De Restinga Seca (RS) para o Jornal ROL, as Letras de Ouro de Elaine dos Santos!

Hábil ‘Esgrimista das Letras’, a professora Elaine dos Santos abrilhanta ainda mais o Quadro de Colunistas do ROL

Elaine dos Santos

ELAINE DOS SANTOS, natural de Restinga Seca (RS), é licenciada em Letras, Mestre e Doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Tem formação em espanhol pela Universidad de La Republica, Montevidéu.

Possui 29 artigos acadêmicos publicados em revistas nacionais na área de Letras com classificação Qualis, além de participação em eventos com trabalhos completos e resumos.

É autora do livro Entre lágrimas e risos: as representações do melodrama no teatro mambembe, adaptação de sua tese de doutorado, e coautora em outros livros versando sobre Direito, História, Educação e Letras.

É revisora de textos acadêmicos, cronista com textos publicados em jornais regionais e estaduais e participação em mais de 80 antologias.

A professora Elaine, por meio de um engenhoso trocadilho, apresenta-se com a crônica ‘A-Gosto’, um texto que, segundo ela (e certamente), suscitará muitas indagações dos leitores do ROL!

A-GOSTO

Capa do livro Agosto, de Rubem Fonseca. Imagem de domínio público

Agosto é o oitavo mês do ano no calendário gregoriano, tendo recebido esse nome em homenagem ao Imperador romano Cesar Augusto. Com certa frequência, diz-se que Julho – homenagem a Júlio Cesar – e Agosto têm 31 dias por uma disputa, digamos, de egos entre os partidários dos dois imperadores, mas há controvérsias sobre a veracidade dessa informação.

O adágio popular, por sua vez, afirma que “agosto é mês de desgosto”. Pondera-se que um dos melhores períodos para a realização das grandes navegações empreendidas, sobretudo, por espanhóis e portugueses, no início da chamada Idade Moderna, era o mês de agosto. Muitos marinheiros / navegantes casavam-se antes de partir em viagem, sem saber se voltariam. Com isso, a população passou a associar a sorte das noivas ao fato de perderem os noivos – para o mar – logo depois do casamento. Perdiam-nos pelo afastamento prolongado, perdiam-nos definitivamente em caso de morte.

            A fama do mês de agosto ainda pode ser observada em outra expressão popular: “mês do cachorro louco”. Segundo consta, haveria um aumento da raiva canina, aliada à ampliação da quantidade de fêmeas no cio, em função do clima dominante no mês. Os cães, na disputa pela fêmea, brigam entre si, cresce o número de arranhaduras, cortes etc. Em razão disso, muitas cidades aproveitam o mês de agosto para deflagrar campanhas contra a raiva.

            A par de tudo isso, o mês de agosto tem registrado, ao longo dos séculos, alguns acontecimentos que evocam triste memória. No campo internacional, é possível referir o início da Primeira Guerra Mundial, datada de 01 de agosto de 1914; o lançamento de primeira bomba atômica da História, em 06 de agosto de 1945, sobre a cidade japonesa de Hiroshima; sendo que, no dia 09 de agosto, uma nova bomba seria lançada sobre Nagasaki, também no Japão. Para os mais jovens, uma data marcante é 31 de agosto de 1997, quando, em Paris, morreu Diana, a “princesa do povo”, ícone internacional, em um trágico acidente de carro.

            No cenário nacional, cabe citar, por exemplo, outro trágico acidente de carro, porém, em 22 de agosto de 1976, envolvendo o ex-presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira, ocorrido na Via Dutra. Creio, no entanto, que, para a História do Brasil, o fato histórico mais marcante e comovente foi o suicídio de Getúlio Dornelles Vargas, em 24 de agosto de 1954.

            Lemos muito sobre o acontecimento histórico em revistas e jornais da época, em pesquisas históricas (dissertações, teses, livros) e tivemos a oportunidade de (re) conhecê-lo pelo romance “Agosto” de Rubem Fonseca.

            Como professora de Literatura, no ensino médio e na graduação, ensinei os meus alunos que a Literatura (prosa ou poesia) não é a realidade nua e crua, contada em palavras, mas uma recriação de eventos, que podem ser reais ou inventados (ficcionais).

            Se tomarmos a História, temos inúmeras teorias conspiratórias ou não sobre o suicídio de Vargas – não me compete discuti-las, restrinjo-me ao campo literário e às escolhas feitas pelo narrador do romance “Agosto”. A grandeza da Literatura reside também neste aspecto: o diálogo que o leitor pode estabelecer com a obra e lê-la “a-gosto”.

            Fiz, sim, de propósito, um trocadilho com as palavras: agosto (o mês); desgosto (a fama); a gosto (nossas expectativas), afinal, o meu campo de trabalho é a palavra, principalmente, a palavra escrita.

            Por outro lado, quero, aqui, chamar a atenção para dois aspectos: nem sempre o nosso interlocutor compreenderá aquilo que “pretendemos expressar” ao pé da letra. O melodrama, que surgiu na França logo após a Revolução de 1789, estava destinado a acalmar os ânimos da população, para isso, montou-se uma estrutura singela: havia uma situação estável (o mocinho e a mocinha apaixonados, por exemplo), a situação era instabilizada (por um vilão) e era superada, recompondo-se o equilíbrio: houve a revolução, muitos morreram, mas a França voltaria a ser grande é a “mensagem final”, se assim se pode afirmar.

            O outro ponto: os nossos leitores podem não ter o mesmo universo de expectativas, como define Hans Robert Jauss, isto é, nem todos, por exemplo, leram os grandes clássicos da Literatura nacional e internacional para fazerem a intertextualidade entre eles. Exemplo simplório: alguns leitores deste texto revisitarão as origens do nome do mês de agosto, as expressões populares “agosto, mês de desgosto”, “agosto, mês de cachorro louco”, outros conferirão as datas dos fatos históricos elencados e ainda outros lerão o romance de Rubem Fonseca. Outros tantos não reagirão: ou porque já conhecem ou porque não lhes interessa. A-gosto (de cada um). Ah, sim! Haverá aqueles que farão indagações. Assim espero.

Prof. Dra. Elaine dos Santos

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




No Quadro de Colunistas do ROL, as letras lusitanas de Carla Pimenta!

Carla Pimenta traz de Silveira, freguesia do município de Torres Vedras, o sabor das letras de Portugal

Foto da colunista Carla Pimenta
Carla Pimenta

CARLA PIMENTA, natural de Silveira – Torres Vedras – Portugal, é administradora da APEAL – Academia Portuguesa de Escrita e Arte Lusófona, do grupo Poem’Art, Pieces of My Soul e da página de autora De Volta Com o Salto Alto.

Autora do livro de poesia ‘Príncipe de Gelo’ e prefaciadora dos livros: ‘AFRICANAMENTE’ do escritor angolano Ramiro Gomes, publicado em Angola; ‘Esses Difíceis Amores’, de Miguel Ângelo Teixeira e ‘Milagre do Coração’, de Vitor Sérgio Agostinho, publicados em Portugal.

Coordenadora das colectâneas: ‘Por Caminhos Lusófonos’; ‘Entre Fronteiras – Vidas em Dois Mundos, da APEAL e ‘Dos Sonhos à Realidade’, das Edições o Declamador. E coautora de mais de 50 colectâneas.

Coordenadora dos eventos solidários ‘Quatro Corações Por Caminhos Lusófonos’, com o lançamento das colectâneas ‘Por Caminhos Lusófonos’ e ‘Entre Fronteiras – Vidas em Dois Mundos’, na cidade de Torres Vedras, Portugal.

Participa regularmente de programas de rádio em Portugal, Angola, México, Venezuela e Colômbia e é colaboradora da Helicayenne Magazine Portugal.

Em 2021, participou no Brasil dos projetos literários ‘Olho de Belize’, de Mariana Belize e ‘ComPar Poesia’, de Mário Belolli.

Inaugurando sua participação no ROL, Carla apresenta o texto reflexivo ‘Pesca à cana – Desporto solitário ou momento de introspecção?’

Pesca à cana – Desporto solitário ou momento de introspecção?

A pesca é definida como sendo “… um desporto que consiste em apanhar peixe, de água doce ou salgada, com uma cana, linha e anzol.” (Infopédia), mas será assim tão simples e linear? Para conseguir entender um pouco mais sobre este desporto que me transmite uma sensação de solidão ou de introspecção ouvi atentamente Vítor Fernandes sobre uma jornada de pesca.

Na sua opinião o “ir à pesca” começa pelo estudo das luas e marés, condições atmosféricas, temperatura das águas afim de determinar qual o melhor dia e hora, pela escolha do “quintal” onde pescar, a preparação de todo o equipamento de pesca, nomeadamente as canas com todos os seus utensílios e o isco a usar, tudo de acordo com o peixe que se pretende apanhar.

Vítor Fernandes diz que não é tarefa fácil passar uma noite junto ao mar nesta demanda que tantas vezes faz e que lhe dá um especial gosto quando a faina é farta, ainda assim, quando o peixe é escasso e o seu retorno a casa é feito apenas com alguns peixes no balde não desiste de voltar outra noite quando as condições necessárias se reunirem, o gosto pelo mar é algo que não o deixa desistir.

Entre douradas, robalos, linguados, corvinas ou raias, Vítor já pescou um pouco de tudo. O sabor único que encontra naquele pescado quando em família o degustam é algo que o impele a voltar para junto do mar em novas demandas.

Vítor salienta que para além de todo o trabalho de rectaguarda feito, é necessário ter capacidade de resistência tendo em conta que uma noite é passada acordado junto ao mar andando de um lado para ao outro quer na procura de acompanhar o seguimento da maré, quer nos cuidados com as canas quando mais que uma é colocada nas areias, assim como paciência para a espera da mordida do peixe no isco colocado no anzol algo que pode demorar algum tempo a acontecer.

A qualidade quer do isco quer das canas pode influenciar todo este acto de capturar peixe, pelo que Vítor procura sempre um bom isco assim como canas que reúnam características como “…um misto de potência, leveza e também alguma sensibilidade (o que as distingue de outras topo de gama) embora tenham sensibilidade são canas muito potentes, o que permite que sejam canas extremamente polivalentes…”.

A pesca noctura, para Vítor, deve-se ao facto de ser mais fácil capturar exemplares de maior porte, haver uma maior possibilidade de escolha do local onde coloca as suas canas, durante o dia torna-se difícil devido aos surfistas, ao número de pessoas que estão na praia a usufruir da mesma, uma vez que é durante os meses de verão que efectua a sua actividade piscatória.

O acto de pescar pode ser visto como comercial, neste caso específico de pesca à cana/linha o pescado poderá ser para um comércio pessoal e local entre amigos, nunca será de grande amplitude; Competitivo onde os intervenientes competem entre si pelo melhor pescado que será avaliado por um júri; ou meramente de lazer devido aos momentos de relaxe, de introspeccção que o acto de pescar pode proporcionar estando junto ao mar.

Pesca, uma das actividades ancestrais iniciadas para a subsistência do ser humano é hoje, para pescadores como Vítor Fernandes um acto de puro lazer, um contacto com o mar, momentos de contemplação a um mundo que merece todo o nosso respeito.

Se ao iniciar este artigo mencionei que esta actividade “me transmite uma sensação de solidão ou de introspecção”, afirmo agora que contemplação, admiração e gratidão são as palavras chave retidas na conversa com Vítor Fernandes.

Fica a sugestão de uma noite dessas embarcar numa aventura de pesca à cana.  

Carla Pimenta

Fontes de pesquisa:

https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$pesca

https://www.pesca-pt.com/linhas-pesca

Opinião de Vítor Fernandes

Fotos de autoria e cedidas por Vítor Fernandes e Maria Júlia Magalhães

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




O sentido de filosofar

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo: Artigo ‘O sentido de filosofar’

Foto do autor do texto, o colunista Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo

O preconceito antifilosófico existe, ainda que envergonhadamente encapuzado, precisamente por muitos daqueles que, na sua formação superior, tiveram de estudar alguma variante da filosofia, como por exemplo: Filosofia do Direito, Filosofia da Educação; Filosofia da Saúde; Filosofia do Ambiente; Ética e Deontologia Profissional (Filosofia dos Deveres Profissionais), Axiologia (Filosofia dos Valores), Filosofia Política, entre outras disciplinas.

Possivelmente estes cientistas, técnicos, profissionais e executores, quantas vezes já terão recorrido aos ensinamentos e à sabedoria milenar que receberam através da disciplina de Filosofia, e suas variantes que, eventualmente, tenham frequentado, durante o seu itinerário académico, embora, o tal preconceito da “inutilidade” da Filosofia, leve a que nem todos os cursos beneficiem deste ramo do saber, tão importante nos dias de hoje.

Nesta linha de pensamento regista-se o que já se vai fazendo, por exemplo em terras de “Vera Cruz”, a propósito da importância da Filosofia, na formação da pessoa, como na resolução de problemas: «O trabalho filosófico, visto em sua objetividade como o conjunto de formas de expressão cultural e acadêmica, já tem, pois, significativo desenvolvimento no Brasil das últimas décadas. A Filosofia entre nós já não se limita aos escolásticos ambientes dos conventos e seminários nem às iniciativas isoladas de pensadores positivistas. Expandiu-se em todas as instituições de ensino públicas e privadas, nos vários graus, em cursos específicos ou integrando, sob a forma de disciplinas filosóficas, os currículos de cursos de outras áreas do ensino superior. Por outro lado, com a implantação do sistema de pós-graduação no país, vários centros de pesquisa se consolidaram, muitos projectos de estudo e de investigação filosófica foram e estão sendo desenvolvidos, contando, inclusive, com o apoio institucional dos poderes públicos. Tudo isso tem contribuído para que se consolidem, igualmente, uma tradição de pesquisa.» (SEVERINO, 1999: contracapa)

O mundo humano vive um período conturbado, onde a força das armas, dos interesses materiais e das grandes concentrações, quaisquer que elas sejam, perturbam toda uma humanidade que já não tem força para fazer prevalecer o diálogo racional, moderado, apaziguador, embora se continue a acreditar numa oportunidade que possibilite alterar o rumo que muitos dirigentes mundiais, suportados num poderio bélico, económico, estratégico, político ou religioso, têm vindo a imprimir a partir das suas próprias comunidades.

Tudo funciona à volta de interesses, dos mais nobres e altruístas aos mais inconfessáveis desígnios. Poucos dão importância ao diálogo, às soluções pacíficas, ao pensamento dos filósofos, e às propostas que apresentam, para ajudar a solucionar os mais complexos problemas, muitos outros rejeitam a sabedoria dos mais velhos, a prudência dos mais experientes, alegadamente, porque estarão desatualizados, porque são idosos e o seu tempo passou.

O resultado de todo um ostracismo à Filosofia está à vista, e pode ser entendido por um qualquer leigo, ao qual, porém, não se pode pedir explicações, contudo, outro tanto não acontece com aqueles que, considerando-se especialistas de uma parte da realidade, rejeitam, complexadamente, outras alternativas que sejam oriundas da Filosofia.

A prova, mais que científica, que a Filosofia é necessária ao mundo e às pessoas, regista-se no elevado número de conflitos nacionais e internacionais. O sentido do filosofar torna-se, assim, um imperativo categórico universal porque: «O discurso filosófico é necessariamente um discurso sobre o ser, enquanto fundamento de todas as coisas. Na sua inquirição sobre a inteligibilidade radical do mundo, do homem e de Deus, versa o fundamento do valor da verdade do conhecimento e do valor da bondade da ação humana. E o fundamento de todo o valor é o ser. (Ibid:43).

Também, numa perspetiva do ser-cidadão: «… o ser-sujeito é o cidadão-consciente dos seus direitos e deveres – ser que reivindica, que luta por superar a dependência, ser responsável, capaz de compreender a cidadania como participação social e política, ser capaz de assumir seus deveres políticos, civis e sociais, adoptando no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças…» (GONÇALVES, 1999:13).

Bibliografia

GONÇALVES, Francisca dos Santos (Org.), (1999). Formação do ser-sujeito: desafio à prática da cidadania, Belo Horizonte: Imprensa Universitária/UFMG.

SEVERINO, Antônio Joaquim, (1999). A Filosofia Contemporânea do Brasil, Petrópolis: Vozes

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

CONTATOS COM O AUTOR

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Feminina

Denise Canova: Poema ‘Feminina’

Foto da autora do poema, a colunista do ROL Denise Canova
Denise Canova
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-N. https://www.artgeek.com.br/none-226528572

Feminina

Arte do homem

Inspira o homem

Vê a delicadeza feminina

Feliz Dia dos Pais!

Dama da Poesia

CONTATO COM A AUTORA

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




EDIÇÃO 214 DO INTERNET JORNAL

Eis aí, amigos, a EDIÇÃO 214 do nosso Internet Jornal

Logo do Internet Jornal

Eis aí, amigos, a EDIÇÃO 214 do nosso Internet Jornal.

Agora com novo diagramador – o Pedro Rubens, da empresa PRAM – que aperfeiçoou o que já estava sendo feito.

E, como de costume na nossa pauta, muita prestação de serviço, assuntos culturais relevantes, uma seleção do que de mais importante foi postado na internet e artigos dos melhores colunistas.

Tudo para você, que é um internauta inteligente.

Para ler a edição inteira, acesse

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Uma Família Feliz estreia no Festival de Gramado

Com aguardado roteiro de Raphael Montes e protagonizado por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, o filme tem direção de José Eduardo Belmonte e produção da Barry Company

(Foto de Victor Prataviera)

Materiais:https://drive.google.com/drive/folders/18v3LKrg9BNCUIuqTE3lg_LdBZsb-x2vZ

Escritor e roteirista de sucesso, especializado em romances de gêneros como thriller, suspense e policias, como “Dias Perfeitos” e “Jantar Secreto”, além da série “Bom Dia, Verônica”, Raphael Montes estreia UMA FAMÍLIA FELIZ, do qual assina o argumento e o roteiro, além de ser sua primeira vez como diretor assistente. Com direção de José Eduardo Belmonte, o filme fará sua estreia no Festival de Gramado, que acontece entre 11 e 19 de agosto.

O longa, protagonizado por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, é um thriller dramático, com produção da Barry Company, René Sampaio e Juliana Funaro, também produtora executiva do longa. O filme é coproduzido pela Globo Filmes e pelo Telecine, com distribuição da Pandora Filmes.

Na trama, Grazi Massafera é Eva, uma mulher acusada pela sociedade de ser a principal suspeita dos estranhos acontecimentos que envolvem suas duas filhas gêmeas e seu filho recém-nascido. Para provar sua inocência e ter seu marido, interpretado por Reynaldo Gianecchini, e sua família feliz de volta, ela começa a investigar a situação.

Montes conta que esse é um suspense dramático, um gênero pouco explorado no Brasil, e que optou por começar a história pela cena final para criar logo de cara o impacto do clímax.

“Queria que a experiência de ver o filme fosse uma investigação humana de como uma família supostamente ‘feliz’ chegou ao extremo oposto em pouco tempo. Através das chaves do gênero, o filme trata dos dramas da maternidade, das pressões sociais e da perigosa cultura do cancelamento. Espero que o filme deixe vocês pensando por vários dias naquele final”, conta.

(Foto de Victor Prataviera)

A direção é de José Eduardo Belmonte, que tem em seu currículo os longas como “Alemão”, “Alemão 2”, “O Pastor e o Guerrilheiro” e “Billy Pig”, também protagonizado por Massafera. Montes estreia como diretor assistente em UMA FAMÍLIA FELIZ.

“Escrevi o roteiro com a colaboração dos incríveis Ilana Casoy e Gustavo Bragança. Belmonte foi um parceiro generoso. Aprendi muito com ele no set em minha primeira direção assistente. Estar no Festival de Gramado é uma alegria e um privilégio”, conclui.

SINOPSE

Em uma família feliz perfeitamente protegida em um condomínio fechado, uma mãe é duramente acusada de machucar as filhas gêmeas e o bebê recém-nascido. No entanto, a verdade por trás dos muros altos pode revelar uma crueldade inesperada.

FICHA TÉCNICA

Elenco Principal: Grazi Massafera, Reynaldo Gianecchini, Luiza Antunes e Juliana Bim

Direção: José Eduardo Belmonte

Argumento, Roteiro e Diretor Assistente: Raphael Montes

Produção: Barry Company

Coproducão: Globo Filmes e Telecine

Distribuição: Pandora Filmes

Produtores: Juliana Funaro, Krysse Mello, René Sampaio

Produtor Associado: Jorge Furtado (Anjo Produções)

Produção Executiva: Juliana Funaro, Ronald Kashima

Produtora Executiva Curitiba: Gianna Coelho

Produtora Delegada Curitiba: Diana Moro

Direção de Fotografia: Leslie Montero

Direção de Arte: Monica Palazzo, ABC

Técnico de Som Direto: Bruno Ito

Montador: Jota Santos

Produtores de Elenco: Agnaldo Baliza, Renata Dias

Supervisão de Edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de Som e Mixagem: Ricardo Reis, ABC

Composição de Trilha Musical: Julia Teles

Figurinista: Isabella Brasileiro

Maquiadora Chefe: Carol Suss

Sobre Raphael Montes

Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. É criador, roteirista-chefe e produtor-executivo da primeira novela da HBO Max, ‘Beleza Fatal’, e da série ‘Bom Dia, Verônica’ na Netflix (APCA 2020).

Escreveu os romances ‘Suicidas’, ‘Dias Perfeitos’, ‘O Vilarejo’, ‘Jantar Secreto’, ‘Bom dia, Verônica’ e ‘Uma Mulher No Escuro’ (Jabuti 2020), sucessos de público e de crítica, traduzidos em mais de 25 países e com os direitos de adaptação vendidos para o cinema. Além disso, escreveu roteiros de filmes, como “A Menina Que Matou Os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”, sucessos no Amazon Prime Video e “Praça Paris”.

Raphael criou a Casa Montes, uma produtora de desenvolvimento com foco em projetos de série e longa-metragem de crime, terror e suspense. Em 2023, ele lança “A Mágica Mortal”, seu primeiro livro juvenil; se prepara para o lançamento do filme “Uma Família Feliz” nos cinemas e para a estreia da terceira temporada de “Bom Dia Verônica” na Netflix.

Sobre a Pandora Filmes

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil, revelando nomes outrora desconhecidos no país como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder.

Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square: A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon-ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Orquestra Juvenil Heliópolis retorna ao palco do MASP, no dia 20 de agosto

Gratuito, concerto terá regência do maestro titular do grupo, Paulo Galvão, e traz nomes como Tchaikóvski, Rossini e Bizet em seu repertório

Apresentação acontecerá no domingo, dia 20 de agosto, às 11h
Priscila Corderi / Instituto Baccarelli

No dia 20 de agosto, um domingo, às 11h, a Orquestra Juvenil Heliópolis realiza mais uma apresentação da Temporada 2023 do Instituto Baccarelli. O grupo se apresenta no MASP, em concerto gratuito, sob regência de seu maestro titular, Paulo Galvão. No repertório, obras de grandes compositores da Rússia, da Itália e da França: Tchaikóvski, Rossini e Bizet. Os ingressos estarão disponíveis para retirada na bilheteria do MASP duas horas antes do evento.

O programa se inicia com uma das obras mais queridas pelo público: a Abertura 1812, de Tchaikóvski (1840-1893). Estreada na Exposição de Artes e Indústria de Moscou, em 1882, a obra evoca os eventos do conflito que os russos chamam de Guerra Patriótica de 1812, quando os 690 mil soldados a serviço de Napoleão Bonaparte (1769-1821) – o maior exército reunido na Europa até então – fracassou na tentativa de derrotar a Rússia.

Na sequência, é a vez de obras pouco conhecidas de grandes compositores. A primeira delas é do italiano Gioachino Rossini (1792-1868), um dos maiores nomes da história da ópera. No palco do MASP, a Orquestra Juvenil Heliópolis interpreta suas Variações para Clarinete e Orquestra, composta em 1809 – logo no início da carreira de Rossini, antes que o compositor enveredasse pelo universo da ópera. A peça, contudo, funciona quase como uma pequena cena operística sem palavras, com toda felicidade melódica e teatralidade que impregnariam as melhores criações rossinianas. No palco do MASP, a interpretação da Orquestra Juvenil Heliópolis conta com solos de Leonardo Molan, clarinetista do grupo.

Fechando o programa está uma obra que foi composta quase como uma tarefa pedagógica. Em 1855, ainda com 17 anos e aluno de Gounod no Conservatório de Paris, Georges Bizet (1838-1875) escreveu sua obra Sinfonia em Dó. Terminada a lição, o compositor colocou a obra na gaveta e não a publicou nem executou durante a sua vida. Somente 80 anos depois, em 1935, sua viúva, Geneviève, entregou a partitura a outro compositor, Reynaldo Hahn – foi aí que a Sinfonia nº 1 finalmente teve sua estreia, entrando para o repertório internacional pelas mãos do regente austríaco Felix Weingartner.

Formada por 67 instrumentistas, Orquestra Juvenil Heliópolis é um dos grupos mais avançados do sistema de ensino musical desenvolvido pelo Instituto Baccarelli em sua sede, em Heliópolis. Com jovens com idades entre 14 a 25 anos, a Orquestra é a primeira etapa do processo de profissionalização dos instrumentistas formados na escola e é por ela que os alunos e alunas mergulham na rotina de ensaios, estudos e apresentações, vivenciando o dia a dia profissional.

O maestro titular da Juvenil, Paulo Galvão, estuda música desde os 7 anos de idade e ingressou no Instituto aos 19. Já regeu grupos como a Orquestra Jovem do Estado, Osusp, Osesp, entre outras, e desde 2022 tem aulas de regência com o maestro Isaac Karabtchevsky, diretor artístico da instituição. Paulo Galvão é o maestro titular da Orquestra Juvenil Heliópolis, e maestro assistente da Orquestra Sinfônica Heliópolis.

SERVIÇO

Orquestra Juvenil Heliópolis
Paulo Galvão, regente

Data: 20/08/2023, domingo

Horário: 11h

Local: Auditório MASP

Endereço: Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP

Entrada gratuita: os ingressos estarão disponíveis duas horas antes do evento, na bilheteria do MASP.

Contato: imprensa@institutobaccarelli.org.br / (11) 3506-4610

Voltar: http://www.jornalrol.com.br