Maloca Centro Cultural recebe cantor Yantó neste domingo

Em um encontro intimista de piano e voz, o artista Yantó chega à Maloca Centro Cultural, neste domingo (27), às 18h, para um show especial com canções inéditas de seu próximo disco

O cantor, compositor, produtor musical e performer Yantó
O cantor, compositor, produtor musical e performer Yantó

Yantó é cantor, compositor, produtor musical e performer. Mineiro de Bambuí, vive em SP desde 2006. Estudou música popular e dança na UNICAMP, onde também fez mestrado em Artes da Cena. Desde 2012, lançou dois álbuns, dois EPs e uma série de compactos com o pianista Chicão.

Até 2017 assinava seu trabalho com seu nome de RG, Lineker, mudando então para Yantó. Atualmente, se prepara para o lançamento de seu próximo álbum, produzido em parceria com Tó Brandileone.

Para este show, além das músicas inéditas do próximo álbum, Yantó também visitará obras de sua discografia. “Esse show foi feito especialmente para aqueles que são apaixonados pela música brasileira, estou animado”, destaca o artista.

Os ingressos podem ser adquiridos a R$10 cada, pela plataforma online Sympla. Na portaria, no dia do evento, a entrada custará R$20 por pessoa.

O prédio atual da Maloca fica na Rua Francisco Scarpa, 321, Centro, Sorocaba, e conta com acessibilidade para PCDs.

SERVIÇO:

Yantó em Sorocaba: voz e piano

Data: 27/08 (domingo)

Ingressos: a partir de R$10 pelo Sympla

Local: Maloca Centro Cultural (Rua Francisco Scarpa 231, Centro. Sorocaba)

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Hospital Colônia de Barbacena: autor evidencia brutalidade e exclusão social em livro

Entre ficção e fatos históricos, Evandro Aléssio retrata o caso de uma internação no manicômio brasileiro que foi comparado aos campos de concentração nazistas

Capa do livro 'A menina e o trem', de Evandro Aléssio
Capa do livro ‘A menina e o trem’, de Evandro Aléssio

A Menina e o Trem resgata um dos momentos mais sombrios da história do Brasil: a tragédia do Hospital Colônia de Barbacena, o maior manicômio do país, onde pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida em quase nove décadas de funcionamento. Por ter crescido no lugar que ainda hoje é considerado por muitos como a “Cidade dos Loucos”, o escritor Evandro Aléssio envolve os leitores em um livro de suspense, mas também apresenta fatos que inspiraram várias passagens e personagens da ficção.

O enredo se passa entre os anos de 1975 e 1979. Júlia é a filha do fazendeiro mais rico de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais e é atormentada por sonhos com trens nazistas. Ela começa a namorar um jovem camponês quando é surpreendida por uma gravidez indesejada. Então, em nome de uma suposta preservação da honra da família, seu pai a interna no manicômio.

A história se assemelha a de muitos pacientes do Hospital Colônia. Estima-se que 70% das pessoas internadas não tinham doenças mentais; a maioria era composta por excluídos da sociedade, os chamados “calos sociais”, como pessoas em situação de rua, andarilhos e alcoólatras, além de mães solteiras, idosos e PcD. As péssimas condições de tratamento estavam entre as principais causas de óbitos.

Naquela madrugada de Barbacena, a baixíssima temperatura teve a feição de um Anjo da Morte, com capa, capuz negro e uma longa alfange na mão. Levou dezessete pacientes que dormiam, nus, sob a tortura do capim afiado, tal como em um estábulo de uma fazenda de gado. (A Menina e o Trem, pg. 177)

O escritor utiliza de vários recursos criativos na obra: variação de cenários, mudanças de narradores, protagonismo compartilhado, envolvimento de instituições como a Maçonaria, a Polícia Civil e a EPCAR, cortes na trama para introduzir fatos históricos, além de incluir duas “teorias da conspiração”.

Resultado de 16 anos de escrita, entrevistas com a comunidade de psiquiatria e mais de 10 mil horas de dedicação, A Menina e o Trem é um romance para os leitores conhecerem de perto uma das maiores tragédias do país. É uma parte da história que a pacata cidade mineira de Barbacena gostaria de poder esquecer.

FICHA TÉCNICA

Título: A Menina e o Trem

Autor: Evandro Aléssio

ISBN: 978-65-00-69927-2

Páginas: 488

Preço: R$ 22,99 (e-book)

Faixa etária recomendada: 18 anos

Onde comprar: Amazon | Uiclap | Kobo

SOBRE O AUTOR

 Evandro Aléssio gosta de dizer que possui dupla “nacionalidade” mineira. Nascido em Ponte Nova, mudou-se com menos de um ano para Barbacena. É Tenente-Coronel do Quadro de Saúde da Força Aérea Brasileira e trabalha na função de Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, no Rio de Janeiro.

Como autor, é membro da Academia Barbacenense de Letras e já escreveu outros livros: “Inteligência Alimentar”, “A Energia do Silêncio”, “O poeta de Gastropinelândia”, além de ter participado de diversas coletâneas literárias. Estreou no gênero romance com a obra “PIN”, livro adotado por várias escolas do ensino fundamental e médio. “A Menina e o Trem” é seu mais recente título.

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NÚCLEO CABOCLINHAS faz mostra de repertório gratuita no Centro Cultural da Penha entre agosto e outubro

Grupo apresenta espetáculos Cora, Doce Poesia; Criança que canta também dança; Letras Perambulantes; Vidma, a menina trança-rimas e Bem do seu Tamanho

Cena do espetáculo Letras Perambulantes. Crédito: Michel Igielka
Cena do espetáculo Letras Perambulantes. Crédito: Michel Igielka
Baixe fotos dos espetáculos nos links abaixo:

Cora, Doce Poesia

Letras Perambulantes

Vidma, a Menina Trança-Rimas

Bem do Seu Tamanho

Conhecido por adaptar textos literários de autores brasileiros para o universo infantojuvenil, o Núcleo Caboclinhas apresenta quatro espetáculos de seu repertório, além de um show cênico, em uma mostra no Centro Cultural da Penha, entre 6 de agosto e 1º de outubro. Todas as apresentações são gratuitas e têm interpretação simultânea em LIBRAS.

Ao longo de seus 16 anos de existência, o grupo montou 21 trabalhos baseados nas obras de grandes nomes da nossa literatura nacional como: Tatiana Belinky, Rolando Boldrin, Patativa do Assaré, Ana Maria Machado, Guimarães Rosa, Cora Coralina e outros.

O Núcleo Caboclinhas é formado pelas atrizes Aline Anfilo, Geni Cavalcante, Giuliana Cerchiari e Luciana Silveira.

Em 2023, foi contemplado com a 39ª Edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da qual realiza a Mostra de Repertório. O projeto ainda conta com apoio do Centro Cultural da Penha.

Confira a programação completa

6/8, domingo, às 16h 

“Cora, doce poesia”, sobre a vida e a obra da poeta goiana mais conhecida como Cora Coralina.  A vida simples, os versos, as flores, os doces e as lições de vida de Cora Coralina estão impressos nesta singela homenagem à poetisa goiana Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas. A trajetória de sua vida, desde a infância até sua velhice, é contada e cantada com muito lirismo, muita música e muita poesia pelas atrizes do Núcleo Caboclinhas.

Indicado no Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2017 na categoria Melhor Cenário e Melhor Texto Original, além de ser premiado pelo Conjunto de Atrizes no XXXIX Festival Nacional de Teatro Profissional de Pindamonhangaba (FESTE), e Prêmio Especial do Júri pela Pesquisa Biográfica. 

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: de 7 a 17 anos

3/9, domingo, às 16h 

“Criança que canta também dança”, show de ritmos populares brasileiros, como, coco, carimbó, ijexá, caboclinhos, ciranda  – entre outros, criado a partir de um repertório de canções sobre mitos folclóricos como curupira e saci-pererê, compostas pela cantora e compositora Hilda Maria. 

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: a partir de 4 anos.

10/9, domingo, às 16h 

“Letras Perambulantes”, sobre a vida e a obra do poeta cearense Patativa do Assaré. Nesta adaptação, figuras reais que fizeram parte da vida do poeta se juntam à personagens fictícios que, entremeados por uma seleção musical, contam de forma leve, lúdica e original a história de Patativa. 

Premiado no XXXVII Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba nas categorias Melhor Atriz, Melhor Cenário e Melhor Trilha Sonora Original. 

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Faixa etária: de 8 a 17 anos

24/9, domingo, às 16h 

“Vidma, a menina trança-rimas”, da obra original da autora Tatiana Belinky e adaptado para o teatro pelo grupo e pelo diretor do espetáculo Gira de Oliveira. 

Vidma é uma menininha que mora em um lugar muito frio com sua família. Cheia de criatividade e apaixonada pelo mundo das bruxas, sempre encontra uma brecha para declamar poemas divertidos e limeriques de diversos bruxos e bruxas que já conheceu em seus pensamentos. Mas essa menina tem apenas uma certeza: a de que sua mãe é uma bruxa!

Principalmente quando experimenta sua sopa e chega a conclusão de que a comida só pode ser uma receita de bruxa. Só que mexer com bruxa pode ser uma brincadeira muito perigosa… E é esta receita “mágica” que a faz viajar para outro lado do oceano e viver diversas aventuras com figuras excêntricas e engraçadas.

Indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2015 na categoria Melhor atriz-coadjuvante. Premiado no XXXVIII Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba por Melhor direção e Melhor trilha sonora. 

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: de 4 a 8 anos.

1/10, domingo, às 16h 

“Bem do seu Tamanho”, da renomada autora infantil Ana Maria Machado e adaptado para o teatro pelo dramaturgo Evill Rebouças.

Pequena demais para escutar a conversa de adulto ou bem grandinha para chegar em casa com a roupa toda suja? Qual seria, afinal, o verdadeiro tamanho da menina Helena? É a partir dessas situações que Helena começa a questionar o seu tamanho e o tamanho das coisas.

Para tirar a dúvida, a menina sai pelo mundo com Bolão – seu Boi de Mamão feito do mamoeiro do quintal da sua casa – e encontra amigos que hora irão ajudá-la, hora irão confundi-la mais ainda. No final dessa aventura, a menina Helena, junto com seu Boi de Mamão, tem uma grande revelação.

Indicação ao Prêmio FEMSA 2013 nas categorias Melhor Trilha Sonora e Melhor Texto Adaptado. Premiado nos festivais: XXXVI Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba (2 categorias); XI Festival Nacional de Teatro da Amazônia (4 categorias) e FIT Bahia 2014 (7 categorias). 

Duração: 60 minutos

Classificação: livre

Indicação etária: de 4 a 12 anos.

SOBRE O NÚCLEO CABOCLINHAS

Em 2023, o Núcleo Caboclinhas completa 16 anos de trajetória artística comprometida com a pesquisa, difusão e valorização da diversidade cultural brasileira, celebrando os 21 trabalhos, inspirados em escritos de Rolando Boldrin, Guimarães Rosa, Patativa do Assaré, Câmara Cascudo, Ana Maria Machado, Tatiana Belinky, Cora Coralina, da cordelista Cleusa Santo e muito mais. 

Além dos quatro espetáculos teatrais destinados ao público infanto-juvenil, também integram o repertório do grupo os show musicais, narrações de histórias, intervenções e cortejos lítero-musicais de resgate dos costumes e tradições nacionais, como os ritmos nordestinos, caipiras e caiçaras, as festas populares, as canções carnavalescas e folclóricas. 

Ao longo deste caminho de atividades, o grupo conquistou o reconhecimento da crítica especializada e atingiu mais de 50.000 espectadores. Participou de mostras e festivais de teatro nacionais, além de ter tido a honra de percorrer o território brasileiro levando suas peças para mais de 5 estados e também de fazer uma itinerância cultural por Portugal com o espetáculo Letras Perambulantes em 2016. 

O grupo foi laureado com importantes prêmios nacionais e contemplado em editais de circulação de espetáculos das secretarias de cultura municipal e estadual de São Paulo, do Governo Federal e do SESI. 

FICHA TÉCNICA

Coordenação geral: Núcleo Caboclinhas 

Produção executiva: Marina Mioni (Caruá Produções)

Assistente de produção: Taís Cabral

Atrizes: Aline Anfilo, Geni Cavalcante, Giuliana Cerchiari e Luciana Silveira

Musicistas: Carolina Nagayoshi, Fefê Camilo, Ingrid Sena, Laura Santos e Thais Renata

Bailarina de danças brasileiras: Ana Cláudia Lima

Técnica de luz: Cristiane Urbinatti

Técnicos de som: Leandro Goulart, Caio Bars, Cic Morais e Kefren Buso

Cenotécnico: Paulo Pellegrini

Intérprete de Libras: Fabiano Campos

Educadoras: cami oliveira e Marina Pontieri

Designer gráfica: Mari Moura

Ilustradora: Liu Olivina

Redes sociais: Príscila Galvão

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Apoio: Centro Cultural da Penha

Realização: Núcleo Caboclinhas

SERVIÇO

Mostra de repertório do Núcleo Caboclinhas

Quando: de 6 de agosto a 1º de outubro de 2023

Consulte a programação acima

Centro Cultural da Penha – Largo do Rosário, 20, Penha de França

Quanto: Grátis, distribuição de ingressos uma hora antes de cada apresentação

Acessibilidade: todas as apresentações têm tradução em LIBRAS. 

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Memórias da saudade

Ivete Rosa de Souza: Crônica ‘Memórias da saudade’

Foto da colunista Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza

Saudades são doces memórias, legado que o destino adocicou e colocou em nossas vidas. Sentimos um cheiro bom, de alguma forma lembramos de alguém, algum lugar, ou acontecimento. Ouvimos uma música, lá vem a memória, o doce acorde da saudade.

O amor, a beleza do encontro firmado no tempo. Saudades da meninice, dos folguedos, do carinho e presença de nossos pais, avós e tantas pessoas que de alguma forma nos tocaram o coração.

A alma nos presenteia com sentimentos felizes, gentilmente nos doa essa presença de luz, geralmente em nossos dias de introspecção ou de desencanto.

            Abre as portas da memória, para nos fazer sentir, ver a vida transitória. Mostrando nos pequenos momentos que vivenciamos paz, alegria e companheirismo. É assim a vida, feita de pequenos blocos, empilhados um a um, com o nosso tempo vivido com aqueles que compartilharam vida, amor amizade, ou simplesmente um único momento que marcou para toda a vida.

A vida é continuamente feliz se olharmos para trás, constatando as memórias felizes. Claro que todos nós temos nossos percalços, altos e baixos. Tropeços que sabiamente preferimos esquecer. Lembranças tristes causam dor, saudades substituem essas memórias que nos causam dor, por outras costuradas à mão por dias felizes, essas as memórias saudosas, que nos fazem rir, sentir um calor na alma, um lampejo de esperança no coração.

Somos feitos de pequenos e grandes acontecimentos. Saudosos de boas memórias, dos dias das primeiras conquistas. O primeiro dia de aula, o primeiro amor, o primeiro beijo e tantos outros primeiros momentos de grandes acontecimentos.

A primeira palavra de um filho, o primeiro passo não esquecemos, fica gravado e repetidamente visualizamos com alegria e saudade.

Um dia eu e todos os outros humanos com certeza teremos saudades de ter habitado este planeta. E quando alguém, em um momento lembrar de um de nós, seremos essa partícula, esse pequeno bloco de uma memória que esse alguém, sorrindo, lembrará de nós, com saudade.

E tenha certeza, também sentiremos saudades dessa pessoa. Constatando que amamos e fomos amados.

Ivete Rosa de Souza

Contatos com a autora

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O Homem do cobertor cinza

Eliéser Lucena: Crônica ‘O homem do cobertor cinza’

Foto do colunista Eliéser Lucena
Eliéser Lucena

E lá vem ele! Meio cambaleando, de vez em quando se equilibra. Não se sabe o motivo. Pode ser etílico, distúrbio ou padecimento, não se tem certeza. Certo mesmo é que ele estará lá, independentemente do dia, clima ou horário, é presença certa.

Causa repulsa em muitos pois está descalço, roupas rotas, fede, faltam alguns dentes, cabelos longos e barba desgrenhada. Magro e maltratado, dorme onde dá, debaixo de marquises ou paradas de ônibus, enfim, uma aparência realmente bizarra, medonha.

                Corre de um lado ao outro, conversa, faz discursos inflamados, mostra algo para alguém, discute e resolve problemas dos mais diversos, em um mundo paralelo com outra percepção ou fantasia mesmo, já que não se pode ver com quem nem os motivos que o levam a conversar sozinho.

                Muitos dizem ser desequilibrado, talvez algum tipo de patologia mental que o atinge de forma severa, talvez desilusão amorosa? Quem sabe não foi forjado assim com o tempo e hoje é apenas um reflexo de alguém que habitou aquele corpo? Um bom especialista poderia elucidar a questão.

                Há os que simplesmente ignoram, pensando se tratar de responsabilidade de algum órgão governamental, quem sabe alguma instituição religiosa (a mesma que traz a sopa). Alguns comparam com um animal a ser extirpado do convício das pessoas “normais” já que representa a sujeira a ser colocada debaixo do tapete. E diga-se: que não saia de lá.

                Mas todas as vezes que vejo o homem do cobertor cinza, muitas coisas permeiam a mente, com um olhar mais humanizado, uma vez que todos os outros olhares já foram lançados sobre aquela criatura decadente.

                Ora vejamos: é um ser humano, queiramos nós ou não. Nasceu, teve (ou tem) alguém por ele, uma família, uma mãe, um pai, irmãos, parentes, sei lá. É impossível alguém simplesmente brotar no mundo com aparentes 60 ou 70 anos, do nada e optar por viver em um mundo paralelo e pestilento.

                A partir daí começo a me perguntar quais fatores o levaram ao resultado que pode ser visto e, claro, os já citados voltam à mente. Álcool, drogas, erros de avaliações e/ou escolhas, quem sabe? Pode ser um ou todos eles. Difícil de avaliar.

                Olhando para os lados, no rumo de casa, ao atravessar a rua, temos templos religiosos de todas as vertentes. Será que até para eles o homem do cobertor cinza é invisível? Ou nem mesmo a misericórdia de Deus consegue alcançar alguém que de tanto cair, já nem tem mais identidade?

                Então vem o sentimento que nos permeia a existência, onde somos formados a reproduzirmos padrões, a acreditar em todas as certezas impostas. Somos todos seres humanos, todos irmãos e vindos da mesma raiz, ou seja, todos deveriam ao menos ter o mínimo de dignidade para sobreviver… será?

                E o pior de todos os sentimentos, o que me dá calafrios é a impotência de saber que não é o único, não será o último e, ainda assim, há uma fila para ocupar o seu lugar debaixo da marquise. Então como é que se resolve isso? Eu, infelizmente, não tenho a resposta, talvez não seja apenas uma.

                Mas uma coisa que tenho certeza é que todo mundo tem na sua rua, bairro ou cidade, um homem do cobertor cinza. Ele é praticamente uma entidade, uma presença constante, sem rosto, sem vontade e sem escolha, ele está lá, debaixo do tapete, mas à vista de todos. Ignorado como uma praga que não conseguimos nos livrar, portanto, tolerado.

                Parece que algumas percepções se perderam em um caminho de competição, onde a criação não importa, contanto que possamos crer em um criador que salve apenas a nós, os merecedores. E o que nos faz merecedores? Aí fica a cargo de cada um.

Eliéser Lucena

Contatos com o autor

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É saudade

Virgínia Assunção: Poema ‘É saudade’

Virgínia Assunção
Virgínia Assunção

Escreves em tua alma o meu nome

Forjas em mim, teu perfil, tuas linhas…

Com as pontas dos teus dedos

Com as tuas lindas mãos.

– Amo-as!

Mesmo ausente, sinto no ar

Um suave e doce perfume

Sobrevindo das tuas gentilezas,

Dos teus gracejos…

É saudade…

Como sinto falta dos teus beijos;

-Não! Do teu beijo,

O único que dei e recebi.

No entanto, estás sempre em meus sonhos,

Sempre te abraço e te beijo.

Afinal, eu tenho um beijo, só um,

Guardado em meus lábios

Para lembrar-me o quão bom

É o gosto da tua boca.

É saudade…

Dessa doce e terna ilusão

Que fez morada em meu coração.

Virgínia Assunção

Contatos com a autora

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Sucesso estrondoso na 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra!

A 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra chegou ao seu grandioso fim, deixando um legado de cultura, literatura e artes que ecoará por muitos anos

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Marquês Lisboa e Janaina da Cunha (Bisneta de Euclydes da Cunha)
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Marquês Lisboa e Janaina da Cunha (Bisneta de Euclydes da Cunha)

A 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra chegou ao seu grandioso fim, deixando um legado de cultura, literatura e artes que ecoará por muitos anos. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Taboão da Serra em parceria com a Academia Hispano-brasileña de Ciencias, Letras y Artes (AHBLA), superou todas as expectativas, reunindo escritores, leitores e amantes das letras de todo o país.

A Bienal, que ocorreu ao longo da última sexta-feira(18) e sábado(19), contou com uma série de atividades que enriqueceram o cenário cultural da cidade. A programação incluía lançamentos de livros, antologias, apresentações de dança, exibições de cordéis e encontros com autores renomados. Um dos momentos mais emocionantes foi a presença ilustre de Janaina da Cunha, bisneta do renomado autor Euclydes da Cunha, que deixou saudades por gerações.

Janaina da Cunha, que também é autora de diversos livros, expressou sua alegria em participar do evento e celebrar o legado literário de sua família:

“É uma honra imensa poder participar desta Bienal do Livro e compartilhar a história literária de minha família com os leitores e amantes da literatura aqui presentes. A realização deste evento em Taboão da Serra é um marco importante para a promoção da cultura e do conhecimento. “

Outro destaque foi a presença do Marquês Lisboa, autor best-seller, que esteve presente lançando seu mais novo livro o E(U)mocional. Lisboa enfatizou a importância de eventos como a Bienal para estimular a mente e a imaginação:

“A literatura e a arte têm o poder de expandir nossos horizontes, permitindo-nos compreender diferentes perspectivas e estimulando nossa criatividade. Esta Bienal é um exemplo notável de como a cultura pode enriquecer a comunidade.”

Além de grande parte dos acadêmicos da AHBLA o evento contou com a presença da Miss Taboão da Serra Dayane Burgos, de Pedro do Cordel, da artista plástica Amanda Sanzi entre outros.

Ao longo da Bienal, também ocorreram sessões de autógrafos, debates literários, rodas de conversa e atividades interativas para crianças e jovens, buscando incentivar o hábito da leitura desde cedo. A diversidade de temas abordados nos eventos proporcionou uma experiência enriquecedora para todos os públicos.

A 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra foi um sucesso incontestável, não apenas como um evento literário, mas como um marco cultural para a cidade e seus arredores. A organização impecável da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Taboão da Serra e da AHBLA merece reconhecimento especial pelo empenho em promover a literatura e a cultura local.

GALERIA DE FOTOS

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Marquês Lisboa e Miss Taboão da Serra Dayane Burgos

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Amanda Sanzi foi destaque com sua arte plástica

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Diversos livros com lançamento na Bienal

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Público Presente

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Público Presente

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Jovens formaram grande parte do público presente

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Escola de Municipal de Dança e Arte

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Escola de Municipal de Dança e Arte

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