Neste livro, o leitor assume o protagonismo e escreve textos autorais
‘Rascunhos’ reúne poemas de Marcelly Tatiani e conta com espaços em branco para o público compor a obra junto a autora
Capa do livro ‘Rascunhos’, de Marcelly Tatiani
Rascunhos é um convite de Marcelly Tatiani para o público sair da posição de leitor e se tornar o escritor da obra. Cada capítulo é composto por um poema, que versa sobre temas universais da experiência humana, e uma página em branco para ser preenchida em conjunto com a autora.
As dores de um amor não correspondido, a busca por libertação no cotidiano, a tentativa de encontrar um sentido para a vida, a solidão do crescimento e a velocidade do tempo estão entre os temas abordados. A escritora ainda atravessa questões como amizades, o sentimento de insignificância e as despedidas.
— Ah, minha cara amiga, Nasci para sussurrar e não para sorrir, Cada ser tem sua sina, Pareço-me com você. Toco em todos e todos me ouvem, Porém ninguém me enxerga. Esta também é tua sina, viver e não ser vista. (Rascunhos, pg. 10)
Os 41 textos poéticos, que Marcelly Tatiani classifica como “rascunhos”, foram produzidos em diferentes fases da vida da autora. Ela começou a escrever na infância e deixou os trabalhos guardados por anos. Quando retornou a eles, já com uma graduação em Letras e uma pós-graduação em Jornalismo Institucional, decidiu publicá-los. Porém, manteve a inocência e a essência do momento em que os textos foram concebidos.
Com este livro, a escritora ressignifica sentimentos aprisionados e os liberta para que novas experiências possam surgir. É uma atitude pessoal, mas é também uma forma de auxiliar os leitores a refletirem sobre as próprias vivências e a se reconectarem com aquelas sensações que permanecem guardadas ao longo do tempo.
Graduada em Letras e pós-graduada em Jornalismo Institucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marcelly Tatiani iniciou o curso em Psicologia na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) com objetivo de se aprofundar na mente humana.
Como escritora, estreia com o livro ‘Rascunhos’, coleção de poemas e textos que escreveu em diferentes fases da vida.
Nesta aventura fantástica, uma menina descobre os poderes mais importantes do mundo
Com a obra infantojuvenil ‘Os Números de Ághora: Seven’, Fábio BeGi transmite valores universais e discorre sobre sentimentos humanos a partir da história de uma criança destinada a salvar um reino
Capa do livro ‘Os números de Ághora: Seven’, de Fábio BeGi
Elaine, protagonista de Os Números de Ághora: Seven, está na casa dos avós quando descobre a existência de um espiral que a levará para um mundo fantástico. Entusiasmada, a menina deixa sua vida pacata para se aventurar por um universo com vários reinos, criaturas fantásticas e florestas imponentes.
O livro escrito por Fábio BeGi vai acompanhar a trajetória da personagem humana em Ághora. Neste lugar, ela se envolve em uma batalha contra vilões poderosos para salvar todos os habitantes e evitar o domínio de pessoas mal-intencionadas. Não é uma missão concedida por acaso: a garota pertence a uma linhagem familiar que, de vez em quando, é convocada para solucionar os problemas deste mundo.
Você continua falando em justiça, quando vive em um mundo tão injusto quanto possível. Se um inseto ficasse preso na teia da tal aranha por curiosidade de saber o que era aquilo, ela deveria soltar seu alimento? Claro que não, a teia serve a seu propósito; prender. Meu reino serve a um propósito bem maior que aparenta. (Os Números de Ághora: Seven, pg. 240)
Com esta responsabilidade, Elaine cruza o caminho de figuras que se tornarão imprescindíveis para o enredo, como Chien, um pequeno guerreiro, e Sheeva, uma gatinha alada. O trio formará um elo capaz de enfrentar grandes problemas e mostrará aos leitores a importância da amizade para auxiliar nos conflitos diários.
A empatia, o cultivo do amor e a necessidade de enfrentar obstáculos para o amadurecimento são alguns dos temas abordados. Por meio de uma narrativa fluida, com mistérios e reviravoltas, Fábio BeGi conversa com os jovens sobre valores universais, como o senso de justiça, a busca pela paz, a honestidade e a bondade, para expressar que estes são os verdadeiros poderes das pessoas.
Projeto Cultura Videomaker ensina jovens de baixa renda de São Paulo a produzir vídeos com celulares
Idealizada pela Numen Produtora, iniciativa tem como objetivos introduzir os participantes à linguagem audiovisual e ampliar as oportunidades no mercado de comunicação
Acontece em São Paulo, até 02 de outubro, o projeto Cultura Videomaker, idealizado pela Numen Produtora, com patrocínio da BP Bunge Energia por meio da Lei de Incentivo à Cultura, do Governo Federal. A proposta é capacitar 90 jovens de baixa renda para a produção de vídeos usando celulares como ferramenta de gravação e edição.
O projeto tem como inspiração a pesquisa “Juventudes e Conexões”, realizada pela Rede Conhecimento Social em parceria com o IBOPE Inteligência, que ouviu 1.400 pessoas entre 15 e 29 anos, em 2019, e evidenciou o quanto a produção de conteúdo para redes sociais é impactante na vida desses jovens. Segundo o estudo, 51% dos participantes acreditam que a internet estimula a inovação ou a geração de ideias; 70% consideram que a internet estimula a colaboração entre empreendedores; e 30% afirmam que a relação consigo mesmo melhorou com o acesso a conteúdos sobre cabelo, corpo, sexualidade e identidade.
Em diálogo com essa realidade, o Cultura Videomaker tem como principais objetivos introduzir os participantes na linguagem audiovisual, promover a inclusão digital, melhorar o desempenho dos alunos em leitura, escrita e comunicação oral, além de ampliar as oportunidades dos jovens no mercado de trabalho. A programação do projeto inclui a realização de palestras, oficinas de audiovisual e um evento de encerramento, com a exibição de vídeos documentários produzidos pelos alunos do curso e ainda rola um setlist de DJ.
Na etapa São Paulo, iniciada em 15 de agosto, o projeto é direcionado a jovens atendidos por instituições parceiras, como Associação Helen Drexel, Centro de Assistência Social e Formação Profissional (Ciap – São Patrício) e Núcleo Assistencial Irmão Alfredo (NAIA).
Até o final do ano, o Cultura Videomaker deve passar também pelos municípios de Indaiatuba (SP), Sorocaba (SP), Porto Feliz (SP) e Pedro Afonso (TO), oferecendo a formação gratuita para 450 jovens a partir de 13 anos.
“Não há dúvidas de que a internet e os canais digitais democratizaram a forma como as pessoas consomem e produzem conteúdo. Ter domínio sobre este tema e entender as oportunidades que ele pode gerar no futuro é algo que pode fazer toda a diferença. A decisão de apoiar o projeto se deu justamente por considerá-lo como um excelente começo para que os jovens se desenvolvam na cultura audiovisual digital, garantindo assim diferenciais significativos para o seu desenvolvimento e qualificação profissional”, comenta Mara Pinheiro, diretora de Comunicação e Relações Institucionais da BP Bunge Bioenergia.
Programação Cultura Videomaker
São Paulo: de 15 de agosto a 02 de outubro
Palestra “A Produção no Audiovisual
A primeira atividade do projeto é um bate-papo sobre o tema “A produção Audiovisual”, que aconteceu no dia 15 de agosto, nas dependências do NAIA e CIAP São Patrício. A ideia foi de introduzir os jovens ao tema e incentivá-los a participar das aulas.
Como: exibição de vídeos produzidos pelos alunos do curso e setlist de DJ.
Sobre a BP Bunge Bioenergia
A BP Bunge Bioenergia, empresa formada pela joint venture das operações de açúcar e etanol da BP e Bunge, está entre as maiores empresas do setor sucroenergético do País. A companhia também é destaque em bioenergia (etanol e bioeletricidade), atua na transição energética com fontes mais limpas e renováveis e alimenta o mundo com o açúcar brasileiro. Presente nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins, suas 11 unidades agroindustriais têm capacidade de moagem de 32,4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Com mais de 8,5 mil colaboradores, a BP Bunge Bioenergia está focada na sua visão de ser referência mundial em energia sustentável. Para mais informações, visite o site da empresa clicando aqui.
Sobre a Numen Produtora
A Numen Produtora foi criada em 2016, na cidade de Campinas/SP. Trata-se de uma produtora cultural especializada em projetos de artes visuais elaborados para impactar a vida de pessoas e comunidades por todo o Brasil. Seus projetos são viabilizados pelo ProAC/ICMS (Programa De Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo) e pela Lei de Incentivo à Cultura (“Lei Rouanet”) e são adaptados para demandas sociais próprias à realidade brasileira.
Todos os projetos culturais da Numen Produtora estão alinhados aos 17 ODS (objetivos de desenvolvimento social da ONU). As principais temáticas abordadas nos projetos são sustentabilidade, capacitação profissional, ocupação do espaço público e empoderamento feminino, utilizando a cultura como ferramenta para desenvolver ambientes transformadores.
(Texto orientado pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, junto com o discente Caique de Oliveira Massa, do Ensino Médio, 2º Ano B, como parte integrante de incentivo à leitura e escrita poética, feito ao longo do ano letivo de 2023, na Escola Estadual de Tempo Integral e Regular Professor Bento De Siqueira, do município de Marapoama – SP).
Paulo Siuves: Poema ‘Aferindo o amorzômetro por você’
Paulo Siuves
Se eu pudesse calcular e a velocidade e se desse mais breve que o piscar de olhos…
Se eu pudesse medir e a medida não passasse de meio grão de ervilha…
Se eu pudesse estimar e sucedesse de o valor ser menor que o sussurro do vento…
Se o conteúdo total significasse apenas a porção de meia gota d’agua…
Se eu pudesse quantificar e o resultado coubesse na sombra de um suspiro…
Se pudesse aferir o peso, e esse correspondesse a meio grão de areia…
Se eu pudesse dimensionar o reflexo e o total fosse menor que o eco de um riso distante…
Se pudesse compreender que a matéria inteira se resumisse a meio átomo…
Se eu pudesse avaliar algo e o montante fosse mais tênue que o toque de um sonho…
Se ao conferir a circunferência e esta se comparasse à de meia partícula…
Se eu pudesse mensurar o brilho e a quantidade fosse mais sutil que a luz de uma estrela cadente…
Se, ao contrário de um inteiro, te desse meio conselho e o que eu pensasse fosse somente a minha meia opinião
Se, ao final de tudo, o ‘amorzômetro’ indicasse o tamanho do meu amor por você e esse valor fosse menor que qualquer medida dessas, ainda assim seria o suficiente para garantir a minha felicidade, mesmo se vivesse três vezes a minha vida.