TRÊS CURTAS YANOMAMI SERÃO EXIBIDOS EM VENEZA POR OCASIÃO DO 80º FESTIVAL DE VENEZA

Entre eles, está MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHO, vencedor do É Tudo Verdade, dirigido pelo cineasta Yanomami Morzaniel Ɨramari

MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHO (Crédito de Morzaniel Iramari)
MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHO (Crédito de Morzaniel Iramari)

Materiais:  https://1drv.ms/f/s!AoFIbnq_EvW8iCq5f29Aa3iAbDYc?e=uvqAZM

Por ocasião da 80ª edição do Festival de Veneza que acontece entre 30 de agosto e 9 de setembro, a Isola Edipo, em colaboração com a Mostra Giornate degli Autori reservaram um dia especial para o cinema indígena Yanomami.

Em 4 de setembro, acontecerá o “Eyes of the Forest”, Olhos da Floresta, que exibirá três curtas-metragens Yanomami, na Sala Laguna. Será um dia dedicado ao Primeiro Cineasta Yanomami Morzaniel Ɨramari e ao Cinema Indígena Yanomami no Brasil.

Entre eles, está MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHO, de Morzaniel Ɨramari. Ganhador na categoria Melhor Documentário de Curta-Metragem Nacional, no Festival É Tudo Verdade de 2023, o que já o qualifica como um concorrente ao Oscar na categoria Melhor Documentário em Curta-Metragem, o filme conta com a participação do grande líder e xamã Davi Kopenawa, que nos conduz nessa experiência apresentando o conhecimento dos Yanomami sobre os sonhos.

“Este filme vai ajudar a fazer com que os não-indígenas conheçam o povo Yanomami, conheçam as nossas imagens. Assim todos podem conhecer como nós vivemos na nossa casa e como nós sonhamos, como os xamãs sonham”, explica o cineasta.

Além deste, também fazem parte do evento THUË PIHI KUUWI – UMA MULHER PENSANDO e YURI U XËATIMA THË – A PESCA COM TIMBÓ, ambos de Aida Harika, Roseane Yariana e Edmar Tokorino. Estes são os primeiros filmes dos cineastas e estão entre os primeiros filmes dirigidos por mulheres Yanomami que farão sua estreia em um Festival de Cinema Internacional.

A prática da pesca com timbó, o olhar de uma jovem mulher sobre o trabalho dos xamãs e o conhecimento sobre os sonhos são os temas desses três curtas dirigidos pelos jovens cineastas Yanomami.

O registro dos três filmes foi feito na grande casa coletiva de Watorikɨ, na região do Demini (TIY), produzidos pela Aruac Filmes durante as filmagens do longa-metragem “A Queda do Céu”, filme livremente inspirado na obra homônima de Davi Kopenawa e Bruce Albert, dirigido por Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. Em 2022, a Aruac organizou junto à Hutukara Associação Yanomami (HAY) e ao Instituto Socioambiental (ISA) uma oficina de montagem audiovisual que ensejou a produção dos três curtas.

MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHO, que fez sua estreia internacional no Sheffield Doc Fest no Reino Unido, deve, segundo o diretor, ajudar os brancos a pensar com os Yanomami sobre a terra e a saúde dos povos originários.

“Nós, Yanomami, somos habitantes da floresta Amazônica. No Brasil, somos quase 30 mil pessoas. A terra-floresta é nossa mãe e cuida do povo Yanomami. Desejamos viver em paz, com alegria e fazendo nossas festas. Os napë pë (brancos, inimigos) gostam de destruir a floresta e pegar as riquezas da terra. Hoje o garimpo ilegal invadiu nosso território, estamos tristes por perder tantos parentes e ver nossas crianças morrendo por doenças. Nosso rio está sujo de lama e mercúrio, mas nosso território é forte por dentro. Com a árvore do sonho, nós sonhamos longe e os xamãs sonham ainda mais longe, conhecem o canto e a dança dos espíritos, o sonho do rio, o sonho do mundo”, explica Morzaniel Ɨramari, que estará presente na Isola Edipo por ocasião do Festival de Cinema de Veneza, no qual, além de apresentar os filmes, promoverá uma masterclass, ao lado dos produtores Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha.

O evento da Isola Edipo por ocasião do Festival de Veneza faz parte do foco anual “Cinema de inclusão entre a visão e a educação”, que está em sua sétima edição. O objetivo da iniciativa deste ano é destacar a visão direta e íntima de cineastas da comunidade Yanomami, uma das populações indígenas mais conhecidas da Amazônia e sua crescente importância no cenário cinematográfico internacional. Um ato político devolvendo à floresta seus olhos, corpos e vozes para conscientizar sobre a situação Yanomami atual e a necessidade urgente de proteger seu território e seu modo de vida.

Nos últimos anos, milhares de garimpeiros ilegais invadiram a Terra Indígena Yanomami em busca de ouro e cassiterita promovendo altos índices de desmatamento e gerando grave insegurança alimentar, violência e a promoção de inúmeras doenças e mortes.

Essa invasão tem gerado um impacto dramático sobre os Yanomami. Como revelado pela reportagem da Sumaúma em janeiro de 2023, pelo menos 570 crianças morreram durante os quatro anos do último governo por doenças que têm tratamento. Apesar das inúmeras denúncias feitas pelos Yanomami nesse período, o governo as ignorou.

No início do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a cidade de Boa Vista (RR) e decretou emergência de saúde para o povo yanomami, oficializando a crise humanitária. Neste contexto, a nova produção audiovisual dos Yanomami é também uma convocação para os não-indígenas apoiarem a proteção da terra-floresta.

Os três curtas são uma produção Aruac Filmes com coprodução da Hutukara Associação Yanomami e produção associada da Gata Maior Filmes. Os filmes contam com o apoio institucional do Instituto Socioambiental e apoio de uma rede de fundações e instituições internacionais que trabalham diretamente com a Amazônia Brasileira.

MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHO

Sinopse: Quando as flores da árvore Mãri desabrocham surgem os sonhos. As palavras de um grande xamã conduzem uma experiência onírica através da sinergia entre cinema e sonho Yanomami, apresentando poéticas e ensinamentos dos povos da floresta.

Ficha Técnica

Direção: Morzaniel Ɨramari

Com: Davi Kopenawa Yanomami

Direção de Fotografia e Câmera: Morzaniel Ɨramari

Produtores: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha

Montagem: Morzaniel Ɨramari, Rodrigo Ribeiro-Andrade, Julia Faraco e Carlos Eduardo Ceccon

Edição de Som: Waldir Xavier

Mixagem de Som: Guilherme Lima de Assis

Som Direto: Marcos Lopes da Silva e Morzaniel Ɨramari

Color Grading e Finalização: Caio Lazaneo

Desenhos Originais: Ehuana Yaira Yanomami

Tradutores: Ana Maria Machado, Richard Duque, Corrado Dalmonego, Marcelo Silva e Morzaniel Ɨramari

Supervisão Geral: Davi Kopenawa Yanomami e Dário Vitório Kopenawa Yanomami

Responsável Formação Audiovisual Yanomami: Marília Garcia Senlle

Produção Executiva: Heloisa Jinzenji

Coordenação de Produção: Margarida Serrano

Coordenação Financeira: Tárik Puggina

Gerente de Projeto: Lisa Gunn

Produtoras de Impacto: Marília Garcia Senlle e Carolina Ribas

Produção: Aruac Filmes

Coprodução: Hutukara Associação Yanomami

Produção: Associada Gata Maior Filmes

Apoio Institucional: ISA – Instituto Socioambiental

THUË PIHI KUUWI – UMA MULHER PENSANDO

Sinopse: Uma mulher yanomami observa um xamã durante o preparo da Yãkoana, alimento dos espíritos. A partir da narrativa de uma jovem mulher indígena, a Yãkoana que alimenta os xapiripë e permite aos xamãs adentrarem o mundo dos espíritos também propõe um encontro de perspectivas e imaginações.

Ficha Técnica

Direção: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami

Com: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami

Direção de Fotografia e Câmera: Roseane Yariana Yanomami

Produtores: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha

Montagem: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami, Carlos Eduardo Ceccon, Julia Faraco e Rodrigo Ribeiro-Andrade

Edição de Som: Waldir Xavier

Mixagem: Guilherme Lima de Assis

Som Direto: Marcos Lopes da Silva

Color Grading: Cassiana Umetsu e Marcelo Brandt

Tradutores: Ana Maria Machado, Richard Duque, Corrado Dalmonego, Marcelo Silva e Morzaniel Ɨramari Yanomami

Supervisão Geral: Davi Kopenawa Yanomami e Dário Vitório Kopenawa Yanomami

Responsável Formação Audiovisual Yanomami: Marília Garcia Senlle

Produção Executiva: Heloisa Jinzenji

Coordenação de Produção: Margarida Serrano

Coordenação Financeira: Tárik Puggina

Gerente de Projeto: Lisa Gunn

Produtoras de Impacto: Marília Garcia Senlle e Carolina Ribas

Produção: Aruac Filmes

Coprodução: Hutukara Associação Yanomami

Produção Associada: Gata Maior Filmes

Apoio Institucional:  ISA – Instituto Socioambiental

YURI U XËATIMA THË – A PESCA COM TIMBÓ

Sinopse: Dois jovens realizadores Yanomami descrevem o processo de pesca com timbó, cipó tradicionalmente empregado para atordoar os peixes. O encontro de vozes e perspectivas sugere o reencantamento das imagens como forma de contar histórias.

Ficha Técnica

Direção: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami

Com: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami e Roseane Yariana Yanomami

Direção de Fotografia e Câmera: Roseane Yariana Yanomami

Produtores: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha

Montagem: Aida Harika Yanomami, Edmar Tokorino Yanomami, Carlos Eduardo Ceccon, Julia Faraco e Rodrigo Ribeiro-Andrade

Edição de Som: Waldir Xavier

Mixagem: Guilherme Lima de Assis

Som Direto: Marcos Lopes da Silva

Color Grading: Cassiana Umetsu e Marcelo Brandt

Tradutores: Ana Maria Machado, Richard Duque, Corrado Dalmonego, Marcelo Silva e Morzaniel Ɨramari Yanomami

Supervisão Geral: Davi Kopenawa Yanomami e Dário Vitório Kopenawa Yanomami

Responsável Formação Audiovisual Yanomami: Marília Garcia Senlle

Produção Executiva: Heloisa Jinzenji

Coordenação de Produção: Margarida Serrano

Coordenação Financeira: Tárik Puggina

Gerente de Projeto: Lisa Gunn

Produtoras de Impacto: Marília Garcia Senlle e Carolina Ribas

Produção: Aruac Filmes

Coprodução: Hutukara Associação Yanomami

Produção Associada: Gata Maior Filmes

Apoio:  ISA – Instituto Socioambiental

Sobre Morzaniel Ɨramari

Morzaniel Ɨramari é um cineasta Yanomami, nascido em 1980 na aldeia Watorikɨ, região do Demini da TI Yanomami, no estado do Amazonas, Brasil. Trabalhou como Coordenador de Comunicação na Hutukara Associação Yanomami (Boa Vista) e foi formado em 2010 no projeto Pontos de Cultura Indígena – Vídeo nas Aldeias.

Trabalha como intérprete, tradutor, cineasta e documentarista. Seus filmes circularam por diversos festivais e mostras no Brasil e no Mundo. Em 2010, dirigiu o curta “Casa dos Espíritos”, vencedor do prêmio de Melhor Filme, segundo o júri popular, na Mostra Aldeia SP, em 2014.

Em 2014, dirigiu o filme longa-metragem “Urihi Haromatimapë – Curadores da Terra-floresta”, que ganhou o prêmio de Melhor Filme na Mostra Competitiva do Festival Forumdoc.BH. No seu mais recente filme “Mãri hi – A Árvore do Sonho” (2023), Morzaniel assina a direção e montagem e foi filmado com o grande xamã, líder indígena Yanomami e presidente da Hutukara Associação Yanomami Davi Kopenawa Yanomami e produzido pelos diretores Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha.

Sobre Aida Harika, Edmar Tokorino e Roseane Yariana Yanomami

Aida Harika e Edmar Tokorino são dois cineastas Yanomami que residem na aldeia de Watorikɨ, Demini, Terra Indígena Yanomami, localizada na Amazônia Brasileira. Ambos cineastas fazem parte do coletivo de comunicadores Yanomami criado em 2018 pela Hutukara Associação Yanomami com apoio do Instituto Socioambiental (ISA).

Com objetivo de fortalecer a comunicação da Hutukara e desenvolver estratégias de fortalecimento dos conhecimentos tradicionais entre os jovens, cujo interesse por celulares e tecnologias não indígenas é crescente, criou-se um grupo de seis jovens de três regiões da TI Yanomami – Watorikɨ, Missão Catrimani e Novo Demini, para receberem formação de audiovisual.

Desde 2021, Aida e Edmar participaram de diversas oficinas onde produziram boletins de áudio, fotografias, vídeos feitos com celulares e curtas-metragens. “Thuë pihi kuuwi – Uma Uma Mulher Pensando” e “Yuri u xëatima thë – A Pesca com Timbó” são seus primeiros curtas-metragens nos quais assinam em conjunto a direção e montagem. Roseane Yariana Yanomami fez parte do primeiro grupo de jovens escolhidos pela diretoria da Hutukara Associação Yanomami para participar das oficinas de formação em audiovisual, em 2018. Ela é moradora da aldeia Buriti, região do Demini, e é filha de Joseca Mokahesi, artista reconhecido internacionalmente por seus desenhos.

Sobre a Aruac Filmes

A Aruac Filmes, produtora brasileira, fundada em 2002, vem, desde o início de sua trajetória, desenvolvendo projetos para diversos segmentos de expressão artística e audiovisual. Com foco na qualidade, tanto na apresentação como nos conteúdos artísticos, a Aruac alinha criação autoral visando ampla comunicação com o público.

Com uma longa e consistente atuação no mercado audiovisual, teve seus filmes distribuídos comercialmente em cinemas do Brasil e outros países. Além dos principais festivais de cinema do Brasil, teve seus filmes selecionados em festivais internacionais renomados, como Cannes (França), Berlinale (Alemanha), Veneza (Itália), Telluride (EUA), IDFA e Rotterdam (Holanda), Sundance (EUA), BAFICI (Argentina), Locarno (Suíça), New Directors/New Movies, MoMA, e Tribeca (EUA), Guadalajara (México), Barcelona (Espanha), CPH:DOX (Dinamarca), Havana (Cuba), Montreal (Canadá), DMZ Docs (Coreia do Sul), Doc NY (EUA) e recebido diversos prêmios ao longo dessa trajetória, entre eles o prêmio de “L’oeil d’Or” (Olho de Ouro) de melhor documentário no Festival de Cannes de 2016.

Seus filmes também estão presentes nas principais plataformas de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video, Dafilms e GloboPlay. Em produção para TV, já realizou séries e programas em parceria com o Canal Brasil, Canal Curta!, GloboNews, TV SESC e CineBrasil TV.

Paralelamente à produção audiovisual, a Aruac vem nos últimos anos investindo na área de teatro e performance, cujos trabalhos foram apresentados nos festivais de teatro mais prestigiados do Brasil e em diversos países europeus na França, Portugal, Alemanha, Suíça e Áustria.

Atualmente a Aruac está trabalhando em dois longas-metragens: ‘A Queda do Céu’, filme baseado na obra literária homônima do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, e do antropólogo francês Bruce Albert e com direção de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. E ‘Elza’, filme que acompanha os últimos 8 anos da vida e carreira de Elza Soares dirigido por Eryk Rocha e coproduzido com Globofilmes e Maria Farinha Filmes.

Sobre os produtores

Gabriela Carneiro da Cunha

Gabriela Carneiro da Cunha é uma artista brasileira que atua nas áreas de performance, direção, pesquisa e ativismo artístico ambiental. É sócia da Aruac Filmes, produtora independente de cinema, e idealizadora do Projeto Margens – Nos Rios, Buiúnas e Vaga-lumes, projeto multilíngue dedicado à criação artística a partir da escuta do testemunho de rios brasileiros em situação de catástrofe.

O escopo deste projeto já incluiu peças de teatro, como “Guerrilha ou Para a Terra Não Há Desaparecidos” (2015) e “Altamira 2042” (2019), longas e curtas-metragens documentais, publicações, debates, oficinas, a rede Buiunas – uma rede entre mulheres , rios e arte.

O “Altamira 2042” integrou a programação de importantes festivais e espaços teatrais, como Wiener Festwochen, Festival D’automne à Paris, International Summer – Festival Kampnagel Hamburg, Baltic Circle, Holland Festival, Théâtre Vidy-Lausanne, Centre Georges Pompidou e outros.

No cinema, atua como diretora, produtora, roteirista e assistente de direção. Destacando trabalhos como o longa-metragem “Edna” (2021), produzido pela Aruac Filmes que estreou no prestigiado festival suíço Visions du Réel e circulou em mais de 50 festivais ao redor do mundo como Telluride, Doc NY, RIDM, Porto Postdoc e recebeu vários prêmios no Chile, França, Itália, México, Argentina, Turquia e Brasil.

Atuou nos filmes “Anna” de Heitor Dhalia, nos filmes de Eryk Rocha “Noite Ardente” e “Jardins” e “O Duelo”, de Marcos Jorge. Recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio por seu trabalho no longa “Anna”.

Atualmente, Gabriela prepara seu próximo trabalho no teatro com o Rio Tapajós, que estreará em 2024 com coprodução do Teatro Vidy, enquanto dirige e produz, em parceria com Eryk Rocha, o filme “A Queda do Céu”, produzido pela Aruac Filmes, coproduzido pela Hutukara Associação Yanomami e é uma coprodução entre Brasil e Itália.

O filme é baseado na obra homônima do xamã Yanomami Davi Kopenawa e do antropólogo Bruce Albert. Junto com Eryk Rocha, é produtora dos curtas-metragens MÃRI HI – A ÁRVORE DO SONHOYURI U XËATIMA THË – A PESCA COM TIMBÓ e THUË PIHI KUUWI – UMA MULHER PENSANDO, que desde o ínicio de 2023 circulam no circuito de prestigiados festivais de cinema no Brasil e no mundo,

Eryk Rocha

Cineasta nascido no Brasil em 1978 e fundador da Aruac Filmes, produtora independente de cinema brasileiro. Formou-se em 2002 na escola de cinema de Los Baños, Cuba, onde dirigiu seu primeiro longa-metragem: “Rocha que Voa”.

O filme teve sua estreia internacional no Festival de Cinema de Veneza na Competição Internacional Orizzonti e foi selecionado para Rotterdam, Locarno e outros importantes festivais, ganhando os prêmios de Melhor Filme no Brasil, Argentina e Cuba. Suas outras obras – entre as quais “Transeunte” (2011), “Jards” (2013); “Campo de Jogo” (2016); “Breve Miragem do Sol” (2019); “Edna” (2021) – ganharam inúmeros prêmios em festivais de cinema de prestígio, como Cannes, Telluride, Sundance, New Directors/New Films MoMa, Documentary Quinzena, Locarno, Visions du Réel, CPH:DOX, Fid Marseille, BFI London, RIDM Montreal, Havana, Guadalajara, BAFICI e Amsterdã.

“Cinema Novo” (2016), seu sétimo longa-metragem, recebeu o L’Oeil d’Or de Melhor Documentário no Festival de Cannes. Seus filmes foram distribuídos nacional e internacionalmente em salas de cinema e canais de televisão, bem como nas principais plataformas de streaming como Netflix, Globoplay e Amazon Prime. Parte de sua obra foi adquirida pelo MoMA e integrada ao acervo permanente do museu.

Atualmente, Eryk Rocha está trabalhando no longa-metragem “A Queda do Céu”, codirigido com Gabriela Carneiro da Cunha. O filme é produzido pela Aruac Filmes, coproduzido pela Hutukara Associação Yanomami e é uma coprodução entre Brasil e Itália. Paralelamente, Rocha está trabalhando no longa-metragem ‘Elza’, que acompanha os últimos 8 anos de vida e carreira da grande cantora Elza Soares.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Festival Cultura e Pop Rua debate os direitos culturais da população em situação de rua

Idealizado pelo Museu da Língua Portuguesa e Sesc São Paulo, e correalizado pela Prefeitura da Cidade de São Paulo, o evento vai oferecer serviços, apresentações artísticas e oficinas de cultura gratuitos

Festival Cultura e Pop Rua é realizado pelo Museu da Língua Portuguesa e Sesc São Paulo, com correalização da Prefeitura
Festival Cultura e Pop Rua é realizado pelo Museu da Língua Portuguesa e Sesc São Paulo, com correalização da Prefeitura

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo vivem sem ter onde morar.

No Brasil, são pelo menos 281 mil pessoas na mesma situação, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) de 2022.

Vivendo nas ruas das cidades, as pessoas têm acesso dificultado aos direitos mais básicos, como à alimentação, à saúde, à educação e à cultura.

A fim de discutir o papel das instituições culturais na melhoria da vida deste público e das cidades, o Museu da Língua Portuguesa e o Sesc São Paulo realizam de 16 a 18 de agosto o Festival Cultura e Pop Rua – População em Situação de Rua e Direito à Cultura, com correalização da Prefeitura da Cidade de São Paulo.  

Ao longo de três dias, participarão do evento representantes de organizações, projetos e coletivos do Reino Unido, França, Uruguai, Argentina, Colômbia, além de Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.  

Segundo Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo, “o festival é fruto de um desejo de coletivizar as reflexões e a busca por ampliar repertórios para o trabalho com e para a população em situação de rua, exercício a que temos nos dedicado como equipes de instituições culturais que estão em contextos em que estão presentes diversas vulnerabilidades sociais. E de evidenciar o vínculo da cultura e do lazer com a autoestima, a dignidade e o exercício da cidadania”. 

Toda a programação foi construída, no último ano, em cocriação com movimentos sociais de população em situação de rua, agentes, coletivos e instituições culturais atuantes no território Luz, Santa Efigênia, Bom Retiro e Campos Elíseos, onde estão localizados o Museu da Língua Portuguesa e o Sesc Bom Retiro.

Por isso, tanto nas rodas de conversa quanto nos espaços de apresentação, terão protagonismo os artistas do território, assim como pessoas em situação de rua, incluindo: All Ice (SP), Angoleiros do Sertão (SP), Coral Cênico Cidadãos Cantantes (SP), Coral Uma Só Voz (RJ), Itinerância Poética (SP), Libertat (SP), MC Pedrão (SP), Pagode na Lata (SP), Paulestinos (SP), Samba do Bule (SP), Teto, Trampo e Tratamento (SP), Nego Bala (SP), MC Binho (SP), Savio Muan (SP), entre outros.     

“Muitas instituições culturais estão localizadas em territórios com populações em vulnerabilização social e têm o desafio de se inserir e se relacionar nesses contextos. Desde a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, há dois anos, esse tem sido um dos principais focos do nosso trabalho: articular outras instituições culturais para atuar a partir do diálogo na garantia dos direitos culturais das pessoas em situação de rua”, afirma a diretora executiva do IDBrasil, organização social de cultura gestora do Museu, Renata Motta.

O Museu da Língua Portuguesa é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. 

Destaques da programação 
No dia 16 de agosto, o evento tem como destaque a realização de um minicurso para trabalhadores da cultura no teatro do Sesc Bom Retiro sob a coordenação de Matt Peacock (Reino Unido), diretor da entidade Arts & Homelessness International (AHI) e a participação de Patrick Chassignet (França), chefe do setor “Da rua à moradia” do departamento de Missões Sociais da Fundação Abbé Pierre e cocriador do festival C’est pas du Luxe! (Não é luxo!).  

Nos dias 17 e 18 de agosto, a programação será realizada em espaços do Museu da Língua Portuguesa e na rua em frente à Estação da Luz, incluindo rodas de conversa com entidades nacionais e internacionais que tratam do tema pop rua e cultura; tendas para oficinas de cultura com temas variados e apresentações artísticas no tablado e no térreo do Museu da Língua Portuguesa (Pátio B e Saguão B).

Toda a programação é livre, gratuita e aberta à participação de qualquer pessoa. Nestas datas, a entrada no Museu da Língua Portuguesa também será gratuita para todas as pessoas, em comemoração à realização do Festival. 

Também nos dias 17 e 18, haverá na rua tendas de serviços para pessoas em situação de rua, tais como alimentação, saúde, corte de cabelo e embelezamento, banho, vacinação, emissão de documentos e atendimento de cuidados para os cães.     

Outro destaque é a apresentação, nos dias 16 e 17, da peça Cena Ouro – Epide(r)mia, no Teatro de Contêiner, com argumento e produção da Cia. Mungunzá de Teatro e textos escritos pelos artistas da cena e direção, o espetáculo conta com Supervisão Dramatúrgica de Verônica Gentilin e Direção de Cris Rocha, Georgette Fadel e Tânia Ganussi. 

O grupo revisita agora um de seus espetáculos anteriores, o Epidemia Prata, incluindo no elenco sete novos integrantes, parceiros de vivências de um território compartilhado.

A narrativa costura a vida cotidiana à mitologia e à figura da medusa em um jogo entre o que é maleável e o que é tornado estátua no contexto do território conhecido como “boca do lixo” e “cracolândia”. As apresentações serão gratuitas, com retirada de ingressos na hora, de acordo com o limite da sala.  

Também haverá o encontro do Pagode na Lata – proposta cultural-educacional sobre redução de danos que atua junto aos usuários da chamada cracolância – com o Sexteto Aurum da EMESP. E, encerrando o dia 18, a apresentação do Nego Bala com artistas MCs do território da Luz.  

A programação completa está disponível em: www.sescsp.org.br/festivalpoprua 

 
ORGANIZAÇÕES, PROJETOS E COLETIVIDADES PARTICIPANTES 

AHI – Arts & Homelessness International (Reino Unido), Boca de Rua (RS), Casa Chama (SP), CAPS AD III – Prates (SP), Casa Florescer (SP), C’est Pas du Luxe/Fundação Abbé Pierre (França), Chá do Padre (SP), CISARTE (SP), Coletivo Ni Todo Está Perdido (Uruguai), Filme de Rua (MG), Hecho em Bs As (Argentina), Hospitais Musicais/Santa Marcelina Cultura (SP), Instituto Distrital de Artes – Idartes (Colômbia), Movimento Estadual da População em Situação de Rua, Movimento Nacional da População em Situação de Rua, Movimento Nacional de Lutas em Defesa da População em Situação de Rua, No Tan Distintes (Argentina), Pão do Povo de Rua (SP), Programa Crea (Colômbia), Programa Reviravolta/Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos (SP), Programa Urbano (Uruguai), Projeto Axé (BA), Projeto Uma Só Voz (RJ), Rede Rua (SP), , SP Invisível (SP), Teatro de Contêiner Mungunzá (SP), Teto, Trampo e Tratamento (SP). 

SERVIÇO 

Festival Cultura e Pop Rua 
População em Situação de Rua e Direito à Cultura 

 
DATA: 16 a 18 de agosto 
LOCAIS: Sesc Bom Retiro, Museu da Língua Portuguesa (Pátio B e Saguão B), Teatro de Contêiner, Bar da Nice, Rua (em frente à Estação da Luz)  
PROGRAMAÇÃO: www.sescsp.org.br/festivalpoprua 

SOBRE O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA  
O Museu da Língua Portuguesa é um equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, concebido e implantado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil Cultura, Esporte e Educação é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.  

PATROCÍNIOS E PARCERIAS  
A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa tem Patrocínio Máster da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  

A Temporada 2023 conta com patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale, da John Deere Brasil, da Petrobras e do Grupo Globo; com apoio do BNY Mellon, da PwC Brasil, do Itaú Unibanco e do Grupo Ultra; e com as empresas parceiras Paramount Têxteis, Eaton, Machado Meyer e Verde Asset Management. Revista Piauí, Guia da Semana, Dinamize, JCDecaux e Helloo são seus parceiros de mídia. A Temporada é realizada pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  

SOBRE O SESC SÃO PAULO 
Com 76 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 40 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade.

Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania.

As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo cerca de 30 milhões de pessoas por ano.

Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Mais informações, clique aqui. 

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Poema ao pequeno Cabo…

Um poema de Luiz Otávio Gilone Bario, eternizado por uma arte!

Logo Jovens Talentos
Logo da seção ‘Jovens Talentos’

Luiz Otávio Gilonne Bario

Arte por: Leonardo Caneiro

(Texto orientado pelo Professor Clayton Alexandre Zocarato, junto ao discente  do Ensino Médio  do 1º Ano A,  Luiz Otávio Gilone Bario, como parte integrante de incentivo à leitura e escrita  Poética , feito ao longo do  ano letivo  de 2023,  na Escola Estadual de Tempo Integral e Regular Professor Bento De Siqueira, do município de Marapoama – SP).

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Fugas marítimas…

Clayton Alexandre Zocarato: poema ‘Fugas marítimas’

Foto do autor e colunista do ROL Clayton Alexandre Zocarato
Clayton Alexandre Zocarato

Dos mares fugidios…

Aqui criaram seus filhos…

Os súditos portugueses foram traídos…

Mas…

No novo mundo se fizeram inquilinos…

Com muita pompa…

E pouca arromba…

Clayton Alexandre Zocarato

(Poesia criada durante a aula sobre a vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil,  entre 1807 e 1808, advinda das Guerras Napoleônicas, no 7º Ano do Ensino Fundamental, da Escola Estadual ‘Professor Bento de Siqueira’, de Ensino Integral e Regular,  na disciplina de História, ministrada pelos professores Clayton Alexandre Zocarato e João Valter Nascimento De Souza)

Contatos com o autor

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Doutores da Alegria

Ivete Rosa de Souza: crônica ‘Doutores da Alegria’

Foto da colunista Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza

 Vi recentemente um grupo de palhaços com jaleco branco, em visita a um hospital. Eram os chamados Doutores da Alegria. Lembrei de minha filha internada, que tinha retirado as amídalas. Tinha na época sete anos.

             Quando acordou da anestesia, estava na sala de recuperação. Assustou-se por estar só. Deu um grito que meu esposo, meu filho e eu nos assustamos e estávamos no corredor diante do centro cirúrgico. Tamanho foi o berreiro, que mandaram uma enfermeira me buscar. Eu, assustada, já imaginava coisas absurdas, que tivesse alguma coisa muito errada; tremia tanto que minhas pernas nem obedeciam.

               A enfermeira me acalmou. — Sua filha está bem.

                Mas só consegui me acalmar quando a vi sentada na cama chorando. Me disse que havia esquecido que era um hospital, pensou que havia morrido. Peguei a chorona no colo, levei para os braços do pai. Ele, sorrindo, brincou com ela, mas continuava de cara feia. Veio outra enfermeira, informou que o quarto já estava disponível, e a menina resistindo, teimando, querendo ir embora. O médico já havia informado que seria apenas um repouso, se não houvesse problemas daria alta em seguida. Subimos ao terceiro andar, enfermaria infantil. Ao sair do elevador encontramos três doutores da alegria. Minha menina quase caiu da cadeira de rodas. Eles acenaram para ela sorrindo, e entraram em um quarto ao lado.

                  Chegou uma refeição, sopinha de hospital. Fez cara feia. disse que não ia comer, queria sorvete. O irmão, com fome, não pensou duas vezes, limpou o prato de sopa, a gelatina e o suco. Ao terminar disse que também queria sorvete. O pai saiu e foi comprar os sorvetes.

                   Insisti para que ela tomasse ao menos água. E ela só quis ajuda para ir ao banheiro. Quando retornou, antes mesmo de chegar à cama entraram os três doutores da alegria. Meus filhos nunca gostaram de palhaços, não sei o motivo, mas quando entraram falando alto e fazendo umas piadinhas sem graça, até eu fiquei chateada.

                   Tentaram ajudá-la a subir na cama. Minha filha quase os enxotou. Mas, para meu alívio, entrou uma enfermeira com a medicação, seguida por meu esposo, com um pote de sorvete e casquinhas.

                       Os três doutores, claramente chateados, ainda tentaram brincar com a paciente impaciente. Mas, diante das malcriações, se desculparam e saíram. A enfermeira e meu esposo, que estavam calados até o momento, se entreolharam e começaram a rir alto, não conseguindo parar.

               O clima melhorou de repente, se tornou leve, até o Sol, que ainda não tinha aparecido, entrou pela janela. A menina irritadiça também começou a rir. Ainda reclamando, porque a garganta doía quando ria.  Logo esqueceu o ocorrido. Se empanturrou de sorvete e dormiu, nem viu quando o médico passou e deu a alta.

                 Que me perdoem os doutores da alegria, que prestam um serviço de amor aos pacientes nos hospitais, mas aqueles três teriam que se reciclar, pois até mesmo eu fiquei com medo de palhaços.

Ivete Rosa de Souza

Contatos com a autora

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Programação oficial da 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra – SP

Uma Celebração Literária e Cultural

Banner da 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra - SP
Banner da 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra – SP

A cidade de Taboão da Serra se prepara para receber um dos eventos literários mais aguardados do ano: a 1ª Bienal do Livro, organizada pela renomada Academia Hispano-brasileña de Ciencias, Artes y Letras (AHBLA) em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. O evento promete encantar e inspirar amantes da literatura e da cultura nos dias 18 e 19 de agosto, das 9:00 às 20:00 horas, no Cemur – Teatro Carlos Drummond de Andrade, localizado na cidade.

A Bienal do Livro de Taboão da Serra será uma celebração única, que reunirá escritores, artistas e amantes da literatura para compartilhar conhecimento, promover o debate cultural e incentivar o gosto pela leitura. Com uma programação diversificada e envolvente, o evento contará com atividades para todas as idades.

Programação Oficial:

Dia 01

09:00 – Abertura Oficial

Presença da Miss Taboão da Serra – Dayane Burgos

10:00 – Lançamento do Livro ODS 2030 – Por uma Cidadania Planetária

Coordenação: Débora Irie

Lançamento do Livro Neuroliderança

Coordenação: Édila Tais

Lançamento do Livro Quem manda na minha vida sou eu

Coordenadora: Naíle Mamede

Lançamento do Livro Olhos Vermelhos

Autora: Brisa Coelho

Lançamento do Livro Inteligência Atitudinal

Autora: Elaine Curiacos

Lançamento do Livro Direcionamento, Propósito e Coragem

Autores: Daniela Lima e Roberto Gomes Dias

Lançamento do Livro De volta para casa

Autora: Fabiana Claudino

Lançamento do Livro E(U)mocional

Autor: Renato Lisboa

Lançamento do Livro Vida Financeira: Descomplicando, economizando e investindo

Autor: Renato Lisboa

11:00 – Escola Municipal de Dança

  1. Modalidade: Ballet Clássico – Pas de Deux – (Polo Parque das Hortênsias)

Coreografia: Carinhoso

            Coreógrafo: Alan Camilo

  1. Modalidade: Baby Jazz (Polo C.C.E.)

Coreografia: Vida de criança

Coreógrafa: Larissa de Jesus

  1. Modalidade: Jazz infantil (Polo C.C.E.)

Coreografia: Eu tão tola

Coreógrafa: Larissa de Jesus

  1. Modalidade: Jazz lyrical – (Polo Parque das Hortênsias)

Coreografia: Freedom

Coreógrafa: Nathália Novaes

12:00 – Almoço

13:00 – Exposição de Cordéis com Pedro do Cordel

14:00 – Roda de Conversa – Livro ODS 2030 – Por uma Cidadania Planetária

15:00 – Oficina Lego (Instrutoras Maia e Édila)

16:00 – Roda de Conversa – Livro: A VOZ

17:00 – Roda de Conversa – Livro: Quem manda na minha vida sou eu

18:00 – Apresentação de Cordel – Pedro do Cordel

19:00 – Oficina ODS 2030: Instrutora Débora Irie

20:00 – Encerramento

Programação I Bienal do Livro de Taboão da Serra

Dia 02

09:00 – Sarau

10:00 – Roda de Conversa – Livro: De volta para casa os Vermelhos

11:00 – Roda de Conversa – Livro: Olhos Vermelhos

12:00 – Almoço

13:00 – Roda de Conversa – Livro Direcionamento, Propósito e Coragem

14:00 – Roda de Conversa – Livro: Neuroliderança

15:00 – Roda de Conversa – E(U)mocional

16:00 – Oficina ODS 2030: Instrutora Débora Irie

17:00 – Roda de Conversa – Livro: Inteligência Atitudinal

18:00 –     Escola Municipal de Dança       

  1. Modalidade: Solo Livre

Coreografia: Ayé (Aiê)

Coreógrafos: Pedro Mamede e Rodolfo Rodrigo

  1. Modalidade: Neoclássico

Coreografia: Prevaleça

Coreógrafa: Fabiola Silva

19:00 – Encerramento

Durante os dois dias de evento, os visitantes terão a oportunidade de explorar uma feira de livros com uma ampla variedade de títulos, participar de palestras enriquecedoras, interagir com autores consagrados, além de desfrutar de apresentações artísticas e culturais.

A 1ª Bienal do Livro de Taboão da Serra é um marco na promoção da cultura literária na região, reforçando a importância da leitura e do conhecimento em um ambiente festivo e educativo. A entrada é gratuita e aberta ao público de todas as idades.

Para mais informações sobre a programação completa e detalhes do evento, entre em contato pelo e-mail: contato@ahbla.com.br e telefone: (11)99530-5471 (Iracy).

Não perca a oportunidade de vivenciar esse momento único de celebração da literatura e da cultura em Taboão da Serra!

Para expositores que desejam participar gratuitamente, expor e vender seus livros o link é: Inscrição Bienal  

Para credenciamento para a imprensa inscreva-se pelo link: Credenciamento

LANÇAMENTO DE LIVROS

Voltar: http://www.jornalrol.com.br




Romance noir expõe violências de um Brasil decadente

Em ‘Bas Fond – Um conto urbano e suburbano’, Felipe Benício tece críticas à moral e aos costumes com um enredo policial ambientado no Rio de Janeiro dos anos 1990

Capa do livro ‘Bas Fond – Um conto urbano e suburbano’, de Felipe Benício – Divulgação / Felipe Benício

Em Bas Fond – Um conto urbano e suburbano, os leitores imergem no passado de um Rio de Janeiro que se distancia da alcunha de ‘cidade maravilhosa’. Ambientado na década de 1990, o livro escrito por Felipe Benício mescla elementos das narrativas policiais e de mistério para contar a história de um crime que estremece a sociedade brasileira apegada aos bons costumes.

No enredo, Mário Mariano é um jornalista recém-formado que, sem muitas oportunidades, aceita um trabalho como repórter em um jornal prestes a falir. Durante os primeiros dias no novo cargo, publica uma matéria exclusiva sobre uma prostituta vítima de abuso sexual. Mas, com as atualizações do caso, o protagonista inexperiente vai descobrir o envolvimento de nomes importantes da polícia da região, ao mesmo tempo que expõe as desigualdades sociais e de poder na capital.

Desterro angustiava-se lembrando dos tempos de dureza, em que fora obrigada a trabalhar como telefonista, secretária e manicure, morando em Costa Barros, sempre longe do trabalho da vez. O dinheiro mal dava para pagar aluguel e alimentação em uma pequenina casa de dois cômodos, sem banheiro, perto do Morro da Pedreira. (Bas Fond – Um conto urbano e suburbano, pg. 64)

Esta narrativa é inspirada nas vivências pessoais do autor, que começou a carreira como repórter policial. A partir do contato direto com o ofício, ele traça um panorama histórico do jornalismo brasileiro. A trama também conta com detalhes descritivos do Rio de Janeiro: mesmo aqueles que nunca conheceram a cidade caminham junto com os personagens pelo Catete, bairro que, no passado, sediou o palácio da Presidência da República.

Felipe Benício utiliza vários recursos narrativos para complementar a leitura, como os flashbacks, que levam o público do subúrbio carioca até a alta sociedade de Belém nos anos 1960. Além disso, os capítulos são curtos: alternam pontos de vista entre os narradores e os diálogos são diretos para se aproximar da crueza da realidade. Mas a trajetória de Mário Mariano não acaba em Bas Fond: novos livros darão continuidade ao percurso profissional do jornalista, que se conectará a outros momentos-chave da história brasileira.

FICHA TÉCNICA

Título: Bas Fond – Um conto urbano e suburbano

Autor: Felipe Benício

Editora: Ases de Literatura

ISBN: 978-65-54282-31-4

Páginas: 156

Preço: R$ 43,90 (físico) | R$ 24,99 (e-book)

Onde comprar: Amazon

SOBRE O AUTOR

RIO DE JANEIRO (RJ), 13/07/2023 – LITERATURA / ARTE/ CULTURA – Sessão de fotos com o escritor Felipe Benicio, autor do livro Bas Fond, com noite de autógrafos prevista para o dia 30 de agosto, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon., na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Jornalista com especialização em Comunicação Corporativa pela ESPM-Rio, o carioca Felipe Benício atualmente é responsável pela área de relacionamento com a mídia da Vibra. Durante a carreira, trabalhou como repórter de vários veículos de comunicação, como Última Hora, Rádio Manchete e Bloch Editores – que serviram de inspiração para a publicação do primeiro livro ‘Bas Fond – Um conto urbano e suburbano’.

Voltar: http://www.jornalrol.com.br