A janela

Ivete Rosa de Sousa: Poema ‘A janela’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza

Através dos vidros da janela

Vejo o tempo passar

Pássaros vêm bem perto

Bater as asas e cantar

 Quem dera que minha alma

Também pudesse ver e sentir

A chama do amor sem receios 

Deixar que a dor exilada

 aqui não pudesse entrar

Minha alma agora cansada

Dorme sem a claridade

De saber como viver

Por ora eu só agradeço

Os versos que ela empresta

Nesses momentos poder ver

Uma janela da alma

Se rendendo ao alvorecer.

Ivete Rosa de Souza

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Bienal Sesc_Videobrasil promove performances e conversas com artistas

A partir de 19 de outubro, programas públicos da 22ª edição reúnem artistas participantes da mostra e outros, além de críticos, curadores, cineastas, poetas e pesquisadores para refletir sobre o tema curatorial ‘A memória é uma ilha de edição

Fragments Untitled, 2012, vídeo, da dupla de artistas Doplgenger
Fragments Untitled, 2012, vídeo, da dupla de artistas Doplgenger

Link para imagens: https://flic.kr/s/aHBqjAMXaW

22ª edição da Bienal Sesc_Videobrasil terá entre as atividades dos programas públicos performances, exibição de filme, debates e rodas de conversa com artistas participantes da mostra e outros, como Anna Bella Geiger, Ayrson Heráclito, Vincent Carelli, Rivane Neuenschwander e Denilson Baniwa; também participam curadores, críticos, cineastas, poetas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

A partir de 19 outubro, a programação trará debates sobre a trajetória do evento, que completa 40 anos, e reflexões a partir do eixo curatorial A memória é uma ilha de edição, inspirado no verso de Waly Salomão (1943-2003) retirado do poema Carta aberta a John Ashbery, de 1996.

As atividades também abordam o legado da Associação Cultural Videobrasil, a parceria histórica com o Sesc SP e o compromisso com várias gerações de artistas brasileiros e do Sul Global.

As atrações ocorrem nas instalações do Sesc 24 de Maio, projetado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, localizado na região central da capital paulista. A programação será aberta em 19 de outubro com uma mesa sobre os eixos da exposição e as quatro décadas de história do Videobrasil.

Essa conversa terá a participação de Solange Oliveira Farkas, diretora artística de Videobrasil, Alessandra Bergamaschi e Eduardo de Jesus, curadores da mostra Especial 40 anos, e Renée Akitelek Mboya e Raphael Fonseca, curadores da 22ª edição.

“Assim como Waly Salomão, priorizamos a colaboração com foco em convocações, propostas e ativações que promovam a integração entre diferentes perfis e gerações de público, convidados e equipes envolvidas na realização da exposição, ampliando o pensamento em torno de estratégias e histórias coletivas”, afirma a diretora artística Solange Oliveira Farkas.

Para Juliana Braga, gerente de Artes Visuais e Tecnologia no Sesc São Paulo, os programas públicos constituem um pilar fundamental para a atuação da instituição no campo das exposições. “O trabalho das equipes educativas e a oferta de programações públicas são, sobretudo, valiosas oportunidades para ampliar reflexões críticas e debater ideias possíveis a partir das obras e curadorias”.

Ainda valorizando e ressignificando a história de Videobrasil, as práticas também ocuparão o espaço Especial 40 anos, na biblioteca do 4º andar do Sesc 24 de Maio. O local será o ponto de encontro para pensar o presente da bienal e ativar as memórias com o acervo sobre arte e práticas coletivas das gerações anteriores, que ressoam até hoje.

Segundo a curadora Renée Akitelek Mboya, “a ideia de criar uma programação que tente ser o mais ampla possível, em termos de linguagens, veio da tentativa de reproduzir os impulsos iniciais que Solange e seus colaboradores tiveram quando montaram a primeira exposição na qual introduziram novos vernáculos políticos, novas formas de falar, de ver e de ser, que se estendiam para além de tudo o que a elite política tinha estabelecido ou imposto à sociedade”.

Os programas públicos também contarão com uma “biblioteca ideal”, composta por referências sugeridas pelos curadores, artistas e outros colaboradores. A proposta é oferecer ao público um conjunto de publicações que contribua para a expansão dos temas, debates e homenagens propostos pela bienal.

Por fim, os artistas Moisés Patrício, Naine Terena, aarea e Ava Rocha apresentam os resultados de suas vivências em imersões na exposição principal realizadas a convite da Bienal Sesc_Videobrasil.

Confira a seguir a programação completa com todos os dias e horários dos programas públicos da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil:

19/10, quinta-feira
10h30 – Mesa “Câmera de ecos”, com Solange Oliveira Farkas, Eduardo de Jesus, Alessandra Bergamaschi, Raphael Fonseca e Renée Akitelek Mboya.

14h – Encontro “Uma cama que alberga o náufrago: construindo instituições no Sul Global”, com Tirzo Martha, Mella Jarrsma com e mediação de Ana Sophie Salazar.

16h30 – Performance “Fragments Untitled #5 (Images of past as images for the future)”, de Doplgenger. Após a apresentação haverá conversa com Isidora Ilić (Doplgenger) e Teresa Jindrova.

20/10, sexta-feira
10h30 – Encontro “Cinzas de um corpo esvaziado: imagem, raça e forma”, com Maksaens Denis, Seba Calfuqueo, Vitória Cribb e mediação de Ying Kwok.

14h – Encontro “Um arquipélago de fiapos do terno da memória: memorial e lugar”, com Natalia Lassalle-Morillo, Youqine Lefèvre, Froiid e mediação de Nomaduma Masilela.

16h30 – Encontro “Do fantasmático país do olvido: objetos, arquivos, coleções”, com Leila Danziger, Eduardo Montelli, Zé Carlos Garcia e mediação de Paula Nascimento.

18h30 – Performance “Solar Orders”, de Kent Chan, com participação da DJ Raiany Sinara.

19h30 – Lançamento do Projeto BFVPP / Dossiê Anna Bella Geiger. Conversa com Vivian Ostrovsky e Anna Bella Geiger.

21/10, sábado
10h30 – Encontro “Água estagnada secreta veneno: história nacional e legado pessoal”, com Guadalupe Rosales, TANG Han, Arturo Kameya e mediação de Siddharta Perez.

13h – Encontro “Na beira do rio Cuiabá: terra, direitos e tecnologias indígenas”, com Pamela Cevallos e Antonio Pichilla Quiacain e mediação de Denilson Baniwa.

15h – Exibição de “The Dam”, de Ali Cherri, com apresentação do crítico Siddhartha Mitter.

22/10
12h – Performance “Gatherings”, de Thi My Lien Nguyen, seguida de conversa com Thi My Lien Nguyen e Ana Sophie Salazar.

9/11, quinta-feira
18h30 – Introdução ao acervo comentado: 1983-1990, com Alessandra Bergamaschi e Eduardo de Jesus.

19h30 – Regina Silveira comenta a obra de Rafael França.

16/11, quinta-feira
19h30 – Rita Moreira e Lucila Meirelles comentam suas obras.

23/11, quinta-feira
19h30 – Gabriel Priolli fala de sua participação nas primeiras edições do Videobrasil.

30/11, quinta-feira
18h30 – Introdução ao acervo comentado: 1991-2000, com Alessandra Bergamaschi e Eduardo de Jesus.

19h30 – Carlos Nader fala sobre suas obras e participações no Videobrasil nos anos 1990.

1/12, sexta-feira
19h30 – Vivência “Memória, encarnação e cultura”, com Moisés Patrício.

7/12, quinta-feira
19h30 – Vincent Carelli fala sobre seus trabalhos criados nos anos 1990 e apresentados no Videobrasil.

14/12, quinta-feira
19h30 – Rivane Neuenschwander fala sobre a produção nos 1990 e os videopoemas que produziu com Cao Guimarães.

16/12, sábado
19h30 – Vivência “Arquivo, colonialismo e revisão”, com Naine Terena.

19/12, terça-feira
18h30 – “Introdução ao acervo comentado: 2001-2011”, com Alessandra Bergamaschi e Eduardo de Jesus.

19h30 – Lucas Bambozzi e Eder Santos, pioneiros da videoarte no Brasil, comentam seus desdobramentos na produção atual.

18/1/24, quinta-feira
19h30 – Virginia de Medeiros fala de sua produção e de seus temas, que se tornariam centrais no campo da arte no período.

31/1/24, quarta-feira
19h30 – Vivência “Arte, tecnologia e conservação de arquivo”, com aarea (geridas por Marcela Vieira e Lívia Benedett

8/2/24, quinta-feira
18h30 – Introdução ao acervo comentado: 2012-2023, com Alessandra Bergamaschi.

19h30 – A curadora Sabrina Moura, responsável pelos programas públicos do Videobrasil em 2015 e 2017, relaciona a produção contemporânea à ideia de Sul Global.

15/2/24, quinta-feira
19h30 – Ayrson Heráclito comenta aspectos centrais das obras que apresentou no Videobrasil.

22/2/24, quinta-feira
19h30 – Vivência “Interface entre literatura, música e poesia”, com Ava Rocha.

SOBRE O VIDEOBRASIL

O Videobrasil é uma plataforma de arte e uma associação cultural que pesquisa e difunde a produção artística das regiões do Sul geopolítico do mundo – América Latina, África, Leste Europeu, Ásia e Oriente Médio. Criado e dirigido por Solange Farkas, integra uma rede de ações que inclui exposições, mostras, publicações, documentários, encontros e residências artísticas.

Com mais de mil obras em vídeo e quatro mil itens, seu acervo é referência para conservação de vídeos, videoinstalações e registros de performance no continente.

SOBRE O SESC SÃO PAULO

Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de mais 40 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e para toda a sociedade.

Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões da educação e da cultura, com ações nas áreas fisico-esportivas, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania, são voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas.

São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações, clique aqui.

SERVIÇO

22a Bienal Sesc _Videobrasil – A memória é uma ilha de edição

Local: Sesc 24 de Maio

Abertura: 18 de outubro, às 19h.

Período expositivo: 19 de outubro de 2023 a 25 de fevereiro de 2024

Horário de funcionamento: terça a sábado, das 9h às 21h; domingos e feriados, das 9h às 18h

Acessibilidade: videoguia de boas-vindas à exposição; Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) e vibroblaster para algumas obras sonoras; objetos táteis; audiodescrição dos objetos táteis; piso podotátil e impressão dos textos em dupla leitura (português ampliado e Braile).

Classificação Livre | Entrada gratuita

SESC 24 DE MAIO

Endereço: Rua 24 de Maio, 109 República – São Paulo (SP) Telefone: (11) 3350-6300

Transporte Público: Metrô República (350m)

Não tem estacionamento

Sesc 24 de Maio nas redes

sescsp.org.br/24demaio

Facebook | Instagram: @sesc24demaio

YouTube: /sesc24demaiovideos

Bienal Sesc_Videobrasil nas redes

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Rock Beats é indicada ao Prêmio Multishow 2023

Com ‘Eu Só Quero Ficar Só’, a banda brasiliense concorre como um dos destaques do Centro-Oeste e é a única representante do rock na Categoria Brasil

Banda Rock Beats
Banda Rock Beats – Créditos: Henrique François

Rock Beats concorre a uma das cinco vagas disponíveis no Prêmio Multishow 2023. Os artistas, nesta fase inicial, serão escolhidos pelo público para disputar uma vaga na premiação que acontece no dia 7 de novembro. A música autoral ‘Eu Só Quero Ficar Só’ se qualificou entre as quatro canções do Centro-Oeste indicadas pela Academia.

As músicas mais votadas entre as cinco regiões do Brasil irão para a próxima e última etapa. Os finalistas concorrerão ao troféu do Prêmio Multishow. A banda Rock Beats foi uma das escolhidas, junto a outros artistas do Centro-Oeste. Por meio do site da premiação é possível votar na banda até o dia 14 de outubro, com a revelação dos vencedores no dia 15.

‘Eu Só Quero Ficar Só’ é uma produção autoral da banda, interpretada pela vocalista Daniela Firme. A canção foi escrita por Bruno Albuquerque, e cantada pela primeira vez no palco do maior festival de rock do Centro-Oeste, o Capital Moto Week, no dia 29 de julho. Vale ressaltar que somente no canal oficial da Rock Beats no YouTube já são mais de 100 milhões de visualizações, plataforma onde durante o período de pandemia, os artistas ganharam ainda mais notoriedade do público através das lives.

Banda Rock Beats
Banda Rock Beats – Créditos: Henrique François

“Estamos felizes pela indicação nesta primeira etapa. A Rock Beats está ao lado de tantos talentos incríveis, são 27 bandas e artistas concorrendo ao prêmio, cada uma representando um estado brasileiro. No final serão apenas cinco, ou seja, cada região será contemplada na Categoria Brasil e isso é ótimo”, enfatiza a vocalista Daniela Firme.

Para votar na canção ‘Eu Só Quero Ficar Só’ da banda Rock Beats, basta acessar o link: https://gshow.globo.com/multishow/premio-multishow/2023/votacao/premio-multishow-2023-vote-na-categoria-brasil-79e10f8e-278a-4f2f-8515-929146372e7f.ghtml

Mais sobre a banda Rock Beats:

Em seus 18 anos de trajetória, a banda brasiliense Rock Beats formada por Daniela Firme (voz), Bruno Albuquerque (guitarra), Alexandre Macarra (contrabaixo) e Bruno Duarte (bateria), traz ao público os melhores clássicos de artistas e bandas como Legião Urbana, Bon Jovi, Aerosmith, Cazuza, Beatles, Paralamas do Sucesso, Red Hot Chilli Peppers, U2, entre muitos outros, além, é claro, das autorais em parceria com a vocalista que também é compositora.

Banda Rock Beats
Banda Rock Beats – Créditos: Henrique François

Em números, a Rock Beats possui mais de 3.000 shows realizados, mais de 1.400 músicas no repertório, 7 opções de formação para shows e mais de 370 mil inscritos no canal oficial do YouTube e 100 milhões de visualizações na plataforma.

Já estiveram à frente dos programas “Toca Brasília”, em julho de 2021, e “É Dia de Rock”, em julho de 2022, esse último que contou com a participação de Bruno Gouveia da banda Biquini Cavadão. Ambos os programas foram exibidos pela TV Globo Brasília e disponibilizados na íntegra pela plataforma Globoplay. Vale ressaltar que o Toca BSB foi exibido na Globo Internacional em horário nobre para países como Estados Unidos, França e Angola.

Ainda na televisão, a vocalista Daniela Firme foi pauta em uma reportagem feita pela GloboNews, mostrando sua representatividade na nova geração do rock, e participou do programa “The Four”, comandado pela apresentadora Xuxa Meneghel e transmitido em rede nacional pela TV Record.

Dividiram o palco ainda com artistas consagrados do rock nacional como Paralamas do Sucesso, Pitty, Biquini Cavadão, Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii), Roupa Nova, Preta Gil, Paulo Ricardo (RPM) e Capital Inicial.

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Feira do Livro ganha versão infantil com seminário sobre livro, leitura e biblioteca

A Feirinha do Livro ocorrerá em 10, 11 e 12 de novembro na praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo

Feira do Livro 2ª edição
A Feira do Livro 2ª edição Foto: Divulgação

Fotos da Feira do Livro 2023: https://flic.kr/s/aHBqjAH8jw

Nasce em novembro A Feirinha do Livro, festival literário infantojuvenil que ocorrerá em 10, 11 e 12 de novembro, na capital paulista. A iniciativa faz parte do projeto d’A Feira do Livro para atender diferentes segmentos do mercado editorial com versões reduzidas e mais focadas.

Seguindo os passos bem-sucedidos do evento principal, A Feirinha do Livro também será gratuita e ocupará a praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. 

Para contribuir com o debate sobre as políticas públicas para formar mais leitores, o novo festival literário também promoverá um seminário sobre livro, leitura, literatura e biblioteca – evento preparatório para a elaboração do Plano do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca do Estado de São Paulo. 

O seminário, que ocorrerá em 10 de novembro, no auditório Armando Nogueira (Museu do Futebol), vai reunir críticos, autores, ilustradores, educadores, bibliotecários, livreiros, gestores públicos e outros especialistas para debater a leitura na primeira infância.

Os Planos do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca são considerados a mais eficiente legislação para formar leitores no país e podem ser implantados em nível municipal, estadual e nacional. Embora já exista um plano municipal na capital paulista, e nos estados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso, o estado de São Paulo, que concentra a maior parte dos leitores e uma parcela significativa do mercado editorial brasileiro, ainda está apenas começando a trabalhar em um Plano de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca. 

Além da necessidade de uma agenda mais forte voltada para o incentivo da leitura na infância e juventude, a forte presença das crianças nos ambientes de contação de histórias, teatro, oficinas, bate-papos com autores d’A Feira do Livro 2023 mostrou que há espaço para um festival de livros infanto juvenil no modelo de rua.

Mais uma oportunidade para leitores de diversas gerações, livros, autores e ilustradores ocuparem um espaço público – o estacionamento do Estádio do Pacaembu – que costuma ser voltado para carros. 

O novo evento de literatura chega em um momento no qual o mercado editorial tem olhado com mais atenção para os pequenos leitores. A Todavia anunciou recentemente o Baião Livros, selo que traz em seu catálogo A Menina dos Cabelos D’Água, de Sidnei Nogueira; Boa Noite, Bo, de Kjersti Annesdatter Skomsvold e Mari Kanstad Johnsen; e Um Senhor Notável, de Olga Tokarczuk e Joanna Concejo.

Também lançado neste ano pela Nós, o pequeNós, já tem os títulos: De galo em galo, de Paulo Netho e Ana Lasevicius; Vovó virou semente e Sarauzim: poemas para a molecada, de Rodrigo Ciríaco, A avó adormecida, de Roberto Parmeggiani; O menino, o assovio e a encruzilhada, de Afonso Borges.

Assim como A Feira do Livro, o festival literário infanto-juvenil é realizado pela Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro na sociedade brasileira, e pela Maré Produções, escritório de arquitetura especializado em exposições e feiras culturais, com apoio do Museu do Futebol.

A concepção e a direção geral são do editor Paulo Werneck, da Associação Quatro Cinco Um, e do arquiteto Álvaro Razuk, da Maré Produções.

O evento realizado em junho atraiu, em cinco dias, cerca de 35 mil visitantes que assistiram a conversas históricas entre autores, receberam autógrafos e conheceram as principais novidades editoriais. Com mais de 60 autores e 154 expositores, entre editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura, o festival literário se consolidou no calendário cultural de São Paulo.

Quem faz A Feirinha do Livro 

Associação Quatro Cinco Um é uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar o livro para o centro do debate na sociedade brasileira. Seus principais projetos são a revista de crítica de livros Quatro Cinco Um, que tem edição impressa, digital, em podcasts e newsletters, a editora de livros Tinta-da-China Brasil, com foco em literatura e ensaio, e o festival literário A Feira do Livro, criado em parceria com a Maré Produções Artísticas no Pacaembu, em São Paulo.

Maré Produções é um escritório de arquitetura especializado em exposições e feiras culturais. Entre as suas realizações recentes está a exposição internacional Amazônia, de Sebastião Salgado.

SERVIÇO

A Feirinha do Livro
Data: 10, 11 e 12 de novembro de 2023
Local: Praça Charles Miller – Pacaembu – São Paulo/SP
Entrada Gratuita

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ARES WAREN

A CAMPANHA SANGRENTA DE ARES WAREN- ATO 1- CARTAS DE SANGUE

Imagem do livro " A campanha sangrenta de Ares Waren- Ato1- Cartas de sangue", de Felipe Castelhano, pela Editora UICLAP.

RESENHA

Resenha do livro “A campanha sangrenta de Ares Waren – Ato 1 – Cartas de Sangue”, de Felipe Castelhano, pela Editora Uiclap.

Uma ficção fantástica, que conta a história de um guerreiro conhecido como Filho da Guerra, o Soberano do Exército de Sangue.

Uma narrativa de conflitos, guerras, traição, mas também de vitórias e batalhas.

Um livro repleto de ação e emoção.

E com um bônus no final: uma carta-enigma, que o leitor conseguirá decifrar acessando o Instagram do autor, onde consta o vocabulário que ele criou.

Achei bárbaro!

O primeiro livro de uma série que vai te conquistar!

Leiam!!!!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Felipe nos conta que “A Campanha Sangrenta de Ares Waren” começou a ser escrita em 2017, nos momentos de ócio no trabalho.

O autor trabalhava com controle de operações, durante a madrugada, e era inevitável não ficar ocioso por mais que se esforçasse.

Então, como a maioria de suas ideias, que surgem de sonhos ou de brincadeiras, essa surgiu em uma partida de RPG.

Ele montou o personagem para jogar com os amigos e criou sua história.

Conforme se aprofundava na história de Ares, mais percebia o quanto intrigado ficava.

Com a história do personagem pronta, começou a desenvolver o universo e DusDevi foi criada, ainda mais complexa que o próprio protagonista.

Com o personagem que havia inventado para jogar com os amigos, começou a rascunhar uma aventura.

O projeto inicialmente se chamava “Guerra de Sangue”, mas com a obsessão que tem pelos “Épicos” Gregos e Sumérios, mudou o nome para algo mais fantasioso e original.

Felipe nos conta que esta obra é a primeira de uma série.

Já estou ansiosa pelas próximas aventuras.

SOBRE O AUTOR

Foto do autor Felipe Castelhano.

Felipe de Faria Castelhano, 26 anos, nascido e criado em São Paulo capital.

Formado em Publicidade e Propaganda, pois gostava de usar as palavras de maneira criativa e brincar com a escrita.

O autor nos conta que desde muito jovem já inventava histórias e brincava de faz-de-conta, mas só quando cresceu um pouco mais que essas “brincadeiras” de papel e caneta se tornaram mais sérias e profissionais.


“Acredito que toda criança é uma escritora, o único problema é que só notamos isso quando já nos tornamos adultos, e poucos são os adultos que conseguem manter essa imaginação infantil.”

Felipe Castelhano


OBRA DO AUTOR

Imagem do livro "A campanha Sangrenta de Ares Waren- Ato 1- Cartas de sangue", de Felipe Castelhano, pela Editora UICLAP

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira




No Quadro do ROL, Ana Kelly, uma navegante das poesias góticas, melancólicas e sombrias

“Sua habilidade de tecer palavras transporta o leitor para mundos sombrios, fazendo-os sentir cada emoção intensamente…” (Paulo de Brito, escritor)

Ana Kelly
Ana Kelly

Ana Kelly Ferreira da Silva, natural de São Paulo (SP), e mais conhecida no meio literário como Ana Kelly, é sócia proprietária da loja de acessórios e artigos alternativos, Ivory Fairy.

Na área lítero-cultural é poeta, escritora, contista e artesã.

Coautora de várias antologias e autora de textos publicados na revista internacional The Bard.

No ano de 2009 recebeu o prêmio de 1º lugar, do concurso de poesias com o tema ‘Natureza’, do Projeto Chance, no Centro de Educação Unificado (CEU), em Paraisópolis (SP).

Organizadora da Segunda Semana Literária Digital de 2023 e coorganizadora da 1° Semana de Halloween 2023.

Apresentadora e cofundadora do canal Efêmera Sintonia e Morte Eterno Amor (dedicado a poesias de terror).

Colunista da Revista Cerrado Cultural, Revista Escribas e membra do coletivo de mesmo nome; dos Coletivos Somos Tigris, A Arte de Escrever, Poetry Club, Coletivo Artistas, Amigos das Artes, Empório da Poesia, Palco Curitiba, Poetas Escritores Unidos e Amigos da Arte, S.N.L, Universo Paralelo.

“Ana Kelly é uma escritora talentosa, cuja paixão reside nas profundezas das poesias góticas, melancólicas e sombrias. Sua habilidade de tecer palavras transporta o leitor para mundos sombrios, fazendo-os sentir cada emoção intensamente. Seus versos, repletos de sentimentos profundos, refletem a dualidade da alma humana e as sombras que habitam nela” (Paulo de Brito, escritor e poeta).

Ana Kelly se apresenta aos leitores do ROL com um poema de profunda reflexão sobre o meio ambiente: ‘Mãe morta’!

Mãe morta

A tristeza da Mãe Natureza
Criador de imagens do Microsoft Bing

Quando a última lágrima cair,
Quando a última borboleta bater as asas,
E o verde não mais existir,
O que será de nossas casas?

Quando a abundância for um mito,
A paz uma lembrança,
Respirar não for mais possível,
O que será de nossas crianças?

Quando o Sol for um castigo,
A chuva um milagre,
Quando formos banidos,
O que será de nossos mares?

Quando nossos corações estiverem perdidos,
Nossos corpos sem lugar,
Nossas almas sem valor,
O que será de mim sem poder sonhar?

Quando o mundo estiver deformado,
Privado de suas riquezas,
Povos em guerra fracassados,
O que será da Mãe Natureza?

Ana Kelly Ferreira

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Desvios

Cleidy BPM: Crônica ‘Desvios’

Um carro viajando pelo Brasil, por desvios
Um carro viajando pelo Brasil, por desvios
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Um carro atravessa o Brasil. Ele leva um casal, sua gata e seu cachorro. Essa família leva uma mala pesada com as roupas, calçados e acessórios. Outra mala menor carrega itens de higiene pessoal, remédios, maquiagens e peças de roupa que são fáceis de trocar. 

Existe ainda a mala com as rações, remédios e acessórios dos bichinhos. Não podemos esquecer da caixa térmica, que guarda algumas frutas, energéticos, achocolatados e guloseimas. Falemos também das garrafinhas de água, café e leite, essas estão sempre presentes nesse carro. 

Vimos aí a lista de bagagens oficiais, que vão aumentando ao longo do caminho, somadas às lembranças – o que há de mais valioso. 

Estrada longa, parcialmente desconhecida e sempre diferente. 

O trânsito da rodovia pode parar por algum motivo, levando esse carro a decidir pegar um desvio, se essa for a melhor opção logística. 

Estradas de chão, poeira, mato, animais silvestres, casinhas no meio do nada, vilas simpáticas, cachoeiras e lagos estão entre as coisas que os olhos desses viajantes já apreciaram nesses desvios. 

Se acontece algum problema mecânico, pode ser que o carro tenha que parar e buscar o auxílio profissional mais próximo. Pode ser que um guincho seja necessário – ele pode demorar um pouco pra chegar. 

Ou ainda pode ser que se aviste e seja possível chegar ao profissional ali perto da estrada e pode ser que ele já resolva o problema, ou pode ser que não. 

Muitas coisas podem ser, assim como ocorre no caminho da vida. Uma coisa que se aprende quando se passa por vivências imprevisíveis é isso: diante de uma situação – boa ou ruim – sua experiência pode ajudar ou a sorte favorecer, mas a certeza só vem depois. 

Esse fato amplia limites mentais, quebra barreiras que muitas vezes são imaginárias e ajuda a lidar com as situações de forma mais leve. Tudo isso é a lógica da poesia, tudo isso acontece em um carro que atravessa o Brasil.

Cleidy BPM

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