 15,4 × 23 × 0,94 cm
Páginas: 168
Preço: R$ 47,95 (físico) | R$ 19,91 (e-book)
Onde encontrar: Uiclap e Amazon

Sobre o autor

David Maykell
David Maykell

David Maykell nasceu em Arapiraca, Alagoas, mas reside atualmente em Maceió. Servidor público federal, ele é Analista Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), formado em Ciências Biológicas e pós-graduado em Recuperação de Áreas Degradadas.

O autor descobriu no poder das palavras maneiras de expressar seus devaneios sobre a vida, e nas redes sociais uma forma de mostrar-se ao outro, sem máscaras e sem pudores. Em busca de liberdade e autoconhecimento, o autor percorreu os Caminhos da Fé e os Caminhos de Santiago, condensando as experiências no livro Enquanto for peixe, eu não rio. Além deste, já publicou as obras “Planeta Intocável”, “Para Sempre Filho” e “Suicida em Série”.

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