Trilhas do cinema marcam encontro online com João Carlos Martins
Maestro e Bachiana apresentam composições de John Williams no próximo dia 19
Divulgação da Temporada 2023 da Orquestra Bachiana Filarmônica SESI-SPMaestro João Carlos Martins
Dando continuidade à programação da Temporada de Concertos 2023, o maestro João Carlos Martins e a Bachiana Filarmônica SESI-SP, se apresentam online no dia 19, às 20h. O repertório homenageará John Williams, compositor de diversas trilhas sonoras de clássicos do cinema, entre elas: Star Wars e ET.
Para assistir a essa apresentação online, basta acessar o canal do maestro na plataforma YouTube ou a página da Caras Brasil, no Facebook. O concerto conta com recursos de acessibilidade: tradução em libras, audiodescrição e legendagem.
A Temporada de Concertos 2023 é produzida pela Fundação Bachiana, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal.
MAESTRO Dono de um talento ímpar, João Carlos Martins iniciou seus estudos de piano ainda aos 8 anos de idade. Aos 13 anos começou a consolidar sua carreira no Brasil e cinco anos mais tarde no exterior. Patrocinado por Eleanor Roosevelt, que era, naquele momento, a primeira-dama dos Estados Unidos, João fez sua estreia no Carnegie Hall, uma das salas de espetáculos mais famosas de Nova York. Na época, ele tinha 21 anos e, depois disso, todos os concertos que ele realizou no local tiveram lotação esgotada.
Porém, uma série de acontecimentos quase interrompeu sua carreira. O maestro teve que lidar com os efeitos de um acidente durante uma partida de futebol, um golpe dado em sua cabeça durante um assalto na Bulgária, e uma distonia focal, doença que altera o funcionamento dos músculos e compromete os movimentos. Com a progressão da enfermidade, João Carlos Martins sentia dificuldades para tocar piano, o que resultou, em 2002, que ele abandonasse os palcos como pianista.
Em 2006, criou a Fundação Bachiana com a missão de democratizar o acesso à música e fomentar o cenário da arte no Brasil e no mundo. Atualmente, é regente e diretor-artístico da Bachiana Filarmônica SESI-SP, orquestra conhecida internacionalmente. Recentemente, voltou a tocar piano usando as duas mãos com a ajuda de ‘luvas biônicas’, desenvolvidas e presenteadas pelo designer industrial Ubiratatan Bizarro Costa.
ORQUESTRA O primeiro concerto da Bachiana Filarmônica aconteceu em 2004, na Sala São Paulo, seguindo, logo depois, para salas de espetáculo renomadas do Brasil e do mundo, levando um repertório composto por obras de Brahms, Tchaikovsky, Beethoven, entre outros grandes nomes da música erudita. No desejo de atuar na evolução musical dos jovens, foi fundada a Orquestra Bachiana Jovem, em 2006. Após apresentações em diversas cidades, as duas orquestras — Bachiana Filarmônica e Bachiana Jovem — se tornaram uma só: a Bachiana Filarmônica SESI-SP, uma das mais importantes orquestras da iniciativa privada do país.
Mágico e envolvente, o espetáculo de circo Re(Doma), da artista Kelly Cheretti e do diretor Alex Machado estreia no dia 11 de agosto no Tendal da Lapa, em São Paulo. Em seguida, o espetáculo faz circulação em agosto pelo Teatro Artur Azevedo (12 e 13 de agosto), Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha (18 de agosto) e Teatro Paulo Eiró (26 e 27 de agosto).
O espetáculo também será apresentado no Teatro Oficina (9, 10, 16 e 17 de setembro), em Caieiras, nos dias 22 e 23 de setembro e no Centro Cultural Casarão, em Campinas, nos dias 1 e 2 de outubro.
Re(Doma) narra a história de Pandora, uma boneca que se percebe presa em uma grua de brinquedos. Através da sua relação com os objetos e personagens que habitam este brinquedo, o seu plano de fuga fica cada vez mais perto de acontecer até o momento que definirá se toda esta estratégia a levará para fora da caixa.
O espetáculo é uma jornada repleta de acrobacias impressionantes, contorcionismo, manipulação de bambolê e acrobacias aéreas, que criam um rico e envolvente ambiente teatral.
Por meio do uso interdisciplinar das artes do circo e do teatro, os artistas foram capazes de construir uma narrativa que explora imagens e simbolismos poderosos, assim como aspectos narrativos do repertório circense. O resultado é um espetáculo que envolve um amplo espectro de público, oferecendo a todos uma experiência única de entretenimento.
“Re(Doma)” é mais do que um simples espetáculo de circo, é uma experiência de encantamento e emoção que ilustra a força da amizade e da cumplicidade, além de nos ensinar que os sonhos podem se tornar realidade mesmo diante de obstáculos.
Ficha técnica
Artista Circense e Intérprete: Kelly Cheretti
Direção: Alex Machado
Roteiro: Kelly Cheretti e Alex Machado
Cenografia: Roberta Santana
Estatueta: Helen Quintans
Composição de Trilha Sonora Original: Luiz Spiga
Rigger e contrarregra: Daniel Salvi
Técnico de Luz e Som: Eduardo Albergaria
Produção Executiva: Cristiane Taguchi
Designer gráfico: Ricardo Silva
Consultoria de contorção e parada de mãos: Helder Villela
Consultoria de acrobacias: Ana Coll
Desenho do aparelho: Daniel Elias
Serralheiro: Zé do Maranhão
Duração: 50 minutos
Livre
TENDAL DA LAPA
R. Guaicurus, 1100 – Água Branca
11 de agosto, 20h
Ingressos: gratuitos
TEATRO ARTUR AZEVEDO
Avenida Paes de Barros, 955 – Mooca
12 e 13 de agosto, 16h
Ingressos: gratuitos
FÁBRICA DE CULTURA VILA NOVA CACHOEIRINHA
R. Franklin do Amaral, 1575 – Vila Nova Cachoeirinha
18 de agosto, 10h30 e 15h
Ingressos: gratuitos
TEATRO PAULO EIRÓ
Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro
26 e 27 de agosto, 16h
Ingressos: gratuitos
Em breve: Teatro Oficina (9, 10, 16 e 17 de setembro), Centro Cultural Casarão em Campinas (1 e 2 de outubro) e Caieiras (22 e 23 de setembro).
Filme ‘As Órfãs da Rainha’ tem pré-estreia no dia 16 de agosto no Festival de Cinema Judaico
Tendo como foco a chegada da Inquisição no Brasil Colônia, o longa-metragem discute temas ainda atuais, como a opressão às mulheres e a mazela da intolerância
Cena do filme ‘As Órfãs da Rainha’. Crédito da foto: Jonathas Marques Abrantes
O longa histórico ‘As Órfãs da Rainha’, novo filme da diretora, produtora e roteirista Elza Cataldo, faz sua pré-estreia em São Paulo no próximo dia 16 de agosto, dentro da programação do 26º Festival de Cinema Judaico.
Já no dia seguinte, 17 de agosto, a obra – que recebeu o prêmio de Melhor Filme Histórico no Toronto International Women’s Film Festival, entre outros prêmios, entra em cartaz nos cinemas da capital paulista.
Com distribuição da Cineart Filmes e produção da Persona FIlmes, Elza Cataldo – que estreou na direção com o aclamado ‘Vinho de Rosas’ (2005) – volta mais uma vez ao passado, trazendo o período da Inquisição no Brasil Colônia do século XVI e promove um resgate da importância da presença feminina nas páginas da história brasileira para falar de temas infelizmente ainda atuais, como a opressão às mulheres e a intolerância.
Cena do filme ‘As Órfãs da Rainha’. Crédito da foto: Jonathas Marques Abrantes
Podendo ser considerado como uma narrativa de ficção no gênero histórico, ‘As Órfãs da Rainha’ conta a história das três irmãs órfãs, Leonor (Letícia Persiles), Brites (Rita Batata) e Mécia (Camila Botelho). Criadas como católicas pela rainha de Portugal, elas são enviadas a contragosto para a colônia brasileira com a ordem de se casarem.
A dura adaptação à precariedade do Novo Mundo é vivida de forma diferente por cada uma delas. Leonor é quem mais resiste à nova realidade e escreve cartas para a rainha, pedindo permissão para voltar. A resposta, entretanto, nunca chega.
À medida que o tempo passa, ela se apaixona pelo marido, Escobar, tem filhos com ele e passa a admirar a religião judaica. Brites, por sua vez, faz de tudo para conquistar o marido violento, Tales, e lhe dar um filho. Já Mécia, rejeitada devido a uma deficiência física, se encanta por um indígena.
A irmandade é colocada à prova quando o Inquisidor chega à Bahia, em 1591, espalhando medo e desconfiança entre os habitantes de Vila Morena. Leonor, Brites e Mécia são surpreendidas por acusações de práticas judaizantes. Em meio às ameaças da Inquisição, as três irmãs descobrem sua verdadeira origem e vão fazer suas próprias escolhas.
‘As Órfãs da Rainha’ foi filmado na Zona da Mata de Minas Gerais, em uma antiga fazenda localizada na zona rural de Tocantins (onde uma vila cenográfica foi construída). Sobre a cenografia, Elza Cataldo conta: “O cinema nos possibilita transformar um lugar no outro, uma pessoa na outra. Nós transformamos uma fazenda de Tocantins nesta localização do Recôncavo Baiano, graças a um trabalho imenso realizado por um conjunto de profissionais talentosos e coordenado pelo diretor de arte Moacyr Gramacho”.
No elenco estão Letícia Persiles, Rita Batata e Camila Botelho no papel das protagonistas. O grupo se completa com a presença de nomes como os de César Ferrario, Alexandre Cioletti, Juliana Carneiro da Cunha, Jai Baptista, Inês Peixoto, Teuda Bara, Celso Franteschi, Eduardo Moreira, Odilon Esteves, Luiz Gomide, Beto Militani, entre outros.
Passagem por festivais
Antes de estrear em circuito comercial, ‘As Órfãs da Rainha’ teve uma passagem bem-sucedida em alguns festivais internacionais de cinema. No Toronto International Women’s Film Festival, o filme foi agraciado com o prêmio de Melhor Filme Histórico. Além disso, a produção foi selecionada para o Washington Jewish Film Festival 2023 e conquistou o prêmio de melhor narrativa no Los Angeles Independent Women Film Awards. No Feedback Female Film Festival 2022, conquistou o título de Melhor Filme de Longa-metragem, consolidando seu valor e relevância.
A realização de “As Órfãs da Rainha” contou com o apoio do Polo Audiovisual Zona da Mata. Criado em 2002, o Polo mobiliza lideranças da região em torno de um Programa de Cultura, Educação, Inovação e Desenvolvimento Sustentável.
O roteiro leva as assinaturas da própria diretora, junto a Pilar Fazito e Newton Cannito. Para assegurar a fidelidade ao lastro histórico, Elza conta que, no curso do processo que precedeu as filmagens, chegou a ler mais de 300 livros. No processo de redação, os três também contaram com uma consultoria de calibre, composta pelo historiador Ronaldo Vainfas, especialista no tema Inquisição; pela escritora e historiadora Mary del Priore especialista em história das mulheres; e pelo rabino Uri Lam, que é formado em Psicologia e tem mestrado em Filosofia.
Além da direção e da co-autoria do roteiro, Elza Cataldo também assina a produção de “As Órfãs da Rainha”. Ela acabou ainda contribuindo na concepção dos figurinos ao compilar imagens encontradas nos livros fontes de sua pesquisa. O figurino é assinado por Sayonara Lopes e Rosângela Nascimento com consultoria da Beth Filipecki.
Ficha Técnica:
Direção e Produção: Elza Cataldo
Roteiro: Elza Cataldo, Pilar Fazito e Newton Cannito
Elza Cataldo é diretora, produtora e roteirista. Com curso em Cinematografia pela Universidade de Nanterre e Doutora pela Sorbonne, França, foi também professora e pesquisadora pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Entre seus trabalhos, estão o filme de longa-metragem ‘Vinho de Rosas’ (Prêmio de Melhor Diretora Estreante no Festival Internacional de Batumi – Geórgia 2006 e Prêmios de Melhor Figurino, Melhor Cenografia e Melhor Som Direto no Festival de Maringá 2006); do filme de curta-metragem ‘O Crime da Atriz’ (Prêmio de Melhor Curta Brasileiro do Júri e do Público e Prêmio TeleImage na Mostra Internacional de São Paulo 2007 e Menção Honrosa: Comédia no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2008); do documentário ‘A Santa Visitação’ e dos curtas ‘O Ouro Branco’, ‘Lunarium’ e ‘A Má Notícia’.
Coprodutora dos filmes de longa metragem ‘A Luneta do Tempo’, de Alceu Valença, e ‘Meu Pé de Laranja Lima’, de Marcos Bernstein.
Foi coordenadora do Laboratório CINEPORT de Roteiros, consultora do ISVOR/FIAT sobre o tema Storytelling, palestrante e professora da Fundação Dom Cabral sobre estruturas narrativas, consultora do Programa Bahia Criativa (Minc/Secult) para desenvolvimento de roteiro, consultora da Casa da Economia Criativa/ SEBRAE para projetos audiovisuais e líder do Núcleo Criativo de roteiros da Brokolis do Brasil.
Exibidora de cinema em Belo Horizonte. Dirigiu ainda o filme o documentário ‘O Levante de Bela Cruz’, o documentário O Silêncio de Eva, em planejamento de lançamento e ainda o longa metragem de ficção A Pedra do Sino, em fase de finalização.
Sobre a Persona Filmes
A produtora Persona Filmes tem o foco no gênero histórico. Suas realizações aliam pesquisa estética e qualidade técnica a temas que revelam traços marcantes da identidade cultural brasileira e de seus personagens. Ao resgatar a memória feminina, procura-se destacar e dar visibilidade à presença das mulheres na história e também criar personagens em busca de suas origens reais ou fictícias.
Sobre a Cineart Filmes
A Cineart Filmes é uma distribuidora 100% brasileira e independente que tem, como principal objetivo, compartilhar conteúdos audiovisuais de alta qualidade.
Trabalhando tanto com obras nacionais quanto internacionais, independentemente do gênero, o nosso compromisso é sempre o de oferecer cultura e entretenimento de qualidade ao maior número de pessoas possível.
Para isso, além de valorizar o cinema nacional e abrir espaço para as produções regionais, a Cineart Filmes participa dos maiores festivais e feiras de cinema do mundo, como Cannes, Toronto, Berlim e AFM.
Nossa intenção é alcançar cada vez mais o mercado exibidor e as redes de distribuição, sempre buscando conteúdos diversificados e de qualidade dentro e fora do Brasil. Assim, com ética nas relações e compromisso com os parceiros, vamos ampliando as nossas fronteiras, fortalecendo a indústria audiovisual no Brasil e no mundo, levando mais longe a magia do cinema.
Preocupada em trabalhar sempre com conteúdos de alta qualidade, a Cineart busca um relacionamento próximo com os seus parceiros produtores desde as etapas iniciais dos projetos, acreditando que esse envolvimento contribui para o sucesso comercial do projeto, através da elaboração de planejamentos específicos e cuidadosamente pensados para cada trabalho, procurando traçar o perfil e o tamanho ideal de cada lançamento.
No último dia 29/07, em Campinas, interior de São Paulo, tive a enorme alegria de participar do ‘Elas publicam‘, um evento voltado para mulheres que vivenciam e trabalham no mundo editorial, escritoras, editoras, diagramadoras e ilustradoras.
Unidas pelos laços sagrados de Atena, estávamos ali, em graça e inspiração, tal qual guerreiras da sabedoria e das artes, para estreitar laços, disseminar cultura e promover alegria pela escrita.
Organizado por Lella Malta (@lellamalta) e com apoio de Margarida Montejano (@montejanomargarida), o evento contou com as ilustres presenças de Larissa Brasil (@larabrasil), Priscila Thamis (@priscilatamis), Luciana de Gnone (@lucianadegnone), Raissa Lettiere (@raissalttiere), entre outras maravilhosas mulheres que estavam ali nos inspirando.
Foi um dia de palestras com vários assuntos importantes, tais como:
‘Como escolhemos contar nossas histórias?‘, com Priscila Tamis (@priscilatamis) – Me emocionei em sua palestra. Foi um conforto, um carinho e uma alegria. Me vi mergulhando no mais profundo de mim e entendi que há muito em mim preciso descobrir.
Saí da palestra de alma lavada. Foi lindo!
‘Mesa especial, Primavera Editorial – Editora: como escolher e ser escolhida‘ – Nessa mesa Raissa Lettiére (@raissalettiere), Debora Ribeiro Rendelli (@deboraribeirorendelli), Dani Costa Russo (@danicostarusso), tendo como mediadora Larissa Caldin (@larissacaldin), nos contaram os caminhos do mercado editorial feminino, e o quanto a escrita feminina é diferente.
Quantas pessoas maravilhosas são descobertas todos os anos e que ainda existem muitas a serem descobertas. E isso é maravilhoso!!
Conhecemos também a história da escritora Sue Hecker (@autorasuehecker), que começou sua escrita pela ferramenta Wattpad, e hoje terá seu primeiro livro, ‘O lado bom de ser traído‘, transformado em um filme da Netflix.
Sue nos contou sobre os caminhos que percorreu para alcançar este feito e já com mais dois livros, sendo preparados para o mesmo propósito. Fascinante!!
‘Mesa especial Publish News – Marketing Literário: como vender, distribuir e fidelizar‘ – Contou com a presença de Mariana Mortari (@mmortani), Cinthia Müller (@cinturela) e Larissa Brasil (@larabrasil), mediada por Talita Facchini (@talitafacchini).
Uma mesa que nos deu vários ensinamentos relacionados à venda de livros.
Eu achei incrível que muitas escritoras novas com quem conversei se sentem ainda um pouco inseguras de contar que são escritoras.
Um processo normal no contexto em que contam que ainda há pessoas que duvidam da capacidade imensa da escrita e sensibilidade feminina.
Um absurdo, levando em consideração que nosso país é o berço de várias escritoras famosas e conceituadas há muito tempo.
Em contrapartida, também encontrei escritoras empoderadas que publicam seus romances Hot, de contexto mais sensual.
Lindas, seguras, bem-humoradas.
Foi um dia de novas amizades, risos, alegria, contatos profissionais e muitas histórias lindas.
Que venham mais ‘Elas publicam‘ e que o projeto ‘Escreva garota‘ incentive e impulsione cada vez mais a literatura feminina no nosso país.
E aqui deixo meu abraço e admiração a todas as mulheres que fazem de sua Inspiração, alicerce para uma vida mais sensível, mais feliz e mais iluminada.
A população em geral, as pessoas em particular, constituem as famílias, as pequenas comunidades, a sociedade. O povo é inteligente, prudente, sábio e, por que não o dizer, quando se apercebe que o querem enganar, também sabe ser “manhoso”, justamente para salvaguarda dos seus legítimos interesses e da sua própria dignidade. Que ninguém pense que engana, sistematicamente, o povo, porque ele, mais cedo ou tarde, sabe fazer justiça salomónica, portanto, todo o cuidado é pouco quando se tenciona constituir uma equipa de trabalho, na circunstância, para prestação de serviço público.
A juventude constitui uma faixa etária da sociedade muito importante e promissora, porque é generosa, inteligente, voluntariosa, sonhadora, criativa, convicta e irreverente, teoricamente, bem habilitada em vários domínios do conhecimento técnico-científico, que pode ajudar a mudar o mundo com os seus novos valores, obviamente, coerentes com a dignidade da pessoa humana.
O mundo e o futuro, pertencem às crianças e aos jovens de hoje que, por sua vez, serão idosos, um dia mais tarde, na linha irreversível do tempo e da vida. A juventude talvez ainda não esteja adequadamente preparada, para assumir determinadas funções, por isso a responsabilidade das gerações seniores é muito grande, para auxiliarem os jovens a consciencializarem-se de que o futuro será deles, com responsabilidade, competência e humanismo. São eles que vão criar as condições para darem uma melhor qualidade e nível de vida aos seus avós, pais, familiares, amigos e cidadãos em geral, que caminham para o “fim da linha da vida”.
É necessário instruir a juventude para os valores, normas, sentimentos nobres, emoções, próprios de um povo, de uma cultura humanista, enfim, de uma civilização milenar, extremamente rica e, eventualmente, ímpar. Com este objetivo, os mais novos terão todo o interesse em escutar, atenta e respeitosamente, os seus progenitores, amigos verdadeiros, colegas idóneos.
Tentar colocar os seniores à margem do processo de desenvolvimento e equilíbrio da sociedade, é um tremendo equívoco, sinal de inexperiência, de imaturidade, de irresponsabilidade e de arrogância na medida em que: «Temos que aprender a escutar os mais velhos. Nós excluímo-los da vida social. Utilizámo-los para suprir as nossas carências e resolver as exigências da vida quotidiana, mas não estamos dispostos a escutá-los. Falta-nos tempo, paciência e disponibilidade para o fazer. Temos um preconceito contra o que podem dizer e isso atira-nos para um mundo de iguais onde se não produzem novidades nem se altera a endogamia.» (TORRALBA, 2010:126).
A organização de uma equipa de trabalho implica, portanto, ter a plena consciência das caraterísticas dos seus elementos, de tal forma que as qualidades de uns, sendo, talvez, insuficientes, possam ser complementadas por outras virtudes dos restantes membros e, pelo mesmo raciocínio, os defeitos de outros, possam ser colmatados pelas capacidades virtuosas dos restantes, funcionando nesta lógica as faixas etárias, as proveniências profissionais, culturais e familiares. Claro que é extremamente difícil conjugar todos os requisitos: “o ideal é inatingível”; e “o ótimo é inimigo do bom”.
A humildade e a gratidão são, porventura, dois dos grandes valores e virtudes que se podem concentrar numa pessoa e, com relativa frequência, nelas, a humildade e a gratidão, como que se envergonham de se revelarem, ou então, simplesmente, não existem em diversas pessoas, normalmente, naquelas em que predomina um ego exacerbado, um desejo incontido de protagonismo, de ânsia de domínio, uma sistemática invocação de alegada superioridade.
Por vezes, defrontamo-nos com pessoas que nos deixam numa situação desconfortável, eventualmente, humilhante, porque elas parece que tudo sabem, tudo conseguem, não conhecem os fracassos da vida, porque sempre tiveram uma “almofada”, que alguém lhes colocou por baixo das asneiras que iam cometendo, apenas sabem, presunçosamente, alardear vitórias (quantas vezes à custa dos outros), enfim, um rosário de autoelogios: “insubstituíveis “salvadoras da pátria”, isto é, o narcisismo e o egocentrismo, elevados ao seu expoente máximo.
Uma equipa de trabalho não pode comportar os “ego-iluminados”, sob pena de se autodestruir e, pior do que isto, provocar graves cisões e prejuízos no seio do grupo e da própria população que espera dela medidas, atos e resultados favoráveis à resolução dos problemas. Que deseja compreensão e generosidade.
Bibliografia
TORRALBA, Francesc, (2010). A Arte de Saber Escutar. Tradução, António Manuel Venda. Lisboa: Guerra e Paz, Editores S.A.
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Projeto Guerra e Paz reúne seis artistas para celebrar os 120 anos de Portinari no RibeirãoShopping
Exposição teve início no dia 1º de agosto e segue até o dia 10, no Jardim Suspenso do empreendimento. Depois, irá para o espaço da FIl, no centro de Ribeirão Preto
Projeto Guerra e Paz, celebrando os 120 anos de Portinari
O RibeirãoShopping inaugurou nesta terça-feira, 1º de agosto, uma exposição que irá celebrar os 120 anos de Portinari. Intitulado de projeto Guerra e Paz, com a participação de seis artistas, a mostra faz parte da atividade prévia da 22ª FIL – Feira Internacional do Livro.
A ideia de trabalhar com a obra de Portinari surgiu do tema desta edição da festa literária: “Entre os extremos, as dualidades – a literatura como elo” e da intenção de fazer parte das festividades dos 120 anos de nascimento do artista de Brodowski. A atividade cultural segue até o dia 10 de agosto, no Jardim Suspenso do RibeirãoShopping
Convidados em geral, imprensa, artistas, intelectuais e autoridades marcaram presença no café da manhã de lançamento do projeto, como as jornalistas Adriana Silva e Dulce Neves – em nome da diretoria da Fundação do Livro e Leitura; Angélica Fabbri, coordenadora do Museu Casa de Portinari; Eliane Ratier, presidente da Alarp (Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto); o secretário de Cultura e Turismo, Pedro Leão; Marcos Botelho, superintendente do RibeirãoShopping e o prefeito municipal, Duarte Nogueira.
O educador Tino Nascimento apresentou no local uma interação artística sobre o livro “Candinho, um menino que gostava muito de brincar e desenhar”, de autoria de Angélica Fabbri.
“Para nós, receber uma exposição que comemora os 120 anos de Portinari, um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, é uma grande honra. O RibeirãoShopping busca atrações culturais que valorizam o conhecimento e a importância da arte em nossas vidas.
Além disso, ficamos lisonjeados em ser palco da atividade prévia da Feira Internacional do Livro, de 2023, o evento cultural mais expressivo da nossa região”, acrescenta Maira Lisa Ferrari, gerente de marketing do RibeirãoShopping.
Segundo a curadora da FIL, Adriana Silva, não foi uma tarefa fácil definir os seis artistas a serem convidados. “Muitas variáveis conduziram a escolha. Era desejo garantir a presença de gerações distintas e estilos diferentes, mas com afinidade em relação a obra de Candido Portinari. Ao final, três homens e três mulheres foram convidados para produzirem uma releitura da obra Paz”.
Em parceria com o Museu Casa de Portinari serão expostas a reprodução das obras Guerra e Paz para apreciação de quem for visitar os artistas no período em que estiverem pintando, ao vivo, suas obras originais. A abertura da atividade será no dia 1º de agosto com a presença da museóloga Angélica Fabbri, diretora executiva da ACAM Portinari e gestora do Museu Casa de Portinari em Brodowski-SP.
Ao longo da semana, o espaço receberá estudantes de várias escolas para bate-papo com os artistas, contações de histórias com o educador Tino Nascimento e mediações de leitura do livro “Candinho, um menino que gostava muito de brincar e desenhar”, de autoria de Angélica Fabbri.
Depois de concluída as obras dos artistas convidados, as mesmas serão levadas para o espaço da FIL, no centro da cidade e ficarão expostas até o dia 20 de agosto.
SOBRE OS SEIS ARTISTAS
Clara Calchick pinta desde 1983. Ela participou de 90 Salões de Arte Nacionais – coletivos e individuais. No exterior possui obras na Galerie D’Art, em Zurique e na Galerie Menorca’s, na Espanha. Nascida em Uberlândia, Clara veio para Ribeirão Preto aos quatro anos.
Estudou piano e canto lírico, destacando-se como mezzo-soprano especializada em música clássica. Seus primeiros passos artísticos foram guiados por uma influência inusitada: a escola japonesa onde sua madrinha lecionava. Lá mergulhou no mundo da pintura figurativa japonesa, cujo traço peculiar a inspirou a explorar a liberdade do abstrato.
Entregou-se ao desafio de expressar suas emoções e ideias de forma abstrata, decisão que a levou a se dedicar intensamente à técnica para tornar-se referência no abstracionismo.
Carlos Palladini nasceu em Mococa (SP), em 1952, onde iniciou seus estudos em desenho. Em 1971, transferiu-se para o Rio de Janeiro para estudar na Escola de Belas Artes (UFRJ) onde fez o curso de Arquitetura.
Uma década depois retornou à sua cidade natal para trabalhar como arquiteto e continuou dedicando-se à pintura. Palladini realizou exposições individuais e participou de várias mostras coletivas. Após cursar mestrado na FAUUSP, mudou-se para Ribeirão Preto, onde vive atualmente.
Sua última exposição individual de pinturas foi no ano passado na Galeria Tóia Fonseca. Sua ligação com o desenho é anterior à arquitetura, vem da infância. Sua trajetória o insere na linhagem dos arquitetos-artistas que utilizam o conhecimento técnico do desenho para as artes plásticas a partir da arquitetura.
Segundo o arquiteto Mauro Ferreira, “o trabalho de Palladini designa seu lugar no mundo, como artista e arquiteto ao mesmo tempo: são as mulheres de Mococa, geometrizadas como a arquitetura, suas curvas enquadradas pelo rigor necessário à arquitetura, as pinceladas vigorosas em grandes manchas de um painel colorido que, vistas à distância, imprimem racionalidade ao plano da composição
Joyce de Sousa, conhecida como Joy é muralista e ilustradora. Ela atua como artista urbana desde 2002. Sua identidade visual se baseia no retrato feminino através de uma estética que representa o empoderamento e a força da mulher por meio de uma paleta de cores vibrante.
Participou de Festivais de Graffiti em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Colaborou para a criação do coletivo “Monas”, em Ribeirão Preto, que valoriza a cena feminina na arte urbana. Recentemente estava em Pelotas (RS) e organizou o Festival Elas na Rua, que é o primeiro Festival só de Mulheres no Rio Grande do Sul.
Graduada em Artes Plásticas, trabalhou como arte-educadora em escolas durante 11 anos, além de projetos sociais dentro da Fundação Casa. Atualmente dedica-se com exclusividade ao seu trabalho como artista urbana e fotógrafa. Seu principal objetivo é levar sua arte para todo o Brasil, apoiando e incentivando projetos que valorizem as mulheres na arte.
Waldomiro Sant’Anna cursou a Faculdade de Belas Artes de São Paulo na década de 1970. Ele fez diversos cursos de especialização e frequentou atelier de vários artistas durante a sua formação. Como professor de artes em escolas de nível médio e superior na Universidade Estadual de Londrina e na Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto), influenciou uma geração.
Sant’Anna dedica-se a pintura há mais de 40 anos, tendo participado de inúmeros Salões de Arte, premiado em vários. Realizou exposições coletivas e individuais no Brasil, na França, na Espanha, na China e em Portugal.
Ele possui quadros em acervos de vários países sendo representado por galerias do Brasil e da Europa. O tema de seu trabalho é o homem e o seu dia a dia, suas paixões, suas angústias, suas alegrias, seus sonhos.
Possui um estilo que pode ser classificado como figurativo moderno ou expressionismo lírico como concluiu Pedro Caminada Manuel Gismondi. Segundo o professor Jaime Pinsky, Waldomiro Sant’Anna, ao desenhar mulheres lembra Di Cavalcanti; seus garotos em traços parecem citações de Portinari, um sonho surreal a Chagal, e uma geometria picassiana.
“Contudo, ele é único, especial”. Waldomiro das festas, dos músicos, das mulatas, das crianças, das brincadeiras de rua, da sensualidade extrema. “Waldomiro é modesto. Sua obra não é”.
Anna Ferreira é uma operária da arte, como ela mesma gosta de afirmar. Possui formação em Pedagogia, tem especializações nas áreas de psicopedagogia, ensino lúdico e teatro. Mãe do Pedro e de origem cigana, é professora da rede municipal de Brodowski e dedica-se às artes desde a infância.
Iniciou atuando como estátua viva e performer há 25 anos. Ela e sua irmã, Patrícia, foram as primeiras estátuas vivas mulheres a trabalharem no calçadão de Ribeirão Preto. Lembra que, na época, eram chamadas de ” bonecas da praça XV”.
Anna fez teatro no Ribeirão em Cena e é membro da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto. Essa sua mistura diversa, com tantas origens, estão presentes em suas obras. A jovem de Brodowski colabora artisticamente com o museu Casa de Portinari há mais de 14 anos.
Foi ali, na esplanada do museu que Anna apaixonou-se pelas artes visuais. Ela encontrou na pintura, um meio para unir diferentes expressões artísticas.
Miguel Ângelo Barbosa, natural de Miguelópolis (SP), é artista plástico e professor de Educação Artística formado na década de 1970, especialista em Desenho e História da Arte.
Vivendo em Ribeirão Preto há décadas, ele mantém um movimentado ateliê, onde ensina e produz sua obra já reconhecida pela maturidade e força expressiva, fazendo parte do acervo de vários museus e, ao mesmo tempo, mantém intensa atividade como agitador cultural preocupado com a ação e reflexão coletivas em relação às artes visuais.
Com estilo geométrico aproximando as estéticas Cubista e Abstracionista ele possui ampla experiência em painéis e murais artísticos. Segundo Pedro Manuel-Gismondi, já em 1978, as variações na pintura de Miguel Ângelo “não nascem de uma experiência externa e dispersiva, mas surgem dos desvios naturais num artista que persegue o encontro do mundo com a própria subjetividade. Daí decorrer que quanto mais subjetivos melhores são os quadros de Miguel.”
SOBRE A FIL
A 22ª edição da FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto acontece de 12 a 20 de agosto, com abertura oficial no dia 11 na Sala Principal do Theatro Pedro II, a partir das 19h. Traz como tema central a proposição “Entre os extremos, as dualidades: a literatura como elo”. O evento acontecerá de forma presencial em 16 locais simultâneos e abertos ao público (a maioria no centro da cidade), além de dois espaços educacionais para atividades exclusivas e pré-agendadas.
Para essa edição, os homenageados da FIL são: Gilberto Gil (autor), Gilberto Dimenstein (autor educação), Luiza Romão (autora local), Stella Maris Rezende (autora infantojuvenil), Danilo Santos de Miranda (patrono) e Madelaine Pires (professora).
Todas as atividades são gratuitas e abertas à população, como salões de ideias, conferências, palestras, mesas-redondas, oficinas, shows, espetáculos infantis, performances, contações de histórias, saraus, projetos educacionais, entre outras.
Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, Usina Alta Mogiana, GS Inima Ambient e Fundação do Livro e Leitura apresentam a 22ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto.
SERVIÇO:
Exposição do Projeto Guerra e Paz – 120 anos de Portinari
Data: 1º a 10 de agosto de 2023
Local: Jardim Suspenso do RibeirãoShopping
Horário de visitação: segunda a sábado: das 10h às 22h e aos domingos e feriados: das 14h às 20h