O OUTRO BORGES

Estreia ‘O Outro Borges’, com texto de Samir Yazbek e direção de Marcelo Lazzaratto, no teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros

Cena da peça ‘O Outro Borges’
Fotos de João Caldas

No dia 9 de novembro, quinta-feira, às 21h, no Teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros, estreia ‘O Outro Borges’, espetáculo inspirado na vida e obra do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986), expoente do realismo fantástico latino-americano.

Com texto de Samir Yazbek e direção de Marcelo Lazzaratto‘O Outro Borges’ traz no elenco André GarolliChiara LazzarattoDagoberto FelizHelô Cintra CastilhoLilian BlancLuciana Carnieli e Marcello Airoldi.

A cenografia e os figurinos são de Simone Mina, a iluminação de Guilherme Bonfanti e a trilha sonora de Marcelo Lazzaratto. A direção de produção está a cargo de Edinho Rodrigues, a produção geral da Brancalyone Produções Artísticas e a realização do Sesc-SP.

A temporada de ‘O Outro Borges’ vai até o dia 10 de dezembro, sempre às sextas-feiras e aos sábados às 21h, e domingos às 18h. Haverá uma sessão extra do espetáculo no dia 20 de novembro, segunda-feira, às 18h.

O ESPETÁCULO

A partir da metáfora de o ‘Aleph’, o ponto mágico do universo que Jorge Luis Borges nos apresenta em seu conto homônimo, ‘O Outro Borges’ constrói a sua narrativa.

O enredo traduz os impasses e contradições da poética borgeana em relação à realidade, sobretudo por meio de temas como uma linha do Metrô, que ameaça desapropriar a casa onde se encontra o ‘Aleph’, e a ditadura militar argentina, que Borges apoiou, para depois renegar.  

A relação central da peça se dá entre o Escritor (Marcello Airoldi) e a Jovem (Chiara Lazzaratto), personagem oriunda do Sul da Argentina, filha do Gaúcho (André Garolli), que é o primo da Governanta (Luciana Carnieli) que cuida da casa onde Borges vive seus últimos dias em companhia de sua Mãe (Lilian Blanc).

Os conflitos do Escritor com esta Jovem, para que ela possa herdar e transformar o legado de o ‘Aleph’, são mediados pelo Filósofo (Dagoberto Feliz), personagem do imaginário borgeano, que encarna a presença da magia no cotidiano do escritor.

Outras personagens transformam-se em peças-chave para que a realidade possa se harmonizar com o universo da ficção, tais como a Mulher (Helô Cintra Castilho) e o Engenheiro (André Garolli).

A encenação de Lazzaratto para ‘O Outro Borges’ cria um espetáculo instigante, promovendo um diálogo entre a tradição e a modernidade, por meio de um mergulho na simbologia borgeana. 

Lazzaratto expõe a sua concepção para esta montagem: “Escolhi a Espiral como figura simbólica síntese da peça. Figura sob a qual todo espetáculo se desenrola: espiral como fio do tempo a se desdobrar, espiral como espaço a ser percorrido pelos personagens.

Os famosos labirintos borgeanos aqui se manifestam através dessa espiral que bem pode ser o redemoinho de uma consciência dilatada, um tornado gerando um desequilíbrio no status quo, bem como uma espiral cósmica de uma galáxia convergindo ao seu centro, ao seu buraco negro, local da manifestação do Aleph, que bem pode ser correlacionado com o conceito de singularidade da Física contemporânea”.

Ainda sobre as suas intenções com este trabalho, Lazzaratto diz: “entre o real e o fantástico: que corpo trafega por essas instâncias com naturalidade? Este foi o desafio que lancei às atrizes e aos atores para a composição de suas personagens. Era necessário dar veracidade aos diversos tipos que compõem o texto em um espaço nada real. Um trabalho meticuloso: cuidar daquele pequeno gesto, daquela determinada postura, daquele específico tom de voz para que a existência de tal figura se realize plenamente em um ‘não espaço’. Trabalho fundamental para que a delicadeza poética proposta pela dramaturgia encontrasse corpos sensíveis e densos para bem interpretá-la”.

Yazbek considera ‘O Outro Borges’ um desdobramento de sua pesquisa dramatúrgica, numa direção bem peculiar: “São peças que se utilizam da Literatura como matéria-prima para a criação cênica, como em ‘O Fingidor’, inspirada na vida e obra do poeta português Fernando Pessoa, e ‘A Terra Prometida’, a partir do episódio bíblico do Êxodo”, diz o autor. 

Tais motivos literários servem de base para explorar temas contemporâneos. No caso de ‘O Outro Borges’Yazbek pretende debater “o papel da Literatura e da arte nos dias de hoje, situando seu legado num mundo em transformação, em que questões sociais e culturais mais prementes acabam se impondo, sobretudo em países da América Latina”. 

HISTÓRICO DO PROJETO

O texto de ‘O Outro Borges’ nasceu no CPT-Sesc, na década de 90, sob o incentivo do diretor Antunes Filho, e amadureceu durante a realização de um projeto on-line realizado em 2021, no próprio CPT-Sesc, junto com dramaturgo Samir Yazbek, o diretor Marcelo Lazzaratto e o produtor Edinho Rodrigues, além de parte do elenco da montagem atual. Tal projeto caracterizou-se por palestras e debates com especialistas na obra de Borges, além de uma oficina coordenada por Yazbek. 

A parceria de Yazbek com o diretor Marcelo Lazzaratto remonta ao ano de 2004, quando ambos realizaram ‘A Entrevista’, peça em que Lígia Cortez foi indicada ao Prêmio Shell de melhor atriz. Depois disso, reencontraram-se em ‘Tectônicas’, junto com o produtor Edinho Rodrigues. Com este texto, o autor venceu o Prêmio Bibi Ferreira 2022 de melhor dramaturgia. 

SOBRE JORGE LUIS BORGES

Jorge Luis Borges (1899-1986) é considerado um dos expoentes da Literatura latino-americana, e costuma ser lembrado como um dos grandes escritores da modernidade, representante do realismo fantástico latino-americano. Harold Bloom, um dos principais críticos literários mundiais, considerava Borges um dos maiores autores do cânone ocidental.

A Literatura de Borges, com seus jogos poéticos e metafísicos, além de seus temas recorrentes (o ‘espelho’, o ‘labirinto’, o ‘tigre’, entre outros), marcou a Literatura global, especialmente por dois livros de contos que foram escritos na primeira metade do século XX: “Ficções” e “O Aleph”.

O escritor ajudou a criar, com a sua cegueira precoce, uma aura mítica de quem vivia num mundo fantástico, presente não apenas em sua obra, mas também em suas palestras e entrevistas dadas ao longo dos anos.

Figura controversa por meio de seus posicionamentos políticos, sobretudo por seu apoio, posteriormente retirado, à ditadura militar argentina, Borges encarnou o amor aos livros e à Literatura como poucos.

SINOPSE

Prestes a fazer sua última viagem, Jorge Luis Borges recebe a visita de uma jovem. Poesia, tradição e modernidade entram em jogo num instigante rito de passagem.

FICHA TÉCNICA 

Texto: Samir Yazbek

Direção e Trilha Sonora: Marcelo Lazzaratto

Assistência de Direção: Carolina Fabri

Cenografia e Figurinos: Simone Mina

Iluminação: Guilherme Bonfanti

Elenco: André Garolli, Chiara Lazzaratto, Dagoberto Feliz, Helô Cintra Castilho, Lilian Blanc, Luciana Carnieli e Marcello Airoldi 

Fotografia: João Caldas Fº

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Produção Executiva: Fabrício Síndice

Direção de Produção: Edinho Rodrigues

Produção Geral: Brancalyone Produções Artísticas

Realização: Sesc-SP

SERVIÇO
O Outro Borges – Texto de Samir Yazbek, com direção de Marcelo Lazzaratto

Estreia dia 9 de novembro, quinta-feira, às 21h

De 9 de novembro a 10 de dezembro de 2023. Sexta e sábado, às 21h. Domingo e feriado 20/11, às 18h

Duração: 90 minutos 

Local: Teatro Paulo Autran

Classificação: recomendação 12 anos

Ingressos: R$ 50 (inteira); R$ 25 (meia) e R$ 15 (credencial plena).

Sesc Pinheiros
Rua Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo – SP
TEL.: 11 3095 9400 

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Tonhão, o Indiozinho Apinajé, de José Humberto Henriques

Magna Aspásia Fontenelle:

Crítica Literária

‘Tonhão, o Indiozinho Apinajé, de José Humberto Henriques’

Magna Aspásia Fontenelle
Magna Aspásia Fontenelle

Falar da obra de José Humberto Henriques é falar de um processo criativo inventivo de mensagens cristalizadas, tanto no individual como no coletivo, na desconstrução de visões unilaterais e na ampliação do processo perceptível dialético, que leva o leitor a compreender a pluralidade de vozes que compõem o universo do autor.

Magna Aspásia Fontenelle

*******

Crítica literária

 Tonhão, o Indiozinho Apinajé de José Humberto Henriques

Por Honrorico de Bulhões.

Tonhão, o Indiozinho Apinajé

Capa do livro ‘Tonhão, o Indiozinho Apinajé’

José Humberto Henriques conta na sua obra, que no tempo de suas pescarias, todas elas chamadas de homéricas, desde o lambari bonito até a pirarara bocuda, conheceu diversidade de pessoas e de lugares. É por isso que sua poesia abrange um mundo gigantesco de concepções e acentos. Esse requisito fez com que seus romances atingissem a ousadia de congregar todos os estados brasileiros, de maneira independente cada um, num só compêndio semelhado a uma enciclopédia de Literatura Comparada.

Esses detalhes fazem do autor um dos mais profícuos e alarmantes de toda s Literatura Universal. Pois o que ele dizia, conhecera diversidade de pessoas e lugares. Aprendeu a comer iguarias inusitadas e a sentir cheiros espetaculares. Nesse entretido de mundo, conheceu um indiozinho apinajé em beiradas do rio Surubim, no maravilhoso estado do Tocantins.

Era um indiozinho bem-humorado, segundo consta em suas observações. Devia ter uns sete ou oito anos de idade, tinha todas as características de seu povo. Era um índio puro. E muito bonito. O menino se afeiçoou ao pescador e aparecia todos os dias para buscar caramelos e contar histórias, rir delas e confabular alguma coisa pouca notória.

Da mesma maneira, como toda moeda tem seus dois lados, o poeta também se afeiçoou ao pequeno Tonhão. O nome já de si surgia engraçado. Uma pessoa tão miúda e graciosa com esse nome de estivador. Enquanto estava a pescar os seus piaus à sombra de um angico grande, sentado a uma pedra de bom banco, o poeta escutava as risadas e opiniões do índio. Para o apinajé não havia surpresa alguma em peixe ou pássaro, em animal qualquer. Ele estava inserido em seu mundo muito particular e somente lhe afetava e lhe mudava o comportamento quando os doces surgiam à luz dos olhos. Esse encontro, que poderia ser chamado casual, foi importante em vida do escritor, tanto eu ele dedicou um livro à figura do indiozinho, bem como alguns contos.

Foto cedida pelo autor
Foto cedida pelo autor

Esse é um compêndio de poesias com pretensões infantojuvenis, surpreendentes palavras, rimas coloridas, um misto de romance conto de fadas e poesia – em verdade -, José Humberto  Henriques introduz uma arte gratificante. Esse tipo de desafio, deve-se insistir nisso, representa uma alternativa para o pequeno leitor que já possui senso crítico, portanto, em torno da terceira infância e pré-adolescência, para discriminar entre aquilo que tem valor estético e aquilo que é simplesmente uma banalidade a ser considerada. Na verdade, a história do índio sugere um conceito de liberdade enorme e uma preocupação com o futuro das criaturas.

Tonhão é aquela figura que não escapa á fatalidade de ser impressionante e ao mesmo tempo cativante diante de quem se depara com ele e sabe que jamais estará diante de sua pessoinha risonha e determinada a fazer perguntas esquipáticas.

Sugere novidades aos leitores esse tipo de solução poética alegre e bem- humorada. Palavras ditas e sussurradas como brisa e lançadas aos ares. A figura do índio menino é uma dádiva para conhecimento e reconhecimento. Figurativo de dente-de-leão. É isso que se pressupõe de um livro como esse, feito para elaborar graças no leitor mirim.

Os desenhos são delicadíssimos. E, sem nada da pujança do desenhista que prima por detalhes que vão além do pitoresco. Aqui o desenho já nasce e se arvora em ser pitoresco. Tranças filigranadas e multicoloridas, uma para cada página. A escolha das tranças é muito simples, apenas mais uma maneira de brincar com as cores e fazer delas um trançado de imaginação fértil. A percepção do leitor – infantil ou juvenil – aguça-se de tal maneira que página a página surge um novo desafio. Forma inteligente de criar contrapontos

Foto cedida pelo autor
Foto cedida pelo autor

O livro parece quebrar a monotonia das obras infantojuvenis para despertar os pequenos para a diversidade e luz que há no canto poético bem elaborado. Um avanço para a inteligência, já que em dias modernos a influência da tecnologia mudou a vida dos pequenos leitores. Sendo assim, esse livro desafiaria também dos adultos, como na maravilhosa escrita de Manoel de Barros.

Esse indiozinho apinajé, conta Henriques, foi um menino que causou grande impacto em sua vida. Mesmo que não tenha causado os transtornos propostos em relações humanas quaisquer, o menino transportou a consciência do romancista e poeta para mundos muito além do vazio.

Biografia

JOSÉ HUMBERTO SILVA HENRIQUES, médico, pesquisador, escritor, romancista, poeta, novelista e contista, foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura (2023). Autor de 410 obras publicadas na Amazon-ebook, e livro físico. Nasceu em Brejo Bonito, município de Cruzeiro da Fortaleza, MG. Mudou-se para Uberaba em (1969).

Concluiu o ensino médio no Colégio Diocesano. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, Uberaba-MG(UFTM,1981). Possui especialização em cardiologia pela Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto-SP (1983), e, em cardiologia infantil, pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia do Estado de São Paulo, (1984).

Mestre em clínica médica pela Universidade de São Paulo (USP,1994). Doutor em clínica médica pela Universidade de São Paulo (USP, 2002). Professor de Cardiologia na Faculdade Federal de Medicina do Triângulo Mineiro (UFTM)-Uberaba-MG.

Agraciado com vários prêmios nacionais internacionais: 1º Prêmio Nacional Vereda Literária(2002) – Uni-BH; 3º Concurso Blocos de Poesias – Rio de Janeiro (RJ); Prêmio Cora Coralina de Literatura, Goiânia (GO, 2002); Concurso Literário Nacional Taba Cultural(2001, Rio de Janeiro-RJ); Concurso Nacional de Contos Alberto Renart – 1o lugar – Serra da Ema – Fundação Cultural Cassiano Ricardo – São José dos Campos/SP, IV Prêmios Literários Cidade de Manaus(2011) – Prêmio Álvaro Maia – romance – 1º lugar – A Travessia das Araras Azuis, dentre muitos outros, recebeu aproximadamente 100 prêmios literários.

Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia; publicou artigos científicos em Revistas indexadas na área médica; REVISTA DA SOCIEDADE CARDIOLOGICA – ESTADO DE SAO PAULO, v. 4, p. 29, 1994.; REVISTA BRASILEIRA DE ECOCARDIOGRAFIA, v. 4, p. TO6, (1992). Membro da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, ocupando a Cadeira nº 26, assumindo a vice-presidência da Casa em 12 de março de (2009). Em (2011) foi eleito presidente da ALTM.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




MULHERES NO AUDIOVISUAL

Mulheres no Audiovisual promove empoderamento feminino por meio de oficinas gratuitas de produção de vídeos em Macaé (RJ)

Arquivo – Divulgação
Baixe aqui mais imagens de divulgação

Projeto ensina participantes práticas do audiovisual como roteirização, filmagem, captura de áudio, edição e planejamento 

Com a missão de valorizar o olhar da mulher contemporânea sobre a condição feminina na sociedade, o projeto MAV – Mulheres no Audiovisual oferece oficinas para pessoas com 18 anos ou mais, moradoras em Macaé, no interior do Rio de Janeiro. Todas as atividades do curso são gratuitas e acontecem nos meses de outubro e dezembro de 2023.

A iniciativa nasceu como uma resposta à necessidade de fomentar a inclusão e a atuação feminina no audiovisual e na Cultura, uma vez que as produções audiovisuais têm sido comandadas quase exclusivamente sob a perspectiva masculina ao longo dos séculos, com pouquíssimas referências à atuação de profissionais mulheres em sua construção.

Parte desta falta de representatividade por trás das câmeras se apresenta como resultado da desigualdade de gênero ainda existente no cenário cultural. Apesar de importantes políticas públicas e de esforços para tornar o consumo e o acesso à cultura menos desfavoráveis às mulheres brasileiras, o cenário ainda está distante do ideal. 

Dessa forma, os principais objetivos do MAV são: despertar o interesse para a profissionalização através das atividades artísticas e técnicas desenvolvidas pelo projeto, fomentando a ocupação destes espaços tradicionalmente masculinos também por mulheres; contribuir para a valorização da mão de obra feminina no mercado de trabalho do audiovisual; ocupar artisticamente espaços públicos incentivando e fomentando a Cultura local; democratizar o acesso à Cultura buscando sempre atingir comunidades que não recebem rotineiramente projetos de caráter e qualidade semelhantes de forma gratuita.

Tanto do ponto de vista do ensino quanto da aprendizagem, as oficinas gratuitas de produção de vídeos buscam valorizar a narrativa do gênero feminino, tornando a prática mais convidativa, plural e potente.

O projeto ‘Mulheres no Audiovisual’ é uma ação cultural realizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal. A execução em Macaé (RJ) conta com o patrocínio da Air Liquide Brasil e apoios da Secretaria de Qualificação Profissional de Macaé.

Atividades do projeto

A iniciativa tem início com uma palestra aberta ao público com o tema “Como entrar no mercado de trabalho de vídeos”, que acontece no Espaço Mulher Cidadã Erosita França Leclerc, no dia 31 de outubro, às 18h30. Além de apresentar um pouco sobre o contexto desse setor no país, a ideia do bate-papo é falar um pouquinho sobre a oficina e convidar a população a participar das atividades.

Já as oficinas de produção de vídeo do projeto acontecem em dois locais, entre os dias  06 e 17 de novembro. O primeiro grupo tem aulas no Espaço Mulher Cidadã Erosita França Leclerc, das 18h às 21h,; o segundo, na Secretaria de Qualificação Profissional de Macaé serão duas turmas disponíveis: das 14h às 17h e das 18h às 21h.

As participantes aprendem a prática do audiovisual voltada à roteirização, filmagem, captura de áudio, edição e planejamento para a produção de vídeo. O projeto oferece estrutura para que as alunas possam colocar em prática os conteúdos aprendidos como microfones, iluminação e tripés.

E, como forma de encerramento do projeto, um evento gratuitos e abertos ao público acontece no Auditório Claudio Ulpiano, Bloco A, Cidade Universitária, no dia 8 de dezembro, a partir das 18h. Na ocasião, são entregues os certificados de conclusão das oficinas e exibidos os vídeos produzidos pelas participantes. Os encontros ainda contam com uma atração musical.

SERVIÇO

Mulheres no Audiovisual em Macaé (RJ)

INSCRIÇÕES ABERTAS PELO LINKhttps://bit.ly/MACAÉ

Palestra sobre o Mercado Audiovisual\

Quando: 31 de outubro, às 18h30

Onde: Espaço Mulher Cidadã Erosita França Leclerc – Rua Dr. Luiz Bellegard, 139 – Imbetiba, Macaé/RJ

Oficinas de Produção de Vídeos

Quando: 06 a 17 de novembro

TURMA 1
Local: Espaço Mulher Cidadã Erosita França Leclerc
Endereço: R. Dr. Luiz Bellegard, 139 – Imbetiba
Dias de Oficina: 06 a 17 de novembro
Horário: 18h às 21h

TURMA 2
Local: Secretaria Adjunta de Qualificação Profissional
Endereço: R. Alfredo Backer, 363 – Centro, Macaé – RJ, CEP:27947-670
Dias de Oficina: 06 a 17 de novembro
Horário: 14h às 17h

TURMA 3
Local: Secretaria Adjunta de Qualificação Profissional
Endereço: R. Alfredo Backer, 363 – Centro, Macaé – RJ, CEP:27947-670
Dias de Oficina:  06 a 17 de novembro
Horário: 18h às 21h

Eventos de encerramento

Quando: 8 de dezembro, a partir das 18h

Onde: Auditório Claudio Ulpiano – Bloco A – Cidade Universitária

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Fechando um círculo

Denise Canova: Poema ‘Fechando um círculo’

Denise Canova
Denise Canova
Fechando um círculo
Criador de imagens do Bing

Fechando um círculo

À espera do novo

Com novos sonhos

Desafios e conquistas

Dama da Poesia

Contato com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Os Segredos do Universo

Adaptação do best-seller Aristóteles e Dante ganha data de estreia nos cinemas

Cena do filme 'Os Segredos do Universo'
Cena do filme ‘Os Segredos do Universo’

Produzido por Lin-Manuel Miranda, o longa está sendo aclamado pela crítica ao redor do mundo e conta com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes

Grande sucesso da literatura juvenil, “Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo” chega aos cinemas pelas mãos da cineasta e roteirista Aitch AlbertoOS SEGREDOS DO UNIVERSO é uma produção do ator, dramaturgo e músico Lin-Manuel Miranda (“A Pequena Sereia” e “Hamilton”) e tem sua estreia nacional confirmada para o dia 30 de novembro.

No longa, os jovens Aristóteles Mendoza (Max Pelayo) e Dante Quintana (Reese Gonzales) são unidos pelo acaso e, embora sejam completamente diferentes um do outro, iniciam uma amizade especial, daquelas que duram uma vida inteira. Dante é tudo o que Aristóteles deseja ser: expressivo, inteligente e autoconfiante. Ele vira o seu mundo de cabeça para baixo, apresentando-o à música, poesia e lições sobre o céu, mostrando ao novo amigo que o universo é cheio de segredos. E que tudo fica muito mais fácil com alguém ao seu lado para desvendá-los com você.

A diretora de OS SEGREDOS DO UNIVERSO conta que a leitura do romance, originalmente publicado em 2012, mudou radicalmente sua própria vida. “Eu era uma pessoa diferente, li do começo ao fim de uma vez, e isso me afetou profundamente. Na época, eu não entendia a jornada que faria, mas, às vezes, você simplesmente entra porque a vida está te convidando.”

Assista ao trailer:

Trailer do filme ‘Os Segredos do Universo’

Há anos, ela investigava sobre questões de gênero, e o livro, os personagens e a necessidade de contar essa história fazem parte dessa jornada. “Ari tem sido um espelho e um guia para me ajudar a desvendar meus próprios equívocos e estereótipos internalizados em torno da masculinidade. Dante, com a sua ingenuidade e coragem – inspirou-me a abraçar e a tornar-me plenamente quem sou. Na verdade, ser honesta sobre quem sou e dar permissão aos jovens para fazerem o mesmo tornou-se a minha missão.”

O produtor Lin-Manuel conheceu o livro pouco depois de ser publicado, e foi convidado para ser o narrador da versão em audiolivro do romance. “Ao lê-lo pela primeira vez, apaixonei-me imediatamente por Ari e Dante à medida que a química deles saltava da página. Foi uma honra dar voz aos pensamentos e sentimentos de Ari e Dante enquanto eles se encontravam. Esta foi uma história que eu gostaria que meus amigos e eu tivéssemos lido enquanto crescia.”

Poucos anos depois, ele recebeu o roteiro adaptado por Aitch, e ficou impressionado com como ela foi capaz de captar a jornada de autodescoberta e desenvolvimento de Aristóteles. “Eu imediatamente quis ajudar este filme a ser feito. Quando ficou claro que Aitch iria dirigir também, fiquei muito animado com o que estava por vir. Aitch sempre teve uma visão incrível para este filme e uma profunda compaixão por esses personagens. Eu sabia que sua estreia na direção seria uma obra de arte linda, sincera e mágica”, conta o produtor.

O elenco conta ainda com Eugenio Derbez, que também assina como produtor, Eva Longoria, Veronica Falcón, Kevin Alejandro. OS SEGREDOS DO UNIVERSO será lançado no Brasil pela Imagem Filmes.

Sinopse:
Em um verão inesquecível, os jovens Aristóteles e Dante são unidos pelo acaso e, embora sejam completamente diferentes um do outro, iniciam uma amizade especial, daquelas que duram uma vida inteira. Dante é tudo o que Aristóteles deseja ser: expressivo, inteligente e autoconfiante. Juntos, eles embarcam em uma emocionante jornada pela adolescência e começam a questionar todos os segredos do universo.

Elenco:
Max Pelayo
Reese Gonzales
Eugenio Derbez
Eva Longoria
Veronica Falcón
Kevin Alejandro

Ficha Técnica:
Direção: Aitch Alberto
Roteiro: Aitch Alberto
Produção: Lin-Manuel Miranda, Valerie Stadler, Dylan Sellers, Chris Parker, Ben Odell, Eugenio Derbez
Direção de Fotografia: Akis Konstantakopoulos
Desenho de Produção: Denise Hudson
Trilha Sonora: Isabella Summers
Montagem: Stefanie Visser, Harry Yoon
Gênero: drama,
País: EUA
Ano: 2022
Duração: 98 min.

Download dos Materiais

Novos materiais oficiais de OS SEGREDOS DO UNIVERSO foram divulgados e já estão disponíveis para download.

Trailer →

Pôster →

Fotos →

Posts Redes Sociais →

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Na rua da ilusão

Ceiça Rocha Cruz: Poema ‘Na rua da ilusão’

Ceiça Rocha Cruz
Ceiça Rocha Cruz
Na rua da ilusão, nada possuem senão amargura, desamparo
Na rua da ilusão, nada possuem senão amargura, desamparo
Criador de imagens do Bing

O crepúsculo emerge soturno
perfilando o ocaso,
silencioso denota o fim do dia.

Na infecunda solitude do vento,
lágrimas no rosto da noite e nos seus.
Moradores melancólicos,
dormitam o sono da penúria,
sob sóis e chuvas,
dor e tristeza.
Indefesos,
vagueiam.

Horizontes de amargos choros
fustigam o sofrimento de cada dia,
tornam impérvias as veredas,
em busca de amor e de sustento.

Jogados à sarjeta,
cobrem-se com o luar, jornal da noite,
que não o encantam
enquanto dormem sem sonhos, tampouco
alegrias,
não sente o sofrimento que os afligem?

Nas calçadas, mãos a esmolar,
indiferentes a todos,
transeuntes dos porões
dos poderes do mundo.

Na rua da ilusão,
nada possuem
senão
amargura, desamparo.
O brilho das estrelas?
A esperança?

Ceiça Rocha Cruz

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/




Festival de Cinema Italiano no Brasil 2023

Além de filmes inéditos o Festival exibirá 16 comédias clássicas em retrospectivas

Richard Basehart, Franco Fabrizi e Broderick Crawford em A TRAPAÇA (1955), de Federico Fellini
Richard Basehart, Franco Fabrizi e Broderick Crawford em A TRAPAÇA (1955), de Federico Fellini, que estará na programação da retrospectiva
(
Foto: Divulgação)

Evento gratuito levará filmes de sua programação para 91 salas nas cinco regiões do país e streaming a partir de 08 de novembro

Materiais: https://drive.google.com/drive/folders/19zHEJnhnKwiOXJG0HXG76iquH_70Psk2?usp

Falta menos de um mês para o FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL chegar a mais de 60 cidades brasileiras, em 91 salas espalhadas por todas as regiões do país.

O evento tem sua tradicional avant-première marcada para dia 31 de outubro, no Auditório Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, enquanto 19 filmes da programação serão exibidos gratuitamente em sessões presenciais por todo o Brasil a partir de 8 de novembro e seguem até 9 de dezembro, sendo que todos os 32 longas-metragens desta edição estarão disponíveis online através do site do festival, também de forma gratuita.

Entre a seleção, além de títulos inéditos, incluindo cinco longas que participaram da disputa deste ano para ser o representante da Itália no Oscar de Melhor Filme Internacional, o festival apresenta uma retrospectiva com 16 comédias clássicas italianas.

Uma delas é do mestre Federico Fellini, que mesclou gêneros na história do trio de vigaristas cujo líder muda sua atitude ao perceber que sua filha precisa de ajuda em “A Trapaça” (Il Bidone, 1955).

O evento também resgata pares de obras de outros grandes nomes do cinema italiano como o roteirista e diretor Mario Monicelli, com “Brancaleone nas Cruzadas” (Brancaleone alle Crociate, 1970) e “Parente É Serpente” (Parenti Serpenti, 1992); a cineasta vencedora de um Oscar Honorário, Lina Wertmüller, com “Mimi, o Metalúrgico” (Mimí Metarllugico, Ferito Nell’ Onore, 1972) e “Por um Destino Insólito” (Travolti da an Insolito Destino nell’Azzurro Mare d’Agosto, 1974); e do diretor Luciano Salce, que chegou a trabalhar alguns anos na Vera Cruz, no Brasil, e está na retrospectiva com “Pato com Laranja” (L’Anatra all’Arancia, 1975) e “Arturo De Fanti Bancário e Precário” (Rag. Arturo De Fanti Bancario-Precario, 1980).

Um dos pais da comédia italiana, Dino Riso está presente com um trabalho solo, “Pobres mas… Belas” (Poveri Ma Belli, 1957), e outro longa codirigido com Luigi Filippo D’Amico e Luigi Zampa, “Esses Nossos Maridos” (I Nostri Mariti, 1966).

FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL 2023 ainda traz mais títulos clássicos de várias décadas e origens ao público brasileiro. Representando a Sardenha, Nanni Loy está na seleção com “Golpe dos Eternos Desconhecidos” (Audace Colpo dei Soliti Ignoti, 1959), enquanto Alberto Lattuada, nascido na região da Lombardia, está com “Venha Tomar Café Conosco” (Venga a Prendere il Caffè… Da Noi, 1970). Luigi Comencini, da província de Bréscia, é lembrado com “O Gato” (Il Gatto, 1977);

Pasquale Festa Campanile, da região da Basilicata, com “Rugantino, o Conquistador” (Rugantino, 1973); e Giuseppe Bertolucci, da cidade de Parma, assim como seu famoso irmão Bernardo, com “Berlinguer, I Love You” (Berlinguer, ti Voglio Bene, 1977). Para completar, os romanos Steno e Elio Petri são recordados com “Amor à Italiana” (Amore all’Italiana, 1966) e “A Propriedade Não É Mais um Roubo” (La Proprietà Non È Più un Furto, 1973), respectivamente.

O evento também traz as principais novidades do cinema italiano contemporâneo e uma delas é “Ainda Temos o Amanhã” (C’è Ancora Domani, 2023), estreia da atriz Paola Cortellesi na direção deste drama, que ela estrela ao lado de Valerio Mastandrea, sobre uma mulher que passa a questionar seu papel na Roma pós-guerra, nos anos 1940.

A produção foi uma das pré-selecionadas pela Itália na sua escolha pelo candidato a representar o país na disputa do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2024, assim como outros quatro títulos já anunciados na seleção desta 18ª edição: o drama de época “A Terra das Mulheres” (La Terra delle Donne, 2023), de Marisa Vallone; o thriller “A Última Noite de Amore” (L’Ultima Notte di Amore, 2023), de Andrea Di Stefano; a comédia “Obrigado, Rapazes” (Grazie Ragazzi, 2023), de Riccardo Milani; e o drama “O Retorno de Casanova” (Il Ritorno di Casanova, 2023), de Gabriele Salvatores.

Outro longa inédito anunciado antes é “A Sombra de Caravaggio” (L’Ombra di Caravaggio, 2022), drama de época dirigido por Michele Placido e com grande elenco.

FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL foi fundado pela Câmara do Comércio Italiana de São Paulo – ITALCAM, e conta com a colaboração e patrocínio da Embaixada da Itália. É importante ressaltar que a Pirelli será, pelo terceiro ano consecutivo, o Patrocinador Master do Festival, reconfirmando uma tradição da empresa de incentivar a cultura italiana no Brasil, contribuindo de forma concreta ao grande sucesso do Festival.

O evento já está confirmado nas cidades: São Paulo (SP), Campinas (SP), Cordeirópolis (SP), Mococa (SP), Piracicaba (SP), Registro (SP), Rio Claro (SP), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Areal (RJ), Barra do Piraí (RJ), Cordeiro (RJ), Casimiro de Abreu (RJ), Duque de Caxias (RJ), Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), Guapimirim (RJ), Itaocara (RJ), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Petrópolis (RJ), Santa Maria Madalena (RJ), São João de Meriti (RJ),

Teresópolis (RJ), Belo Horizonte (MG), Barbacena (MG), Jacutinga (MG), Juiz de Fora (MG), Lavras (MG), Ouro Preto (MG), São João del Rei (MG), Tiradentes (MG), Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Viçosa (MG), Porto Alegre (RS), Antônio Prado (RS), Caxias do Sul (RS), Erechim (RS), Farroupilha (RS), Flores da Cunha (RS), Passo Fundo (RS), Santa Maria (RS), Goiânia (GO), Anápolis (GO),

Caldas Novas (GO), Itumbiara (GO), Jataí (GO), Salvador (BA), Vitória (ES), Aracruz (ES), Blumenau (SC), Joinvillle (SC), Nova Veneza (SC), Recife (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Manaus (AM), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Belém (PA), Fortaleza (CE), São Luis (MA), Porto Velho (RO), Aracaju (SE). A lista completa das cidades e salas está disponível aqui.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br

Facebook: https://facebook.com/JCulturalRol/