Preceitos na disputa da vida

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Artigo
‘Preceitos na disputa da vida’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo

Qualquer jogo tem as suas regras, que envolvem: local, tempo, recursos diversos, normas, prémios e punições; que devem ser, honesta e legalmente, observados, a fim de se chegar ao objetivo principal que é vencer, de resto, uma das principais finalidades do jogo. Como refere o adágio popular: “Ninguém gosta de perder, nem a feijões”.

Sendo o sucesso o objetivo fundamental de uma qualquer competição, compreende-se, dentro de certos limites legítimos e legais, que as pessoas intervenientes, mantenham uma certa reserva, e sigilo, relativamente às estratégias, métodos e recursos que tencionam utilizar, sem que os procedimentos, atitudes e comportamentos prejudiquem, em circunstância alguma, o respeito devido aos adversários, à honra, ao bom-nome e à dignidade.

No jogo da vida, não vale tudo, também aqui há regras, princípios, valores, sentimentos e emoções, próprios da sociedade civilizada que, afinal, é o palco, o espaço, o “estádio” onde se desenrolam os diversos desafios. Neste campo, todos os jogadores são muito mais do que uma camisola, com um número e uma publicidade qualquer.

Jogar no “palco da vida” e para além de tacticismos e habilidades diversas, o essencial é: a magnanimidade dos jogadores; o respeito que uns devem aos outros; o espírito último de que o jogo da vida, em que estamos envolvidos, é o mais importante, único e irrepetível de cada interveniente; e, ainda que, para além do resultado pessoal, o benefício, tanto quanto possível, deve ser extensível a todos os alegados “adversários”, porque terminada a competição, todos, mas mesmo todos, terão o mesmo fim: com pompa e circunstância; ou no anonimato, ficando: de uns e de outros as recordações; a memória coletiva e/ou das famílias e amigos, sobre os métodos (ações) que ao longo da competição utilizamos.

A vida é, portanto, um exigente campeonato, com diversos, muitos e diferentes jogos, que nem sempre conduzem aos resultados pelos quais lutamos. É uma competição onde existem em disputa várias “taças”: saúde, família, educação formação, trabalho, economia, política, religião, segurança, respeito, lazer, entre muitos outros “troféus”, também estes, muito importantes.

E se a título, meramente ilustrativo, analisarmos o “campeonato político”, nas suas diversas componentes: presidencial, legislativa, europeia e autárquica, verificamos que os jogadores são oriundos de quadrantes ideológicos diferentes, apoiados pelas respetivas “claques partidárias”, que utilizam táticas e técnicas distintas. Por vezes, quando a lei permite, juntam-se a competir, equipas independentes, com apoios heterogéneos, ou relativamente conotados com alguma orientação partidária. 

Verifica-se, com deplorável frequência, que as regras da boa educação, do civismo, do respeito, da objetividade das ideias e projetos, dos interesses coletivos, entre outras, igualmente importantes são, sistematicamente, violadas, e até parece que “vale tudo”, inclusive: “desenterrar os mortos, familiares e/ou amigos” dos adversários em competição, para denegrir as suas memórias e assim conotá-las aos opositores.

De igual modo e, Infelizmente, tantas vezes se agride física, psicológica e moralmente quem não pode, ou não é capaz, de se defender contra “armas” tão traiçoeiras. Na verdade, este campeonato político, nas diferentes “Divisões” ou “Ligas”, demonstra que alguns jogadores fazem: primeiro, no palco eleitoral; depois, no âmbito do exercício do respetivo poder de “campeão”, o espaço e o tempo para as maiores atrocidades, contra situações, interesses, legal e legitimamente instalados, também contra pessoas que sofrem, injustamente, a violência do/s vencedor/es, em vez destes implementarem e praticarem valores humanos, em favor dos mais desfavorecidos.

Algumas ideias podiam avançar-se para este campeonato da vida, mas, na verdade, é essencial saber-se ganhar e saber-se perder. Com efeito: por um lado, quem ganha não tem o direito de humilhar, de ridicularizar, de perseguir, de se vingar os seus adversários, pelo contrário, deve dar-lhes a mão, saber colocar-se na situação psicológica e social de quem perdeu, reconhecer-lhes os méritos, mitigar-lhes o sofrimento que toda a derrota inflige na pessoa; por outro lado, quem perde tem o dever de não recorrer à desforra, à represália, à traição e à difamação, mas tem o direito de exigir ser respeitado, considerado, estimado e a ser-lhe dada uma oportunidade para demonstrar as suas capacidades, a sua vontade de participação, porque afinal também contribuiu para o mérito que é reconhecido, ou não, ao seu oponente vencedor, porque, como diria Monsieur de la Palice: “Se há um vencedor; então existe um derrotado”.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Alta tensão

Eliéser Lucena: Poema ‘Alta tensão’

Eliéser Lucena
Eliéser Lucena
Silvana Lucena

Do alto da sacada parecia mentira

Energias se conectaram

Ninguém poderia saber

Entender? Melhor nem tentar

O corpo pede a alma implora

Aqui, agora é imortal

Mas nem tudo é perfeito

Tropeçamos em nós mesmos

Vítimas da nossa estupidez

Não se sabe quando é a hora

Só sentimos o impulso

Uma visão, um simples olhar

Um toque, uma centelha

O suficiente para um incêndio

Mas como pode?

Descendemos da mesma raiz

Não somos imunes ao que acontece

Apenas passageiros desatentos

Embarcamos ou não, a escolha é nossa

Ao escolhermos, um mundo deixa de existir

Outro começa a florescer

Caminho que pode ser sinuoso

Mas vale por si e pela viagem

Nota: Não acredito que exista um dia apenas para o reconhecimento de algo, alguém ou alguma coisa. É um trabalho árduo que deve ser feito todos os dias. Na verdade, acredito no resgate de nós mesmos, saindo de casulos imaginários, lugares onde somos imbatíveis. Hoje, um marco, uma data em que celebro mais um ano de casamento com a pessoa que escolhi e que, mesmo em momentos não tão bons, estava lá, um esteio de força e determinação… Silvana Lucena!

Bodas de Cerâmica ou Vime – 9 anos

Eliéser Lucena

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Explorando a cor: uma década de impressões e múltiplos

Carbono Galeria inaugura exposição ‘Explorando a cor: uma década de impressões e múltiplos’, de Carlos Cruz-Diez

Ana Serra - Carlota Perez e Renata Castro e Silva
Ana Serra – Carlota Perez e Renata Castro e Silva
Foto Divulgação

O evento de abertura aconteceu no sábado 28/10, celebrando o ano do centenário do artista venezuelano e 10 anos de existência da galeria

No último sábado, 28/10, a Carbono Galeria, fundada por Ana Serra e Renata Castro e Silva, inaugurou a exposição Explorando a cor: uma década de impressões e múltiplos, de Carlos Cruz-Diez. O evento reuniu amigos, artistas, curadores e apreciadores de arte para celebrar o centenário do artista venezuelano e os 10 anos de existência da galeria.

Elaborada em parceria com a fundação que leva seu nome, a exposição reúne 33 gravuras além de nove esculturas produzidas nos últimos 10 anos de vida do artista, que completaria 100 anos em 2023.

Com curadoria de Carlota Perez-Appelbaum, consultora da Fundação Cruz-Diez, a exposição propõe uma viagem íntima por meio de experimentações do artista que teve uma carreira prolífica. O visitante poderá contemplar cromografias da Série Panam (2010), que destacam as infinitas possibilidades das formas retangulares, conceito também explorado em trabalhos da série Induction Chromatique Caribeña, de 2018, feitos um ano antes do artista falecer em 2019.  

“Através de técnicas meticulosas, como a serigrafia, a litografia e a impressão a laser, Cruz-Diez transformou o plano bidimensional num parque de diversões para os sentidos. Cada impressão, tal como um instrumento afinado, envolve o espectador numa sinfonia visual que dança graciosamente diante dos seus olhos, explorando as interações das cores de uma forma que desafia e encanta a mente”, diz a curadora Carlota Perez Appelbaum.

A cor não é algo estático, mas sim um fenômeno espacial dinâmico. Um exemplo notável disso pode ser observado em “Indução ao Amarelo – Oficina 4 (2012)”, parte da série “Indução Cromática” do artista. Segundo a curadora, nesta obra, o espectador experimenta um efeito óptico duplo: de perto, é possível discernir intrincadas formas geométricas formadas por linhas paralelas em azul, preto e branco. No entanto, ao se afastar, as linhas diminuem de tamanho, revelando uma tonalidade amarela que cria uma experiência virtual tão vívida quanto as cores da superfície.

Além dos trabalhos em papel, provenientes da Fundação Cruz-Diez, as séries de edições limitadas apresentadas nesta exposição incluem esculturas e objetos manipuláveis que permitem aos espectadores explorarem a cor em três dimensões e em uma escala íntima. Para a sócia-fundadora da Carbono, Renata Castro e Silva, “É muito especial celebrar dez anos com uma exposição de Carlos Cruz-Diez, um dos principais nomes do movimento cinético, junto a Julio Le Parc, Jesús Rafael Soto e Abraham Palatnik. A obra de Cruz-Diez é um marco da arte moderna, a interação entre cores e movimento desperta muita identificação com o público brasileiro”, ressalta a galerista. 

Se a arte transcende os limites convencionais e possibilita a expansão das dinâmicas entre cor e luz por meio dos sentidos, Explorando a cor: uma década de impressões e múltiplos oferece também uma experiência tátil e interativa que mostra como disposições espaciais, ilusões ópticas e os jogos de cores são características da obra de Cruz-Diez.

Sobre o artista

Carlos Cruz-Diez nasceu em 17 de agosto de 1923 em Caracas, na Venezuela. Seu encantamento pela cor começou quando frequentava a pequena fábrica de garrafas de refrigerante de seu pai, onde o jovem explorou os reflexos de luz e cor causados pelo sol nos vidros. Desde criança, demonstrou uma paixão pelo desenho e, apesar de receber repreensões dos professores na escola, seus pais o incentivaram a explorar as artes.

Em 1940, ingressou na Escola de Artes Plásticas e Aplicadas, onde obteve seu diploma como professor de arte, profissão que exerceu até os 70 anos. Na juventude, Cruz-Diez trabalhou como ilustrador e designer gráfico para a revista El Farol, além de colaborar com diversas publicações alternativas. Durante esse período, ele também criou quadrinhos para vários jornais venezuelanos e se envolveu com trabalhos publicitários.

A partir de 1954, começou a se interessar por arte abstrata, desenvolvendo uma série de projetos de murais externos com elementos geométricos. Na década seguinte, em 1965, sua carreira se solidifica no exterior com a participação na exposição antológica “The Responsive Eye”, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) – evento que consagrou o movimento da arte cinética. Sua obra encontra-se em coleções permanentes de museus renomados, como o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), a Tate Modern em Londres, e o Centro Georges Pompidou em Paris, entre outros. Em 2005, fundou a Fundação Cruz-Diez com o objetivo de preservar, desenvolver e difundir o seu legado artístico e conceitual.

Sobre a Carbono

Ao longo de uma década, a Carbono lançou mais de 400 edições de mais de 200 artistas nacionais e internacionais. Única galeria brasileira a trabalhar exclusivamente com múltiplos, realizou no início do ano uma exposição comemorativa com múltiplos de 10 artistas convidados, entre eles Vik Muniz, Regina Silveira, Sonia Gomes, Artur Lescher, Julio Le Parc e Paulo Pasta. “Completar uma década é um reconhecimento da importância de uma galeria como a nossa que democratiza e facilita o acesso a um trabalho de arte contemporânea de qualidade”, afirma Ana Serra, sócia-fundadora da galeria.

As edições são obras produzidas em séries limitadas em diversos suportes, como escultura, objeto, gravura, fotografia, vídeo e até instalação. Na Carbono, esses trabalhos são criados a partir de uma cuidadosa curadoria e com o rígido controle e certificação de autenticidade. Assim, a instituição contribuiu para derrubar o preconceito em torno dessas tiragens criando oportunidades para a formação de novos colecionadores e a ampliando o mercado artístico. Ao apresentar múltiplos de artistas consolidados, a galeria também aumenta o acesso à produção criativa do artista e torna acessível para o público, trabalhos que antes seriam inatingíveis.

SERVIÇO

Explorando a cor: uma década de impressões e múltiplos, de Carlos Cruz-Diez

Abertura: 28/10, às 11h

Período expositivo: 28/10 até 23/12

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 18h; sábado, das 11h às 15h

Entrada gratuita

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Poesia indômita

Pietro Costa: ‘Poesia indômita’

Pietro Costa
Pietro Costa
As armas são modernas e digitais
Criador de imagens do Bing

À barbárie, o poder se resigna

A marca da maldade em voga

Na orgia instituída que revoga 

O direito popular à vida digna 

Ah, sociedade sem lei e sem alma

Que para a truculência bate palma

Nos exemplos fajutos de altivez

Será que a poesia ainda tem vez?

Na bandidagem de ‘heróis’ venais

E no heroísmo dos falsos sicários 

As armas são modernas e digitais  

Balas matam biografias e legados

O @ um dos distintivos mais temidos

Insígnia dos xerifes e milícias virtuais 

Arrombando o salão, temperamentais

Fortes disparos nas teclas, há feridos

A sede de poder saciada no sangue

Os descontentes rotulados: gangue

Eis a Carnificina de todos os dias

Bangue-bangue, parece não findar

A democracia e soberania, vítimas

Só na poesia indômita, irei confiar

Pietro Costa

Contatos com o autor

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MAM Educativo celebra o Dia da Consciência Negra

Em visita mediada à mostra recém-aberta Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira, crianças e adultos são convidados a debater e discutir os diversos aspectos da exposição, bem como o impacto que ela tem na arte e na história

Pocket Show com Negret
Pocket Show com Negret (Domingo MAM). Foto: Pedro Queiroz
Link para imagens da programação: https://flic.kr/s/aHBqjB1xBP

 Entre as atividades em sinergia com o tema, estão leitura coletiva, música, oficina, dança e karaokê

No mês em que se debate e celebra a consciência negra, o MAM Educativo oferece uma programação especial e gratuita voltada aos pequenos e a toda a família. As atividades abrangem variados formatos de atividades, passando por música, dança, leitura coletiva, visitação às exposições do MAM e outras.

Em visita mediada pela exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileirao público é convidado a participar de leituras e reflexões coletivas sobre os 35 anos que se passaram desde a mostra A Mão Afro-Brasileira – O Significado da Contribuição Artística e Histórica.  Realizada em 1988 no MAM, com curadoria de Emanoel Araujo, a mostra inaugurou 100 anos após a Abolição da Escravidão e a instituição da nova Constituição que ampliava direitos até então recusados a mulheres, negros, negras e originários.

Nas atividades do Para ler junto com MAM Educativona exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira, os participantes terão a oportunidade de debater e discutir os diversos aspectos desta importante mostra, bem como o impacto que ela tem na arte e na história.

Dando continuidade ao debate da consciência negra, o MAM Educativo também convida o público para participar das atividades que celebram os 50 anos da cultura do Hip Hop. Para enaltecer este estilo musical símbolo de luta e resistência nas periferias do país, a programação traz para o Domingo MAM, no dia 12, o cantor Negret para um Pocket Show.

No dia 18, na atividade Criação de ficções, o artista visual Daniel Cruz realiza uma oficina de experimentação com tinta. Nessa atração, o público presente utiliza sua liberdade de composição para construir cenários com tinta spray, inspirados no graffiti e na arte de rua, e os personagens de nossas histórias. Além disso, a atividade também irá pensar nas sensações e memórias que as cores trazem para cada indivíduo, a fim de colaborar com as diversas identidades do público e suas manifestações no mundo.

Já no último domingo do mês, dia 26, acontece o Breaking Ibira com a participação especial do artista Cayarí. Ele realiza um pocket show, desfile das marcas Power Caps e Shinobi, um workshop de fotografia com Sarará, além da exposição fotográfica “Breaking e suas expressões”. E sem deixar faltar o som comandado pelo dj para os dançarinos realizarem suas cyphers.

Veja a seguir a programação completa das atividades de novembro:
01/11 (qua) às 16h
Programa de Visitação
Para ler junto com MAM Educativo na exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira

Para ler junto é um espaço de encontro dedicado às mais diversas formas de leitura que inspiram a exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira. É proposto que estas leituras ocorram de maneira coletiva e dinâmica para que juntos ampliemos nossas compreensões sobre arte e os temas relacionados à exposição.

Atividade presencial, gratuita e livre para todos os públicos. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.

02/11 (qui) às 15h
Contatos com a arte
Visita à exposição Realidades e Simulacros com MAM Educativo
Expandindo os significados e materialidades acerca do que é arte, o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta a exposição de realidade aumentada “Realidades e Simulacros”, composta por obras inéditas que permitem o contato com diferentes realidades e/ou simulacros que interferem na paisagem do Parque Ibirapuera. Por meio de uma plataforma criada especialmente para a mostra para ser vista com o aparelho celular, o público será convidado a conhecer e perceber a realidade ao redor de outra maneira, investigando as fronteiras entre o digital, o natural e o construído.

Atividade presencial, gratuita e livre para todos os públicos. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.

04/11 (sáb) às 15h
Família MAM + Arte e Ecologia
Oficinas do Cotidiano: reciclagem, encadernação e carimbos com Leonardo Sassaki
Oficinas do cotidiano são encontros para experimentar e fomentar a sabedoria das linguagens manuais e artesanais em objetos que fazem parte do nosso dia a dia. Inspirado na exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira, o educador Leonardo Sassaki convida nesta oficina a explorar os modos de criar através de todos os processos, desde reciclar os papéis, encadernação manual e personalizar os cadernos com carimbos inspirados em obras da exposição feitos com galhos colhidos do parque. 

Atividade presencial e gratuita, para crianças a partir de 06 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.

05/11 (dom) às 15h
Domingo MAM
Karaokê: Vozes negras com MAM Educativo
Em celebração ao mês da consciência negra, abrimos os microfones para os visitantes do mam e do parque Ibirapuera cantarem canções escritas e interpretadas por artistas negras(os)(es) brasileiras (os)(es). Será possível escolher canções selecionadas pela equipe educativa e também propor músicas que inspirem a ocasião.

Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Inscrições com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

11/11 (sáb) às 15h
Família MAM
Oficinas do cotidiano: Estamparias com MAM Educativo
Oficinas do cotidiano são encontros para experimentar e fomentar a sabedoria das linguagens manuais e artesanais em objetos que fazem parte do nosso dia a dia. Inspirado na exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira, o MAM educativo convida nesta oficina a explorar os modos de criar estampas imprimindo em panos de prato.

Atividade presencial e gratuita, para crianças a partir de 06 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.


12/11 (dom) às 15h
Domingo MAM
Pocket Show com Negret
O pocket show com o artista independente Negret apresenta um repertório especial com músicas do lançamento da  EP “Defeitos” (2023) e de seu álbum solo “Vírus do Preconceito” (2022). Negret convida o público para refletir e compartilhar sobre suas vivências dentro da cultura do hip hop.

Negret é artista independente vindo das ruas do interior paulista. Sua primeira experiência com o Hip Hop foi o break dance vindo de casa com influências de seu pai que era B.boy. Com participação em batalhas de rima, teve experiências como mestre de cerimônias e foi campeão de algumas batalhas como Batalha da Laje e Batalha da Teles.

Negret participou do Grupo Holocausto da Quebrada e deu continuidade a sua carreira solo com o lançamento do álbum intitulado Vírus do Preconceito em 2022. Negret realizou shows em Casa de Cultura Itaim Paulista, Casa de Cultura Zona Leste Tiradentes, CEU Formosa, Batalha da Central em Diadema, entre outros espaços culturais. Negret vive em Ferraz de Vasconcelos, extremo leste de São Paulo, por meio de suas letras procura compartilhar suas vivências e lutas contra o preconceito e a desigualdade social.

Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

15/11 (qui) às 15h
Contatos com a arte
Visita à exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira depois com MAM Educativo
O MAM Educativo convida o público a uma visita mediada na exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira. A exposição organizada pelo MAM SP e o Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, celebra a exposição “A Mão Afro Brasileira – Significado da contribuição artística e cultural” organizada em 1988 e realizada pelo MAM SP.

Atividade presencial, para professoras(es), educadoras(es), pesquisadoras(es), estudantes e artistas. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência. Para emissão de certificado, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br após a atividade, com comprovante de inscrição em anexo.

18/11 (sáb) às 15h
Família MAM
Criação de ficções: Oficina de experimentação com tinta spray com Daniel Cruz
Se quem olha para fora, sonha, e quem olha para dentro, desperta, quais são os mundos que vivem na nossa cabeça? Quais histórias que contaríamos, e quais suas cores? Nesta oficina, iremos utilizar nossa liberdade de composição para construir cenários com tinta spray, inspirados no graffiti e na arte de rua, e os personagens de nossas histórias. Além disso, a atividade também irá pensar nas sensações e memórias que as cores trazem para cada indivíduo, a fim de colaborar com as diversas identidades do público e suas manifestações no mundo.

Daniel Cruz é graduando em Letras-Português pela Universidade de São Paulo, onde centraliza seus estudos no afrofuturismo, um movimento cultural que usa o conceito da tecnologia para projetar um futuro do ponto de vista da comunidade negra, e as diversas culturas de linguagem urbana. Além disso, também é arte educador em formação no MAM São Paulo.

Atividade presencial e gratuita, para crianças a partir de 06 anos, acompanhadas de suas(eus) responsáveis. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.

19/11 (dom) às 15h00
Domingo MAM
Oficina de Gumboot Dance com Pâmela Amy
O Gumboot Dance nasceu no final do século 18 para o século 19 nas minas de ouro e diamante da África do Sul. A princípio, era utilizado como forma de se comunicar, pois nesses lugares haviam pessoas de várias partes do continente africano. Este código era utilizado contra os perigos iminentes, além de um método de organização entre os trabalhadores. Desta língua nasceu uma dança percussiva que traz em suas palavras um manifesto.

Pâmela Amy, 29 anos, Coreógrafa, Bailarina, Performer, Produtora Cultural e Fotógrafa. Iniciou sua trajetória artística no Núcleo de Dança Pélagos, no qual participou dos espetáculos Volúpia, Garimpo e Y Khissa. Após isso, em 2013 entrou na companhia de dança africana Gumboot Dance Brasil, na qual está há 10 anos. Na companhia Gumboot Dance Brasil, pesquisa danças da África do Sul como Zulu, Botsuwana e o Gumboot. A partir dessa pesquisa, foi intérprete criadora dos espetáculos Yebo e o Subterrâneo, além dos musicais Beat 16, Gumboot Dance Brasil 10 anos e Yebo Remix.

Atividade presencial, gratuita e livre para todos os públicos. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.

25/11 (sáb) às 14h
Família MAM
“Dikeledi” e as voltas que o mundo dá com Núcleo Histórias de Comadres.

Núcleo Histórias de Comadres encontrou nos instrumentos musicais presentes no universo da Capoeira Angola a inspiração para criar narrativas e imagens. Dikeledi é uma princesa que nasceu para trazer a paz entre os povos da África. Ela cresce aprendendo com seu avô as lições sobre as “voltas que o mundo dá” e ao morrer tem seu corpo “encantado” num instrumento nunca antes visto, o berimbau.

Núcleo Histórias de Comadres, criado em 2014 pela atriz, capoeirista, educadora e narradora de histórias Jordana Dolores, encontrou nos instrumentos musicais presentes no universo da Capoeira Angola, o estímulo para a criação de seus primeiros projetos. O objetivo foi explorar a potência dos instrumentos enquanto inspiração para gerar narrativas e imagens.

Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

26/11 (dom) às 12h 
Domingo MAM
Breaking Ibira: Cyphers, pocket show, workshop e exposição fotográfica.
Nesta edição teremos a participação especial da artista Cayarí realizando um pocket show, desfile das marcas Power Caps e Shinobi, um workshop de fotografia com Sarará, além da exposição fotográfica “Breaking e suas expressões”. E sem deixar faltar o som comandado pelo dj para os dançarinos realizarem suas cyphers.

Breaking Ibira é um evento criado por b.boys e b.girls (nomenclatura atribuída a dançarinos de breaking) que tem por objetivo reunir b.boys e b.girls para celebrar a cultura hip hop, encontrar desafios através da dança e expressar sua criatividade e habilidade em suas sessions (sequência organizada de passos de breaking) , desde 2017 em parceria com o MAM (museu de arte moderna)  tem atraído pessoas de diversas regiões de São Paulo e um público significativo tanto de praticantes de breaking quanto de admiradores da cultura.

Atividade presencial, livre. Aberta ao público. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência.

29/11 (qua) às 16h
Programa de Visitação
Para ler junto com MAM Educativo na exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira

Para ler junto é um espaço de encontro dedicado às mais diversas formas de leitura que inspiram a exposição Mãos: 35 anos da Mão Afro-Brasileira. É proposto que estas leituras ocorram de maneira coletiva e dinâmica para que juntos ampliemos nossas compreensões sobre arte e os temas relacionados à exposição.

Atividade presencial, gratuita e livre para todos os públicos. Inscrições com 30 minutos de antecedência com o MAM Educativo na recepção do MAM. Para intérprete de Libras ou audiodescrição, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48h de antecedência. A participação nas atividades educativas garantem a gratuidade nas exposições do mam.

SERVIÇO

Programação Educativo MAM – Mês da Consciência Negra
De 1 a 30 de novembro

Local:  Museu de Arte Moderna de São Paulo (Biblioteca Paulo Mendes de Almeida)
Endereço: Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 10h às 18h (com a última entrada às 17h30)
Ingressos: R$25,00 inteira e R$12,50 meia-entrada. Aos domingos, a entrada é gratuita e o visitante pode contribuir com o valor que quiser.

*Meia-entrada para estudantes, com identificação; jovens de baixa renda e idosos (+60). Gratuidade para crianças menores de 10 anos; pessoas com deficiência e acompanhante; professores e diretores da rede pública estadual e municipal de São Paulo, com identificação; amigos e alunos do MAM; funcionários das empresas parceiras e museus; membros do ICOM, AICA e ABCA, com identificação; funcionários da SPTuris e funcionários da Secretaria Municipal de Cultura.

Telefone: (11) 5085-1300
Acesso para pessoas com deficiência
Restaurante/café
Ar-condicionado
Mais informações:
MAM São Paulo
Mais informações: www.mam.org.br

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As Crônicas de Terraclara – O Abismo

 Heróis inesperados e jornada fantástica com DNA brasileiro

Capa do livro 'As Crônicas de Terraclara'
Capa do livro ‘As Crônicas de Terraclara – O Abismo’
Divulgação / L. F. Magellan

Escritor cria atmosfera recheada de fantasia e transporta o leitor para as aventuras de três jovens em outro universo

A literatura fantástica brasileira ganha mais um título que promete envolver os apaixonados pelo gênero: o livro As Crônicas de Terraclara – O Abismo, escrito por L. F. Magellan. Em sua estreia na ficção, o autor conta a história dos jovens artenianos Mia, Gufus e Teka. Juntos, eles irão encarar o Povo Sombrio, um antigo e lendário inimigo que vive do outro lado do grande abismo – um lugar cheio de incógnitas para os moradores de Terraclara.  

Com capítulos curtos e de leitura fluida, os leitores serão apresentados a uma terra distante, com política, economia e normas sociais aparentemente bem estabelecidas, mantidas pelo Venerável Zelador dos Interesses do Povo. Conhecerão também os poderosos clãs Patafofa, Ossosduros, Serrador, Mão-de-Clava, Muroforte e Aguazul. É nesse contexto que os três heróis lidam com um histórico de guerras, assembleias e disputas de poderes.  

A trama guia o leitor diretamente a um universo cheio de aventuras, como nos clássicos escritos por Júlio Verne, J.R.R. Tolkien e C. S. Lewis, mas com o olhar apoiado no cotidiano. Ao se inspirar nesses grandes nomes da literatura, L. F. Magellan ajuda a popularizar a produção de alta fantasia entre autores nacionais. Os protagonistas enfrentam inúmeros desafios, aprendem a lutar, encontram novos aliados e também precisam aprender a lidar com as diferenças. “Tento mostrar que é possível discutir temas relevantes, como diversidade e respeito, em meio a uma aventura épica”, descreve o autor. 

O isolamento dos artenianos era uma estratégia questionada de tempos em tempos. Mas o relativo equilíbrio social e o medo das histórias antigas do Povo Sombrio tinham direcionado as decisões sempre a favor da manutenção desse isolamento. Mas havia uma inquietação constante por parte dos jovens em saber o que havia do outro lado do Abismo ou ao norte do mar depois dos Dentes do Tubarão. Mais cedo ou mais tarde se os artenianos não saíssem para o mundo exterior, o mundo exterior viria até eles. (As Crônicas de Terraclara – O Abismo, p. 41) 

Primeiro de uma trilogia, o livro foi escrito para os leitores ávidos por fantasia e realidades alternativas, que procuram uma boa dose de entretenimento capaz de despertar análises importantes. É uma obra para repensar o mundo e, quem sabe – como os heróis da trama –, transformar a própria jornada.  

FICHA TÉCNICA

Título: 
As Crônicas de Terraclara – O Abismo 

Autor: L. F. Magellan
  
Editora: Novo Século 

ISBN: 978-65-55-61559-3 

Formato: 16 x 23 cm 

Páginas: 320 

Preço: R$ 59,90  

Onde encontrar: Novo Século Editora e Amazon 

SOBRE O AUTOR

L. M. Magellan

Geek desde o tempo em que este adjetivo não existia, L.F. Magellan é pseudônimo do autor carioca Luiz Fernando Magalhães de Almeida. 

As Crônicas de Terraclara – O Abismo é o primeiro livro de ficção do escritor, que tem carreira consolidada como executivo e professor universitário e agora busca fazer da escrita um trabalho em tempo integral. 

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Minha vida depois de você

Resenha do livro “Minha vida depois de você. A história de Lara e JK. Uma história real”.

Livro "Minhas vida depois de você... A história de Lara e JK. Uma história real." Uma mulher que entendeu que o amor próprio é o caminho para uma vida plena.

RESENHA

Este livro conta a história de Lara, seus esforços frente a todos os obstáculos para que ela tivesse a vida que merecia.

Um romance intenso, cheio de paixão, sensualidade e muitas cenas picantes.

Mas também é um livro que fala sobre a luta por uma vida melhor, mesmo por caminhos tortuosos.

A força de vontade de buscar o melhor, mudar seu destino em nome do amor próprio para merecer o amor de sua vida.

Uma história real, emocionante, mostrando que sim, podemos mudar tudo em nome do amor.

Super recomendo!

Amei!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Lara, uma badalada garota de programa, resolve aproveitar seus poucos dias de folga pós apresentação de seu TCC.

Sim, ela fez faculdade, pois não pretendia viver nesta vida para sempre.

Foi comemorar no seu bar de rock preferido, o Porão do Alemão, em Manaus, onde ninguém sabia de sua profissão e ela poderia curtir a noite em sua própria companhia sem se preocupar.

E foi naquela noite, naquele bar, que ela o viu pela primeira vez: JK, o homem que veio para transformar sua vida!…

Em 2017, recém-chegada na Nova Zelândia, a autora participava de grupos e encontros de mulheres imigrantes, por sentia-se sozinha e ter a necessidade de pertencer a algum grupo.

E foi num desses encontros que conheceu Lara e sua história.

Apaixonou-se imediatamente pela história de amor deles e perguntou se poderia um dia escrever sobre isso.

Munida desta permissão, um tempo depois, até como forma de distração, começou a desenvolver a história, trocando nomes, acrescentando situações fictícias, mas, de modo geral, é uma história que realmente aconteceu.

SOBRE A AUTORA

Vick é brasileira, nascida em São Paulo e tem 53 anos.

Formada em ciências sociais pela UEA Manaus.

Vive com marido e filho em Auckland na Nova Zelândia desde 2017.

É Terapeuta holística há 4 anos, mestre Reikiana e taróloga.

Escritora por hobby, ama escrever histórias reais e ficção.

Como artista já desenhou, pintou e vendeu quadros há muitos anos, mas parou porque desenvolveu uma tendinite.

Porém, não descarta a ideia de voltar a pintar como terapia, pois ama toda forma de expressão artística e trabalho com as mãos.

Uma autora que usa um pseudônimo, porque quer que sua obra seja vista, ela não.

OBRA DA AUTORA

Imagem do livro "Minha vida depois de você... A história de Lara e JK. Uma história real", de Vicky, pela Editora Uiclap.

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira