Confessando um alívio fracassado

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Confessando um alívio fracassado’

Foto do autor e colunista do ROL Clayton Alexandre Zocarato
Clayton Alexandre Zocarato

Houve algum dia…

Em que tudo…

O que mais queria…

Era estar ao seu lado…

Contemplando seu olhar…

Jubilando o meu sonhar…

Em um mar de indecisões éticas…

Fui eu mesmo, minha maior objeção…

Em uma proposição intelectual…

Atrapalhando o meu espiritual…

Revisitando minhas fortificações mentais…

Com espectrais fraternais…

Realizando cristais…

De tristezas…

Que me deram a certeza…

De buscar…

No seu eu…

Algum alívio…

No meio do meu dilúvio…

Sentimental…

Gotejando fracassos…

Sem nenhum embaraço…

Clayton Alexandre Zocarato

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Anjos de amarelo

Eliéser Lucena: Crônica ‘Anjos de amarelo’

Foto do colunista Eliéser Lucena
Eliéser Lucena

Atendendo a um convite, em uma tarde de primavera, tive o privilégio de acessar um outro mundo, uma outra realidade que tem o poder de parar o tempo, curar feridas e encantar até mesmo corações de pedra.

Banda Pestlovers

Já no caminho, a vibração começa a mudar. Sensação de certeza com uma leveza na alma. E olhe que ainda estava indo, sem saber do presente que receberia.

Eu não chamaria aquilo de portão, diria que é um portal que nos transporta para uma outra dimensão onde o tempo para, as mazelas diárias se dissipam e somos absorvidos por uma aura de cura, amor e fraternidade, sem perceber, sentir ou esperar.

Acreditem, é um lugar estranho demais! Os anjos de amarelo sorriem e te abraçam sem travas, sem preconceitos, sem pudores e sem esperar retorno, em uma doação de luz e energia que a humanidade simplesmente se esqueceu de aprender. Com um abraço são capazes de juntar alguns cacos e colar de forma tão perfeita que nem as cicatrizes aparecem.

Banda Pestlovers

Fui com a missão de ajudar em algumas questões que julgava entender, achava que poderia ensinar algo, melhorar qualquer aspecto que pudesse ser melhorado, enfim! Mas que ignorante sou! Na verdade, fui aprender coisas esquecidas não apenas na mente, mas, principalmente, no coração.

Um dia, talvez, possamos entender os milhares de recados que recebemos todos os dias, os pequenos milagres que nos cercam e qual o sentido de termos seres que, de tão especiais, nos surpreendem e são considerados inaptos (digamos assim). Ora, a sociedade precisa deles, aprender com eles. Quem mesmo está doente?

Dizem que nada é por acaso, nem mesmo o acaso. O momento sempre é o correto, a hora é sempre a ‘H’ e o dia é sempre o ‘D’. Nada está fora do controle. Não há época melhor para florescerem novas amizades, laços de união e lealdade baseados naquilo que, um dia, pedimos ao Universo.

E o melhor de tudo, está acessível para qualquer pessoa que precise entender o sentido de tudo e é de graça. Faça uma visita e doe 15 minutos do seu tempo para um aprendizado eterno. Visite e ajude uma unidade da Pestalozzi onde você estiver ou qualquer outra instituição com a mesma finalidade.

No vídeo abaixo, um ensaio da Banda Pestlovers, idealizada e coordenada por Isabel Nabuco (cantando no vídeo) e pela professora Adriana Ferreira V. Santos.

Eliéser Lucena

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Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente outorga Títulos de Nobreza

Estão abertas inscrições para quem se interessar em pleitear um Título de Nobreza da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente

Foto Divulgação da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente
Foto Divulgação da A.S.C.R.I.G.O.

Estão abertas inscrições para quem se interessar em pleitear um Título de Nobreza da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente.

Para tanto, os interessados deverão entrar em contato com o Príncipe Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, Chefe da Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente.

Os currículos serão avaliados pelo Conselho de família dos Príncipes Guardiões e Protetores da Coroa Real e Imperial da Gothia, dependendo a concessão da honraria de sua prévia aprovação e mediante o pagamento da taxa de chancelaria.

Os títulos de nobreza outorgados pela Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente na pessoa do seu Príncipe Soberano, são bens imateriais e históricos que visam galardoar pessoas que se destacaram em seu meio social, exemplificando méritos e virtudes incomuns.

Obs.: O candidato não poderá estar respondendo a nenhum processo criminal, ter bom testemunho e, boa convivência familiar e social.

Informações direto com Dom Alexandre Camêlo Rurikovich Carvalho.

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Sobre envelhecer

COLUNA PSICANÁLISE E COTIDIANO

Bruna Rosalem: Artigo ‘Sobre envelhecer’

Bruna Rosalem
Bruna Rosalem

É inevitável: se tivermos sorte, um dia envelheceremos. Apesar de querermos associar a velhice com a chegada mais próxima da morte, isto nada quer dizer, pois o final da vida pode vir muito antes, seja na infância, seja na juventude. De qualquer maneira, o fim virá sem aviso prévio para todos nós.

O fato é que em nossa sociedade das aparências, ninguém quer falar do velho ou da velha. Chovem as ofertas dos métodos rejuvenescedores, das plásticas, das aplicações do famoso ácido hialurônico (o conhecido botox), das lipoaspirações, das harmonizações faciais, e muitos outros procedimentos que prometem uma repaginada naquele velho corpo ou naquele rosto cansado, no alcance de uma nova imagem para ser admirada e contemplada diante do espelho.

Quanto mais distante dos sinais do envelhecimento, mais sucesso, maior felicidade. Como se fosse possível lutar contra o tempo que nos lembra a cada ano nossa envelhescência.

Apesar de conscientes que um dia deixaremos este mundo, inconscientemente nosso psiquismo não opera sob uma lógica cronológica, ele é atemporal e obedece a si mesmo. Nele, não existe tempo antes, durante, depois.

O inconsciente não envelhece nunca e ainda faz questão de pulsar reminiscências da infância em encenações, falas coerentes e incoerentes, atuações, repetições. Ser um sujeito velho nem sempre significa amadurecer. Há idosos em corpos jovens e jovens em corpos velhos.

Corpo e psiquismo não se acompanham mutuamente. Podem ser muito discrepantes, por sinal. Para muitos, olhar-se passa a ser um exercício penoso ao se deparar com os rastros dos anos que se passaram marcados por inúmeras perdas de entes queridos e vivência do luto, traumas muitas vezes não tratados, não escutados, esquecimentos, doenças superadas ou em tratamento, a eventualidade de ter que viver em sua própria companhia, abrindo as portas para a solitude.

Ainda há que se lidar com as marcas deixadas no real do corpo, alterações estéticas inerentes, ainda que negadas. Rugas e excesso de verrugas, expressões na pele mais marcantes, manchas, queda de cabelos, dores diversas, movimentos mais difíceis de realizar e menor mobilidade.

Vista cansada, uso de óculos para ver de longe ou de perto. Uso frequente de colírio, pois o olho já não consegue se lubrificar sozinho. Às vezes, uma bengala ajuda a se sustentar durante uma simples caminhada, mas que exige um esforço tremendo.

Cremes com colágeno, reforço de vitaminas, alimentação mais restrita, cálcio para os ossos que estralam o tempo todo. Coluna torta. Atividade sexual mais espaçada, vagarosa. Menos horas de sono. Mais tempo livre.

Mas que tempo? Este elemento imaterial, intocável, quase como uma entidade, mas que faz presença constante. Como diria Cazuza: “O tempo não para.” Quando nos damos conta, já se foram vinte, trinta, quarenta anos. E como disse no começo, com sorte, ainda estamos vivos. Porém é preciso sustentar um corpo em processo de degenerescência e dos possíveis enfraquecimentos dos laços sociais e afetivos.

Na sociedade do espetáculo, ser velho é estar à margem. Com frequência, no lugar dos esquecidos. Do abandono, do ostracismo, do ultrapassado. O velho não pode curtir a vida porque já é tarde demais para fazer alguma coisa e muito menos começar algo novo.

Mesmo que ainda “há tanta vida lá fora”, como diria Lulu Santos. Sorte ou azar, cada um que pense como quiser, o psiquismo não se importa quantos aniversários já completamos. Ele continuará pulsando e desejando. E desejar é sinal de vida!

Se a vida tem algum sentido, achemos o nosso. Do nascimento à morte, é neste ínterim sem adivinhações ou bola de cristal que seguiremos. O sentido que realmente importa é aquele que cada sujeito dá para si em cada breve momento da sua passagem por este planeta.

Aquilo que semeia, colhe e deixa para os demais. A cada crise, um aprendizado pode ser elaborado e novas maneiras, arranjos e identidades podem ser construídas para ressignificar as experiências. Assim não sobrará espaço para adoecimentos físicos, psíquicos, pensamentos e ideias depressoras.

Nas belas palavras de Guimarães Rosa, “penso que chega um momento na vida da gente, em que o único dever é lutar ferozmente para introduzir no tempo de cada dia, o máximo de ‘eternidade’”. Então, procure criar e recriar sem limites. Ame e permita ser amado. Afinal, cada um envelhece à sua maneira.

Guimarães Rosa pode estar nos dizendo que ter o coração batendo e estar respirando nem sempre são sinais de estar vivo, mas que cada instante é preciso significar a vida, ‘eternizar’ as vivências, sentir os quereres, os propósitos, os anseios…

Te convido a refletir sobre as possibilidades de enxergar a vida na velhice, sem medo. Apenas mova-se e atravesse este fantasma.

Bruna Rosalem

Contatos com a autora

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A face do Ceifeiro

Resenha do livro “A face do Ceifeiro”, de Elisa Nunes, pela Editora Devaneios

RESENHA

Vamos conhecer a história de Cendy.

Cendy é uma garota esperta, inteligente e que tem uma amiga imaginária chamada Lana Estrada.

Um dia ela estava conversando com seu irmão e um amigo, e eles decidem ir ver as armadilhas que haviam deixado para capturar pássaros.

Cendy não gosta destes assuntos e decide que vai esperá-los no pomar.

A caminho do pomar, Cendy vê um poço e uma sombra que pede a ela ajuda…

Intrigada, a menina questiona o que pode fazer para ajudar e a sombra lhe explica que precisa de uma caixa que está na borda do poço, para que, ao abri-la, possa ir para casa.

Com medo, Cendy se questiona se não estaria se envolvendo em algo ruim…

A sombra, percebendo sua dúvida, diz a ela:- “Se você pegar a caixa para mim te darei o dom de ver sua amiga, que você só ouve…”

E daí em diante a história se desenrola de maneira surpreendente!!

Este é um livro classificado como suspense, mas eu digo que é um terror da melhor qualidade!

Daqueles que ficamos arrepiados em certas cenas que são dignas de cinema, com plateia aos gritos.

Super recomendo, amei!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Elisa nos conta que sua mãe e suas histórias sempre foram a influência para sua jornada literária e também influenciou na maneira como ela aborda o terror.

Na sua infância, sua mãe tinha o dom de contar histórias de terror, que faziam arrepiar até os pelos mais escondidos da minha pele.

Com a família sentada ao redor da fogueira, à luz fraca e crepitante das chamas, nos envolvia em enredos assustadores, onde fantasmas espreitavam nas sombras e o desconhecido se tornava aterrorizante.

Essas histórias plantaram sementes de fascinação e medo dentro da autora, alimentando sua imaginação de maneiras que ela mal podia compreender na época.

A Face do Ceifeiro é o seu conto de terror e suspense aterrorizante.

Atualmente está escrevendo outro conto: “O Telefonema de Joana”, que será lançado em uma coletânea junto com outros ilustres escritores pela editora Leia Livro Nacional no Halloween.

SINOPSE

Em uma luxuosa fazenda encontra-se uma caixa.

Dentro dela, um ceifeiro aprisionado com apenas parte do rosto.

Em troca de sua liberdade, o ceifeiro oferece um favor a Cendy, a criança que encontrou a caixa que o prende.

Para conseguir enxergar o espírito de sua melhor amiga, Cendy inicia a busca do que resta do rosto do ceifeiro e os poderes que ele um dia possuiu.

Repleto de mistérios, A face do Ceifeiro é um conto de terror e suspense aterrorizante.

SOBRE A AUTORA

Foto de Elisa Nunes, qutora do livro " A face do Ceifeiro, pela Editora Devaneios

Elisa Nunes da Silva, uma escritora notável nascida na pitoresca cidade de Paranaíba, no acolhedor Estado do Mato Grosso do Sul.

Com trinta e cinco anos de experiência de vida, ela carrega consigo não apenas o orgulho de sua terra natal, mas também uma dedicação fervorosa à promoção da paz.

Casada e mãe de dois filhos, equilibra com maestria os papéis de esposa, mãe e defensora incansável dos ideais que ela abraça com o intuito de dar visibilidade aos escritores independentes.

Sendo uma presença significativa nas fileiras da FEBACLA, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes.

Elisa também é cofundadora do Leia Livro Nacional, uma empresa voltada a dar visibilidade aos escritores nacionais e independentes.

OBRA DA AUTORA

Capa do livro " A face do Ceifeiro" de Elisa Nunes pela Editora Devaneios

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira




Mãe contra racismo estrutural: da história vivida por filha surge um livro infantil sobre negritude

Em ‘Menina bonita, que cor você tem?’, Aline Carvalho trabalha a autoestima de crianças negras em uma história ancestral com reis, rainhas e guerreiros pretos

Capa do livro 'Menina bonita, que cor você tem', de Aline Carvalho
Capa do livro ‘Menina bonita, que cor você tem’, de Aline Carvalho

Menina bonita, que cor você tem? é um livro infantil inspirado em uma história real, vivida pela filha da autora, Aline Carvalho. Quando a menina passou por uma situação em que se sentiu inferiorizada devido à sua cor, a mãe recorreu à contação de histórias para dialogar sobre a negritude, a importância da diversidade e o respeito às diferenças. 

Na narrativa, Giovana é uma garota alegre, extrovertida e inteligente que, depois de um dia comum no colégio, retorna entristecida por causa do comentário de uma professora. Durante uma aula, a educadora afirmou que todas as crianças na sala tinham uma “cor natural”, menos Gi, porque ela tinha cor marrom. 

A partir disso, a mãe da protagonista busca reconstruir a autoestima da menina ao narrar a trajetória de seus ancestrais africanos, compostos por reis, rainhas e guerreiros pretos. Ainda explica a importância da diversidade nas pessoas, além de mostrar como essas diferenças são comuns na vida. 

Então a mamãe explicou que cada um é de uma cor. Mamãe contou para Gi que seus ancestrais vieram da África e que lá, na África, tinham muitos reis, rainhas e guerreiros, todos de pele pretinha (Menina bonita, que cor você tem?, pg. 21) 

Com ilustrações de personagens racialmente diversos, produzidas por Xande Pimenta, a obra utiliza diálogos coloquiais e linguagem simples para o público da primeira infância e as crianças em fase de letramento compreenderem a narrativa.  

O intuito da autora é tornar Menina bonita, que cor você tem? uma ferramenta de conversa entre pais e filhos sobre o enfrentamento de preconceitos e a defesa da pluralidade. O livro também tem sido utilizado por psicólogos para dialogar com crianças que sofreram algum tipo de discriminação. 

FICHA TÉCNICA 

Título: Menina bonita, que cor você tem? 

Autora: Aline Carvalho 

Editora: Multifoco 

ISBN: 978-65-998622-5-0 

Páginas: 33  

Preço: R$ 55 (físico) | R$ 15 (e-book) 

Onde comprar: Amazon | Multifoco 

Sobre a autora

Aline Carvalho Santos Gonçalves é engenheira de produção, com pós-graduação em Finanças e Gestão Corporativa, além de ter MBA em Arquitetura de Soluções.

Há muitos anos no mercado financeiro, atualmente trabalha como gerente de monitoramento na área de tecnologia da informação de um banco.

Após se tornar mãe, começou a produzir histórias para contar aos filhos e publicá-las. É autora das obras infantis: “A Ovelha, O Cachorro, O Gato Preto e o Coelho” e “Menina bonita, que cor você tem?”. 

Redes sociais: Instagram | Facebook | Site 

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115 Anos da morte de Machado de Assis: relembre as obras do escritor

Um dos maiores nomes da literatura nacional também ganhou destaque nas últimas décadas com publicações em inglês, alemão e castelhano

Capa da edição bilíngue de 'Dom Casmurro' pela Editora Landmark
Capa da edição bilíngue de ‘Dom Casmurro’ pela Editora Landmark

É evidente que Machado de Assis é um dos maiores nomes da literatura brasileira, mesmo 115 anos após a sua morte em 1908. Entre suas obras mais conhecidas estão: Dom Casmurro, Quincas Borba, Memórias Póstumas de Brás Cubas e contos famosos, como O Alienista. 

Neto de pessoas escravizadas que foram alforriadas, Joaquim Maria Machado de Assis foi criado numa família pobre e não teve uma instrução regular, porém, devido ao seu interesse pela literatura, conseguiu se instruir por conta própria. 

Em 1860, passou a colaborar para o ‘Diário do Rio de Janeiro’ e é dessa década que datam quase todas suas comédias teatrais e ‘Crisálidas’, um livro de poemas. Em seguida, Machado de Assis teve acesso à literatura portuguesa e inglesa e, na década seguinte, publicou uma série de romances, sendo reconhecido pelo público e crítica. 

Até então a produção literária do escritor era marcadamente romântica, mas na década seguinte sofreu uma grande mudança estilística e temática, iniciando o movimento realista no Brasil com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e as obras Quincas Borba (1891) e Dom Casmurro (1899), este considerado como a sua obra-prima.

Nesse período, a ironia, o pessimismo, o espírito crítico e uma profunda reflexão sobre a sociedade tornam-se as principais características da escrita do autor, que também abrange poemas, contos, traduções e peças teatrais. 

No início do século XX, após fundar a Academia Brasileira de Letras e perder a esposa Carolina (com quem se casou em 1869), passou a isolar-se e a sua saúde se deteriorou. Dessa época, datam os seus dois últimos romances: ‘Esaú e Jacó’ e ‘Memorial de Aires’.  

Machado de Assis morreu em sua casa no Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 1908 e o seu enterro foi acompanhado por uma multidão. Mesmo após um século, o escritor segue sendo admirado não apenas pelos brasileiros, tendo edições de Memórias Póstumas de Brás Cubas publicadas em alemão, castelhano e inglês. 

No Brasil, a Editora Landmark possui livros em capa dura e edições requintadas de Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba. Além de ser a primeira editora a lançar edições bilíngues (Português-Inglês) das obras Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas e Machado de Assis no país.

Abaixo, relembre algumas obras de um dos maiores escritores do Brasil: 

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Publicado pela primeira vez entre março e dezembro de 1881 numa revista brasileira, no formato de folhetim, a história de Brás Cubas revolucionou a literatura brasileira através da subversão dos padrões literários da época. Com a adoção de um número grande de capítulos, muitos deles curtos, e uma linguagem própria que o aproxima das primeiras manifestações modernistas do século seguinte. 

O livro tem como marcas um tom cáustico e é o primeiro de um novo estilo dentro da obra de Machado de Assis, apresentando audácia e inovação temática dentro do cenário literário nacional. Além de apresentar uma crítica sobre a sociedade burguesa do Rio de Janeiro do século XIX, Brás Cubas reconta e reconstrói a sua vida, os seus amores e os seus fracassos, ao mesmo tempo em que revela os labirintos da alma humana.  

Dom Casmurro

Esse é um dos livros mais conhecidos do autor e foi escrito de modo que admite sentidos diversos – mesmo incompatíveis entre si –, uma vez que o narrador pode ou não estar deturpando os acontecimentos de sua vida. Devido a presença de um narrador que não é confiável, a conclusão final sobre a história de Bentinho e Capitu fica a cargo do leitor. Capitu realmente traiu Bentinho com Escobar ou Bento Santiago estava imaginando coisas?

O livro confirma o olhar crítico que o autor estendia sobre toda a sociedade. Trazendo a temática do ciúme, o livro provoca polêmica em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira. Essa ambiguidade é uma das características marcantes de Machado de Assis, que explora as contradições da mente humana e a subjetividade da realidade.

Quincas Borba

Parte do movimento literário intitulado realismo – que se propõe a analisar as relações humanas de forma mais real –, o livro conta a história de Rubião, um professor de matemática que herda toda a fortuna de seu amigo, o excêntrico filósofo Quincas Borba. Após a morte do amigo, Rubião passa a viver uma realidade completamente diferente, cercado de luxo, e se torna objeto de manipulação por parte de seus “amigos”.

Por meio de personagens e diálogos complexos, o autor questiona a noção de progresso e de sucesso material, levando o leitor a refletir sobre a natureza humana e as consequências de nossas ações. Essa é uma obra que mescla drama, sátira e ironia, características marcantes do estilo literário de Machado de Assis.

Os livros estão disponíveis na Amazon, nas principais livrarias do país e no site oficial da Editora Landmark, clicando aqui.

Sobre a Landmark

A Editora Landmark vem desde sua criação desenvolvendo sua linha editorial com o intuito de trazer ao público-leitor brasileiro o acesso à boa literatura, seja ela nacional ou estrangeira. Deste modo, desenvolvemos linhas editoriais com textos e imagens que se complementam através de projetos elaborados especialmente para oferecer ao leitor cultura, entretenimento e momentos de lazer.

Estas linhas desenvolvidas apresentam-se em ficção brasileira, ficção estrangeira, crítica literária, ensaios sobre História e Filosofia, análise e apresentação de textos originais sobre os principais formadores da Sociedade Brasileira.

Apresenta também novas versões, sempre em edições bilíngues, para grandes textos e obras da Literatura Universal, ampliando com isso a oportunidade do público brasileiro no acesso aos textos originais de grandes autores, muitas vezes esquecidos ou deixados em segundo plano, mas essenciais na formação do espírito crítico. Saiba mais em:  editoralandmark.com.br

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