História do perfume: qual foi sua evolução?

Marino Rangazzo: Artigo ‘História do perfume: qual foi sua evolução?

Perfume
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Um spray e depois outro porque, como sabemos, nunca é demais.. Mas se pensarmos bem, quem poderia imaginar que o simples (mesmo que aparentemente) gesto de se borrifar com perfume, no final de todo ritual de vestir-se, é na verdade uma peça importante da história?
Vamos descobrir juntos as etapas mais importantes da história do perfume!

A História do Perfume do Antigo Egito

Para começar, as origens do ritual de perfumar são muito antigas. Diz-se mesmo que datam de 3.000 a.C., época em que os antigos egípcios davam ao costume uma dupla conotação: uma sagrada e outra profana.

No que diz respeito à esfera religiosa, o perfume era mais conhecido como “suor divino”, pois os aromas de determinadas substâncias naturais eram considerados momentos de unificação entre o homem e a
divindade. Além disso, o perfume era utilizado como ferramenta de contato com os falecidos, principalmente na técnica de embalsamamento de corpos.

Num campo de aplicação mais profano, porém, óleos perfumados, unguentos e bálsamos eram cuidadosa e delicadamente espalhados no corpo pelas mulheres egípcias como um verdadeiro rito de sedução. Um episódio histórico, o encontro em Tarso, viu a Rainha Cleópatra se preparar com
unguentos aromáticos para receber Marco Antônio. Cleópatra decidiu fazer o político esperar para aumentar seu desejo, chegando mais tarde em um navio cheio de incenso que deixou um rastro altamente perfumado.

No final, graças ao perfume, Cleópatra conseguiu o seu intento de encantar Marco António, até porque a sala preparada para acolher o homem e destinada ao primeiro encontro amoroso foi meticulosamente adornada com pétalas de rosa e ervas aromáticas, que recriaram uma atmosfera mágica. e aroma envolvente

Da mesma época há também Plutarco que oferece um testemunho precioso sobre a fragrância mais famosa e difundida, especialmente entre os faraós: Kyphi, composta por um grande número de essências. Como escreve o filósofo e historiador grego: “dezesseis materiais: mel, vinho, passas, cyperus, resina, mirra, jacarandá.

Acrescentam-se mástique, betume, junco perfumado, paciência, zimbro, cardamomo e cálamo aromático, mas não aleatoriamente, mas segundo as fórmulas indicadas nos livros sagrados”. A estes, após vários estudos, foram acrescentados também canela, hortelã e pistache.

O Kyphi servia apenas para relaxar os sentidos, afastando todas as preocupações para promover também o sono. O relaxamento, porém, não era o único uso pretendido do perfume pelos egípcios, que o utilizavam espalhando-o nos cabelos e partes íntimas para melhorar o desempenho sexual.

Os Gregos e o Perfume: História no Império Helênico

O perfume continuou a ter uma conotação sagrada ainda em 1500 a.C., na antiga civilização helênica, quando se acreditava ter o poder de revelar a existência de divindades. Em particular, durante os funerais,
os corpos dos falecidos eram embrulhados em lençóis perfumados e depois queimados juntamente com plantas como violetas, rosas e lírios, considerados na época símbolos da eternidade.

Na falta de sabão, na Grécia antiga também se utilizavam óleos perfumados e pomadas para a higiene pessoal: eram guardados em recipientes particulares denominados “alabastron”, vasos de terracota que, pelo seu formato estreito e comprido, lembravam ânforas.

Os perfumes, chamados pelos gregos de “euodia”, que significa cheiros bons, alcançaram grande fama na cidade de Atenas graças às suas virtudes terapêuticas. Alguns foram mesmo exportados para toda a bacia
do Mediterrâneo: em particular, o “susinon” com as delicadas notas de lírio, e os “kipros” com as notas frescas de menta e notas cítricas de bergamota.

A grande importância do perfume na era helênica também fica evidente em um texto básico da perfumaria antiga, o “Tratado dos Odores”
(apesar da proibição absoluta de seu uso sancionada pelo ilustre Sócrates).

Os Perfumes do Império Romano

A história do perfume teve uma grande evolução no período florescente que remonta ao Império Romano. O termo “perfume”, na verdade, vem do latim “per fumum”, que significa através da fumaça. Isso porque os sacerdotes, para pedir benevolência aos deuses, jogavam unguentos perfumados nos braseiros, criando uma grande nuvem de fumaça perfumada que subia ao céu.

De qualquer forma, não foi apenas a esfera religiosa que utilizou o perfume em seus rituais. Muitas cenas do cotidiano da época, aliás, viram os patrícios reservando momentos de relaxamento nos balneários chamados “unctorium”, durante os quais eram massageados com perfumes misturados com óleos ou mesmo vinho.

As oportunidades de convívio e partilha representadas pelos banquetes eram, então, usos perfeitos para os perfumes, que contribuíam para recriar o ambiente de lazer tão desejado naquela época. Gotas de óleos perfumados misturados com água foram borrifadas nas mesas e triclínios destinados aos comensais.

Além disso, os escravos colocavam as pombas em tigelas com água misturada com óleo perfumado, para que, durante a refeição, ficassem livres para voar e aromatizar o ambiente graças ao
bater das asas. Além disso, como já era hábito das mulheres egípcias e gregas, as mulheres romanas também utilizavam perfumes para o cuidado e beleza do corpo.

Em particular, estes inseriam uma mistura composta por ervas aromáticas e flores dentro de pequenos cones entrelaçados nos cabelos: assim, ao sol, a mistura derreteu e acabou perfumando toda a cabeça.
Não só as mulheres, porém, adoravam mimar-se com perfume. Diz-se que até César gostava de se envolver no seu “telinum”, uma pomada oleosa e perfumada com notas de manjerona, trevo doce e feno-grego.

O papel dos perfumes na Idade Média

Se o perfume representa hoje aquele toque de classe que ninguém pode prescindir, é sem dúvida devido às formulações e técnicas que foram transmitidas graças à transcrição e conservação de textos antigos pela Igreja, especialmente durante a Idade Média.

De qualquer forma, o costume de se perfumar manteve-se ainda nesse período. Em particular, os perfumes eram utilizados para dar sabor aos banhos, ou nos banquetes, quando eram oferecidas aos convidados bacias de água perfumada para enxaguar as mãos entre as refeições, uma vez que não era costume o uso de talheres.

Infelizmente, trazida pela frota genovesa que regressava do Mar Negro, a peste chegou à Europa em 1347, acabando por infectar todo o continente em poucos meses. Águas, óleos, fumos, vinhos: tudo foi
utilizado na esperança de prevenir o contágio.

O pomme de âmbar em particular era o instrumento mais utilizado para esse fim: também conhecido como pomander, era uma ampola pendente feita de metal que continha misturas odoríferas compostas por âmbar, bálsamos, baunilha, almíscar e outras essências.

Usada no pescoço, a esfera liberava perfumes que eram inalados para fins aromaterapêuticos. Também durante a Idade Média a história do perfume conheceu uma viragem essencial. Na região de Salerno, de fato, foi descoberta a destilação do álcool, que substituiu o óleo na composição dos próprios
perfumes.

Um pouco mais tarde nasceu o primeiro perfume com nome, a chamada “água da Hungria”: uma fragrância criada especificamente para a Rainha Isabel da Hungria com notas de alecrim e lavanda. Dizia-se que este perfume foi dado de presente à Rainha como um elixir de beleza eterna: muito provavelmente a fórmula funcionou, já que o seu último casamento foi celebrado com a notável idade de 70 anos.


O perfume no renascimento.

Outro período chave na história do perfume foi o Renascimento, quando o processo de destilação foi muito melhorado e se buscou maior qualidade em especiarias e odores. Baunilha, cacau, canela, tabaco,
pimenta e outras excelentes matérias-primas passaram a entrar na lista de ingredientes dos melhores perfumes.

Dessa época, entre outras coisas, há outra coisa certa: os melhores perfumistas eram todos espanhóis e italianos. No entanto, se a Itália perdeu esta primazia foi devido a uma nobre florentina, a jovem Caterina de’ Medici. A história nos conta que sua paixão pelos perfumes era conhecida de todos, tanto que em pouco tempo todas as senhoras da cidade começaram a imitá-la e a se apaixonar por perfumes.

Caterina ainda teve uma fragrância criada especialmente para ela pelos monges dominicanos de Santa Maria Novella, muito famosos na época por seus laboratórios de perfumaria: a criação levou o nome de “Acqua della Regina”, com notas distintamente cítricas.

Posteriormente, porém, Catarina partiu para França, onde o seu casamento com o seu noivo Henrique II a esperava. Durante a mudança, a nobre quis trazer consigo seu perfumista de confiança Renato Bianco,
mais tarde rebatizado de René Le Florentin pelos franceses, que abriu sua própria loja, obtendo considerável sucesso, entre outras coisas.

Isso fez com que muitos perfumistas italianos decidissem buscar fortuna na romântica cidade de Paris, que justamente nessa esteira conseguiu assumir elegantemente a liderança na perfumaria da Itália e da Espanha. Apesar disso, a arte da perfumaria continuou a ser transmitida em Florença e em toda a Itália, e em particular nos mosteiros onde as pessoas adoravam experimentar novas essências e especiarias.

Foi justamente a partir de uma cartuxa, a de San Giacomo in Capri, que Carthusia (cujo nome deriva de Certosa) veio à tona com sua longa história de tração e amor pelo perfume. Passando para a área médica, porém, os perfumes eram muito utilizados em banhos aromáticos, os chamados “marmites à plantes”, que serviam para tratar certas doenças.

Posteriormente, porém, as pessoas começaram a pensar que a água poderia ser um meio de transmissão de doenças, e esses banhos eram cada vez menos utilizados. Menos água certamente significou menos higiene pessoal, mas também maior difusão de perfume, que passou a ser cada vez mais utilizado para disfarçar maus odores.

Perfumes no século XIX

Felizmente, no século XIX, a higiene pessoal voltou a assumir um papel importante graças à difusão dos tratados sobre o savoir-vivre entre a alta burguesia, com um efeito positivo em toda a sociedade que via as classes mais ricas como um exemplo de virtude. Os novos cuidados com o corpo trouxeram de volta a necessidade do uso de perfumes, dos quais nem Napoleão Bonaparte conseguiu abrir mão.

Aqui em 1828 Guerlain entrou no ramo, abrindo sua primeira casa de perfumaria em Paris e tornando-se depois de alguns anos, precisamente em 1853, “Perfumista Oficial de Sua Majestade”. Na verdade, ele criou a primeira Eau de Cologne Impériale especificamente para a Imperatriz Eugenie, esposa de Napoleão III, que teve uso exclusivo durante anos antes de seu lançamento no mercado.

Ao mesmo tempo que abriu a primeira casa de perfumes francesa, o químico alemão Friedrich Wöhler marcou outra grande viragem na história do perfume com o seu inovador processo de síntese. Este último, que consiste na síntese da ureia (composto orgânico de laboratório), tornou-se o substituto definitivo do perfume natural.

Entre os primeiros produtos sintetizados lembramos o Fougère Royale d’Houbigant em 1882, nas notas de cumarina, e o Jicky de Guerlain em 1889, com lavanda e vanilina. Desde então, o estudo e a experimentação com perfumes tornaram-se cada vez mais assiduos, tanto que, graças a uma intuição do perfumista londrino Eugene Rimmel, dividiu os aromas em 18 grupos, para classificar mais facilmente as diversas notas.   

Marino Rampazzo

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Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo

José Antonio Piedade: Artigo ‘Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo’

Moment of harvesting tomatoes in the Pachino Sicilia area
Moment of harvesting tomatoes in the Pachino Sicilia area
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Momento histórico: Há 90 anos foi regulamentada a engenharia agronômica, primeira profissão
de nível superior no Brasil

No dia 12 de outubro de 1933, o então ditador do Brasil, Getúlio Vargas, por meio do Decreto nº 23.196, regulamentou a profissão de engenheiro agrônomo e definiu suas atribuições. Essa foi a primeira profissão de nível superior regulamentada no País e a fiscalização do exercício profissional ficou ainda condicionada ao registro do título na Diretoria Geral da Agricultura, do Ministério da Agricultura.

Os formados nessa área foram os primeiros a serem chamados, após a proclamação da República, de doutores pela população. Nessa época ainda não existiam os cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Esse decreto foi tão marcante para a profissão que o dia 12 de outubro ficou consagrado como o Dia Nacional do Engenheiro Agrônomo.

 Essa conquista teve uma história bastante curiosa. No ano de 1932, logo após a revolução constitucionalista, Getúlio Vargas teria determinado ao então interventor federal de São Paulo, Pedro Manuel de Toledo, que seu filho Manoel Antônio Sarmanho Vargas, gaúcho de São Borja e conhecido como “Maneco Vargas”, na ocasião com 16 anos, fosse admitido como aluno da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ), que passou a usar esse nome em 1931.

Até essa data, chamava- -se Escola Agrícola Prática “Luiz de Queiroz”, inaugurada em 3 de junho de 1901, em Piracicaba.

 Aproveitando-se da situação, o então diretor da escola Prof. José de Mello Moraes e alguns outros professores, entre eles Jayme Rocha de Almeida, Brenno Arruda, Nicolau Athanassof, Orlando Carneiro, Ruben de Souza Carvalho, Heitor Pinto Cesar, Lamartine Antonio da Cunha, Octavio Domingues, Raul Duarte, João Bierrenbach de Lima, Tarcisio de Magalhães, José Canuto Marmo, Benedicto Teixeira Mendes, Carlos Teixeira Mendes, Paulo de Negreiros, Octavio de Campos Pacheco, Luís da Silveira Pedreira, Salvador de Toledo Pizza Junior, Eduardo Augusto Salgado, Pedro Moura de Oliveira Santos, Alcides Di Paravicini Torres, Sylvio Tricânico e Philippe Westin Cabral de Vasconcellos, para “fazer desse limão uma limonada” e tirar proveito da mesma, resolveram estimular Maneco Vargas e alguns colegas de classe, entre eles Armando Petinelli, Fernando Penteado Cardoso, João Pacheco Chaves, Octávio Galli e Reinaldo Foster a irem até o Rio de Janeiro com a nobre tarefa de levar até seu pai, o então Presidente da República Getúlio Vargas, um projeto de decreto que regulamentava a profissão do agrônomo ou engenheiro agrônomo, no Brasil.

Os formandos da ESALQ, de 1903 a 1925, receberam o título de agrônomo e a partir de 1926, passaram a receber o título de engenheiro agrônomo . Recebidos no Palácio do Catete, onde pernoitaram, foram encaminhados no dia seguinte para o Ministro dos Negócios da Educação e Saúde Pública, Washington Ferreira Pires, com um bilhetinho de Getúlio Vargas: “atenda o pedido dos meninos”.

            E assim, algum tempo depois, em 12 de outubro de 1933, Getúlio Vargas promulgou o decreto regulamentando a primeira profissão de nível superior no Brasil.

Posteriormente, foram regulamentadas as profissões de engenheiro civil, médico, advogado e dentista. Com a criação de outras escolas de nível superior de agronomia, os títulos dos formandos ficaram diluídos entre os agrônomos e engenheiros agrônomos, pois em 8 de fevereiro de 1934, o Decreto nº 23.857 atribuía o título de agrônomo aos alunos que concluíssem a Escola Nacional de Agronomia (ENA), no Rio de Janeiro (Praia Vermelha).

Com atribuições semelhantes criaram-se algumas divergências quanto a denominação legal desse profissional das ciências agrícolas. Entretanto, o Decreto-Lei nº 9.585, de 15 de Agosto de 1946, restabeleceu o título de engenheiro agrônomo para os formandos de todas as escolas de agronomia no país, que prevalece até hoje.

O Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, instituiu o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (CONFEA) e os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREAs) estabelecendo suas composições e as atribuições dos profissionais da engenharia e afins. A Lei nº 5.194/1966, organizou o Sistema CONFEA-CREAs e atualizou a regulamentação do exercício da profissão de engenheiro agrônomo e de outros profissionais do sistema.

Essa história me foi contada pelo Engº Agrônomo Ciro Albuquerque (ESALQ 1942), em sua Estância Laura, em Itapetininga/SP, em 1990, por ocasião de um almoço comemorativo com integrantes da Loja Maçônica “FIRMEZA”, na ocasião federada ao Grande Oriente do Brasil. Recentemente, conversei com o Engº Agrônomo João Jacob Hoelz (ESALQ 1942), que disse lembrar-se desse fato, contado a ele pelo colega de turma na faculdade, Nicolau Abramides.

*José Antonio Piedade , ex vice-presidente da AEASP (Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo) e ex diretor geral do DSMM/CATI (Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral)  e graduado como Engenheiro Agrônomo pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP) em 1973 (70ª Turma) e completando em 2023, Bodas de Ouro pelos 50 anos de formatura.

DECRETO Nº 23.196 – DE 12 DE OUTUBRO DE 1933  – DOU DE 31/12/33

Regula o exercício da profissão agronômica e dá outras providências

O Chefe do Govêrno Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, na conformidade do art. 1º do decreto número 19.398, de 11 de novembro de 1930, resolve:

Art. 1º O exercício da profissão do agrônomo ou engenheiro agrônomo, em qualquer dos seus ramos, com as atribuições estabelecidas neste decreto, só será permitido:

  1. aos profissionais diplomados no país por escolas ou institutos de ensino agronômicos oficiais, eqüiparados ou oficialmente reconhecidos…

 Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1933, 112º da Independência e 45º da República.

GETULIO VARGAS

Joaquim Pedro Salgado Filho.

O último depoimento do filho do Presidente

* Clayton Rocha

Manoel Antônio Sarmanho Vargas, mais conhecido como Maneco Vargas, nasceu em São Borja no dia 17 de fevereiro de 1916. Filho de Getúlio Dornelles Vargas, ex-presidente do Brasil, e de sua esposa, Darcy Sarmanho Vargas, Maneco formou-se engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, interior de São Paulo.

Muito interessado pelos fatos que envolviam a política, decidiu seguir os passos do pai, ingressou na vida política, tornando-se secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul e prefeito de Porto Alegre, em 1955. Ele também foi precursor das cadeias de supermercados do RS. Maneco deixou a vida política para dedicar-se à estância da família, em Itaqui. E foi na estância da família Vargas que no dia 15 de janeiro de 1997, Maneco foi encontrado morto, com um tiro de revólver calibre 38 no coração.

Eu o conheci em Viamão, durante um assado de cordeiro, no Sítio do Cândido Norberto. Ele gostava de uma boa conversa e o seu jeito de ser lembrava o Presidente. Poder conversar à vontade com ele, num ambiente caseiro e descontraído, foi algo significativo demais para quem admirava seu pai, o Presidente Getúlio Dornelles Vargas.

Aquela noitada ficaria gravada para sempre nas minhas melhores recordações políticas. Ele e eu estabelecemos uma boa sintonia e a conversa fluiu solta madrugada adentro. Eu queria saber muito. Ele queria contar tudo. E os grandes momentos da conversa passavam pela figura magistral de Getúlio. Combinamos coisas. E Maneco apreciou os projetos.

            Num deles, o filho do histórico Presidente da República viria a Pelotas e seria meu convidado. Aqui, lançaria o seu livro e participaria de um 13 Horas e de um churrasco de chão, carne assada no couro e espeto de pau.  Mas algumas semanas antes do combinado, foi encontrado morto, em sua fazenda e estância da família Vargas em Itaqui, no dia 15 de janeiro de 1997, com um tiro de revólver calibre 38 no coração. Acredita-se que tenha sido suicídio.

Em seu último depoimento, ele conversou comigo, com o Fernando Lessa Freitas e o Deogar Soares. Nenhum de nós poderia imaginar que aquela entrevista seria histórica e definitiva. 

            O engenheiro agrônomo Manoel Antonio Sarmanho Vargas, filho de Getúlio Vargas, foi Secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul e Prefeito de Porto Alegre em 1955.

*Texto e fotos do jornalista Clayton Rocha – Extraídos do site do programa radiofônico Pelotas 13 horas – http://www.pelotas13horas.com.br/

As primeiras profissões no Brasil

  Somente em 29 de agosto de 1828, com a rubrica e guarda de D.Pedro I, foi baixado Decreto Imperial fixando as primeiras exigências para elaboração de projetos e trabalhos de construtores, então conhecidos como “empreiteiros”, estabelecendo regras para a construção de obras públicas relativas à navegação fluvial, abertura de canais, construção de estradas, pontes e aquedutos, prevendo a participação, nessas atividades, de engenheiros ou na falta desses, “de pessoas inteligentes” (Demétrio, 1989).

 O Decreto nº 4.696, de 1871, aprovou o novo regulamento do Corpo de Engenheiros Civis, revigorando a exigência do respectivo diploma para o exercício dos cargos, bem como de certo número de anos de prática profissional. O Decreto nº 3.001, de 1880, baixado pelo Poder Legislativo do Império, passou a exigir dos engenheiros civis, geógrafos, agrimensores e bacharéis em matemática, a apresentação de seus títulos ou carta de habilitação científica para que pudessem ser empossados em empregos ou comissões por nomeação do governo imperial.

 A 1ª Constituição da República, de 24 de fevereiro de 1891, previa no § 24 de seu artigo 72: “É garantido o livre exercício de qualquer profissão, moral, intelectual e industrial”. Com o advento da República, os Estados e o Distrito Federal passaram a legislar sobre os trabalhos de engenharia, agrimensura e arquitetura sem qualquer orientação ou supervisão federal.

No Estado de São Paulo, em decorrência de um memorial encaminhado à Câmara Estadual pelo Instituto de Engenharia, foi baixada em 1924, a Lei Estadual nº 2.022 que, em suas várias disposições, dispunha que o exercício da profissão de engenheiro, arquiteto e de agrimensor somente seria permitido: a) aos que fossem habilitados por títulos conferidos por escolas de engenharia oficiais da União ou do Estado de São Paulo; b) aos que, sendo graduados por escolas estrangeiras, fossem também habilitados por escolas brasileiras; c) aos que, na data de sua promulgação, estivessem no efetivo exercício de cargos pertinentes em órgãos públicos e d) aos agrônomos diplomados pela Escola Agrícola “Luiz de Queiroz”.

Em 1911, sob o governo do Marechal Hermes da Fonseca (1910-1914), estabeleceu-se a “liberdade de ensino”, ensejada pelo Código Rivadávia Correia (entre os anos 1911-1915) Com isso, surgiram numerosas pseudoacademias que, mediante pagamento, passaram a conceder diplomas de toda ordem de engenheiros, arquitetos agrimensores e, nos idos de 1924, começaram a aparecer no País, diplomados na “Escola Livre de Estudos Superiores de Valença/Espanha”, que pretendiam exercer suas profissões no Brasil.

As medidas governamentais, em âmbito nacional ou estadual, adotadas desde o Brasil Império até as primeiras décadas do Brasil república, não satisfaziam aos anseios dos profissionais da engenharia, arquitetura e agrimensura. As poucas associações que os congregavam, continuavam a lutar por uma ampla regulamentação a nível federal, de suas profissões.

 * Texto extraído de: Simões Florençano, José Carlos & Milharezi Abud, Maria José, em Histórico das Profissões de Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo no Brasil. Departamento de Engenharia Civil e Pró-reitoria de Graduação – Universidade de Taubaté/SP – Revista Ciências Exatas, Taubaté, v.5-8, p.97-105, 1999-2002

José Antonio Piedade

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Minha sina é amar

Will Guará: Poema ‘Minha sina é amar’

Will Guará
Will Guará

Lá no fundo eu já sabia

Como tudo iria acabar.

Pra você foi só fantasia

Que fazia seu peito vibrar!

Sempre lembro com nostalgia

Nossos beijos naquele lugar.

Nessa hora meu corpo arrepia

Pois, eu sinto seu cheiro no ar.

A saudade me faz companhia 

Nessas noites de eterno luar.

Sem você minha vida é vazia,

Com você minha sina é amar!

No espelho sua boca sorria 

E fazia minha boca molhar.

No chuveiro foi pura alegria!

Pois, me via dentro do seu olhar.

Nosso banho foi pura magia,

Nessa vida, que vive a passar.

Nossos versos sem maestria

Espalhavam desejos no ar.

Tudo aquilo que a gente sentia

Está guardado no mesmo lugar.

Por você, eu tudo faria…

Curaria seu peito a sangrar!

Ainda lembro com nostalgia 

Do seu corpo, na cama a vibrar.

Do amor que a gente vivia… 

Do seu cheiro pairando no ar!

Eu desejo lhe ter noite e dia

Num galope à beira mar.

Sem você minha vida é vazia,

Com você minha sina é amar.

Will Guará 

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Curta! marca presença no Festival do Rio com quatro documentários

EM MOSTRAS DIFERENTES, FILMES REVELAM A DIVERSIDADE DAS PRODUÇÕES

Cena de um dos filmes do 25º Festival do Rio

Fotos dos filmes

Por mais um ano, o Curta! se orgulha em contar com produções exclusivas entre as selecionadas para a Première Brasil do 25º Festival do Rio, que ocorre entre 5 e 15 de outubro.

Nesta edição, quatro documentários em longa-metragem originais participam em diferentes mostras e sinalizam a diversidade temática do canal.

Todas as obras foram viabilizadas com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e tem previsão de estreia no canal em 2024.

Na lista de filmes da Première Brasil – Retratos estão “Dois Sertões”, sobre o cineasta Geraldo Sarno, e “Samuel Wainer”, sobre o jornalista que o jornal Última Hora.

“Incompatível com a vida”, de Eliza Capai – vencedor do festival É Tudo Verdade deste ano e que reflete sobre temas universais como vida, morte, luto e políticas públicas – está na Première Brasil – O Estado das Coisas; enquanto o filme “Mulheres Radicais”, sobre 120 mulheres artistas latino-americanas que foram pioneiras entre 1960 e 1985, integra Première Brasil- Itinerários Únicos.

Os locais e horários de exibição estão no site do festival.

Confira as sinopses

“Dois Sertões”, de Caio Resende e Fabiana Leite:

A obra e a vida do importante cineasta brasileiro e baiano Geraldo Sarno são intimamente reveladas durante as filmagens da série “Sertão de Dentro” e do longa-metragem “Sertânia”.

Com uma abordagem disruptiva, o filme pretende ultrapassar as fronteiras do meramente biográfico, e pretende evidenciar o poder e a força criativa do próprio cinema, tornando o processo criativo um dos protagonistas do filme.

Da Ato 3 Produções.

“Incompatível Com a Vida”, de Eliza Capai:

A partir do registro de sua gravidez, a diretora Eliza Capai conversa com outras mulheres que tiveram vivências parecidas com a sua, criando um potente e tocante coral de vozes que refletem sobre temas universais: vida, morte, luto e políticas públicas que nos afetam.

Da TVA2 Produções.

“Mulheres Radicais”, de Isabel De Luca e Isabel Nascimento Silva:

As diretoras propõem um novo capítulo na História da Arte do Século XX ao promover encontros inéditos entre artistas plásticas latino-americanas que criaram trabalhos pioneiros entre 1960 e 1985.

Da Conspiração Filmes.

“Samuel Wainer”, de Dario Menezes:

O documentário nos brinda com o resgate da história do grande e carismático jornalista, que revolucionou o jeito de se fazer jornalismo no Brasil, no início da década de 1950, ao criar o jornal Última Hora.

O sucesso foi tão grande, que com apenas seis meses de circulação, a UH se tornou o vespertino mais vendido no país.

Da Fina Flor Filmes.

Para mais informações entre em contato:

Herval Peixoto:: herval.peixoto@agenciafebre.com.br 21 97161-5596

Katia Carneiro:: katia.carneiro@agenciafebre.com.br 21 99978-2881

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Revolução

Ivete Rosa de Souza: Poema ‘Revolução’

Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza

Minha alma anda cansada de resistir ao tempo

Deixou no meio da estrada seu orgulho, seu tormento

Amou demais e, confusa, deixou de acreditar

Tudo que queria era viver, sem perder, sem chorar

Encontrou pedras, mas com paciência tentou construir

Paredes, casas, castelos, tudo enfim veio a ruir

Sem ter teto ou abrigo, deixou que o tempo voasse

Não foi com ele, ficou, como se a empatasse

A dor do que não conquistou,

Revoltada, viu nos tropeços, pedaços e recomeços

De tudo o que não viveu,

O para sempre da espera revelou que é quimera

O legado de amar, não vale a pena sofrer

Por um amor que já morreu, antes mesmo de viver.

Ivete Rosa de Souza

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O PAI tem duas novas apresentações no Teatro OPUS Frei Caneca

Estrelado por Fulvio Stefanini, peça escrita pelo francês Florian Zeller rendeu ao brasileiro o Prêmio Shell de melhor ator

Cena da peça 'O Pai'
Crédito: João Caldas Filho
Baixe mais imagens de divulgação aqui
Cenas do espetáculo

Sucesso de público e de crítica, a premiada peça O Pai, escrita pelo francês Florian Zeller, já foi vista por 100 mil pessoas em suas 250 apresentações desde a estreia em 2016. 

A montagem brasileira, que é dirigida por Léo Stefanini, tem duas novas apresentações em São Paulo, desta vez no Teatro OPUS Frei Caneca, nos dias 7 e 8 de outubro, às 17h, com tradução em Libras e audiodescrição.

A circulação do espetáculo comemora os 68 anos de carreira de Fulvio Stefanini, que ganhou o prêmio Shell de melhor ator por este trabalho. A montagem ainda levou os prêmios de melhor cenografia e espetáculo do ano. Ao lado do ator veterano, estão em cena Carol Gonzalez, Paulo Emílio, Wilson Gomes, Lara Córdula e Carol Mariottini.

Encenado em mais de 30 países, o texto foi adaptado pelo próprio autor para o cinema em um filme de 2020, estrelado por Anthony Hopkins, que levou o Oscar nas categorias de melhor ator e roteiro adaptado. Recentemente, Florian Zeller estreou outro drama nas telonas, “O Filho” (2022), lançado neste ano no Brasil.

A peça ainda ganhou em 2014, na França, o famoso Prêmio Molière, nas categorias de melhor espetáculo, ator e atriz. E, na Inglaterra, foi eleita a peça do ano pelo jornal The Guardian. 

O Pai conta a história de André, um idoso de 80 anos, rabugento, porém muito simpático e divertido. Quando a memória dele começa a falhar, a sua única filha vive um dilema: deve levá-lo para morar com ela e contratar uma enfermeira para ajudá-la a cuidar dele ou deve interná-lo em um asilo – para poder curtir a vida ao lado de seu novo namorado? 

Com tom poético e um leve humor requintado, a peça trata desse tema comovente com leveza e sensibilidade, e nos convida a pensar sobre questões como a convivência familiar, o envelhecimento e as nossas escolhas na vida.

O Pai é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura

FICHA TÉCNICA

Texto: Florian Zeller

Tradução: Carol Gonzalez e Lenita Aghetoni

Direção: Léo Stefanini

Elenco: Fulvio Stefanini, Carol Gonzalez, Wilson Gomes, Lara Córdula, Carol Mariottini e Paulo Emilio
Lisboa

Luz: Diego Cortez

Som: Raul Teixeira e Renato Navarro

Figurinos: Lelê Barbieri

Técnicos: Diego Cortez e Ronaldo Silva

Design: Giovani Tozi

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Planejamento cultural: Opus Entretenimento

Realização: Ampla Eventos e Ministério da Cultura, Governo Federal – Brasil, União e Reconstrução

SINOPSE

Fulvio Stefanini interpreta André, um idoso de 80 anos, rabugento, mas muito simpático e divertido. Com sua cabeça começando a falhar, sua filha vive um dilema: cuidar de seu pai, ou interná-lo em um asilo e ir curtir a vida com seu novo namorado.

SERVIÇO

O Pai, de Florian Zeller

Temporada: 7 e 8 de outubro, às 17h

Teatro OPUS Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, Consolação

Ingressos: 
Plateia Baixa – R$150 (inteira) e R$75 (meia-entrada) | Plateia – R$100 (inteira), R$50 (meia-entrada), R$39 (inteira popular) e R$19,50 (meia-popular) | Plateia Alta – R$39 (inteira popular) e R$19,50 (meia-popular)

Venda online em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/o-pai-12159

Classificação: 12 anos

Duração: 70 minutos

Acessibilidade: O teatro é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Apresentações são acessíveis em Libras e audiodescrição

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Festival de Cinema Italiano no Brasil 2023 

Evento gratuito com filmes inéditos e retrospectiva de comédias clássicas italianas começa dia 08 de novembro em mais de 50 cidades brasileiras

Toni Servillo em O RETORNO DE CASANOVA
Toni Servillo em O RETORNO DE CASANOVA, que estará na programação
(Foto: Divulgação)

Materiais: https://drive.google.com/drive/folders/19zHEJnhnKwiOXJG0HXG76iquH_70Psk2?usp

FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL atualiza as suas datas e destaques na programação de sua nova edição, além de divulgar o seu cartaz.

O evento, que já faz parte do calendário da cidade de São Paulo há 18 anos, tem sua avant-première para convidados no dia 31 de outubro, no Auditório Oscar Niemeyer, no Parque Ibirapuera, enquanto o público de todo o Brasil, em mais de 50 cidades e 81 salas espalhadas por todas as regiões do país, pode conferir os 32 filmes programados a partir de 8 de novembro até 9 de dezembro, gratuitamente.
Além disso, a partir do mesmo dia 8, uma seleção dos longas estará disponível online através do site do festival.

O público brasileiro terá a oportunidade de assistir quatro filmes pré-selecionados pela Itália na sua escolha pelo representante do país na disputa do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2024, ao longo do FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL 2023.

Um deles é “Obrigado, Rapazes” (Grazie Ragazzi), comédia de Riccardo Milani na qual Antonio Albanese interpreta um ator desempregado que aceita o trabalho de ensinar teatro em uma prisão e, ao descobrir o talento dos detentos, decide encenar a famosa peça de Samuel Beckett, “Esperando Godot”.

Além dos palcos, às telas do cinema são o destaque de “O Retorno de Casanova” (Il Ritorno di Casanova), drama de Gabriele Salvatores em que Toni Servillo vive um aclamado diretor de cinema em sua última obra e escolhe contar a história de Casanova de Arthur Schnitzler, um personagem incrivelmente parecido com ele, mais do que ele mesmo pode imaginar, agora que os tempos de juventude se foram.

Já o drama de época “A Terra das Mulheres” (La Terra delle Donne), dirigido por Marisa Vallone e estrelado por Paola Sini, se passa na Sardenha rural durante a Segunda Guerra Mundial, onde Fidela, a sétima filha de uma mulher considerada uma bruxa pela tradição popular, enfrenta o desafio de ser diferente e tem sua vida transformada quando a maternidade a encontra.

Completando o quarteto, o já anunciado “A Última Noite de Amore” (L’Ultima Notte di Amore), em que o ator Andrea Di Stefano volta a se aventurar atrás das câmeras para acompanhar os passos de Franco Amore (Pierfrancesco Favino), um tenente da polícia que, na última noite antes de se aposentar, investiga uma cena do crime onde o seu parceiro de longa data, Dino (Francesco Di Leva), foi assassinado durante um roubo de diamantes.

Outro título divulgado anteriormente é “A Sombra de Caravaggio” (L’Ombra di Caravaggio), drama de época indicado a quatro categorias técnicas do David di Donatello, o Oscar italiano. Nele, é explorado o episódio em que Caravaggio é investigado pela Igreja Católica após ser associado a um crime.

O pintor é interpretado por Riccardo Scamarcio, acompanhado por um grande elenco que inclui Isabelle Huppert, Louis Garrel, Micaela Ramazzotti, Vinicio Marchioni e Lolita Chammah.

Além de filmes inéditos que destacam a produção recente do cinema italiano nos últimos dois anos, o FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO NO BRASIL 2023 apresentará uma retrospectiva com algumas das principais comédias clássicas do país.

“É sempre um prazer trazer ao Brasil o que há de melhor no cinema italiano recente. Nossa curadoria busca uma variedade de temas e gêneros, para que o público possa conhecer a diversidade das produções no país. Além disso, a retrospectiva resgata o melhor da comédia, com trabalho de diretores de peso, como Lina Wertüller e Mario Monicelli”, explica Erica Bernardini, curadora e diretora do festival, ao lado de Nico Rossini, que também é diretor da Câmara de Comércio Ítalo-Brasileira, que promove o Festival desde sua primeira edição.

“Apoiar o Festival de Cinema Italiano já se tornou uma marca registrada da atuação da Pirelli no âmbito cultural brasileiro. Somos uma empresa originalmente italiana, que tem por vocação favorecer o intercâmbio sócio-cultural das comunidades onde atua.

O Brasil é um país no qual temos uma trajetória de quase um século. Portanto, é uma honra termos mais essa oportunidade de fazer parte desse intercâmbio tão importante aos dois países. Afinal, é por meio dessa troca que se cria uma identidade cultural rica, diversa e inclusiva”, comenta Cesar Alarcon, CEO e vice-presidente sênior da Pirelli na América Latina.

FESTIVAL DE CINEMA ITALIANO foi fundado pela Câmara do Comércio Italiana de São Paulo – ITALCAM, e conta com a colaboração e patrocínio da Embaixada da Itália. É importante ressaltar que a Pirelli será, pelo terceiro ano consecutivo, o Patrocinador Master do Festival, reconfirmando uma tradição da empresa de incentivar a cultura italiana no Brasil, contribuindo de forma concreta ao grande sucesso do Festival.

O evento já está confirmado nas cidades: São Paulo (SP), Campinas (SP), Cordeirópolis (SP), Mococa (SP), Piracicaba (SP), Rio Claro (SP), Santos (SP), Belo Horizonte (MG), Barbacena (MG), Jacutinga (MG), Juiz de Fora (MG), Lavras (MG), Ouro Preto (MG), São João del Rei (MG), Tiradentes (MG), Uberaba (MG),

Uberlândia (MG), Viçosa (MG), Rio de Janeiro (RJ), Areal (RJ), Barra do Piraí (RJ), Duque de Caxias (RJ), Friburgo (RJ), Niterói (RJ), Petrópolis (RJ), São João de Meriti (RJ), Teresópolis (RJ), Brasília (DF), Goiânia (GO), Anápolis (GO), Caldas Novas (GO), Itumbiara (GO), Jataí (GO), Caxias do Sul (RS), Erechim (RS),

Passo Fundo (RS), Santa Maria (RS), Blumenau (SC), Joinvillle (SC), Nova Veneza (SC), Recife (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Vitória (ES), Aracruz (ES), Manaus (AM), Salvador (BA), Fortaleza (CE), São Luis (MA), Cuiabá (MT), Belém (PA), Porto Velho (RO), Aracaju (SE).

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