FLIC 2023

A 2ª Feira Literária e Cultural de Itu (FLIC) receberá Vera Eunice de Jesus, filha da autora Carolina Maria de Jesus – personalidade que será homenageada pelo evento.

Imagem de abertura da página da FLIC- Feira Literária e Cultural de Itu.
A edição deste ano acontecerá nos próximos dias 22 a 24 de setembro de 2023.
FONTE: https://vempraflic.com.br/

A 2ª edição da FLIC de Itu receberá Vera Eunice de Jesus, filha da autora Carolina Maria de Jesus – personalidade que será homenageada pelo evento.

Ela e a pesquisadora Maria Nilda de Carvalho Mota estarão na abertura do evento, no dia 22 de setembro às 18h e participam da primeira mesa da FLIC.

Vera Eunice de Jesus e Maria Nilda de Carvalho Mota debaterão a necessidade de ampliar a produção literária de autores e temáticas daqueles que estão à margem da sociedade.

A mediação fica por conta de Maria Teresa, uma das autoras do livro ‘Carolinas’.

Para conhecer mais sobre os participantes e a programação siga o @vempraflic no Instagram.

A escritora Carolina Maria de Jesus simboliza e ilustra a necessidade de discutirmos e ampliarmos a presença da literatura denominada ‘marginal’

(feita por autores e com temáticas que abrangem locais à margem da sociedade) como forma de inclusão.

O evento, que é gratuito com atrações para todas as faixas etárias, tem como tema ‘Literatura e arte’ como instrumentos de inclusão e irá ocupar com arte o eixo histórico da cidade berço do Barroco Paulista e profundamente ligada à história brasileira.

Uma das novidades dessa edição será a possibilidade de doar, trocar e retirar livros gratuitamente e a distribuição de publicações nos bancos das praças centrais da cidade.

A iniciativa visa promover o acesso aos livros e disseminar a importância da leitura na transformação social.

O Mercadão abrigará a exposição ‘Raízes’ com obras de múltiplos artistas, a livraria ‘Vamos Ler’ e uma feira de livros com mais de 20 autores independentes (presentes na Livraria Flic) e a participação das editoras Mirante, Foxtablet e Acadil.

Já do lado externo serão montadas duas tendas nas quais ocorrerão as programações (oficinas, demonstrações artísticas e rodas de conversa).

A FLIC é patrocinada pela Arte & Fato, Colégio Anglo Itu, Fixar Digital, Grafsalto, Hotel do KK e Parla Comunicação – e conta com o apoio da Prefeitura de Itu, Livraria Vamos Ler, Itu Colonial e Abigraf.

A primeira edição da FLIC – Feira Literária e Cultural de Itu ocorreu de 19 a 22 de maio de 2022, foi um evento colaborativo que realizou a ocupação cultural do centro histórico da cidade.

Com todas as atrações gratuitas, a programação contou com palhaçaria, contação de história, slam (batalha de poesia), grafitte, samba de bumbo, capoeira, folia de reis, cinema, artes plásticas, fotografia, lançamento e venda de livros, sessão de autógrafo, mesa de conversa com autores.

Celebrando a Semana de Arte Moderna de 1922, a FLIC teve Pagu como personalidade homenageada e foi o pontapé inicial para tornar Itu um polo artístico para a região.

Itu respirou arte e cultura durante os dias do evento, que aconteceu a centenas de mãos. A FLIC contou com quem acredita na importância de democratizar o acesso à cultura, e com artistas, que a escolheram para expressar sua arte.

CONHEÇA TODA A PROGRAMAÇÃO CLICANDO NO LINK

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Um morcego sem asas pode voar: livro infantil propõe narrativa inclusiva e acessível

Em novo projeto literário, Fernanda Emediato também publica guia pedagógico, material com práticas de literacia familiar, audiolivro e vídeo com interpretação em Libras

Capa do livro 'O morcego sem asas', de Fernanda Emediato
Capa do livro ‘O morcego sem asas’, de Fernanda Emediato

Em O morcego sem asas, de Fernanda Emediato, o sonho de um animal é voar, mas ele nasceu sem os dois membros que o permitem se mover pelo ar. Apesar de estar triste com a situação, o personagem não desiste do sonho: faz tentativas com balões, ventiladores, aviões e outros instrumentos. Até que um dia o protagonista descobre como a empatia de outra pessoa pode auxiliá-lo a alcançar o objetivo.

Com este enredo, a obra inclusiva trata sobre a importância da resiliência e de ajudar uns aos outros. A partir de um texto simples, que se complementa às ilustrações coloridas e lúdicas do designer Alan Maia, as crianças aprendem sobre perseverança, necessidade de lidar com as dificuldades, valores humanos e poder dos sonhos.

O morcego ficou triste, pois queria voar. Ele não tinha asas, não tinha balão, não tinha aviãozinho, não tinha ventilador, não tinha pássaro, não tinha floco de neve, não tinha vento. Ele não tinha mais esperanças. Ele se sentou e chorou. (O morcego sem asas, pg. 32)

O projeto tem recursos acessíveis a pessoas com deficiências auditivas e visuais. Estão disponíveis gratuitamente, nas plataformas digitais, um audiolivro e um vídeo animado com adaptação em Libras. “Meu objetivo de vida é fazer os livros infantis chegarem a todos os pequenos leitores, porque as crianças que desenvolvem o gosto pela leitura vão se tornar pessoas melhores”, explica a autora, que também é editora, professora e militante pelos direitos das crianças e da acessibilidade na literatura.

A obra conta ainda com ferramentas para auxiliar pais e pedagogos. Além de conteúdo com propostas de ações para promover a literacia familiar, também há um material de atividades para o público infantil, contação de histórias gravada, um guia pedagógico de leitura e uma versão do livro em inglês. 

O morcego sem asas foi realizado com apoio do ProAC, do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas.

FICHA TÉCNICA

Título: O morcego sem asas

Autora: Fernanda Emediato

Editora: Troinha

ISBN: 9786588436264

Páginas: 44

Preço: R$ 29,90

Onde comprar: Amazon (versão em português) | Amazon (versão em inglês)

Conteúdos extras gratuitos: 
https://biolink.info/morcegosemasa

Sobre a autora

Fernanda Emediato é escritora, editora, produtora cultural, consultora editorial, atriz e professora.

Publicou mais de 20 obras durante a carreira, como “A menina sem cor”, “Descobrindo as lendas do Brasil: um livro de folclore para crianças”, “Que bico eu tenho” e “Era uma vez um gato xadrez”.

Para reforçar o compromisso de defender o direito das crianças e o acesso à literatura infantil, costuma disponibilizar suas obras gratuitamente em versões de áudio e vídeo.

Redes sociais: Instagram | Youtube | LinkedIn | Site

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Alspa recebe – CIGANEANDO POR AÍ | 4° Edição | Rueda Gitana

O evento ocorrerá no dia 23 de setembro, das 15h às 20h, no Recanto do Barão, Praia do Balneário, São Pedro da Aldeia

Banner de divulgação Ciganeando Por Aí
Banner de divulgação ‘Ciganeando Por Aí’

A Alspa, com o apoio da Secretaria de Cultura de São Pedro da Aldeia, irá receber no Recanto Do Barão a 4° Edição da Roda de Dança Cigana, ‘Ciganeando Por Aí’ em 23 de setembro!

Venha se encantar e conhecer o Grupo Ciganeando Por Aí… e a belíssima Dança e Cultura Cigana. Você é nosso convidado!

–  Roda Cigana

–  Apresentações de dança Cigana

–  Música ao vivo

–  Pinturas (Retrato) feitos na hora

–  O famoso cardápio do Recanto do Barão, o melhor dos Drinks e da petiscaria artesanal

–  Venda de artesanato cigano

O Quiosque RECANTO DO BARÃO fica na Praia do Balneário, na Rua Porto Feliz n°2, em São Pedro da Aldeia.

📅 23 de setembro (sábado)

🕝 15h

📍 Quiosque RECANTO DO BARÃO, Rua Porto Feliz, n⁰ 2 – bairro Balneário São Pedro.

A entrada é gratuita.

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Reflexões diante da morte

Sergio Diniz: Crônica ‘Reflexões diante da morte’

Foto do Editor-Geral do ROL Sergio Diniz
Sergio Diniz

Hoje é 21 de setembro. O dia anterior do início da primavera. A manhã, porém, ainda é invernal, com grossas nuvens acinzentadas e um vento frio.

Estou no maior cemitério de minha cidade, acompanhando o enterro de um grande amigo (um verdadeiro pai!) de um amigo meu.

Conheci recentemente o falecido, tendo com ele um contato apenas momentâneo e, portanto, quando seus familiares e amigos olham para o rosto dele pela última vez, antes do sepultamento, as lágrimas que derramo não são minhas, porém, lágrimas alheias. Como não é minha a dor que assola meu coração. Ali, sofro solidariamente, lembrando o choro próprio que verti pelos muitos familiares, parentes e amigos que também já perdi.

A distância do relacionamento com aquele que está partindo permite-me, desta forma, distanciar-me do pesar que rodeia o ataúde. E essa separação leva-me a sentir sentimentos outros, aflorando outras reflexões.

Percebo, então, e plenamente, aquele ‘campo santo’. E vejo mais do que sepulturas desgastadas pelo tempo, restos de velas e flores secas. E ouço mais do que choros desconsolados.

O vento frio movimenta as folhas das árvores que margeiam o corredor principal e o seu farfalhar sugere um verde colóquio.

Fecho meus olhos e atento para a estranha conversa.  Sobre o quê palestram esses seres desprovidos de razão e de palavras? Estariam também solidários à dor reinante e o som das folhas seriam doloridos ais? Ou, aparentemente indiferentes, apenas celebrando a passagem do vento, qual mensageiro dos céus?

Em torno das árvores, andorinhas voluteiam num gracioso balé, como que regidas pelo vento. E esse delicado e inebriante balé parece ser-lhes todo o significado da existência.

Por entre os túmulos, alguns gatos ─ adotados por funcionários do cemitério ─ dormitam placidamente, embalados pelo som do vento.

Acima das preocupações humanas, as nuvens formam uma verdadeira cordilheira gasosa, agora entremeada de rasgos de uma paz infinitamente azul.

Um toque suave no ombro me traz de volta ao cenário terrestre. Quase que num sussurro, meu amigo, entre as últimas lágrimas, agradece minha presença.

Despeço-me dele com um demorado abraço (e lágrimas represadas) e começo a descer o corredor, rumo à saída.

Desço pelo longo corredor, sentindo o frio desta manhã ainda invernal, com grossas nuvens mescladas de cinza e azul.

Durante o trajeto, e mais uma vez diante da morte do corpo físico, reflito a respeito da efemeridade da vida terrena; a sensação de perda pela vida afora; a distância entre os dois mundos.

E, por um instante, sinto-me angustiado. Mas, a meia distância, sobre uma árvore, ouço o chamado de um bem-te-vi.

Bem-te-vi! Bem-te-vi!

Olho para o alto, procurando por aquele pássaro de peito amarelo e chamado insistente. E no galho onde ele se encontra, entre o verde das folhas, observo uma flor de cor muito intensa.

Bem-te-vi! Bem-te-vi! ─ ele repete.

E no seu chamado, de repente me lembro de que amanhã é 22 de setembro, o início da primavera, a Estação das Flores.

E uma nova floração de alegria enche meu peito, com a certeza de que é nesta efêmera passagem que, apesar das dores e das perdas, podemos deixar o nosso perfume no Jardim da Vida!

Sergio Diniz

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Tempo de lutas, de conquistas e de mortes

Elaine dos Santos: Artigo ‘Tempo de lutas, de conquistas e de mortes’

Elaine dos Santos
Elaine dos Santos
Ruínas de São Miguel. Criador: Picassa. Flórida: Wikimedia Fundation, 2023. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ru%C3%ADnas_de_S%C3%A3o_Miguel_-St._Michael_of_the_MissionsRio_Grande_do_Sul-_Brazil_01.jpg. Acesso em: 20.09.2023

Era Finados novamente e a família de Pedro Terra estava no pequeno cemitério de Santa Fé para honrar os seus mortos. Agachada, Bibiana acendia velas. De repente, como um gavião, Rodrigo Cambará circundou-a; ainda que o fizesse pelo lado de fora do ‘campo santo’, ambos podiam enxergar-se por completo. A moça encabulou, ele deliciou-se.

Bibiana era filha de Pedro e Arminda Terra. Bibiana era neta de Ana Terra e Pedro Missioneiro. Bibiana trazia o sangue dos tropeiros paulistas, do bisavô, pai de Ana, o velho Maneco Terra, mas trazia também o sangue guarani, o sangue dos Sete Povos das Missões, que lhe legara o avô, Pedro Missioneiro, ‘el hijo de la Vírgen’.

Rodrigo vinha de outras guerras e, como todo o gaúcho daqueles tempos, trazia um dólmã militar ao peito, bota e bombachas para garantir-lhe a máxima gauchesca: militar em tempo de guerra, peão em tempo de paz.

Rodrigo trazia um violão às costas e uma carta de recomendação de Bento Gonçalves a quem servira na Guerra da Cisplatina quando se concedeu autonomia ao Uruguai.

Contrariado, uma noite, Pedro Terra concedeu a mão da filha, Bibiana, a Rodrigo Cambará: emergia, no pampa, a lendária família Terra Cambará, sustentáculo da narrativa de ‘O tempo e o vento‘, de Erico Verissimo.

O casal teve três filhos: Bolívar, Leonor e Anita, a ‘coitadinha’, que morreu numa noite fria e chuvosa, enquanto o pai jogava cartas e bebia num ‘bolicho‘ qualquer.

A vida matrimonial de Bibiana e Rodrigo foi assim, cheia de altos baixos, amavam-se loucamente, mas ele traia obstinadamente. Demorava-se na estrada quando ia a Rio Pardo para comprar suprimentos para a venda que estabelecera com o cunhado Juvenal ou enrabichava-se por alguma mulher na própria vila.

Bibiana, em casa, sofria. Bibiana, em casa, cuidava dos filhos. Bibiana, em casa, esperava pelo marido. Um dia, Rodrigo chegou com um brilho matreiro nos olhos, soubera que estourara uma nova guerra, Bento Gonçalves e outros fazendeiros haviam declarado oposição ao Império do Brasil – General Neto a República Rio-Grandense, era o fim da Monarquia, da escravidão.

Em solo sul-riograndense, de um lado, gaúchos lutando pela causa dos farroupilhas, revoltosos; de outro lado, gaúchos lutando pela causa do Império. Irmãos contra irmãos. Ideais contra ideais. Rodrigo seguiu em busca das batalhas, das refregas, dos embates.

Noticiou-se, na Vila de Santa Fé (vila fictícia em que se desenvolve o romance de Erico), que os revoltosos estavam em volta, haviam cercado a vila. Bibiana sabia que Rodrigo estava próximo. Preparou-se para recebê-lo e ele veio. Amaram-se sofregamente e ele partiu, prometeu que tomaria o casarão da família Amaral e voltaria. Não voltou.

Em 20 de setembro de 1835 iniciou-se a chamada Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, movimento organizado pela elite estancieira gaúcha contra o Império brasileiro, entre outros motivos pela preferência do governo central em relação ao charque uruguaio, preterindo, portanto, o produto produzido no Rio Grande do Sul.

Além disso, os gaúchos reclamavam a sua condição de ‘estaleiro do Império’ – durante as guerras contra os inimigos de origem castelhana/espanhola: uruguaios, argentinos ou mesmo paraguaios, o Rio Grande do Sul fornecia tropas, gado para alimentação e cavalos, sem receber indenização do Império, desorganizando a sua economia.

Os combates duraram dez anos, encerrando-se em 1845, com a chamada Paz de Ponche Verde. O dia 20 de setembro é feriado no Rio Grande do Sul, dia de desfile de cavalarianos e prendas, representando os seus CTGs. Por sua vez, a chamada Guerra dos Farrapos tem sido tema da literatura produzida no estado desde 1849, com o romance ‘O corsário’, de José Antonio do Vale Caldre e Fião.

Contudo, aos olhos do leitor, certamente, a figura mais emblemática da prosa romanesca sul-riograndense que participa, ficcionalmente, dos combates durante a Revolução Farroupilha é Rodrigo Cambará, um dos grandes nomes do romance ‘O tempo e o vento’, de Erico Verissimo, sobre o qual se assentam as principais características da figura do gaúcho.

Elaine dos Santos

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Vigília

Pietro Costa: Poema ‘Vigília’

Pietro Costa
Pietro Costa

Tuas páginas, profusão de sentires

Mergulhar no mar absoluto da alma

Achar o tesouro nas linhas da palma

À vista, afortunadas terras e devires

A inesgotável fortuna da esperança

Isso ou aquilo que nos torna criança

Versos que renovam pulmões aflitos

Janelas arejam os internos conflitos

Na maré plácida ou buliçosa do dia

A tua poesia és refrigério e enseada

Acolhe-nos no tsunami, na trovoada

Vaivém de alegria e tristeza, fugidia

E o coração poético para, em vigília

Até ouvir o cântico da musa Cecília

O funesto desencanto fica à revelia

Rimas ressignificando a melancolia

Pietro Costa

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Almas armadas (à redenção da Nação)

Paulo Siuves: poema ‘Almas armadas (à redenção da Nação)

Paulo Siuves
Paulo Siuves

Nos corações, a chama incendiando a arte,
Almas armadas, na busca, na retidão,
Contra o sossego falso e a injustiça que reparte,
Em prol da justiça e da redenção da nação.

O rio da sociedade, turbulento a fluir,
Nas águas da igualdade, todos a navegar,
As mãos entrelaçadas, na oração e no agir,
Na busca de um país mais justo a caminhar.

Na luta contra as trevas que nos cercam,
As vozes se erguem, clamando por união,
Pelas sendas da graça, onde a esperança irradia,
Marchamos, com a esperança no coração.

E nas estrelas que brilham no firmamento,
Vemos a promessa de um novo amanhecer a despontar,
Louvamos a Deus, nesse momento,
Pela oportunidade de servir, de trabalhar.

Em cada alma que se ergue em defesa,
Da paz verdadeira e da igualdade,
Nos princípios da não-violência, a recompensa,
No louvor a Deus, na nossa solidariedade.

Assim, continuamos a sonhar e a marchar,
Armados com amor, fé, união e disposição,
Na luta pelos direitos, na vontade de mudar,
Em nome da justiça e da redenção da nação.

Paulo Siuves

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