Livraria da Vila e Editora Ciranda Cultural realizam feira com livros a partir de R$ 10 em São Paulo

Com títulos de diversos estilos, a ação acontece nos meses de agosto e setembro, na unidade da Vila no Aurora Shopping Londrina

Logo a Livraria da Vila
Logo da Livraria da Vila

Uma das mais completas e inclusivas redes de livrarias do país, a Livraria da Vila, em parceria com a Editora Ciranda Cultural, promove nos meses de agosto e setembro uma feira de livros com títulos de diversos estilos a preços acessíveis em São Paulo. A ação faz parte da série de iniciativas da Vila em prol da democratização da leitura.  

Durante a feira, que acontece até 30 de setembro na Vila do Shopping Eldorado, no Zona Oeste, será possível encontrar títulos com valores a partir de R$ 10. O acervo conta com clássicos como a Arte da Guerra, de Sun Tzu, O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, além de publicações totalmente voltadas ao público infantil, como Barbie – Meu diário de segredosEspaço, e muito mais.

Título: A Arte da Guerra

Autor: Sun Tzu

Sinopse: Segundo o autor, a guerra é um assunto de grande importância para o Estado; o reino da vida ou da morte; o caminho para a sobrevivência ou a ruína. É indispensável estudá-la profundamente
R$ 15

Título: O Pequeno Príncipe

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Sinopse: Escrita há mais de 70 anos e traduzida para quase 250 idiomas, O Pequeno Príncipe é uma obra-prima universal, repleta de poesia e emoção, que ultrapassa a ação do tempo. Uma história singela, que nos ensina a desvendar os segredos do que realmente é importante na vida.
R$ 15

Título: Espaço

Autor: Lígia Knobl

Sinopse:  Uma viagem inesquecível pelo lugar mais misterioso de todos: o Espaço Sideral! Com este livro, a criançada vai descobrir curiosidades sobre os planetas e o Universo. Com o uso da lanterna mágica para iluminar as páginas é possível ver imagens incríveis.

R$ 10

Título: Barbie – Meu Diário de Segredos: com caneta especial

Autor: Ciranda Cultural

Sinopse: A ideia é manter os segredos a salvo com a Barbie.  Escreva sobre sua vida, sua família, seus amigos e muito mais usando a caneta especial com tinta invisível. Depois, ilumine as páginas com a luz que vem na tampa para ver a mágica acontecer!

R$ 25

SERVIÇO:

Feira de livros Livraria da Vila e Ciranda Cultural

Endereço: Shopping Eldorado – Av. Rebouças, 3970 Piso 1 – Pinheiros, São Paulo/SP

Data: até 30/09

Horário: De segunda a sábado das 10h às 22h, domingos e feriados das 14h às 20h.

Sobre a Livraria da Vila – Com 37 anos de mercado, a Vila conta com dezoito lojas, sendo quinze em São Paulo, duas no Paraná, uma em Brasília. A Livraria da Vila busca cada vez mais se consolidar no cenário editorial, e apresentar-se como um espaço acolhedor, receptivo e democrático.

Muito mais do que um lugar que reúne grandes obras da literatura – são mais de 200 mil títulos em seu acervo, continuamente atualizado –, a Livraria da Vila se preocupa em participar ativamente das comunidades que cercam suas unidades, tornando-se ponto de encontro dos amantes dos livros, da literatura, da música, das artes e da diversidade.

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Maurício de Almeida lança ‘Equatoriais’ pela Maralto Edições

Obra amplia o foco proposto pelo bem-sucedido ‘Beijando dentes’, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura

Capa do livro 'Equatoriais' e foto do autor, Maurício de Almeida
Capa do livro ‘Equatoriais’ e foto do autor, Maurício de Almeida

Após um hiato de sete anos, Maurício de Almeida, vencedor do Prêmio Sesc de Literatura e do Prêmio São Paulo, volta à cena literária brasileira com Equatoriais, um livro com treze contos que mergulha o leitor em viagens pelo Brasil e pelo universo da subjetividade humana.

Lançamento da Maralto Edições, cada conto da obra é uma viagem singular em que a busca por respostas é motivada pelo desconforto pessoal dos personagens, gerando intensos processos de aprendizado e autodescoberta. 

Equatoriais vai além das fronteiras geográficas e revela um Brasil invisível aos olhos desatentos. As histórias sensíveis e cativantes dos personagens expõem um panorama sentimental diverso, explorando o amadurecimento tanto individual quanto coletivo.

“A concepção do livro aconteceu ao longo da última década”, explica Maurício de Almeida. “Tal como Beijando dentes (Record, 2007), o livro foi construído aos poucos: assim que passei a acumular alguns contos esparsos, notei que parte deles dialogava entre si, que tratava de temáticas semelhantes. Então, passei a escrever novos contos a partir dessa temática comum, que, no caso de Equatoriais, referia-se a deslocamentos pelo Brasil e ao impacto que essas situações causavam nos personagens.

Um fato interessante sobre a produção do livro foi tê-lo encerrado durante a pandemia, pois foi durante a quarentena, quando não era possível sequer sair de casa, que concluí uma obra cujo tema central é viajar.”

Com um enredo envolvente e uma linguagem que combina poesia e relato, Equatoriais abre com o conto que dá título ao livro. Nele o autor dimensiona o trajeto, escreve as estradas pelas quais se buscam e colidem não apenas as relações de afeto, mas a própria planta baixa do país.

O leitor faz uma travessia pelos estados brasileiros, e se depara com povos originários, generais e relações paternas. “Estuário” revela pai e filho numa situação inusitada que os fará jogar, literalmente, o mesmo jogo. Em “Adentro”, o leitor faz um mergulho na desolação indígena diante de uma transamazônica que não leva a lugar nenhum.

“O livro é autobiográfico na mesma medida em que Flaubert é madame Bovary”, reflete Maurício. “Os contos, os personagens são mobilizados por coisas que me mobilizam também, mas as experiências que vivem, a forma como encaram e resolvem os dilemas que confrontam em nada me dizem respeito.

O que talvez seja mais compartilhado entre nós (personagens e eu) seja a posição de que falam sobre essas experiências. Por exemplo, quando se deparam com questões indígenas, a posição de onde falam é de um homem branco, urbano, a quem a vivência compartilhada necessariamente impõe uma diferença, fato que os impede de assumir a voz indígena.”

Sem publicar livros desde 2017, quando recebeu o cobiçado Prêmio São Paulo de Literatura na categoria autor estreante com menos de 40 anos pelo romance A instrução da noite, Maurício vem se expandindo em outras expressões artísticas, imprimindo novas habilidades em peças de teatro e roteiros de curta-metragem.

Essa rica imersão em diferentes linguagens é a base de sua habilidade única de transitar com maestria entre os universos literários, explorando as nuances que cada um oferece e trazendo à tona novidades que enriquecem suas obras. Em Equatoriais ele expande o foco, que anteriormente dedicava-se à família e aos afetos íntimos, ao explorar afetos fraternos, românticos e eróticos.

O livro já está disponível nas principais livrarias e plataformas digitais e é uma rica oportunidade de viagem pelo Brasil e pela complexidade das relações humanas.

EQUATORIAIS:

Páginas: 156

Autor: Maurício de Almeida

Preço: R$ 44,90

Editora: Maralto Edições

Vendas: https://loja.editorapositivo.com.br

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Gargarejo Cia Teatral ministra oficinas gratuitas de canto e danças afro-brasileiras 

Atividades acontecem entre os dias 22 de agosto e 4 de setembro no Espaço ao Cubo

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Premiada pelo musical “Bertoleza”, a Gargarejo Cia Teatral ministra oficinas gratuitas de canto e danças afro-brasileiras no Espaço ao Cubo. As atividades são viabilizadas por meio da 2ª edição do Edital de Apoio a Projetos Culturais de Múltiplas Linguagens da Secretaria Municipal de Cultura.  

A atriz, bailarina e cantora Taciana Bastos é a responsável pela oficina de danças afro-brasileiras. A ideia da prática é resgatar a corporeidade e a ancestralidade da África e da Bahia.  

A atividade é aberta para pessoas negras e não negras de todas as idades interessadas na cultura e nas danças de matriz africana. Serão disponibilizadas 10 vagas por data. Os encontros acontecem nos dias 22, 23, 29 e 30 de agosto, às terças e quartas, das 19h às 21h. As inscrições são feitas aqui.

Já a oficina de canto é ministrada pelo multi-instrumentista, professor, compositor e arranjador Thiago Mota. Os alunos aprenderão a se expressar utilizando a voz cantada, a partir das potencialidades dos seus aparatos vocais. Ao mesmo tempo, o músico vai estimular a percepção auditiva do espaço e do coletivo.

As aulas são indicadas para maiores de 16 anos e acontecem em quatro dias: 28 e 31 de agosto e 1º e 4 de setembro, às segundas, na quinta e na sexta, das 20h30 às 22h. São 15 vagas disponíveis e a inscrição deve ser feita aqui.  

Sobre Taciana Bastos

Atriz, bailarina e cantora, natural de Salvador-BA, formada em Interpretação Teatral pela UFBA, interpretação para cinema e TV e em ballet clássico e jazz dance. Atuou em 4 peças premiadas pelo Prêmio Braskem e em 2020 no espetáculo vencedor do prêmio APCA “Bertoleza”. No audiovisual, já atuou em filmes e séries, e, como dançarina, participou de competições, shows e videoclipes pelo país. Atualmente se especializando em danças afro-diaspóricas e urbanas.

Sobre Thiago Mota

Ator, cantor, músico multi-instrumentista, professor, compositor e arranjador. Fez parte de diversas montagens como “Os Quatro Cantos de Elpídio” da Navega Jangada, “Poetas Empoeirados ou canções para crianças revolucionárias” com a Cia Variante, “Amor Manifesto ou poema da pequena morte” do Coletivo Amapola “Resiliência” do Núcleo da Maré ao Luar, “ONCE o musical” e “Bertoleza” da Gargarejo Cia Teatral.

Sobre a Gargarejo Cia Teatral

Formada por uma equipe focada na perspectiva étnico-racial para aquilombar e empretecer saberes, a Gargarejo Cia Teatral conta com artistas de diversas áreas, como artes plásticas, dramaturgia, artes cênicas, direção, cenografia, musicalidade e produção. A companhia teve início em 2014, em Campinas, em parceria com renomadas instituições da região, como a Universidade de Campinas (UNICAMP), o Conservatório Carlos Gomes, a Estação Cultura de Campinas, as Prefeituras de Campinas, Sumaré e Vinhedo e o Lar dos Velhinhos de Campinas.

O coletivo está interessado em produzir arte popular, focado em uma perspectiva étnico-racial e refletindo sobre colonização versus identidade. Articulando a vivência periférica na cena como protagonista. Em 2015, iniciou uma pesquisa sobre O Cortiço, que resultou na microcena Bertoleza – uma pequena tragédia: ponto de partida para o processo de investigação que, em 2019, completa quatro anos. Em 2017, o grupo se estabelece na cidade de São Paulo e, durante esse período, realiza diversas experimentações cênicas e musicais, propõe leituras, debates, rodas de conversa e apresentações das canções.

SERVIÇO

Oficina de danças afro-brasileiras, com Taciana Bastos

Data: 22, 23, 29 e 30 de agosto, às terças e quartas, das 19h às 21h

Local: Espaço ao Cubo – R. Brigadeiro Galvão, 1010 – Barra Funda

Valor: gratuito

Inscreva-se aqui:  https://forms.gle/wUzgKrQ3MuyroJH4A

Capacidade: 10 pessoas por data

Oficina de canto, com Thiago Mota

Data: 28 e 31 de agosto e 1º e 4 de setembro, às segundas, quinta e sexta, das 20h30 às 22h

Local: Espaço ao Cubo – R. Brigadeiro Galvão, 1010 – Barra Funda

Valor: gratuito

Inscreva-se aqui:  https://forms.gle/6CR7sZwRU2sw9nGDA

Capacidade: 15 pessoas ao todo

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3 lições do livro ‘1984’

Wanderson Reginaldo Monteiro: Artigo ‘3 lições do livro ‘1984’

Foto do autor e colunista Wanderson R. Monteiro
Wanderson R. Monteiro

O livro ‘1984’ é um clássico mundial que ainda hoje chama a atenção de muitos leitores. O livro, através da história contida em suas páginas, chega a nos fazer temer que tal história venha, algum dia, a se tornar realidade em nosso mundo, ou em nossas vidas.

O livro é repleto de lições para refletirmos e pensarmos, mas, nesse texto, quero destacar três lições específicas dessa história para que possamos pensar e refletir, de maneira que possamos aprender com essa narrativa que ainda continua sendo impactante e, assustadoramente, tão atual.

A primeira lição do livro que venho destacar é sobre o perigo do totalitarismo.

O livro ‘1984’ retrata uma sociedade distópica governada por um regime totalitário, conhecido como Partido. O Partido tem controle sobre tudo e sobre todos, de maneira que suas vontades são soberanas, e todos aqueles que se colocam contra esse sistema são tomados como inimigos do Partido. Esses dissidentes, tomados como inimigos, quando descobertos pelo Partido, simplesmente “desaparecem”, e sua existência é, literalmente, apagada da história, de maneira a parecer que eles nunca existiram.

Ao ler ‘1984’, tomamos conhecimento sobre os perigos e as consequências nefastas do controle excessivo do Estado sobre a vida dos cidadãos. De maneira que, mesmo sendo uma obra de ficção, a partir de sua narrativa, podemos ter um vislumbre dos perigos de dar ao Estado o poder e o controle sobre todas as coisas, inclusive, de nossas vidas.

A segunda lição, que pode ser facilmente percebida na história, consiste no perigo da manipulação da informação.

Através do personagem principal, Winston Smith, o livro nos mostra o perigo da Informação nas mãos do governo, do Estado, e como esse tema é de suma importância para o controle da população.

No decorrer da narrativa, podemos ver e aprender como a distorção e o controle das informações sobre os acontecimentos cotidianos e da História, podem ser usados para moldar e controlar a percepção das pessoas, mudando completamente a forma como elas vêem e percebem o mundo e os acontecimentos à sua volta.

No livro, o ‘Partido’ controla toda a informação, de maneira que todas as informações são favoráveis à ele. Pensem em um governo que tenha o controle sobre os canais de TV, sobre as rádios, sobre a internet, controle sobre tudo o que pode vir a ser publicado nas redes, ou não. O ‘governo’ que tiver esse poder poderá controlar tudo o que é dito ao seu respeito, assim como dizer o que quiser a respeito de qualquer um, como, por exemplo, seus opositores, e mudar toda a ideia de ‘verdade’, assim como a percepção da realidade. Essa ideia é expressa pelo slogan do Partido, que diz que: “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”. E isso nos leva a próxima, e última, lição dessa nossa reflexão.

A terceira lição, também facilmente de ser percebida no livro, consiste no perigo, e na realidade, da luta pelo controle da narrativa.

Através de suas páginas, ‘1984’ aborda a importância da luta pelo controle da narrativa e da informação. O Partido, tendo todos os meios de informação nas mãos, usa desses meios para estabelecer a sua própria verdade.

Através do controle dos meios de comunicação, o Partido reescreve a História segundo a sua vontade, sempre se colocando como defensor e benfeitor do povo.

No livro, até mesmo as artes são usadas como meio de propaganda pelo Partido, de maneira que, os filmes, revistas, livros, músicas, etc, eram utilizados para passar mensagens de louvor e engrandecimento ao Partido, e ao Grande Irmão, seu líder supremo, assim como para influenciar as pessoas a terem os hábitos que o Partido queria que elas tivessem. Assim, as artes também eram um dos meios utilizados para o controle da população, e para a exaltação dos feitos do Partido, e do Grande Irmão, onde toda a História era reinventada.

Ao ler ‘1984’, aprendemos que a liberdade de imprensa, a liberdade de informação, a liberdade de poder criticar os atos dos governantes por todos os meios possíveis, e a busca pela verdade, são cruciais para resistir à manipulação e à propaganda governamental, e para a preservação da democracia.

Em um mundo onde todos buscam ter o maior controle possível sobre os outros, onde o conflito de narrativas ainda é uma realidade, onde governos e governantes buscam moldar a sociedade de acordo com suas vontades, utilizando de todos os meios possíveis para isso, a leitura desse livro e o despertar para essas três lições se fazem úteis, e até urgentes.

Que todas as lições de ‘1984’ nos sirvam de alerta. E que possamos estar sempre dispostos a aprender as lições que os clássicos têm a nos ensinar, e que nos tornemos cada vez mais sábios através de sua instrução e conhecimento.

Wanderson R. Monteiro

Contatos com o autor

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Liceu de Artes e Ofícios prorroga exposição em homenagem a Victor Brecheret até 9 de setembro

Com curadoria de Fernanda Carvalho e Ana Paula Brecheret, neta do artista, a mostra discute a escala das obras produzidas por um dos alunos mais ilustres da escola

Victor Brecheret, Três Graças indígenas - Crédito: Instituto Victor Brecheret
Victor Brecheret, Três Graças indígenas – Crédito: Instituto Victor Brecheret

Link para mais fotos em alta: https://flic.kr/s/aHBqjAC9Nc

A exposição Victor Brecheret: o mestre das formas, em cartaz no Liceu de Artes e Ofícios, está prorrogada até o dia 9 de setembro. Sucesso de público, a mostra já atraiu cerca de 2.500 visitantes para um dos principais centros de ensino da cidade de São Paulo, o Liceu de Artes e Ofícios, que comemora 150 anos neste ano.

Em celebração da data, a escola homenageia um dos seus mais ilustres alunos, o escultor Victor Brecheret. Realizada em parceria com o Instituto Victor Brecheret, a mostra apresenta a trajetória de um dos maiores nomes da escultura do país e do mundo. Quem assina a curadoria é Fernanda Carvalho e Ana Paula Brecheret, neta do artista.

Nascido na Itália, Brecheret emigrou para o Brasil ainda nos primeiros anos de vida. Um dia, caminhando pelo Viaduto do Chá, enquanto ainda trabalhava consertando sapatos com a família, o jovem Victor Brecheret – na época com 15 anos – achou um jornal que publicara uma foto de uma escultura do francês Auguste Rodin, e percebeu ali, naquele momento, que era aquilo que gostaria de fazer, comentando com sua tia, que o levou até o Liceu e o matriculou no curso de Desenho e Modelagem, onde estudou por dois anos. Assim nascia uma profícua relação que formaria um dos mais geniais artistas brasileiros.

Foi lá que teve os primeiros contatos com a escultura, e esse período na escola serviu como base para que depois o artista fosse estudar em Roma, e se tornasse um dos principais nomes responsáveis pela introdução da escultura brasileira no movimento modernista internacional. Ao longo de sua profícua carreira, Brecheret transitou entre as cidades de São Paulo, Paris e Roma.

A exposição, que ocupa o primeiro pavimento do Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, reúne 14 obras de coleção particular, divididas em seis núcleos, datadas entre as décadas de 1910 e 1950. Nela, a curadoria busca discutir a escala das obras produzidas pelo artista ao longo de sua trajetória.

Brecheret aproveitou-se de muitas tradições do fazer e de diversos materiais, executando desde obras monumentais com mais de trinta figuras de 6 metros de altura cada até pequenas peças representando dançarinas voláteis, mitos polivalentes e paixões estilizadas”, afirma Fernanda Carvalho.

Em Victor Brecheret: o mestre das formas o intuito é elucidar as contraposições trabalhadas pelo escultor. Segundo a curadoria, “a ideia é percorrer o amplo arco temático da produção do artista que dialogou com o sagrado e o profano, o masculino e o feminino, o oriente e o ocidente, a cultura dos povos originários e a mitologia, apresentadas em obras multiformes e de diferentes épocas históricas”.

Dividido em 6 núcleos – “Núcleo Modernidades – Figura de convite”, “Núcleo Vanguardas”, “Núcleo Memórias”, “Núcleo Modernismos – Contextos”, “Núcleo Tecnologia” e por fim, “Núcleo Múltiplas sintaxes” – o percurso expositivo da exposição propõe exames breves, mas densos de aspectos emblemáticos da trajetória do escultor a partir de suas próprias peças. Neles, os visitantes encontrarão memórias pessoais, iconografias, réplicas digitais, e a manipulação de materiais envoltos, cada qual, em ambientações cenográficas criadas especialmente para eles.

Núcleo Modernidades – Figura de convite, propõe um diálogo entre peças produzidas por Brecheret e outros artistas modernistas, como Jean Baptiste Houdon, por meio de um podcast criado pelas curadoras, com conversas imaginárias e emocionais que aproximam os personagens expostos; como a obra Dama Paulista (Retrato de Dona Olivia Guedes Penteado), de Brecheret, e Diana, deusa da Caça, de Houdon. Na conversa roteirizada pela curadoria, ambas mulheres moraram em Paris e se encontram acidentalmente e, num tom divertido, começam a discorrer sobre o modernismo e outras afinidades que as aproximam.

No Núcleo Vanguardas, os visitantes terão contato com experimentações artísticas do escultor. Ali, o público encontra peças como Beijo (1930), Dançarina (1920), Banho de Sol (1930), entre outros, e peças de mobiliário que preservam a intimidade do artista. O Núcleo Memórias, traz arquivos sonoros e fílmicos entremeados de depoimentos pessoais de membros da família do artista, além de documentações das passagens do escultor por Roma, Paris e São Paulo.

O acervo histórico do Liceu de Artes e Ofícios pode ser encontrado no Núcleo Modernismos – Contextos, que ilustra diversos contextos nos quais obras do artista foram inseridas, com arquivos do final do século XIX e início do século XX, e entre as décadas de 1910 e 1950.

O eixo apresenta Novos cânones: exemplos emblemáticos de modernismos possíveis, onde o público encontra Pietá (1912-1913)única peça esculpida em madeira por Brecheret, e Virgem Indígena (1950), esculpida em gesso patinado, Beijo (1930), feita de bronze polido, e Veado Enrolado (1947-1948), cuja técnica é pedra rolada pelo mar.

Em Núcleo Tecnologia, o espectador tem contato com réplicas digitais de obras icônicas em hologramas e sua magia. Peças como: Fuga para o Egito (1925-1929), Soror Dolorosa (1920), O Ídolo (1929), entre outras. Por fim, o Núcleo Múltiplas sintaxes leva ao Centro Cultural diversos elementos e ferramentas que foram utilizados pelo escultor ao longo de sua jornada, como o registro da matrícula de Brecheret no curso de Desenho e Modelagem, ferramentas originais usadas pelo artista, materiais usados pelo escultor, uma maquete do Monumento às Bandeiras, entre outros.

“Esta exposição, contemplando todas as fases do saber-fazer do escultor, é uma combinação de tributo da escola ao seu ilustre aluno ao mesmo tempo que uma homenagem de Brecheret aos 150 anos do Liceu”, comenta a curadora Fernanda Carvalho. 

Sobre o Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios

O CCLAO encontra-se anexo ao Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, uma das instituições de ensino mais tradicionais do país, com mais de 145 anos de história e relevantes serviços prestados à cidade e à sociedade paulistana, na produção de propriedades industriais e bens culturais.

Trata-se de um espaço de eventos lindo, moderno, elegante e multiuso, com 1.630 metros quadrados nos dois pisos, situado no tradicional bairro da Luz, bem no centro da capital paulista.

Sobre o Instituto Victor Brecheret

O Instituto Victor Brecheret (IVB), fundado em 18 de novembro de 1999, tem como objetivo realizar e promover pesquisas, estudos, consultorias, cursos, conferências, avaliações e implementações de projetos destinados à divulgação e incentivo de atividades artísticas e culturais relativas às artes e artistas plásticos em geral, especialmente à obra do escultor Victor Brecheret.

Realiza exposições e eventos nacionais e internacionais por meio de doações, subvenções, incentivos fiscais ou outros mecanismos legais. Desenvolve trabalhos de documentação, certificação, catalogação, arquivo e editoração de livros, referentes à produção de obras de arte e cultura em geral. Apoia programas e intercâmbios educativos, sócios-culturais e de informação.

O IVB desenvolve atividades culturais junto às empresas e organizações públicas e privadas. Estabelece mecanismos para captação de recursos para a consecução de seus objetivos, individualmente ou em colaboração com empresas e entidades públicas, particulares, nacionais e internacionais.

SERVIÇO:

Victor Brecheret: o mestre das formas

Local: Centro Cultural Liceu de Artes e Ofícios

Endereço: R. Cantareira, 1351 – Luz, São Paulo – SP

Visitação: Terça a sábado, 12h às 17h – domingos (para grupos previamente agendados)

Período: 20 de maio a 9 de setembro de 2023

Entrada: Gratuita

Contato: (11) 2155-3300

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Nada

Clayton Alexandre Zocarato: Poema ‘Nada’

Foto do autor e colunista do ROL Clayton Alexandre Zocarato
Clayton Alexandre Zocarato

Vazio…

Que se fez rio…

Em minhas veias…

Esclarecendo risos…

Viris…

Que em minha íris…

É esquisito…

Mas no que foi dito…

No silêncio do esquecimento…

Nada ficou de lamento…

Só…

Restou sofrimento…

Clayton Alexandre Zocarato

Contatos com o autor

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As aventuras na praia de Mariah e Miguel

As aventuras na praia de Mariah e Miguel

As aventuras na praia de Mariah e Miguel, do autor Seymar Santos pela Editora Uiclap

RESENHA

Era uma vez um casal de irmãos, Mariah e Miguel, que foram passar um dia na praia com os pais e os avós.

Divertiram-se muito, fizeram várias descobertas e muitas aventuras!

Correram atrás de gaivotas e as imitaram pela areia.

Foram para a beira-mar e sentiram as ondas lambendo suas pernas e a areia fazer cócegas nos seus pés…
E perceberam que estar junto aos pais e avós era muito bom…

Nesta história, feita por encomenda, Seymer Santos coloca no enredo, além das aventuras, muitas lições e mensagens por todo texto, para que as crianças, ao lerem, possam entender todo amor e ensinamentos que queremos que elas recebam.

Um livro lindo, cheio de ilustrações baseadas na fisionomia das crianças.

Super recomendo.

Maravilhoso!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Esse livro faz parte de um projeto que Seymer desenvolveu para livros infantis personalizados, onde pais, tios, avós o contratam para fazer livros personalizados a suas crianças e as inspirações.

O contratante passa o nome das crianças, características físicas, personalidade, local onde gostaria que se passasse a história e alguma lição ou ensinamento que gostaria que o livro contenha.

Em posse destas informações toda a história é desenvolvida, e as características físicas passadas para uma inteligência artificial, para o desenvolvimento de personagens e ambientações.

Por estar em início de carreira, o autor vem desenvolvendo livros de várias categorias, como uma experiência para sentir qual seria mais aceito pelos leitores.

Qual não foi sua surpresa ao perceber que os livros infantis estão sendo muito bem-aceitos pelos leitores, ficando, assim, seu maior foco neste momento.

O livro infantil, desenvolvido por Seymer, é um ótimo presente para todas as ocasiões.

SINOPSE

Este livro conta a história de dois irmão, Mariah e Miguel, que vivem várias aventuras e descobertas na praia, um local que eles adoram. O livro tem objetivo de mostrar a união entre as pessoas da família, que eles possam contar sempre um com o outro em qualquer circunstância e que eles aprendam que dormir sozinhos pode ser uma ótima maneira de serem mais independentes

SOBRE O AUTOR

Seymer Santos tem 38 anos. Nasceu em Tocantinópolis – TO.

Casado com Eliane há 17 anos. Tem três filhos: Vinícius, com 16 anos, Gabrielly, com 13 anos e Mateus, com 11 anos.

Com Ensino Médio completo, gosta de se aperfeiçoar, tendo feito vários cursos online de Marketing Digital, Vendas, Redes Sociais etc.

Sempre gostou de escrever.

Porém, seu primeiro livro só foi publicado em 2023.

E já são 8 livros publicados.

OBRAS DO AUTOR

ONDE COMPRAR


Resenhas da colunista Lee Oliveira