No Quadro do ROL, as letras professorais de Natália Tamara
Natália Tamara, com o giz virtual, verte textos para o deleite de pensadores!
Natália Tamara
Natália Tamara Cerqueira da Silva, natural de Saúde (BA), mais conhecida no meio literário como Natália Tamara, é professora, escritora, poeta, graduanda em Letras Vernáculas (UNEB) e Agente Cultural (SENAI).
Acadêmica Imortal da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, e membra das seguintes academias: AIL – Academia Independente de Letras; AILAP – Academia Internacional de Literatura e Artes Poetas Além do Tempo; AICLAB – Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes – Brasilis e AIML – Academia Internacional Mulheres das Letras
Membra do Grupo de Pesquisa em Linguagem, Estudos Culturais e Formação do Leitor – (LEFOR).
Detentora de alguns títulos e prêmios literários e Dra. h. c. em Literatura, pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.
Antologista.
Diretora do grupo de teatro Cultura em Movimento.
Pesquisadora: atualmente desenvolve a pesquisa ‘O templo dos Imortais’ – Um estudo comparado das (des) semelhanças da Academia Brasileira de Letras (ABL) e as Novas Arcádias Literárias.
Desenvolve projetos Culturais e Pedagógicos.
Natália Tamara se apresenta aos leitores do Jornal ROL com o instigante poema Ignotum per ignotius (O desconhecido através do desconhecido)
Ignotum per ignotius
Arquiteturas humanas esculpidas, talvez, por mãos desconhecidas! – Criador de imagens do Bing
A representação do real imaginário,
Principium fundamentado, porém desconhecido.
Escultura, formosura, um eco evolucionário,
Fábulas figurativas do obis envelhecido!
Exordium universal, prelúdio apocalíptico,
Suprema divindade em duelo com ‘Big Bang’.
Olimpo onírico, nihil além do templo holístico,
Gênesis metafórico! Explosão homo yin-yang!
Cântico despudorado da humanidade,
Obsessivos ritos, amores enfermos, ‘malditos’.
Somos peccatorum, anfitriões da basílica iniquidade,
Arquitetos infames sobre a face de gaia proclamam conflitos.
Digitais do tempo, memórias de epifanias atemporais
Sine qua non sobreviríamos na placenta terrestre da vida.
Existência rutilante dos mistérios sobrenaturais,
Arquiteturas humanas esculpidas, talvez, por mãos desconhecidas!
Resenha do livro “Vicent Van Gogh: Minha história. A vida do pintor contada por ele mesmo”.
RESENHA
Neste livro, Van Gogh conta sua história de uma forma cronológica e envolvente.
Fala sobre sua carreira e como foram seus primeiros passos como pintor.
Também conta sobre como ele foi morar na rua, em plena miséria.
Que Van Gogh não teve muita sorte no amor, sendo que passou quase toda sua existência só.
Conta que seu irmão foi de suma importância para sua sobrevivência e sua dedicação a arte, sustentando-o e nunca o abandonando, mesmo nos momentos em que a loucura o tomou.
Uma história de um homem, por vezes incompreendido, que hoje é considerado um gênio da pintura.
Mas como a autora conseguiu essa narrativa?
Ana Lúcia leu as novecentas e duas cartas que VanGogh escreveu, vida à fora, e estão disponíveis no Museu Van Gogh, em Amsterdã, e no site do Museu, onde ela pesquisou.
Seu trabalho se transformou neste livro em que o pintor ganha vida e nos relata seus caminhos e sua arte de uma forma comovente.
Um livro inspirador e esclarecedor.
Muito interessante!!!
Super recomendo!!
Leiam!!
Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube
SOBRE A OBRA
Ana Lúcia nos conta que estava fazendo mestrado e precisava de uma biografia do pintor holandês Vincent van Gogh.
Como não localizou uma biografia completa, foi lendo as 902 cartas do pintor e muitos documentos que estão na plataforma do Museu Van Gogh de forma que criou uma biografia para esse admirável artista.
Ela nos conta que a obra é uma autobiografia ficcional, escrita em primeira pessoa onde o pintor pôde contar sobre sua vida.
Nela é contado pequenos, mas muitos trechos das cartas do pintor, que ele enviou durante toda a vida para seus pais, irmãos e amigos, entre outros.
Além disso, há no livro um capítulo dedicado a desvendar o que seja uma autobiografia ficcional e também a elucidar sobre como se deu seu sucesso póstumo.
SOBRE A AUTORA
Ana Lúcia Corrêa Darú nasceu em Joinville, Santa Catarina e tem 59 anos.
É professora universitária, escritora, editora e uma curiosa por natureza.
Graduada em Letras, pós-graduada em Leitura de Múltiplas Linguagens, Mestre e doutoranda em Teoria Literária pela Uniandrade, bolsista da Capes.
Ler, ensinar, escrever, e estar próximo à natureza são suas paixões, além de amar e aprender.
Texto sobre as Monções vence o Prêmio Barueri de Literatura
A dramaturgia curta é de autoria do professor Carlos Carvalho Cavalheiro
Banner do Prêmio Barueri de Literatura 2023
No último dia 18 de outubro foi divulgado o resultado de um dos mais importantes concursos literários do Brasil, o Prêmio Barueri de Literatura. Entre os vencedores está o texto de dramaturgia curta “Vozes Aportadas”, escrito por Carlos Carvalho Cavalheiro.
Ambientado na época das Monções – expedições fluviais do século XVIII que partiam de Porto Feliz rumo ao interior do Brasil – o texto mescla ficção com realidade histórica e tem como tônica a visibilização de grupos comumente subalternizados nas narrativas históricas como os indígenas, os africanos e seus descendentes, os pobres e as mulheres.
O texto do professor Carlos Cavalheiro discorre sobre assuntos como a escravidão, a discriminação, os anseios dos participantes das expedições monçoeiras. No entanto, contrabalanceando a densidade de tais temas, Cavalheiro inseriu cenas de humor que emprestaram um tom de suavidade para a peça.
“Vozes Aportadas” ficou em 3º lugar na categoria Dramaturgia Curta de autor não residente em Barueri com mais de 18 anos. O tema desta edição do Prêmio Barueri de Literatura foi “Fraternidade: Um Olhar Sobre o Outro”, tendo como inspiração o Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos que ressalta: “…todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”. Em 2023, celebram-se 75 anos da publicação desta Declaração.
Para o professor Carlos Carvalho Cavalheiro ganhar o Prêmio significa também “enaltecer o nome de Porto Feliz, cidade que, nesse momento, foi representada por essa minha participação”.
Em sua 20ª edição em 2023, o Prêmio Barueri de Literatura se consolida como um dos mais expressivos e importantes concursos literários do Brasil, recebendo inscrições de todas as regiões do país nas categorias Conto, Poesia e Dramaturgia Curta, abertas para residentes e não-residentes em Barueri.
O professor Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História da Rede Pública Municipal de Porto Feliz há mais de 17 anos. Escritor, Historiador, Poeta, Pesquisador de Cultura Popular, Carlos tem colaborado na imprensa por meio dos jornais Tribuna das Monções e Jornal Cultural ROL e pelo Portal Marimba Selutu de Angola.
Ciência para as crianças entenderem melhor o mundo
Eureka! Cientista e professor da USP, Bruno Gualano estreia na literatura infantil com obra que estimula o letramento científico desde a primeira infância
Capa do livro ‘Bel, a experimentadora’, de Bruno Gualano Divulgação/Moah! Editora
Bel é uma menina curiosa que sempre quer entender o porquê das coisas. Junto do gatinho Galileu, seu ajudante, faz experimentos e descobertas fascinantes, que mostram como a ciência está presente em tudo: nos celulares, nos remédios e mesmo na comida. Esse universo é apresentado às crianças pelo cientista e professor de Medicina Bruno Gualano no livro Bel, a experimentadora, publicado pela Moah! Editora.
Para a garota, não há limites para entender o desconhecido: Bel constrói vulcões e faz combinações químicas que mudam de cor no tubo de ensaio. Mas, quando os amigos da Rua Marie Curie começam a suspeitar de que ela é uma bruxinha, a personagem os convida para uma jornada de exploração científica. Assim demonstra a eles o que é energia, ao esfregar uma bexiga em sua blusa de lã, encostando-a depois no gatinho Galileu, que fica com os pelos arrepiados. Dessa forma, encanta as crianças da rua com a divertida “brincadeira de experimentar”.
– Parece incrível, Bel! E essa brincadeira tem nome? – Os adultos costumam chama-la de Ciência, Sarinha… – E essa parece ser uma brincadeira de gente grande também. Afinal, papai um dia me disse que a Ciência está em tudo nas nossas vidas… (Bel, a experimentadora, págs. 25 e 26)
Em homenagem a figuras notáveis da história, como Galileu Galilei, Marie Curie e Mercedes Bustamante, a obra pretende servir de estímulo ao letramento científico na infância, possibilitando a compreensão dos fenômenos naturais, sociais e tecnológicos pelo olhar da Ciência. “Se cada criança tivesse a oportunidade de descobrir o poder do pensamento científico, poderíamos construir uma sociedade mais crítica, saudável, próspera e equitativa”, acrescenta Bruno Gualano.
As ilustrações de Catarina Bessel, que utiliza a colagem como recurso criativo, tornam a narrativa mais divertida e envolvente, além de reforçar outras temáticas abordadas, como diversidade cultural, educação antirracista e representatividade das mulheres nas Ciências, por meio de uma protagonista preta. Para a divulgadora científica Natalia Pasternak, que endossa a publicação, a obra ajuda a afastar estigmas como o de “cientista maluco”, de jaleco branco, e assim democratizar a atividade.
Apoiado pela Faculdade de Medicina da USP, Bel, a experimentadora é o primeiro título de uma coletânea direcionada ao público de até 9 anos e que abordará, ainda, temas como vacinas, mudanças climáticas e bullying relacionado a estigmas de corpo.
Bruno Gualano é PhD em Ciências e professor da Faculdade de Medicina da USP. Em 2022 e 2023, foi considerado um dos cientistas mais influentes do mundo pela Universidade de Stanford (EUA). Além de suas atividades científicas, Bruno também realiza ações de popularização da Ciência.
É um dos criadores do canal de divulgação científica “Ciência inForma” e do podcast “O Cientista Não Morde”, além de ser Membro da Coalizão Ciência e Sociedade.
Na literatura infantil, assina o livro Bel, a experimentadora, que visa ao letramento científico de crianças, a fim de garantir a formação de pessoas cada vez mais críticas e capazes de tomarem decisões baseadas em evidência, menos suscetíveis a charlatanismos, teorias conspiratórias e fake news. Esse título é o primeiro de uma coletânea – o projeto busca parcerias para dar continuidade às publicações.
Sobre a ilustradora: Catarina Bessell é paulistana formada em Arquitetura e Urbanismo pela USP, que decidiu enveredar pelo universo das artes visuais, utilizando a técnica da colagem para compor suas criações. Já contribuiu para a ilustração de diversos livros e jornais nacionais e internacionais, aportando ludicidade e leveza a cada tema abordado.
Sobre a Editora: A Moah! tem como propósito despertar a sensibilidade e um olhar plural por meio de suas publicações, valorizando temas como memória afetiva, letramento científico, artes e educação. É idealizada por Heloisa Hernandez, editora formada pela USP e designer especializada em Artes Visuais pela Elisava – Faculdade de Design e Engenharia de Barcelona e pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB).
Com mais de quinze anos de experiência no mercado editorial, hoje alimenta o sonho de incentivar a leitura, o desenho e a escrita como ferramentas de aprendizado, autoexpressão, desenvolvimento e presença no mundo.
Caravana cultural leva mensagem de cooperação, empoderamento e autonomia
Com uma turnê por 32 cidades,através de livro, curta-metragem e roda de conversa, o projeto Caminhos do Brasil percorre o país com o objetivo de mostrar como a prática do cooperativismo pode transformar vidas
Imagem do projeto Caminhos do Brasil
No dia 1 de julho, a caravana do projeto “Caminhos do Brasil”, começou sua turnê por 32 cidades pelo país. A viagem faz parte da proposta cultural que mostra a importância do cooperativismo na prática, ou seja, de como a união de pessoas em busca de um objetivo em comum pode ser realmente transformadora.
A turnê acontece até 13 de dezembro e apresenta o livro “Te encontro em qual conto?”, escrito por Angela Carneiro a partir de relatos de brasileiros de várias regiões, e o curta-metragem “Graviola – O Encontro”. As duas obras foram idealizadas pela Graviola Produções com apoio do Instituto Sicoob por meio da lei de incentivo à cultura.
“O Projeto Caminhos do Brasil apresenta histórias do cotidiano, onde relatos sobre o cooperativismo se tornaram contos e filme, e agora são disseminadas por meio da caravana nos municípios brasileiros, a fim de fortalecer o vínculo comunitário por meio do acesso à cultura e ao conhecimento sobre cooperação”, comenta Luiz Edson Feltrim, superintendente de Cidadania e Sustentabilidade do Centro Coperativo Sicoob (CCS).
O livro apresenta diferentes contos que inspiram ao mostrar situações do cotidiano em que o cooperativismo esteve presente. Já o curta, conta a história de uma mulher que tem o sonho de espalhar cultura pelo país, e quer transformá-lo em realidade com seus projetos de empreendedorismo. Ambos materiais, além de uma roda de conversa da caravana, servem de instrumento para envolver e engajar, também, quem está um pouco mais distante das atividades culturais.
O projeto já passou por diversas cidades e ainda chegará a estados como Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rondônia, Minas Gerais, Tocantins, Paraná, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Brasília. “Nosso retorno está sendo o mais positivo possível. Conhecer pessoas, lugares e histórias que se conectam com o nosso projeto é uma experiência inenarrável”, conta Graziela Domingues, coordenadora geral do projeto.
A caravana Caminhos do Brasil está cada vez mais cultivando mensagens de autonomia, empoderamento e união entre os moradores. “Aprendemos muito com todas as histórias e pessoas que encontramos nessa trajetória desde o início do projeto, conseguimos acompanhar como realmente a cooperação tem impactos afetivos e produtivos na vida das pessoas, mesmo que de diferentes regiões do Brasil, tanto no lado pessoal quanto profissional”, relata Graziela.
A programação com detalhes do encontro e a lista completa de cidades está no site oficial do projeto: www.projetocaminhosdobrasil.com.br.
“O cooperativismo é um convite para olhar para o outro e o que buscamos é mostrar que isso acontece em todos os lugares, ainda que as pessoas não saibam, mas elas vivem isso de alguma forma, inclusive nos lugares mais distantes. Muitas pessoas vão se reconhecer, pois fazem isso e nem imaginam”, finaliza a coordenadora geral do projeto.