A autonomia do ser-sujeito

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo:
Artigo
‘A autonomia do ser-sujeito’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo

O estatuto que caracteriza o ser humano, a princípio, não terá paralelo em nenhuma outra espécie terrestre. Com efeito, o Ser-Sujeito, de autonomia quase ilimitada, constitui, por si só, a grande e incomparável diferença que eleva a pessoa a uma posição inalcançável pelos restantes seres do mundo habitado. 

Ser-Sujeito, pessoa-humana de deveres e direitos, significa que, dentro de determinadas balizas, é possível uma evolução, sempre no sentido do desenvolvimento, com projetos para a melhoria das condições de vida, e de uma supremacia que possibilite um certo domínio sobre outras espécies naturais, quaisquer que elas sejam. 

É importante, mesmo decisivo, no contexto de um futuro melhor para a humanidade, ancorar todo o progresso, evidentemente, aquele que contribui para o bem-comum, para a felicidade dos cidadãos, para a paz, na ideia de conceptualizar o ser humano como um sujeito único, indivisível, irrepetível e inimitável. 

O Ser-Sujeito, entre outros requisitos: implica uma vida ativa, independentemente da titulação de quaisquer estatutos, posição social, filiação política, orientação confessional ou origem étnica; envolve uma dedicada participação na vida comunitária; exige uma postura ético-moral em todos os atos públicos e privados; fomenta um espírito de solidariedade para com os mais desfavorecidos e situações invulgares, que afetam, negativamente, as pessoas, organizações e comunidades; postula uma inequívoca determinação para a defesa dos Direitos Humanos.

 Enfim, este Ser-Sujeito, integrado numa sociedade moderna, porém, muito complexa, vai construir-se como o polo atrativo, agregador e, simultaneamente, difusor de uma ética para os Deveres e Direitos Humanos, e invocando-se aqui, como estímulo, os Direitos Humanos, com o compromisso de se cumprirem outros tantos Deveres que, inversamente àqueles, se lhes opõem. 

Quando os dirigentes políticos, militares, empresariais, religiosos, civis e outros, com poderes de intervenção, controlo, decisão e sanção, considerarem que é possível um mundo melhor, a partir do respeito pelos Direitos Humanos das pessoas, então, o caminho a percorrer será mais fácil e, a curto prazo, permitirá chegar-se às primeiras metas, destas se destacando: a redução das desigualdades, dos conflitos, a livre circulação de pessoas, mercadorias, capitais e a fixação em qualquer parte do mundo civilizado. 

O século XX, objetivamente, não terá sido um período de grandes facilidades, para a implementação de boas-práticas, no âmbito dos direitos humanos, embora, teoricamente, se tenham verificado avanços significativos, ao nível da intervenção teórica nos grandes areópagos internacionais. 

Com efeito: «O homem chega ao final do século XX sedento de justiça, de liberdade, de segurança e de uma vida digna. E isto se conseguirá somente quando os Direitos do Homem forem respeitados pelos governantes, pelas maiorias, minorias e mesmo por cada indivíduo.» (MALFATTI, (1998:63). 

O político, enquanto Ser-Sujeito de direitos e deveres deve, nesta sua superior qualidade, ser o primeiro a desenvolver todo um conjunto de boas-práticas, que contagiem todos aqueles que, num determinado contexto e período muito especiais, o apoiaram, eventualmente, para a eleição de um determinado cargo.

Apesar disso, a sua responsabilidade não se assume, apenas, perante os seus correligionários e apoiantes, porque a partir do momento em que toma posse, e jura cumprir, fielmente, as funções para que foi eleito, passa a ser o representante legítimo e legal de toda uma comunidade, perante a qual, e no seu todo, terá sempre de prestar contas.

Nenhum dirigente, em qualquer atividade, poderá eximir-se a um determinado número de responsabilidades, tal como o vulgar cidadão anónimo é responsável pelos seus próprios atos, quando cometidos em perfeito estado de lucidez e livre de quaisquer coações. 

Seja, então, qual for o papel que cada um desempenha, num dado momento, todos estão obrigados ao cumprimento de deveres para, coerente e honestamente, poderem usufruir de igual número de direitos. Em princípio, todos deveriam conhecer, minimamente, os conceitos básicos que orientam a organização e funcionamento da sociedade em que se integram, aliás, isto mesmo poderá ser exigido, por exemplo, a um imigrante, quando solicita a concessão da nacionalidade do país de acolhimento.

Por outro lado, qualquer sociedade funcionará melhor, quando determinados bens e serviços visarem o interesse coletivo, sem prejuízo da concretização das legítimas e legais aspirações que cada cidadão, individualmente considerado, tem para si e para os seus familiares. 

Bibliografia

MALFATTI, Selvino António, (1998). “Os Direitos do Homem”, in: Paradigmas, Revista de Filosofia Brasileira, Londrina/PR: CEFL, Vol. II, (1), Dez. 1998, pp. 63-70

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Professora

Stêvan Viana Rodrigues: Poema ‘Professora’

Logo Jovens Talentos
Logo Jovens Talentos
Foto pela profa. Patrícia Alves Batista, destacando o poema de Stêvan Viana Rodrigues

Uma professora sempre enche
O meu coração de amor;
Fazemos muitas brincadeiras
E também atividades legais,
Provas e recortes de jornais.

Recortes de aviões e de barcos,
E também apresentações no auditório,
E os momentos de leituras.
Chega o recreio e todo mundo vai brincar,
Enquanto a professora vai descansar.

Na hora de ir embora
Levo a professora no meu coração,
Espero o outro dia para voltar à escola
E começar uma nova diversão.

Poema em homenagem à professora Patrícia Alves Batista

SOBRE O AUTOR

Stevan Viana Rodrigues
Stêvan Viana Rodrigues

Stêvan Viana Rodrigues é natural de Taiobeiras/MG, nascido no dia 21/02/2017, atualmente conta com 6 anos de idade e estuda o 1º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal ‘João da Cruz Santos.’

Filho de Jean Gonçalves Viana e Maria Érica Rodrigues Silva Gonçalves.

Revela seus sonhos e sentimentos com espontaneidade através de escritos ou composições musicais que se encaixam em seus acordes favoritos no violão.

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Pátio Metrô São Bento recebe show do músico paraense Cronixta

O álbum ‘Wi-Fi da Floresta’ mistura ritmos musicais e traz composições sobre as transformações sociais — tendo como principal referência a sua terra natal

Cronixta
Cronixta
Divulgação/Sesc Florêncio de Abreu 

Nascido em Belém do Pará, o músico Cronixta se viu rodeado pelas músicas, gastronomia e a cultura regional que o marcaram desde criança. Essas referências se tornaram o carro chefe para a sua arte — trazendo o verbo forte do norte, com letras sobre transformação social, enquanto conecta seu lado descontraído e energético.

Em 2020, Cronixta abriu os caminhos com seu primeiro e aguardado álbum, Maiandeua. Produzido por Miro Vaz e coproduzido pelo próprio artista, o trabalho contou também com a colaboração de grandes mestres da nossa música, como Kljay (Racionais MCs), Japa System (Baiana System), Manoel Cordeiro, Pedro Luis, Macedo (Afrocidade), entre outros.

Após o sucesso do álbum debutante, o artista lançou o impactante single ‘Deus é Mãe’, trazendo a poesia cirúrgica e o verbo preciso para confirmar a nova cara da música vinda do norte do país. Agora o jovem rapper inicia uma nova etapa de sua jornada com o mais novo álbum.

‘Wi-Fi da Floresta’ foi produzido por Matheus Padoca, co-produzido por Guri Assis Brasil e Chico Correa. Com oito faixas inéditas, o disco mistura suas conexões musicais e visuais, todas acompanhadas de visualizers em formato de filmagem 360º, que traduzem a obra com imagens captadas em Belém do Pará, convidando o público para uma maior imersão.

A estética visual desse novo momento do músico, foi dirigida por Rafa Rocha em parceria com o próprio Cronixta, assistência de Matheus Linhares e figurino por Kamila Kaczanowski.

Seu processo criativo musical foi baseado em gêneros brasileiros, música latina, sonoridades amazônicas contemporâneas, mantendo-se conectado com o rap — ritmo que se descobriu compositor. O visual foi baseado na obra do tropicalista Hélio Oiticica, a partir dos Parangolés e seus metaesquemas, nitidamente marcados pela busca para integrar a dança, cores, movimentos e a arte na experiência cotidiana.

Segundo Cronixta, o disco fala sobre:

“O detalhe que faz a diferença, detalhe esse que se movimenta,

que se inventa e traz a essência para se tornar essencial.

É a mistura do idioma de Helio Oiticica, com a Amazônia que

conecta uns aos outros e todos a um só.

A dança, a nossa criança, do princípio ao momento.

É rir com os rios e a nostalgia da felicidade.

A sina, os sinais e a alegria de um povo.

O AMOR é a senha do nosso Wi-Fi.”

O álbum conta com a participação especial de Bixarte, Felipe Cordeiro, Thiago Elniño, Cleiton Rasta e Chico Correa. São oito faixas inéditas mixadas por Guigo Berger, assistência de José Mizael, masterizadas por Felipe Techauer com direção artística de Cronixta e Matheus Padoca e selo Dog Music Lab.

Músico apresenta seu álbum ‘Wi-Fi da Floresta’ no Pátio Metrô São Bento

Destacando as desigualdades sociais, mesclando gêneros e ritmos, o álbum “Wi-Fi da Floresta” será apresentado em um show no dia 27 de outubro, na Praça da Colmeia, na estação São Bento do metrô em São Paulo (SP). O evento gratuito é realizado pelo Sesc Florêncio de Abreu e ocorre das 14h às 15h30.

SERVIÇO

Realização: Sesc Florêncio de Abreu

Apoio: Pátio Metrô São Bento

Data: 27/10, das 14h às 15h30

Local: Pátio Metrô São Bento — Praça da Colmeia (dentro da estação São Bento do metrô)

Valor: Gratuito

Sobre o Pátio Metrô São Bento

O Pátio Metrô São Bento é um centro comercial, cultural e gastronômico ao ar livre, situado no Centro da cidade, aos pés do mosteiro de mesmo nome, um dos principais cartões postais paulistanos. O acesso ao Pátio também é privilegiado, através da estação São Bento do Metrô.

O local atende aos mais de 3 milhões de passageiros que circulam pela região, como uma opção agradável, prática e segura de aproveitar o melhor do Centro. A Praça da Colmeia, espaço de eventos do local, recebe atrações culturais regularmente, oferecidas sempre de maneira gratuita à população.

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Un Rayo de Luz: Misa Criolla e Navidad Nuestra

Evento na PUCRS acontece no dia 1º de novembro, às 20h

Concerto 'Un Rayo de Luz: Misa Criolla e Navidad Nuestra'
Thiago Corrêa
PUCRS recebe o concerto ‘Un Rayo de Luz: Misa Criolla e Navidad Nuestra’

O concerto Un rayo de luz – Misa Criolla e Navidad Nuestra, de Ariel Ramírez e Félix Luna, será apresentado no dia 1º de novembro, às 20h, no Teatro da PUCRS no Prédio 40. Com entrada gratuita, o evento integra as comemorações dos 75 anos da PUCRS e faz parte da programação da abertura do Festival de Música Coral Sacra ‘Musica Dei’ e da Convenção Nacional da Associação Brasileira de Regentes de Coros – Abraco.

Sob regência do maestro Marcio Buzatto, o concerto reúne os grupos: Coral da PUCRS, Estudio Coral Meridies de Santa Fé na Argentina, Coro Carlos Gomes de Belém do Pará, Madrigal Vivace de Jundiaí em Sâo Paulo, Grupo Cantabile e Madrigal Nestor Wennholz de Porto Alegre que cantam acompanhados de grandes músicos convidados.   

Serão mais de 150 artistas brasileiros e argentinos no palco, em torno da música sacra latino-americana. Somam-se aos coros, Demétrio Xavier, no violão e na apresentação de questões intrínsecas à nossa cultura e às obras de Ramírez, Luna e Yupanqui durante o concerto, Olinda Allessandrini no piano, Carlittos Magallanes no bandoneon, Ricardo Arenhanldt na percussão, Lucas Araújo no violão, Beto Chedid no charango, Gabriel Nunes no contrabaixo acústico e o cantor Daniel Torres.  

A cantata de natal Navidad Nuestra foi composta por Ariel Ramírez e Félix Luna na mesma época da Misa Criolla, em 1964. Enquanto a Misa Criolla teve uma longa preparação, Ramírez e Luna escreveram rapidamente Navidad Nuestra. A base foi colocada por Ramírez e Luna em uma noite de colaboração intensa. Na Misa Criolla, ritmos e instrumentos argentinos são usados com um texto em língua espanhola, em que cada parte é interpretada com ritmos diferentes que correspondem a regiões da Argentina.    

  

PROGRAMA

Navidad Nuestra  

  • La Anunciación (Chamamé)  
  • La Peregrinación (Huella)  
  • El Nacimiento (Vidala Catamarqueña)  
  • Los Pastores (Chaya Riojana)  
  • Los Reyes Magos (Takirari)  
  • La Huida (Vidala Tucumana) 
  • Música: Ariel Ramirez  
  • Poesia: Felix Luna  
  • Arranjo coral: Pe. Jesús Gabriel Segade  

Misa Criolla  

  • Kyrie (Vidala-Baguala)  
  • Gloria (Carnavalito-Yaravi)  
  • Credo (Chacarera Trunca) 
  • Sanctus (Carnaval Cochabambino)  
  • Agnus Dei (Estilo Pampeano)  
  • Música: Ariel Ramirez  
  • Texto: liturgia da missa em espanhol  
  • Arranjo coral: Pe. Jesús Gabriel Segade  

FICHA TÉCNICA:   

  • Voz solo: Daniel Torres   
  • Piano: Olinda Allessandrini   
  • Bandoneon: Carlittos Magallanes   
  • Percussão: Ricardo Arenhaldt   
  • Violão: Lucas Araújo   
  • Charango: Daniel Chedid   
  • Contrabaixo acústico: Grabriel Nunes   
  • Violão/voz e apresentação: Demétrio Xavier   
  • Vozes: Coral da PUCRS, Estudio Coral Meridies, Coro Carlos Gomes, Madrigal Vivace, Grupo Cantabile, Madrigal Nestor Wennholz   
  • Regência: Maestro Marcio Buzatto  

SERVIÇO  

  • O quê: Un Rayo de Luz: Misa Criolla e Navidad Nuestra  
  • Quando: 1º de novembro (quarta-feira)  
  • Horário: 20h  
  • Local: Teatro da PUCRS (Prédio 40)  
  • Ingressos: Entrada gratuita. Distribuição de senhas a partir das 19h na bilheteria do Teatro, de acordo com a capacidade do local. 

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Ao Vivo da Ucrânia

A Guerra da Ucrânia pelo olhar de um brasileiro na linha de frente

Capa do livro 'Ao Vivo da Ucrânia'
Capa do livro ‘Ao Vivo da Ucrânia’, de João Alencar

Jornalista João Alencar descreve em livro os horrores presenciados como correspondente internacional do conflito armado que mantém o mundo em constante tensão

Cerca de 500 mil ucranianos e russos já morreram ou foram feridos no conflito armado que há quase dois anos mantém nações de todo o globo em alerta para a possibilidade de um novo embate mundial.

Com a missão de evitar que pessoas com rostos, nomes, famílias e histórias se transformem apenas em números de mais uma tragédia humana, o jornalista João Alencar lança o livro Ao Vivo da Ucrânia, publicado pela Matrix Editora.

A obra, primeiro relato longo de um brasileiro sobre os horrores da Guerra da Ucrânia, narra episódios presenciados pelo autor durante a atuação como correspondente internacional na linha de frente das ofensivas militares.

Alencar vive em Paris desde 2009 e cobriu os bastidores da batalha para canais de notícias franceses como ITélé, atual CNews, e BFMTV, uma das emissoras mais influentes no país. Ele também produziu reportagens especiais para veículos do Brasil.

Ao longo das páginas, o jornalista traz testemunhos em primeira mão do que viu em meio à carnificina. Histórias reais de mulheres, homens e crianças com quem conversou nos diversos momentos em que esteve na Ucrânia constroem um relato cruel, mas sensível do cotidiano de quem é afetado diariamente pela violência.

Relatos como os de Mariya, que encontrou o corpo do filho morto por soldados russos em uma casa abandonada; Samir, que buscava meios de deixar o país; e Valeriy, que agora vive com uma cratera causada por uma bomba em seu jardim, permitem vislumbrar o que significa viver a guerra na pele.

Além de retratar com fidelidade o cenário contemporâneo no país, o jornalista brasileiro também contextualiza o leitor sobre os eventos que culminaram com a invasão russa em 2022. Alencar faz isso com maestria a partir da própria experiência reportando acontecimentos-chave como a Revolução Maidan, em 2013, e a anexação da Crimeia, em 2014.

A leitura de Ao Vivo da Ucrânia possibilita mais que simplesmente conhecer os horrores de um conflito distante. É a oportunidade de se conectar com a humanidade por trás das manchetes e compreender a realidade brutal que milhares de pessoas enfrentam todos os dias. João Alencar não apenas testemunhou a guerra, mas também ouviu as histórias de sobreviventes e compartilha agora suas experiências mais profundas e comoventes.

FICHA TÉCNICA

Livro: Ao vivo da Ucrânia – Os bastidores cruéis da guerra vistos por um jornalista brasileiro
Autoria:
 João Alencar
Editora:
 Matrix Editora
ISBN: 
978-65-5616-391-8
Páginas:
 184
Preço: 
R$ 46,00
Onde encontrar: Amazon

João Alencar
João alencar

SOBRE O AUTOR

João Alencar foi o único jornalista brasileiro a sair de Moscou para Kiev, no início da guerra.

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com mestrado no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), já realizou reportagens em mais de trinta países, incluindo conflitos na Líbia e no Mali.

Mora em Paris desde 2009, onde trabalhou para a Rádio França Internacional e o canal de notícias ITélé e, atualmente, é repórter especial para o canal de informações BFMTV.

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Sobre a Matrix Editora

Apostar em novos talentos, formatos e leitores. Essa é a marca da Matrix Editora, desde a sua fundação em 1999. A Matrix é hoje uma das mais respeitadas editoras do país com quase 1.000 títulos publicados e oito novos lançamentos todos os meses.

A editora se especializou em livros de não-ficção, como biografias e livros-reportagem, além de obras de negócios, motivacionais e livros infantis. Os títulos editados pela Matrix são distribuídos para livrarias de todo o Brasil e, também, são comercializados no site www.matrixeditora.com.br.

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Tudo passa

Denise Canova: Poema ‘Tudo passa’

Denise Canova
Denise Canova
Tudo passa, menos a tristeza
Criador de imagens do Bing

Tudo passa

Menos a tristeza

Perdê-lo foi difícil

Ainda dói

Quase tudo passa

Dama da Poesia

Contato com a autora

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LUDOPATIA

O leitor participa: Marino Rampazzo: Artigo ‘Ludopatia – Transtorno do jogo: significado, sintomas e causas’

Marino Rampazzo
Marino Rampazzo
Ludopatia
Ludopatia
Criador de imagens do Bing

Os ‘novos vícios’, ou ‘vícios sem substância, referem-se a uma ampla gama de comportamentos: entre estes encontramos o jogo patológico, as compras compulsivas, o workaholism, os vícios em internet e outros.

Na nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – pela primeira vez, juntamente com transtornos por uso de substâncias no capítulo ‘Transtornos relacionados

a substâncias e transtornos de dependência’, o Transtorno de Jogo (TAG), que já havia sido classificado como um transtorno de controle de impulsos.

O jogo patológico também é frequentemente chamado de GAMBLING ou vício em jogo.

O vício do jogo é a incapacidade persistente de gerir e resistir ao impulso de realizar comportamentos destinados ao jogo.

Esses comportamentos, geralmente persistentes e gradualmente intensificados, afetam o funcionamento da pessoa em outras áreas da vida, como família e trabalho.

 O transtorno do Jogo é definido como um problema de comportamento persistente e recorrente relacionado ao jogo que leva a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo.

O jogo pode ser definido como uma forma de comportamento que envolve apostar dinheiro ou objetos de valor nos resultados de um jogo, corrida ou qualquer outro evento cujo resultado é incerto e determinado por um certo grau de probabilidade.

Os ganhos e perdas em jogos de azar são, pelo menos em parte, atribuíveis ao acaso e não a uma maior ou menor habilidade do jogador (ao contrário dos jogos competitivos).

A etimologia da palavra ludopatia indica que esta palavra parece ser composta por elementos de origem grega e/ou latina: ludo- isto é, relativo ao jogo, e -patia (do grego, termo que indica um estado de sofrimento, doença). O vício do jogo indicaria, portanto, a doença do jogo.

O significado da dependência do jogo como doença do jogo tem sido mais difundido através dos jornais e meios de comunicação social e, posteriormente, também através de projetos promovidos por diversos organismos e associações, com o objetivo de sensibilizar e enfrentar este problema, e através da utilização deste termo em circulares e leis governamentais.

Note-se, no entanto, que a palavra dependência do jogo não é a utilizada em termos técnicos pelos especialistas das áreas psicológica e médica. Embora por vezes utilizado como sinônimo, em termos técnicos e diagnósticos é sempre referido utilizando a definição de ‘Transtorno do Jogo’.

A causa exata do vício do jogo é atualmente desconhecida. Tal como acontece com a maioria das doenças psiquiátricas, acredita-se que o aparecimento da dependência do jogo patológico esteja ligado à interação desfavorável de fatores biológicos, genéticos e ambientais (em particular, no plano relacional, familiar, social e profissional).

Os principais elementos que podem aumentar a probabilidade de se tornarem jogadores ‘problemáticos’ ou patológicos: a presença de outras condições médicas ou distúrbios psiquiátricos, como ansiedade, depressão, transtornos de personalidade (por exemplo, transtorno borderline), alcoolismo ou abuso de substâncias, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e comportamentos compulsivos; idade jovem: a maioria dos jogadores problemáticos ou patológicos está na faixa etária entre 20 e 50 anos; pertencentes ao sexo masculino: os homens têm maior probabilidade do que as mulheres de jogar e desenvolver dependência.

As mulheres tendem a sentir-se menos atraídas pelo jogo e a desenvolver dependência do jogo numa idade mais avançada, geralmente em conjunto com estados depressivos ansiosos, perturbação bipolar, insatisfação, solidão e retraimento social.

Normalmente, as mulheres desenvolvem dependência mais rapidamente do que os homens; história familiar de jogo patológico ou transtornos psiquiátricos que aumentam a propensão a comportamentos impulsivos/compulsivos; tomar medicamentos (agonistas da dopamina) para o tratamento da doença de Parkinson e da síndrome das pernas inquietas, na presença de uma predisposição neurológica específica, não previsível a priori, para desenvolver este efeito colateral; características de personalidade como: espírito marcadamente competitivo, tendência a trabalhar muitas horas por dia sem realmente precisar ou ser obrigado a fazê-lo (workholism), inquietação/hiperatividade, tendência a aborrecer-se rapidamente.

Marino Otello Rampazzo
Natural de Itapetininga (SP), é formado em engenharia têxtil (Itália), Expert Manager na Gaparin Equipamentos e colunista do Internet Jornal

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