Quando as cordas vibram

Resenha do livro “Quando as cordas vibram” de Renan Barros, pela Editora Frutificando.

Livro "Quando as cordas vibram" de Renan Barros, pela Editora Frutificando

RESENHA

O livro conta a história de um violoncelista que faz parte de um quarteto de cordas.
Vê seus ensaios em casa arruinados por Fátima, sua vizinha do andar de cima.

De lá vinham barulhos horríveis, sons altos e ruídos perturbadores, inclusive pedidos de socorro.

À medida que os dias foram passando, cada vez mais Roberto se preocupava com o que estava acontecendo, e resolve confrontar a vizinha.

Mas aí a história toma outros rumos

Uma trama de mistério e desencontros, que aguça a curiosidade de quem lê.

Uma narrativa surpreendente numa escrita muito bem elaborada.

Um livro ótimo! Super recomendo!!

Leiam!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Renan Barros, sempre quis escrever alguma história que estivesse relacionada à música.

Houve um período em que fez uma tentativa de aprender, ainda na pré-adolescência, a tocar violoncelo, na Guri Santa Marcelina, instituição que ensina música aos jovens de forma gratuita.

Mas acaba percebendo que precisaria de mais dedicação do que imaginou para ser um violoncelista digno.

Afinal, um instrumentista de verdade encara a música como um amor que leva para a vida toda, o que ele realmente sentia era uma paixão, que logo esfriou.

Porém, o amor à música clássica, principalmente por instrumentos de corda, perdura até hoje.

Além disso, há outras coisas que serviram de inspiração para “Quando as Cordas Vibram”, como por exemplos filmes “Whiplash: Em busca da perfeição” e “A perfeição”.

Ambos falam do sucesso e das infelicidades que a dedicação excessiva às partituras pode trazer para um músico. Esse contexto ajudou a criar o clima para a história.

Outras obras também serviram de inspiração, tais como “O Primo Basílio”, de Eça de Queiroz, e de “Laços de família”, de Clarice Lispector. Especialmente o conto “Amor” (da antologia de Clarice) serviram de auxílio.

Lidas e apreciadas pelo autor, alguns personagens destas obras foram nortes e base para que fossem desenvolvidos os personagens de sua obra.

Renan traz em sua obra a singularidade de um mistério cheio de leveza, uma história de família dramática apresentada aos poucos, trazendo a narrativa um desenrolar contínuo e tranquilo.

SINOPSE DO LIVRO

Roberto é um violoncelista que precisa de dedicação, mas os ruídos de Fátima — vizinha que mora no apartamento acima — acabam desconcentrando-o.

Os barulhos aumentam a cada dia e tudo se acentua quando o músico pensa ouvir um pedido de socorro vindo da moradia da mulher…

SOBRE O AUTOR

Foto do escritor Renan Barros

Renan Barros da Silva, paulistano do Grajaú, (zona Sul de São Paulo),nasceu em 2002.

Tomou gosto maior pelos livros no último ano do Ensino Médio, após a leitura de “Dom Casmurro”.

Daí em diante, o interesse pelos Clássicos Nacionais aumentou, e a vontade de aprender mais sobre o próprio idioma.

Influenciado por tudo isso e com todo apoio da sua professora de Língua Portuguesa, hoje é graduando em Letras.

OBRAS DO AUTOR

Capa do livro "Quando as cordas vibram" de Renan Barros, oela Editora Frutificando

ONDE ENCONTRAR O LIVRO


Resenhas da colunista Lee Oliveira




Interpretar a realidade brasileira antes da Independência

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo: Artigo ‘Interpretar a realidade brasileira antes da independência’

Foto do colunista Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo

A problemática da educação para a cidadania e para os direitos humanos ganhou visibilidade e pertinência maiores a partir da Segunda Guerra Mundial e também em Portugal. Mas se entre portugueses existiram (e ainda existem) graves situações de violação dos direitos humanos, como adiante se anotará, também nos territórios que atualmente constituem a CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o panorama não será o melhor, todavia, é oportuno, e justo, realçar o esforço que a partir das respetivas “Constituições Políticas”, bem como no domínio da intervenção concreta e diária se vem fazendo para melhorar comportamentos, atitudes e sensibilidades, relativamente ao cumprimento intransigente dos direitos humanos.

Um outro aspeto que importará referir, prende-se com o apelo que fica à sensibilidade de cada um para uma formação da cidadania. Em função das épocas, dos locais, das culturas, da formação e educação dos povos, entre outros fatores, também os valores serão diversos, não opostos, mas diferentes e, mesmo assim, haverá uma panóplia comum a todos os homens ou, pelo menos, é necessário que o seja. Os valores absolutos serão difíceis de se aplicar, contudo, cabe o dever de tentar implementá-los.

É importante, neste breve apontamento, vincar a ideia da tolerância, entendendo-a como fundamental para a compreensão dos demais valores, que visam proteger a cidadania, quando se habita um mundo cada vez mais universal, mais integral e globalizante, em que não é fácil lutar contra sectarismos e etnocentrismos onde, quando convém, consideram-se como bons os próprios atos, como excelentes as suas ideias; porém confrontados com opiniões, contrariedades e interferências nos interesses privados, falta a tolerância para compreender e aceitar os atos e as ideias dos outros concidadãos.

Em síntese: pretende-se com o presente trabalho, fortalecer a ponte Portugal-Brasil, recorrendo-se a um autor comum aos dois países, que se poderá considerar um marco nas semelhanças e diferenças das respetivas filosofias, para uma formação da cidadania, numa perspetiva de defesa dos direitos humanos e no contexto mais vasto dos valores ocidentais onde Filosofia, Educação, Religião, Direito e Política se entrelaçam. 

Está-se perante uma personalidade atenta à sua época, que teve a oportunidade de interpretar, presencialmente, a realidade brasileira, naturalmente afetada de alguma subjetividade e emoção, porquanto o período envolvente à Independência do Brasil, antes e depois, não foi o mais pacífico, devido a divergências entre a solução defendida pelos absolutistas liberais portugueses que pretendiam o regresso do Rei a Lisboa, e a vontade dos brasileiros em continuarem a ter D. João VI no Brasil e aqui se manter o poder central de um futuro Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. 

É possível que as reservas postas por Pinheiro Ferreira ao regresso do Rei a Lisboa, tivessem fundamento, pois outros autores reconheceram, mais recentemente, a existência de problemas de natureza separatista, ocorridos ainda antes da Independência, como acontecia um pouco por toda a Europa, excluindo-se Portugal, cuja independência e soberania datam do século XII. Acresce o fator dinástico que no Brasil constituiu uma razão de cariz unificador.

Quando D. João VI decretou, no Rio de Janeiro, o “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”, estava a dar corpo a uma unidade nacional, cuja estabilidade residia no vínculo de lealdade à Coroa, que simbolizava a dinastia. Ainda assim, não se evitaram os movimentos separatistas durante o Império, quantas vezes disfarçados de comportamentos reivindicativos federalistas. 

Esta proposta de Pinheiro Ferreira foi dirigida a D. Pedro II em carta oriunda de Paris, datada de 28 de Janeiro de 1841. Desta forma manifestava, uma vez mais, a sua inequívoca preocupação pelo desenvolvimento, bem-estar e dignidade do povo brasileiro e, para se ser correto, é necessário contextualizar as suas atitudes e alegadas afirmações para se compreender o alcance dos seus projetos, porque o sentido de justiça estará sempre presente no seu espírito. 

É a partir da vida de um luso-brasileiro que se procura sensibilizar a opinião pública para os valores da liberdade, da igualdade e da solidariedade, como fundamentos inalienáveis da Cidadania Democrática. Dotado de uma determinação quase absoluta, no desempenho dos vários papéis, com destaque para a sua caraterística de insaciável curiosidade intelectual, soube posicionar-se na sociedade pela sua vastíssima erudição, refletindo no pensamento e na própria vida o confronto das influências vigentes no seu tempo, buscando com caráter e nobreza de espírito, a conciliação de teorias opostas, como sejam o espiritualismo e o sensismo positivista.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
site@nalap.org

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Recomeço

Ivete Rosa de Souza: Poema ‘Recomeço’

Foto da colunista Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza

Andei cabisbaixa assustada, com o coração triste

E a alma que pesava dentro de mim, andei

Por negros momentos me cansei, emudeci

Tornei-me um ser ausente, somente trevas

Habitavam o interior de meus pensamentos

Houve uma revolta, minha alma se libertou

Procurou o coração e ele se curou, andei

De cabeça erguida, esquecida da dor que se foi

Procurei novos começos, reconheço que doeu

Mas meu coração enfim acreditou, minha alma

Caminhou por outros lugares, encontrou luz

Deu-me uma vantagem em ser eu mesma

De lutar pela vida, concedida pelo Criador

Acreditei e venci a dor da perda, a ausência

Enfim vendo o clarão, meu corpo aceitou

A presença de um sonho, se enamorou

Da vontade, da verdade, da felicidade

Eis que tudo se encaixou, deliciosamente

Recomeço depois da morte dos que se foram

Que deixaram a coragem de viver, de ver e crer

Novamente o sonho inteiro de um grande amor.

Ivete Rosa de Souza

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Movimento Cultivista Café com Poemas abre chamada para Coletânea

O Movimento Cultivista Café com Poemas, surgido em 2013 na cidade de Belo Horizonte, está promovendo um chamado de poetas que queiram participar da publicação de uma coletânea

O Movimento Cultivista Café com Poemas, surgido em 2013 na cidade de Belo Horizonte, está promovendo um chamado de poetas que queiram participar da publicação de uma coletânea.

A proposta faz parte dos objetivos do Movimento que tem o propósito de promover a literatura nacional entre escritores e leitores.

Essa coletânea, de alta qualidade, fortalece a credibilidade que vem sendo conquistada desde 2013 e busca promover autores que desejam uma oportunidade para divulgar sua arte. O Brasil é um celeiro de poetas, mas nem todos têm condições econômicas para publicar um livro.

As coletâneas têm sido uma resposta positiva para os poetas – especialmente os iniciantes – que conseguem dessa maneira publicar seus trabalhos ao mesmo tempo em que vão consolidando seu nome e sua autoestima.

Podem participar dessa coletânea todos os poetas residentes ou naturais do Brasil, de qualquer idade, sendo que autor menor de idade deve ser representado por seu representante legal que deverá fornecer autorização escrita no ato da inscrição.

Essa coletânea de poesias, com temas variados será realizada pela Editora e Livraria Novos Sabores Publicações. A organização será de Leandro Flores e Priscila Mancussi, com a colaboração dos coordenadores do Movimento Cultivista pelo Brasil. Priscila Mancussi é poeta de Sorocaba e participante da FLAUS (Feira do Livro e Autores Sorocabanos).

Os poetas interessados em participar da Coletânea devem realizar a inscrição virtual por meio do link:  https://forms.gle/X5fE2mcrFJGpR33B9

O prazo de inscrição se encerra no dia 31 de julho.

O autor selecionado se compromete a contribuir com o valor de R$50,00 (cinquenta reais) por página com direito a 1 (um) exemplar ou R$100 (cem reais) por página com direito a 3 (três) exemplares.

Outras informações de contas e agências poderão ser disponibilizadas. Favor entrar em contato por e-mail: mov.cafecompoemas.sorocaba@gmail.com ou por meio dos telefones: (71) 991535442 ou (15) 988094331.

MAIS INFORMAÇÕES

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Nas Entrevistas ROLianas, a bookstagram e colunista do ROL Lilian Oliveira!

Imagem do Logo de Entrevistas Rolianas. É uma mão com Microfone e o logo do Jornal Rol

Nesta entrevista ao Editor-Geral do ROL, Lilian Oliveira, ou Lee Oliveira, como é mais conhecida na área cultural, fala sobre a infância, adolescência, primeiros trabalhos, a importância de uma bookstagram e muito mais!

Foto da bookstagram Lee Oliveira

SD – Lilian, você se apresenta como Tecnóloga em Processos Gerenciais, artesã, poetisa e bookstagram. Antes de adentrarmos nessas áreas, fale sobre a sua infância, as brincadeiras de criança, a vida escolar, o início da adolescência e a escolha da futura profissão.

LO – Sou paulista de Mauá, Grande ABC. Minha infância foi muito boa, na minha inocência de achar que tudo era as brincadeiras na rua com as crianças da vizinhança e com meus irmãos. Até que um dia entendi que as coisas não estavam bem, porque minha mãe estava triste e meu pai no hospital.

Eu tinha dez anos quando, por causa de um problema na coluna, meu pai foi operado, e posteriormente, aposentado por invalidez e fomos morar em Ubari, um distrito de Ubá, em Minas Gerais.
Eu imaginava que tudo seria só morar num sítio, cheio de bichos e ir para a escola.

Na escola sempre fui a que falava muito, coloria meus desenhos de forma diferente e tinha notas medianas, menos em Português, História e Geografia que eram as melhores matérias para mim.
Na adolescência eu comecei a sentir que a vila era pequena demais para mim. Isso me fez querer abrir as asas.

Quando completei 17, resolvi fazer um curso de Cabeleireira em Volta Redonda no Rio de Janeiro. Ficando lá por um ano até finalizar o curso.
Voltei, trabalhei por um tempo na profissão em casa mesmo. Mas não me adaptei à falta de liberdade e escassez de horários livre para cuidar de mim, e na primeira oportunidade que tive, fui trabalhar em São Paulo, num banco. E lá fui eu de novo para o ABC, de mala, cuia e felicidade.

A escolha da profissão foi muito tardia. Fiz faculdade, um tempo depois de passar num concurso para Secretaria de Educação de Minas Gerais, já com 42 anos. Queria cursar Direito ou Administração, e fui para um ‘braço’ da Administração cursando Processos Gerenciais, na Unopar-Universidade do Norte do Paraná.

SD – Qual o âmbito de atuação de um Tecnólogo em Processos Gerenciais?

LO – O campo de atuação da minha Graduação em Tecnóloga em Processos Gerenciais é amplo. Podemos desempenhar qualquer atividade administrativa em qualquer tipo de empresa, seja ela de qual porte for, e até mesmo em instituições públicas.

O foco é liderança, habilidade em resolver problemas, criar novas tendências, analisar situações e propor resoluções práticas.

Na época em que estava cursando minha graduação, já trabalhava na secretaria de uma escola estadual em Coimbra-MG, onde morava com minha mãe. Lá desempenhava trabalhos ligados à administração.
Uma área da qual que sempre gostei.

Foto da bookstagram Lee Oliveira

SD – Você é Bookstagram e proprietária do Instagram @o.que.li, onde escreve resenha de livros de autores nacionais e/ou independentes. O que a levou a essa atividade e qual tem sido a repercussão desse trabalho?

LO – Meu marido, J. H. Martins, é escritor, e quando lançou seu primeiro livro, e o ajudei fazendo leitura crítica e leitura beta.

Eu sempre amei ler, sempre li muito. Sempre amei falar sobre livros. Amo falar. Então pensei: deve ser perfeito trabalhar com livros! Depois comecei a acompanhar diversos profissionais da literatura que eram bookstagram e aprender com eles.

Até então, não tinha me imaginado trabalhando na área, por ter que gravar vídeos e tal. Não me sentia preparada. Mas, com apoio do meu marido, um pouco de treino e muita força de vontade, fiz o primeiro vídeo, e achei que eu tinha tino para o negócio.

E assim foi, até me sentir segura para criar a marca @O.QUE.LI e começar a trabalhar.

A escolha do nicho, literatura nacional, de novos escritores e/ou independentes, é pelo fato de ter muitos bookstagrams que falam de obras de autores estrangeiros, mas os novos autores nacionais não têm tanto espaço na mídia. Esse pessoal precisa de luz para sua potência!
Precisam ser vistos, lidos, elogiados, queridos!
Esse é o intuito da @O.QUE.LI. Dar luz a estas obras!

A repercussão tem sido maravilhosa, vários comentários, muitos elogios e curtidas, além do trabalho conjunto com os autores(as) de divulgação de seus livros nas mídias sociais e de comunicação. Esse é um trabalho de equipe. Eles me confiam a obra, eu faço o meu melhor, entrego e partilhamos (na essência, é isso!).
Tenho muito a agradecer a cada autor(a) que confia em meu trabalho. E aprendo mais a cada dia, sempre buscando o melhor para os escritores.

SD – Quando surgiu a Lilian poetisa e artesã? E quais escritores e artistas a influenciaram?

Quem veio primeiro foi a artesã. Minha tia ensinou, a pedido da minha mãe, vários trabalhos manuais que ela fazia. E eu, muito antes disso, já incomodava meus colegas de classe no Primário, com meus desenhos coloridos “diferente”.

A poetisa veio na adolescência. Queria falar, expor meus sonhos, minhas vontades, minha revolta juvenil (sim, fui terrível, dei trabalho). Mas tudo que fiz nessa época se perdeu numa fogueira no quintal.

Minhas amigas falavam para que eu escrevesse um livro, e eu ria. Então, esporadicamente, escrevia, rasgava, esquecia em qualquer lugar.

Mas, na pandemia, aflorou, como em muita gente, a vontade de dizer, de expor de alguma forma, o que estava trancadinho aqui dentro de mim.

Não sei se com todos foi por isso, mas a mim pareceu justo que se algo tinha de ser deixado nesta vida, que fosse o que eu penso, então decidi recomeçar, já que aflorava sempre algo para pôr no papel.

Nas artes, há várias referências: minha mãe e as mulheres tão inspiradoras, cheias de habilidades da família, que me ensinaram os trabalhos manuais, como crochê, pintura em tecido, bordado a mão e noção de costura, (apesar de ser uma família de costureiras, nunca fiz curso, o que sei aprendi vendo e xeretando).

Minhas lindas amigas, Silvana Francisco, me ensinou um pouco sobre velas e bijuterias. Crismassinha Lima, que me ensinou tudo que sei sobre decoupage e origami. E Astrid Sekkel, que vem me ensinando sobre faiança, um trabalho lindo e delicado de pintura em cerâmica. Cada qual de seu jeito, deixou em mim sua marca. E sou só gratidão.

Na literatura, por mais estranho que possa parecer, os ‘causos’ contados pelos meus avós, tios e pelo meu pai, me influenciam até hoje. O gosto pelo sobrenatural e o mistério vem das histórias de assombração que ouvi desde muito nova. Tinha medo depois de andar sozinha noite pela casa, mas amava!!!

Tem as referências famosas como Edi Lima, autora do primeiro livro que ganhei e tenho até hoje, Guimarães Rosa, Paulo Coelho, Cecilia Meireles, Zíbia Gasparetto, J.J.Benítez e muitos outros.

SD – Como você vê a Literatura Brasileira Contemporânea?

Eu vejo que existe muita gente boa, que não faz todo sucesso que merece, porque ainda há muita gente que prefere literatura estrangeira.

“Ah, mas vc só lê livro nacional?” Não, mas não leio só livro estrangeiro. Esta é a diferença.
No Brasil existem muitos escritores ótimos, esquecidos nas próprias estantes, porque não são lidos, não são valorizados. E isso é triste.

Mas a minha esperança é que isso mude, tenho fé. E que eu consiga, mesmo que devagar, levar nomes ainda desconhecidos para o gosto e admiração dos que me seguem e gostam do meu conteúdo.
È para isso que foi criado o @o.que.li

SD – Deixe uma mensagem para os leitores do Jornal Rol.

LO – Primeiramente, que bom que vocês estão aqui, lendo este jornal maravilhoso, que trabalha a favor da cultura e das artes.
Num país de dimensões continentais como o nosso, a cultura nacional é vasta, é linda e poderosa. Valorizem! Desfrutem! Inspirem-se! Deem asas a imaginação! Criem!
Leiam os autores nacionais. Eles são potentes e inspiradores!

E se inscrevam, curtam e compartilhem os conteúdos da página do Instagram @o.que.li, além do youtube, TikTok e principalmente a minha coluna no Jornal Cultural ROL: Resenhas com Lee Oliveira.
Assim você também dará luz a estes escritores e escritoras da literatura Brasileira.
Muito obrigada!!!!

CONHEÇA MAIS SOBRE LEE OLIVEIRA




Dia do Cantor Lírico: conheça os desafios da profissão que leva nome de instrumento da Grécia Antiga

Para o barítono austríaco que atua no Brasil, chave do sucesso está na disciplina de treinamentos

Norbert Steidl
Divulgação

Você já ouviu ou conheceu algum cantor lírico? A profissão faz parte de um nicho não tão conhecido pelas pessoas, mas que com certeza já despertou a curiosidade de muita gente. Quem nunca ouviu um trecho de uma ópera e se pegou prestando atenção à voz do cantor, até mesmo tentando repetir o som marcante? A profissão é celebrada em 22 de julho, data que marca o Dia do Cantor Lírico.

Com o nome tendo origem no instrumento lira, muito usado na Grécia Antiga, o canto lírico é capaz de transmitir sentimentos e gerar emoções por meio da sua prática. Ele é marcado pela potência vocal e pode ser apreciado em óperas, concertos e cantos sacros.

O caminho para a profissão, contudo, exige dedicação e muito treinamento. Para o barítono austríaco Norbert Steidl, que mora e atua no Brasil, o segredo para o sucesso passa pela disciplina nos treinamentos.

“Todos começamos como iniciantes, e é preciso estudar muito para se desenvolver. Esse processo de profissionalização passa pela dedicação de cantar todos os dias, de praticar. Se eu pudesse dar um conselho seria para treinar, e muito. É preciso sentir e entender a sua voz para ganhar segurança, além de ter dedicação ao estudo da música”, afirma o profissional.

Steidl teve seu primeiro contato com o canto lírico ainda na Áustria, por volta dos 17 anos, quando entrou para o coral da igreja. Aos 24, ele começou o Bacharelado de Canto no país natal — e foi, então, que a carreira profissional teve início.

O austríaco já se apresentou em diferentes continentes, com passagens pelo Brasil, Alemanha e China. Entre suas referências estão os cantores líricos alemães Fritz Wunderlich e Dietrich Fischer-Dieskau. A profissão também conta com outros nomes de destaque, como Luciano Pavarotti.

Outro desafio para os profissionais da área é o próprio mercado de trabalho, por se tratar de uma profissão bastante nichada. Neste caso, Norbert orienta que cantores líricos busquem estar inseridos e em contato com outros praticantes da arte.

Além disso, Steidl cita também o poliglotismo — que, ao mesmo tempo, pode ser um diferencial profissional. Isso porque muitas músicas líricas são em idiomas como italiano e alemão. Para ele, além da boa pronúncia, entender o significado da letra é fundamental para uma boa apresentação.

“Quando você canta, você está passando um sentimento por meio da sua voz. Um momento de emoção, de energia. Toda música foi composta a partir de um sentimento, é o que dá sentido ao que está sendo cantado e expresso naquelas palavras. É uma profissão desafiadora, que exige muito, mas é gratificante”, avalia.

Conselho para iniciantes

Profissional de renome, Norbert Steidl também é professor de canto. Segundo ele, para quem deseja investir na profissão, a recomendação é o estudo do canto lírico junto a um profissional competente. Este é um fator primordial para o desenvolvimento da profissão.

Aliado a isso, é preciso compreender a importância de, assim como no caso de profissionais, estar em constante treinamento e prática para ter autoconhecimento e percepção da voz.

Sobre Norbert Steidl – Com atuação internacional, o cantor de ópera Norbert Steidl se formou na Universität Mozarteum de Salzburg, na Áustria. Ao longo de sua carreira participou de diversos Festivais de Música e já realizou mais de mil apresentações ao redor do mundo. Seu timbre é barítono, que fica entre tenor e baixo. Atualmente mora em Curitiba onde também atua como professor particular de canto.  

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O que me faz feliz? A amizade!

Berenice Miranda: Poema ‘O que me faz feliz? A amizade!

Berenice Miranda
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Agora, sim! O que me faz feliz?

Ó cousas, todas vãs, mor é amizade,

Fleumático ou sanguíneo, imbui a lealdade;

Melancólico colérico é o raiz.

Mui valioso o afeto real joliz;

Qu’outro zela e serena a vã maldade,

A estima nutre a felicidade,

Dissipa o cruel verdugo sempre vis.

Mofino o desditoso em benquerença,

Que jaz no mundo do frio egoísmo,

Causa dos males das neurais doenças.

Outrossim, amizade é o altruísmo;

Uma crônica alegre de altas crenças,

A amizade faz da alma um eufemismo.

Berenice Miranda

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