23º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos começa dia 9 com programação gratuita

Maratona conta com apresentações de 25 companhias paranaenses vai até 16 de julho em diversos espaços de Curitiba e Região Metropolitana

Divulgação

Em sua 23ª edição, o Festival Espetacular de Teatro de Bonecos começa neste domingo (09) com apresentações em Curitiba e Região Metropolitana. A programação vai até 16 de julho, de forma gratuita, e conta também com uma palestra da renomada artista bonequeira Tadica Veiga, em uma ação de contrapartida socioeducativa.

Haverá, ainda, uma exposição no Novo Café do Teatro com acervo da coleção pessoal de artistas que participam do Festival.

O evento já faz parte do calendário cultural do Paraná e ficou suspenso durante a pandemia do coronavírus. Neste ano de retomada, 25 companhias paranaenses selecionadas vão se apresentar, além de duas convidadas, de Santa Catarina e da Paraíba.

Divulgação

Organizado desde 1991, o festival engloba todas as vertentes da arte milenar, com apresentações como o Teatro de Marionetes, Formas Animadas, Fantoches, Teatro de Sombras e muitas outras variações artísticas.

“Em outros tempos, o Festival tinha caráter internacional, com apresentações de grupos e companhias de diversas partes do mundo, além das brasileiras. Após a interrupção por conta da pandemia e nessa retomada, coube por bem e necessidade priorizar as companhias paranaenses. Serão 25 grupos que darão brilho e beleza a essa edição tão especial de recomeço”, explica Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra. “O 23º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos será um sucesso como foram as edições anteriores”.

Mais de 50 apresentações

Ao longo da programação, as companhias selecionadas e as convidadas irão se apresentar duas vezes cada. Serão 54 atrações até o dia 16 de julho, algumas com acessibilidade de conteúdo (audiodescrição e Libras). Elas ocorrem em espaços do Teatro Guaíra, no Hospital Pequeno Príncipe e na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, e também em oito municípios da Região Metropolitana.

A abertura será no Museu Oscar Niemeyer, domingo, com a Cia Boca de Cena da Paraíba, de João Pessoa, que apresenta o espetáculo “Colcha de Retalhos,  às 10h e às 15h. Já o encerramento será com a catarinense Cia Mútua Teatro de Animação, de Itajaí, que estrela o espetáculo “Borboleta” no Teatro Guaíra (Auditório Salvador de Ferrante – Guairinha).

Acervo Cia Boca de Cena

O projeto é realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura e tem como instituição beneficiada o Hospital Pequeno Príncipe, com apoio do Café do Teatro, da Associação Paranaense de Teatro de Bonecos e da Galvão Locações. O patrocínio é da Dual, do BRDE, da Coamo, do Grupo Bianchi, da Westaflex e da Linde Vidros; com realização da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra, do Centro Cultural Teatro Guaíra, da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado do Paraná, do Ministério da Cultura e do Governo Federal: Brasil, união e reconstrução.

Serviço:

23º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos

Apresentações: 9 a 16 de Julho de 2023

Entrada gratuita

Classificação: Livre

A programação está disponível pelo site: https://www.ababtg.org.br/festivaldebonecos

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Cybèle Varela, artista brasileira vanguardista da década de 60, traz exposição inédita para São Paulo

Artista vanguardista da década de 60 traz exposição inédita para São Paulo, inclusive com obra que foi vetada pela ditadura militar em 1967. Exposição fica em cartaz até o dia 1º de outubro no MAC/USP

Cybèle Varela_De tudo que poder ser III, 1967_MAC USP, SP Romulo Fialdini

Uma das grandes artistas vanguardistas da década de 60 – Cybèle Varela está com uma nova exposição na cidade de São Paulo – Cybèle Varela. Imaginários Pop – reúne uma seleção das pinturas e objetos mais emblemáticos da artista brasileira naquele período e fica em exposição no MAC/USP até o dia 1º de outubro.

Cybèle Varela_O Presente_1967-2018_coleçao Lili e Joao Avelar_Belo HorizonteAriane Varela Braga

A artista, que atualmente está com 80 anos, é a única mulher viva do movimento Figuração Narrativa. Em 1967, no auge da ditadura militar, teve uma de suas obras (O Presente), censurada antes do início da IX Bienal Internacional de São Paulo. Esta obra destruída foi refeita em 2018 e faz parte da presente exposição.  A carreira de Cybèle começou no Brasil nos anos 60 e segue em Paris nos anos 70. Varela participou de centenas de salões, exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior: França, Alemanha, Itália, Estados Unidos, Inglaterra, Suíça, Bélgica, Espanha e Japão.

Nesta nova exposição, os trabalhos procedentes da coleção do próprio museu e de acervos públicos e privados destacam o papel desempenhado pela cultura de massa, questões sociais e políticas, bem como as experiências transnacionais na realização da produção inicial de Varela; uma obra pioneira das questões feministas e que contribuiu para os discursos artísticos brasileiros e internacionais da Pop Art e Nova Figuração até a Figuração Narrativa. No total são 11 obras, sendo 3 delas trípticos (um conjunto de três pinturas unidas por uma moldura tríplice). 

Cybèle Varela_Cenas de ruas_1968_II_MAC_USP_SPRomulo Fialdini

A curadoria fica a cargo de Ana Magalhães, diretora do museu que recebe a mostra e da historiadora da arte Ariane Varela Braga. Segundo elas, o ano de 1967 foi um momento significativo para a artista, quando o MAC-USP lhe concedeu o importante prêmio da exposição “Jovem Arte Contemporânea”.  Cybèle Varela. Imaginários Pop  tem como ponto de partida os dois trípticos de Varela pertencentes à coleção do museu paulistano: De tudo que pode ser (1967) e Cenas de rua (1968). Sobre o primeiro, ganhador do prêmio JAC, a artista explica que vinha explorando a questão da transformação, de tudo que pode vir a ser. “Numa sequência quase cinematográfica, pintei uma moça atravessando a rua e cruzando com algumas freiras; e, no momento do cruzamento, elas trocam de roupa. A moça veste a saia longa do uniforme religioso e as freiras a minissaia, que estavam na moda no período”

Segundo as curadoras, nestes trabalhos, e em seus outros objetos em forma de caixa, quebra-cabeças e pinturas em madeira, a artista explorou a representação do ambiente urbano, tingida de crítica social, questões de gênero e ironia. “As obras são frequentemente definidas por linhas geométricas – como travessias para pedestres ou luzes e sombras – que marcam e estruturam o espaço de forma enigmática”, ressalta a dupla.

Cybèle Varela

Mais sobre a artista

Cybèle Varela (Petrópolis – RJ, Brasil, 1943) viveu entre o Brasil, Paris, Genebra, Roma e Madri. Sua carreira começou no Brasil nos anos 60 e segue em Paris nos anos 70. Em 1975, foi a única artista mulher selecionada para a exposição itinerante pela França 30 Créateurs – Sélection 75, juntamente com Lindstrom, Pierre Soulages, Arman, entre outros. Com seu trabalho muito elogiado por críticos como Pierre Restany. Suas obras fazem parte dos mais importantes acervos privados e públicos, entre os quais: Reina Sofia (Madri, Espanha), Centre Georges Pompidou (Paris, França), Art Museum of the Americas (Washington D. C., EUA) e, no Brasil, além do MAC-USP, MASP, MAM-SP; MAM-RJ, entre outros.

Sobre as curadoras

Ana Magalhães é historiadora da arte, curadora, professora e atualmente diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP). Especialista em arte do século XX, em particular da modernidade nas artes visuais, seguindo uma abordagem transnacional.

Ariane Varela Braga é historiadora da arte e curadora independente. Interessa-se pelas intersecções entre as artes visuais, a arquitetura e a cultura material, desde o século XIX até à atualidade, numa perspectiva transnacional.

Livro:  Cybèle Varela. Trajetórias

Paralelamente à exposição, está sendo realizada uma pré-apresentação do livro “Cybèle Varela. Trajetórias” pela editora italiana Silvana Editoriale (bilíngue inglês/português, 256 paginas). O volume, organizado pelas curadoras da exposição, Ana Magalhaes e Ariane Varela Braga, reúne ensaios e entrevista que lançam nova luz sobre o momento da aparição de Varela no cenário artístico nos anos 1960 no Brasil e nos anos 1970 na França. No dia 1º de julho haverá um cadastro para os interessados adquirirem a obra.

Entre os textos, enquanto Magalhães traz “Cybèle Varela no acervo do MAC USP”, Paulo Miyada intitula seu ensaio de “Do que se encerra em nosso peito juvenil”. Já Camila Bechelany, em “De tudo aquilo que pode ser”, investiga a transição e liberdade na obra de Varela, e Rosa Olivares “A fotografia como ideia”. Por sua vez, Carolina Vieira Filippini Curi em “As mulheres de Cybèle” reflete sobre as representações do feminino nos anos 1960 e no presente; e Isabella Lenzi e Yuji Kawasima apresentam uma entrevista com a artista, “Ninguém me deu carona”. 

Cybele Varela_Um passeio feliz 2_1970-2023Estudio em Obra

Edição de múltiplo pela Carbono Galeria

Para a galeria especializada na produção de múltiplos de artistas, Cybèle Varela recria uma de suas obras originais perdida, Um passeio feliz 2, 1970 – 2023 (madeira e impressão UV sobre PS, 62x62x4cm, Edição de 10 + 2 PA). O original deste objeto quebra-cabeça foi feito em 1970, e faz parte de uma série de objetos do mesmo tipo, de dimensões variadas, que a artista produziu a partir do final dos anos 60. Estes quebra-cabeças dialogam diretamente com as formas e figuras que ela pintava sobre grandes painéis de madeira, como os trípticos da coleção do MAC-USP. 

Exposição: Cybèle Varela. Imaginários Pop

Até 1º de outubro de 2023

Imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1YMtPv8ukI8kZhhtxFMLRcTSMwNK8l0m9?usp=sharing

MAC-USP

Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 – São Paulo-SP, Brasil
Horário de funcionamento:
Terça a domingo das 10 às 21 horas
Segundas: fechado
Entrada gratuita.

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Análise e crítica literária da obra ‘Dias de Expiação’, um romance de Orlando Ukuakukula:  um olhar sócio-político no contexto angolano

O tempo, em DIAS DE EXPIAÇÃO, abrange um período estimado em 47  anos da história de Angola

Seth Marcelo

Capa do livro ‘Dias de Expiação’

Dias de Expiação é um romance em terceira pessoa  cujo narrador apresenta características de ominiciência que, ao longo da narrativa, narra factos que, em condições normais, não teriam lugarem nosso mundo. Coisas essa que ele (o narrador) vê, não apenas nas ações das personagens, mas também a partir do seu meio social.

Há na narrativa uma espécie de discurso indirecto livre, onde a voz do narrador em terceira pessoa se confunde com a voz de alguma personagem, claro, o protagonista, nota-se no último parágrafo  do livro (p. 172), a desilusão que o autor cria no momento do discorrer dos factos.

O tempo, em DIAS DE EXPIAÇÃO, abrange um período estimado em 47  anos da história de Angola. Tudo indica conversar com o que o crítico literário Joaquim Martinho regista em ‘NARRATIVA DE ESPERA’ um povo cansado e rico de falsas promessas e, portanto, vive esperando por dias melhores. E,  enquanto isso, vivem expiando. É possível afirmarmos de forma tácita devido à géneses dos factos no discorrer deste romance.

A obra foi publicada em 2022, sendo obra única de romance do autor, criada com estilo próprio por sua estrutura e linguagem inovadora do ponto de vista fono-estilistica e não só, assim como aquele jogo mágico que só tem sido possível vermos em atores clássicos e renomados de Angola. Como é o caso de o leitor ler o fim da narrativa mesmo quando ainda estivesse  no princípio da leitura e vice-versa.

As viagens nas terras do Sul de Angola feitas por Man-pele, são verdadeiramente um marco para a moderna prosa e um importante documento de referência para entender  a forma como se esbanja os recursos do erário, o que seria de todos gozava, ou goza apenas uma dinastia. O que realmente expressa uma prática que colocava/ coloca em decadência o império e regime ditatorial do governo angolano nessa época da narrativa. Vê-se pela vedação e a subtração da educação e o cafrique do direito à informação, deixando alheia a imprensa e todo um conjunto de direitos a quem é merecedor.

Uma obra totalmente actualizada cuja história é contada por um dos personagens já velho, Ndembo, que simboliza ‘aqui’  o passado que mais tarde encarna-se em Costa para explicar o presente e claramente, de forma intencional, vem construindo o conceito de história que ele mesmo vai narrando por ser um dos personagens principais (no caso, o avô Ndembo que, já sentindo-se morrer, vê frustrado o seu sonho com o anoitecer do tempo no país que lhe viu nascer) em primeira pessoa e sentindo tudo na pele.

O ponto de vista desta história centra no personagem  velho que, mais tarde, no ciclo de cedência de hábitos e costumes, é passada de geração em geração (daí a importância da literatura na emancipação da memória individual ou coletiva para reconstrução da história). O autor sente-se obrigado a cofinar-se inteiramente nos pensamentos, sentimentos e percepções a outra personagem ‘Costa’.

O que se pode saber a respeito das demais personagens (incluindo sentimentos e pensamentos), ou o que nos é passado através delas, são as sensações das regalias, luxúrias, viagens, dramas e, sobretudo, o manifesto da oralidade linguística daquele espaço jurídico ou imaginário-geográfico e a verdadeira crucificação da miséria tatuada na alma dos pobres.

A questão das viagens do senhor Pedro e os acessos e excessos do casal, sempre foi parte integrante e típica do estilo de vida de uma só família em detrimento de outras.

Vê-se nas entrelinhas da obra, que desde cedo que tomou-se a independência de Angola em 1975, quando o colono português registrava sua história com a entrega da soberania  e o território aos que foram colonizados, eles produziram uma literatura que ficava restrita aos conhecimentos dos factos do passado. O que levou Mbapele e tantos outros personagens crerem no que liam de narrativas reverendíssimamente estorquidas e contadas no lado do vencedor, ou dominador.

Dias de expiação, como título da obra, está assinalando desde o primeiro contacto marcas que dão conhecer sobre a situação SÓCIO-POLITICA de Angola, onde o autor deixa patente que vai tornando seu romance em uma sátira ou num escárnio de mal dizer.

Através da exposição. Dias que se vive no interior do país do autor, do narrador e até das personagens, busca-se a fonte do que é ser angolano em momento de drásticas mudanças e reformas no país. (p. 13) onde formava-se cidadania vestindo camisolas e tendo cartão de militância política, e doutro lado, os sucessivos debates e palestras de Costa.

O pano de fundo em DIAS DE EXPIAÇÃO é a revolução liberal das consciências para uma possível alternância do poder, o que, grosso modo, as ideias liberais surgem como oposição ao monarquismo, terrorismo, o criminismo, mercantilismo e ao cafrique do poder religioso. No momento em que narra os factos, o país que se quer libertar das mãos dos que governam  o país hoje (MPLA) é monarquista com fortes raízes da corrupção e marimbondagens que viam qualquer ideia liberalista como antinacional e inimigos da pátria.

O romance faz oposição face a diversas crises e o embate entre os marimbondos ( MPLA) e a corrente que se estava a criar de forma liberal que no romance é representado por COSTA (UNITA), que acabou por gerar manifestações feias que colocou uma corrente inimiga entre o povo, a monarquia  e a dinastia.

O autor, em DIAS DE EXPIAÇÃO, mostra-se como quem sempre lutou pelos ideais liberais e mantém nos DIAS DE EXPIAÇÃO o propósito, através da narração de factos do presente e do passado, sempre renegando aquele em favor do outro.

Portanto, brinca-se também com a questão da verossímil, o que leva à má interpretação do texto recusando-se do possível imaginário literário e criando-se a ilusão do VERDADEIRO através do uso de um tom calculadamente típico do real angolano e uma aproximação com o quatidiano.

Os diversos temas expostos pelo narrador nesta obra servem para demarcar idiologicamente a obra. O discurso do narrador revela o caótico estado em que se encontra Angola; com o excesso de corrupção da consciência da  sociedade, a aristocracia decadente e o modelo famíliar bantu corrompido por atitudes individualista burguesa.

Costa aparece como símbolo de resistência entre a tradição (monarquismo) e modernidade (ideias que libertam). Costa é alérgico a pessoas como seu amigo Mbapele ‘monarquismo’. O que denota uma verdadeira crise moral coletiva que tem origem na moral individual, que cria a divisão do espaço social das duas correntes políticas e, portanto, uma forte oposição ao governo.

Seguia várias vezes em citar ‘Neto’para deixar claro que era preciso todos pensarem em ser livres das suas próprias psicologia e construirem um presente novo. Desse jeito, o próprio autor não vê perspectivas de continuar com o regime, mas sim, em mudança devido  à imagem que o homem angolano novo tem. Dessa forma, apesar de conseguir enxergar um possível revirar no cenário político angolano, vê também um caminho para  a recuperação de Angola.

Termina a obra com esperança de uma mudança nas próximas de  eleições de 2027 devido a forma de pensar ‘O PAÍS’ e o actual proceder da juventude que, por sinal Costa, o personagem, os representa na narrativa,  acredita não falhar.

* UNITA – partido político: União Nacional para Independência Total de Angola

* MPLA – partido político: Movimento Popular para Liberação de Angola

* MARIMBONDO: insectos da família dos pompilios, ou seja, são vespas parasitóides com valor semântico de corruptos e salteadores do  erário.

 Tomé Simão kissanga Marcelo (Seth Marcelo)

tomemagnanimo@gmail.com

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Orquestra Sinfônica Heliópolis e Simoninha apresentam concerto Vozes Negras no Teatro B32

Parte da série Heliópolis & Simoninha Convidam, espetáculo acontece no domingo, dia 9 de julho, às 17h, e conta com participação do cantor Tony Gordon; ingressos estão a venda na plataforma teatrob32.byinti.com

Orquestra Sinfônica Heliópolis

No dia 9 de julho, domingo, às 17h, a Orquestra Sinfônica Heliópolis apresenta o concerto Vozes Negras, no Teatro B32. Com regência do maestro Paulo Galvão, a apresentação conta com participação de Wilson Simoninha e Tony Gordon. Totalmente dedicado à música negra, o repertório traz canções que marcaram época e ajudaram a definir os rumos da música popular.

Com valores entre R$20 (meia) e R$40, os ingressos estão a venda na bilheteria do teatro e no site teatrob32.byinti.com. O concerto tem ainda transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Baccarelli – para assistir, basta se inscrever na agenda da Temporada de Concerto 2023 do Instituto Baccarelli.

Parte da série Heliópolis & Simoninha Convidam, o concerto traça um panorama da música negra do Brasil, passando por artistas que influenciaram gerações. Canções de festa e resistência compõem o repertório, nas vozes de Wilson Simoninha e Tony Gordon.

Filho de Denise Duran e Dave Gordon, cantores de destaque da música brasileira dos anos 1950 e 60, Tony Gordon é um artista versátil, e tem entre suas mais destacadas realizações a vitória no concurso The Voice, da TV Globo, em 2019.

Muito antes disso, no entanto, ele já levava adiante o legado de seus pais, destacando-se como um dos principais cantores da noite brasileira, com atuações elogiadas dentro e fora do país. Seu repertório cobre diversos estilos, indo do jazz ao R&B, passando pelo soul e funk. A convite de Wilson Simoninha, ele se apresenta pela primeira vez com a Orquestra Sinfônica Heliópolis.

Já Wilson Simoninha dispensa apresentações. Reconhecido como um dos principais cantores, compositores e produtores musicais do país, Simoninha também traz em seu sangue a história da música brasileira – ele é filho de Wilson Simonal, um dos maiores cantores da história do país.

Além de um artista consumado, Simoninha é também um grande amigo do Instituto Baccarelli. Ele é curador da série Heliópolis & Simoninha Convidam, criada no auge da pandemia para apoiar a campanha de combate à fome e à insegurança alimentar criada pelo Instituto Baccarelli.

Sobre o Instituto Baccarelli

O Instituto Baccarelli é uma das organizações sem fins lucrativos mais respeitadas no Brasil por proporcionar ensino de excelência combinando três eixos de grande importância: social, educacional e cultural.

É responsável por formar a primeira orquestra sinfônica do mundo em uma favela, a Orquestra Sinfônica Heliópolis, que conta com o maestro Isaac Karabtchevsky como diretor artístico e regente titular, quebrando diversas barreiras e incentivando o surgimento de outros projetos similares no país.

Sua sede está instalada na comunidade de Heliópolis, São Paulo, onde opera como agente de transformação social há 26 anos, mostrando um futuro com mais perspectivas a centenas de crianças e jovens.

Ali, beneficia anualmente 1200 alunos em situação de vulnerabilidade por meio de programas de ensino de excelência que se dividem em: Musicalização Infantil, Canto Coral, Aulas de Instrumentos (classes coletivas e individuais) e Prática Orquestral, com reais oportunidades de profissionalização na música para aqueles que desejam construir uma carreira.

A instituição também assiste as famílias dos beneficiados com a distribuição de alimentos e outros itens de primeira necessidade, além de disponibilizar atendimentos de uma equipe de assistentes sociais. Em 2022, assumiu a gestão de 12 unidades dos CEUS, em contrato firmado com a Secretaria Municipal de Educação, e ampliou seu campo de atuação, levando esta consistente trajetória de transformação social em Heliópolis para outras regiões da cidade, em conformidade com os objetivos, planos e políticas estabelecidas pela SME para as áreas de educação, cultura, esporte, lazer, recreação e tecnologia da cidade de São Paulo.

Para mais informações, acesse: www.institutobaccarelli.org.br

Serviço: Heliópolis & Simoninha Convidam: Vozes Negras
Orquestra Sinfônica Heliópolis
Paulo Galvão, regente
Wilson Simoninha, cantor
Tony Gordon, cantor

Data: 09/07/2023, domingo
Horário: 17h
Local: Teatro B32 Endereço: Av. Brg. Faria Lima, 3732, Itaim Bibi, São Paulo/SP
Ingressos: R$20 (meia) a R$40; vendas na bilheteria do teatro ou pelo site teatrob32.byinti.com.
Contato: imprensa@institutobaccarelli.org.br / (11) 3506-4610

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Meus temores

Jairo Valio: Poema ‘Meus temores’

Jairo Valio

Noto inquietudes preocupantes,
Um interior dividido se apossa então de mim,
E numa avalanche elas se afloram,
Sem se preocupar com meus anseios,
Que julgo inatacáveis e inabaláveis
Diante de meus propósitos evidentes,
E consulto meu coração silencioso.

As respostas afloram em avalanches,
Mesmo diante de meus argumentos,
Que são calçados em vivências tão sofridas,
Muitas vezes de recordações tristes,
Outras no entanto de júbilos que vivi,
Intensos num amor que me sorria,
E correspondia sem sofrer decepções,
Tantas eram as plenitudes alcançadas.

Dividido diante de todas argumentações,
Consulto então minha alma que está inquieta,
E dela me baseio para tirar as conclusões,
E num desfilar que até me angustiou,
Relatou com sua calma que conhecia bem,
Que o mundo está numa séria oscilação,
De conflitos que surgem aos montões,
Guerras que destroem vidas e patrimônios,
E a natureza que está sendo devastada,
Podendo causar serias complicações,
Para a geração futura que irá surgir,
E meus temores então se justificam.

Jairo Valio

valio.jairo@gmail.com

WhatsApp: 15/99700-3572

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Metamorfoses da Maturidade

Resenha do livro “Metamorfose da Maturidade”, antologia com a organização de Giana Benatto Ferreira, pela Editora Umanos.

Capa do livro 'Metamorfoses da Maturidade'
Capa do livro ‘Metamorfoses da Maturidade’

RESENHA

Nesta obra, linda, onze coautoras abrem o coração e nos contam suas histórias.
Narrativas lindas, que nos envolvem e nos fazem refletir sobre a maturidade.
E acima de tudo nos falam que tudo é possível após os quarenta anos.

Que este preconceito de que a vida fica morna, sem graça e que tudo fica difícil ou até mesmo estranho, é pura fábula de quem não tem coragem para definir seus caminhos, escolher o novo e se superar.

Amor, sexualidade, sensualidade, superação, mudança de carreira, de rumo, de vida. Se descobrir, se reinventar, mas, acima de tudo, ser feliz!!!

Um livro com onze narrativas de vida, força, superação e muito amor-próprio.

Uma joia em forma de livro, cheia de luz para nossas vidas.

Leiam, é lindo!!!!

Assista à resenha no canal @OQUELI no YouTube

SOBRE A OBRA

Metamorfose da Maturidade reúne mulheres maduras de idades diferentes que nos contam como se sentem nesta fase pós 40 anos.

Um livro de mulheres corajosas, que abrem seu coração e nos relatam histórias de suas vidas, medos, superação, esperanças, mudanças de estilo de vida, desaceleração para o bem-estar, e outras tantas experiências que nos levam a reflexões profundas da vida como um todo.

… Amadurecer é enriquecedor e o sentimento de afirmação nesta fase permite que a força pessoal de cada uma de nós alcance mundos antes inatingíveis. É intenso e poderoso poder compartilhar experiências. Nos percebemos não sozinhas (diferente de estar acompanhado) nas angústias e nas vitórias.

Giana Benatto Ferreira

SINOPSE DO LIVRO

Qual é o sentido da expressão “a vida começa aos quarenta”?

Este livro apresenta relatos inspiradores de mulheres na maturidade com diferentes idades, profissões e contextos pessoais, que ao longo da trajetória souberam estabelecer mudanças e se adaptaram aos novos ritmos.

Elas criaram projetos e desnudaram-se de fronteiras e estereótipos. Descubra como são capazes de lidar com as metamorfoses, com a sexualidade, com o corpo, com o prazer e com as relações interpessoais.

O que de fato é valioso na senescência?

Confira nesta exposição narrativa exemplos de coragem com arrojados toques de aventura, superação e audácia.

Reúne-se aqui, com leveza na escrita, um misto de agradáveis resenhas que mostram evidências de que viver no limítrofe do meio século, assim como ultrapassá-lo, é uma fase da vida contida por surpresas instigantes e sem limites.

Conheça a história de onze mulheres que após quarentarem decidiram despir não apenas as vitórias e os títulos recebidos, também os dramas vividos, as inseguranças e as dúvidas.

E foram em busca de novos desafios, de modalidades esportivas, prazeres que se reverteram em pérolas da maturidade. A coragem que levou à decisão da troca do salto pelo tênis, até a conquista de maratonas internacionais, são alguns desses enredos instigantes.

A longevidade mundial é um evento que faz a todos repensar sobre a vida. Pois a velhice é uma das fases mais duradouras do desenvolvimento humano, que pode ultrapassar os 40 anos. E a experiência desse time de mulheres flexíveis mostra que é possível planejar, provocar mudanças, viver melhor e priorizar a qualidade de vida.

SOBRE AS COAUTORAS

Giana Benatto Ferreira – Organizadora e coautora

Giana começou a escrever aos 52 anos e desde então migrou de carreira, deixou a advocacia e assumiu a literária. Publicou seu primeiro livro aos 58 anos e em 4 anos publicou 9 livros, entre solos e coletâneas, em crônicas contos e poesia, e dois de práticas criativas – um de meditação e outro de escrita.

Foto de Giana Benatto Ferreira
Foto de Giana Benatto Ferreira

É uma escritora independente, começou com um blog digital, passou a escrever para um site nacional por dois anos.

Reuniu esses escritos e lançou dois livros pela Amazon . Em 2020 publicou pela Umanos Editora (Cuiabá) como organizadora do “Metamorfoses da Maturidade” e, nessa mesma editora, participou de uma antologia poética, com 3 poesias.

De lá para cá, participou de outras duas coletâneas por editoras de São Paulo, e lançou outros livros individualmente.

Seus livros falam, nos variados estilos, do cotidiano, das suas experiências e percepções.

Os manuais de meditação e escrita (que têm cursos e workshops correlatos) traduzem toda sua vontade de compartilhar atividades que pratica há muito e que agregam valor a quem também pratica. Trabalha também com mentoria para mulheres de escrita e qualidade de vida na maturidade.

Essa semana lançou mais dois livros e levou para a coletânea 3 ‘pupilas’ que sentirão o prazer de ter seu nome grafado no título de um livro.


Laura Garbaccio Vianna

Foto de Laura Garbaccio Vianna

Laura é uma advogada atuante que adora escrever para além dos contratos e peças processuais.

44 anos, nasceu e mora em Curitiba/PR e nos conta que suas grandes paixões são: ler, escrever e estar na companhia de quem ama.

Oficialmente, tem apenas dois textos publicados em coletâneas e escreveu o prefácio de uma obra.

Os demais textos e crônicas guarda para si ou compartilha com os mais próximos.


Ana Maria Moser

Foto de Ana Maria Moser

Advogada há 21 anos, Ana é proprietária do escritório Moser assessoria e Consultoria Jurídica nas Áreas Trabalhista e Civil para empresas e Assessoria em Processos de Legalização de Campanhas Promocionais.

Nos últimos seis anos se sensibilizou pela necessidade de conhecer mais sobre gestão ultrapassando as técnicas da profissão de advocacia.

Sendo assim, além de se dedicar aos estudos de matérias técnicas jurídicas, investiu em informações que ampliaram o seu conhecimento, se tornando Coaching.


Valéria Chociai

Graduada em Hotelaria, Valéria Chociai descobriu a alta gastronomia nos estágios obrigatórios que fez durante a faculdade.

A partir de então identificou-se profundamente com a área e especializou-se em Administração de Restaurantes com cursos de Administração de Serviços.

Foto de Valéria Chociai

Em quase 25 anos de carreira trabalhou em diversos restaurantes, tanto no Brasil como no exterior, e passou seus últimos 15 anos de gastronomia como chef e gestora do La Pasta Gialla de Alphaville, na Grande São Paulo.

Durante esse período fortaleceu ainda mais suas duas paixões paralelas: viagens e desenvolvimento pessoal. Criou uma empresa digital com foco na elaboração de roteiros de viagem personalizados, se tornou coach, mentora e terapeuta transpessoal, além de estudiosa e escritora sobre Slow Life. Em 2017 suas paixões e o desejo de liberdade geográfica falaram mais alto e até 2019 empreendeu sua transição de carreira.

Atualmente mima copiosamente sua filha de 4 patas, Maria Mole, e seu tempo restante é dividido entre a formação em Psicanálise e a prática clínica da Psicossíntese.

De Figueira, mas nascida em Ibaiti e registrada em Curiúva, não é de se admirar que Valéria tenha rodinhas nos pés e hoje, aos 45 anos, finalmente tenha a tão almejada vida nômade como uma possibilidade.


Luciane Mildenberger

Formada em Jornalismo, Direito e Educação Física, 50anos, Luciane é natural de Pitanga-PR .

Foto de Luciane Mildenberger

Especialista em Comunicação estratégica e gerenciamento de crise, atua na área de comunicação pública e privada há 22 anos.

Mora em Cuiabá há quase 30 anos, proprietária da empresa Lumil Comunicações. Idealizadora do @correndoamil, canal para motivar pessoas a praticarem atividades físicas.

Ama esportes, é maratonista (42k) e triatleta, apaixonada por gatos e vinhos.


Gabriela Fontes

Foto de Gabriela Fontes

Nascida em Cuiabá-MT, se mudou para São José dos Campos em 2017 depois que decidiu fazer o plano F (de felicidade) em prática, mudando de profissão e de estilo de vida.
Administradora com especialização em negócios internacionais e Marketing, trabalhou mais de 20 anos como consultora empresarial.

Mas, após os 40, escolheu se dedicar ao trabalho terapêutico e desenvolvimento de pessoas, reconectando-as a sua verdadeira essência. Gabriela se denomina com Faxineira Energética.


Astrid Coningham Sekkel

Estudante inacabada de direito e filosofia, colecionadora de diplomas diversos, desde o primeiro de corte e costura até o mais recente de meliponicultora.

Foto de Astrid Coningham Sekkel

Vive em constante aprendizado. Amante de gente de verdade, crianças, animais e plantas.

Acumuladora de cactos, suculentas xícaras e quinquilharias sem excesso. Leitora de livro de papel, ama yoga, massagens, terapias alternativas e chás. Adepta a seguir sua agenda, se descrevendo como teimosa e pontual.

Astrid é dona de uma liberdade e força interna sem limites, firme com suas responsabilidades.

Defensora do que acha correto hoje, amanhã pode mudar de opinião. Livre de palavras como inveja, corrupção e falsidade.

Aos 58 anos, esta mato-grossense nascida em Bela Vista, além de avó dedicada e amorosa, também é artista plástica e ama moda sustentável.


Carolina Miranda do Amaral e Silva

Foto de Carolina Miranda do Amaral e Silva

Carolina é nascida no interior de SC. Psicóloga, especialista em Sexualidade.

Se declara apaixonada pela docência e pela pesquisa. Acredita que podemos transformar o mundo em um ligar de amor e paz e tenta fazer a parte dela através da profissão que escolheu.

Aos 40 anos e amando quarentar, compartilha seus dias entre seus pacientes, Adolfo (meu pet), filmes e séries fora do eixo pop, música e livros.

Ama pôr do sol e praias desertas.


Giédre Benatto

Curitibana, moradora de Natal RN, 60 anos, é educadora e tradutora, com mestrado e pós-graduação respectivamente.

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Na infância, enquanto todos tinham animais de estimação, ela saía com suas plantinhas para passear e tomar sol.

Formada em Biologia, nunca trabalhou como bióloga, mas pratica todos os dias em seus afazeres.

Inquieta, sonhadora e curiosa, Giandre se denomina PhD em recomeços. Sempre teve o hábito de escrever para dar vazão aos pensamentos e emoções.

Sua participação no livro foi escrita enquanto estava na China, isolada pela pandemia. Foi um momento maravilhoso de encontro com ela mesma.

Acredita escrever para a posteridade, e suas obras estão em qualquer pedaço de papel à mão, agendas, cadernos, guardanapos, folhas secas outras superfícies em branco.


Tereza Furman

Foto de Tereza Furman

Casada, mãe de duas filhas e quatro netos, Tereza é paranaense de Araucária, cidade da região metropolitana de Curitiba, capital onde estudou.

Advogada, adora ler, estudar, escrever, e tem no desenho sua paixão.

Encontrou em Cuiabá/MT o seu lugar, onde chegou em 1985 e foi recebida com muito carinho.

Cadeirante há 14 anos, é uma lutadora incansável pela vida. Procura mostrar para os com quem convive que optar por bons sentimentos e pensamentos, alegria e resiliência, podem resultar em uma vida plena, independentemente das limitações físicas.


Andréia Athayde Firmiano Casarotto

Foto de Andréia Athayde Firmiano Casarotto

Aos 48 anos, natural de Paranavaí-PR, casada mãe de duas garotas. Apaixonada por viagens, e decoração.

Geriatra apaixonada pela profissão, adora escutar histórias de vida e falar sobre o curso da vida, que foram sua principal inspiração para esta obra.


ONDE ENCONTRAR O LIVRO


Resenhas da colunista Lee Oliveira




As estações que habitam em mim

Ivete Rosa de Souza: Poema ‘As estações que habitam em mim’

Foto de Ivete Rosa de Souza
Ivete Rosa de Souza

Tenho em mim a primavera

Quando vejo meus filhos a sorrir

Valeu toda luta e toda espera

Parece que não vai mais existir

Tenho em mim o verão

Quente gostoso dos amores

Guardo bem fundo com emoção

O beijo queimando e seus sabores

Tenho em mim o outono

Doce lânguido perfumado

Que me leva além dos anos

E remete ao passado

Tem em mim o frio do inverno

Das dores e dissabores enciumados

Pois fiz do meu próprio inferno

Um caminho doce com cuidado

Tenho em mim todas as cores

Das estações e do tempo

Que muda de tom e odores

Leva ao vento o esquecimento

De tudo aquilo que sempre passa

Deixa na alma esperança e sabedoria           

Tudo o que passa nos recomeça

Deixando enfim a nostalgia

Dentro de mim há um Universo

Que assim transbordo em poesia

E na magia única do meu verso

Desafio a vida com ventania ou calmaria.

Contato com a autora


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