A Justiça não é cega

Virgínia Assunção: Poema ‘A Justiça não é cega’

Virgínia Assunção

Nas grandes e pequenas cidades do país

Ecoa nas ruas a injustiça irracional

Esquecidas histórias com vidas silenciadas,

Essa gente suplica por igualdade social.

Calejadas mãos dos que trabalham sem parar

E poucos desfrutando de muito luxo e poder,

Suor confundido com lágrimas a transbordar

Na luta diária pelo pão para sobreviver.

Onde estão as vozes dos que prometem, falaciosos?

Não veem as feridas abertas, doloridas, sangrando?

É preciso quebrar, urgente, as amálgamas dos gananciosos.

Que tenhamos, conscientes, a obrigação e premissa

De fazer da poesia um instrumento de protesto

Abrindo os olhos do mundo para dantesca injustiça.

Virgínia Assunção

mavifeitosa@gmail.com

WhatsApp: 79/99159-9790

Instagram: http://@virginiaassuncao_

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Caminhando sob a Lua

Isabel Furini: Poema ‘Caminhando sob a Lua’

Isabel Furini
Imagem da IA do Bing

o bêbado ignora as sombras
olha seu relógio quebrado
vomita palavras promíscuas
e sob a luz prateada da Lua
caminha pelas ruas
como um santo
e mergulha no silêncio do perdão. 

Isabel Furini

isabelfurini@yahoo.com.br

WhatsApp: 41/99910-2247

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Silenciar a mente

Jairo Valio: Poema ‘Silenciar a mente’

Jairo Valio

Noto um silêncio cúmplice e atroz,
Num repente tudo cessa em minha mente,
Uma quietude se apodera então de mim,
Numa cumplicidade de meu coração tão quieto,
Então inerte diante de meus momentos que afloram,
Jubilosos ou de meras conjunturas.

Não sei o que está ocorrendo,
Dúvidas ou certezas que me afligem,
E num repensar me calo diante de circunstâncias,
Verdadeiras, pois, são próprias e até se agitam.

Consulto minha alma que parece até inerte,
E noto que está ausente em decisões tomadas,
Algumas que machucam minha sensibilidade,
Outras que parecem vagas e sem conexões,
E noto que algumas lágrimas brotam aqui e ali,
Silenciosas que afetam minha mente em transe.

Jairo Valio

valio.jairo@gmail.com

WhatsApp: 15/99700-3572

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Românticos, sim!

Comendadora Sandra Albuquerque: Poema ‘Românticos, sim!’

Sandra Albuquerque
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Como é bom estar aqui
Bem juntinho a você
E toda esta cumplicidade
Nos torna um só.
Somos românticos, sim, somos!
Ter você ao meu lado
E acordar com você todas as manhãs
Acariciando o meu rosto
Tocando minha pele
E esperando eu despertar.
E você
Sussurrando aos meus ouvidos:
Eu te amo e não posso viver sem você
É tudo que eu esperava de bom pra mim!

ROMANTICS, YES!

How good it is to be here
I’m right next to you
And all this complicity
It makes us one.
We are romantics, yes we are!
Have you by my side
And wake up with you every morning
caressing my face
touching my skin
And waiting for me to wake up.
And you
Whispering in my ears
I love you and I don’t. I can live without you
It’s everything I expected to be good for me.

Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque
sandralennen@gmail.com
(D.R.A. 9.610/98.)
Rio de Janeiro,30 de junho de 2023

WhatsApp: 2197648-9057

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O cinema no Brasil

Maze Oliver: Artigo ‘O cinema no Brasil’

Maze Oliver
Criador: Rodrigo Tetsuo Argenton. Direitos autorais: CC-BY SA 4.0. https://www.wikiwand.com/pt/Cine-Theatro_Central

O Cinema Brasileiro chegou ao pico em qualidade de produção. No entanto, ainda precisa expandir e chegar as massas. Os maiores problemas ainda são as poucas janelas de exibição, a falta de investimento e a ampliação de formações. Essas condições, se fossem articuladas formariam um bom tripé para sua expansão. Vamos conhecer um pouco dessa história notável e genuína?

 Em seu desenvolvimento em 125 anos passou por vários ciclos como todo processo de criação. Foi desde a filmagem de cenas cotidianas, a chanchada, a pornochanchada, o cinema marginal, o cinema novo, até chegar aos grandes sucessos, vencedores de Oscar. As pesquisas nos mostram que a primeira filmagem em solo brasileiro foi realizada por um italiano, Afonso Segreto, em 19 de junho de 1898, sendo apenas algumas imagens da chegada de um navio na Baia de Guanabara. No entanto, a película foi extraviada e somente a partir de registros dessa filmagem em jornais, tempos depois, a data acima foi atribuída ao Dia do Cinema Nacional.

Os primeiros sucessos do cinema nacional brotaram por volta da década de 1910, com filmes adaptados da literatura ou de registros de crimes, como por exemplo, o Crime da Mala.   Nosso cinema sofreu e ainda sofre influência do cinema estrangeiro. Isso porque no período Vargas, a sétima arte brasileira foi invadida pelas películas americanas, uma vez que não pagavam impostos para rodar seus filmes por aqui. Contudo, o cinema sempre responderá ao que seu público deseja. Sendo o brasileiro um povo genuíno e bem humorado por natureza, o primeiro filme sonoro, contado em Português, foi a Comédia: Acabaram-se os Otários, de Luis de Barros. Em 1933 surgiu a empresa brasileira Vera Cruz, trazendo o crescimento do cinema nacional. Muitas comédias e sátiras foram produzidas, assim como surgiram outros estúdios e produtoras. Tempo de fama para Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves. Porém, o marco dessa época próspera foi com o filme O Cangaceiro que marcou o sucesso e a derrocada da citada empresa, que foi a falência por não conseguir segurar os lucros, já que vendeu o referido filme para os estrangeiros. Todavia, o cinema voltou a crescer novamente a partir de 1969 com a criação da EMBRAFILMES para fomentar a produção e distribuição de filmes no Brasil.

Na era Collor novamente veio uma crise. O cinema passou por um período negro de grande dificuldade. A dívida externa e as novas medidas do governo provocaram uma queda na produção cinematográfica com a extinção do Ministério da Cultura, da Funart e Concine. Morreria o cinema nacional?

Na década de 1960 surge o Cinema Novo e com ele novas ideias de fazer cinema, junto com a desesperança social. Os brasileiros que se aventuraram na sétima arte partem para denunciar as mazelas e as penúrias pelas quais passavam o povo brasileiro. Isso fez o cinema expandir-se para outras áreas do Brasil, fora dos grandes centros, chegando até ao Acre em 1973. Nasce em Rio Branco, o cinema acreano mostrando como é a vida no Norte: os conflitos sociais e o modo de vida do povo, nos primeiros filmes: Fracassou meu casamento, Rosinha, a Rainha do Sertão e outros.  No cenário nacional, a ênfase dessa época foi para o filme Deus e o Diabo na terra do Sol.

Mas um filme mudou a cara da arte cinematográfica brasileira, trouxe não só a fama, e sim qualidade, projeção e principalmente respeito da população: Cidade de Deus. Isso porque desde a época das chanchadas o cinema brasileiro era marginalizado. O que piorou mais ainda com as pornochanchadas. O citado filme que mudou a imagem do cinema, foi rodado após a retomada do Ministério da Cultura, quando novos investimentos através de cartas de crédito, foram utilizados.  Dessa época, é a lei do áudio visual: Lei Rouanet, Fundo Setorial, também a criação da ANCINE. Mudanças que impulsionaram o mercado com aumento de produção, bilheteria e aceitação.  A partir delas, foram também rodados os filmes Carlota Joaquina, Carandiru, Cidade de Deus e Tropa de Elite. Surgiu ainda, a Globo Filmes, outro marco na história do cinema nacional.

Apesar da atual consolidação da empresa do cinema brasileiro, ainda é complicado competir com o mercado internacional que investe muito mais, tendo assim maior quantidade e qualidade de produção. Mesmo com a cobrança de impostos ao mercado cinematográfico estrangeiro, esses filmes ainda dominam as telas brasileiras. Apesar da inovação revolucionária da internet, o acesso aos filmes brasileiros ainda deixa muito a desejar. Poucos chegam à TV aberta. Muitos dos melhores filmes são conhecidos fora do Brasil e desconhecidos para o grande povo. É preciso mostrar o cinema brasileiro. Abrir mais janelas de exibição para os produtores do áudio visual. Investir em mais formações, que também é importante para readequar os produtores ao manuseio das novas tecnologias.

O cinema brasileiro guarda nossa identidade. A maioria da produção não é comercial, ela é histórica, é registro cultural, desnuda a alma brasileira, mostrando a relação do homem com os conflitos do seu tempo. Na frente da tela, ou atualmente na telinha, o cinéfilo se identifica com o personagem e vive com ele grandes emoções. Muitas vezes, isso é catarse!  Vale a pena investir na sétima arte, uma das mais lindas formas de mostrar a vida acontecendo. A possibilidade do cinema brasileiro dar certo, já é uma realidade, porém é necessário investimento, apoio ás pequenas produtoras e expansão.

Por Maze Oliver
mazeoliver1@gmail.com

Membra da Associação Acreana de Cinema – ASACINE e da Academia Acreana de Letras – AAL

WhatsApp: 68/9961-3830

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https://clubedeautores.com.br/books/search?where=books&what=MAZE+OLI

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C… Com Coração…

Clayton Alexandre Zocarato: Acróstico ‘C… com coração…’

Clayton A. Zocarato

Coração

Reflete

Internamente

Sofrendo

Toda

Incidência

Nebulosa

Amorosa

Clayton Alexandre Zocarato
claytonalexandrezocarato@yahoo.com.br

WhatsApp: 17/99249-1192

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EDIÇÃO 209 DO INTERNET JORNAL

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