O leitor participa: Marino Rampazzo: Artigo ‘Ludopatia – Transtorno do jogo: significado, sintomas e causas’
Marino RampazzoLudopatia Criador de imagens do Bing
Os ‘novos vícios’, ou ‘vícios sem substância, referem-se a uma ampla gama de comportamentos: entre estes encontramos o jogo patológico, as compras compulsivas, o workaholism, os vícios em internet e outros.
Na nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – pela primeira vez, juntamente com transtornos por uso de substâncias no capítulo ‘Transtornos relacionados
a substâncias e transtornos de dependência’, o Transtorno de Jogo (TAG), que já havia sido classificado como um transtorno de controle de impulsos.
O jogo patológico também é frequentemente chamado de GAMBLING ou vício em jogo.
O vício do jogo é a incapacidade persistente de gerir e resistir ao impulso de realizar comportamentos destinados ao jogo.
Esses comportamentos, geralmente persistentes e gradualmente intensificados, afetam o funcionamento da pessoa em outras áreas da vida, como família e trabalho.
O transtorno do Jogo é definido como um problema de comportamento persistente e recorrente relacionado ao jogo que leva a sofrimento ou prejuízo clinicamente significativo.
O jogo pode ser definido como uma forma de comportamento que envolve apostar dinheiro ou objetos de valor nos resultados de um jogo, corrida ou qualquer outro evento cujo resultado é incerto e determinado por um certo grau de probabilidade.
Os ganhos e perdas em jogos de azar são, pelo menos em parte, atribuíveis ao acaso e não a uma maior ou menor habilidade do jogador (ao contrário dos jogos competitivos).
A etimologia da palavra ludopatia indica que esta palavra parece ser composta por elementos de origem grega e/ou latina: ludo- isto é, relativo ao jogo, e -patia (do grego, termo que indica um estado de sofrimento, doença). O vício do jogo indicaria, portanto, a doença do jogo.
O significado da dependência do jogo como doença do jogo tem sido mais difundido através dos jornais e meios de comunicação social e, posteriormente, também através de projetos promovidos por diversos organismos e associações, com o objetivo de sensibilizar e enfrentar este problema, e através da utilização deste termo em circulares e leis governamentais.
Note-se, no entanto, que a palavra dependência do jogo não é a utilizada em termos técnicos pelos especialistas das áreas psicológica e médica. Embora por vezes utilizado como sinônimo, em termos técnicos e diagnósticos é sempre referido utilizando a definição de ‘Transtorno do Jogo’.
A causa exata do vício do jogo é atualmente desconhecida. Tal como acontece com a maioria das doenças psiquiátricas, acredita-se que o aparecimento da dependência do jogo patológico esteja ligado à interação desfavorável de fatores biológicos, genéticos e ambientais (em particular, no plano relacional, familiar, social e profissional).
Os principais elementos que podem aumentar a probabilidade de se tornarem jogadores ‘problemáticos’ ou patológicos: a presença de outras condições médicas ou distúrbios psiquiátricos, como ansiedade, depressão, transtornos de personalidade (por exemplo, transtorno borderline), alcoolismo ou abuso de substâncias, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e comportamentos compulsivos; idade jovem: a maioria dos jogadores problemáticos ou patológicos está na faixa etária entre 20 e 50 anos; pertencentes ao sexo masculino: os homens têm maior probabilidade do que as mulheres de jogar e desenvolver dependência.
As mulheres tendem a sentir-se menos atraídas pelo jogo e a desenvolver dependência do jogo numa idade mais avançada, geralmente em conjunto com estados depressivos ansiosos, perturbação bipolar, insatisfação, solidão e retraimento social.
Normalmente, as mulheres desenvolvem dependência mais rapidamente do que os homens; história familiar de jogo patológico ou transtornos psiquiátricos que aumentam a propensão a comportamentos impulsivos/compulsivos; tomar medicamentos (agonistas da dopamina) para o tratamento da doença de Parkinson e da síndrome das pernas inquietas, na presença de uma predisposição neurológica específica, não previsível a priori, para desenvolver este efeito colateral; características de personalidade como: espírito marcadamente competitivo, tendência a trabalhar muitas horas por dia sem realmente precisar ou ser obrigado a fazê-lo (workholism), inquietação/hiperatividade, tendência a aborrecer-se rapidamente.
Marino Otello Rampazzo Natural de Itapetininga (SP), é formado em engenharia têxtil (Itália), Expert Manager na Gaparin Equipamentos e colunista do Internet Jornal
CIRCO DA MEIA-NOITE, uma história sobre a natureza do divino na atualidade
Com direção de Maurício de Oliveira e Tono Guimarães, espetáculo mistura teatro, dança e música para narrar mito sobre um circo que aparece durante um eclipse
Quando o dia vira noite durante um eclipse, um circo aparece por entre as sombras, convidando todos a adentrar seu picadeiro. Esse mito é narrado pelo Laboratório Siameses em “Circo da Meia-Noite“, que estreia no dia 28 de outubro, no Teatro Anchieta do Sesc Consolação.
O espetáculo dá continuidade à pesquisa do grupo sobre a imaginação e mescla dança, teatro e música para criar uma história sobre a natureza do divino nos dias de hoje e o nascimento do desejo.
A montagem tem direção de Maurício de Oliveira e Tono Guimarães. Já o elenco traz os intérpretes Danielle Rodrigues, Lucas Pardin, Maurício de Oliveira, Moisés Matos, Sthéphanie Mascara e Vinícius Francês, além da atriz convidada Joy Catharina.
No “Circo da Meia-Noite”, a lógica parece se desfazer pelo encantamento das figuras que o habitam. São deuses que outrora povoaram o cosmos nos tempos da ancestralidade e que, hoje, perambulam entre a dimensão do real e do sonho para guiar o mundo para além do Esquecimento. Eles guardam o coração do planeta, que pulsa vivamente debaixo da terra consagrada desse picadeiro.
Trazendo como subtexto as ancestralidades da Lua Negra – Lilith, Ísis, Perséfone, Santa Muerte – em que o futuro se decidia numa batalha coletiva na noite mais longa do ano -, o trabalho se propõe a criar um sabá secular, que permite a revelação da centelha primordial que foi solapada pelo Estado das coisas, por esses novos deuses vazios de ancestralidade. O espetáculo é um manifesto de renascimento, recuperando nosso direito de imaginar futuros não-distópicos.
O trabalho tem como inspiração o imaginário histórico do circo. Herdeiro das tradições luciânicas da Saturnalia – festival realizado no Solstício de Inverno, no qual as normas que ordinariamente regiam a sociedade eram invertidas, ou seja, os homens se vestiam de mulher e os senhores, de servos etc. –, o circo era o espaço da subversão das regras.
Ali, aqueles que eram mantidos à margem da sociedade, construíam uma comunidade à parte, com suas próprias regras de funcionamento. Em seus shows, o circo tornava-se local de poder, de confronto com a alteridade do abismo social que lhe deu origem.
Costurando uma dramaturgia original a partir da pesquisa de textos, filmes e outras mídias, “Circo da Meia-Noite“ é uma reflexão sobre o futuro e o nosso legado. Na peça, o circo é o espaço em que somos recebidos pela Morte. Ela apresenta a todos aquilo que será presenciado: o nascimento do Desejo.
A montagem se materializa como uma instalação visual em que cenário e figurino serão compostos como entidades complementares. A companhia cria um ambiente que possa se alterar subitamente pela interferência desses bailarinos que invadem a cena. Os intérpretes manipulam um cenário que se reconfigura aos poucos através de roldanas, montando uma lona de circo que tem vida própria.
No figurino, o caráter escultural das peças caracteriza os personagens como esculturas vivas, cujas formas se transformam a cada nova ação que ali se desenvolve. Para intensificar esse efeito de mudança, o desenho de luz se dá como microambientes que migram pelo espaço cênico, contrapondo cor e forma a fim de dar materialidade à presença de cada Ente ali apresentado.
Já a trilha sonora tem papel fundamental nesse quadro: será executada ao vivo para que cada cena possa ser reconfigurada à medida que ela se desenvolve, ganhando novos matizes a cada apresentação.
SINOPSE:
Dando continuidade à sua pesquisa sobre imaginação, o Laboratório Siameses apresenta “Circo da Meia-Noite”, um trabalho que desliza entre a dança, o teatro e a música para criar uma história sobre a natureza do divino nos dias de hoje. Toda noite de eclipse, quando Sol e Lua tornam-se um, um circo surge flutuando no ar. Nele, os antigos deuses encontram-se para um encontro, um espetáculo. Desta vez, contudo, o que os reúne é uma mudança dos rumos do destino: um novo dono para o circo, O Desejo.
FICHA TÉCNICA:
Idealização: Maurício de Oliveira e Tono Guimarães
Direção e Criação Coreográfica: Maurício de Oliveira
Dramaturgia/Pesquisa: Tono Guimarães
Intérpretes: Danielle Rodrigues, Joy Catharina, Lucas Pardin, Maurício de Oliveira, Moisés Matos, Rafael Abreu, Sthéphanie Mascara, Vinícius Francês
Orientação cênica: Leonardo Birche e Maristela Chelala
Direção de Arte e Figurino: Adriana Hitomi
Projeto de Luz: Dani Meirelles
Cenografia: Eliseu Weide
Adereços: Adriana Hitomi e Eliseu Weide
Peruca: Eli Viegas
Direção Musical: Rodrigo Florentino
Consultoria Musical: Edezio Aragão
Músicos convidados: Rômulo Scarinni e Taiara Guedes
Formadores: Chris Penna (Aikido), Edi Montecchi (voz), Maristela Chelala (Comédia/Clown), Maurício de Oliveira (Corpo e Movimento), Rosana Selligmann (Iyengar Yoga).
Projeto de Identidade Visual: Alessandro Romio
Fotografia: Wilian Aguiar
Social Media: Lyvia Gamerc
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Direção de Produção: Leonardo Birche
Apoio: Estúdio Simpatia257
SERVIÇO O Circo da Meia-Noite, de Laboratório Siameses 14 anos
70 minutos
Teatro Anchieta – Sesc Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
Lotação do Teatro: 280 lugares
Acessibilidade: assentos para pessoas com necessidades especiais (mobilidade reduzida, obeso, cadeirante e acompanhante), e a fila para cadeirantes fica na última fileira da plateia, com uma visão panorâmica do palco.
Dias 28 e 29 de outubro
Sábado, às 20h. Domingo, às 18h Ingressos: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia) R$ 12 (credencial plena)
Vendas online pelo site ou no Aplicativo Credencial Sesc SP e, presencialmente, nas bilheterias das Unidades do Sesc.
Galpão do Folias
Rua Ana Cintra, 213 – Santa Cecília 2 a 26 de novembro.
Quintas, sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h. Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)
Vendas online pelo site https://bit.ly/circodameianoite
A exposição, com obras de Júlio Veredas, entra em cartaz no hall do Teatro Erótides Campos, em Piracicaba
Crédito: Álvaro Mestre
A exposição reúne cerca de 30 obras que foram criadas entre 1982 e 2022. No dia da abertura (29/10) também haverá apresentação musical da cantora Marcia Mah e do violonista Zé Marcos interpretando canções de Elomar Figueira Mello
No final dos anos 1970, ao ganhar uma fita cassete de um artista cujas músicas contavam com um dialeto próprio e com uma sonoridade que estabelece um novo paradigma para a música erudita brasileira, o artista plástico Júlio Veredas se viu completamente apaixonado pela obra do músico e compositor Elomar Figueira Mello.
Sua aproximação com a obra de Elomar fez com que se iniciasse ali uma série de obras artísticas atravessadas pela musicalidade do músico e que, agora, estão reunidas na exposição Profundus, Sertanus, Incantatus, que entra em cartaz no hall do Teatro Erótides Campos de 29 de outubro a 12 de novembro. O evento tem apoio da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural).
No dia de abertura do evento (29/10, domingo, 16h), haverá ainda um show da cantora Marcia Mah e do violonista Zé Marcos interpretando canções de Elomar Figueira Mello, como O Pedido, Arrumação, Chula no Terreiro e Puluxias do Tropeiro Gonsalin.
A apresentação terá também canções autorais da Marcia, incluindo Sertanias – inspirada no livro Grande Sertão – Veredas e com arranjo de Cao Alves, artista que já participou de várias produções de Elomar e que foi integrante do grupo Tarancon.
A mostra, com curadoria do mestre em artes visuais Allan Yzumizawa, traz aproximadamente trinta obras de Júlio – entre desenhos feitos em grafite sobre papel, nanquim sobre papel e aquarela – criadas desde o início dos anos 1980, quando conheceu Elomar pessoalmente -, até 2022. O projeto é realizado com o prêmio Exposição Inédita do PROAC 2022 com apoio do Centro Cultural São Paulo.
Conhecido por uma obra influenciada drasticamente pela música e pela literatura, Júlio conta que os trabalhos apresentados nessa exposição inédita também são influenciados pela poética do escritor João Guimarães Rosa, que reconstrói a imagem do sertão e o universaliza quando transcende o eterno conflito entre o ser humano e o destino que o espera – característica comum com a música de Elomar Figueira Mello.
Sob a perspectiva da busca e exploração do sertão de si mesmo, Júlio Veredas ilustra essa encruzilhada de onde partem e convergem inúmeros caminhos e alternativas que habitam seu íntimo. “O título dessa exposição traz algo do encantamento que flagrei na minha convivência com amigos que vivem na Caatinga”, conta Júlio.
“Muitas vezes eles me contavam suas histórias em botecos na beira de estradas e eu contava as histórias do que estava vivendo em São Paulo. Mesmo morando lá por muito tempo, não me sentia um vaqueiro, um catingueiro, e é nessa troca que nossas histórias ganhavam um certo encanto, uma formação de nossas identidades”, completa o artista.
Elomar Figueira Mello, baiano de Vitória da Conquista, é compositor, escritor, violonista e cantor. Hoje, com 85 anos, é considerado um artista ímpar na música brasileira e sua obra surge como um marco significativo dentro do panorama da música popular brasileira, marcada pela forte presença de variantes dialetais, arcaísmos e neologismos, formando uma linguagem muito característica fundada na oralidade sertaneja.
Suas letras abrangem uma ampla gama de temas, na maior parte das vezes vinculado ao imaginário rural do sertanejo nordestino, ainda que com elementos medievais, cristãos e ibéricos.
“Quando vi pela primeira vez os desenhos desse malungo Julio Veredas, gostei muito, pois vi desenhos de algumas estrofes minhas e centenas dele. Vi que retratava a própria vereda que sua alma bonita percorre.
Ao contemplá-los, consigo ver como que em sonhos fragmentos de momentos das paisagens que minha alma viu antes de nascer, assim como também ouço o prenúncio, apenas aurora mágica que anunciam a impossibilíssima ressurreição de uma daquelas perdidas e distantes tardes da infância”, diz Elomar Figueira Mello.
Júlio Veredas
Com uma atuação intensa a mais de 40 anos na artes visuais, Júlio Veredas, se destaca pela singularidade de seu trabalho, que dialoga com a música e a literatura e constrói uma obra que traz aspectos da cultura popular sob a perspectiva da busca e exploração do sertão de si mesmo.
Artista autodidata, desde muito cedo passou a frequentar cursos livres de artes e atuar na área de eventos culturais. Natural de Sorocaba Julio Veredas, residiu por muitos anos na capital convivendo com grupos de música e teatro, quando inicia as primeiras mostras de seus desenhos, realizando exposições individuais no Centro Cultural São Paulo e no MASP (1983/1984), mantendo em paralelo uma produção em sua cidade natal, Sorocaba, com artistas diversos e na cidade de Vitória da Conquista Bahia, terra do compositor Elomar Figueira Mello, que passa a ser uma grande referência em seu processo artístico.
Essa geografia se mantém presente em toda sua trajetória e torna-se marcante na produção de seus trabalhos que resultam hoje numa coleção de aproximadamente 1000 ilustrações entre Aquarelas, Grafites, Nanquim e Colagem, com participações em projetos como Projeto Terra Rasgada – SECSP, Projeto Glauber Rocha Museu Regional Vitória da Conquista (BAHIA), e dezenas de exposições individuais e coletivas.
Colaborando com outros trabalhos tem desenvolvido ilustrações para livros, encarte de CDs, restauros, além de participar ativamente da política cultural de Sorocaba, integrando o Conselho Municipal de Cultura e atuando como gestor de Espaço Artístico colaborativo (Teatro OFF), sendo por isso homenageado pelo mais tradicional bloco carnavalesco de Sorocaba, o Depois a Gente se Vira, em 2020.
Toda a poesia e delicadeza empregada em sua jornada como artista plástico não exclui sua habilidade em lecionar para pessoas de diferentes faixas etárias conteúdos técnicos de desenho. Atuando em projetos em sistemas penitenciários e hospitais psiquiátricos, oficinas em diversas cidades do interior de São Paulo, aulas particulares e projetos educativos do sistema S.
A pandemia criou uma nova etapa em seu processo de trabalho, com o fim das aulas e exposições passou a se dedicar integralmente à produção em seu ateliê e a se reinventar no ambiente virtual das redes sociais, conquistando um público novo que observa novos elementos no significado de suas obras. Atualmente mantém uma comunicação diária com internautas e uma intensa atividade com a criação de aquarelas onde amplia o conceito de sertão como algo transversal do interior dos lugares e do ser.
Marcia Mah (Cantora)
Com quatro álbuns na carreira, lançou o CD “Apanhado” (2000) interpretando autores paulistas, CD Choro Canção (2006) com o Grupo Casa de Marimbondo, CD/DVD “Láláiá” (2011) com músicas próprias, realizando turnê em Portugal em 2015 através do Programa de Intercâmbio Cultural do MINC e Selo Musical MIMS – Europa, DVD PRISMAH – um olhar sobre o corpo da voz (2016), sendo contemplada pelo Prêmio PROAC Circulação de Espetáculos em turnê pelo PROAC 2018 com apresentações no MIS capital, litoral e interior do estado de São Paulo.
– Produtora do projeto “Profundus, Sertanus, Encantatus” do artista plástico Julio Veredas aprovado pelo PROAC Exposição Inédita 2022
– Produtora do CD Linha de Chegada de Zé Marcos lançado em nov/2021
– Produtora do Documentário “ARTEIROS” – Lei Aldir Blanc (2021)
– Seminários “O Canto Popular” nas Fábricas de Cultura (Sapobemba, Belém, Cid. Tiradentes, Vl. Curuçá, Itaim e São Bernardo do Campo) agosto/22
– Preparadora Vocal do 1° Festival Estudantil Estadual do SESI SP – FESTVOZ agosto/22
– Selecionada no Edital do Centro Cultural FIESP com uma temporada de apresentações do show “Acústico Márcia Mah” 2019/2020.
– Participa do Encontro Musical com Orquestra Mundana Refugi pela Mda Internacional dez/2021
– Idealizadora do Projeto Bioma Musical apresentado em várias unidades do SESC SP 2022
– Idealizadora e produtora do espetáculo “ECOS de 22” apresentado nas unidades do CEU pela SMESP 2022
– Palestrante convidada nos cursos de Semiótica e Produção Musical das Universidades Federal da Bahia (Salvador e Recôncavo), FATEC Tatuí e UNISO (2015/2017).
– Durante a pandemia participou de projetos on-line como o FESTVALE (Festival de Economia Criativa do Vale do Ribeira) , REC-começo SESC Sorocaba, Especial Boteco do RibeiraSESC Registro
– Diretora da Brasilidades Produções Artísticas, onde desde 2013 desenvolve diversos espetáculos temáticos e de arte educação e especiais em homenagem a Dorival Caymmi, Noel Rosa, Samba Paulista com Osvaldinho da Cuíca, Nara Leão, Clementina entre outros. Produtora do Livro e CD “Nilson Lombardi – Obra completa” (2002)
– Formada em Filosofia (UNISO)e no Curso de Canto Lírico e MPB/JAZZ do CDMCC – Tatuí- SP, integrou o Coral Cênico “Da Boca Pra Fora” como solista em recitais e concertos sinfônicos
Zé Marcos (Violonista)
Zé Marcos é reconhecido na região metropolitana de Sorocaba, onde atua há 30 anos como violonista, compositor, arranjador e educador. No início da carreira, foi vencedor do Concurso Jovens Instrumentistas do Conservatório Heitor Villa Lobos de São Paulo, dando prosseguimento aos estúdios se formando em Violão Bacharelado na Faculdade Mozartéum de São Paulo.
Realizou especializações em renomados centros, como o CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical) escola ligada ao Zimbo Trio e Curso de Especialização em Educação e Organização social na Universidade de Havana (Cuba).
Coordenou diversas oficinas realizadas na Oficina Cultural Grande Otelo de Sorocaba,
com destaque para os projetos “Caminhos do Violão” e oficina com artistas como Tom Zé e Arrigo Barnabé, sendo citado no Livro “Violões do Brasil de Myriam Taubkin – 2004 . Entre os diversos grupos que idealizou e integrou, destaca o grupo de choro “Caco de Vidro” – 2011, com formação em regência realiza concerto como convidado da Banda Sinfônica da Fundec – 2011.
Como músico acompanhante destaca o show “Samba Interior” com o sambista Osvaldinho da Cuíca em projetos de Arte educação. É integrante do Grupo Ybsorok e em espetáculos como “ECOS de 22 – desdobramentos Musicais sobre a Semana de Arte Moderna”, além de ser parceiro musical no CD Lalaiá (Marcia Mah) e do conjunto da cantora na sua turnê em Portugal.
É músico fixo na banda e gravações do CD “Estações”, do violeiro Zéca Collares. Como educador, criou um método próprio ao longo de sua experiência didática, lançando o Livro “Violão Guia de Ensino e Aprendizagem”. Lançando-se como intérprete não só como músico, mas também cantor, apresentou o Tributo a Baden Powel no Teatro do Sesi Sorocaba 2019 e lança em outubro de 2021 seu primeiro CD autoral – “Linha de Chegada” pela LINC Sorocaba.
SERVIÇO:
Profundus, Sertanus, Incantatus | Júlio Veredas
Local: Hall do Teatro Erótides Campos
Endereço: Rua Dr. Maurice Allain, 454 – Engenho Central- Vila Rezende / Piracicaba
Período expositivo: 29 de outubro a 12 de novembro. Segunda à sexta-feira, das 13h às 17h e aos finais de semana, de acordo com a agenda de espetáculos
Caixa Cultural Salvador apresenta exposição sobre vida e obra de Zé Diabo
Mostra ‘ALÁGBEDÉ’ apresenta trabalho do ferreiro José Adário dos Santos, artista representado pela Galatea, na produção de ferramentas de orixás
José Adário | Foto: Alana Silveira
A CAIXA Cultural Salvador apresenta, a partir da próxima sexta-feira (20), a exposição ‘ALÁGBEDÉ’ – Retrospectiva José Adário dos Santos, ferreiro conhecido como Zé Diabo, que se dedica há mais de 60 anos ao ofício da produção de ferramentas de orixás.
A mostra reúne um acervo com mais de 60 peças, entre fotografias, documentos, artefatos e instrumentos produzidos pelo artista, representado pela Galatea. Ele é um dos últimos descendentes com conhecimento ancestral de forjar o ferro para a arte sacra, utilizando técnica tradicional vinda de África.
Com entrada gratuita, a abertura da exposição acontece no dia 20/10 (sexta-feira), às 19h, e a visitação acontecerá até o dia 3 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 17h30. Além da apresentação, o público poderá participar de visitas guiadas, com saída da CAIXA Cultural, passando pela histórica Ladeira da Conceição da Praia, até o arco onde funciona a oficina de trabalho de Zé Diabo.
As visitas acontecerão todas as sextas-feiras (a partir de 27/10), às 9h30, com participação da equipe da exposição e da pesquisadora Cibele Bonfim.
A mostra das peças produzidas também apresenta elementos que narram a trajetória de Zé Diabo, transportando o espectador para o universo em volta do ferreiro amplamente conhecido em todos os terreiros da Bahia.
“Estou muito feliz que o meu trabalho está sendo mostrado na minha cidade, perto da ladeira onde aprendi o ofício com meu mestre. Aqui meu povo, candomblé, minha família, amigos, poderão visitar e conhecer mais sobre o meu trabalho”, conta o artista.
Atrelada aos conhecimentos do candomblé na produção das ferramentas de orixá, a técnica evidencia a relevância do trabalho de Zé Diabo ao longo dos anos, permitindo seu reconhecimento como artista e destaque nacional e internacional pela sua obra.
A exposição na CAIXA Cultural também exibirá, de forma permanente, o curta-metragem “Alágbedé”, dirigido pela cineasta baiana Safira Moreira. O filme apresenta o processo de Zé Diabo na produção das ferramentas de orixá, enquanto reocupa o seu arco recém-reformado na Ladeira da Conceição da Praia.
Curadoria e pesquisa
A mostra ‘ALÁGBEDÉ’ é resultado da convivência de quatro anos da curadora Alana Silveira com Zé Diabo. Nesse tempo, ela resgatou objetos antigos, alguns com mais de 30 anos, catalogou cadernos de esboços das ferramentas, mapeou fotógrafos que registraram seus trabalhos e realizou pesquisa de instituições e coleções que possuem obras do ferreiro.
“A obra de seu Zé, além de questões estéticas e históricas, é permeada por um conhecimento ancestral do candomblé. Ele só trabalha com ferro e, por isso, só faz ferramentas dos orixás que possuem esse metal como elemento: Exu (por onde sempre se começa), Ogum, Oxóssi, Ossain, Oxumarê e Obaluaê”, explica.
A escolha das ferramentas e disposições expográficas foram pensadas a partir dos conhecimentos religiosos compartilhados por seu Zé, que participou ativamente do processo de direcionamento do que será exibido. “A arte e o ofício não se separam na trajetória de Zé Diabo. As ferramentas de santo operam, no candomblé, uma espécie de mediação/conexão entre os seres humanos”, detalha Alana.
Os antropólogos Bárbara Cruz e Lucas Marques, estudiosos das religiões de matriz africana e pesquisadores da mostra, também acompanham José Adário há mais de 10 anos. Eles desenvolvem um trabalho de valorização, proteção e memória do fazer da obra do artista, um trabalho de pesquisa contínuo e de fundamental importância na concepção da mostra.
Reconhecimento
As esculturas de José Adário integram o acervo do Museu Afro Brasil (São Paulo) e já circularam em exposições como “Alágbedé – O Ferreiro dos Orixás”, Arco 26, Salvador (2021); “A Cidade da Bahia, das baianas e dos baianos também”, Museu Afro Brasil, São Paulo (2019), “Axé Bahia: the power of art in an Afro-Brazilian metropolis”, Fowler Museum, Califórnia (2018), Afrikanische Religiosität in Brasilien; Kunst und Afro-Brasilidad, Frankfurter Kunstverein, Frankfurt (1994).
Sobre a Galatea
A Galatea é uma galeria que surge a partir das diferentes e complementares trajetórias e vivências de seus sócios-fundadores: Antonia Bergamin esteve à frente por quase uma década como sócia-diretora de uma galeria de grande porte em São Paulo; Conrado Mesquita é marchand e colecionador, especializado em descobrir grandes obras em lugares improváveis; e Tomás Toledo é curador e contribuiu ativamente para a histórica renovação institucional do MASP, de onde saiu recentemente como curador-chefe.
Tendo a arte brasileira moderna e contemporânea como foco principal, a Galatea trabalha e comercializa tanto nomes já consagrados do cenário artístico nacional quanto novos talentos da arte contemporânea, além de promover o resgate de artistas históricos.
Tal amplitude temporal reflete e articula os pilares conceituais do programa da galeria: ser um ponto de fomento e convergência entre culturas, temporalidades, estilos e gêneros distintos, gerando uma rica fricção entre o antigo e o novo, o canônico e o não-canônico, o erudito e o informal.
Além dessas conexões propostas, a galeria também aposta na relação entre artistas, colecionadores, instituições e galeristas. De um lado, o cuidado no processo de pesquisa, o respeito ao tempo criativo e o incentivo do desenvolvimento profissional do artista com acompanhamento curatorial.
Do outro, a escuta e a transparência constante nas relações comerciais. Ao estreitar laços, com um olhar sensível ao que é importante para cada um, Galatea enaltece as relações que se criam em torno da arte — porque acredita que fazer isso também é enaltecer a arte em si.
Nesse sentido, partindo da ideia de relação é que surge o nome da galeria, tomado emprestado do mito grego de Pigmaleão e Galatea. Este mito narra a história do artista Pigmaleão, que ao esculpir em marfim Galatea, uma figura feminina, apaixona-se por sua própria obra e passa a adorá-la. A deusa Afrodite, comovida por tal devoção, transforma a estátua em uma mulher de carne e osso para que criador e criatura possam, enfim, viver uma relação verdadeira.
SERVIÇO:
[Artes Visuais] ‘ALÁGBEDÉ – Retrospectiva José Adário dos Santos‘
Local: CAIXA Cultural Salvador
Endereço: Rua Carlos Gomes, 57 – Centro
Datas: De 20 de outubro a 03 de dezembro (visitação de terça a domingo)
Inscrições para Chamadas Públicas de 2023 encerram dia 31 de outubro
Crédito Divulgação
Será encerrado no dia 31 de outubro, terça-feira, o prazo de inscrições para os chamamentos públicos da Amigos da Arte. São quatro programas da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, (Atendimento Técnico aos Municípios, Circuito CultSP, Apoio a Festivais e Cultura Urbana), que têm como objetivo fomentar e difundir a arte e cultura por todo o estado de São Paulo.
Sobre a Associação Paulista dos Amigos da Arte
A Associação Paulista dos Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão de chamadas públicas – como o Revelando SP, o Circuito SP, entre outros –, do Teatro Sérgio Cardoso e do Teatro de Araras, além do Mundo do Circo SP, trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a iniciativa privada desde 2004.
Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo o fomento e a difusão da produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em 19 anos de atuação, a Organização desenvolveu cerca de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.
SOBRE OS PROGRAMAS E CHAMAMENTOS
Os programas que compreendem esta chamada são:
Atendimento Técnico aos Municípios (ATM): concessão de apoio cultural a festas, celebrações, feiras e demais eventos culturais, que promovam, comprovadamente, a valorização e o desenvolvimento da cultura local, de identidades regionais e/ou da história dos municípios do estado de São Paulo.
Circuito CultSP: programa que promove a difusão cultural descentralizada no estado de São Paulo, por meio da realização de atividades artístico-culturais, com profissionais de comprovada relevância no cenário cultural.
Apoio a Festivais: concessão de apoio cultural a projetos de festivais que promovam, comprovadamente, um amplo conjunto de ações de difusão artístico-cultural para público diverso, bem como o desenvolvimento cultural e a ativação da economia criativa regional, de no mínimo dois dias de duração.
Cultura Urbana: programa de apoio aos eventos e modos de expressão cultural que se fundamentam na intervenção e na ocupação do ambiente urbano, como a realização de murais, instalações, grafitti, breaking, djs, slams, batalhas de rima, sound systems, eventos de hip hop, entre outros.
Vida Becker: de menina insegura à maior guerreira da História
A protagonista da saga de Maurício Gomyde vai aprender com grandes personalidades históricas e combater as mentes mais cruéis da humanidade
Capa do livro ‘Vida Becker e a máquina de contar histórias’, de Maurício Gomyde Divulgação – Qualis Editora
E se você fosse escolhido para liderar os grandes gênios da humanidade na maior guerra da história do universo? Vida Becker jamais poderia imaginar que caberia a ela essa missão. Em Vida Becker e a máquina de contar histórias, primeiro livro da trilogia de Maurício Gomyde, o leitor acompanhará a passagem da jovem paulistana para o Paramundo, o destino dos mais de 100 bilhões de humanos que já morreram na Terra.
Essa população está dividida entre os Amáveis, que re-vivem no Território Fraterno, e os Temíveis, relegados a re-viverem para sempre nos confins do Território Ermo. A personagem chega ao Paramundo por meio de um portal em forma de livro e se depara com uma guerra iminente, após milhares de ciclos em que a paz reinou. Na dicotomia representada pelo bem e o mal, a jovem irá aprender, crescer e aos poucos ganhará o respeito dos Amáveis para se tornar a grande líder.
— Mas ninguém pode ter sido só bom ou só mau. — Você está coberta de razão, Vida. Todo amável teve, na Terra, um quê de temível. Assim como todo temível, claro, teve lampejos amáveis. Porém, o Paramundo é maniqueísta. Ao chegarem aqui, os seres humanos amáveis tornam-se integralmente sua melhor versão amável e os seres humanos temíveis tornam-se a sua mais cruel versão temível. E assim ficarão para sempre. (Vida Becker e a máquina de contar histórias, pg. 78)
Nesta jornada épica, a protagonista vai interagir com grandes personalidades da história. Enquanto luta contra os exércitos de Napoleão Bonaparte, Mussolini e Gengis Khan, Vida tem ao lado figuras como Joana d’Arc, Dandara dos Palmares e Marielle Franco. Mulheres fortes que reforçam o componente feminista da obra, inspirada essencialmente na filha de 14 anos do autor, também músico e roteirista de cinema.
“De tanto escutar as dúvidas e angústias da minha filha sobre o mundo, o futuro, pertencimento e identidade, decidi criar a jornada desta personagem”, comenta o também autor de Surpreendente!”, finalista ao Jabuti, que aposta também na importância da cultura e do conhecimento “para que Vida aprenda e resolva seus maiores problemas com sabedoria.”
Dono de uma escrita que se distingue pela sensibilidade, neste coming of ageMaurício Gomyde agora leva a mensagem aos jovens que passam pelas dúvidas próprias da idade. Trata de medo, aceitação e futuro. “Esta é uma aventura que celebra o lado bom do ser humano como um “superpoder”, e não como uma fraqueza a ser remediada e endurecida”, comenta em prefácio o também finalista ao Jabuti, Felipe Castilho, autor de Serpentário.
FICHA TÉCNICA
Título: Vida Becker e a máquina de contar histórias
Maurício Gomyde é músico, roteirista de cinema e autor de oito livros publicados em seis países.
Foi finalista do prêmio Jabuti 2016 com o livro Surpreendente!, título publicado também em Portugal, Espanha, Itália e Lituânia. Vida Becker e a máquina de contar histórias é o quarto lançamento pela Qualis Editora.
Sobre a editora: Há mais de 15 anos, a Qualis se destaca no cenário literário como uma editora tradicional, reconhecida por seu comprometimento com a promoção e o investimento em talentos nacionais. Criada em 2008 com a missão de disseminar o conhecimento científico produzido no âmbito acadêmico, a editora se reinventou, e ampliou seu alcance com o selo de literatura.
Todo esse processo sem jamais se desviar de um objetivo essencial: contribuir para uma sociedade mais justa e sem preconceitos. Sustentada por uma visão inclusiva e diversificada, a Qualis tem como norte o princípio de que todas as vozes merecem ser ouvidas e todas as histórias, contadas.