Isabel FuriniO número 1 – A eternidade Criador de imagem do Bing
um sonho ancora na garganta e como uma gaivota faminta rejeitando peixe com pimenta é transformado no número 1 (1 sonho 1 ponto 1 círculo) o alento único da eternidade o número 1, divisível só por si mesmo ecoando a unidade nos 100 bilhões de estrelas da Via Láctea
e na metamorfose da lagarta no perambular da borboleta no canto das gaivotas e no crocitar dos corvos
Realizar uma Feira Literária é incentivar a leitura e aproximar leitores e escritores
Banner da 1ª Feria Literária de Jardim Camburi
Realizar uma Feira Literária é incentivar a leitura e aproximar leitores e escritores. Para tanto, a 1ª feira Literária de Jardim Camburi, na cidade de Vitória/ES, idealizada pela Condessa e Marquesa Maria Helena Guedes e organizada pelas escritoras Fabíola Sampaio e Advanir Rosa, contará com uma programação diversificada, com momentos de autógrafos, palestras, sessão de fotos, apresentações culturais, entre outros atrativos.
OBJETIVOS:
Estimular a participação do público em eventos literários;
Realizar a comercialização de livros, em especial de autores independentes;
Oportunizar discussões com interesses culturais;
Oportunizar que pessoas exponham seus talentos artísticos.
Programação
07/12/2023 – (18h às 20h) Abertura do evento com coquetel e apresentação musical. Presenças ilustres de autoridades capixabas e personalidades do meio cultural, artístico e literário.
08/12/2023 – (13h às 20h) Exposição de livros com seus respectivos escritores, contação de histórias, roda de conversa, brincadeiras interativas, apresentações musicais.
09/12/2023 – (9h às 16h) Exposição de livros com seus respectivos escritores, contação de histórias, roda de conversa, oficinas de brincar, show de mágica, sarau poético, apresentações musicais e lançamento do livro do escritor Luciano Máximo.
SERVIÇO:
1ª Feira Literária Jardim Camburi, na cidade de Vitória/ES
Data: 07 a 09 de dezembro de 2023
Local: Centro Comercial UNIQUE MAL – Av. Armando Duarte Rabello, 126 – Jardim Camburi, Vitória/ES
Evento gratuito e aberto ao público infantil e adulto.
Will GuaráNo bar, amigos tomando uma cerveja bem gelada Criador de imagens do Bing
Para muitos, era apenas mais um dia em que a pátria ficaria mais velha. Os bares da rua: Delfinópolis, na cidade Seródio, já estavam cheios. Homens e mulheres tomavam uma loira redonda e bem gelada. Num ritual estranho, realizado em toda data comemorativa.
As esquinas de todas as ruas estavam cheias de pessoas segurando bandeiras com rostos variados, e a mesma frase clichê: o melhor para Guarulhos. Outro ritual estranho que se repete de tempo em tempo.
Após passar à noite inteira percorrendo o terminal de cargas e atendendo clientes no seu ambiente de trabalho, Nicolas chega em sua casa inteiramente moído. O rapaz quer apenas banhar-se, tomar um café da manhã bem reforçado e iniciar uma conversa no Zap com Luna. Conversa essa, que fora adiada devido um roubo que ele sofrera no coletivo: 552 no mês passado, onde levaram o seu celular.
‘Lobo’, como era chamado carinhosamente por Luna. envia uma mensagem para sua amada:
– Bom dia, my love! Como estás? – O rapaz, aflito, aguarda alguns minutos a resposta de sua metade.
– Bom dia, meu amor. É mesmo você?! – responde Luna, apaixonada e desconfiada.
– Claro que sou eu, minha menina deusa – retorna Nicolas, aliviado.
O casal apaixonado conversa por meia hora, tentando matar a saudade, que parece vir de outras vidas. Contudo, o diálogo pelo aplicativo parece não bastar. E a melhor solução para essa distância seria construir uma ponte que aproximasse essas duas almas afins. E foi o que Luna fez, ao passar o endereço de sua casa, para seu ‘Don Juan’.
‘Lobo’, com o coração a mil, vestiu a primeira roupa que viu pela frente, passou um perfume suave e correu para o ponto de ônibus mais próximo de sua casa, pois, como era feriado nacional, os coletivos demoravam muito para passar. E após ficar quarenta minutos dentro de um ônibus, quase uma eternidade, Nicolas chega no local marcado. Qual o nome da rua? O garoto não sabe, pois só lembrava do ponto de referência dado por sua amada: hospital padre Bento, de frente para um ponto de táxi.
E ao chegar no lugar do encontro, seu coração só faltou saltar pela boca, pois, ainda dentro do veículo, ele viu Luna, que o esperava ansiosamente no portão. Era impossível não ver de longe aquelas curvas divinas num vestido cinza curto. Os olhos famintos do guará estavam tão cegos de amor e saudade, que ele quase caiu ao descer do busão. Nenhuma palavra fora proferida naquele momento. Apenas olhares seguidos de um longo abraço foi o que ficou no ar.
A casa onde Luna morava com o irmão e a cunhada lembrava um pequeno cortiço. Tinha várias casas no mesmo quintal. Mas o que realmente importava era que, finalmente os dois estavam a sós. E poderiam não só matar a saudade, como também, o desejo voraz do corpo e da alma.
E como se fosse um iniciante na matéria de amar, Nicolas não acreditava em tudo aquilo que estava acontecendo. De repente, se viu deitado ao lado de uma verdadeira deusa Maia, como sempre imaginou que seria. Porém, dessa vez era tudo muito real. E não mais na tela do seu smartphone.
Como era de se esperar, o canídeo faminto de amor e querendo cumprir tudo aquilo que sempre prometera para sua amada à distância, não conseguiu se conter. Quando foi tentar segurar mais um pouco, era tarde demais. Sentiu apenas o seu prazer jorrar precocemente, deixando aquela deusa no corpo de mulher queimando de um prazer astral. E após tentar achar uma explicação para o ocorrido, o ‘guará negro e vermelho de vergonha, resolveu calar-se. Insatisfeito e desapontado com seus fracos resultados, pediu para ir ao banheiro. Que
Queria tomar uma ducha na expectativa de que tudo se resolvesse. Banho tomado, era hora de deixar o placar igualado. Tentaram começar tudo outra vez, mas não foi possível. Mesmo com todos os métodos usados por aquela cabrocha, não foi possível a realização de um segundo tempo.
Feito um animal moribundo. O mortal rapaz, com seu instinto másculo ferido, não percebeu que rolavam de suas retinas algumas gotas de tristeza e frustração. Sua alma chorava naquele momento, sentindo a gravidade das poucas horas de intenso amor.
Agora, a única certeza que sondava a mente do pobre canídeo era de que ele não era mais um macho alfa, mas sim, uma mera raposa. E como tal bicho, lembrou-se que o irmão de sua amada viria do trabalho para casa. Na intenção de evitar outro constrangimento, vestiu suas roupas e disse baixinho:
– Deixe-me ir, preciso andar. A nobre ‘Lua’, desapontada com o seu Ogum, quase não quis acompanhá-lo até o portão.
De almas atarantadas, os dois abraçaram-se por uma última vez. Nícolas entrou no primeiro coletivo que viu. Só que dessa vez, não tão entusiasmado como outrora. Tentou falar com Luna mais tarde, porém, não obteve sucesso algum. E ao chegar a casa, sua tristeza só fez aumentar, pois esperavam por ele com um largo sorriso no rosto a esposa Rosa e os filhos Gustavo e Mariana.
Resenha do livro “Elogio à Loucura”, de Isa Oliveira, pela Editora Uiclap
RESENHA
Neste livro é contada a história de Dulce, uma mulher que as vésperas de completar sessenta e seis anos, descobre que tem câncer.
E após esta descoberta, ela passa no mercado, compra a garrafa de vinho mais cara.
Ao chegar a casa ela toma a garrafa inteira, sozinha, para comemorar e começa a escrever um livro.
No momento em que está escrevendo, ela se lembra que sua cachorra, a Brigitte, nunca namorou e decide pôr um anúncio no jornal, para arrumar um namorado para a cachorra.
A partir daí, um fato novo se dá, e Dulce começa uma reflexão profunda e descobre a mulher que ela foi, antes das decepções que a fizeram ranzinza e antissocial.
E, mais que isso, ela descobre coisas muito sublimes, como a força interior e a fé.
Um livro encantador, profundo e que, de uma forma ou de outra, tocará seu coração.
Um livro lindo!!!
Leiam!!!
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
SOBRE A OBRA
Isa nos conta que, em um momento muito delicado de desencanto em sua vida, após o término de um relacionamento, perdeu o entusiasmo com a vida.
Porém, o Universo, sábio como é, a colocou perante uma circunstância que a fez despertar.
Ao ouvir uma reportagem que falava sobre uma pessoa que lutava contra o câncer, ela percebeu que estava jogando sua vida fora e começou a imaginar como estaria sua vida dali a 30 anos.
Todos estes fatos contribuíram para que ela desenvolvesse essa narrativa surpreendente de “Elogio à loucura”.
E para a personagem principal, a autora se baseou em sua mãe que morreu de câncer.
Lembrando que, apesar de que o pano de fundo do livro seja o câncer, essa não é a temática principal, e sim, o amor-próprio, a vida e tudo que podemos fazer dela.
SOBRE A AUTORA
Izilda Alves de Oliveira da Rocha Campos, 58 anos, nasceu em Monte Alto/SP.
De berço pobre, Isa trabalhou vários anos como empregada doméstica.
Com 17 anos, começou a escrever para o jornal de sua cidade.
Com sua escrita impecável, foi convidada para trabalhar no Estadão, onde ficou por 2 anos.
Antes de se aposentar há sete anos, trabalhou no Metrô e na Caixa Econômica Federal.
É formada em letras pela USP e pós-graduada em Docência no Ensino Superior pelo Centro Universitário Senac.
Isa é casada, ou melhor, “bem casada”, como ela fala com orgulho. Tem um filho, sete cachorros e dois jabutis.
Atualmente trabalha com escrita literária, e é redatora de um canal católico e Ghost Writer.
Como autora tem dois livros de contos, um publicado, “O Chapéu de Alberto” e um outro para publicação em breve.
Em ambos fala de situações do cotidiano, dificuldades, desafios, ironias, sonhos e tudo mais que compõe histórias fortes e significativas.
A escrita é minha razão de existir. Minha missão é: “melhorar o mundo e iluminar vidas pelo poder da palavra”. Quero consolidar a minha carreira de escritora, fazendo a trajetória “de doméstica a best seller”.