(Texto orientado pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, junto com a discente do Ensino Fundamental do 9º ano Lorena Reganhan, como parte integrante de incentivo à leitura e escrita poética, feito ao longo do ano letivo de 2023, na Escola Estadual de Tempo Integral e Regular ‘Professor Bento de Siqueira’, do município de Marapoama – SP).
Verônica Moreira: Crônica ‘Amor ou Conto de Fadas?’
Verônica Moreira
O amor não pode parecer um conto de fadas, embora desejaríamos que fosse como tal. Afinal, os contos de fadas mostram um amor colorido e cheio de encantamentos, como se os apaixonados não tivessem que fazer mais nada na vida, a não ser beijar e olhar nos olhos trocando juras de amor.
Mais do que troca de carícias e desejos latentes amar é uma responsabilidade com a felicidade do outro e da gente, bem como a felicidade daqueles que amamos, caso contrário, o nosso amor passa a ser egoísta.
Quando existe amor a gente renuncia a algumas regalias, tudo para agradar o outro, mas não pode ser o tempo todo! Renunciar a algumas coisas, e não a todas as coisas! O amor é uma por meio da qual todos devem sair ganhando e não apenas um.
Vejo o amor assim… Hoje a gente viaja para o Rio, porque um de nós deseja conhecer o Cristo Redentor. Mas na próxima viagem, a gente vai para Rio Preto, porque um de nós ama História. Dessa forma, a gente se satisfaz, zela pelos sonhos e desejos um do outro.
Assim, construímos pontes e histórias lindas de vida. Vamos viajar para dentro de nós mesmos e tentar encontrar lá dentro um lugar especial que caiba o sonho do outro também. Afinal, o amor não é um conto de fada como muitos idealizam. O amor é um conto real que muitos entendem somente após viverem muitas desilusões.
Sob coordenação de Erick Gallani e orientação dos professores Débora Rios, Fernando Aveiro, Naiene Sanchez e Thiago Cuimar, trabalhos abordam dramas cotidianos encenados de modo naturalista
Banner da Mostra de Cenas
Com o apoio do Instituto Gaius Maecenas e da Cia. Práxis Arte, o curso de atuação Primeira Cena 2ª Edição realiza uma Mostra de Cenas Curtas resultantes do processo de criação dos alunos/atores ao longo da segunda turma do projeto. Os trabalhos são transmitidos online e interpretados ao vivo entre os dias 28 de agosto e 1 de setembro, sempre às 20h. O link para a sala de cada apresentação no Zoom é disponibilizado no Instagram:
A cada sessão serão apresentadas cenas de alunos/atores com duração máxima de 12 minutos, que foram orientadas por um professor diferente do projeto Primeira Cena 2ª Edição. Os trabalhos têm em comum a coordenação geral de Erick Gallani e a direção de arte de Rosângela Ribeiro.
A ideia é trazer ao público criações originais, ou seja, que são escritas, dirigidas e interpretadas pelos próprios alunos/atores em duplas. Segundo Erick Gallani, o ponto de partida para o desenvolvimento dessas cenas foi a estética do Naturalismo/Realismo, no entanto, cada grupo também teve contato com as muitas referências (na literatura, no cinema, na poesia, no teatro e até nas artes plásticas) e linguagens oferecidas por seus orientadores.
Assim, as cenas orientadas por Débora Rios adotam a simplicidade e a humanidade do próprio intérprete, tendo como base a expressividade, o corpo, a respiração e a própria trajetória dos artistas; as orientadas por Naiane Sanchez e Fernando Aveiro são mais teatrais e pautadas na dramaturgia; e as orientadas Thiago Cuimar passeiam pelo campo poético, são mais sensíveis e simbólicas;
“No Primeira Cena e na Práxis partimos da premissa da autonomia do artista. Acreditamos que um ator precisa passar por todas as etapas do processo criativo. Ele vai ser melhor ator se entender um pouco de dramaturgia, direção, cenografia, iluminação, sonoplastia, seja no teatro ou no audiovisual. Entender sobre composição de câmera, enquadramento, figurino e adereços vai ajudá-lo a ter mais segurança para atuar”, reflete Gallani.
Sobre o Primeira Cena
Idealizado e coordenado pelo diretor e ator Erick Gallani, o projeto Primeira Cena está na sua 2ª edição e tem como proposta oferecer um curso de atuação online e gratuito para todo o Brasil.
O projeto conta comos parceiros Débora Rios, Thiago Cuimar, Naiene Sanchez, Fernando Aveiro, como professores e Rosângela Ribeiro como diretora de arte.
“Acredito que o atual cenário cultural exige cada vez mais um maior comprometimento dos formadores para com os futuros artistas. Ultimamente, a falta de qualidade e referência no ensino tem deixado muito a desejar, e os aspirantes a atores terminam por adentrar no mercado de trabalho sem o mínimo de formação técnica e ficam completamente à mercê da própria intuição ou da sorte. O projeto ‘Primeira Cena’ pretende trazer essa proposta: uma introdução aos aspectos técnicos e referências para a formação do ator. A busca é pela a autonomia do artista.”, explica Gallani.
FICHA TÉCNICA DA MOSTRA DE CENAS
Idealização e Coordenação: Erick Gallani | Coordenação Pedagógica: Débora Rios | Orientação e codireção: Débora Rios, Fernando Aveiro, Naiene Sanchez e Thiago Cuimar | Direção de Arte: Rosângela Ribeiro
| Atores: Amanda Lívia, Arthur Corrêa, Carol Penêdo, Carol Ribeiro, Cathi Farias. Danton Silva, Diego Gangl, Fernanda Carvalho, Fortes Silva, Gabi Ferreira, Gabriel Cruz, Gislaine Pereira, Heitor Acosta, Jonathas Brito, Júlia Fleck, Julia Moreira, Kalua de Abreu, Lua Paz, Lucio Melo, Marcílio Aguiar, Maria Cecília Soares, Matheus Moutinho, Mel Stembrock, Mirian Gabriela, Nicoli Elena, Pedro Paulo Correia, Rafaela Melo, Regina Hennies, Rita Matiusso, Sthefany Bruna, Teka Ferreira, Victor Valadão, Vinicius Souza, Vinni Bispo, Vitoria Alfeu e Vitória Marcelino
| Produção: Roberto Gallani | Assistente de Produção: Débora Rios |Lei de Incentivo à Cultura | Assessoria de imprensa: Pombo Correio | Apoio: Instituto Gaius Maecenas e PráxisArte | Realização: Ministério da Cultura
SERVIÇO
Mostra de Cenas do Projeto Primeira Cena 2ª Edição Grátis
Datas: 28 de agosto e 1 de setembro às 20h
Duração das apresentações: 50 min.
Onde assistir: Via zoom (O link será disponibilizado no dia da apresentação no Instagram do Projeto Primeira Cena @projeto_primeiracena e na Práxis Arte @praxisarte)
‘As letras de Alice’: aventura inclusiva pelo abecedário
Escrito em letra ampliada, braile e Libras, lançamento infantil dialoga com crianças sobre pluralidade social e união familiar
Capa do livro ‘As Letras de Alice’, de Elias Sperandio
‘A’ de Alice, de afeto e também de alfabetização. Em uma brincadeira com as letras unida ao universo lúdico, o escritor Elias Sperandio espera deixar o processo de aprendizagem mais divertido e acessível, para crianças com e sem deficiência visual ou auditiva. Inclusivo, o lançamento infantil As letras de Alice imprime o abecedário em três formatos: com fonte ampliada, em braile e Libras (Língua Brasileira de Sinais) – um QR Code direciona para a história contada em sinais.
No enredo, a jovem Alice e o irmão Kauê se divertem na casa da avó Dora, juntos de tios em um café da tarde com toda a família. Em meio às aventuras de pirata e sapateado no chão da sala, a protagonista leva mensagens sobre representatividade e valorização da cultura negra, ao apresentar nomes importantes da história brasileira, como a poetisa Carolina Maria de Jesus e o jornalista abolicionista Luiz Gama.
Ela escreve na Folha colorida Grandes Histórias de heróis (As letras de Alice, p. 7)
Especialista em produção, adaptação e transcrição de livros em braile, Elias Sperandio traz uma alternativa aos materiais paradidáticos, ao proporcionar uma experiência literária com histórias, personagens e ritmo na narração. “Os leitores em fase de alfabetização precisam do lado imaginativo nesse processo de aprendizagem. Por isso, crianças com deficiências visuais ou auditivas precisam desfrutar de uma literatura inclusiva, pensada e feita para que suas limitações não as impeçam de adquirir a linguagem”, explica.
Publicado com recursos do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o livro terá 700 exemplares distribuídos gratuitamente em escolas públicas. Para receber a obra nas instituições de ensino, educadores devem preencher um cadastro em formulário on-line.
Elias Sperandio é pós-graduado em Formação de Escritores pela ESDC, bacharel em Letras e técnico em Artes Gráficas. Fundador da Studio Braille, é especialista em produção, adaptação e transcrição de materiais, livros didáticos e literários em braile e em fonte ampliada.
Participou de inúmeros projetos de publicação na Fundação Dorina Nowill para Cegos, inclusive do programa “Leia para uma criança”, promovido pelo Itaú Social.
Sobre a ilustradora:Jéssica Góes é carioca e desde criança já rabiscava tudo: paredes, guardanapos e livros de matemática. Bacharel e Licenciada em Artes Visuais pela UERJ, utiliza a aquarela como principal técnica para suas ilustrações. Mulher negra, gosta de ilustrar a pluralidade; suas personagens costumam ser mulheres, pretas e indígenas.
Versos Iluminados: Uma conversa com Pietro Costa sobre ‘SOL RIDENTE’
‘SOL RIDENTE’ é um mergulho profundo na essência dos versos, trazendo consigo reflexões positivas e uma dose renovada de alegria
Logo da seção ‘Entrevistas ROLianas’ Logo ‘Celso Ricardo de Almeida em Conversas Reveladoras’
Ainda sob o calor do Dia Nacional do Escritor, o talentoso Pietro Costa, nascido em Brasília/DF, Brasil, chegou com um anúncio emocionante! Ele compartilhou conosco a empolgante chegada de seu 8º ‘filho de papel’, o deslumbrante ‘SOL RIDENTE’, um livro que irradia sua fulgurante luz pelo universo poético!
Escritor, poeta e produtor cultural, Pietro Costa é uma figura exuberante na cena literária. Ex-presidente da Academia Cruzeirense de Letras, ele é membro de renomadas academias literárias no Brasil e internacionalmente. Seu nome é sinônimo de conquistas, sendo reconhecido com os títulos de Dr. Honoris Causa em Literatura pelo CSAEFH e em Direitos Humanos pela OMDDH. Com 7 obras literárias publicadas e a participação em mais de 280 coletâneas, Pietro é uma verdadeira força criativa.
‘SOL RIDENTE’: Este não é um livro comum, mas uma obra magnífica e bilíngue (português-espanhol) contendo 101 poemas. Editado com requinte e zelo pela LITERARTE – ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS ESCRITORES E ARTISTAS, o livro apresenta uma capa esplendorosa e ilustrações internas subscritas pela talentosa multiartista Symone Elias.
💬 Ao longo de suas palavras, Pietro Costa convida todos nós a desfrutar do brilho e encanto da poesia. ‘SOL RIDENTE’ é um mergulho profundo na essência dos versos, trazendo consigo reflexões positivas e uma dose renovada de alegria.
🎤 Se você deseja conhecer de perto a jornada e a paixão de Pietro pela literatura, junte-se a nós em uma entrevista exclusiva! Descubra como a poesia pode iluminar os caminhos da mente e do coração.
“Pietro Costa destaca que desde o início de sua jornada intelectual, percebeu o papel fundamental dos poetas e escritores em criar um futuro mais positivo, educando o imaginário da humanidade e proporcionando novas formas de sentir, sonhar e dar sentido à vida através de suas expressões originais e profundas sobre o cotidiano e a realidade.”
1. Como você descreveria sua trajetória como escritor e poeta desde o início até os dias atuais?
Eu sempre fui um ser humano ávido pelo conhecimento, meticuloso e movido pela obsessão existencial de deixar um legado – não somente para filhos e família, mas também para gerações atuais e vindouras.
Desde o início de minha jornada intelectual, compreendo que os poetas e escritores, guiados pelo seu ímpeto de expressão e compreensão de si mesmos e do mundo circundante, criam possibilidades para um futuro mais alvissareiro, educando o imaginário da humanidade, concebendo novas formas e possibilidades de sentir, sonhar, de organizar e de dar sentido à nossa própria vida, ao observar com profundidade e originalidade ressignificadoras o cotidiano, a realidade imediata.
Foi nesse aspecto que a literatura conquistou um importante espaço em minha vida. E o sonho de publicar o primeiro livro se materializou em 2018. Desde então, todo ano faço questão de publicar ao menos uma obra exclusivamente autoral, como uma promessa íntima de não quedar ante as circunstâncias, por mais hostis e desafiadoras que sejam, e de representar um baluarte de esperança, força, resiliência e coragem para quem acompanha o meu trabalho.
2. Com 7 obras literárias já publicadas e a 8ª a caminho, como você descreve a evolução do seu estilo e temas ao longo desses livros?
Na verdade, o oitavo filhinho de papel já chegou ao mundo! Faz poucos dias, aliás. Estou muito feliz com ele e antevendo que vivenciaremos fortes emoções!!
Escrevo desde a tenra adolescência, por volta dos doze anos de idade. Os meus primeiros textos adotaram um estilo introspectivo, voltada a poetizar o amor de vertente platônica, sem nuances de crítica social ou elucubrações filosóficas.
Com o tempo, minha abordagem passou a ser mais ampla, rica e interdisciplinar, aludindo a uma variada gama de assuntos. Têm lugar, portanto, o amor, a natureza, o transcendente, a pluralidade das manifestações culturais, homenagens a expoentes das diversas vertentes da cultura, as relações afetivas com seus encontros e desencontros, as lutas democráticas que realçam a posição superior máxima da dignidade do ser humano, os paradoxos da era contemporânea de maximalismo digital, a problemática do conhecimento, a coisificação da vida, os esbulhos psíquicos, morais, sociais e identitários.
O autor, Pietro Costa, com o livro ‘Sol Ridente’
3. SOL RIDENTE será seu primeiro livro bilíngue. O que motivou essa escolha e como foi o processo de trabalhar com dois idiomas?
Graças ao uso das redes virtuais e ferramentas digitais, pude me aproximar de diversos escritores e artistas de outras partes do mundo, e nesse processo, aconteceram importantes parcerias com coletivos e personalidades lítero-culturais, sobretudo os oriundos de países hispânicos.
Cito algumas dessas parcerias, sem desmerecer as outras: Congresso Universal de Escritores (Joan Viva – Peru); Hermandad Literária Rosa Blanca (Constanza Artiz); Damelis Castillo, uma incrível amiga, multiartista venezuelana, que traduz meus poemas para o espanhol no Projeto Poesia em Movimento; etc.
Com essas trocas dinâmicas e enriquecedoras, naturalmente surgiu o desejo de publicar um livro bilíngue, e tal sonho felizmente foi materializado mediante a publicação de SOL RIDENTE pela prestigiada e experiente LITERARTE – Associação Internacional de Escritores e Artistas.
4. Você mencionou a participação de Symone Elias nas ilustrações. Como essa colaboração artística impactou o resultado final do livro?
A Symone Elias é uma amiga queridíssima de Araguaína/TO, que conheci por meio das redes sociais literárias. De um talento artístico multifacetário, escritora, poeta, artista plástica, eu vinha acompanhando o seu trabalho até que formulei o convite para ilustrar o meu livro LUA A PINO, publicado em 2021 pela E & P. Fiquei tão maravilhado com a sua percepção sensível, astuta, das sutilezas que habitam o universo poético, que renovei o convite para criar a capa e as ilustrações internas em NOS LABIRINTOS DA PALAVRA (AIL, 2022) e agora em SOL RIDENTE (2023). Todos os desenhos constante nas obras mencionadas dialogam com a essência de cada poema representado e têm uma beleza irrepetível, emprestando aos versos mais vitalidade e potencializando as nuances da sua significação.
5. Como membro de várias Academias Literárias, como isso influencia seu processo criativo e sua relação com outros escritores?
Tenho justificado orgulho das Arcádias de que participo, por sua seriedade, experiência, credibilidade e dinamismo. Algumas celebram parcerias com organizações regionais, como secretarias de cultura, embaixadas, bibliotecas públicas etc, de modo a contribuir para a revelação de talentos e para impulsionar a literatura local.
Outras têm um perfil mais globalizado. Entendo que as Academias idôneas prestam um relevante serviço à nação e à integração entre os povos. Enriquecem a construção de nossa identidade e memória coletiva. Auxiliam na autocompreensão dos povos. Educam o imaginário social e enaltecem valores civilizatórios, fomentando o apreço pela paz, democracia, tolerância, diversidade e dignidade humana.
É inegável que o meu círculo de convivência com personalidades e entidades ligadas à seara lítero-cultural foi ampliado, e de maneira muito positiva. Disponho de uma excelente rede de relacionamentos. Também reconheço a grandiosa inspiração proporcionada pela troca com outros escritores, que portam vozes de suas idiossincrasias, cosmovisões, valores e experiências. Quanto mais referências dispusermos, mais possibilidades são geradas para a escrita literária.
6. O que você espera alcançar com a publicação de SOL RIDENTE e como acredita que a obra será recebida pelos leitores?
Acredito que a exposição à luz poética é salutar e imprescindível para a alegria e leveza de uma humanidade tão carente de melhores horizontes de sentir, sonhar e viver. São 101 poemas bilíngues (português – espanhol), iluminados por um lirismo que prestigia a escrita culta sem resvalar na prolixidade ou academicismo, conciliando de maneira desenvolta entre um estilo intrépido e leve, conforme o propósito de cada criação. Vários temas são abordados.
Trata-se de um livro editado com o diferencial requinte e zelo que denotam os trabalhos da LITERARTE, prefaciado pela pena instigante da poeta WANDA ROP, e tendo a sua esplendorosa capa e ilustrações internas subscritas pela talentosa SYMONE ELIAS. O livro é de marcante qualidade, tanto na forma (capa e demais elementos gráficos), bem como no conteúdo (textos nele reunidos). Tenho recebido muitos comentários enaltecendo o trabalho, com a resoluta convicção que essa obra vai angariar um justo destaque.
Foto da capa do livro ‘Sol Ridente’, de Pietro Costa
7. Em suas obras anteriores, quais foram os temas que mais o inspiraram e você acredita que esses temas também estão presentes em SOL RIDENTE?
Sou um diligente observador do cotidiano e meus livros trazem à tona essa camada da personalidade. Tento agir como o camaleão de Bradbury, mimetizando as paisagens, no sentido de tentar absorver de uma forma única, peculiar, em versos e ensaios, o que ocorre no mundo íntimo e circundante, valendo-me da força da imaginação e do trato cuidadoso com as palavras na acepção do “mote juste” de Flaubert, não como postura pedante ou de diletantismo, mas como culto aos tesouros de nossa língua.
Afinal, considero importante expressar com riqueza as minhas ideias e emoções sobre os mais diversos assuntos que me angustiam e fascinam.
Nesse esforço intelectual de observar, proativamente, as vivências do cotidiano e eventos que me circundam, de cotejar as palavras que melhor desnudem como penso e sinto, procuro dialogar com várias vertentes do saber, em especial a filosofia, a psicologia e a literatura, sem renunciar à sutileza das associações inesperadas e metáforas que a poesia proporciona.
A experiência ordinária, seja nas suas ‘grandezas ínfimas’ (Manoel de Barros), seja nas ‘absurdidades’ (Camus) – que não raro impregnam as páginas dos noticiários -, tem a força e dramaticidade necessárias para cativar a mão desejosa do escritor, levando a caneta a acariciar a superfície do papel com histórias densas, criativas, inusitadas e significativas.
Todos os meus 8 livros autorais têm uma abordagem ampla e interdisciplinar, sobretudo os mais recentes: LUA A PINO, NOS LABIRINTOS DA PALAVRA e SOL RIDENTE.
Como já dito, eu gosto de contemplar várias temáticas em minha escrita, mas destaco a absurdidade da vida, as contradições modernas, em que, ao mesmo tempo, avançamos a níveis sem precedentes de conexão tecnológica e democratização no acesso à informação e na circulação dos bens e serviços, porém, é gritante a escassez de conectividade afetiva, os esbulhos sociais e identitários que aumentam o déficit de cidadania, e a desigualdade na fruição do conhecimento.
8. Como escritor, quais são seus principais desafios no momento atual, considerando seu vasto repertório literário?
Tenho o genuíno anseio de desfrutar de uma vida literária cada vez mais pujante, participando de coletâneas, prêmios, viagens, saraus, congressos etc. Ocorre que tenho grandes responsabilidades no âmbito familiar, como pai de crianças pequenas e gestor desse núcleo, além de atuar como Assessor Jurídico de 2ª instância no MPU, atividade de elevada complexidade da qual provém o meu sustento financeiro.
Elaboro minutas diversas de pareceres, recursos, contrarrazões, para prestar apoio a Subprocurador que oficia no Tribunal Superior. Eu costumo dizer que o trabalho no serviço público federal está no âmbito da minha necessidade, enquanto a escrita literária traduz a minha vocação. Gosto de analisar feitos jurídicos, ao passo que amo escrever poemas, crônica e ensaios.
Nunca cogitei viver exclusivamente da escrita, até porque graças a meus proventos no MPU eu tenho conseguido alavancar bastante a minha carreira de escritor. Mas não sou tão atuante como gostaria, embora muitos amigos do meio lítero-cultural me considerem uma figura onipresente, ao participar de diversos projetos, certames e obras coletivas. Sou apenas muito esforçado, paciente e metódico (risos…).
9. Seus títulos e honrarias são notáveis. Existe algum prêmio ou título em particular que tenha um significado especial para você?
Todos têm especial significância, mas quero realçar, no momento, o I PRÊMIO SAPIENS DE LITERATURA BRASILEIRA, promovido pela ACADEMIA INTERAMERICANA DE ESCRITORES/AINTE em parceria com a HOLANDAS EDITORA, no qual fui agraciado com a 1ª colocação na categoria “MAIOR NÚMERO DE TÍTULOS LITERÁRIOS”, em julho do presente ano (2023). Isso representa, sem dúvidas, uma caminhada vitoriosa, de obstinação, luta e paixão desmedida pela arte literária.
10. Além de escrever, você também é produtor cultural. Como essa experiência contribui para a sua abordagem criativa na escrita?
O contato frequente, a intensa articulação de parcerias e projetos com personalidades/entidades do meio cultural, voltada a “tirar projetos do papel”, por certo, revela a importância do esforço, da vontade, do dinamismo, da proatividade, do ‘fazer’, para a fluência da criação literária, tendo um papel menor, na minha ótica, os idealismos e as romantizações.
11. Onde as pessoas que se interessarem poderão adquirir os seus livros, especialmente SOL RIDENTE?
Gentileza entrarem em contato via WhatsApp no (61) 99657-6847, ou instagram @pietrocosta_escritor / @pietrocosta_poeta . Tenham-me ao pleno dispor para dúvidas, parcerias e escambos literários. Cada exemplar é preparado com muito afeto e responsabilidade.
Minhas dedicatórias são, de fato, personalizadas, contemplando o leitor com palavras imbuídas de gratidão, lirismo e sensibilidade. Agradeço calorosamente e sorrio de volta a todos e todas que têm valorizado o meu potencial e estimulado sobremaneira a minha carreira literária!! Estou muito feliz e amando o meu novo filhinho de papel. Deleitem-se!! É tempo de viver a poesia. É tempo de SOL RIDENTE!!!!
12. Deixe uma mensagem para os escritores iniciantes.
Evitem seguir uma única escola literária ou vertente de linguagem. Tal orientação significaria confinar, encarcerar a sensibilidade e inteligência a limites bem ínfimos. Façam mais do que isso porque vocês são mais do que isso. Voem, corram, mergulhem, suem, chorem, celebrem, vivam e sejam humanos, demasiadamente humanos, com todos os suplícios e auspícios inerentes a tal condição. E além de eternizar suas visões de mundo e sentimentos por meio da escrita, leiam!!
Deixem-se seduzir pela sua curiosidade e usufruam a leitura das grandes obras literárias, as eternizadas no tempo e as contemporâneas. Leiam por amor ao saber. Para que possam sentir mais e ser mais. Para compreender criticamente os fundamentos da realidade e as possibilidades de reinventá-la para que se torne menos desigual e perversa. Para inteligir as raízes de nossas mazelas, a riqueza de nossa cultura e identidade.
Coletânea Digital Internacional Guiné-Bissau & EU!
A obra será lançada durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, no dia 08 de setembro de 2023
Banner da Coletânea Digital Internacional Guiné-Bissau & Eu
Dentro das atividades da fundação da Embaixada Cultural Brasil África, a Alspa – Academia de Letras de São Pedro da Aldeia e a Editora Baronesa, em parceria com o Grupo Lankom de Guiné-Bissau iniciarão o Núcleo Artístico e Literário de Guiné e, como projeto inicial lançarão a primeira Coletânea Digital Internacional entre escritores do Brasil e Guiné-Bissau, A Coletânea Digital Internacional GUINÉ-BISSAU E EU!
Coroando o evento, todos os literatos estão convidados a participar deste espetacular intercâmbio cultural com os irmãos de Guiné-Bissau | África.
SOBRE A COLETÂNEA
A obra será lançada durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, no dia 08 de setembro, durante a participação da Alspa e Baronesa;
O texto por participação será 01 lauda, com formatação no tamanho de A5, em times 12;
Cada participante receberá sua divulgação e Certificado Digital assinado pelo representante do Brasil e de Guiné-Bissau;
Escritores de Guiné-Bissau e dos países da África Lusófona não terão taxa de adesão;
A taxa de adesão por lauda será de R$100,00. Podendo conter 01 lauda de texto e 01 lauda de biografia.